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CLÍNICA MÉDICA BRADIARRITMIAS

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ramo direito (pois tem V1, V2 e V3 predominantemente positivo e tem o sinal da orelhinha em V1 e V2 e também tem um empastamento da onda S em V4, 5 e 6).
· No retângulo vê uma onda P, mas sem o QRS e isso mantem um padrão para frente BAV 2:1 (duas ondas P para um QRS). 
· No retângulo temos duas ondas P para um QRS BAV 2:1.
· No retângulo mostra que tem 3 ondas P para 1 QRS quando tem mais de duas ondas P para um QRS já chamamos de BAV avançado. 
· Nesse exemplo a onda P está conduzindo o QRS, ela não está mudando a localização dela. 
· Isso tem que procurar a causa que normalmente pode ser isquêmica. 
BAV 3°:
· Os impulsos atriais não atingem os ventrículos.
· Total dissociação atrioventricular.
· Ritmo de escape alto – QRS estreito.
· Ritmo de escape baixo – QRS largo. 
· O átrio está batendo de uma maneira e o ventrículo de outra maneira. 
· A onda P não conduz o QRS, está totalmente bagunçado. 
Causas:
· BAVT congênito.
· LES – lúpus.
· Cardiopatia congênita.
· IAM.
· Chagas.
· Miocardite.
· Amiloidose.
· HAS.
· Medicamentoso – digital
· Na ultima linha vemos uma onda P caindo dentro do QRS, depois vemos outra onda P, depois outra onda P dentro da onda T, depois uma entrando no QRS novamente....Se pegarmos outro papel e ir marcando a onda P vamos ver que ela está regular, contudo está confuso, então a frequência do átrio está normal e do ventrículo está mais bradicardica, pois ele está dependendo de onde está o bloqueio. 
· No retângulo tem um QRS estreito então o bloqueio é mais alto então a FC não fica tão baixa.
 
· Conforme vamos olhando o intervalo entre as ondas P são iguais, só que elas acabam ficando em lugares diferentes tipo uma na onda T, outra na onda QRS e assim vai indo. Se fizermos isso para o QRS vai ter o mesmo intervalo, só que estão em total dissociação com o átrio e ai ficam tudo confuso. 
Clinica:
· Confusão mental.
· Síncope. 
· Pré-síncope.
· Fraqueza. 
· Dispneia.
· Dor torácica. 
· Todos os sintomas relacionados ao baixo DC, a baixa FC, então ele não consegue suprir as necessidades metabólicas. 
Diagnóstico diferencial:
· Atleta.
· Medicamentoso (BB, BCC não-diidropiridínicos, digoxina, antiarrítmicos, antidepressivos tricíclicos, lítio).
· Distúrbio eletrolítico.
· Hipoxemia.
· HIC.
· Reflexo vagal.
· IAM. 
Tratamento para todos os bloqueios:
· Estável.
· Instável:
· Atropina.
· Adrenalina (2 a 10 mcg/kg/min).
· Dopamina (5 a 15 mcg/kg/min).
· Marcapasso transcutâneo (FC, energia “mA”, modo estimulação “fixo/demanda”)
· Primeiro passo é ver se o paciente está estável.
· Se o paciente é um BAVT e está estável, não tem uma FC < 35, e não tem um QRS alargado maior que 3 quadradinhos ai podemos ter uma conduta expectante para ele investigar e descartar possíveis causas e simplesmente colocamos um marcapasso definitivo nele. 
· BAVT em caso de FC< 35 com QRS alargado maior que 3 quadradinhos é melhor passar um marcapasso provisório até resolver uma causa secundária ou até passar o marcapasso definitivo. 
· Paciente chegou instável damos atropina (1mg e podemos fazer isso 3 vezes com intervalo de 5 minutos) para tentar aumentar a FC do paciente, se caso ele não responder ai damos a dopamina e também te a adrenalina que é uma opção caso tudo isso não resolva ai você coloca o marcapasso para estabilizar o paciente. 
· Critérios de estabilidade clínica: 4Ds dispneia, dor torácica, diminuição da pressão e diminuição do nível neurológico ou desmaio. Teve um desses 4 já consideramos paciente instável.