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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS UNIDADE FRUTAL KEMILLY ADRIA V. SILVA FICHAMENTO - PUBLICIDADE PARA NOVAS TECNOLOGIAS Frutal - MG 2021 Fichamento: Cenário da Convergência Digital JENKINS, Henry; KALINKE, Priscila; ROCHA, Anderson. 'Convergência e conexão são o que impulsiona a mídia agora'. Intercom, Rev. Bras. Ciênc. Comun., São Paulo, v. 39, n. 1, p. 213-219, abr. 2016. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/interc/v39n1/1809-5844-interc-39-1-0213.pdf >. Acesso em 17 maio 2021. “[...] Henry Jenkins é um dos mais influentes pesquisadores de mídia na atualidade. Desde 2009, Jenkins é professor de Comunicação, Jornalismo e Artes Cinematográficas da University of Southern California (USC)[...].” (p. 175) “[...] as mudanças estão acontecendo de forma diferente e em diferentes contextos nacionais. Digo isso como um aviso, pois você está usando como referência aqui a Cultura da Convergência, que escrevi há 12 anos e que leva em conta o contexto dos EUA[...].” (p. 176) Sobre a indústria da mídia de massa podemos afirmar que: está aprendendo a incorporar aspectos de um público mais participativo em suas práticas fundamentais – o engajamento tornou-se um valor monetário essencial, que a indústria utiliza para medir o sucesso (já que o público está cada vez mais fragmentado em várias plataformas de mídia e os mecanismos de mídia social estão incorporados ao projeto da maioria das estratégias de programação). Alguns dos impulsos para uma cultura mais participativa foram operados em conjunto com as estratégias da Web 2.0, que visam conter e mercantilizar o desejo do público de ter mais voz nas decisões que impactam a produção de mídia e circulação (JENKINS, 2016, p. 176). “[...] Se a nossa sociedade é mediada, é POR CAUSA da convergência e da conexão, porque todos os aspectos das nossas vidas são tocados pela mídia e porque mais e mais de nós temos a capacidade de comunicar nossas ideias por meio de múltiplos canais de mídia [...].” (p. 178) “[...] os estudos da Comunicação precisam estar atentos aos muitos níveis diferentes de Comunicação que possam estar ocorrendo ao mesmo tempo, exigindo ferramentas mais sofisticadas para uma análise cross-media [...].” (p. 178) “[...] Não devemos presumir que as novas tecnologias de mídia são inerentemente democratizantes. Ao contrário, devemos vê-las como instrumentos [...] lutar para alcançar mais plenamente as potencialidades de uma sociedade mais diversificada e democrática [...].” (p. 179) “[...] as formas como as desigualdades sistêmicas e estruturais em torno de raça, classe, gênero etc., estão se reproduzindo no ambiente digital, e essas lutas precisam ser entendidas como parte das lutas maiores por justiça social [...].” (p. 179) “Os governos precisam ainda desempenhar papel ativo no sentido de garantir o mais amplo acesso à infraestrutura técnica da qual depende a participação e assegurar a liberdade de expressão necessária [...].” (p. 180) “[...] O debate central ainda é em torno dos termos da nossa participação, seja na forma de reforma de propriedade intelectual ou da neutralidade da rede, ou da privacidade [...].” (p. 180) Fichamento: Mídias massivas e pós-massivas no fluxo das redes. LEMOS, A. Mídias massivas e pós-massivas no fluxo das redes. Revista do Instituto Humanitas Unisinos. São Leopoldo/RS, n. 447, jun./2014. Disponível em: <http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5572&secao >. Acesso em: 17 mai. 2021. “Referência brasileira na pesquisa em cibercultura, André Lemos aponta ser impossível compreender o atual ecossistema midiático tendo em vista apenas a visão tradicional de comunicação de massas [...].” “Não se trata de uma mídia necessariamente contra a outra”, esclarece ele, “embora tensões e investimentos publicitários possam vir a matar uma ou outra, mas de uma expansão do ecossistema midiático.” “[...] a inteligência coletiva das redes e a necessidade de qualificar as associações, sob o risco do surgimento de uma estupidez coletiva. Trata ainda da internet das coisas e o modo como sua emergência gera mudanças tectônicas no jornalismo [...].” “[...] As mídias de função massiva são, em sua maioria, concessão do Estado, controlam o fluxo da informação que deve passar pelos mediadores profissionais, instituem e alimentam um público (audiência, consumidores, massa) [...].” “[...] As mídias de função pós-massiva surgem com as possibilidades ampliadas de circulação da informação com a globalização das redes telemáticas. O fluxo é descentralizado, típico de uma rede heterogênea, sem centro. A emissão é aberta, sem controle, mais conversacional [...].” “[...] o uso massivo é importante para criar a esfera e a opinião públicas mais homogêneas, menos fragmentadas e mais comunitárias, locais [...].” “[...] Cada pessoa hoje pode produzir e distribuir informação ao vivo de forma intencional. E cada pessoa hoje gera muitos dados de forma também involuntária, pelo simples fato de usar tecnologias e serviços digitais (Big Data). [...].” “[...] Produzir inteligência requer muito esforço. É preciso proporcionar e cultivar boas associações, ou seja, aquelas que serão produtoras de processos de emancipação e sustentabilidade [...].” “[...] Informação é o que "dá forma" a algo que só faz sentido se for localizado e localizável, por e para quem produz, distribui e consome. Os novos dispositivos e redes sociais produzem e distribuem cada vez mais informações localizadas [...].” “[...] A integração vem desde as primeiras técnicas que fizeram e continuam a fazer a mediação e construir a relação do homem com o mundo. Esta mediação produz o mundo. [...].” “[...] a informação nunca é uma visão total do objeto, já que é a produção de uma "in-formação", de uma "formação". É, portanto, uma narrativa que deve ser sempre remetida em causa, politizada. [...].”