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Doenças Exantemáticas - Sarampo, escarlatina, rubéola, Filatov-Dukes, eritema infeccioso e súbito, varicela, herpes-zoster, herpes simples, exantema papular, enterovírus,

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herpética. É uma moléstia que, em geral, acomete
crianças e caracteriza-se por quadro febril de 2 a 3 dias, que evolui com o
aparecimento de lesões orais, vesiculares, muito dolorosas, por vezes
acometendo os lábios. As reativações apresentam-se como herpes labial.
Entretanto, em pacientes com deficiência imunológica grave, as lesões
podem ser disseminadas, lembrando varicela
Diagnóstico Detecção de anticorpos no soro, em duas titulagens ou a presença de
anticorpos da classe IgM
Tratamento Na criança imunocompetente, o uso de aciclovir pode ser benéfico nos
casos muito extensos e com comprometimento sistêmico.
Débora Pimenta - Famed XIII
Exantema papular (Síndrome de gianotti-Crosti)
Etiologia Erupção inespecífica primariamente associada à infecção pelo vírus da
hepatite B. Outros agentes envolvidos: enterovírus, particularmente o
coxsackie A16, o vírus Epstein-Barr, o citomegalovírus, o vírus da hepatite A, o
vírus parainfluenza e o estreptococo beta-hemolítico do grupo A.
Fisiopatologia Ocorre, em geral, nas crianças entre 2 e 6 anos de idade, com aparecimento
súbito de uma erupção monomórfica, eritematopapular, não pruriginosa, com
pápulas de 1 a 5 mm de diâmetro, com o topo achatado e que ocupa
simetricamente a face, as nádegas e as extremidades. As lesões permanecem
por 15 a 20 dias e depois desaparecem, deixando uma descamação.
Linfonodomegalia axilar e linfonodomegalia inguinal podem ser notadas por 2
a 3 meses durante o curso da doença, juntamente com hepatomegalia
moderada. Quando a síndrome é causada por esses outros agentes,
eventualmente as lesões podem ser pruriginosas e papulovesiculares e
acompanhadas de sintomas gerais como febre e mal-estar
Enterovírus
Etiologia Vírus RNA fita única. Família: Picornaviridae. Gênero enterovírus.
Sazonalidade ano todo
Transmissão fecal-oral, gotículas, fômites, vertical
Período de
transmissibilidade
Mais comum em < 1 ano. A transmissão por via respiratória pode durar de 1
a 3 semanas e via intestinal de 7 a 11 semanas. Incubação 3-6 dias.
Subgrupos
1.Poliovírus: Poliomelite
2.Echovirus
3.Coxsackievírus
Manifestações
clínicas
Miocardite e pericardite: coxsackievirus B. Herpangina: coxsackievírus A e
enterovírus 71. Doença mão-pé-boca.
Doença mão-pé-boca
Coxsackievírus A16, enterovírus 71. Aquisição via oral e respiratória, replica-se em células de mucosa
(faringe, intestino e tecido linfoide, em seguida, se dissemina para o sistema reticuloendotelial
(onde estimula resposta imune do hospedeiro). Viremia secundária: lesões de pele e mucosa.
Incubação de 3 a 6 dias. Pródromo: febre baixa. Evolui com lesões vesiculares em boca e exantema
(pode ser maculopapular com vesículas em mãos e pés). Diagnóstico clínico e etiológico (cultural
viral em sangue, urina, orofaringe e até LCR). Tratamento: antitérmico e etiológico (internação: má
aceitação oral para fluidoterapia). Importante ter precauções de contato!
Herpangina: Coxsackievirus A enterovírus 71. Febre alta súbita com dor de garganta e disfagia.Há
vesículas em orofaringe posterior, que dura geralmente 7 dias. Não gera exantema. Tratamento
sintomático: geralmente analgésico tópico.
Referências Bibliográficas
1. NELSON. Tratado de pediatria. 18ª ed. Elsevier, 2009.
2. Tratado de pediatria : Sociedade Brasileira de Pediatria / [organizadores Dennis
Alexander Rabelo Burns... [et al.]]. V. 1, 4. ed. --Barueri, SP : Manole, 2017.
Débora Pimenta - Famed XIII