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IECA (inibidores da enzima conversora de angiotensina) e BRA (bloqueadores de receptores da angiotensina) · O sistema renina-angiotensina-aldosterona é responsável pelo controle da pressão arterial, sais e fluidos corporais. · Mecanismo humoral/local – SRAA: Três tipos de inibidores do SRAA · Inibidoresda ECA (IECAs); bloqueia o meio da cadeia · Bloqueadores do receptor de angiotensina (BRAs); bloqueia o final da cadeia · Inibidores direto da renina (IDRs); bloqueia o início da cadeia OBS.: Os IECAs e os BRAs, são os de maior benefício clínico comprovado. IECAs · Usos do IECA · Hipertensão – fármacos de primeira linha para todo os graus de HÁ; · ICC – causam dilatação arterial e venosa; · Na disfunção sistólica ventricular; · Infarto do miocárdio – reduzem mortalidade precoce a longo prazo; · Em pacientes com alto risco cardiovascular-profilaxia – o ramipril reduz a morte cardíaca e o infarto miocárdico em indivíduos de alto risco; · Nefropatia diabética – terapia prolongada com IECA impede ou retarda a doença renal em diabéticos tipo I e II. · Exemplos de IECAs: captopril (capoten), enalapril (renitec), ramipril (triatec), fosinipril (monopril), benzaperil (lotensin). · São fármacos seguros, eficazes e que aumentam a adesão ao tratamento. Inibem o remodelamento pós-IAM; modificam a progressão da IC crônica (aumento da sobrevida e diminuição das hospitalizações – melhoram a qualidade de vida); retardam a progressão da doença renal em diabéticos com proteinúria. Em contraste com outros vasodilatadores não produzem ativação neuro-hormonal ou taquicardia reflexa. Não ocorre tolerância aos seus efeitos. · Efeitos adversos: hipotensão (queda abrupta após primeira dose); tosse seca – 5 – 20% dos pacientes (inibição degradação a bradicinina/substância P nos pulmões de indivíduos suscetíveis); hiperpotassemia em pacientes com insuficiência renal/diabetes; insuficiência renal aguda: em pacientes com estenose bilateral da artéria renal, em único rim, insuficiência cardíaca, diarreia ou diuréticos; angioedema (edema lábios, boca, nariz e glote); exantema e urticária; potencial fetopático (hipotensão fetal); exantema cutâneo (prurido); efeitos raros: alteração do paladar, neutropenia, hepatotoxicidade, perda GLI na urina; pouco efetivos nos negros -> polimorfismo genético da ECA – níveis plasmáticos reduzidos de renina. · Farmacocinética: moléculas ativas: captopril, lisinopril, enalaprilate. Pró-fármacos -> biotransformação. Biodisponibilidade depende do fármaco: captopril: ação rápida e curta duração; enalapril: ação mais prolongada, transformação hepática e intestinal; lisinopril: longa duração da ação. Eliminação por via renal e hepática. · Podem ser associados a diuréticos. Em alguns casos somente o IECA não é suficiente. BRAs · Mecanismo de ação: a angiotensina II ligando-se ao receptor ATI causa vasoconstrição e retenção hídrica -> aumento da PA. Os BRA interferem no sistema fisiológico renina-angiotensina-aldosterona. Agem por antagonismo total, competitivo e específico nos receptores ATI da angiotensina II, ibindo a ação do eixo da renina sem atuação no subtipo AT2. · Ações e efeitos: bloqueio competitivo dos receptores AT I e, das ações da angiotensina II, gerando: vasodilatação, aumento da excreção de sal e água, redução do volume plasmático e diminuição da hipertrofia ventricular esquerda. A eficácia dos BRA é comparável à dos IECA na redução da PA. · Vantagens: teoricamente muito semelhantes aos IECA; redução da progressão da nefropatia diabética; poucos efeitos secundários, não provocam tosse; podem melhorar a “compliance”. A compliance ou adesão terapêutica refere-se, a todos os aspectos que caracterizam a cooperação do paciente com as indicações médicas, efetuando uma correta administração da terapêutica prescrita. · Desvantagens: preço. · Uso clínico: todos usados no tratamento da hipertensão. · Irbesartano e losartano: nefroptia diabética; · Losartano: profilaxia do AVC; · Valsartano: insuficiência cardíaca (melhora sobrevida; · Alternativa para os inibidores de ECA quando ocorrer tosse intratável e andioedema. · Efeitos adversos: tonturas-vertigens; angioedema (raro); hipercalemia (comparável ao observado com pacientes tratados com IECA); riscos de injúria fetal ou morte durante o 2º e 3º trimestre de gravides; riscos de hipotensão sintomática em pacientes hipovolêmicos. · Podem ser associados a diuréticos, sendo mais bem tolerados do que outros anti-hipertensivos. INIBIDOR DIRETO DE RENINA · Mecanismo de ação: suprime o SRAA em seu ponto de ativação – a enzima renina. Difere dos IECAs e BRAs por reduzir tanto a atividade plasmática da renina quanto da angiotensina II. · Exemplo de inibidor direto de renina: · Alisquireno (rasilez): boa tolerabilidade. Absorção pobre, biodisponibilidade <3%; alimentação gordurosa pode diminuir substancialmente a concentração plasmática. Sem interação farmacocinética com outras drogas. RAM: rash cutâneo, diaareia (doses acima de 300mg/dia), cefaleia, e nasofaringite, aumento de CPK e tosse são os eventos mais frequentes, com incidência inferior a 1%. Não interfere no metabolismo das cininas -> não são esperados os efeitos adversos como a tosse seca e o edema angioneurótico. A adição do alisquireno a um IECA ou a um BRA, parece ser bem tolerada. Com ramipril, mostrou-se eficaz na redução da tosse seca. Contraindicações: gravidez. · São de grande ajuda no tratamento da diabetes quando associados a antidiabéticos orais.