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Preenchimento da Declaração de Óbito 
 
O que é a Declaração de Óbito (DO)? 
 
A Declaração de Óbito é o documento-base do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS). É 
composta de três vias autocopiativas, prenumeradas sequencialmente, fornecida pelo Ministério da Saúde e distribuída pelas 
Secretarias Estaduais e Municipais de saúde conforme fluxo padronizado para todo o país. 
Ela possui importância estatística, epidemiológica e jurídica. Somente com ela que consegue a certidão de óbito. 
 
Para que servem os dados de óbitos? 
 
Além da sua função legal, os dados de óbito são utilizados para conhecer a situação de saúde da população e gerar ações visando 
a sua melhoria. Para tanto, devem ser fidedignos e refletir a realidade. As estatísticas de mortalidade são produzidas com base na DO 
emitida pelo médico. 
 
 
São 3 vias, você escreve na primeira e a cópia vai automaticamente para a segunda e terceiras vias. A primeira via vai direto para a 
secretaria de saúde, para as estatísticas municipais, estaduais e federais. A segunda via para a família, que leva até o cartório para 
emitir a certidão de óbito que a arquiva e, a terceira, volta para o prontuário do paciente no hospital. 
 
O papel do médico 
 
A emissão da DO é ato médico, segundo a legislação do país. Portanto, ocorrida uma morte, o médico tem obrigação legal de 
constatar e atestar o óbito, usando para isso o formulário oficial “Declaração de Óbito”, acima mencionado. 
A não ser em situações extremamente raras em que não há médico na cidade. Aí, em casos extraordinários, duas testemunhas 
reconhecem o óbito do indivíduo. 
 
O que o médico deve fazer 
 
1. Preencher os dados de identificação com base em um documento da pessoa falecida. Na ausência de documento, caberá à 
autoridade policial preceder o reconhecimento do cadáver. 
2. Registrar os dados na DO, sempre com letra legível e sem abreviações ou rasuras. 
3. Registrar as causas da morte, obedecendo ao disposto nas regras internacionais, anotando, preferencialmente, apenas um 
diagnóstico por linha e o tempo aproximado entre o início da doença e a morte. 
4. Revisar se todos os campos estão preenchidos corretamente antes de assinar. 
 
O que o médico NÃO deve fazer 
 
1. Assinar a DO em branco 
2. Preencher a DO sem, pessoalmente, examinar o corpo e constatar a morte. 
3. Utilizar termos vagos para o registro das causas de morte, como parada cardíaca, parada cardiorrespiratória ou falência de 
múltiplos órgãos (são coisas óbvias). 
4. Cobrar pela emissão da DO. Nota: o ato médico de examinar e constatar o óbito poderá ser cobrado desde que se trate de 
paciente particular a quem não vinha prestando assistência. 
 
Em que situações emitir a DO 
 
1. Em todos os óbitos (natural ou violento). Mas no óbito violento, quem emite é o médico do IML. Geralmente, nas causas naturais 
é o médico assistente e, se for uma dúvida intransponível, pode levar para o SVO. 
2. Quando a criança nascer viva e morrer logo após o nascimento, independentemente da duração da gestação, do peso do 
recém-nascido e do tempo que tenha permanecido viva. Ela deve ter a DO e, posteriormente a certidão de óbito emitida pelo 
cartório. 
3. No óbito fetal (intraútero), se a gestação teve duração igual ou superior a 20 semanas, ou o feto com peso igual ou superior a 
500 gramas, ou estatura igual ou superior a 25 centímetros. 
 
Em que situações NÃO emitir a DO 
 
1. No óbito fetal, com gestação de menos que 20 semanas, ou feto com peso menor que 500 gramas, ou estatura menor que 
25 centímetros. 
Nota: A legislação atualmente existente permite que, na prática, a emissão da DO seja facultativa para os casos em que a família 
queira realizar o sepultamento do produto de concepção. 
Então, mesmo se a paciente perdeu o bebê com 18 semanas e 400 gramas, por exemplo, e quiser fazer o enterro, você faz a 
declaração de óbito. Pois o enterro é um momento de luto importante para algumas pessoas. 
 
2. Peças anatômicas amputadas. Para peças anatômicas retiradas por ato cirúrgico ou de membros amputados. Nesses casos, o 
médico elaborará um relatório em papel timbrado do hospital descrevendo o procedimento realizado. Esse documento será 
levado ao cemitério, caso o destino da peça venha ser o sepultamento. Também pode ser levado a um local para incinerar o 
membro. 
 
 
Não devemos ter medo. O documento tem um valor jurídico, mas servem principalmente para as estatísticas, às ações de políticas 
públicas. Se a morte é natural, não precisa ter medo de escrever um atestado de óbito. 
Se o paciente morre e tudo indica que de morte natural, o médico do SVO, caso haja na cidade em questão, faz essa verificação. 
Morte não natural: caso de violência como homicídio, suicídio, acidente ou morte suspeita. Envenenamento também configura como 
morte violenta. 
 
 
 
 
Documento da declaração de óbito – 3 vias. 
 
Bloco I - Cartório 
Bloco II – Identificação – na prática o pessoal do hospital já traz preenchido, mas você deve verificar. A responsabilidade é sua 
Bloco III – Residência 
Bloco IV – Ocorrência 
Bloco V – Fetal menor que 1 ano e em mulheres 
Bloco VI – Condições e causas do óbito 
Bloco VII – Médico 
Bloco VIII – Causas Externas 
Bloco IX – Local sem médico – testemunhas para atestar o óbito 
 
 
 
 
 
 
 
Causa básica: doença de base que desencadeou todos os eventos até a casa imediata ou terminal que encontramos na parte “a”. 
Doença que culminou nos outros eventos, trazendo morte ao paciente. 
Parte II: estados patológicos do paciente que não tem relação com a morte em si. Então, não estão em evidência, mas sabidamente 
o paciente apresentava. Por exemplo, o paciente faleceu de TCE, mas na parte II eu coloco uma comorbidade dele, por exemplo, 
tinha uma hiperplasia prostática benigna, que pode ser colocada. 
 
 
 
Os exemplos a seguir esclarecem melhor o modo de preenchimento destas duas partes: 
 
Exemplo 1 – Masculino, 65 anos. Há 35 anos, sabia ser hipertenso e não fez tratamento. Há dois anos, começou a apresentar dispneia 
de esforço. Foi ao médico, que diagnosticou hipertensão arterial e cardiopatia hipertensiva, e iniciou o tratamento. Há dois meses, 
insuficiência cardíaca e, hoje, teve edema agudo de pulmão, falecendo após 5 horas. Há dois meses, foi diagnosticado câncer de 
próstata. 
 
 
 
Exemplo 2 – Paciente diabético, deu entrada no pronto socorro às 10:00 com história de vômitos sanguinolentos desde 6h da manhã. 
Desde 8h com tonturas e desmaios. Ao exame físico descorado +++/4+, e PA de 0 mmHg (inaudível, de tão baixa). A família conta 
que paciente é portador de esquistossomose mansônica há cinco anos, e que dois anos atrás esteve internado com vômitos de 
sangue, e recebeu alta com diagnóstico de varizes de esôfago após exame endoscópico. Às 12h, apresentou parada cardiorrespiratória 
e teve o óbito verificado pelo médico plantonista, após o insucesso das manobras de reanimação. 
Ou seja, tem hipertensão porta. 
 
 
 
Exemplo 3 – Paciente chagásico, com comprometimento cardíaco, internado com história de distensão progressiva do abdômen. 
Há dois dias, vem apresentando fraqueza, febre alta, e não suporta que lhe toquem o abdômen. Sem evacuar há três dias, tem 
diagnóstico colonoscópio de megacólon há cinco anos. Na visita médica das 8h da manhã, paciente suava muito e apresentava 
pressão sistólica de 20mmHg. O diarista, após avaliar hemograma, trocou o antibiótico e, ao longo do dia, ajustou várias vezes o 
gotejamento de dopamina. Às 16h, apresentou parada cardiorrespiratória e teve o óbito confirmado pelo médico substituto, após o 
insucesso das manobras de reanimação. 
 
 
 
Preenchimento incorreto da declaração de óbito em mortes de causa natural 
 
Exemplo 1 – Um erro crasso e uma das formas mais comuns de preenchimento incorreto de DO, trata-se de declarar parada 
cardíaca como causa básica da morte. Para um bom preenchimento, deve-se evitar anotar diagnósticos imprecisos que não 
esclarecem sobre a causabásica da morte, como parada cardíaca, parada respiratória ou parada cardiorrespiratória. De acordo com 
o Volume II da CID 10, esses são sintomas e modos de morrer, e não causas básicas de óbito. Além do mais, nesse exemplo, as 
causas antecedentes e principalmente a causa básica foram omitidas. 
 
 
 
Exemplo 2 – Falência múltipla de órgãos é um diagnóstico do capítulo das causas mal definidas. Ou seja, também é um diagnóstico 
impreciso. No exemplo em epígrafe, além deste ter sigo o único diagnóstico informado, o médico deixou de informar qual afecção 
desencadeou a série de eventos que resultou na falência de órgãos e culminou com a morte do paciente. 
 
 
 
Exemplos para o preenchimento do campo 40 da Declaração de óbito 
 
Quando a morte for por CONSEQUÊNCIA DE UMA CIRURGIA OU PROCEDIMENTO 
 
ATESTAR A DOENÇA QUE INICIOU A SUCESSÃO DE EVENTOS QUE MOTIVOU A CIRURGIA OU O PROCEDIMENTO 
 
Cirurgias 
 
 
Criança com tetralogia de Fallot, realizou cirurgia há 8 dias, há 4 dias broncoaspirou, há 2 dias teve choque séptico e morreu. A 
causa básica da morte não foi a cirurgia cardíaca e sim o que o levou à cirurgia. Pelo contrário, a cirurgia foi para tentar salvar o 
paciente. 
 
Procedimentos 
 
 
A doença de base é uma IRC devido a uma nefropatia diabética e, provavelmente, por complicações não conseguiu fazer a 
hemodiálise. Foi optado por uma diálise peritoneal, que levou a peritonite e, consequentemente à morte por choque séptico. 
 
Neoplasias 
 
Quando for citada uma NEOPLASIA 
 
DEVEM SER DECLARADAS A SUA LOCALIZAÇÃO PRIMÁRIA E SUA NATUREZA (BENIGNA OU MALIGNA) 
 
Se desconhecidas, declarar como “sítio primário desconhecido” ou “comportamento incerto” 
 
 
Uma neoplasia maligna de mama, que precisou de quimioterapia e levou à imunossupressão que levou à colitepseudomembranosa. 
O ponto chave é achar a causa básica de morte e, a partir dali pensar no diagnóstico, na sequência de eventos e colocar no atestado. 
 
Óbitos perinatais 
 
Quando a morte for CONSEQUÊNCIA DE PATOLOGIA MATERNA, atestar a DOENÇA MATERNA que determinou a cadeia de 
eventos que conduziu à morte NA ÚLTIMA LINHA DA PARTE I 
 
 
A mãe tinha a doença materna hipertensiva específica da gravidez que levou à prematuridade, que levou à prematuridade do bebê, 
que causou septicemia, que gerou uma meningite neonatal com morte. Nesse caso 
 
Prontuário 
 
É um documento, vai ajudar o paciente (outro médico vai ler e conseguir ajudar o paciente também) e vai te ajudar também em 
condições adversas (você precisa se precaver). 
 
• Evolua diariamente 
• Escreva com clareza (não precisa ser prolixo, pode ser objetivo. Coloque a anamnese, o exame físico) 
• Seja cuidadoso 
• Anote os exames complementares mais importantes na evolução (vai ser um guia na hora de fazer a sua conduta) 
• Não esqueça de evidenciar o porquê da sua conduta (colocar o plano terapêutico e justifica. Ex: inicio ceftriaxone por evidência 
de pneumonia). 
• Lembre-se: O prontuário é um documento com validade jurídica e a sua defesa no cuidado com os pacientes.

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