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BONECO 4 ANA CLAUDIA

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EDIFICIOS DE
EDUCÇÃO
ARQUITETURA
ALUNA: ANA CLAUDIA DIAS
MATRICULA: 201608157067
CURSO: ARQUITETURA E URBANISMO
DISCIPLINA: PERPESCTIVAS CONTEMPORANEAS EM ARQUITETURA E URBANISMO 
CODIGO DA DISCIPLINA: CCE0337
PERIODO: NOTURNO
PROFESSOR(a): CATHERINE D ANDREA 
SEMESTRE: 2021/01
LINHA HISTÓRICA DA ARQUITETURA ESCOLAR DO BRASIL 
 
COMO COMEÇOU ?
Por alguns séculos o Brasil comportou-se como uma colônia de
economia agroexportadora da metrópole de Portugal,
abastecendo-se de produtos existentes no país. Os movimentos
da população e da economia dentro do país geraram mudanças
territoriais, econômicas, sociais e também educacionais, já que o
Brasil não se encontrava despovoado, comportando índios e
alguns poucos negros.
Os primeiros indícios da arquitetura escolar no Brasil vieram com a Companhia de Jesus. Em 1549, chegam os primeiros
jesuítas no Brasil com o intuito de catequizar os índios e, por consequência, ganhar trabalhadores para a Coroa Portuguesa,
acontecendo por meio do ensino da fé católica aos nativos.
No período em que os jesuítas estavam no Brasil foram criados inúmeros espaços destinados ao ensino; dentre eles
estabeleceu-se em Salvador a primeira escola oficial, chamada de Colégio dos Meninos de Jesus (1550), com pequenas
acomodações que comportavam 25 alunos, dentre eles índios e alguns filhos de colonos.
Após a primeira missa no Brasil, em 1554, foi criado em São Paulo o Pátio do Colégio, que marcou a fundação do estado. Foi
criado pelo padre Manuel da Nóbrega juntamente com o então noviço José de Anchieta e, inicialmente, consistia em um
acampamento para os jesuítas e missionários com o intuito de catequização dos indígenas. Depois se tornou um colégio
destinado a estudos, priorizando assim a atividade de ensino. 
https://germinai.wordpress.com/textos-classicos-sobre-educacao/linha-historica-da-arquitetura-escolar-do-brasil/
Atualmente, o Pátio do colégio abriga o Museu do Anchieta, com biblioteca e
projetos sociais que desenvolvem atividades culturais e religiosas. O Museu
apresenta relíquias como uma parede de taipa de pilão dotada de 1556 e
parte do fêmur do Padre Anchieta.
No momento em que o Brasil torna-se república (1889), a ausência de prédios escolares e as precárias condições dos espaços
utilizados para a prática de ensino foram motivo de crítica pelos higienistas da época. Aliado a isso, ocorreu a valorização da
educação, passando a ser vista como sinônimo de progresso. É neste panorama que surge a preocupação, na esfera
governamental, em construir espaços de caráter educativo, principalmente para as camadas mais pobres. Visando a construção
de prédios escolares, o ensino foi reorganizado por intermédio de horários rígidos de aula; e da locação de turmas em classes,
com mobiliário dos estudantes fixo ao chão e o da professora ao centro da sala. Assim, a instituição escolar passou a ser vista
como um equipamento essencial que deveria compor a cidade industrial.
 
Pátio do Colégio, em ilustração de 1824 (Fonte: FERRAZ, 2009)
Fig. 02: Parte do antigo Pátio do Colégio, atualmente comportando
o Museu do Anchieta (Fonte: FERRAZ, 2009).
 
 A concepção da
arquitetura escolar no
Brasil República:
surgimento de escolas
enquanto espaço
exclusivo
 
 Os
primeiros
espaços
destinados
ao ensino
As primeiras construções possuíam projetos-tipo (padronização em planta) e eram construídas em
diversos pontos de São Paulo. Sendo erguidas de modo mais rápido, em maior quantidade e com
custo reduzido, contratavam-se arquitetos apenas para desenharem fachadas distintas, para que as
edificações fossem distinguidas umas das outras (RAMALHO e WOLFF[1], 1986, apud BUFFA e
PINTO, 2002).
No período republicano,
novos paradigmas foram
introduzidos em relação a
projetos escolares, em
que os ambientes de
ensino, apesar de já
apresentarem uma
qualidade mínima, ainda
eram deficientes e
insuficientes (BUFFA e
PINTO, 2002). Isso porque
se tratavam de locais que
seriam enriquecidos
somente com a evolução
da arquitetura escolar,
pois possuíam um
programa de
necessidades carente de
recintos administrativos
(ARTIGAS, 1986).
 
Fig. 03: Planta baixa e organização funcional do nível térreo da
Escola Modelo da Luz. 1. Sala de Aula; 2. Circulação; 3. Entrada
Principal (Fonte: BUFFA e PINTO, 2002).
 
 Configuração geométrica da Escola Modelo da Luz, atual Grupo
Escolar Prudente de Moraes (Fonte: Centro de Referência em
Educação Mário Covas, São Paulo).
Nos anos 1930, os desenhos,
contidos nas plantas com
ambientes até então
inexistentes nos grupos
escolares, apresentam divisão
clara de funções, como museu,
biblioteca, sala de leitura,
auditório (BUFFA e PINTO,
2002), com conceitos de
plantas e volumes sofrendo
alterações. O Grupo Escolar
Visconde Congonhas do
Campo, projeto desse período,
do arquiteto José Maria da
Silva Neves, já apresentava um
programa de necessidades
enriquecido com tais
ambientes.
Nos anos 1930, a modernização começava a
aparecer em algumas cidades brasileiras com o
aparecimento de novos prédios, e o edifício
escolar, não mais se encontrava como único no
espaço. De acordo com a Figura 06, já acredita-se
na existência inicial de outras edificações no
entorno, pela época datada.
Planta baixa do nível térreo do Grupo
Escolar Visconde Congonhas do Campo.
1. Sala de Aula; 2. Circulação; 3.
Administração. 4. Sanitários (Fonte:
BUFFA e PINTO, 2002).
 Configuração geométrica da fachada do Grupo Escolar Viscond
de Congonhas do Campo (Fonte: BUFFA e PINTO, 2002).
A arquitetura escolar brasileira caracterizou-se por ambientes de
novas concepções espaciais, com a finalidade de oferecer
formação completa ao aluno (BASTOS, 2009) e com o desafio de
construir escolas baratas. Para tal, esse é um sistema que
comporta um Centro Educacional com rotatividade de alunos,
com suas atividades acontecendo ora na escola-parque (com
aprendizado na prática por meio de atividades dinâmicas como
educação física e artística); ora na escola-classe (com as aulas
teóricas), havendo alternância de turnos entre as duas escolas.
Assim, se apresentou um tipo de ensino integral, não limitado
dentro de sala de aula, mas também em contato com a natureza
em áreas externas (ANELLI, 2004).
As escolas-classe, que estão divididas em vários bairros carentes
de Salvador-BA, apresentam uma organização funcional que
comporta salas de aula, áreas cobertas, gabinetes médico e
dentário, administração, jardins, hortas e áreas livres. As salas de
teoria são destinadas às aulas com matérias curriculares
Anos 1950
 
As escolas desse período, possuidoras de um repertório formal modernista em seus prédios,
compactuavam com uma política educacional formada por ideias de Anísio Teixeira, em que a escola
pública deveria ser racional e com espaço otimizado. Apresentavam-se com introdução de quebra-sol
visando sombreamento e com combinações de figuras geométricas sem ornamentações (AZEVEDO, 2002).
A partir disso, e das pesquisas levantadas a respeito das prioridades que as escolas careciam, começou a
se pensar em novos projetos para as cidades, que continuava com déficit de vagas escolares.
 
 Escolas classe I, II, III, e IV pertencentes ao Centro
Educacional Carneiro Ribeiro (Fonte: Escola parque:
Centro Educacional Carneiro Ribeiro, Salvador).
 
FEscola-parque (primeira (1947) e segunda etapa (1956), em
Salvador. (a) Traçado da arquitetura moderna; (b) Biblioteca
composta de vidro e ferro; (c) Área de acesso (Fonte: BASTOS,
2009).
 
 Análise geométrica da Biblioteca localizada na escola parque. Uso inicial
de cores e de formas geométricas que fogem de linhas totalmente retas
(Fonte: Adaptado de WELINGTUBE, 2009).
Anos 1960,
1970, 1980 e
2000
Os anos 60 foi o período de ascensão de arquitetos como Afonso Eduardo Reidy e Oscar
Niemeyer, com estilos voltados ao modernismo e com propostas arquitetônicas relevantes para
edifícios públicos. Assim, os prédios escolares apresentavam qualidades espaciais imponentes;
diferenciação na implantação dos blocos para facilitar fluidez e dar vez a espaços mais abertos;

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