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Feito entre os anos de 1948 - 1950 pelo o arquiteto Artigas
Vilanova, que usou como base o concreto, ferro e vidro aparente.
Projetou e deu vida a uma residência de apenas um pavimentos
com 223 m² em um terreno de 1000 m². Localizada na Rua Barão
de Jaceguai n.º 1151 - Campo Belo - São Paulo, a residência do
arquiteto agora é usada de ponto turístico e conta com um café
para os visitantes, o atual proprietário é o filho do arquiteto, quem
permitiu o uso da casa como um ponto crucial dos estudantes de
arquitetura que querem conhecer as construções dos antigos
movimentos.
O movimento usado para a casa foi da Escola Paulista, sendo ele
o grande precursor do brutalismo no Brasil, deixando claro quais
os materiais usados em cada parede da residência e a sua
estrutura, apenas mudando a cor mas não mudando sua forma,
moderno, usando alguns dos cinco pontos da arquitetura moderna
de Le Corbusier, sendo eles: Janelas em fita, Planta livre e
Fachada livre, e o conceito orgânico de Frank Lloyd Wright, fez
uma casa sem muitas divisões entre os cômodos sociais como,
sala, cozinha e sala de jantar, não usou paredes para dividir esses
cômodos para que tenha a maior interação da família entre esses
cômodos mais usados nas casas. Os quartos não tem uma
hierarquia, sendo todos do mesmo tamanho e layout incluindo o
quarto da empregada, que muitas vezes era planejado de forma
mínima para o conforto. Artigas Vila Novas usou desses conceitos
com base no seus ideais socialista, a casa demorou para ser
construída porque era usada como ponto de encontro dos
mesmos que compartilhavam desses ideais, o que era proibido,
por conta do governo da época.
Surgiu em um período pós-guerra na década de 1950, ano no qual
estava surgindo o brutalismo na Europa. Ambos movimentos
faziam o uso da técnica construtiva de concreto armado e faziam
questão de deixá-lo aparente. Como dava ênfase na técnica
construtiva, esse era o ponto que a diferenciava da escola carioca,
que dava mais valor para a questão das belas artes, enquanto a
paulista buscava a modernização da arquitetura e isso só seria
possível com o abandono dos velhos conceitos da arquitetura.
O Brasil na década de 1950, estava passando por mudanças
políticas e sociais. Na época em que a casa estava sendo
construída o presidente em que estava no poder era Getúlio
Vargas, quem vazia a caça aos comunistas e que por muito
tempo, os arquitetos brasileiros compactuam da mesma
ideologia comunista, pensamento no qual Artigas Vilanova
seguia e tentava implantar no país. Sendo esse um dos motivos
pelo o qual a residência do arquiteto demorou para ficar pronta,
era onde aconteciam as reuniões entre eles e outras influências
que compartilhavam dos ideias. Tanto que a casa seguiu esse
mesmo pensamento, sem hierarquia, sem quarto de
empregada, pois o proletário deve ter sua casa para não morar
na casa do patrão.
A valorização da estrutura era ponto da Escola Paulista,
mostrando o uso de vigas e pilares e como estão sendo usados
é valorizado no movimento, o que gerou um aval de críticas em
algumas obras, por conta da estética que não era muito
agradável. O uso de concreto aparente, é de suma importância
para a escola paulista, o objetivo era mostrar o real estado das
obras sem revestimentos ou qualquer outro material que fosse
usado para "apagar" a verdadeira edificação.
Toda a parte esquerda da edificação é escondida pelos muros
diagonais da entrada, que é limitada pelos muros da garagem.
Após a entrada na edificação vê a parte interessante da
estrutura, no mesmo nível que o pilotis está a parte do edifício
que engloba a cozinha, sala, banheiro comum, quartos e sala de
jantar, no nível acima do pilotis fica o escritório, que tem um
acesso divido entre dois lances de escada com um patamar de
descanso entre elas.
A edificação é um grande retângulo assimétrico de 27 metros de
comprimento com 6 metros de largura, e todos os elementos da
construção externos contribuem para a essa forma ser linear e
assimétrica ao mesmo tempo. Todas as paredes da construção, foi
usada tijolos maciços que foram pintados sem nenhum reboco ou
qualquer outro material usado em superfícies para não “apagar” o
seu verdadeiro estado. As cores das pinturas da casa escolhidas
pelo o arquiteto tiveram base no branco, vermelho e azul, outros
elementos foram usados tons mais fechados. Dessa forma a
harmonia entre os cômodos é feita e bem distribuída, deixando a
casa mais orgânica.
Pela a setorização da casa podemos ver como a forma e o conceito
em que Artigas, queria aplicar e todas as outras obras. A residência
do arquiteto foi um grande experimento para todos os seus novos
ideais de arquitetura. Tendo em mente o modo em que os
dormitórios não deveriam ser hierarquizados, a quebra das divisões
das áreas comuns, como: sala, cozinha e sala de jantar, ajudam na
compreensão da forma da família junta e os quartos usados apenas
para suas particularidades sem que a família ficasse em segundo
plano.
João Batista Artigas Vilanova, nasceu no dia 23 de Junho do ano de
1915, na capital do Paraná, Curitiba. Sua arquitetura foi moldada
com os princípios da Escola Paulista, movimento no qual focava na
valorização da estrutura e dava ênfase na técnica construtiva. A
maioria dos seus projetos eram focados na harmonia do estado
natural dos materiais com a natureza. Faleceu no ano de 1985, em
São Paulo. Foi um grande precursor da Escola Paulista e uma
grande influência no nome da arquitetura brasileira. Como o terreno
é grande, essa edificação é conhecida como a segunda residência
do arquiteto, a primeira chamada de Casinha, foi feita no ano de
1942. Ambas as casas foram projetadas em momentos em que as
políticas públicas estavam sendo reformadas ou sofrendo
mudanças por meio da população.
Formou-se em engenharia e arquitetura pela Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo no ano de 1937. Foi estagiário na
construtora Bratke e Botti, e após seus anos de estágio abriu seu
próprio de projetos e construções com Duílio Marone, conhecido
como Artigas & Marone Engenheiros. No ano de 1944 o arquiteto
decide montar um outro escritório, se afastando da antiga. Junto
com o calculista Carlos Cascaldi e outros arquitetos fundou o
Instituto dos Arquitetos do Brasil, na cidade de São Paulo. Um ano
depois filia-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Em 1946, recebeu uma bolsa de estudos da Fundação
Guggenheim, onde ficou durante 13 meses viajando pelos Estados
Unidos. Após sua volta, no ano de 1948, participou da linha de
projetistas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade São Paulo, local onde se tornou professor.
Por conta da Guerra Fria, e suas crises ideológicas
em que deixava os países, o arquiteto começa a
escrever para a revista marxista Fundamentos, que é
ligada ao partido político que era filiado, o PCB.
Escreveu no ano de 1952 um artigo que é usado
como base para muitos, "Os caminhos da arquitetura
moderna". Participou do concurso no ano de 1956-57
para a construção da nova capital, no qual ficou em
quinto lugar.
Por conta dos seus envolvimentos políticos, no ano
de 1969 após o Ato Institucional n° 5 (AI-5) é
afastado do seu cargo como professor na FAU-USP,
no qual anos mais tarde volta a lecionar por meio de
concurso para professor titular em 1984. Faleceu no
ano seguinte aos 69 anos de idade no dia 12 de
janeiro.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS:
• https://www.historiadaarquitetura.com/arquitetu
ra-o-que-e-a-escola-paulista/
• https://www.archdaily.com.br/br/tag/escola-
paulista
• https://www.archdaily.com.br/br/01-
172411/classicos-da-arquitetura-segunda-
residencia-do-arquiteto-slash-vilanova-artigas
• https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteu
do/artigos/biologia/historia-do-brasil-anos-
1950/48618
• https://www.guiadasartes.com.br/joao-batista-
vilanova-artigas/biografia
• Portfólio de THAU 1.
https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/historia-do-brasil-anos-1950/48618https://www.guiadasartes.com.br/joao-batista-vilanova-artigas/biografia

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