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Título: Direitos da Criança e do Adolescente Faculdade: Universidade Cidade de São PauloCurso: Direito Reitor: Professor Dr. Luiz Henrique do Amaral Pró-Reitora de Graduação: Professora Dra. Amélia Maria Jarmendia SoaresProfessor Orienta- dor: Professora Ms. Rosana Aparecida Valderano de Lima Coordenador do Curso de Direito: Professor Dr.Eduardo Ganymedes Costa Ano: 2018 1 1 Capa: Disponível em:< https://br.pinterest.com>. Acesso em 15 de abril de 2018. UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO CARTILHA DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE SÃO PAULO 2018 ORGANIZADORES AMORIM, Larissa Martendal CAMPOS, Luana dos Santos CARVALHO, Jhenifer Correa de CARVALHO, Regiane A. Mimoso de FREITAS, Erica Monique S. de IZIDIO, Angélica de Souza LIMA, Rodrigo Pinheiro de NETO, Ailton Joaquim da Silva SILVA, Bruno da SILVA, Letícia Correia G. da COORDENAÇÃO Professora Ms. Rosana A. Valderano de Lima Agradecimentos, Quando se reúne uma equipe dedicada, é quase certo que os frutos valerão a pena. Hoje colhemos os frutos dessa dedicação. Todos os organizadores estão de parabéns e mere- cem um sincero agradecimento pelo trabalho feito! Parabéns equipe! 1 SUMÁRIO I. Apresentação ................................................................................................................................... 2 II. Introdução ....................................................................................................................................... 3 III. Evolução histórica ............................................................................................................................ 4 IV. Do direito à vida e à saúde .............................................................................................................. 7 4.1. Da Obrigação do Estado em Garantir a Saúde ......................................................................... 8 V. Do direito à liberdade, ao respeito e a dignidade ........................................................................... 8 5.1. Quanto aos princípios consagrados temos: ............................................................................. 9 VI. Dos alimentos .................................................................................................................................. 9 VII. Do direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer ................................................................ 10 VIII. Das atribuições do Conselho ......................................................................................................... 11 8.1. Características: ....................................................................................................................... 12 IX. Direito à proteção do trabalho e à profissionalização .................................................................. 12 X. Da autorização para viajar ............................................................................................................. 14 XI. Das medidas de proteção .............................................................................................................. 14 11.1. A aplicação das medidas em relação aos pais ou responsáveis ............................................ 15 XII. Direitos individuais da criança e do adolescente .......................................................................... 17 XIII. Das medidas socioeducativas ........................................................................................................ 18 XIV. Utilidade Pública ............................................................................................................................ 19 XV. Concluindo ..................................................................................................................................... 23 XVI. Referências bibliográficas e sites de pesquisa............................................................................... 23 2 I. Apresentação A presente cartilha foi elaborada como atividade acadêmica, com o objetivo de abor- dar, desenvolver e informar os principais aspectos acerca dos direitos da criança e do adoles- cente, sob a orientação da Prof.ª Ms. Rosana Aparecida Valderano de Lima, titular da disciplina de Direito de Família e Sucessões, do curso de Direito Civil IV da Universidade Cidade de São Paulo. 3 II. Introdução Ao longo dos anos, os direitos inerentes à criança e ao adolescente sofreram significa- tivas mudanças dentro do nosso ordenamento Jurídico. Entretanto, o tema em análise possui uma vasta abordagem; ainda nos dias atuais, muitas são as dúvidas pairadas sobre esse importante assunto na composição jurídica e social, tendo em vista o caráter prioritário e sensível imanente a pessoa em formação. Ademais, a presente cartilha elencará os principais aspectos no tocante aos direitos da criança e do adolescente exercidos em nosso país, a legislação vigente, sua efetividade prática, o contexto histórico e os princípios norteadores, além de informar (dentro daquilo que se faz necessário saber num primeiro momento) sobre os direitos desses que são os protagonistas da esperança de um futuro para nossa sociedade. 4 III. Evolução histórica Durante muito tempo, toda atenção jurídica e social dada aos menores tinha como objetivo apenas o ato da correção. Em alguns momentos da história, foram tratados como pequenos adultos, sendo vistos apenas como objeto de subordinação sem que pudessem efe- tivamente expressar seus direitos, ainda que durante a infância e adolescência não detenham plena capacidade de exercê-los. Vamos entender um pouco da história: Figura 12 Até aqui, afeto e educação eram dispensados, o sentimento da infância não existia e não havia qualquer atenção especial à criança e ao adolescente. Figura 23 O Estado entendia assim: “Se a família não pode ou falha no cuidado e proteção do menor, o Estado toma para si esta função”. 4 2Figura 1: Disponível em: <http://geografianovest.blogspot.com.brl>. Acesso em: 10 de abril de 2018. 3Figura 2: Disponível em: <http://andergeo2012.blogspot.com.brl>. Acesso em 11 de abril de 2018. 4Colunista, Portal Educação. Disponível em: <https://www.porta-leducacao.com.br>. Acesso em 10 de março de 2018. Existiam as Rodas dos Expostos, um cilindro de madeira a fim de receber crianças abandonadas. 1891 A idade mínima para trabalho foi estipulada em 12 anos, mas ninguém respeitava. De 1800 a 1900 Crianças e adolescentes eram inseridos no trabalho escravo. 1942 Foi criado o SAM, um tipo de Penitenciária para a população infantil. 1927 Nasce o primeiro Código de Menores, que versava apenas sobre menores em situação irregular. 1919 Nasce o Comitê de Proteção da Infância. http://geografianovest.blogspot.com.brl/ http://andergeo2012.blogspot.com.brl/ 5 Figura 35 Na década de 80, através de lutas e pressões sociais, vários movimentos com força nacional se opunham à desumana, bárbara e violenta situação dos menores pobres no Brasil, e cobravam do Estado uma satisfação à omissão e ineficácia das políticas sociais edas leis existentes. Figura 46 5 Figura 3: Disponível em: < https://br.depositphotos.com>. Acesso em: 11 de abril de 2018. 6 Figura 4: Disponível em: <http://mimoseencantodaeducacao.blogspot.com.br >. Acesso em: 07 de abril de 2018. 1950 •Através da recém criada UNICEF, surge o primeiro projeto destinado à saúde da criança e da gestante. Décadas de 60 e 70 •SAM → FUNABEM → FEBEM •A internação e a intitucionalização da criança deixam de ser prioridade. 1979 •Revisão ao Código de Menores, com a tentativa de regular a proteção e assistência aos menores de 18 anos. As unidades da FEBEM eram lugares de torturas e espancamentos aos menores que cometiam atos infraci- onais. Eram cerca de 30 milhões abandonados ou marginalizados, como justificar que metade da população de crianças e adolescentes vi- via em situação irregular? https://br.depositphotos.com/ 6 garantias de direitos fundamentais, com o dever dado à Família, à Sociedade e ao Poder Público, de protegê-las contra qualquer forma de abuso. Figura 57 O Estatuto da Criança e do Adolescente (“ECA”, Lei 8.069 de 1990) veio regulamentar a proteção e a assistência, visando a proteção do desenvolvimento psicológico, físico, moral e social, conforme será exposto a seguir: Figura 68 A mais recente lei representou uma mudança de filosofia com relação ao menor. Desaparece a conceituação do “menor infrator”, substituída pela ideia de “proteção integral à criança e ao adolescente”.9 7 Figura 5: Disponível em: <https://www.pinterest.pt/pin/-405112928957408669/>. Acesso em: 14 de abril de 2018. 8 Figura 6: Disponível em: <https://pt.dreamstime.com >. Acesso em: 12 de abril de 2018. 9 VENOSA, Silvio Salvo. Direito Civil: Família. 18ª ed. São Paulo: Atlas. São Paulo, 2018. Os direitos da criança e do adolescente sofre- ram significativas mudanças nos últimos anos, em destaque a convenção dos direitos da criança promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU 1989). https://www.pinterest.pt/pin/-405112928957408669/ 7 IV. Do direito à vida e à saúde Com o advento do ECA, cabe ao Estado fornecer às gestantes o atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal e sempre que possível pelo mesmo médico. Nesses atendimentos, estão incluídas a assistência às gestantes privadas de liberdade e às mães que desejam entregar seus filhos para adoção. Figura 710 É dever do hospital onde o bebê nasceu, manter registro das atividades desenvolvidas, através: Figura 811 Imagem 912 10 Figura 7: Disponível em: <https://pt.pngtree.com>. Acesso em: 13 de abril de 2018. 11 Figura 8: Disponível em: <http://www.dicasdemae.com.br>. Acesso em 11 de abril de 2018. 12 Figura 9: Disponível em: <https://cardapiopedagogico.blogspot.com.br>. Acesso em: 15 de abril de 2018. • é aquele realizado durante os nove meses da gestação.Pré-natal • é referente ao período imediatamente anterior e posterior ao parto. Perinatal Prontuários individuais, pelo prazo de dezoito anos. Identificação do recém-nascido com o registro de sua impressão plantar e digital e da impressão digital da mãe. Proceder a exames visando o diagnóstico e tratamento de anormalidades do recém-nascido. Teste do pezinho: utilizado para identificar nos primeiros momentos de vida alguma doença. https://pt.pngtree.com/freepng/pregnant-woman_-2696993-.html http://www.dicasdemae.com.br/2010-/04/registre-as-pegadas-e-maos-do-bebe/ https://cardapiopedagogico.blogspot.com.br/ 8 4.1. Da Obrigação do Estado em Garantir a Saúde O Estado tornou-se obrigado a promover atendimento às crianças e aos adolescentes, por intermédio da rede pública, garantindo através do SUS o melhor cuidado a esses indivíduos, conservando o direito de recuperar a saúde. Figuras 10, 11 e 12. 13 Outro aspecto importante em relação à saúde é o dever de proporcionar condições para permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável nos casos de internação. V. Do direito à liberdade, ao respeito e a dignidade Todos devem contribuir e assegurar que a criança tenha resguardado sua liberdade, respeito e dignidade. Figura 1314 13 Figura 10: Disponível em:< https://br.depositphotos.com>. Acesso em 14 de abril de 2018. Figura 11: Disponível em: < http://www.capaciteca.com.br>. Acesso em 14 de abril de 2018. Figura 12: Disponível em: <http://esturdio.blogspot.com.br>. Acesso em 14 de abril de 2018. 14 Figura 13: Disponível em: <https://renasceraos40.blogs.sapo.pt/dia-da-crianca>. Acesso em 14 de abril de 2018. Garantir atendimento de Saúde Bucal. Garantir Atendimento médico adequado, de saúde física e mental e dar auxílio específico aos portadores de necessidades especiais. Garantir o acesso às vacinas obrigatórias determinadas pelas autoridades sanitárias. Deveres do Estado https://br.depositphotos.com-/106421134/stock-illustration-doctor-checking-child-tooth.html http://www.capaciteca.com.br-/2011/04/falta-de-atendimento-medico-em-crianca.html http://esturdio.blogspot.com.br/2009/05/vacina-contra-gripe-para-criancas.html https://renasceraos40.blogs.sapo.pt/dia-da-crianca 9 5.1. Quanto aos princípios consagrados temos: VI. Dos alimentos Alimentos são prestações periódicas, em regra mensais, destinadas a garantir a sobrevivência daquele que necessita e que não tem condições de suprir a si próprio. Figura 1415 15 Figura 14: Disponível em: <http://www.nacaojuridica.com.br>. Acesso em: 15 de abril de 2018. LIBERDADE • Ir, vir e permanecer; • Opinião e expressão; • Brincar, praticar esportes e divertir-se; • Participar da vida pública e comunitária. RESPEITO • Não violação da integridade física, psíquica e moral. DIGNIDADE • Preservação da imagem, da identidade, da autonomia dos valores e crença e dos espaços e objetos pessoais. • A partir do nascimento do filho, com o registro em certidão de nascimento. Automaticamente a criança deverá receber pensão alimentícia, pois sua necessidade é presumida. O alimento é devido • Constituir advogado particular ou defensor público, o qual irá distribuir uma ação judicial de alimentos em favor de quem deve receber. Procedimento para receber pensão alimentícia http://www.nacaojuridica.com.br/2015/07/lei-garante-protecao-ao-patrimonio-do.html 10 O é devido pensão alimentícia ao filho VII. Do direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer A educação, a cultura, o esporte e o lazer contribuem efetivamente para a formação de uma base sólida. Figura 1516 16 Figura 15: Disponível em:< http://blogpensamentolivre.com.br>. Acesso em: 17 de abril de 2018. • Por se tratar de matéria alimentar, de subsistência, a prestação deverá ser feita mesmo que o alimentante estiver desempregado. Quem está desempregado também deve pagar pensão • Em regra entende-se que esta necessidade cessa com a maioridade, estudando em instituição de ensino superior ou curso profissionalizante e, a depender do valor da pensãopara o sustento, a obrigação de pagar será expandida até o final do curso. Término da obrigação de pagar pensão alimentícia • Tanto avós paternos quanto maternos são responsáveis pelo pagamento de pensão alimentícia dos netos quando estiverem esgotados os meios de cobrança aos pais. Os avós também podem ser obrigados a pagar pensão para os netos • Se a pessoa se negar a pagar pensão alimentícia determinada por sentença judicial, é preciso comunicar ao advogado para que seja proposta uma ação de execução de alimentos. É possível penhorar os bens do devedor, protestá-lo ou mesmo ocorrer a prisão. Negar o pagamento de pensão alimentícia • Há possibilidade da mulher gestante requerer alimentos que se destinam a cobrir as despesas adicionais do período da gravidez e que sejam dela decorrentes, inclusive as referentes à alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, além de outras que o juiz considere cabíveis. Alimentos gravídicos e quando são cabíveis A criança tem o direito à vaga em escola pública ou de ensino fundamental mais próximo de sua residência, a partir do dia em que completar 4 anos de idade (Lei nº 11.700, de 2008). http://blogpensamentolivre.com.br-/2015-/10/12/o-poder-do-desenho-infantil-na-educacao-das-criancas/ 11 Contudo, dentro desse contexto, as violações mais frequentes ao direito à educação, cultura, esporte e ao lazer são: Sintetizando: VIII. Das atribuições do Conselho O Conselho Tutelar tem a finalidade de zelar pelos direitos da criança e do adolescente, como também deve receber e aconselhar pais ou responsáveis para o fortalecimento dos la- ços familiares.Falta de creche ou pré- escola para criança entre 0 a 6 anos. Ausência de merenda escolar, professores, falta de segurança e material didático. A falta de vagas em escolas de ensino fundamental e ensino médio. Ausência de equipamento de cultura, esporte e lazer e falta de segurança nos locais destinados à cultura, esporte e lazer. Punições abusivas, expulsões indevidas e constrangimento de qualquer espécie. Ausência ou impedimento de acesso a meios de transporte, impedimento de acesso a escola. •Fornecer educação de qualidade e gratuita para crianças de 0 a 17 anos. Estado •Desenvolvimento da criança e do adolescente. •Exercício da cidadania e qualificação do trabalho. Educação •Órgão responsável por zelar pelo cumprimento dos Direitos das crianças e dos adolescentes. Conselho Tutelar 12 8.1. Características: O Conselho Tutelar deverá ser acionado sempre que se perceba abuso ou situações de risco contra a criança e/ou adolescente. Por exemplo, em casos de violência física e/ou emo- cional. Figura 1617 IX. Direito à proteção do trabalho e à profissionalização O direito à profissionalização e ao trabalho garantido ao menor requer um cuidado profundo. Diante do contexto histórico e social já elencados no início dessa cartilha, a lei 17 Figura 16: Disponível em: <http://galeria.colorir.com >. Acesso em: 14 de abril de 2018. Lei • Deve ser estabelecido por lei municipal que determine seu funcionamento. Membros • Formado por membros eleitos pela comunidade para mandato de três anos. Autonomia • Possui autonomia funcional, ou seja, não é subordinado a nenhum órgão estatal. Essa atribuição é do Juízo da Infância e da Juventude! Não cabe ao Conselho Tute- lar a aplicação de medida só- cio educativa. Fique sabendo... 13 estabelece limites ao Estado, pais e responsáveis e coletividade no tocante a participação do menor na vida profissonal. Assim, para melhor elucidação do que estabelece a legislação, temos: Quem expuser o menor a trabalho fora do estabelecido na lei, está cometendo violenta transgressão à lei e aos direitos da criança e do adolescente, estando sujeito a sanções penais, cíveis e administrativas. Fica a dica! Figura 1718 18 Figura 17: Disponível em: < http://www.chegadetrabalhoinfantil.org.br>. Acesso em: 11 de abril de 2018. Criança com me- nos de 14 anos não pode traba- lhar. O horário de trabalho e a atividade exercida não pode atrapalhar o desem- penho escolar do adoles- cente. O jovem aprendiz tem assegurado to- dos os direitos traba- lhistas e previdenciá- rios. O menor poderá integrar o mercado de trabalho. A partir de 14 anos na condição de jovem aprendiz. Fiquem espertos http://www.chegadetrabalhoinfantil.org.br/boas-praticas/experiencias/gibi-ilustra-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente-de-forma-simples-e-divertida 14 X. Da autorização para viajar Figura 1819 Viajar faz parte das experiências vividas na vida de qualquer pessoa, inclusive da criança e do adolescente, e contribui diretamente para sua evolução, social, moral e afetiva, além de proporcionar o contato com a cultura e com o lazer. 10.1. Os Cuidados necessários na hora de viajar XI. Das medidas de proteção Figura 1920 Medidas de proteção são mecanismos criados pelo Estatuto (ECA), que visam assegurar os direitos da criança e adolescente contra lesões sofridas ou inércia da sociedade, do Estado, dos pais ou responsável, ou até mesmo dos seus próprios atos. 19 Figura 18: Disponível em: <http://www.olaserragaucha.com.br>. Acesso em: 14 de abril de 2018. 20 Figura 19: Disponível em: <http://www.canalkids.com.br>.Acesso em: 14 de abril de 2018. Viagens nacionais Necessário autorização para menores de 12 anos que forem viajar desacompanhados, ou na companhia de pessoas que não sejam seus parentes até o terceiro grau. Não precisará de autorização judicial para viajar, desacompanhados dos pais, quando a viagem for entre cidades próximas, da mesma região metropolitana, e estiver acompanhados pelos avós, irmãos, tios ou primos e estes forem maiores de idade. Viagens internacionais Necessário autorização judicial para a criança e adolescente, inclusive nos casos de viagem do menor nascido no Brasil em companhia de estrangeiro residente e domiciliado fora do país. Exceções a regra, a primeira é quando a criança ou adolescente estiver viajando acompanhada dos pais ou responsáveis legais, e a segunda ocorre quando estiver viajando com somente um dos pais, com autorização expressa do outro, através de documento com firma reconhecida. http://www.olaserragaucha.com.br-/blogs-/coisas-de-gente-miuda/4189/Viajando-com-miudinhos.html http://www.canalkids.com.br/unicef/declaracao.htm 15 A sua aplicação dependerá do caso concreto, ou seja: Compete ao Conselho Tutelar, Ministério Público e ao Juiz da Vara da Infância e da Juventude a aplicação das medidas protetivas. 11.1. A aplicação das medidas em relação aos pais ou responsáveis Aos pais ou responsáveis é atribuído o poder familiar que é exercido sobre o filho ou aquele que esteja sobre sua guarda ou tutela. Em outras palavras, é dever dos pais ou responsável garantir uma vida digna ao seu filho ou àquele que esteja sobre sua responsabilidade, previsto pelo próprio Estatuto a aplicação das seguintes medidas: Medidas Protetivas Encaminhamento aos pais ou responsáveis Matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental Serviços e programas de proteção, apoio e promoção da família, da criança e do adolescente Tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico. Programa de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras, toxicômanos. Acolhimento Institucional Inclusão em programa de acolhimento familiar Colocação em família substituta 16 Nos casos de inobservância do que preceitua esse capítulo da legislação, os pais ou responsáveis estão sujeitos a: Atribuições dos pais ou responsáveis Encaminhamento a serviços e programas oficiais ou comunitários de proteção, apoio e promoção da família. Inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. Encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico. Obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado. Obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua frequência e aproveitamento escolar. Encaminhamento a cursos ou programas de orientação. • Advertência. • Perda da guarda. • Destituição da tutela. • Suspensão ou destituição do poder familiar. Essas medidas somente poderão ser aplicadas através de processo judicial, respeitando o direito da ampla defesa e do contraditório. 17 XII. Direitos individuais da criança e do adolescente Sempre que um menor de 18 (dezoito) anos praticar conduta descrita no Código Penal ou na Lei das Contravenções Penais, por conta da ausência de capacidade plena, a legislação entende que ocorre a prática de “ato infracional”, sujeito às medidas descritas no Estatuto da Criança e do Adolescente (e não de “crime”). Após a apreensão, a autoridade competente deverá se atentar aos que estabelece a legislação. Figura 202121 Figura 20: Disponível em: <https://daniloandreato.files.wordpress.com >. Acesso em: 14 de abril de 2017. Após a apreensão do menor, a autoridade judiciária competente deve ser comunicada, bem como a família do apreendido ou a pessoa por ele indicada. Criança e adolescente não comete crime e sim ato infracional. A partir da comunicação a autoridade judiciária, será analisada a possibilidade de liberação do menor. A duração do procedimento de apreensão não pode ultrapassar o prazo de 45 dias se adotada antes da sentença. É uma medida excepcional. IMPORTANTE! Flagrante Ordem escrita e fundamentada da autoridade Apreensão do menor 18 XIII. Das medidas socioeducativas Figura 2122 São medidas tomadas como consequência para adolescentes que venham a cometer atos inflacionais. Sua finalidade é buscar a reabilitação do menor, sendo elas: 22 Figura 21: Disponível em: <https://www12.senado.leg.br>. Acesso em: 14 de abril de 2018. • Repreensão verbal por parte do juiz. Essa medida somente é aplicada para menores sem passagem anterior no sistema judicial. Advertência • Reparação de danos devidos a um ato infracional com reflexos patrimonial/material. Reparar danos • Prestações comunitárias por período que não poderá exceder a seis meses, desenvolvendo atividades junto a hospitais, escolas e entidades. Serviço à comunidade • Acompanhamento supervisionado sem privação da liberdade, nesse regime deverão ser avaliados a frequência escolar, inserção no mercado de trabalho, além de prestar relatórios. Liberdade assistida • É um regime intermediário entre a privação de liberdade e liberdade assistida. Semi-liberdade • Há o afastamento do convívio social e a privação da liberdade. O período máximo atribuído a esse regime é de 3 (três anos). Fechado https://www12.senado.leg.br/cidadania/edicoes-/218/as-medidas-socioeducativas 19 XIV. Utilidade Pública Figura 2223 Para garantir que os direitos não sejam ameaçados e violados, existem políticas públicas em todas as esferas do governo: Buscando atendimento: Recomenda-se o CNRVV – Centro Nacional de Referência às Vítimas de Violência, do Instituto Sedes Sapientiae para solicitar auxílio. http://sedes.org.br. Disque Direitos Humanos: ligue 100: Este é o número da Secretaria de Direitos Humanos que recebe denúncias de forma rápida e anônima e encaminha o assunto aos órgãos competentes em até 24 horas. Delegacias Especializadas: Em diversas cidades do País existem delegacias especializadas em crimes contra crianças e adolescentes. Http://portal.mj.gov.br. Figura 2324 23Figura 22: Disponível em: < http://www.blogdaverdade.com.br>. Acesso em: 15 de abril de 2018. 24 Figura 23: Disponível em:< https://pt.pngtree.com>. Acesso em 17 de abril de 2018. http://portal.mj.gov.br/sedh/rndh/c&a.html http://www.blogdaverdade.com.br-/blog-/?p=-23953 https://pt.pngtree.com/freepng/cartoonquestion-mark-and-exclamation-mark-expression_3479259.html 20 Figura 2425 Figura 2526 Ministério Público: O Ministério Público é o órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da lei e defender os interesses sociais e individuais. Em relação a infância e juventude, o Ministério Público de todo Estado conta com um Centro de Apoio Operacional (CAO). Polícia Militar: O 190 é o telefone da Policia Militar, para ações emergenciais. Crimes contra os direitos humanos na internet: A Safernet é uma organização social que recebe denúncias de crimes que acontecem contra os direitos humanos na internet, incluindo pornografia infantil e tráfico de pessoas. Aplicativo com números e endereços de instituições do Sistema de Garantia de Direitos: O Proteja Brasil é um aplicativo para smartphones e tablets criado para facilitar denúncias de violência contra crianças e adolescentes. 123 Alô: a voz da criança e do adolescente é um serviço que permite que você seja ouvido quando quiser dizer o que sente e o que pensa.27 25Figura 24: Disponível em: <https://www.pinterest.pt/pin/405112928957408669/> Acesso em 13 de abril de 2018. 26 Figura 25: Disponível em:< http://www.jornaldasaude.com.br> Acesso em 10 de maio de 2018. 27 Disponível em: http://www.childhood.org.br/como-agir. Acesso em 07 de abril de 2018. http://www.childhood.org.br/como-agir. 21 XV. Concluindo Os Direito nascem no berço de casa, com os cuidados necessários, orientações e afeto adquiridos desde o nascimento, as crianças e os adolescentes serão a base para a transforma- ção desse pequeno cidadão em um ser dotado de capacidade e senso de dignidade, refletindo em uma sociedade com aspectos de igualdades. Figura 2628 28 Figura 26: PNGTREE. Disponível em:< https://pt.pngtree.com>. Acesso em 19 de abril de 2018. https://pt.pngtree.com/freepng/environmental-protection_1891966.html 22 XVI. Referências bibliográficas e sites de pesquisa Autores: DIGIÁCOMO, Murilo José; DIGIÁCOMO, Ideara de Amorim. Estatuto da Criança e do Adolescente Anotado e Interpretado. GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Esquematizado. 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016. LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 20ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016. NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Direito Penal. 12ª ed. São Paulo: Atlas, 2015. MACIEL, Kátia Regina F. L. Andrade. Curso de Direito da Criança e do Adolescente: Aspectos Teóricos e Práticos. 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2015. VENOSA, Sílvio Salvo. Direito Civil: Família. 18ª ed. São Paulo: Atlas, 2018. Legislação ou normas: BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. BRASIL. ECA. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília, DF: Senado, 1990. BRASIL. Sinase. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo. Brasília, DF: Senado, 2012. Referências bibliográficas eletrônicas: (sites de pesquisas) CHILDHOOD. Saiba como o ECA mudou o cenário da infância no país. Disponível em: <http://www.childhood.org.br >. Acesso em 17 de março de 2018. CHILDHOOD. Como agir. Disponível em: < http://www.childhood.org.br >. Acesso em: 07 de abril de 2018. DIREITOCOM.COM. Da Prática de Ato Infracional, Dos Direitos Individuais. Disponível em:<https://ww-w.direitocom.com>. Acesso em: 10 de março de 2018. FUNDAÇÃO CASA. 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