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Queridos irmãos e irmãs, participantes dos grupos de reflexão!
Estamos no tempo da Quaresma, um tempo litúrgico importante, que nos 
prepara para celebrar a centralidade da fé cristã: o Mistério da Paixão, 
Morte e Ressurreição de Jesus. Neste período, a Igreja do Brasil propõe a 
Campanha da Fraternidade, que neste ano é ecumênica, ou seja, agrega 
outras Igrejas de confissão cristã. Dessa forma, somos motivados a refletir 
sobre o diálogo, como um compromisso de amor. 
Reunir-se em pequenos grupos, como vocês estão fazendo, é uma 
prática que vem desde o início do cristianismo e fortalece a fé da Igreja. 
Os encontros que vão realizar são oportunidades de fazer do ambiente 
familiar uma Igreja doméstica, um espaço de evangelização. Ao reunirem-
se, não se esqueçam dos cuidados que ainda são recomendados quanto 
a prevenção do Coronavírus. Cuidar da saúde e da vida também é viver o 
Evangelho.
Este subsídio, elaborado pelo Regional Sul 2 da CNBB, visa ajudá-los a 
viver o itinerário quaresmal em família e em comunidade. Os encontros 
são dinâmicos e centrados na espiritualidade quaresmal, na Palavra de 
Deus e na Campanha da Fraternidade Ecumênica. Este ano, a Via-Sacra, 
oração tradicional da Igreja para o tempo da Quaresma, foi escrita por 
Dom Amilton Manoel da Silva, bispo de Guarapuava (PR). 
Desejo que estes encontros sejam um bom instrumento para que a Palavra 
de Deus e a vivência fraterna vos conduzam a uma vida de ressuscitados. 
Uma boa Quaresma e Feliz Páscoa a todos!
Dom Geremias Steinmetz
Arcebispo de Londrina e Presidente do Regional Sul 2
Cristo é a nossa paz!Cristo é a nossa paz!
2
ORAÇÃO INICIAL
CANTO: EIS O TEMPO DE CONVER-
SÃO (n. 1)
Leitor 1: Estamos aqui reunidos em 
nome do Pai e do Filho e do Filho... 
“Cristo é a nossa paz” (cf. Ef 2, 14) é 
o lema que inspira a Campanha da 
Fraternidade Ecumênica deste ano. 
Desejo que a paz e o amor de Deus 
estejam conosco neste encontro. 
Todos: É o amor de Cristo que nos 
reuniu. 
Leitor 2: O Evangelho nos diz que 
Jesus foi conduzido ao deserto pela 
ação do Espírito Santo (cf. Lc 4, 1). A 
Quaresma é um tempo em que tam-
bém somos convidados a adentrar 
pelo deserto da nossa vida, enfren-
tar aquilo que nos afasta de Deus, a 
fim de fortalecer e renovar a fé. Isso 
só é possível com a ação do Espírito 
Santo. Peçamos que ele venha sobre 
nós e nos conduza neste tempo. 
Todos: Vinde, Espírito Santo, enchei 
os corações dos vossos fiéis...
ORAÇÃO FINAL
Animador: Sempre que nos reunimos, 
como irmãos, para rezar e escutar a 
Palavra de Deus, Jesus está conos-
co. Pela presença de Jesus em nosso 
meio e por todas as graças recebidas 
neste dia, nós queremos dizer: 
Todos: Obrigado (a), Senhor Jesus. 
Leitor 1: Em comunhão com toda a 
Igreja, rezemos a oração da Campa-
nha da Fraternidade Ecumênica: 
Deus da vida, da justiça e do amor, 
nós Te bendizemos pelo dom da 
fraternidade e por concederes a 
graça de vivermos a comunhão na 
diversidade.
Através desta Campanha da 
Fraternidade Ecumênica, ajuda-
nos a testemunhar a beleza do 
diálogo como compromisso de amor, 
criando pontes que unem em vez 
de muros que separam e geram 
indiferença e ódio.
Torna-nos pessoas sensíveis e 
disponíveis para servir a toda a 
humanidade, em especial, aos 
mais pobres e fragilizados, a fim 
de que possamos testemunhar o 
Teu amor redentor e partilhar suas 
dores e angústias, suas alegrias 
e esperanças, caminhando pelas 
veredas da amorosidade.
Por Jesus Cristo, nossa paz, no 
Espírito Santo, sopro restaurador 
da vida. Amém! 
Animador: Deus nos abençoe e nos 
guie nesta Quaresma: em nome do 
Pai e do Filho e do Espírito Santo. 
Amém. 
CANTO FINAL: À ESCOLHA
3
ORAÇÃO INICIAL (pág. 2)
Animador: O tema central dos nos-
sos encontros quaresmais será a 
paz. No dicionário, a palavra paz é 
definida como a relação tranquila 
entre as pessoas e a ausência de 
conflitos e violência. Mas será essa 
a paz de Jesus? 
Leitor 1: Ao ler os Evangelhos, é 
fácil constatar que a vida de Jesus 
não era nada tranquila e sem con-
flitos, inclusive, sua morte foi mui-
to violenta. Vejamos alguns fatos. 
Logo após seu nascimento, os pais 
de Jesus tiveram que fugir para o 
Egito, pois Herodes mandou matar 
todas as crianças, abaixo de dois 
anos, nascidas em Belém (cf. Mt 2, 
13-18). 
Leitor 2: Após o batismo no rio Jor-
dão, Jesus foi conduzido, pelo Es-
pírito, ao deserto e lá foi tentado 
pelo diabo durante quarenta dias 
(cf. Lc 4, 1-13). Na realização da sua 
missão, Jesus é sempre questiona-
do por andar na casa de fariseus e 
publicanos, por tocar em doentes, 
por dialogar com mulheres de má 
reputação e pecadores. Jesus não 
fazia distinção de pessoas, pois ele 
veio para todos. 
Leitor 3: Dom Pedro Casaldáliga 
(1928-2020) escreveu, em um de 
seus poemas, que essa paz definida 
como ausência de conflitos é a “paz 
dos cemitérios”. Então, como nós 
podemos definir a paz de Jesus? 
(Tempo para diálogo). 
Animador: Em um de seus discur-
sos de despedida, Jesus disse aos 
discípulos: “Deixo-vos a paz, dou-
-vos a minha paz. Não é à manei-
ra do mundo que eu a dou. Não se 
perturbe, nem se atemorize o vos-
so coração” (Jo 14, 27). 
Leitor 1: Quem acolhe a paz de 
Cristo no seu interior, transborda 
de amor por Deus e pelos irmãos. 
Um amor que se concretiza na soli-
dariedade, na fraternidade, na mi-
sericórdia e na busca pela justiça. 
Leitor 2: Portanto, a paz de Cristo 
nada tem a ver com tranquilidade e 
ausência de conflitos, mas sim com 
compromisso com o Reino de Deus. 
A paz de Cristo é sempre uma paz 
inquieta!
1º ENCONTRO: A PAZ GERA O AMOR 
Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem (Mt 5,44)
4
CANTO: CRISTO, QUERO SER INS-
TRUMENTO (n. 2)
EVANGELHO - LEITURA ORANTE
Animador: A Palavra de Deus deve 
ser sempre o “dicionário” para o 
cristão compreender o significado 
de palavras como a paz, o amor, a 
fraternidade, a misericórdia. A ló-
gica de Deus é muito diferente da 
humana. Por isso, vamos ouvir e 
acompanhar, com atenção, a pro-
clamação do Evangelho. 
Evangelho de Mateus 5, 43-48 
(Dar tempo para que os participantes abram 
a Bíblia e encontrem o texto bíblico. Quem 
for proclamar fique no centro. Em seguida 
fazer um breve momento de silêncio).
CANTO DE ACLAMAÇÃO: Fala, Se-
nhor! Fala, Senhor! Palavra de fra-
ternidade! Fala, Senhor! Fala, Se-
nhor! És luz da humanidade! (2x)
Leitor 3: A Bíblia não pode ser lida 
como um livro qualquer, pois ela é 
a Palavra de Deus. Por isso, a Igre-
ja nos propõe um método milenar, 
chamado de leitura orante, a fim de 
que essa Palavra seja melhor assi-
milada e ganhe vida em nossa vida. 
Leitor 1: O arcebispo de Curitiba 
(PR), Dom José Antonio Peruzzo, é 
um estudioso dos textos bíblicos e 
vai nos ajudar a realizar a leitura 
orante desse Evangelho que escu-
tamos. (Após ouvir o áudio da leitura oran-
te, se for oportuno, fazer um momento de 
partilha).
DINÂMICA
Leitor 2: Acolher a paz de Jesus não 
significa ter uma vida tranquila, cô-
moda e sem adversidades. Muito 
pelo contrário, quem acolhe a paz 
de Jesus nunca mais tem sossego 
na vida. 
Leitor 3: Quando Jesus ressuscita-
do aparece aos seus discípulos, que 
estavam reunidos num local a por-
tas fechadas, ele lhes deseja a paz 
por duas vezes e depois sopra so-
bre eles o Espírito Santo (cf. Jo 20, 
19-23). Os discípulos estavam tran-
cados em casa, porque estavam 
com medo dos judeus. 
Leitor 1: A paz que Jesus lhes ofe-
receu não acabou com os perigos 
a que estavam expostos e nem os 
transformou em super-homens. 
Mas lhes deu coragem para sair, 
para enfrentar o que quer que fos-
se e serem livres até para entregar 
a vida, quando necessário. 
Animador: Vamos desejar essa paz 
de Jesus uns aos outros. Olhe nos 
olhos do seu irmão e lhe diga: “A 
5
paz de Jesus esteja com você”. (Se 
for oportuno, o animador motive um abraço 
ou um aperto de mãos. Tempo para a dinâ-
mica). 
CANTO: Paz, paz de Cristo! Paz, 
paz que vem do amor te desejo, 
irmão! Paz que afelicidade de ver 
em você, Cristo nosso irmão! (2X)
TESTEMUNHO
Em meados de setembro de 2019, o 
padre Wilson Morais, da diocese de 
Ponta Grossa, foi diagnosticado com 
a Covid-19. Os sintomas da doença 
apareceram após visitar um paciente 
na UTI de um hospital. “Se a doença 
afetou a ovelha, ao sair para ajudá-
-la, não estaria o pastor livre de ser 
ferido também. Estive sempre con-
fiante apesar de sofrer na carne os 
assaltos do vírus. Precisei passar 6 
dias internado no hospital, sob cuida-
dos excepcionais da equipe médica e 
de todos os nobres servidores de saú-
de na ala Covid, aos quais agradeço 
imensamente”, escreveu o sacerdote 
em uma rede social, após sua recu-
peração. 
Após ser infectado, padre Wilson aca-
bou transmitindo a doença ao padre 
Evandro Luís Braun e ao seminarista 
Iuri Nack Buss. Assim, os três ficaram 
em quarentena, ajudando-se mu-
tuamente, partilhando as marcas da 
doença e sentindo na pele as dores 
e angústias de tantas irmãs e irmãos 
que enfrentaram esse vírus perigosa-
mente traiçoeiro.
“Em tudo o que passamos, vejo 
Deus. Foi o Crucificado/ressuscita-
do que nos permitiu experimentar a 
graça e não nos prender no peso da 
doença. Foram marcantes o amor e a 
presença orante do nosso povo, com 
mensagens, novenas, vigília, terços 
e corrente de orações diárias por 
nós. Gratidão é a palavra que define. 
Tendo vivido essa experiência sob a 
luz da cruz, é possível rezar de modo 
sensível e consciente por quem so-
fre as dores do vírus, de modo mais 
agradecido por quem se recuperou, 
de modo mais solidário e fraterno 
pelas famílias que perderam as pes-
soas que amam”, escreveu o padre 
Wilson. 
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 
ECUMÊNICA
Animador: A Campanha da Frater-
nidade é realizada na Igreja do Bra-
sil, no período da Quaresma, desde 
o ano de 1964. Este ano, pela 5ª 
vez, essa Campanha é ecumênica. 
Ou seja, cristãos de outras igrejas 
se unem aos católicos para afirmar 
que:
Todos: “A Fraternidade e o diálogo 
são compromissos de amor, por-
6
que Cristo fez uma unidade daqui-
lo que era dividido1”.
Leitor 2: “Fraternidade e diálogo: 
compromisso de amor” é o tema 
da Campanha da Fraternidade. O 
lema é extraído da Carta de São 
Paulo aos Efésios: “Cristo é a nossa 
paz: do que era dividido, fez unida-
de” (Ef 2,14a).
Leitor 3: Vamos olhar, por uns ins-
tantes, o cartaz dessa Campanha 
que está na contracapa do livrinho. 
Depois, vamos partilhar sobre o 
que ele nos diz (tempo para partilha).
Animador: A arte do cartaz expres-
sa a comunhão dos diversos dons e 
carismas presentes nas comunida-
des de fé. Vemos pessoas de dife-
rentes religiões, uma criança, uma 
pessoa com deficiência (PcD), tra-
balhadores e um indígena de mãos 
unidas formando uma ciranda. 
Leitor 1: Numa ciranda não há pri-
meiro e nem último, todos estão 
no mesmo compasso. Mas há um 
detalhe, entre a criança e o cadei-
rante existe um espaço em aberto. 
Isso significa que nessa ciranda tem 
espaço para outros que desejam 
unir-se à roda do diálogo. 
Leitor 2: O texto bíblico está entre 
1 Texto-base da CFE/2021. Apresentação, pág. 8.
dois mosaicos. Significa que a Pa-
lavra de Deus está no centro dessa 
comunidade, caracterizada pela di-
versidade. No mosaico da esquer-
da, de forma discreta, há uma cruz 
vazia, que simboliza o Cristo que 
venceu a morte.
Leitor 3: Cristo ressuscitado é a 
nossa paz. A paz que todos somos 
chamados a testemunhar no mun-
do, que ainda possui muitos muros 
e divisões. 
Animador: Vamos também nós, 
dar-nos as mãos (se for possível), 
formar uma ciranda e rezar juntos a 
oração do Pai-Nosso na versão ecu-
mênica, na qual acrescentamos as 
palavras abaixo, após “livra-nos do 
mal”. Traga no coração as pessoas 
que conhece de outras igrejas e ou-
tras religiões. 
Todos: ... livra-nos do mal, pois teu 
é o Reino, o poder e a glória para 
sempre. Amém. 
CANTO: HINO DA CFE/2021 (n. 11)
PRECES
Animador: O apóstolo Pedro escre-
veu: “Lançai sobre ele toda vossa 
preocupação, pois ele é quem cui-
da de vós” (1Pd 5,7). Confiantes em 
7
Deus Pai, que nos ama e nos cuida, 
apresentemos as nossas preces, re-
zando: 
Todos: Senhor, escutai a nossa pre-
ce. 
- Que essa Campanha da Fraterni-
dade Ecumênica ajude-nos a ser 
mais fraternos, acolhedores e aber-
tos ao diálogo com nossos irmãos 
de outras igrejas. 
- Que a Quaresma seja ocasião para 
rompermos com tudo aquilo que 
tem nos afastado de Deus. 
- Que o jejum, a oração e a carida-
de, propostos pela Igreja para esse 
tempo Quaresmal, nos conduzam a 
uma verdadeira conversão. 
- Que as pessoas que sofrem en-
contrem em Cristo o conforto e a 
verdadeira paz. 
(Os membros do grupo podem fazer preces 
espontâneas).
Leitor 1: Entreguemos nossos pe-
didos a Deus, nosso Pai, rezando a 
oração pela paz: Senhor Jesus Cris-
to, dissestes aos vossos Apóstolos: 
eu vos deixo a paz, eu vos dou a 
minha paz. Não olheis os nossos 
pecados, mas a fé que anima a 
vossa Igreja; dai-lhe, segundo o 
vosso desejo, a paz e a unidade. 
Vós, que sois Deus, com o Pai e o 
Espírito Santo. Amém.
GESTO CONCRETO
Animador: Na Quaresma, a Igreja 
propõe que nossa vida de oração 
seja intensificada, a fim de que 
possamos celebrar a Páscoa, com 
alegria. Ter uma vida de oração 
significa ter Deus como um amigo 
próximo. Para isso, é preciso viver 
reconciliado com Deus e com os 
irmãos e irmãs. Cada um, logo no 
início desta Quaresma, busque o 
sacramento da Reconciliação em 
sua comunidade.
ORAÇÃO FINAL (pág. 2)
Tempo de renovação para a Tempo de renovação para a 
Igreja, para as comunidades Igreja, para as comunidades 
e para cada um dos fiéis, a e para cada um dos fiéis, a 
Quaresma é sobretudo um Quaresma é sobretudo um 
‘tempo favorável’ de graça. ‘tempo favorável’ de graça. 
Deus nada nos pede, que Deus nada nos pede, que 
antes não o tenha dado: ‘nós antes não o tenha dado: ‘nós 
amamos, porque Ele nos amamos, porque Ele nos 
amou primeiro’.amou primeiro’.
Papa FranciscoPapa Francisco
8
ORAÇÃO INICIAL (pág. 2)
Animador: O diálogo é uma ação plu-
ral, ou seja, é a interação entre duas 
ou mais pessoas. Em um diálogo os 
envolvidos falam e ouvem. O que 
escuta não precisa concordar com o 
que fala, mas precisa ouvir, permitir 
que o outro fale. Assim, o diálogo 
constrói pontes entre abismos. 
Leitor 1: Hoje, o mundo oferece 
inúmeras ferramentas de comuni-
cação, nem sempre, porém, elas 
promovem o diálogo. As redes so-
ciais, por exemplo, colocam-nos 
numa bolha, na qual só recebemos 
conteúdos que estão de acordo 
com o que pensamos. 
Leitor 2: Vamos refletir: sou capaz 
de dialogar com quem pensa dife-
rente de mim? Com quem votou 
num candidato diferente do meu? 
Com quem torce para o time adver-
sário? Com quem professa a fé em 
outra igreja? (Pausa).
Leitor 3: Jesus foi um mestre do diá-
logo. Ele ouvia todos que se aproxi-
mavam dele e era capaz, inclusive, 
de ouvir o silêncio e os gestos das 
pessoas. Assim como na ocasião, 
na qual percebeu que foi tocado na 
barra do manto por uma mulher no 
meio da multidão (cf. Lc 8, 43-48).
Todos: Jesus ajuda-nos a ser pes-
soas abertas ao diálogo. 
Animador: A vida de oração nos 
torna pessoas de diálogo. Rezar é 
conversar com Deus. Eu falo e Deus 
me escuta e vice-versa. Quem culti-
va essa relação com Deus, é capaz 
de dialogar com todas as pessoas. 
Leitor 1: Jesus era assim, por isso 
era capaz de dialogar até com o ini-
migo, sem deixar-se corromper por 
ele. O Evangelho diz que, ao ser ten-
tado pelo diabo no deserto, Jesus o 
escutou e o respondeu sempre com 
a Palavra de Deus (cf. Lc 4, 1-13). 
Leitor 2: A falta de diálogo é causa 
do rompimento de muitas relações 
familiares, amizades, casamentos e 
etc. Essa falta constrói muros gigan-
tescos entre as pessoas. 
Leitor 3: O período da Quaresma 
é um tempo oportuno para derru-
2º ENCONTRO: A PAZ LEVA AO DIÁLOGO 
Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa.
O demônio já saiu de tua filha (Mc 7, 29)
* Para o momento da dinâmica: providenciar um tijolo.
9
barmosesse tipo de muro, tanto 
na relação com Deus, quanto com 
o próximo. Para isso, às vezes basta 
um passo na direção do outro, com 
disposição de escutá-lo. 
CANTO: AMAR COMO JESUS 
AMOU (n. 3)
EVANGELHO - LEITURA ORANTE
Animador: Deus nos fala, de forma 
concreta, na sua Palavra e nos in-
terpela a uma resposta. Vamos ou-
vir, com amor e atenção, o Evange-
lho proposto para nosso encontro. 
Evangelho de Marcos 7, 24-30 
(Dar tempo para que os participantes abram 
a Bíblia e encontrem o texto bíblico. Quem 
for proclamar fique no centro. Em seguida 
fazer um breve momento de silêncio).
CANTO DE ACLAMAÇÃO: Tua Pala-
vra é lâmpada para os meus pés, 
Senhor. Lâmpada para os meus 
pés, Senhor, luz para o meu cami-
nho (2X).
Leitor 1: Vamos, agora, fazer a lei-
tura orante desse Evangelho. Se-
remos orientados por Dom José 
Antonio Peruzzo, arcebispo de Curi-
tiba (PR). (Após ouvir o áudio da leitura 
orante, se for oportuno, fazer um momento 
de partilha).
DINÂMICA
Leitor 2: A paz oferecida por Jesus 
não é um sentimento, que nos traz 
calmaria. Ela é um dom que nos 
compromete com os valores do 
Evangelho. É uma paz que não se 
conforma com nenhuma forma de 
exclusão, indiferença, discrimina-
ção, injustiça. 
Leitor 3: Muitas vezes, no entanto, 
nós rejeitamos essa paz. Um exem-
plo disso, é quando, por algum mo-
tivo, deixamos de falar com alguém 
que mora conosco ou que convive-
mos no trabalho ou na comunidade. 
Usamos de indiferença para punir 
ou excluir a pessoa de nossa vida. 
Animador: Convido cada um a fe-
char os olhos e trazer à memória as 
pessoas com quem tem dificulda-
de de dialogar e, com isso, rompeu 
a comunicação ou excluiu da vida. 
Também aqueles que agiram assim 
com você (pausa). Ser tratado com in-
diferença dói tanto quanto ser agre-
dido verbal ou fisicamente (pausa). 
Leitor 1: Um tijolo vai passar pelas 
mãos de cada um de nós. Ao rece-
bê-lo, sinta o peso das barreiras que 
você já levantou diante das pessoas 
que excluiu da sua vida. Faça um 
momento de silêncio orante e peni-
10
tente, depois levante o tijolo e diga: 
*Se não for oportuno passar o tijolo de mão 
em mão, o animador pode segurar o tijolo 
diante de cada pessoa. 
- Jesus, ajudai-me a remover as 
barreiras que me separam de Deus 
e do meu próximo.
CANTO: SENHOR, TENDE PIEDADE 
(n. 4)
TESTEMUNHO
A Igreja do Paraná mantém, desde 
2014, uma missão Ad Gentes no país 
da Guiné-Bissau, na África. Na ci-
dade de Quebo, onde a Missão São 
Paulo VI está localizada, o Islamismo 
é a religião predominante. Esse con-
texto, no entanto, não impede que os 
cristãos e os muçulmanos convivam 
de forma pacífica e respeitosa. 
Em 2020, os missionários consegui-
ram unir forças de cristãos e muçul-
manos para construir um muro ao 
redor do hospital Guerra Mendes, 
único da cidade. Ele era invadido 
por animais como cachorros, cabras, 
porcos, galinhas, o que era muito 
prejudicial à saúde. 
Diante dessa realidade, algumas dio-
ceses do Paraná se mobilizaram para 
conseguir os recursos financeiros a 
fim de construir esse muro, o qual 
possui 125 metros de extensão e 
1,70 de altura. Os missionários mobi-
lizaram a comunidade local, cristãos 
e muçulmanos, para trabalharem, 
de forma voluntária, na construção 
do muro. Essa ação foi um benefício 
para toda a comunidade.
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 
ECUMÊNICA
Leitor 2: “A CFE/2021 quer ser um 
convite para viver um jejum que 
agrada a Deus e que conduz à su-
peração de todas as formas de in-
tolerância, racismo, violências e 
preconceitos2”. Acolher e viver essa 
Campanha é uma das formas de cul-
tivar a espiritualidade da Quaresma. 
Animador: A CFE propõe que as co-
munidades de fé façam o caminho 
dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 
13-35a), marcado por quatro para-
das: VER, JULGAR, AGIR e CELEBRAR. 
Na primeira delas, somos convida-
dos a conversar sobre os aconteci-
mentos que marcaram nossa vida. 
Leitor 3: Inspirados pelos discípu-
los de Emaús que, impactados pela 
morte de Jesus, saíram de Jerusa-
lém e conversavam sobre tudo que 
havia acontecido, nós também va-
mos conversar sobre o que nos tem 
acontecido. 
2 Texto-base da CFE/2021, n. 14.
11
Leitor 1: Se Jesus chegasse até nós 
hoje e nos perguntasse: “O que an-
dais conversando pelo caminho?” 
(Lc 24,17), o que iríamos contar a 
ele? Certamente, a pandemia da 
Covid-19, que assola o mundo des-
de março de 2020, seria um dos as-
suntos. 
Leitor 2: Foram centenas de mi-
lhares de vidas perdidas em todo 
o mundo. O texto-base da CFE diz: 
“Cada uma dessas mortes repre-
senta ausência, saudade, interrup-
ção de planos e projetos. No Brasil, 
presenciamos, dia após dia, milha-
res de sepultamentos. Foram se-
pultadas muitas histórias, da mes-
ma forma que foram interrompidas 
vidas de importantes lideranças in-
dígenas, populares, comunitárias3”. 
Leitor 3: A CFE relata que a pande-
mia escancarou as desigualdades 
sociais, o preconceito, a violência, a 
cultura da indiferença. O Brasil re-
tornou ao mapa da fome, cresceu o 
desemprego, o número de pessoas 
em situação de rua, a violência con-
tra a mulher e contra os grupos mi-
noritários4. 
Animador: Alguém gostaria de par-
tilhar como sua vida e da sua famí-
lia foram afetadas pela pandemia? 
Quer seja por contrair o vírus ou 
sofrer algumas das consequências 
dele, como o desemprego (tempo 
para partilha).
Leitor 1: Vamos concluir rezando 
uma oração composta, durante a 
pandemia, pelo Cardeal José To-
lentino de Mendonça. Rezemos em 
dois coros: 
Lado A: “Livra-nos, Senhor, deste 
vírus, mas também de todos os ou-
tros que se escondem dentro dele. 
Livra-nos do vírus do pânico disse-
minado, que em vez de construir 
sabedoria nos atira desamparados 
para o labirinto da angústia. 
Lado B: Livra-nos do vírus do desâ-
nimo que nos retira a fortaleza de 
alma com que melhor se enfrentam 
as horas difíceis. Livra-nos do vírus 
do pessimismo, pois não nos deixa 
ver que, se não pudermos abrir a 
porta, temos ainda possibilidade de 
abrir janelas.
Lado A: Livra-nos do vírus do iso-
lamento interior que desagrega, 
pois o mundo continua a ser uma 
comunidade viva. Livra-nos do vírus 
do individualismo que faz crescer as 
3 Texto-base da CFE/2021, n. 24.
4 Cf. Texto-base da CFE/2021, n. 31.
12
muralhas, mas explode em nosso 
redor todas as pontes.
Lado B: Livra-nos do vírus da comu-
nicação vazia em doses massivas, 
pois essa se sobrepõe à verdade 
das palavras que nos chegam do 
silêncio. Livra-nos do vírus da im-
potência, pois uma das coisas mais 
urgentes a aprender é o poder da 
nossa vulnerabilidade. 
Lado A: Livra-nos, Senhor, do vírus 
das noites sem fim, pois não deixas 
de recordar que Tu mesmo nos colo-
castes como sentinelas da Aurora”. 
PRECES
Animador: “Se pedirdes algo em 
meu nome, eu o farei”, disse Jesus 
(Jo 14,14). Coloquemos nas mãos de 
Deus os nossos pedidos, rezando:
Todos: Nós te pedimos, ó Deus, em 
nome de Jesus. 
- Pelas pessoas que ainda sentem 
na pele as consequências da pan-
demia da Covid-19. 
- Pelas pessoas que estão desem-
pregadas e passam por dificuldades 
econômicas. 
- Pelas pessoas que sofrem com al-
guma forma de discriminação. 
- Pelos irmãos que seguem Jesus 
em outras igrejas cristãs. 
(Os membros do grupo podem fazer preces 
espontâneas).
Leitor 2: Tudo isso nós entregamos 
nas mãos de Deus, nosso Pai, em 
nome de Jesus, rezando: Pai-Nosso... 
GESTO CONCRETO
Animador: A esmola, que significa 
a partilha dos nossos bens, é uma 
prática sugerida pela Igreja, espe-
cialmente, no tempo da Quaresma. 
Nosso grupo pode fazer algo para 
ajudar alguma realidade ou pessoa 
que passa por alguma necessidade 
próximo de nós? (Tempo para partilha). 
Sugestão: A Igreja do Paraná pos-
sui uma missão Ad Gentes num 
dos países mais pobres mundo, a 
Guiné-Bissau, na África. Os missio-
nários enviados pela Igreja atuam 
na evangelização, na saúde e na 
educação. Se o grupo desejar, pode 
ajudar essa missão. Vocês serão 
missionários benfeitores e seus no-
mes estarão escritos nos céus!Para conhecer e saber como ajudar, 
acesse: www.cnbbs2.org.br/africa 
ORAÇÃO FINAL (pág. 2)
13
ORAÇÃO INICIAL (pág. 2)
Animador: Hoje, vamos refletir so-
bre o perdão. Pedir perdão e per-
doar faz parte da dinâmica da vida 
cristã. Isso fica evidente na oração 
do Pai-Nosso, ensinada por Jesus: 
“perdoa as nossas dívidas, assim 
como nós perdoamos aos que nos 
devem” (Mt 6, 12). 
Leitor 1: Perdoar, no entanto, não 
é uma atitude fácil e espontânea. 
Muitas vezes, nos apegamos ao 
ódio, ao rancor, ao desejo de vin-
gança. Achando-nos justos, dese-
jamos que o mal que nos foi feito 
retorne a quem o fez. Essa não é a 
dinâmica do perdão. 
Leitor 2: O Papa Francisco disse que 
quando Deus perdoa, ele esquece 
tudo o que fizemos: “Deus perde a 
memória das histórias terríveis de 
tantos pecadores, dos nossos pe-
cados. Perdoa-nos e segue adian-
te. Pede-nos apenas: “Faz o mes-
mo: aprende a perdoar”, não leves 
adiante esta cruz infecunda do 
ódio, do rancor, do “vais pagar por 
isto”. Esta palavra não é nem cristã 
nem humana5”.
Leitor 3: Perdoar o irmão é condi-
ção para receber esse perdão de 
Deus, como nos diz o Evangelho: 
Todos: “Se vós não perdoardes aos 
outros, vosso Pai também não per-
doará as vossas faltas” (Mt 6, 15).
Leitor 1: Numa das catequeses so-
bre a oração do Pai-Nosso, o Papa 
Francisco disse: “Jesus substitui a lei 
de talião - o que me fizeste, eu res-
tituo-te - com a lei do amor: aquilo 
que Deus fez a mim, eu restituo-o a 
ti! Pensemos hoje, se eu sou capaz 
de perdoar. E se não me sentir ca-
paz, devo pedir ao Senhor que me 
conceda a graça de perdoar, pois 
saber perdoar é uma graça6” .
Animador: Vamos fazer um mo-
mento de silêncio e responder, in-
teriormente, à pergunta do Papa 
Francisco: “Eu sou capaz de per-
3º ENCONTRO: A PAZ CONDUZ AO PERDÃO 
Se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que
está nos céus também vos perdoará (Mt 6, 14)
* Para o momento da dinâmica: providenciar uma pedra para cada participante. 
5 Papa Francisco. Homilia na Casa Santa Marta, 17 de março de 2020.
6 Papa Francisco. Audiência Geral, 24 de abril de 2019.
14
doar?” (Pausa).
Leitor 2: O Papa Francisco também 
pede que fiquemos atentos: “Se fo-
res à missa e te recordares que o teu 
irmão tem algo contra ti, primeiro 
vai reconciliar-te. Não vá ao encon-
tro do Senhor com o amor por Ele 
numa mão e com o ódio pelo irmão 
na outra. Coerência de amor. Per-
doar. Perdoar de coração!7”.
CANTO: PERDÃO, SENHOR (n. 5)
EVANGELHO - LEITURA ORANTE
Animador: A Bíblia é o livro de ca-
beceira de todo discípulo de Jesus. 
É o alimento que sustenta a cami-
nhada de fé. Abramos nossos ouvi-
dos e o coração para escutar e aco-
lher o Evangelho de hoje. 
Evangelho de Mateus 6, 7-14 
(Dar tempo para que os participantes abram 
a Bíblia e encontrem o texto bíblico. Quem 
for proclamar fique no centro. Em seguida 
fazer um breve momento de silêncio).
CANTO DE ACLAMAÇÃO: Palavra 
de Salvação somente o céu tem 
pra dar. Por isso meu coração se 
abre para escutar. 
Leitor 3: A leitura orante desse tex-
to bíblico nos ajuda a colocar essa 
Palavra em prática na nossa vida. 
Dom José Antonio Peruzzo, arcebis-
po de Curitiba (PR), vai nos ajudar 
nesse propósito. (Após ouvir o áudio da 
leitura orante, se for oportuno, fazer um mo-
mento de partilha).
DINÂMICA
Leitor 1: Recusar-se a perdoar al-
guém e guardar mágoas é o mesmo 
que carregar um peso desnecessá-
rio. Nossa vida, neste mundo, pode 
ser comparada a uma viagem que 
fazemos a pé e não sabemos o dia e 
a hora em que se encerrará. 
Leitor 2: Quando vamos fazer uma 
caminhada, quer seja longa ou 
curta, o ideal é estarmos livres de 
pesos desnecessários. Imagine em-
preender uma caminhada com uma 
mala pesada nas costas? 
Leitor 3: É isso que acontece quan-
do não perdoamos. Colocamos um 
peso dentro de nós, que dificulta o 
andar e, muitas vezes, até nos fere, 
tornando a jornada triste, sombria 
e insuportável. 
Animador: Agora, vamos fazer um 
jogo. Cada um de nós recebeu uma 
pedra. Peço que a segure na mão 
direita e não a deixe cair, enquanto 
realizam as atividades que eu vou 
pedir. Quem derrubar sai do jogo. 
7 Papa Francisco. Homilia na Casa Santa Marta, 17 de março de 2020.
15
- Bater palmas (tempo).
- Entregar o livrinho para quem 
estiver próximo (tempo). 
- Folhear o livrinho do nosso en-
contro com a mão direita (tempo).
- Coçar as próprias costas com a 
mão direita (tempo).
- Dar tchau para os colegas com 
as duas mãos (tempo).
Animador: Como foi realizar essas 
atividades simples com uma pedra 
nas mãos? (Tempo para partilha). 
Leitor 1: Essa pedra simboliza, em 
nossa vida, as ofensas não per-
doadas, que se tornam mágoas e 
rancor dentro de nós. Podem ser 
pequenas, mas atrapalham, imen-
samente, nossa vida. 
Animador: Cada um pode levar essa 
pedra para casa. Em um momento 
de oração, segure a pedra nas mãos 
e recorde as mágoas e ressenti-
mentos que traz no coração. Peça a 
Jesus a graça de perdoar e de livrar-
-se desse peso. Guarde essa pedra 
e reze até conseguir acolher a graça 
de perdoar, verdadeiramente, seu 
irmão (a). Só então, a jogue fora. 
CANTO: AMAR COMO JESUS 
AMOU (n. 3)
TESTEMUNHO
Quando eu e minha esposa iniciamos 
o serviço de Ministros Extraordiná-
rios da Sagrada Comunhão (MESC), 
fomos enviados para assistir uma 
senhora que há 10 anos estava com 
câncer. Todas as quartas-feiras, às 16 
horas, íamos visitá-la e levar a comu-
nhão. Chamava nossa atenção, que o 
seu marido sempre ficava num canto 
e não respondia nem a nossa sauda-
ção. 
Após dois meses de visitas, aquele 
senhor me chamou para conversar. 
Ele me contou que há 50 anos não ia 
à Igreja. Desde que, na adolescência, 
quando morava no sítio, levou uma 
bronca do padre por ter chegado 
com o guarda-pó sujo de barro para 
a catequese. O fato causou muita 
raiva e ele não conseguia perdoar o 
padre e nem a Igreja. Depois que me 
contou tudo, eu perguntei se ele gos-
taria de conversar com o padre da 
nossa paróquia para se confessar e 
ele aceitou. 
No dia seguinte, o padre foi até ele, 
recebeu sua confissão e lhe deu a Eu-
caristia. Quinze dias depois, sua es-
posa, que estava em fase terminal da 
doença, faleceu. Sua filha contou-nos 
que ela não queria morrer antes de 
ver a conversão do seu marido e que 
ele pudesse receber a Eucaristia. 
Por mais dois anos continuamos a vi-
16
sitar e levar a Eucaristia para aquele 
senhor, que agora nos acolhia com 
muita alegria. Um tempo depois, ele 
recebeu a graça de ser curado de um 
câncer de próstata. Hoje ele já é fa-
lecido, morreu em paz, reconciliado 
com a Igreja e com Deus. 
(Diácono José Francisco Caetano 
de Carvalho e Verônica Carvalho - 
Arquidiocese de Curitiba - PR)
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 
ECUMÊNICA
Animador: A segunda parada, pro-
posta no texto-base da CFE/2021, é 
o JULGAR. Ou seja, é a partir da ins-
piração bíblica, buscar luzes para a 
realidade em que vivemos. “O julgar 
é quando nossas mentes e corações 
se abrem. Foi como aconteceu com 
os discípulos de Emaús que reco-
nheceram que era Jesus que cami-
nhava com eles8”. 
Leitor 2: Vamos dizer juntos o lema 
bíblico proposto para a CFE/2021: 
Todos: “Cristo é a nossa paz: do 
que era dividido, fez uma unidade” 
(Ef 2, 14a). 
Leitor 1: O conteúdo principal da 
Carta aos Efésios, de onde o lema é 
extraído, tem por pano de fundo a 
unidade entre os cristãos. Na épo-
ca em que foi escrita, havia muitos 
conflitos entre os cristãos vindos 
do judaísmo e os vindos do paga-
nismo, chamados de gentios. 
Leitor 3: O apóstolo Paulo diz aos 
Efésios que Cristo é como a cabeça, 
da qual o corpo é formado pela co-
munidade. “É um caminho de supe-
ração da crise que as comunidades 
estavam vivendo. Jesus Cristo é o 
centro da fé e unifica a comunidade 
apesar das diferenças, pois convo-
ca à experiência do amor que nos 
une9”. 
Animador: No contexto em que 
vivemos, ainda hoje, existem con-
flitos. Muitas vezes, porque um 
grupo se acha superior ao outro. 
Um católico se achamais digno da 
graça divina do que um evangélico 
e vice-versa. 
Leitor 1: O padre Zezinho escreveu 
uma canção chamada “Iguais”. A 
letra é uma poesia da fraternidade 
e da unidade, pois ele chama de 
irmãos as milhões de pessoas que 
professam a fé em outras religiões. 
Vamos recitá-la, em dois coros: (Se 
for possível, pode-se pesquisar a música na 
8 Texto-base da CFE/2021, n. 20.
9 Texto-base da CFE/2021, n. 112.
17
internet para escutá-la, ao invés de recitar10).
Lado A: Tenho irmãos, tenho irmãs 
aos milhões em outras religiões. 
Pensamos diferente, oramos di-
ferente, louvamos diferente, mas 
numa coisa nós somos iguais: Bus-
camos o mesmo Deus, amamos o 
mesmo Pai, queremos o mesmo 
céu, choramos os mesmos ais.
Lado B: Falamos diferente, canta-
mos diferente, pregamos diferente. 
Mas numa coisa nós somos iguais: 
Buscamos o mesmo amor, quere-
mos a mesma luz, sofremos a mes-
ma dor, levamos a mesma cruz.
Todos: Um dia, talvez, quem sabe... 
Descobriremos que somos iguais. 
Irmão vai ouvir irmão e todos se 
abraçarão nos braços do mesmo 
Deus, nos ombros do mesmo Pai. 
PRECES
Animador: O apóstolo Paulo es-
creveu também aos Efésios: “Com 
toda sorte de preces e súplicas, orai 
constantemente no Espírito. Pres-
tai vigilante atenção neste ponto, 
intercedendo por todos os santos” 
(Ef 6, 18). Os santos a que Paulo se 
refere são os cristãos da comunida-
de. Hoje, vamos fazer preces espon-
tâneas, apresentando ao Senhor as 
nossas necessidades e a dos santos 
que vivem conosco. Após cada pre-
ce, digamos: 
Todos: Senhor Deus, nosso Pai, 
atendei o nosso pedido. 
Leitor 2: Como membros de um 
único corpo, cuja cabeça é Jesus 
Cristo, rezemos a oração da unida-
de: Pai-Nosso... 
GESTO CONCRETO
Animador: Certamente, cada um 
de nós tem vizinhos e parentes que 
professam outra religião. O gesto 
concreto será aproximar-se deles. 
Conversar, interessar-se por sua 
vida e, quem sabe até, se for opor-
tuno, convidá-los para participar do 
próximo encontro do grupo. 
ORAÇÃO FINAL (pág. 2 )
10 Música: Iguais – Pe. Zezinho, scj – Paulinas COMEP.
Fundo Nacional da 
Solidariedade (FNS)
Mantido com a coleta 
arrecadada no Domingo de Ramos, 
esse fundo apoia e subsidia
muitos projetos sociais e de
 evangelização em todo Brasil. 
Colabore em sua comunidade. 
Seja um evangelizador!
18
ORAÇÃO INICIAL (pág. 2)
Animador: A compaixão é a capa-
cidade de sentir com o outro a sua 
dor. Não é um mero sentimento de 
pena, pois inclui um gesto concre-
to a fim de minimizar a dor. Uma 
pessoa compassiva se envolve com 
o problema do outro, arriscando a 
própria vida. 
Leitor 1: Deus é compassivo desde 
sempre. Já no Antigo Testamen-
to, Ele envia Moisés para libertar 
o povo da escravidão, pois viu a 
opressão que eles sofriam (cf. Ex 
3,7). Foi a compaixão que levou 
Deus a nos enviar Jesus para nos li-
bertar do pecado e da morte. 
Leitor 2: O contrário da compaixão 
é a indiferença, que nos faz fechar 
os olhos e cruzar os braços diante 
de quem sofre ao nosso lado. A 
pensar sempre que o problema e a 
dor do outro não nos dizem respei-
to. 
Leitor 3: “Quem tem compaixão 
passa do ‘não me importo com 
você’ ao ‘você é importante para 
mim’. A compaixão não é um sen-
timento bonito, não é pietismo, é 
criar um novo vínculo com o outro. 
É assumir, como fez o Bom Samari-
tano que, movido pela compaixão, 
cuida daquela vítima que nem mes-
mo conhece”, disse o Papa Francis-
co11.
Animador: Os Evangelhos relatam 
que várias vezes Jesus sentiu com-
paixão: quando viu a multidão can-
sada como ovelhas sem pastor (cf. 
Mt 9,36); quando percebeu que 
as pessoas que o seguiam esta-
vam sem comer a três dias (cf. Mt 
15,32); quando encontra os cegos 
em Jericó (cf. Mt 20,34); ao encon-
trar a viúva que perdera seu filho 
único (Lc 7,13). 
Todos: Jesus, manso e humilde de 
coração: fazei o nosso coração se-
melhante ao vosso. 
Leitor 1: Jesus não era indiferen-
te a nenhuma pessoa ou situação. 
4º ENCONTRO: A PAZ NOS FAZ COMPASSIVOS 
Filha, a tua fé te salvou.
Vai em paz e fica livre da tua doença (Mc 5, 34)
11 Papa Francisco. Discurso aos participantes no encontro das comunidades Laudato Sí, 12 
de setembro de 2020.
19
11 Papa Francisco. Homilia na Casa Santa Marta, 17 de setembro de 2020.
Quais grupos de pessoas, segundo 
o Evangelho, devemos ter compai-
xão atualmente? (Tempo para partilha). 
CANTO: CONHEÇO UM CORAÇÃO 
(n. 6)
EVANGELHO - LEITURA ORANTE
Animador: A Palavra de Deus nos 
ensina a ser compassivos com os 
outros, assim como Deus é conos-
co. “A compaixão é a linguagem 
de Deus”, disse o Papa Francisco12. 
Escutemos, com atenção, a palavra 
do Evangelho. 
Evangelho de Marcos 5, 25-34
(Dar tempo para que os participantes abram 
a Bíblia e encontrem o texto bíblico. Quem 
for proclamar fique no centro. Em seguida 
fazer um breve momento de silêncio).
CANTO DE ACLAMAÇÃO: Pela Pala-
vra de Deus, saberemos por onde 
andar. Ela é luz e verdade, precisa-
mos acreditar.
Leitor 2: A Palavra de Deus não pode 
ser lida como um livro qualquer. 
A leitura deve ser uma oração, de 
modo que gere vida em nós. Vamos 
fazer dessa Palavra uma oração, 
orientados por Dom José Antonio 
Peruzzo, arcebispo de Curitiba (PR). 
(Após ouvir o áudio da leitura orante, se for 
oportuno, fazer um momento de partilha).
DINÂMICA
Leitor 3: Ouçamos essa pequena 
história: “Um pagão ria dos cristãos 
por eles seguirem um único livro. 
Mas um santo bispo, ouvindo-o, 
contou a ele essa pequena história: 
‘Uma vez um doutor encontrou-se 
com o Cristo Jesus e perguntou: – 
Senhor, eu sei que tu foste o Messias 
e que tudo quanto disseste é pleno 
de substância. Mas como pode um 
livro só bastar, eternamente, para 
tantas pessoas? E Jesus respon-
deu: – ‘É verdade o que dizes. Mas 
tu não sabes que o povo reescreve 
esse livro todos os dias?’”
Leitor 1: Quando colocamos o Evan-
gelho em prática, o atualizamos em 
nossa vida. Para isso, é preciso ler, 
meditar a Palavra de Deus e pedir 
as luzes do Espírito Santo para que 
as situações que vivemos sejam 
ocasião para reescrever o Evange-
lho hoje.
Leitor 2: Temos a seguir quatro si-
tuações que são comuns em nosso 
cotidiano. Vamos formar duplas ou 
trios e, a partir do que refletimos 
hoje, sobre a compaixão, dizer qual 
a atitude o Evangelho nos inspira 
ter diante dessa realidade. (Tempo 
20
para realização da dinâmica). 
1. Um pobre que bate no meu por-
tão pedindo comida, em horário 
inoportuno. 
2. O vizinho da casa ao lado está 
doente, acamado, necessitando de 
ajuda para tudo.
3. Um parente, responsável pelo 
sustento da esposa e filhos, que está 
desempregado há meses. 
4. Um mendigo que encontro todos 
os dias na praça ao ir para o traba-
lho. 
Animador: Lembremos que a Pa-
lavra de Deus não é um mero livro 
histórico, mas é “viva e eficaz” (cf. 
Hb 4, 12), ou seja, é atualizada na 
vida daqueles que a acolhem. 
CANTO: SEU NOME É JESUS CRIS-
TO (n. 7) 
TESTEMUNHO
Gabriela Romanoski de Andrade, de 
onze anos, faleceu no dia 8 de no-
vembro de 2020, no Hospital Peque-
no Príncipe, em Curitiba. Ela tinha 
uma doença cardíaca e precisava de 
um transplante de coração. Interna-
da um mês antes, a menina manifes-
tou o desejo de receber a primeira 
Eucaristia. O arcebispo de Curitiba, 
Dom José Antonio Peruzzo, decidiu 
atender o desejo da menina e cele-
brou a missa no hospital, no dia 25 
de outubro. Na ocasião, ele também 
concedeu-lhe o sacramento da Cris-
ma, sendo ele próprio o seu padri-
nho. 
“Eu gosto muito de atender a esses 
casos, não casos de dor, mas me ale-
gra muito e dá sentido a minha pró-
pria vida ministerial poder amparar 
famílias, pessoas em situações de 
tristeza e angústia. Como o risco era 
bastante sério e os pais desejavam 
e a pequena pediu, apresentei-me, 
então, para a Crisma e pedi para ser 
também o seu padrinho. Os pais co-
moveram-se, a menina também e 
aceitaram logo”, comentou o arce-
bispo.
A partir daquele primeiro encontro, 
Dom Peruzzo afeiçoou-se muito à 
família. Quando soube do falecimen-to de Gabriela, fez questão de ir até 
Ponta Grossa para participar do ve-
lório. “Infelizmente, não foi encon-
trado um coração. Gabriela mesmo 
dizia que, se para ela viver, outra 
criança tivesse que morrer, ela não 
queria. Dizer isso aos onze anos de 
idade mostra um grau de maturida-
de, de compreensão. Vim participar 
com os pais desse momento difícil 
para prestar solidariedade a eles. A 
mãe dela era catequista, e eu sou o 
encarregado da Catequese no Bra-
21
sil. Era necessário mostrar apreço da 
Igreja a quem serve muito a Igreja”, 
disse o arcebispo.
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 
ECUMÊNICA
Animador: AGIR é a terceira pa-
rada proposta no texto-base da 
CFE/2021. São apresentados alguns 
exemplos de boas práticas realiza-
das pelo Conselho Nacional de Igre-
jas Cristãs (CONIC), que contribuem 
para derrubar muros que dividem. 
Leitor 3: “Existem muitos exem-
plos, que chamamos de boas prá-
ticas, que indicam que é possível o 
testemunho cristão comprometido 
com a construção de pontes para o 
diálogo13”. Vamos ler o relato de um 
deles, que é apresentado no texto-
-base da CFE/2021. 
No ano de 2016, na cidade de Brasí-
lia, um Terreiro bastante conhecido 
foi incendiado em consequência da 
intolerância. Nesse Terreiro, eram 
desenvolvidos vários projetos so-
ciais, principalmente com jovens. 
Alguns dias após o incêndio, a dire-
toria do CONIC reuniu-se em Brasília 
para uma de suas reuniões anuais. 
Nos mesmos dias, ocorreu o Con-
gresso Nacional da Juventude, que 
contou com a participação de jovens 
das Igrejas membros do CONIC. De-
cidimos, junto com a Iniciativa das 
Religiões Unidas, realizar uma visi-
ta de solidariedade à Mãe de Santo 
responsável pelo Terreiro. Ligamos 
para ela perguntando o que po-
deríamos levar para minimizar as 
perdas provocadas pelo incêndio. 
Ela pediu uma muda de Pau-Brasil, 
pois entre as várias árvores que ela 
tinha no Terreiro essa era uma que 
ainda faltava. Conseguimos a muda 
e nos organizamos para ir. Participa-
ram da visita aproximadamente 20 
lideranças religiosas de diferentes 
Igrejas, entre pessoas ordenadas e 
leigas. A Mãe de Santo nos contou a 
história do Terreiro, mostrou a área 
queimada, falou sobre os projetos 
que desenvolvia e que precisaram 
ser interrompidos e do impacto dis-
so na vida de jovens pobres. Falou 
da dor que sentia por ver seu espa-
ço sagrado destruído e que se sentia 
agradecida por ninguém ter sido fe-
rido. No cair da tarde, fomos plantar 
a árvore que levamos para ela. O lo-
cal do plantio já estava devidamente 
preparado. Plantamos a árvore ao 
pôr do sol, com tambores tocando e 
celebrando o plantio da árvore sím-
bolo da amizade e do diálogo. Foi 
13 Texto-base da CFE/2021, n. 145.
22
um momento bastante forte e signi-
ficativo. Depois disso, todos os anos, 
celebramos o aniversário da árvore 
que se tornou uma marca do respei-
to entre as religiões14. 
CANTO: SOMOS GENTE DA ESPE-
RANÇA (n. 8)
PRECES
Animador: “Não vos preocupeis 
com coisa alguma, mas, em toda 
ocasião, apresentai a Deus os vos-
sos pedidos, em orações e súplicas, 
acompanhadas de ação de graças” 
(Fl 4,6). Entreguemos ao coração 
compassivo de Deus, nosso Pai, os 
nossos pedidos, rezando: 
Todos: Nós te entregamos, Senhor. 
- Os líderes religiosos, para que bus-
quem derrubar os muros que divi-
dem e construir pontes. 
- Os doentes, para que encontrem 
forças em Deus para lutar pela vida. 
- Os desempregados, para que te-
nham esperança em dias melhores. 
- O nosso grupo de reflexão, para 
que perseveremos na oração e na 
prática do bem. 
(Os membros do grupo podem fazer preces 
espontâneas).
Leitor 1: Com o coração agradecido, 
pois temos um Pai que nos ama e 
se preocupa conosco, entreguemos 
nossas preces, rezando: Pai-Nosso... 
GESTO CONCRETO
Leitor 2: Sobre o jejum, o Papa Fran-
cisco escreveu: “Jejuar, isto é, apren-
der a modificar a nossa atitude para 
com os outros e as criaturas: passar 
da tentação de ‘devorar’ tudo para 
satisfazer a nossa voracidade, à ca-
pacidade de sofrer por amor, que 
pode preencher o vazio do nosso 
coração15”.
Animador: O jejum quaresmal não 
diz respeito somente à comida, mas 
a qualquer tipo de vício que temos, 
como bebida, cigarro, internet, tele-
visão, ficar reclamando da vida, falar 
mal dos outros... Ao chegar em casa, 
cada um faça um exame de cons-
ciência sobre o que precisa jejuar, 
sobre qual atitude precisa cortar, a 
fim de que Deus possa habitar em 
seu coração. 
ORAÇÃO FINAL (pág. 2)
14 Texto-base da CFE/2021. Convivência inter-religiosa, pág. 57.
15 Papa Francisco. Mensagem para a Quaresma de 2019.
23
ORAÇÃO INICIAL (pág. 2)
Animador: A Quaresma é um tem-
po especial que a Igreja nos oferece 
para preparar o coração para ce-
lebrar o Mistério da Paixão, Morte 
e Ressurreição de Jesus. Estamos 
preparados para celebrar essa Pás-
coa? Vamos partilhar como está 
nosso coração ao chegar nesse úl-
timo encontro deste período (tempo 
para partilha).
Leitor 1: Conviver significa ter pro-
ximidade com alguém, participar 
um da vida do outro. É bom e agra-
dável conviver com aqueles a quem 
queremos bem, como nossos fami-
liares e amigos. Mas o Evangelho 
nos convida a ir além e acolher a 
todos. 
Leitor 2: Jesus nunca fez discrimi-
nação de pessoas. Sentava-se a 
mesa tanto com os religiosos do 
seu tempo quanto com pessoas ti-
das como pecadoras. Todas as pes-
soas eram dignas da sua presença, 
da sua atenção e do seu amor. 
Todos: Jesus, ilumina e inspira a 
nossa convivência fraterna. 
Leitor 3: Para uma convivência pa-
cífica, mesmo na família e entre 
amigos, é preciso cultivar o respei-
to e os gestos de delicadeza e ter-
nura. O Papa Francisco diz que na 
porta de cada família devem estar 
gravadas três palavras: “com licen-
ça”, “obrigado” e “desculpa”. 
Leitor 1: Pedir sempre licença, mes-
mo às pessoas que nos são íntimas, 
fortalece o amor e a convivência 
fraterna. Até Deus pede licença 
para entrar em nosso coração: “Eis 
que estou à porta e bato; se alguém 
ouvir minha voz e abrir a porta, eu 
entrarei na sua casa e tomaremos a 
refeição, eu com ele e ele comigo” 
(Ap 3,20). 
Leitor 2: A gratidão está no centro 
da fé cristã. Quem costuma agrade-
cer a Deus pelas inúmeras graças e 
bens que recebe todos os dias, tam-
bém sabe agradecer as pessoas ao 
seu redor pelos mínimos detalhes. 
5º ENCONTRO: A PAZ PROMOVE O CONVÍVIO
Os samaritanos foram a ele e pediram que permanecesse com eles (Jo 4, 40)
* Para o momento da dinâmica: escrever em pedaços de papel as palavras: BOM DIA, BOA 
TARDE, BOA NOITE, POR FAVOR, DESCULPA, OBRIGADO, COM LICENÇA. Assegurar que 
tenha um papel por participante, portanto, pode-se repetir as palavras. 
24
O apóstolo Paulo exorta os cristãos a 
darem graças, em todo tempo, e em 
todas as circunstâncias (cf. 1Ts 5,18). 
Leitor 3: Pedir desculpas, até pe-
los pequenos desentendimentos, é 
como colocar remédio naquele pe-
queno machucado que, se não for 
curado no início, pode infeccionar e 
se tornar uma grande ferida. Nunca 
deveríamos dormir brigados com 
alguém de nossa convivência. 
Animador: “Estas três palavras-
-chave da família são simples, e 
num primeiro momento talvez nos 
façam sorrir. Mas quando as esque-
cemos, deixa de haver motivos para 
sorrir, não é verdade? O Senhor nos 
ajude a repô-las no lugar que lhes 
cabe no nosso coração, no nosso 
lar e na nossa convivência civil16”.
CANTO: EIS O TEMPO DE CONVER-
SÃO (n. 1)
EVANGELHO - LEITURA ORANTE
Animador: A Bíblia é uma carta de 
Deus endereçada a cada pessoa, 
individualmente, mas também à 
comunidade e em vista da convi-
vência fraterna. Coloquemos nossa 
mente e o coração à disposição do 
que Deus irá nos falar, hoje. 
Evangelho de João 4, 39-42
(Dar tempo para que os participantes abram 
a Bíblia e encontrem o texto bíblico. Quem 
for proclamar fique no centro. Em seguida 
fazer um breve momento de silêncio).
CANTO DE ACLAMAÇÃO: Pela Pala-
vra de Deus, saberemos por onde 
andar. Ela é luz e verdade, precisa-
mos acreditar.
Leitor1: Quando a Palavra de Deus 
entra na mente pelos ouvidos e 
desce até o coração, ela sai pelas 
mãos em forma de serviço. A lei-
tura orante nos ajuda nesse itine-
rário. Coloquemo-nos em atitude 
de oração para rezar essa Palavra, 
orientados por Dom José Antonio 
Peruzzo, arcebispo de Curitiba (PR).
(Após ouvir o áudio da leitura orante, se for 
oportuno, fazer um momento de partilha).
DINÂMICA
Animador: As palavras “com licen-
ça”, “obrigado” e “desculpa”, in-
dicadas pelo Papa Francisco para 
uma boa convivência familiar, são 
chamadas na educação infantil de 
“palavras mágicas”. Alguns acres-
centam: “por favor”, “bom dia”, 
“boa tarde”, “boa noite”. 
Leitor 2: Essas palavras são chama-
das de mágicas por que, além de 
16 Papa Francisco. Audiência geral, 13 de maio de 2015. 
25
serem um ato de educação, elas 
demonstram gentileza para com o 
outro e são capazes de abrir portas 
e edificar uma convivência agradá-
vel, sadia e alegre. 
Leitor 3: Muitas vezes, um gesto 
de gentileza surpreende o outro e 
o faz sentir-se amado, respeitado e 
valorizado. Por exemplo, um patrão 
ao tratar um empregado, pode pe-
dir “por favor” e agradecer, ao in-
vés de mandar. Os pais podem pe-
dir “licença” para entrar no quarto 
dos filhos ou para interrompê-los 
quando estiverem ouvindo música 
ou assistindo um filme. 
Leitor 1: São esses pequenos ges-
tos que fortalecem o amor e a boa 
convivência. Lembremos o que dis-
se Jesus: “Tudo, portanto, quanto 
desejais que os outros vos façam, 
fazei-o, vós também, a eles” (Mt 
7,12a). 
Animador: Agora, cada um vai tirar 
um papel que está no cesto. Nele 
contém uma das palavras mágicas. 
Quem desejar, pode partilhar como 
usa essa palavra na convivência 
com as pessoas. É habitual usá-la 
ou ainda preciso crescer nessa prá-
tica? (Tempo para partilha). 
Leitor 2: “A vida comunitária, na 
família, na paróquia, na comunida-
de religiosa ou em qualquer outra, 
compõe-se de tantos pequenos de-
talhes diários. Assim acontecia na 
comunidade santa formada por Je-
sus, Maria e José, onde se refletiu 
de forma paradigmática a beleza da 
comunhão trinitária. E o mesmo su-
cedia na vida comunitária que Jesus 
transcorreu com os seus discípulos 
e o povo simples17”.
CANTO: AMAR COMO JESUS 
AMOU (n. 3)
TESTEMUNHO
Em abril de 2019, o Papa Francis-
co realizou um gesto inédito e sur-
preendente em prol da paz. No en-
cerramento de um retiro espiritual 
pela paz, que trouxe ao Vaticano 
autoridades civis e eclesiásticas do 
Sudão do Sul, país africano que vive 
em guerra, o Papa ajoelhou-se e 
beijou os pés dos políticos. 
No encontro, o Papa Francisco pe-
diu ao presidente da República do 
Sudão do Sul, Salva Kiir, ao seu ex-
-vice-presidente, Riek Machar, e 
três outros vice-presidentes, para 
que respeitem o cessar-fogo que 
17 Papa Francisco. Exortação apostólica Gaudete et Exsultate, sobre a chamada a santida-
de no mundo atual, n. 143.
26
assinaram, em setembro de 2018, e 
se comprometam a formar um go-
verno de união.
“A vocês que assinaram o Acordo 
de Paz, peço-lhes, como irmão, que 
permaneçam na paz. Peço-lhes com 
o coração. Vamos seguir em frente. 
Haverá muitos problemas, mas não 
tenham medo, vão em frente, resol-
vam os problemas. Permitam-me 
pedir isso com o coração, com os 
meus sentimentos mais profundos”, 
disse o Papa.
No final do encontro os participan-
tes receberam uma Bíblia assinada 
pelo Papa Francisco, pelo arcebispo 
de Cantuária e pelo reverendo John 
Chalmers da Igreja Presbiteriana 
da Escócia, com a mensagem “Bus-
cai o que une, superai o que divide”, 
e o Papa deu-lhes a sua bênção18.
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 
ECUMÊNICA
Animador: No encontro anterior, 
vimos o testemunho de uma boa 
prática realizada pelo CONIC em 
prol do diálogo com os irmãos de 
outras religiões. O texto-base da 
CFE/2021 trata sobre a questão do 
preconceito e da violência religiosa 
que ainda é forte no Brasil. 
Leitor 3: “O Brasil é um país plural 
do ponto de vista cultural, étnico 
e religioso. Fomos acostumados a 
transitar em vários meios e intera-
gir com pessoas de diferentes ori-
gens e credos. Dizia-se até que vi-
víamos num paraíso racial19”. 
Leitor 1: Essa diversidade, no en-
tanto, nem sempre é respeitada. 
Culturas e religiões minoritárias, 
como a das comunidades indígenas 
e de matriz africana, são vítimas de 
preconceito e violência. 
Leitor 2: “No primeiro semestre de 
2019, o aumento de casos de in-
tolerância religiosa foi de 56% em 
comparação ao mesmo período de 
2018. No que diz respeito à into-
lerância contra religiões de matriz 
africana chegamos a registrar 61 
casos20”. 
Todos: Jesus, que amaste e aco-
lheste a todos, ajudai-nos a cres-
cer no amor e na acolhida ao dife-
rente. 
Animador: O preconceito que, mui-
tas vezes, gera violência é resultado 
18 Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-04/papa-francisco-sudao-sul-
-beija-pes.html
19 Texto-base da CFE/2021, n. 82.
20 Texto-base da CFE/2021, n. 85.
27
da falta de conhecimento. Todas 
as culturas e religiões possuem um 
conjunto de crenças e valores que 
fundamentam a vida de uma co-
munidade. O respeito e a acolhida 
para com o diferente são deveres 
de todo cristão. 
Leitor 3: “A mensagem de Jesus não 
ergue muros, mas derruba-os, não 
é de ódio, mas de amorosidade. Por 
isso, precisamos expurgar a insen-
satez dos nossos corações e rever a 
forma como vivemos a nossa fé21”. 
Todos: Jesus, que o seu amor nos 
ajude a derrubar os muros cons-
truídos pelo ódio, para vencermos 
toda forma de discriminação e pre-
conceito. 
CANTO: HINO CFE/2021 (n. 11)
PRECES
Leitor 1: “Estai sempre alegres. 
Orai continuamente. Dai graças, em 
toda e qualquer situação, porque 
esta é a vontade de Deus, no Cristo 
Jesus, a vosso respeito” (1Ts 5, 16-
18). A gratidão é uma forma de ora-
ção, por isso hoje vamos agradecer 
pelas inumeráveis graças que Deus 
derrama sobre nós, todos os dias. 
Todos: Nós vos damos graças, Se-
nhor. 
- Pelo dom da vida de cada um de 
nós. 
- Pela graça de nos prepararmos, 
em comunidade, para celebrar o 
Mistério da Paixão, Morte e Ressur-
reição de Jesus. 
- Pelas dificuldades superadas. 
- Por nossa convivência fraterna. 
- Pelo amor que Deus demonstra, 
todos os dias, por cada um de nós. 
(Os membros do grupo podem acrescentar 
orações espontâneas).
Animador: Repletos de gratidão, 
rezemos: Pai-Nosso... 
GESTO CONCRETO
Leitor 2: Cumprimentar as pessoas 
com um “bom dia, “boa tarde”, 
“boa noite”, pedir licença, por fa-
vor, desculpas e agradecer é coisa 
muito simples. Que tal cada um 
comprometer-se em usar essas pa-
lavras, com abundância, em todos 
os seus relacionamentos? Certa-
mente, a convivência terá um salto 
de qualidade! 
ORAÇÃO FINAL (pág. 2)
21 Texto-base da CFE/2021, n. 91.
28
ORAÇÃO INICIAL (pág. 2)
Animador: “Jesus Cristo ressusci-
tou!” Essa é Boa Nova que ecoa em 
todos os cantos da terra. Essa é a 
razão da nossa fé e da nossa espe-
rança. Por isso, vamos celebrar este 
encontro de hoje com o coração 
cheio de alegria e gratidão. Inicie-
mos: em nome do Pai e do Filho e 
do Espírito Santo, amém. 
CANTO: O SENHOR RESSURGIU (n. 9)
Leitor 1: Ao contemplar o Cristo 
ressuscitado encontramos forças 
para todas as provações que vive-
mos, pois sua ressurreição traz as 
marcas da sua paixão e morte na 
cruz. 
Leitor 2: O Papa Francisco escre-
veu: “O Ressuscitado é o Crucifica-
do; e não outra pessoa. Indeléveis 
no seu corpo glorioso, traz as cha-
gas: feridas que se tornaram frestas 
de esperança. Para Ele, voltamos o 
nosso olhar para que sare as feridas 
da humanidade atribulada22”.
Animador: O crucifixo vai passar 
pelas mãos de cada um de nós. Ao 
recebê-lo, contemple-o, em silên-
cio. Coloque cruz de Jesus as suas 
dores e sofrimentos, na certeza de 
que irá superá-las. A cruz é sinal de 
vitória e ressurreição (tempo). 
CANTO: PORQUE ELE VIVE (n. 10)
Leitor 3: Recitemos, em dois coros, 
o Salmo 118 (117), que compõe a li-
turgia da Páscoa. A gratidão está no 
DNA de todo cristão,pois participa-
mos da ressurreição de Cristo, nos-
sa vida está segura em suas mãos. 
Lado A: 1Celebrai o Senhor, porque 
ele é bom; pois eterno é seu amor. 
2Que Israel diga: eterno é seu amor.
Lado B: 16A mão direita do Senhor 
se levantou, a mão direita do Se-
nhor fez maravilhas.
Lado A: 17Não morrerei, mas viverei 
para anunciar as obras do Senhor.
Lado B: 22“A pedra que os pedrei-
ros rejeitaram ficou sendo a pedra 
principal. 23Foi o Senhor que fez 
isto: maravilha aos nossos olhos.
Todos: Glória ao Pai e ao Filho...
CELEBRAÇÃO PASCAL: JESUS É A NOSSA PAZ
A paz esteja convosco! (Jo 20,19)
22 Papa Francisco. Mensagem Urbi et Orbi. 12 de abril de 2020.
29
EVANGELHO - LEITURA ORANTE
Animador: Ouvir o Evangelho é 
ouvir o próprio Cristo. Abramos as 
portas do coração para acolher o 
que Jesus vai nos dizer.
Evangelho de João 20, 19-23
(Dar tempo para que os participantes abram 
a Bíblia e encontrem o texto bíblico. Quem 
for proclamar fique no centro. Em seguida 
fazer um breve momento de silêncio).
CANTO DE ACLAMAÇÃO: Que ale-
gria, Cristo ressurgiu, no Evangelho 
ele vai falar. Entoemos nosso canto 
de louvor e gratidão: Sua palavra 
vamos aclamar. Aleluia, Aleluia, 
Aleluia, Aleluia! (2X)
Leitor 1: Em atitude de oração, vol-
tando toda nossa atenção à Palavra 
de Jesus, deixemo-nos conduzir 
pela leitura orante desse Evange-
lho. Dom José Antonio Peruzzo, 
arcebispo de Curitiba (PR) irá nos 
orientar. (Após ouvir o áudio da leitura 
orante, se for oportuno, fazer um momento 
de partilha).
DINÂMICA
Animador: Quem segue Jesus como 
seu discípulo, é chamado a inter-
pretar todos os acontecimentos da 
sua vida e do mundo à luz do Evan-
gelho. Se olharmos com os olhos de 
Jesus, mesmo as provações e sofri-
mentos tem um sentido. 
Leitor 2: Exposta em local de des-
taque em nossas Igrejas, em nossas 
casas e até pendurada no peito, a 
cruz de Jesus não é sinal de sofri-
mento, mas sim de vitória. Ela pos-
sibilitou a nossa Salvação. 
Leitor 3: Contemplar a cruz nos 
leva a render graças. Cristo venceu 
a morte e nós participamos da sua 
vitória. Por isso, vamos agora com-
pletar o Salmo 117 (118), colocando 
nossos motivos de gratidão. Espon-
taneamente, cada um pode dizer a 
frase abaixo e completar com um 
motivo pessoal para agradecer a 
Deus, hoje. (Tempo para a realização da 
dinâmica).
Celebrai o Senhor, porque ele é 
bom! Pois____________________
____________________________.
(Exemplo: Pois cuida e protege minha famí-
lia. Pois é misericordioso. Pois me ajuda nas 
dificuldades...)
CANTO: Porque ele vive, eu posso 
crer no amanhã. Porque ele vive, 
temor não há. Mas eu bem sei, 
que o meu futuro seguro está nas 
mãos do meu Jesus, que vivo está. 
30
TESTEMUNHO
Dom Pedro Casaldáliga (1928-
2020) foi bispo de São Félix do Ara-
guaia, no norte do Mato Grosso. 
Ele nasceu na Espanha e veio para 
o Brasil, como missionário, no final 
da década 60. Lutou, incansavel-
mente, pelos menos favorecidos 
contra interesses de latifundiários, 
madeireiros e, em parte do gover-
no da época, regido pela ditadura 
militar. Quase foi expulso do país 
algumas vezes e muitas outras foi 
ameaçado de morte. 
Quando foi nomeado bispo da 
prelazia de São Félix do Araguaia, 
Dom Pedro assumiu um propósito 
para seu trabalho pastoral: “Nada 
possuir, nada carregar, nada pedir, 
nada calar e, sobretudo, nada ma-
tar”. E assim viveu até o final da sua 
vida, quando foi acometido pelo 
mal de Parkinson, a quem se referia 
como “irmão Parkinson”. 
Foi sepultado, a seu próprio pedido, 
no mais pobre cemitério da prela-
zia, às margens do Rio Araguaia, 
onde estão sepultados indígenas e 
trabalhadores anônimos. Em sua 
lápide está escrito as palavras de 
seu poema: Para descansar, eu que-
ro só esta cruz de pau, como chuva 
e sol; estes sete palmos e a Ressur-
reição23!
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 
ECUMÊNICA
Animador: A quarta parada, pro-
posta pelo Texto-base da CFE/2021 
é o CELEBRAR. “Momento de afir-
mar que a diversidade presente 
na Criação não é negativa, mas é 
a revelação da imensa e irrestrita 
amorosidade de Deus para com a 
humanidade24”. 
Leitor 1: Vamos partilhar o que essa 
Campanha da Fraternidade Ecumê-
nica sobre o diálogo, como compro-
misso de amor, trouxe de luz para 
nossa caminhada de fé. É possível 
crescer no diálogo com o diferente, 
construindo pontes que ligam ao 
invés de muros que separam? (Tem-
po para partilha). 
Todos: Cristo, nossa paz, ajudai-
-nos a crescer na dimensão do diá-
logo. 
Leitor 2: A conversão do apóstolo 
Paulo (At 9, 1-19) é um exemplo de 
superação de toda discriminação 
e violência. Ao encontrar-se com 
23 Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/601749-dom-pedro-casaldaliga-
-1928-2020-testemunho-profetico
24 Texto-base da CFE/2021, n. 22.
31
Cristo, ele passou de perseguidor 
violento dos cristãos à formador de 
comunidades marcadas pela diver-
sidade, especialmente entre gen-
tios e judeus. 
Leitor 3: A paz que Cristo ofere-
ce leva-nos a superar os muros do 
ódio e da intolerância para com o 
diferente, ainda muito fortes em 
nosso tempo. Paulo compreendeu 
que, em Cristo, nenhuma separa-
ção e discriminação faz sentido. Ele 
veio para toda a humanidade. 
Animador: Vamos recitar, em dois 
coros, o texto de Efésios 2, 14-18, 
de onde é extraído o lema dessa 
CFE/2021. Nele, Paulo fala da fusão 
de judeus e gentios realizada por 
Jesus. 
Lado A: Ele é nossa paz: de ambos 
os povos fez um só, tendo derruba-
do o muro de separação e suprimi-
do em sua carne a inimizade – a 
Lei dos mandamentos expressa em 
preceitos. 
Lado B: A fim de criar em si mesmo 
um só Homem Novo, estabelecendo 
a paz, e de reconciliar ambos com 
Deus em um só Corpo, por meio da 
cruz, na qual ele matou a inimizade. 
Lado A: Assim, ele veio e anunciou 
paz a vós que estáveis longe e paz 
aos que estavam perto. 
Lado B: Pois, por meio dele, nós, 
judeus e gentios, num só Espírito, 
temos acesso ao Pai. 
Todos: Glória ao Pai e ao Filho...
CANTO: HINO DA CFE/2021 (n. 11)
PRECES
Leitor 1: Colocar o outro em nos-
sas orações é uma atitude que nos 
abre à fraternidade. Vamos inter-
ceder pelas necessidades daqueles 
que sofrem perto ou distante de 
nós, rezando: 
Todos: Ouve-nos, ó Deus. 
- Deus, nosso Pai, olhai por aqueles 
que sofrem devido as injustiças e as 
desigualdades sociais. 
- Deus, nosso Pai, ajuda-nos a su-
perar toda forma de preconceito, 
a fim de que possamos conviver 
como filhos do mesmo Pai. 
- Deus, nosso Pai, inspirai as lide-
ranças políticas, eleitas em nosso 
município, a buscarem o bem-co-
mum da coletividade, garantindo 
trabalho, saúde, educação, segu-
rança, moradia a todos. 
- Deus, nosso Pai, renova em nós 
a esperança e a coragem para ser-
mos promotores da paz que nos faz 
32
irmãos. 
(Os membros do grupo podem acrescentar 
orações espontâneas).
Animador: Concluamos nossa ora-
ção rezando a oração da paz, escri-
ta por Dom Pedro Casaldáliga: 
Todos: Dá-nos a paz que se faz, Se-
nhor. Quando te pedimos paz, de-
volve-nos o pedido, que é fácil pedir 
sem dar… Ensina-nos a passar da 
tolerância ao amor; de sermos no-
tas dispersas a sermos uma canção. 
Quando entregamos as armas, aju-
da-nos a entregar também, aber-
tas, as almas, que a paz apenas 
sem guerra é pouca paz para nós. 
Necessitamos da terra com casa, 
trabalho e pão, contigo no coração, 
com todos os povos, juntos, forjan-
do o novo amanhã. Dá-nos a paz 
que se faz! Dá-nos a paz que se dá! 
Amém! 
GESTO CONCRETO
Leitor 2: O que posso fazer em fa-
vor da paz? Cada um pense em algo 
concreto que pode realizar na sua 
família, no trabalho, na escola, na 
comunidade. Muitas vezes, uma 
mudança de postura diante de uma 
realidade é um grande passo em 
prol da paz. Digamos juntos a frase 
de Madre Teresa de Calcutá: 
Todos: “O que eu faço é uma gota 
no meio de um oceano. Mas sem 
ela, o oceano será menor”. 
BENÇÃO FINAL
Animador: Abra suas mãos para a 
acolher a bênção. Essa oração foi 
inspirada por Deus a Moisés para 
abençoar o povo (Nm 6,24-26). 
Após cada invocação, respondemos 
juntos: Amém. 
- O Senhor te abençoe e te guarde: 
Amém.
- O Senhor faça resplandecer o seu 
rosto sobre ti e te seja benigno: 
Amém. 
- O Senhor mostre para ti a sua face 
e te conceda a paz: Amém. 
Alegres pela ressurreição de Cristo, 
voltemos para nossas casas, mas 
permaneçamos unidos: em nome 
do Pai e do Filho... 
CANTO: PORQUE ELE VIVE (n. 10)
“Cristo ressuscitou dos mortos 
como primícias dos que morreram”
(ICor 15, 20)
Feliz Páscoa!Feliz Páscoa!
33
Canto: Prova de amor maior não 
há / que doar a vida pelo irmão. 
(bis) 
I ESTAÇÃO: JESUS É 
CONDENADO À MORTE
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: “Pilatos perguntou: Que 
farei com Jesus, que é chamado o 
Cristo? Todos gritaram: Seja cruci-
ficado! Pilatos falou: Mas, que mal 
ele fez? Eles, porém, gritaram com 
mais força: Seja crucificado! [...] 
Então Pilatos soltou Barrabás, man-
dou açoitar Jesus e entregou-o para 
ser crucificado” (Mt 27, 22-23.26).
Leitor 1: O Filho de Deus é conde-
nado a morte. Que mal Ele fez? Ele 
curou os doentes, libertou os cati-
vos, deu vista aos cegos, expulsou 
demônios, ressuscitou os mortos e 
anunciou aos pobres a boa nova da 
salvação, em suma, passou fazendo 
o bem e o condenaram. A condena-
ção à morte não conseguirá calar 
o jeito de Deus amar; ele recebe-
rá uma cruz e como resposta dará 
amor.
Leitor 2: Pilatos lavou as mãos e 
deixou que os algozes levassem Je-
sus para ser crucificado. Esse gesto 
assemelha-se ao gesto de tantas 
Via-SacraVia-Sacra
Jesus carregou os nossos sofrimentos Jesus carregou os nossos sofrimentos 
e as nossas dores e as nossas dores (cf. Is 53, 4)
Texto: Dom Amilton Manoel da Silva (Bispo de Guarapuava-PR)
Animador: Irmãos e irmãs, vamos 
trilhar, com Jesus, o árduo cami-
nho até o calvário. Esse é caminho 
da nossa Salvação. Iniciemos, em 
nome do Pai e do Filho...
34
mãos que acovardam-se diante da 
dor e do sofrimento do ser huma-
no; é o mesmo que permitir a mor-
te das pessoas. Quem lava as suas 
mãos omitindo-se do compromisso 
com a vida, torna-se cúmplice das 
estruturas de morte.
Todos: Senhor, não permita que 
nossas mãos sejam homicidas, 
queremos usá-las para construir a 
paz e a fraternidade.
Animador: Jesus, rosto da mise-
ricórdia de Deus: ajudai-nos a ser 
mais misericordiosos. 
Canto: A morrer crucificado, teu 
Jesus é condenado / por teus cri-
mes, pecador (2X). Pela Virgem 
dolorosa, vossa mãe tão piedosa /
perdoai-me, meu Jesus (2X). 
II ESTAÇÃO: JESUS 
CARREGA A CRUZ
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: “Carregando a sua cruz, 
ele saiu para o lugar chamado Cal-
vário (em hebraico: Gólgota)” (Jo 
19,17). “Se alguém quer vir após 
mim, renuncie a si mesmo, tome 
sua cruz, cada dia, e siga-me” (Lc 
9,23).
Leitor 1: A cruz não foi buscada 
por Jesus, como se fora realiza-
ção da sua vida ou personalidade. 
Ela entrou como caminho do seu 
compromisso com a humanidade 
sofredora. A vida de Jesus foi um 
combate, uma luta, do nascimento 
à morte, para destruir o poder ma-
ligno da cruz e Ele morreu comba-
tendo, com a sabedoria de Deus. A 
cruz tornou-se, então, um estilo de 
compromisso.
Leitor 2: Essa forma livre de ser e 
de viver de Jesus, fez com que Ele 
tomasse a cruz e saísse a carregar. 
Como pode suportar tanto peso, 
depois de ter sido flagelado? Como 
pode caminhar se levava sobre os 
ombros os nossos pecados? (Cf. Is 
53,4) O segredo foi a sua atitude, 
Ele abraçou a cruz. Nesse momen-
to, a cruz tornou-se ponte de uni-
dade entre o céu e a terra.
Todos: Senhor, pediste que tome-
mos a cruz e te sigamos, mas ainda 
fugimos dela. Dai-nos força e co-
ragem para abraçarmos a cruz de 
cada dia.
Animador: Rosto iluminado de 
35
Deus: Resplandeça sobre nós o 
vosso amor. 
Canto: Com a cruz é carregado, e 
do peso acabrunhado / vai morrer 
por teu amor (2x). Pela Virgem do-
lorosa...
III ESTAÇÃO: JESUS 
CAI PELA PRIMEIRA VEZ
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: Como ovelhas estáva-
mos todos perdidos, cada qual ia 
em frente por seu caminho. Foi en-
tão que o Senhor fez cair sobre ele 
o peso dos pecados de todos nós. 
Oprimido, ele se rebaixou, nem 
abriu a boca. (Is 53,6-7). 
Leitor 1: Cair é humano, levantar-se 
é divino. Se o peso da cruz derruba, 
a força do amor impulsiona a não 
desistir de amar... Jesus nos ensi-
nou a radicalidade do amor, mos-
trando que o amor não tem medi-
da, dessa forma, a cruz tornou-se a 
significação máxima do amor. Deus 
vem ao ser humano de várias for-
mas para mostrar que ama, mas na 
cruz ele extrapola.
Leitor 2: Há momentos em que, 
arrastados pelas ondas do mar da 
vida, de um lado para o outro, ne-
cessitamos avistar o porto seguro. 
É nessas horas que não podemos 
nos esquecer daquele que nos sus-
tenta: Deus, pois se Ele é por nós, 
quem será contra nós? (Cf. Rm 8, 
31). Sejamos solidários com nossos 
irmãos e irmãs que se encontram 
caídos à beira do caminho e jamais 
causa de tropeço.
Oração: Senhor, nas horas difíceis 
da vida, não permita que nos es-
queçamos de vós, sobretudo nos 
tropeços cotidianos. Socorra-nos 
sempre!
Animador: Jesus manso e humilde 
de coração: Fazei o nosso coração 
semelhante ao vosso. 
Canto: Pela cruz tão oprimido, cai 
Jesus desfalecido /pela tua salva-
ção (2X). Pela Virgem dolorosa...
IV ESTAÇÃO: JESUS 
ENCONTRA SUA MÃE
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
36
Animador: Simeão os abençoou e 
disse a Maria, a mãe: Este menino 
será causa de queda e reerguimen-
to para muitos em Israel. Ele será 
um sinal de contradição, uma espa-
da traspassará a tua alma! E assim 
serão revelados os pensamentos de 
muitos corações (...) Sua mãe guar-
dava todas essas coisas no coração 
(Lc 2,34-35.51). 
Leitor 1: No exaustivo caminho do 
calvário, Jesus não estava só. Movi-
da pelo sentimento materno e pela 
exigência do discipulado, a mãe do 
condenado acompanhou o Filho na 
dor. Nos dois corações feridos, uma 
única certeza: a vida. Esse encontro 
fez calar a dor e gritar o amor.
Leitor 2: Vivemos num mundo de 
desencontros, por isso há tantas di-
visões entre nós, polarizações e fal-
ta de acolhida do diferente. A cul-
tura do encontro tão insistida pelo 
Papa Francisco, faz-se urgente; se o 
cristão não der o primeiro passo, a 
tão sonhada paz continuará apenas 
nos projetos humanos, muitas ve-
zes engavetados. Descruzemos os 
braços e assumamos essa causa!
Oração: Senhor, precisamos de 
verdadeiros encontros, nos quais 
o toque edificante, seja o cresci-
mento recíproco daqueles que se 
encontram.
Animador: Maria, mãe da vida: Ro-
gai por nós e nossas famílias. 
Canto: Vê a dor da Mãe amada, 
que se encontra desolada / com 
seu Filho em aflição (2X). Pela Vir-
gem dolorosa... 
V ESTAÇÃO: SIMÃO 
DE CIRENE AJUDA 
JESUS A LEVAR A CRUZ
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: Ao saírem, encontraram 
um homem chamado Simão, que 
era de Cirene, e o obrigaram a car-
regar a cruz de Jesus. (Mt 27,32). 
Leitor 1: Um homem foi convoca-
do para ajudar Jesus a levar a cruz, 
Simão de Cirene. Foi um convite 
forçado a um trabalhador cansado 
(Cf. Lc 23,26), no entanto Jesus não 
recusou a ajuda. O Bom Pastor não 
escolheu a morte, mas as ovelhas; a 
morte veio pelo compromisso com 
elas, nesse sentido, a cruz revela-se 
como amor/serviço, entrega sem 
reservas, até o fim.
37
Leitor 2: Simão tornou-se símbolo 
da solidariedade silenciosa, antea 
cruz esmagadora. Quando as mãos 
se ajudam não só o peso é alivia-
do, mas tornamos o outro cúmplice 
da devolução da vida. Simão, nesse 
gesto, leva-nos a sair do nosso pe-
queno mundo e adentrar as dores 
da humanidade e do planeta. Há 
muitos gritos a nossa volta, não fi-
quemos insensíveis.
Oração: Senhor, o mundo neces-
sita de Cireneus... Que eu jamais 
deixe de socorrer meus irmãos em 
suas necessidades.
Animador: Jesus de Nazaré, o vos-
so semblante eu quero ter: Como 
vós sois, eu quero ser! 
Canto: No caminho do Calvário, 
um auxílio necessário / não lhe 
nega o Cireneu (2X). Pela Virgem 
dolorosa... 
VI ESTAÇÃO: VERÔNICA 
ENXUGA O ROSTO DE JESUS
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: Meu coração se lembra 
de ti: “Buscai minha face”. Tua face, 
Senhor, eu busco. Não me escon-
das teu rosto, não rejeites com ira 
o teu servo. És meu auxílio, não me 
deixes, não me abandones, Deus 
meu salvador. (Sl 27(26),8-9). 
Leitor 1: Uma mulher corajosa saiu 
do meio da multidão e se aproxi-
mou do homem das dores, e com 
o seu lenço limpou-lhe o rosto des-
figurado. Jesus não recusou este 
gesto consolador, pelo contrário, 
Ele presenteou a mulher, gravando 
no seu lenço e no seu coração a sua 
própria imagem. A piedade popular 
deu-lhe o nome de Verônica (face 
de Cristo).
Leitor 2: A atitude dessa mulher é 
expressão da solidariedade anôni-
ma, de tantas pessoas que servem 
com gratuidade, liberdade e alegria 
em nossas comunidades. De ges-
tos pequenos, mas edificantes que 
constroem o diálogo em vista da 
paz, da harmonia entre as pessoas 
e de relacionamentos sadios. Supe-
rando divisões a vida se torna leve, 
próxima da tão sonhada “civilização 
do amor”. 
Oração: Senhor, obrigado pelas 
mãos generosas, que se doam sem 
medida, para aliviar a dor do pró-
ximo. Gravai em cada gesto volun-
38
tário as marcas do vosso amor.
Animador: Deus é amor: Arrisque-
mos viver por amor. 
Canto: Eis o rosto ensanguentado, 
por Verônica enxugado / que no 
pano apareceu (2X). Pela Virgem 
dolorosa... 
VII ESTAÇÃO: JESUS CAI 
PELA SEGUNDA VEZ
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: Quando injuriado, não 
retribuía as injúrias; atormentado, 
não ameaçava; antes, colocava a 
sua causa nas mãos daquele que 
julga com justiça (1Pd 2,23). 
Leitor 1: O peso da cruz era imenso, 
os pés de Jesus, rasgados pelas pe-
dras do caminho vacilavam a cada 
passo... Quem arrasta a sua cruz 
torna o peso insuportável, logo es-
tará no chão e será difícil levantar-
-se e prosseguir o caminho... Onde 
se apoiar depois das quedas? A gra-
ça de Deus é muito maior do que 
nossos pecados; importa levantar e 
continuar caminhando...
Leitor 2: “Devemos sempre lem-
brar-nos de que somos peregrinos 
e peregrinamos juntos. Para isso, 
devemos abrir o coração ao com-
panheiro de estrada sem medos 
nem desconfianças e olhar prima-
riamente para o que procuramos: a 
paz no rosto do único Deus. O abrir-
-se ao outro tem algo de artesanal, 
a paz é artesanal” (EG 244).
Oração: Senhor, vós que prome-
testes que não seríamos tentados 
além das nossas forças, daí que, 
sustentados por vós, não nos en-
treguemos ao peso das nossas fra-
quezas.
Canto: Outra vez desfalecido, pelas 
dores abatido / cai por terra o Sal-
vador (2X). Pela Virgem dolorosa... 
VIII ESTAÇÃO: JESUS 
ENCONTRA AS 
MULHERES DE JERUSALÉM 
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: Seguia-o uma grande 
multidão do povo, bem como de 
mulheres que batiam no peito e 
39
choravam por ele. Jesus, porém, 
voltou-se para elas e disse: “Mulhe-
res de Jerusalém, não choreis por 
mim! Chorai por vós mesmas e por 
vossos filhos!” (Lc 23,27-28). 
Leitor 1: A sociedade e a religião, 
no tempo de Jesus, impunham uma 
cruz sobre as mulheres, anulando-
-as, mas Jesus seguiu as normas do 
seu coração incluiu-as entre os seus 
seguidores (Cf. Lc 8, 2-3). O encon-
tro das mulheres com Jesus, no ca-
minho do Calvário, é uma mistura 
de gratidão e compaixão, da parte 
delas, com quem lhes havia devol-
vido a dignidade e a razão de viver.
Leitor 2: O cristão que anuncia o 
Evangelho deve dialogar com to-
dos, jamais se colocando como 
“dono da verdade”, pois a verdade 
é unicamente Jesus Cristo e quem 
encontra nele a Verdade, passa a 
testemunhá-la com humildade. Eis 
a razão da evangelização: levar as 
pessoas ao encontro com a Verda-
de, construindo pontes e derruban-
do muros.
Oração: Senhor, no discipulado 
temos boas intenções, porém, fal-
ta-nos decisões que nos ajudem a 
caminhar com fidelidade e amor. 
Ajuda-nos a sermos fiéis!
Animador: Jesus Mestre, Caminho, 
Verdade e Vida: Tende piedade de 
nós. 
Canto: Das mulheres que chora-
vam, que fieis o acompanhavam / 
é Jesus consolador (2X). Pela Vir-
gem dolorosa... 
IX ESTAÇÃO: JESUS CAI 
PELA TERCEIRA VEZ
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: O amor de Cristo nos 
impele, considerando que um só 
morreu por todos e, portanto, to-
dos morreram. De fato, Cristo mor-
reu por todos para que os que vi-
vem já não vivam para si mesmos, 
mas para aquele que por eles mor-
reu e ressuscitou. (2 Cor 5,14-15). 
Leitor 1: O mais belo dos filhos dos 
homens (Cf. Sl 45,3) já não tem apa-
rência humana. Ferido de todas as 
formas, Jesus se arrasta até o local 
do suplício. O peso da cruz é maior 
do que qualquer tentativa e, no-
vamente, o Salvador cai por terra. 
Ainda assim, Jesus é vencedor das 
maldades humanas e de toda for-
40
ma de violência que desfigura a 
imagem de Deus presente no ser 
humano.
Leitor 2: Na cultura urbana, tem 
prevalecido o individualismo. A 
tendência é o fechamento nas pró-
prias vontades, sem um senso crí-
tico aguçado, permeado pela fé, 
razão e o coração. O resultado tem 
sido trágico: violência, polariza-
ções, ataques de ódio... Tudo isso 
tem rompido com a fraternidade 
e o projeto de Deus de que forme-
mos a sua família na terra.
 Oração: Senhor, por vezes cami-
nhamos tropeçando nas agressivi-
dades do mundo. Nesta realidade 
desconcertante é preciso que nos 
ensineis a conservar o respeito e o 
diálogo.
Animador: Deus de amor e bon-
dade: nós te louvamos por toda a 
Criação.
Canto: Cai terceira vez prostrado, 
pelo peso redobrado / dos peca-
dos e da cruz (2X). Pela Virgem do-
lorosa...
X ESTAÇÃO: JESUS É 
DESPOJADO DE SUAS VESTES
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: Os soldados pegaram 
suas vestes e as dividiram em qua-
tro partes, uma para cada soldado. 
A túnica era feita sem costura, uma 
peça só de cima a baixo. Eles com-
binaram: não vamos rasgar a túni-
ca. Vamos tirar sorte para ver de 
quem será. (Jo 19, 23-24). 
Leitor 1: O caminho doloroso che-
ga ao seu final. Próximo do local do 
suplício, os soldados arrancam as 
vestes de Jesus e repartem-nas. Se 
por um momento a liberdade pare-
ceu estampar-se, o contrário tam-
bém é verdadeiro. Jesus despido foi 
atado às perversidades humanas, à 
sensualidade desregrada e à eroti-
cidade sem limites. Somente a cruz 
é capaz de despir o ser humano da 
sua autossuficiência.
Leitor 2: O Cordeiro sem mancha, 
apresentado antes do sacrifício, 
convida o homem e a mulher a se 
despirem de tudo o que os escravi-
za, pois somente os que têm cora-
ção puro poderão enxergar a gran-
deza e a beleza de Deus (Cf. Mt 5,8). 
O Cordeiro sem mancha nos leva ao 
Batismo, no qual tudo o que é velho 
41
já foi deixado e fomos revestidos da 
veste nupcial incorruptível. 
Oração: Senhor, agraça do Batis-
mo nos fez novas criaturas, recria-
dos no teu amor. Não permitais 
que voltemos ao passado desfor-
mando a tua imagem em nós.
Animador: Pai-Nosso que estais nos 
céus: Venha a nós o vosso reino. 
Canto: Das suas vestes despojado, 
todo chagado e pisado / eu vos 
vejo, meu Jesus (2X). Pela Virgem 
dolorosa...
XI ESTAÇÃO: JESUS É 
PREGADO NA CRUZ
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: Quando chegaram ao 
lugar chamado Calvário, ali crucifi-
caram Jesus e os malfeitores: um à 
sua direita e outro à sua esquerda. 
Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes! Eles 
não sabem o que fazem (Lc 23, 33-
34). 
Leitor 1: A cruz, altar do sacrifício, 
foi montada; o Cordeiro foi esten-
dido sobre ela. Buscaram silenciar 
os pés missionários e as mãos que 
educaram, curaram e apontaram 
novos horizontes. Cada martela-
da nas mãos e nos pés, penetrou 
profundamente o coração dos que 
o acompanharam pelo caminho. 
A cruz será posta entre o céu e a 
terra, como uma escada, onde, so-
mente por ela poderemos chegar a 
Deus.
Leitor 2: A crucifixão daquele que 
não se cansou de fazer o bem, nos 
convida a olhar à nossa volta e 
apontar as vítimas de tantas cru-
cifixões injustas. A cruz, anúncio 
de vida e denúncia de morte, não 
nos deixa calar frente às ameaças 
de sistemas opressores e escraviza-
dores. Não fiquemos indiferentes, 
pois a omissão dos cristãos tem 
apressado a morte de inocentes.
Oremos: “Estou crucificado com 
Cristo, e já não sou eu que vivo, 
mas Cristo que vive em mim (Cf. 
Gl 2,20). Senhor, que jamais nos 
esqueçamos que pertencemos às 
coisas do alto.
Animador: Jesus, manso e humilde 
de coração: Fazei o nosso coração 
semelhante ao vosso. 
Canto: Sois por mim na cruz pre-
gado, insultado, blasfemado / com 
42
cegueira e com furor (2X). Virgem 
dolorosa... 
XII ESTAÇÃO: JESUS 
MORRE NA CRUZ
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: Às três da tarde, Jesus 
gritou com voz forte: Eloí, Eloí, lemá 
sabactâni? – que quer dizer: Meu 
Deus, meu Deus, por que me aban-
donaste? (Mc 15,34). 
Leitor 1: “Jesus crucificado é a 
maior e mais estupenda obra do 
amor divino, um livro escrito por 
fora com letras de sangue e por 
dentro com letras de amor” (São 
Paulo da Cruz). No sangue do Re-
dentor derramado, o pecador en-
contra confiança para se converter, 
o perdão dos pecados, a vitória 
nas tentações, a força para vencer 
o mal e a graça para perseverar no 
amor de Deus até à morte. Meu Je-
sus, misericórdia!
Leitor 2: O Pai entregou o Filho, o 
Filho entregou o Espírito com o Pai 
e o Espírito, entregue à Igreja, faz 
da Igreja uma presença qualitativa 
e edificante em todas as realidades 
humanas e necessidades do pla-
neta, nossa casa comum. “Não há 
prova maior de amor do que dar 
a vida pelos irmãos (Cf. Jo 15,13). 
Quem for capaz de amar como Je-
sus amou, descobriu o sentido da 
verdadeira felicidade e já trouxe o 
céu para a terra.
Oração: Que a Paixão de Jesus e as 
dores de Maria, estejam sempre 
gravadas em nossos corações! Se-
nhor, eu vos agradeço por terdes 
morrido na cruz por meu amor!
Animador: Meu Jesus, perdão e mi-
sericórdia: Pelos méritos de vossas 
santas chagas. 
Canto: Meu Jesus, por nós morres-
tes. Por nós todos padecestes / oh 
que grande é vossa dor (2X). Pela 
Virgem dolorosa... 
XIII ESTAÇÃO: JESUS É 
DESCIDO DA CRUZ 
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: Ao anoitecer, veio um 
homem rico de Arimateia, chama-
43
do José, que também se tornara 
discípulo de Jesus. Ele foi procurar 
Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 
Então Pilatos mandou que lhe en-
tregassem o corpo (Mt 27, 57-58). 
Leitor 1: O corpo de Jesus desfaleci-
do foi descido da cruz para os braços 
da Mãe; aquela que o acolheu ao 
nascer, o acolheu ao morrer. A Mãe 
dolorosa, contemplando a vida, na 
morte, nos ensina a acolhermos os 
desafios de cada dia, expressão da 
cruz que o seu Filho nos convidou 
a tomar e segui-lo. Permaneçamos 
com Maria, junto às cruzes da hu-
manidade, impedindo que vença o 
desamor, o ódio e a morte.
Leitor 2: A consumação de uma 
vida não se mede pelos anos vivi-
dos, mas pelo sentido que se deu 
a vida e a intensidade com que se 
viveu. Jesus viveu com sentido e 
não resta mais nada a fazer senão 
esperar que as sementes lançadas 
tenham caído em terreno bom. 
“Aprendamos com a cruz de Jesus a 
lógica divina da oferta de nós mes-
mos como anúncio do Evangelho 
para a vida do mundo” (Papa Fran-
cisco).
Oração: Senhor, quero cumprir 
fielmente a minha missão. Desejo 
partir um dia, com a certeza de ter 
guardado a fé, conservado a espe-
rança e vivido a caridade.
Animador: Coração de Jesus, que 
tanto nos amais: Fazei que eu vos 
ame cada vez mais. 
Canto: Do madeiro vos tiraram, e 
à Mãe vos entregaram / com que 
dor e compaixão (2X). Pela Virgem 
dolorosa...
XIV ESTAÇÃO: 
JESUS É SEPULTADO 
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: José comprou um lençol 
de linho, desceu Jesus da cruz, en-
volveu-o no lençol e colocou-o num 
túmulo escavado na rocha; depois, 
rolou uma pedra na entrada do tú-
mulo (Mc 15, 46). 
Leitor 1: O pequeno cortejo acom-
panhou Jesus até a sepultura. O Se-
nhor da vida desceu à mansão dos 
mortos. A tristeza invadiu os cora-
ções, e até os mais próximos acredi-
taram no fracasso da cruz (Cf. Lc 24, 
19-24). A sepultura cristã assinala o 
limite da vida humana e a finitude 
44
do tempo terreno, mas sobretudo, 
o recomeço de uma nova história. 
É preciso crescer na consciência de 
que as decisões que tomamos, no 
cotidiano, têm consequências eter-
nas.
Leitor 2: “De instrumento de cas-
tigo a cruz se faz imagem de vida 
nova, de um mundo novo. Nela, 
Deus revelou ao homem qual é a 
dignidade que ele traz em si, depois 
que foi assinalado com a missão 
de seu Filho. Por isso, olhai para a 
cruz! Nela sois chamados a uma só 
esperança da vossa vocação” (cf. Ef 
4,4). “Olhai para a cruz! Ela é sinal 
do novo princípio que o homem, 
sempre e em toda parte, encontra 
em Deus” (São João Paulo II).
Oração: Senhor, diante do teu se-
pulcro renovo a minha fé na res-
surreição e na vida eterna. Eu 
creio! Mas aumentai a minha fé.
Animador: Jesus Cristo, tende pie-
dade de mim: Por vossa morte e 
ressurreição.
Canto: No sepulcro vos puseram, 
mas os homens tudo esperam, do 
mistério da Paixão. Pela Virgem 
dolorosa, vossa mãe tão piedosa, 
perdoai-me, meu Jesus. 
Observação: A Via-Sacra conclui-se 
na 14ª estação, quando o corpo de 
Jesus é deixado no sepulcro, mas já 
com a certeza da ressurreição, como 
diz o canto: “No sepulcro vos puse-
ram, mas os homens tudo esperam 
do mistério da Paixão”. Sensível a 
essa devoção popular, a Igreja do 
Brasil achou por bem acrescentar a 
15ª estação. Essa estação nos ajuda 
a não perdermos de vista a dimensão 
batismal da Quaresma, ou seja, nes-
te tempo examinamos em nós como 
está a nossa vida batismal – partici-
pação no mistério pascal de Cristo: 
vida, morte e ressurreição. Pode-se 
omitir a 15ª estação. Nesse caso, sal-
ta-se para a oração final. 
XV ESTAÇÃO: 
JESUS RESSUSCITA 
Animador: Nós vos adoramos, Se-
nhor Jesus Cristo, e vos bendize-
mos!
Todos: Porque pela vossa Santa 
Cruz remistes o mundo!
Animador: O jovem disse às mulhe-
res que foram ao túmulo: “Não vos 
assusteis! Procurais Jesus, o nazare-
no, aquele que foi crucificado? Ele 
ressuscitou! Não está aqui! Vede o 
lugar onde o puseram! Mas ide, di-
zei a seus discípulos e a Pedro: Ele 
45
vai a vossa frente para a Galileia. Lá 
o vereis, como Ele vos disse!” (Mc 
16, 6-7).
Leitor 1: “Eu souuma missão nesta 
terra, e para isso estou neste mun-
do” (EG 273). Esta afirmação do 
Papa Francisco, só pode ser com-
preendida a partir do domingo da 
Ressurreição. Maria Madalena de-
pois de ter visto o Senhor ressusci-
tado, partiu às pressas e anunciou 
aos discípulos: “Eu vi o Senhor” (Cf. 
Jo 20, 17-18). O mesmo se deu com 
os discípulos de Emaús. A ressurrei-
ção compromete, responsabiliza e 
faz da vida uma missão. 
Leitor 2: Pelo batismo já morremos 
com Cristo e ressuscitamos para 
uma vida nova. Por isso, devemos 
apresentar ao mundo, a cruz, como 
fonte de amor e doação, e aos sofre-
dores, como força ressurrecional. 
Nosso testemunho deverá sempre 
convergir, gerando a unidade na di-
versidade, uma vez que “Cristo é a 
nossa paz: do que era dividido, fez 
uma unidade” (Cf. Ef 2,14).
Oração: Senhor, que eu seja tes-
temunha da ressurreição, instru-
mento da tua paz, discípulo mis-
sionário da alegria, da vida e da 
esperança.
Canto: Meu coração me diz: “O 
amor me amou e se entregou por 
mim: Jesus ressuscitou! Passou 
a escuridão, o sol nasceu. A vida 
triunfou: Jesus ressuscitou! 
ORAÇÃO FINAL
Leitor 1: “Fraternidade e diálogo: 
compromisso de amor” é o tema 
da Campanha da Fraternidade Ecu-
mênica deste ano. Rezemos, jun-
tos, a oração que está na página 2. 
Animador: O Senhor esteja conos-
co: Ele está no meio de nós. 
Animador: Deus de amor e bonda-
de, que enviou seu Filho para nos 
salvar, nos abençoe: em nome do 
Pai e do Filho...
Canto: Vitória! Tu reinarás! / Ó 
Cruz, tu nos Salvarás!
1. Brilhante sobre o mundo, que 
vive sem Tua Luz,/ Tu és um sol fe-
cundo de amor e de paz, ó Cruz! 
Como foram os encontros do seu 
grupo? Envie-nos testemunhos, 
sugestões e críticas. Elas serão 
consideradas na produção do 
subsídio do próximo ano. 
WhatsApp: (41) 99955-9980
E-mail: secretaria@cnbbs2.org.br
46
CANTOS PARA OS ENCONTROS 
1. EIS O TEMPO DE CONVERSÃO
Eis o tempo de conversão. Eis o dia 
da salvação. Ao pai voltemos, juntos 
andemos. Eis o tempo de conversão! 
1. Os caminhos do Senhor, são verda-
de, são amor. Dirigi os passos meus, 
em vós espero, ó Senhor! 
2. Ele guia ao bom caminho, quem 
errou e quer voltar. Ele é bom, fiel e 
justo. Ele busca e vem salvar.
2. CRISTO, QUERO SER INSTRUMENTO
Cristo, quero ser instrumento de tua 
paz e do teu infinito amor. Onde hou-
ver ódio e rancor, que eu leve a con-
córdia, que eu leve o amor. 
Onde há ofensa que dói, que eu leve 
o perdão. Onde houver a discórdia, 
que eu leve a união e tua paz. 
Onde encontrar um irmão a chorar 
de tristeza, sem ter voz e nem vez. 
Quero bem no seu coração, semear 
alegria, pra florir gratidão. 
3. AMAR COMO JESUS AMOU
1. Um dia uma criança me parou. 
Olhou-me nos meus olhos a sorrir. 
Caneta e papel na sua mão. Tarefa 
escolar para cumprir. E perguntou no 
meio de um sorriso: O que é preciso 
para ser feliz?
Amar como Jesus amou. Sonhar 
como Jesus sonhou. Pensar como 
Jesus pensou. Viver como Jesus vi-
veu. Sentir o que Jesus sentia. Sorrir 
como Jesus sorria. E ao chegar ao 
fim do dia eu sei que dormiria muito 
mais feliz.
2. Ouvindo o que eu falei ela me 
olhou. E disse que era lindo o que eu 
falei. Pediu que eu repetisse, por fa-
vor. Mas não dissesse tudo de uma 
vez. E perguntou de novo num sorri-
so: O que é preciso para ser feliz?
4. SENHOR, TENDE PIEDADE
Senhor, tende piedade de nós. (2X)
Pelo irmão que não amei, pelo mal 
que lhe causei, piedade. (2X)
Ó Cristo, tende piedade de nós (2X)
Pelo bem que eu não fiz, pela paz 
que eu não quis, piedade. 
Senhor, tende piedade de nós. (2X)
Pelo amor que sufoquei, pela vida 
que matei, piedade. 
5. PERDÃO, SENHOR
1. Perdão, Senhor, tantos erros co-
meti. Perdão, Senhor, tantas vezes 
me omiti.Perdão, Senhor pelos ma-
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les que causei, pelas coisas que falei, 
pelo irmão que eu julguei (2X). 
Piedade, Senhor, tem piedade, Se-
nhor. Meu pecado vem lavar com seu 
amor. Piedade, Senhor, tem piedade, 
Senhor. E liberta minha alma para o 
amor.
2. Perdão, Senhor porque sou tão pe-
cador. Perdão, Senhor, sou pequeno 
e sem valor. Mas mesmo assim tu me 
amas, quero então, te entregar meu 
coração, suplicar o teu perdão (2X).
6. CONHEÇO UM CORAÇÃO
1. Conheço um coração tão manso, 
humilde e sereno. Que louva ao Pai 
por revelar seu nome aos pequenos. 
Que tem o dom de amar, que sabe 
perdoar e deu a vida para nos salvar!
Jesus, manda teu Espírito, para 
transformar meu coração. (2X)
2. Às vezes no meu peito bate um co-
ração de pedra. Magoado, frio, sem 
vida, aqui dentro ele me aperta. Não 
quer saber de amar, nem sabe per-
doar. Quer tudo e não sabe partilhar.
7. SEU NOME É JESUS CRISTO
1. Seu nome é Jesus Cristo e passa 
fome e grita pela boca dos famintos. 
E a gente quando o vê passa adian-
te. Às vezes pra chegar depressa à 
Igreja. Seu nome é Jesus Cristo e 
está sem casa e dorme pelas beiras 
das calçadas. E a gente quando o vê 
aperta o passo. E diz que ele dormiu 
embriagado.
Entre nós está e não o conhecemos! 
Entre nós está e nós o desprezamos! 
(2X)
2. Seu nome é Jesus Cristo e é analfa-
beto e vive mendigando subempre-
gos. E a gente quando o vê diz é um 
à toa, melhor que trabalhasse e não 
pedisse. Seu nome é Jesus Cristo e 
está banido das rodas sociais e das 
igrejas. Porque dele fizeram rei po-
tente. Enquanto que ele vive como 
pobre. 
8. SOMOS GENTE DA ESPERANÇA 
1. Somos gente da esperança, que ca-
minha rumo ao Pai. Somos povo da 
Aliança, que já sabe aonde vai. 
De mãos dadas a caminho. Porque 
juntos somos mais. Pra cantar o 
novo hino. De unidade, amor e paz. 
2. Para que o mundo creia na justiça 
e no amor. Formaremos um só povo, 
num só Deus, um só Pastor.
9. O SENHOR RESSURGIU
O Senhor ressurgiu, aleluia, aleluia! 
É o Cordeiro Pascal, aleluia, aleluia! 
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Imolado por nós, aleluia, aleluia! É o 
Cristo, o Senhor, ele vive e venceu, 
aleluia!
1. O Cristo, Senhor ressuscitou. A 
nossa esperança realizou. Vencida 
a morte para sempre. Triunfa a vida 
eternamente!
2. O Cristo remiu a seus irmãos. Ao 
Pai os conduziu por sua mão. No Es-
pírito Santo unida esteja. A família de 
Deus, que é a Igreja!
3. O Cristo, nossa Páscoa, se imolou. 
Seu sangue da morte nos livrou. Incó-
lumes o mar atravessamos. E à Terra 
prometida caminhamos!
10. PORQUE ELE VIVE
1. Deus enviou seu Filho amado, para 
morrer no meu lugar. Na cruz pagou 
por meus pecados, mas o sepulcro 
vazio está. Porque Ele vive.
Porque ele vive, eu posso crer no 
amanhã. Porque ele vive, temor não 
há. Mas eu bem sei, que o meu futu-
ro está nas mãos do meu Jesus, que 
vivo está.
2. Um dia eu vou cruzar os rios e verei 
então, um céu de luz. E verei que lá, 
em plena glória, vitorioso, vive e reina 
o meu Jesus. 
11. HINO CFE/2021
(Letra: Frei Telles Ramon, O. de M. / 
Música: Adenor Leonardo Terra)
1. Venham todos, vocês, venham to-
dos, Reunidos num só coração, (cf. At 
4, 32) /: De mãos dadas formando a 
aliança, Confirmados na mesma mis-
são. (bis)
Em nome de Cristo, que é a nossa 
paz! Em nome de Cristo, que a vida 
nos traz: Do que estava dividido, 
unidade ele faz! Do que estava divi-
dido, unidade ele faz! (cf. Ef 2,14a). 
2. Venham todos, vocês, meus ami-
gos,
caminhar com o Mestre Jesus,/: Ele 
vem revelar a Escritura como fez no 
caminho à Emaús. (cf. Lc 24) (bis)
3. Venham todos, vocês, testemu-
nhas, construamos a plena unidade 
/: No diálogo comprometido Com a 
paz e a fraternidade. (bis)
4. Venham todos, mulheres e ho-
mens, superar toda polaridade,/: 
Pois em Cristo nós somos um povo, 
Reunidos na diversidade. (bis)
5. Venham jovens, idosos, crianças e 
vivamos o amor-compromisso/: Na 
partilha, no dom da esperança E na 
fé que se torna serviço. (bis)
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