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4-GRA0472 ERGONOMIA E ACESSIBILIDADE GR0865211 - 202110 ead-14874 01

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26/05/2021 Ead.br
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ERGONOMIA E ACESSIBILIDADEERGONOMIA E ACESSIBILIDADE
Me. Thais Kawamoto Amarães
26/05/2021 Ead.br
https://anhembi.blackboard.com/webapps/late-course_content_soap-BBLEARN/Controller?ACTION=OPEN_PLAYER&COURSE_ID=_666446_… 2/40
introdução
Introdução
Iniciamos o conteúdo desta unidade, destacando os conceitos de ergonomia
que são aplicados aos projetos como uma forma de adaptar os espaços
físicos às características �siológicas e motoras dos seres humanos. Embora
tais parâmetros orientem o projetista na criação de ambientes que atendem à
grande maioria dos usuários, é necessário lembrarmos que algumas pessoas
demandam necessidades especí�cas.
Neste sentido, para atender a essas demandas, precisamos compreender,
primeiramente, que os espaços acessíveis são aqueles que permitem que o
usuário independentemente de suas condições e características consiga
I N I C I A R
26/05/2021 Ead.br
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usuário, independentemente de suas condições e características, consiga
utilizá-los de modo autônomo e seguro. Com o propósito de identi�car quais
são essas necessidades especí�cas, nesta unidade iremos nos aprofundar na
análise de projetos para pessoas com de�ciência física e idosos.
Quando você escuta que uma loja é acessível, por exemplo, o que você
i i ? E t ã it di i t t õ P d
Acessibilidade –  DesenhoAcessibilidade –  Desenho
UniversalUniversal
26/05/2021 Ead.br
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imagina? Esta expressão permite diversas interpretações. Podemos pensar,
em um primeiro momento, que tal loja comercializa produtos de baixo custo,
ou seja, é acessível �nanceiramente. Podemos imaginar, também, que esta
loja está localizada no centro da cidade, fácil de ser encontrada por todos.
Segundo o dicionário on-line Michaelis (2019), o termo acessível signi�ca de
fácil acesso, seja de procedimento ou obtenção. Em nossos estudos, iremos
compreender a acessibilidade como característica do espaço físico, ou seja,
ambientes que apresentam a possibilidade de uso e acesso por pessoas
independentemente de suas características físicas e motoras.
Acessibilidade
A acessibilidade física aos espaços não é um diferencial de projeto, mas, sim,
uma obrigação. Os projetos arquitetônicos e de interiores devem prever a
criação de ambientes inclusivos que permitam que todas as pessoas o
frequentem. Os espaços de uso coletivo são aqueles que demandam maior
atenção; sanitários e ambientes de circulação são os locais que solicitam
maiores cuidados.
No Brasil, a NBR 9050/2015 – Acessibilidade a edi�cações, mobiliário, espaços
e equipamentos urbanos – é o dispositivo que contém os parâmetros
mínimos exigidos para a criação de ambientes acessíveis. Nesta normativa, é
possível encontrarmos desde dimensões básicas para o projeto de sanitários
para pessoa em cadeira de roda, até parâmetros auditivos.
Um erro muito comum é o estudante, e até mesmo o pro�ssional, associar a
NBR 9050/2015 apenas ao projeto de espaços para pessoas em cadeiras de
rodas. É importante lembrarmos que essa norma é bastante ampla e faz
referência a parâmetros técnicos para o projeto e a adaptação de ambientes
às pessoas independentemente de idade, estatura ou limitação de mobilidade
ou percepção. Dessa forma, pessoas em cadeira de roda, com mobilidade
reduzida, baixa visão ou obesas são contempladas pelas determinações da
NBR 9050/2015.
Segundo a NBR 9050/2015, o módulo de referência para uma pessoa
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ocupando cadeira de roda é de 80 cm por 120 cm, conforme ilustra a �gura
4.1.
Isso signi�ca que, no projeto de interiores, é necessário prever circulações
com largura mínima equivalente a 80 cm livre de obstáculos. Quando falamos
em circulação, estamos nos referindo tanto ao projeto de corredores
delimitados por paredes, quanto espaços livres entre mobiliário, quando tais
áreas se con�guram como espaço de passagem.
Para corredores de uso comum, a norma orienta a utilização de largura
mínima de 0,90 m, quando esses apresentarem comprimento máximo de 4,00
m e 1,20 m, quando apresentarem comprimento entre 4,00 m e 10,0 m. No
entanto, para locais de grande �uxo de pessoas, é necessário, ainda, atender
às normas especí�cas do Corpo de Bombeiros que variam conforme o estado
e o tipo de uso da edi�cação.
Design Universal
O Design Universal, também conhecido como Design Inclusivo, é um conceito
diferente de acessibilidade, embora, em um primeiro momento, eles sejam
parecidos. Enquanto a acessibilidade busca tornar o espaço físico acessível a
todos, o Design Universal prevê que essa acessibilidade seja, também,
inclusiva.
Por exemplo imagine que para entrar em uma loja exista um desnível de 1 00
Figura 4.1 – Módulo de referência para pessoa em cadeira de roda 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 8).
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Por exemplo, imagine que para entrar em uma loja exista um desnível de 1,00
m. Para vencer essa diferença de altura, temos logo na entrada uma escada e
uma plataforma elevatória para pessoas em cadeira de roda.
Você acredita que essa solução é acessível? Ela também é inclusiva? Neste
caso, embora o projetista tenha adotado um mecanismo para assegurar a
acessibilidade (a plataforma elevatória), o projeto não é inclusivo, pois cria
uma segregação. Neste caso, o ideal seria a instalação de uma rampa; assim,
tanto o cliente em cadeira de roda quanto o cliente em pé realizariam a
mesma trajetória e teriam o mesmo tipo de acesso à loja.
Segundo Iida e Buarque (2016), a ideia de Design Universal desenvolveu-se no
Centro de Design Universal da Universidade da Carolina do Norte,
abrangendo sete princípios que devem ser considerados para o projeto de
um ambiente ou produto inclusivo. Vamos analisar cada um deles!
1. Uso simples e intuitivo: o primeiro dos princípios diz respeito à facilidade
no uso de espaços e produtos. Ao criarmos o projeto de um ambiente, é
importante veri�car se o usuário conseguirá utilizar o local,
independentemente de experiência prévia ou conhecimento especializado. A
con�guração dos ambientes deve induzir ao seu uso, evitando, assim, as
ambiguidades.
2. Uso equitativo: os espaços criados devem assegurar que todos os usuários,
independentemente de suas características físicas e motoras, consigam
utilizá-lo de forma segura. Em situações em que não é possível promover o
uso idêntico, é necessário prever mecanismos para proporcionar, ao menos, o
uso de forma equivalente. Dessa maneira, é possível assegurar uma
experiência semelhante a todas as pessoas.
3. Flexibilidade no uso: os espaços precisam oferecer mais de uma forma de
utilização, adaptando-se às características de força, dimensão e demais
especi�cidades dos possíveis usuários.
4. Redução do gasto energético: ao criar ambientes, o projetista deve ter o
cuidado de assegurar que o usuário irá adotar, preferencialmente, posturas
neutras, reduzindo o gasto energético. Como postura neutra, iremos
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compreender os movimentos naturais ao corpo humano, sem a necessidade
de esforços extras que podem gerar fadiga e cansaço.
5. Informação perceptível: as informações do ambiente precisam ser
apresentadas de forma clara e legível. Para garantir que ela será perceptível
para pessoas com de�ciência sensorial, recomenda-se que sejam indicadas
através de dois ou mais canais sensoriais. Por exemplo, paracomunicar que
um ambiente corresponde aos sanitários, podemos utilizar pictogramas e
placas em braile. O ideal é que as informações essenciais sejam transmitidas
através de canais visual e tátil ou visual e auditivo.
6. Tolerância ao erro: este princípio diz respeito diretamente à segurança do
usuário. Espaços e produtos devem minimizar a possibilidade de tarefas
incorretas ou acidentais. Em determinadas situações, não será possível
reduzir esse risco à zero; neste caso, é preciso limitar as consequências
geradas pelo erro.
7. Dimensão apropriada a todos: como já discutimos dentro dos conceitos de
ergonomia, os ambientes e mobiliários devem ser dimensionados de modo
que atenda ao per�l de todos os usuários.
Em determinadas situações, não será possível atender a todos os requisitos
de Design Universal, pois alguns usuários apresentam necessidades muito
especí�cas. Para esses casos, vale lembrar que mesmo que a inclusão não
seja possível, a acessibilidade deve ser garantida! 
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atividade
Atividade
Um conceito bastante discutido na atualidade é a inclusão. Esse termo faz
referência à inserção de pessoas tanto em ambientes físicos quanto nas relações
sociais, independentemente de suas características físicas, motoras ou psicológicas.
Considerando esse fator, assinale a alternativa que relaciona corretamente o
conceito de inclusão e acessibilidade.
a) Enquanto a inclusão diz respeito ao acesso de forma igualitária, a
acessibilidade trata apenas do acesso.
b) Os dois termos têm o mesmo signi�cado: permitir o acesso físico de todos
os usuários a um mesmo ambiente.
c) Os dois termos têm o mesmo signi�cado: permitir o acesso �nanceiro de
todos os usuários a um mesmo produto.
d) Enquanto a inclusão diz respeito ao acesso global, a acessibilidade trata do
d l d l ã
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acesso apenas de uma parcela da população.
e) Enquanto a inclusão diz respeito à ergonomia, a acessibilidade trata dos
dados antropométricos do usuário.
A NBR 9050/2015 é a norma-base que traz os parâmetros essenciais para o
j t d í i O b j ti t d d lé d
Acessibilidade –  NBR9050Acessibilidade –  NBR9050
de�cientes físicos Ide�cientes físicos I
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projeto de espaços acessíveis. O bom projetista deve ser capaz de, além de
consultar a referida norma, interpretá-la e aplicar seus conceitos no projeto.
Para isso, nesta unidade, iremos focar em dois elementos na criação de
espaços: circulações verticais e dimensões de alcance.
Dimensionamento de Escadas e Rampas
Como mencionamos, as circulações são regiões do projeto que devem
assegurar a livre passagem do usuário, de modo autônomo e seguro,
independentemente de suas características. Quando falamos em circulações,
em um primeiro momento, pensamos nos corredores que conectam os
ambientes da edi�cação. No entanto, é necessário lembrar que a circulação
em um projeto não se limita ao deslocamento horizontal, elas englobam,
também, a movimentação no sentido vertical.
Escadas, rampas, plataformas elevatórias e elevadores se con�guram como
circulações verticais. Neste conteúdo, iremos destacar o dimensionamento de
escadas e rampas, pois os demais dispositivos já vêm prontos de fábrica,
atendendo condições de acessibilidade.
Segundo a NBR 9050/2015, rampas são as superfícies de piso com declividade
igual ou superior a 5%, enquanto escadas são sequências de três ou mais
degraus. Tanto para o dimensionamento de escadas quanto de rampas, a
norma divide os parâmetros em edi�cações novas e edi�cações existentes.
Vamos analisar, primeiramente, alguns dos principais pontos para o
dimensionamento de rampas.
A inclinação máxima permitida varia conforme o desnível de cada segmento
de rampa. Ao �nal de cada segmento, é necessário um patamar de descanso
com dimensão longitudinal de 1,20 m. Vejamos os valores máximos na tabela
4.1. 
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Figura 4.2 – Rampa em vista superior e em vista lateral 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 58).
 
Desníveis
máximos de
cada
segmento de
rampa h
(em m)
Inclinação em
cada
segmento de
rampa i
(em %)
Número
máximo de
segmentos de
rampa
EDIFICAÇÕES
NOVAS
1,50 5,00 Sem limite
1,00 5,00 c Sem limite
0,80 6,25 < i ≤ 8,33 15
Õ
0,20 8,33 < i ≤ 10,00 4
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Tabela 4.1 – Inclinação de rampas 
Fonte: Adaptada de NBR 9050/2015 (2015, p. 59).
De acordo com a NBR 9050/2015, a largura mínima admitida para rampas é
1,20 m, com inclinação transversal máxima de 2% para rampas internas e 3%
para rampas externas.
Para o projeto de escadas, a largura deve ser dimensionada de acordo com o
�uxo de pessoas, respeitando sempre a dimensão mínima de 1,20 m. Sempre
que existir mudança na direção dos lances de degraus, é necessário prever
patamar com dimensão igual à largura da escada. Os degraus da escada
devem ser constantes e atender condições mínimas, conforme apresentado
na �gura 4.3 a seguir. 
Sendo:
0,63 m ≤ p + 2e ≤ 0,65 m
Piso = 0,28 m ≤ p ≤ 0,32 m
Espelho = 0,16 ≤ e ≤ 0,18m
Segundo a NBR 9050/2015, tanto escadas quanto rampas devem contar,
ainda, com corrimãos em suas duas laterais. Para os casos em que não
existam paredes laterais, o projetista deve incorporar também elementos de
segurança como guarda-corpo. Vejamos na tabela 4.2 e na �gura 4.4 a seguir. 
EDIFICAÇÕES
EXISTENTES
0,075 10,0 < i ≤ 12,5 1
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Tabela 4.2 – Alturas de instalação de elementos em escadas e rampas 
Fonte: Adaptada de NBR 9050/2015 (2015, p. 60).
É importante observar que a norma determina duas alturas para a instalação
do corrimão. Essas alturas NÃO são opcionais, não cabendo ao projetista
escolher se deseja corrimão a 0,70 m ou 0,92 m; é necessária a instalação de
dois corrimãos, cada um em uma altura. Os corrimãos laterais precisam ser
Figura 4.4 – Guarda-corpo e corrimão para escadas e rampas 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 60).
Elemento Altura �nal a partir do piso (em m)
Guia de balizamento 0,05 mínimo
Corrimão 0,70 e 0,92
Guarda-corpo 1,00 mínimo
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instalados em ambos os lados de escadas e rampas, prolongando-se em 0,30
m nas extremidades após o término do desnível. Vejamos o exemplo na
�gura 4.5 a seguir. 
A NBR 9050/2015 orienta, ainda, que escadas ou rampas com largura igual ou
superior a 2,40 m apresentem corrimão intermediário, respeitando a
circulação mínima de 1,20 m desimpedida de obstáculos.
Distâncias de Alturas e Alcances para
Pessoas com De�iciência
As distâncias de alturas e alcances são dados antropométricos empregados
no projeto de ambientes, para determinar a altura máxima de dispositivos,
como, por exemplo, interruptores. Essas dimensões são utilizadas, também,
para o planejamento de móveis, como prateleiras e superfícies de trabalho.
Em aulas anteriores, analisamos essas informações, considerando o usuário
em duas posições: em pé e sentado. Neste momento, iremos realizar um
estudo semelhante, porém, considerando o usuário em cadeira de roda. A
seguir, apresentamos as alturas de alcance manual lateral para pessoa em
cadeira de roda, segundo a NBR 9050/2015. 
Figura 4.5 – Prolongamento de corrimão em escadas e rampas 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 63).26/05/2021 Ead.br
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As dimensões apresentadas consideram o usuário sentado na cadeira de roda
sem realizar o deslocamento do tronco, ou seja, mantendo a postura natural
do corpo sentado. Quando consideramos o deslocamento do tronco, isto é, a
projeção do tronco realizada quando o usuário se inclina, essas distâncias de
alcance aumentam. No entanto, recomendamos a adoção dos parâmetros de
alcance sem deslocamento do tronco para projetos, uma vez que nem todas
as pessoas em cadeira de roda estão aptas a realizar a projeção do tronco de
maneira autônoma.
Com relação ao alcance manual frontal com superfície de trabalho, a NBR
9050/2015 aponta que o usuário em cadeira de roda demanda uma superfície
com altura entre 0,75 m e 0,90 m a partir do piso. Dessa forma, é possível
acomodar a cadeira de roda embaixo da mesa ou do balcão.
Nesse momento inicial não há necessidade de “decorar” todos esses valores,
porém, poderemos notar que, com o tempo e a prática projetual,
memorizaremos automaticamente várias dessas dimensões. Sempre que
surgirem dúvidas, podemos consultar a NBR 9050/2015. Nesta normativa,
essas e outras dimensões de alcance manual estão organizadas para a sua
análise. 
Figura 4.6 – Alcance lateral, pessoa em cadeira de roda 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 18).
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atividade
Atividade
As rampas são circulações verticais que podem ser utilizadas tanto por uma pessoa
em pé, quanto por uma pessoa em cadeira de roda. Considere a seguinte situação:
em uma edi�cação nova foi construída uma rampa com um único segmento, 10,0 m
de extensão, vencendo um desnível de 1,0 m de altura. A partir do que foi
apresentado e com base na NBR 9050/2015, assinale a alternativa correta.
a) A rampa está dimensionada fora da norma, uma vez que sua inclinação
corresponde a 10%.
b) A rampa está dimensionada dentro da norma, uma vez que sua inclinação
corresponde a 1%.
c) A rampa está dimensionada fora da norma, uma vez que sua inclinação
corresponde a 33,3%.
d) A rampa está dimensionada fora da norma, uma vez que sua inclinação
d 100%
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corresponde a 100%.
e) A rampa está dimensionada dentro da norma, uma vez que sua inclinação
corresponde a 3,3%.
Os princípios de acessibilidade entendem que cada indivíduo,
i d d t t d t í ti fí i t t di it
Acessibilidade –  NBR 9050/2015Acessibilidade –  NBR 9050/2015
de�cientes físicos IIde�cientes físicos II
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independentemente de suas características físicas e motoras, tem direito a
usufruir dos espaços de modo autônomo e seguro. Algumas décadas atrás
era comum admitir que pessoas com de�ciência eram dependentes de auxílio
para realizar diversas tarefas.
Atualmente o cenário é outro. A discussão a respeito de acessibilidade e
inclusão se expandiu, e a independência da pessoa com de�ciência é uma das
principais premissas trabalhadas. Para que isso seja possível, é necessário
prever adaptações no espaço construído ou em projeto, tornando os
ambientes seguros ao uso de todos.
Projetos de Sanitários
A NBR 9050/2015 traz atribuições que projetos de sanitários e vestiários
acessíveis devem atender. Nesta norma, é possível encontrarmos, de forma
bastante detalhada, todos os parâmetros que devem ser contemplados em
projeto. Neste momento, iremos elencar os principais aspectos a serem
considerados na criação de sanitários.
Os sanitários acessíveis podem ser projetados tanto como banheiros
individuais, quanto como cabines em sanitários coletivos, desde que o acesso
a eles seja feito por rota acessível, próxima à circulação principal. Segundo a
norma, a quantidade de instalações sanitárias acessíveis (I.S.A.) deve ser
compatível com o tipo de edi�cação, respeitando o mínimo de uma I.S.A. por
sexo, em cada pavimento em que houver sanitário.
O sanitário acessível deve apresentar dimensão total que permita o giro da
cadeira de roda em 360°, além de contar com área de transferência para a
bacia sanitária. Esta peça sanitária não pode ter abertura frontal e deve ter
altura �nal entre 0,43 m e 0,45 do nível do piso. Já para a especi�cação de
lavatórios, a NBR 9050/2015 orienta que sejam utilizados lavatórios sem
colunas ou com colunas suspensas, para permitir a aproximação da pessoa
em cadeira de roda. Vejamos, na �gura 4.7  a seguir, as dimensões mínimas
para um sanitário acessível. 
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Para garantir a autonomia e a segurança de pessoas em cadeira de roda ou
com mobilidade reduzida, a norma determina que os sanitários acessíveis
contem, também, com barras de apoio. Essas barras são instaladas próximo à
bacia sanitária, ao lavatório e no box do chuveiro. Vejamos, na �gura 4.8 a
seguir, um exemplo de instalação de barras para bacia sanitária a 90°  da
parede lateral.
Figura 4.7 – Dimensões mínimas para um sanitário acessível 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 87).
Figura 4.8 – Instalação de barras para bacia sanitária 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 92).
Código
Adulto
(em m)
Infantil
(em m)
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Tabela 4.3 – Instalação de barras para bacia sanitária 
Fonte: Adaptada de NBR 9050/2015 (2015, p. 92).
As barras de apoio para lavatórios podem ser horizontais e verticais e sua
instalação deve permitir que o usuário em cadeira de roda se aproxime do
lavatório, estando localizadas a uma distância máxima de 0,50 m do eixo do
lavatório. Segundo a NBR 9050/2015, neste caso, para barras horizontais,
adota-se altura de instalação entre 0,78 m e 0,80 m do piso, e para barras
verticais, altura inicial a 0,90 m do piso, e comprimento mínimo de 0,40 m.
Todos os ambientes dos sanitários acessíveis devem contar com piso
antiderrapante, sem desnível junto à soleira, e ralos posicionados fora da área
de manobra. A força de acionamento de dispositivos como válvula de
descarga e torneiras de alavancas precisa ser inferior a 23 N.
As portas de entrada para esses ambientes também precisam atender à NBR
9050/2015; a sua abertura deve ser feita para o lado de fora. Do lado de
dentro, recomenda-se a instalação de puxador horizontal a 90 cm do piso e
revestimento anti-impacto até a altura de 40 cm do piso, permitindo que a
porta resista aos impactos de cadeira de roda, bengalas e muletas.
Para o projeto de sanitários coletivos, compostos por boxes comuns e
(em m) (em m)
A 0,75 0,60
B 0,40 0,25
C 0,46 0,36
D 0,30 0,15
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acessíveis, é necessário veri�car se as circulações mínimas são compatíveis
com a passagem de uma pessoa em cadeira de roda. A altura de instalação de
acessórios também deve atender tanto ao usuário em pé quanto ao que está
em cadeira de roda. Vejamos, na �gura 4.9 a seguir, a faixa de alcance de
acessórios junto ao lavatório.
Vagas de Estacionamento Acessíveis
Segundo a NBR 9050/2015, existem dois tipos de vagas reservadas para
Figura 4.9 – Instalação de acessórios 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 105).
saiba mais
Saiba mais
A acessibilidade preza pela segurança e autonomia dos usuários. Como forma de
assegurar tais requisitos, a NBR 9050/2015 determina que alarmes de emergência
sejam instalados nas áreas interna e externa em ambientes con�nados,
sobretudo nos sanitários. O objetivo desses dispositivosé informar possíveis
quedas e solicitar ajuda. Para banheiros, recomenda-se a instalação da botoeira a
40 cm do piso, próximo à bacia sanitária ou ao lavatório. Para saber mais sobre
este tipo de alarme, acesse:
ACESSAR
https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/banheiros-para-pessoas-com-deficiencia-deverao-ter-alarme-para-que-usuarios-possam-pedir-socorro-em-emergencia-diz-nova-lei-de-ms.ghtml
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veículos: aquelas que são destinadas a idosos e aquelas para pessoas com
de�ciência, independentemente se os veículos são conduzidos por elas ou
não. Para estacionamentos de uso público, é necessário prever:
5% das vagas para uso exclusivo de idosos;
2% das vagas para uso exclusivo de pessoa com de�ciência.
Essas vagas devem ser sinalizadas e posicionadas próximas ao acesso
principal da edi�cação, tornando o percurso do usuário o menor possível.
Segundo a NBR 9050/2015, a sinalização das vagas de idoso e pessoa com
de�ciência deve ser feita na vertical e na horizontal, conforme normas
especí�cas do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAM).
Segundo a NBR 9050/2015, a sinalização vertical é realizada através de placas
instaladas a altura livre entre 2,10 m e 2,50 m do piso. Para estacionamentos
cobertos com pé-direito baixo, a norma admite a utilização de sinalização à
altura de 1,50 m. Vejamos, na �gura 4.10 a seguir, um exemplo de sinalização
de estacionamento para pessoa com de�ciência.
Para a sinalização horizontal, adota-se a pintura do piso com o símbolo
internacional de acesso ou a descrição de idoso. Em vagas destinadas a
Figura 4.10 – Sinalização vertical de estacionamento reservado para pessoa
com de�ciência 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 52).
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internacional de acesso ou a descrição de idoso. Em vagas destinadas a
pessoas com de�ciência, além do dimensionamento padrão da vaga, é
preciso prever uma área adicional de largura mínima de 1,20 m, assegurando
a circulação e transferência de pessoa em cadeira de roda. Vejamos, nas
�guras 4.11 e 4.12 a seguir, o símbolo internacional de acesso e a descrição
de idoso para a marcação de vagas.
Ao prever vagas de estacionamento especí�cas para idosos ou pessoas com
de�ciência, lembre-se de que elas devem estar inseridas em um cenário
compatível. Uma vaga destinada a pessoa em cadeira de roda posicionada de
forma em que não exista uma rota acessível, por exemplo, não atende a
�nalidade de acesso e inclusão!
Figura 4.11 – Símbolo internacional de acesso 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 39).
Figura 4.12 – Pictograma para pessoa idosa 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 41).
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atividade
Atividade
Edi�cações de uso público devem, obrigatoriamente, contar com instalações
sanitárias acessíveis. Para a criação de tais ambientes, o projetista deve prever, além
do dimensionamento adequado, a instalação de barras de apoio. Considerando a
�nalidade de tais barras, assinale a alternativa correta.
a) As barras de apoio próximas à bacia sanitária são utilizadas para realizar a
transferência da pessoa da cadeira de roda para a peça sanitária.
b) As barras de apoio são utilizadas para que o acompanhante da pessoa em
cadeira de roda se apóie.
c) As barras de apoio próximas ao lavatório são utilizadas para realizar a
transferência da pessoa da cadeira de roda para o exterior do ambiente.
d) As barras de apoio são utilizadas para que pessoas com baixa visibilidade
identi�quem o ambiente.
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e) As barras de apoio são utilizadas para que pessoas surdas identi�quem o
ambiente.
Em projetos arquitetônicos e de interiores, é possível prever adaptações do
ibilid d di T i j t
Projetos adaptadosProjetos adaptados
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espaço para assegurar acessibilidade a diversos grupos. Tais ajustes
requerem apenas modi�cações, mas o resultado �nal é bastante abrangente.
Para alcançar tais resultados, iremos analisar as adaptações necessárias para
pessoas com baixa visão, de�ciência visual e idosos.
Piso Tátil e Visual
Você já notou que em alguns lugares o piso, além do revestimento geral,
conta com um revestimento diferenciado, normalmente nas cores azul ou
amarelo? Você sabe qual é a �nalidade desse tipo de piso?
Esses revestimentos são os pisos de sinalização tátil e visual e têm como
objetivo informar pessoas com de�ciência visual ou baixa visão caminhos e
obstáculos no trajeto. Através da variação de relevo e contraste visual, o
usuário consegue identi�car as rotas acessíveis. Existem dois tipos de piso
tátil e visual, o de sinalização direcional e o de sinalização de alerta. Vamos
analisar quais são as características de cada um deles!
Segundo a NBR 9050/2015, o piso de sinalização tátil e visual direcional é
instalado no sentido de deslocamento para indicar a direção dos caminhos. A
sua utilização é feita tanto em ambientes internos quanto externos. O relevo
desse piso é linear e deve ser instalado no sentido do trajeto indicado.
Vejamos, na �gura 4.13 a seguir, as dimensões indicadas para esse tipo de
piso.
Figura 4.13 – Piso de sinalização tátil e visual direcional, dimensões em
milímetros 
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O piso de sinalização tátil e visual de alerta, por sua vez, é utilizado para
informar o surgimento de elementos que irão demandar a atenção do
usuário. Segundo a NBR 9050/2015, esse tipo de piso é utilizado para indicar
desníveis, mudança de direção no piso direcional, início e término de escadas
e rampas, travessia de pedestres e posicionamento de equipamentos.
A con�guração desse piso é dada através de um conjunto de relevos tronco-
cônicos. Vejamos, na �gura 4.14 a seguir, as dimensões indicadas para esse
tipo de piso.
Assim como o piso direcional, o piso tátil e visual de alerta também pode ser
instalado em ambientes internos e externos. É importante lembrar que,
durante a etapa de especi�cação de materiais, o projetista deve veri�car se o
piso que está indicando é o mais adequado para aquele ambiente; regiões
com alto tráfego irão demandar pisos mais resistentes.
Projeto para Pessoas com Baixa Visão e
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 50).
Figura 4.14 – Piso de sinalização tátil e visual de alerta, dimensões em
milímetros 
Fonte: NBR 9050/2015 (2015, p. 49).
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Projeto para Pessoas com Baixa Visão e
com De�iciência Visual
Além da instalação de piso de sinalização tátil e visual, o projeto acessível para
pessoas com baixa visão ou de�ciência visual deve apresentar sinalização
adequada de todos os locais que demandam atenção do usuário, para que ele
possa utilizar o espaço de modo autônomo e seguro. Dessa forma, o projeto
precisa prever sinalizações em relevo, como o braile, e sinais sonoros, para
indicar localização e advertência.
Segundo a NBR 9050/2015, portas e passagens devem ser sinalizadas tanto
com informação visual, quanto com sinalização tátil ou sonora, utilizando o
princípio dos dois sentidos, no qual informações essenciais são SEMPRE
transmitidas por meio de, no mínimo, dois canais de comunicação.
Para que essa sinalização seja e�caz, recomenda-se que esteja localizada
entre 1,20 m e 1,60 m de altura, a partir do piso, faixa considerada acessívelpara a grande maioria dos usuários.
Ao início e ao �nal de escadas e rampas, a norma recomenda que exista a
sinalização de pavimento. Para isso, é necessário acrescentar sinalização tátil
(caracteres em relevo e em braile) no início e no �nal dos corrimãos. Da
mesma forma, elevadores e plataformas elevatórias devem contar com
painéis de chamada com informações em relevo e em braile.
Para a sinalização de degraus de escada, é importante prever elementos que
facilitem a percepção de onde se inicia cada degrau. Assim, pessoas com
baixa visão conseguem identi�car facilmente cada um dos degraus da escada.
Fitas fotoluminescentes ou retroiluminadas devem ser instaladas ao piso e ao
espelho de cada degrau, conforme ilustra a �gura 4.15 a seguir.
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De acordo com a NBR 9050/2015, recomenda-se, ainda, estender a sinalização
de piso em toda a extensão do degrau, utilizando material com propriedades
antiderrapantes. Dessa maneira, além de assegurar a fácil identi�cação do
degrau, a sinalização oferece maior atrito na pisada, evitando acidentes como
queda.
Projeto para Idosos
Um dos grandes desa�os do projetista é criar espaços adaptados para
necessidades especí�cas. O per�l demográ�co da população mundial vem
gradativamente mudando. Hoje, é possível perceber que existe um número
de idosos muito superior ao de décadas atrás. Tendo isso em mente, como
podemos preparar os espaços para essa nova demanda?
Segundo Iida e Buarque (2016), o estudo ergonômico de�ne três grupos
etários: adultos jovens, que engloba pessoas entre 18 e 30 anos; meia idade,
que abrange pessoas entre 40 e 55 anos; e idosos, que são as pessoas entre
65 e 85 anos.
Se pensarmos no per�l das pessoas idosas de alguns anos atrás, iremos nos
lembrar de que, muitas vezes, as pessoas tinham pouca autonomia e
dependiam de parentes ou cuidadores para realizarem a grande maioria de
suas tarefas.
Apesar das capacidades físicas e cognitivas diminuírem o desempenho com o
passar dos anos, uma pessoa idosa pode exercer suas atividades de modo
autônomo, desde que o espaço seja adaptado a ela. Atualmente, as pessoas
da terceira idade levam um estilo de vida muito mais ativo do que
antigamente.
O processo de envelhecimento leva à redução gradativa das medidas
antropométricas e das forças musculares. Isso signi�ca que, com exceções de
pessoas acometidas por doenças ou que sofrem acidentes, essa mudança no
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per�l do usuário não acontece de um dia para o outro. Do mesmo modo,
também é possível identi�car que tais sintomas de envelhecimento variam de
pessoa para pessoa e podem estar relacionados a questões genéticas, estilo
de vida, entre diversos outros fatores (IIDA; BUARQUE, 2016).
Considerando os parâmetro de antropometria e biomecânica de idosos, Iida e
Buarque (2016) apontam que as principais diferenças, quando comparados
aos jovens, são:
1. Antropometria: a estatura das pessoas começa a se reduzir a partir
dos 50 anos. As distâncias de alcance e a �exibilidade também
sofrem redução proporcional a partir dessa faixa etária.
2. Força muscular: após os 60 anos, o corpo humano passa por um
processo de perda de massa muscular, o que automaticamente
re�ete na redução de força muscular.
3. Velocidade e precisão de movimentos: os movimentos de pessoas
idosas são mais lentos e menos precisos do que os movimentos de
jovens, o que aumenta o tempo para a realização de tarefas e os
submete ao maior índice de erros.
4. Equilíbrio: pessoas idosas costumam apresentar maior di�culdade
de manter o equilíbrio, o que demanda a inserção de apoios, como
barras e corrimãos em projetos.
Além das alterações físicas que o corpo sofre com o passar dos anos, nós
também estamos sujeitos a transformações perceptuais. Segundo Iida e
Buarque (2016), visão, audição, senso hepático, capacidade de atenção e
capacidade de memória são afetados com o tempo. A seguir, elencamos as
principais alterações percebidas nessas competências:
Visão: com o avanço da idade, acuidade e percepção de cores,
contrastes e iluminação são prejudicados. As informações visuais
para idosos devem ser apresentadas com tamanho, brilho e
contraste maiores, facilitando a sua identi�cação.
Audição: a partir dos 50 anos, a capacidade auditiva entra em
d lí i d S d i d 8 000 h ã
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declínio acentuado. Sons agudos, acima de 8.000 hertz, são menos
perceptíveis para pessoas mais velhas. Para a emissão de
informações sonoras, recomenda-se clara distinção entre informação
e ruído, com velocidade máxima de 140 palavras por minuto.
Senso hepático: a percepção de vibrações em partes do corpo
também é reduzida com o passar do tempo. A sensibilidade diminui
de modo mais intenso nos membros inferiores do que em membros
superiores.
Capacidade de atenção: o tempo de reação a estímulos é maior em
idosos do que em jovens. Outro ponto que deve ser analisado em
projetos para terceira idade é a redução da capacidade de atenção.
Por esses motivos, informações devem ser transmitidas,
aumentando a visibilidade das mesmas.
Capacidade de memória: pessoas idosas têm mais di�culdade em
absorver e memorizar novas informações. Para facilitar o processo
de memorização, as informações disponibilizadas devem ser feitas
de modo claro e pausado.
reflitaRe�ita
O projeto de uma residência é feito para acompanhar a pessoa por boa parte de sua
vida. Mesmo que a casa seja submetida a reformas e alterações ao longo dos anos,
desde o projeto inicial, é possível prever a possibilidade de adaptações nos ambientes,
visando atender às novas necessidades de seus usuários. Considerando tais fatores,
como você acredita que o projetista pode auxiliar nesse processo de adequar o
ambiente residencial às futuras demandas de seus ocupantes?
Através do brie�ng do projeto, com a criação do programa de necessidades, o projetista
pode traçar cenários para que, no futuro, a edi�cação seja facilmente adaptada.
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atividade
Atividade
A sinalização tátil e visual de pisos é utilizada em ambientes internos e externos,
principalmente em locais de uso público. Considerando os dois tipos de piso para
esta �nalidade, assinale a alternativa que os relacione corretamente.
a) O piso direcional apresenta relevos lineares, enquanto o piso de alerta
apresenta relevos tronco-cônicos.
b) Enquanto o piso direcional é usado em ambientes internos, o piso de
alerta é usado para ambientes externos.
c) O piso direcional é empregado para indicar mudança de sentido, já o piso
de alerta é usado para informar mudança de nível.
d) Enquanto o piso direcional é utilizado para informar início e �nal de
rampas, o piso de alerta é usado no percurso da rampa.
e) O piso direcional apresenta variação de relevo, enquanto o piso de alerta
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apresenta variação de cor.
indicações
Material Complementar
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LIVRO
Design para acessibilidade e inclusão
Vania Ribas Ulbricht, Luciane Maria Fadel, Claudia
Regina Batista
Editora: Blucher
ISBN: 9788580393040
Comentário: Neste conteúdo, analisamos alguns dos
principais conceitos sobre projetos inclusivos e
acessíveis. Em nossos estudos, focamos na criação de
ambientes; no entanto, o conceito de acessibilidade
não se restringe ao projeto de espaços. Móveis, objetos
e produtos, demodo geral, podem ser concebidos
empregando parâmetros de acessibilidade. Na leitura
sugerida, são reunidos vinte textos que exploram esta
temática, divididos em três frentes: design, inovação e
acessibilidade; acessibilidade e projeto inclusivo em
sistemas digitais; objetos de aprendizagem acessíveis.
Através dessa leitura, caro estudante, você poderá
re�etir sobre o que já foi conquistado no campo da
inclusão e acessibilidade e no que ainda podemos
evoluir dentro dessa discussão.
FILME
Os intocáveis
Ano: 2012
Comentário: Esta comédia francesa, lançada em 2012,
retrata a história de um aristocrata que, após um
acidente, �ca tetraplégico. Muitas vezes, enquanto
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conclusão
Conclusão
Nesta unidade, destacamos que o papel do engenheiro, arquiteto e designer é
criar espaços compatíveis com a atividade humana. Dessa forma, é essencial
saber identi�car quais são as necessidades especí�cas de cada usuário.
Atender pessoas idosas ou com de�ciência física não é mais um diferencial de
projeto, mas, sim, uma responsabilidade que o projetista carrega.
Diante disso, é preciso lembrar que projeto acessível não implica em
ambiente inclusivo. Embora as normativas determinem apenas parâmetros
para a criação do primeiro, cabe ao pro�ssional reconhecer como tornar seus
projetos menos segregadores. Para isso, conhecimento técnico e teórico são
fundamentais.
projetistas, é difícil identi�carmos como é a rotina de
uma pessoa em cadeiras de rodas, o que limita nossa
ação projetual. Embora o �lme indicado seja uma leve
comédia, esperamos que ela te convide a re�etir sobre
como podemos melhorar a criação de espaços para
atender aos variados per�s de usuários.
Para conhecer mais sobre o �lme, acesse o trailer
disponível em:
T R A I L E R
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referências
Referências Bibliográ�cas
ACESSÍVEL. In: Michaelis Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa.
Disponível em: <https://michaelis.uol.com.br/moderno-
portugues/busca/portugues-brasileiro/acess%C3%ADvel/>. Acesso em: 30
mar. 2019.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a
edi�cações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro.
2015.
IIDA, Itiro; BUARQUE, Lia. Ergonomia: Projeto e Produção. São Paulo: Blucher,
2016.
IMPRIMIR
https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/acess%C3%ADvel/
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