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1. CONCEITUAÇÃO
1.1 A ESSÊNCIA DO LOCAL SAGRADO
“(...) há um espaço sagrado, e por consequência forte e significativo, e há outros espaços não-sagrados, e por consequência sem estrutura nem consistência, em
suma: amorfos”.
(ELIADE, 1970, p.35).
Tradicionalmente, os templos das religiões cristãs buscam criar a ideia do ser divino ao fazerem ligações com o sentimento que o ser humano irá sentir ao estar naquele local. A escala humana se torna pequena, em detrimento ao poder celestial, as paredes são fechadas, para que somente aquele lugar seja considerado puro, longe do mundo e suas mazelas. Na visão de Durkheim (1981) o templo é um lugar sagrado, possibilitar os indivíduos a consciência da coletividade da qual participam e da história que os une. O mundo exterior então se torna profano, ao passo que o mundo pessoal do ser humano só com seu deus é o sacro. (OLIVEIRA, pag. 18, 2010)
1.2 ALÉM DO ESPAÇO OCLUSO
Objetivando criar um espaço que transcendesse o local fechado das igrejas, decidiu-se criar novos olhares para aqueles dentro da construção. Através de transparências e usos de certos materiais, o sagrado rompe as quatro paredes e é mostrado também na natureza ao redor. Aqui, a natureza é sinônimo de divino, e a riqueza de vida natural é o elemento que define.
A inspiração que Lloyd Wright, grande arquiteto defensor das obras orgânicas trouxe é clara, ao observamos seus comentários a respeito do seu projeto Wayfarers Chapel. Ele se afastou de fechamentos tradicionais para criar um enquadramento delicado que permitisse à paisagem circundante definir o espaço sagrado.
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)
2. CORRELATOS
A inspiração surgiu ao observarmos três capelas americanas, Capela Cooper, Capela Thorncrown e Capela Wayfarer, os seus formatos e o uso de vidros trouxeram justamente o efeito que buscamos.
Figura 1 - Capela Thorncrown (Arkansas – EUA)
Fonte: Randall Connaughton, 2019 Figura 2 – Capela Cooper (Arkansas – EUA)
Fonte: Morgan Burke, 2016
A Capela Wayfarer se tornou o principal correlato, por trazer tanto o elemento da madeira, como também a transparência dos vidros, aqui também é notavél a ideia de transcedencia que se tem, o pé direito alto e a luz incendente.
Figura 3 - Capela Wayfarer (Palos Verdes – California – EUA)
Fonte: Extraído do site oficial da Capela Wayfarers.
Figura 4 - Capela Wayfarer em 1951
Fonte: Extraído do site oficial da capela.
Figura 5 – Plantas da Capela Wayfarer
Fonte: Arquivos de Lloyd Wright
Além disso, buscamos alguns temas que se repetem nas construções religiosas. O arco ogival foi um elemento absorvido muito importante, no nosso projeto ganhou um toque mais moderno ao se tornar mais retilíneo. Assim como as cruzarias na abododas das catedrais góticas, quando buscamos criar encontros entre as peças de madeira no teto da nossa capela. Tal elemento permite uma maior altura a construção, voltando ao conceito da escala humana em sua pequenez comparada a divindade.
Figura 6 - Arcos ogivais e abóbodas cruzadas na Igreja anglicana Beverley Minster.
Fonte: https://www.estilosarquitetonicos.com.br/
3. MATERIAIS USADOS
3.1 USO DE MADEIRA E VIDRO
Em nosso projeto, a estrutura em madeira cria a ideia de ser sustentada por algo orgânico e intrinsecamente natural. A transparência dos vidros permite além da entrada de luz natural, como nos vitrais das capelas tradicionais também um maior contato visual entre o observador e a natureza em volta, assim a como a figura divina é a própria natureza nas antigas religiões, destaque aos costumes celtas, por exemplo.
3.2 OUTROS MATERIAIS
Além do efeito proporcionado pelos elementos citados, alvenaria de pedra natural, ferro e telha ecológica também serão utilizados nessa edificação.
3.3 APLICAÇÃO DOS MATERIAIS
A base da capela, se estende da área exterior e também é emoldurada pela capela, é revestida com pedras naturais, a escolhida foi a pedra São Tomé, esse componente é mais um objeto visual para trazer a ideia do orgânico. A madeira da estrutura remete as arvores, assim como seu formato que em alguns pontos de bifurcam, fato análogo à galhos.
O vidro é o principal elemento para o efeito da proximidade com a paisagem, sua transparência permite a visão de todo o horizonte circundante, assim, o homem, espaço e meio ambiente são um só, da mesma maneira de uma concepção de Deus onipresente. Assim, na obra esse material é translúcido, proporcionando uma vista clara para o natural ao redor. A cobertura é preenchida com telha ecológica.
Por fim, temos o ferro nos caixilhos. Esse metal vem com a proposta inicial de repartir o vidro em pedaços para melhorar a locomoção do material, mas o desenho que ele forma para moldar o vidro ganha mais utilidade quando traz delicadeza e leveza para a estrutura.
Figura 8 – Esquematização dos materiais utilizados.
Fonte: Arquivo pessoal, 2021
4. IMAGENS DO PROJETO
Figura 9 – Vista fachada norte.
Figura 10 – Vista fachada nordeste.
Figura 11 – Vista de cima a leste.
Figura 12 – Vista fachada sudoeste.
Figura 13 – Vista cima.
Figura 14 – Corte transversal entrada.
Figura 15– Corte transversal sudoeste.
Figura 16 – Cobertura vista de dentro da capela.
Figura 17 – Vista interna para o altar.
Figura – Vista norte.
Figura 18 – Vista interna para a entrada.
REFERÊNCIAS
OLIVEIRA, Daniela Duarte de Freitas, A PRODUÇÃO DO ESPAÇO SAGRADO NA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA, 2010.
ELIADE, Mircea. Tratado de História das Religiões. WMF, 1970

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