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Direito Noturno – 3º Semestre 
Thiago Nazario Ferreira – RA: 11200646 
 
 
 
 
 
 
DIREITO PENAL 
Regime Disciplinar Diferenciado 
 
 
 
 
Trabalho do curso de Direito da 
Universidade Esamc - disciplina de Direito Penal III- 
para atribuição de valor de nota da P1. 
 
Orientador: Marcelo Amaral Colpaert Marcochi 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santos 
2020 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO................................................................................................. 4 
2 REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO – CONCEITO E METODOLOGIA . 5 
3 ASPECTOS HISTÓRICOS .............................................................................. 7 
4 DISCUSSÃO ACERCA DA CONSTITUCIONALIDADE .................................. 9 
4.1 Entendimentos doutrinários e jurisprudenciais ...................................................... 9 
 4.1.1 Entendimentos favoráveis ao regime disciplinar diferenciado.................... 9 
 4.1.2 Entendimentos contrários ao regime disciplinar diferenciado .................. 11 
5 INSTITUTOS SIMILARES EM OUTROS PAÍSES ......................................... 13 
6 CONCLUSÃO ................................................................................................ 14 
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 15 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
Mormente, deve-se entender que, conforme previsto no art. 33, §1 do Código Penal 
Brasileiro, o Brasil possui três regimes de cumprimento de pena: o regime fechado, o 
regime semi-aberto e o regime aberto. 
Quando se fala de Regime Disciplinar Diferenciado, não se pode equiparar este às 
espécies de regimes previstos no Código Penal, pois trata-se de uma sanção 
administrativa, proposta pelo art. 52 da lei 7210/84 (Lei de Execução Penal), que visa 
impedir a subversão da ordem carcerária e social, aplicada a sujeitos que já se 
encontram em regime. 
Existem diversas controvérsias no que tange a este instituto, sendo tema de embates 
doutrinários e jurisprudenciais mesmo após decisão majoritária no que concerne à sua 
constitucionalidade e à sua efetividade. O presente trabalho se faz necessário no 
quesito de explicar o assunto com abrangência de seus aspectos históricos e abordar 
o tema com dupla visão, isto é, mostrando os posicionamentos contrários e favoráveis 
a tal regulamentação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO – CONCEITO E METODOLOGIA 
O Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), disposto no artigo 52 da LEP (Lei de 
Execução Penal), trata de uma forma especial de cumprimento da pena no regime 
fechado, consistindo na permanência do presidiário (provisório ou condenado) em 
cela individual, com limitações estabelecidas visando maior controle e segurança. 
Assim, como referido no supramencionado dispositivo legal, quando o preso, seja ele 
condenado ou provisório, nacional ou estrangeiro, praticar crime doloso, que constitui 
falta grave, e (conditio sine qua non) ocasionar subversão da ordem ou das 
disciplinas internas, será sujeito ao Regime Disciplinar Diferenciado sem prejuízo da 
sanção penal. 
De acordo com o §1, incisos I e II, do já mencionado artigo, também são motivos para 
sujeição do preso ao Regime Disciplinar Diferenciado: a presença de alto risco deste 
para a ordem e segurança do estabelecimento penal e para a sociedade e, também, 
a suspeição acerca de envolvimento ou participação do sujeito em associação 
criminosa, organização criminosa ou milícia privada. 
Nestes casos, o preso é recolhido em uma cela individual, por tempo de no máximo 
dois anos (sem prejuízo de repetição caso haja nova falta grave da mesma espécie). 
Durante o cumprimento do Regime Disciplinar Diferenciado, tem o preso o direito de 
sair da cela por 2 horas diárias para banho de sol em grupo de até 4 presos, não 
podendo estes pertencerem ao mesmo grupo criminoso. 
O preso terá direito a visitas quinzenais com duração máxima de duas horas e com a 
presença de duas pessoas por vez, devendo estas pertencerem a sua família, ou no 
caso de terceiros, devem estes gozar de autorização judicial. As visitas serão 
monitoradas e devem ocorrer em instalações que impossibilitem o contato físico e a 
passagem de objetos. As mesmas regras de segurança valem para entrevistas 
realizadas com o sujeito, exceptuando-se o monitoramento naquelas realizadas com 
o defensor. 
Poderá o sujeito, também, receber correspondências, que passarão por prévia 
fiscalização para análise de conteúdo. 
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11697884/artigo-52-da-lei-n-7210-de-11-de-julho-de-1984
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109222/lei-de-execu%C3%A7%C3%A3o-penal-lei-7210-84
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109222/lei-de-execu%C3%A7%C3%A3o-penal-lei-7210-84
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109222/lei-de-execu%C3%A7%C3%A3o-penal-lei-7210-84
 
 
Quando for submetido o preso, em regime disciplinar diferenciado, a audiências 
judiciais, estas se darão, preferencialmente, por videoconferência, com garantia da 
participação do defensor no mesmo ambiente em que o preso se encontrar. 
Havendo indícios de que o preso exerce função de liderança em organização 
criminosa, associação criminosa ou milícia privada, ou que este exerceu atuação 
criminosa em dois ou mais Estados da federação, deverá o sujeito, de forma 
obrigatória, cumprir o Regime Disciplinar Diferenciado em estabelecimento prisional 
federal. Pode, neste caso, o RDD ser prolongado, de forma sucessiva, por períodos 
de um ano, desde que exista indícios de que o preso continue apresentando “alto risco 
para a ordem ou a segurança do estabelecimento penal, ou, ainda, da sociedade; ou 
de que o sujeito mantenha vínculos com a organização criminosa, associação 
criminosa ou milícia privada. Com estes fatores, deve-se aumentar também a 
segurança interna e externa no que tange a necessidade de impossibilitar o contato 
do sujeito com membros do mesmo grupo criminoso ou de grupos rivais. 
Estando 6 meses em regime disciplinar diferenciado, sem receber visitas, receberá o 
preso o direito de efetuar contato telefônico gravado com familiar, mediante preliminar 
agendamento, duas vezes ao mês e com o limite de 10 minutos por ligação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
3 ASPECTOS HISTÓRICOS 
Entende-se que a fonte do Regime Disciplinar Diferenciado é a Resolução 26, de 4 de 
maio de 2001 da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, tendo esta 
sido criada em reação às rebeliões que vinham acontecendo nas penitenciárias de 
todo o Estado lideradas por grupos criminosos, surgindo, tal resolução, justamente 
com a finalidade de controlar a subversão, que vinha ocorrendo no sistema carcerário, 
imputável às facções criminosas. Regime similar surge no Rio de Janeiro no ano 
seguinte em reposta à rebelião ocorrida no Presídio Bangu I, liderada por Fernandinho 
Beira-mar. 
Nota-se que, primordialmente, o RDD origina-se por uma decisão de um órgão 
administrativo – a Secretaria de Administração Penitenciaria do Estado de São Paulo 
– sem anulação imediata do ato. Assim, o regime é instituído em diversas 
penitenciárias do Estado através de resoluções, mostrando eficácia no que diz 
respeito ao controle carcerário. 
Surge, então, o RDD como uma sanção administrativa, aplicada a presidiários que 
ocupavam a posição de líderes e participantes de facções criminosas, ou àqueles que 
demonstrassem comportamentos que colocassem em crise a ordem carcerária. 
Preliminarmente, o regime surge com um período máximo de 180 dias, alterado a 
posteriori para 360 dias (e hodiernamente, com a alteração da lei 13.964/2019, para 
2 anos). 
Irrompeu, nesse sentido, o questionamento da constitucionalidade formal de tal 
sanção administrativa, uma vez que tratava de matéria penal sem apreciação do 
Poder Judiciário,ferindo a legalidade, em razão de sua forma, e a proporcionalidade 
e outros princípios constitucionais, em razão de sua matéria. 
Motivado pela situação de caótica de discrepância da forma pela qual a medida foi 
adotada, o Governo Federal emite Medida Provisória estabelecendo a criação do 
Regime Disciplinar Diferenciado, esta, porém, rejeitada uma vez que se entendeu que 
a matéria deveria ser objeto de projeto que fosse de ânimo do Congresso Nacional. 
Assim, a solução encontrada para inserir o Regime Disciplinar Diferenciado no 
sistema carcerário brasileiro, foi a de se examinar o Projeto de Lei n° 5.073, que veio 
a ser convertido na Lei n°. 10.792, de 1° de dezembro de 2003, que foi colocada como 
 
 
alteração do art. 52 da Lei de Execução Penal, tratando, agora, sobre a matéria do 
RDD. Com isso foram cessados os questionamentos no que diz respeito à 
constitucionalidade formal do tema, todavia, vigoram até hoje questionamentos a título 
de sua matéria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 DISCUSSÃO ACERCA DA CONSTITUCIONALIDADE 
Como já dito, existe uma linha de pensamento que questiona a constitucionalidade do 
Regime Disciplinar Diferenciando, com argumentos pautados principalmente no zelo 
pela integridade dos princípios da dignidade da pessoa humana, da humanização das 
penas e da proporcionalidade. 
É fato que a dignidade da pessoa humana é tema que ganhou ainda maior espaço 
para discussão com o fenômeno do neoconstitucionalismo, estabelecendo uma 
supremacia dos valores que devem ser atribuídos ao ser humano sobre qualquer 
ordem. 
Entende-se, assim, beneméritas de serem levadas em consideração quaisquer 
discussões acerca do impacto e o embate que um instituto como o Regime Disciplinar 
Diferenciado tem em confronto com os princípios constitucionais. 
 
4.1 Entendimentos doutrinários e jurisprudenciais 
 
4.1.1 Entendimentos favoráveis ao regime disciplinar diferenciado 
 
No entendimento favorável de Fernando Capez entende-se “não existir nenhuma 
inconstitucionalidade em implementar regime penitenciário mais rigoroso para 
membros de organizações criminosas ou de alta periculosidade, os quais, de dentro 
dos presídios arquitetam ações delituosas e até terroristas. Diante da situação de 
instabilidade institucional provocada pelo crescimento do crime organizado, 
fortemente infiltrado no sistema carcerário brasileiro, de onde parte grande parte de 
crimes contra a vida, a liberdade e o patrimônio de uma sociedade cada vez mais 
acuada, o Poder Público tem a obrigação de tomar medidas, no âmbito legislativo e 
estrutural, capazes de garantir a ordem constitucional e o Estado Democrático de 
Direito”. 
Na mesma linha de pensamento, Konrad idealiza que “ a implementação do Regime 
Disciplinar Diferenciado na execução penal não viola a Constituição, constituindo 
forma proporcional de resposta penal em casos graves, que, ao contrário de ofender, 
concretiza a garantia constitucional da individualização da pena, dentro da liberdade 
 
 
de conformação deixada ao legislador ordinário, cuidando-se de hipótese de reserva 
legal simples, dentro de uma relação de especial sujeição, consistindo em instrumento 
necessário e adequado frente a certas práticas criminosas, nomeadamente em casos 
de faltas graves, risco para a segurança, ou ainda quando o sujeito integrar 
organização criminosa, quadrilha ou bando, podendo tais condutas ou situações ser 
objeto de atuação sancionatória por parte das autoridades responsáveis pela 
execução penal”. 
Carvalho, perito em Direito Penal e dedicado no estudo da Lei de Execução Penal, 
emprega que “em resposta ao recrudescimento dessa violência dentro e fora de 
alguns presídios, institui-se o RDD como forma de o Estado afirmar o seu poder de 
polícia e, também, de cumprir seu escopo principal, que é assegurar o bem estar da 
sociedade.” Para conclusão dos pensamentos de carga doutrinária, pode-se trazer o 
entendimento de Nucci, que alega que “não se combate ao crime organizado, dentro 
ou fora dos presídios, com o mesmo tratamento destinado ao delinquente comum.” 
No que diz respeito a conteúdo jurisprudencial. o STJ, entendendo a 
constitucionalidade do RDD, se posiciona: 
 
EMENTA - HABEAS CORPUS. REGIME DISCIPLINAR 
DIFERENCIADO. ART. 52 DA LEP. CONSTITUCIONALIDADE. 
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE. 
NULIDADE DO PROCEDIMENTO ESPECIAL. REEXAME DE 
PROVAS. IMPROPRIEDADE DO WRIT. NULIDADE DA 
SENTENÇA CONDENATÓRIA NÃO RECONHECIDA. 
1. Considerando-se que os princípios fundamentais 
consagrados na Carta Magna não são ilimitados (princípio da 
relatividade ou convivência das liberdades públicas), vislumbra-
se que o legislador, ao instituir o Regime Disciplinar 
Diferenciado, atendeu ao princípio da proporcionalidade. (grifo 
nosso). 2. Legitima a atuação estatal, tendo em vista que a Lei 
n. 10.792/2003, que alterou a redação do art. 52 da LEP, busca 
dar efetividade à crescente necessidade de segurança nos 
estabelecimentos penais, bem como resguardar a ordem 
pública, que vem sendo ameaçada por criminosos que, mesmo 
 
 
encarcerados, continuam comandando ou integrando facções 
criminosas que atuam no interior do sistema prisional - 
liderando rebeliões que não raro culminam com fugas e mortes 
de reféns, agentes penitenciários e/ou outros detentos - e, 
também, no meio social. 5. Ordem denegada. (grifou-se)" 
 
4.1.2 Entendimentos contrários ao regime disciplinar diferenciado 
 
Fundamentalmente, os entendimentos contrários ao RDD são pautados no que diz 
respeito à violação dos princípios constitucionais: 
Para a professora, jurista e magistrada Maria Thereza Rocha de Assis Moura, o 
Regime Disciplinar Diferenciado “mutilou os princípios e objetivos norteadores da 
execução penal”. Seguindo o pensamento, Moura (2º vice-presidente do Instituto 
Brasileiro de Ciências Criminais), propõe que, em violação à dignidade da pessoa 
humana, a sanção administrativa “representa sobrepena cruel, degradante, que aviltra 
o ser humano e fere a sua dignidade, infligindo lhe castigo físico e moral, na medida 
em que impõe ao preso isolamento celular absoluto e vinte duas horas diárias”. 
 
Como fonte jurisprudencial acerca da inconstitucionalidade, pode-se citar o Habeas 
Corpus nº. 978.305.3/0-00, derivado da Primeira Câmara do TJSP, que traz por 
conteúdo: 
 
O chamado RDD (Regime disciplinar diferenciado), é 
uma aberração jurídica que demonstra à sociedade como o 
legislador ordinário, no afã de tentar equacionar o problema do 
crime organizado, deixou de contemplar os mais simples 
princípios constitucionais em vigor. Independentemente de se 
tratar de uma política criminológica voltada apenas para o 
castigo, e que abandona os conceitos de ressocialização ou 
correção do detento, para adotar "medidas estigmatizastes e 
inocuizadoras" próprias do "Direito Penal do Inimigo", o referido 
"regime disciplinar diferenciado" ofende inúmeros preceitos 
 
 
constitucionais". E continua o insigne Magistrado, "trata-se de 
uma determinação desumana e degradante (art. 5º, III, da CF), 
cruel (art. 5º, XLVII, da CF), o que faz ofender a dignidade 
humana (art. 1º, III, da CF). O Conselho Nacional de Política 
Criminal e Penitenciária, ao entender como inconstitucional o 
citado regime disciplinar, ainda deixou evidente que a medida 
"é desnecessária para a garantia da segurança dos 
estabelecimentos penitenciários nacionais e dos que ali 
trabalham, circulam e estão custodiados, a teor do que já prevê 
a Lei 7.210/84. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 INSTITUTOS SIMILARES EM OUTROS PAÍSES 
O sistema carcerário norte-americano, fundamentalmente o estado-unidense, traz 
como instituto similar nas penitenciárias de administração máxima – super maximum 
security facilities – supermax. Estas penitenciárias possuem um sistema de 
confinamento solitário,com células privativas e que impossibilitam o contato com os 
demais presos e inclui o afastamento de visitas no período em que o condenado 
estiver cumprindo o regime solitário. O período do confinamento pode durar desde 
alguns dias até anos a fio, com regras variantes de estado a estado. Desde 2013 vem 
crescendo, principalmente em Nova York, um movimento contrário ao uso deste 
confinamento por tempo superior a 15 dias, fundamentado nos pressupostos da ONU 
contra o uso de tortura. Regime similar acontece na Austrália, coloquialmente 
chamado de “The Slot”. 
O Japão também goza de um regime de isolamento, mas neste caso, estão sujeitos 
ao regime somente os condenados à pena de morte. Os presos, antes de serem 
destinados ao “corredor da morte”, são sujeitados a um regime de não existência, 
onde devem permanecerem sentados e em silêncio absoluto. Esta metodologia foi 
questionada pela Anistia Internacional no ano de 2009, fundamentada na alegação de 
que o regime provocava insanidade nos sujeitos submetidos a ele. 
A Itália e a Espanha se mostram contrários ao isolamento celular total, países no qual 
o mesmo foi restringido, uma vez que está espécie de sanção resultava, na maioria 
dos casos, em uma situação em que os condenados acabavam necessitando de 
tratamento psiquiátrico decorrente do que se entendeu por uma tortura psicológica 
imposta por tal sanção. Posição similar é adotada pela maioria dos países da Europa, 
que apresentou uma redução ampla do confinamento solitário no decorrer do século 
XX. O Comitê Europeu para a Prevenção da Tortura e das Penas ou Tratamentos 
Desumanos Degradantes (CPT) entende que o enclausuramento solitário deve ser 
considerado somente em circunstâncias de grande excepcionalidade, isto é, como 
último recurso e no menor tempo possível. 
 
 
 
 
 
 
6 CONCLUSÃO 
É fato que na prática, ao analisar pelo resultado, o Regime Disciplinar Diferenciado se 
prova uma opção exequível para combater o soerguimento da criminalidade e coagir 
o preso à disciplina. Tanto fato, que no cenário hodierno está linha de pensamento 
validada. 
Deve-se, no entanto, sempre colocar em crise tudo que é tido como fato, devendo-se 
questionar, ao entender que o fito principal dado sistema carcerário brasileiro é a 
ressocialização e a prevenção, acerca da efetividade que uma medida como o RDD 
proporciona para tais fatores. 
Como entende Dworkin, “a legislação deve ser entendida, até onde for possível, como 
a expressão de um sistema coerente de princípios”, ou seja, é através dos princípios 
nos quais se pautam a sociedade, que se pode determinar até onde deve a lei 
alcançar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
BUSATO, Paulo César. Regime disciplinar diferenciado como produto de um 
direito penal de inimigo. In: CARVALHO, Salo de. CRÍTICA À EXECUÇÃO PENAL. 
2ª ed. ver, ampl. e atual. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2007. 
 
CARVALHO, Salo de e FREIRE, Cristiane Russomano. O Regime Disciplinar 
Diferenciado: Notas críticas à reforma do sistema punitivo brasileiro. In: 
CARVALHO, Salo de. CRÍTICA À EXECUÇÃO PENAL. 2ª ed. ver, ampl. e atual. Rio 
de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2007, p. 269-281. 
 
DWORKIN. Ronald. O Império do direito. Tradução Jefferson Luiz Camargo. São 
Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 403. 
 
FERREIRA, Fábio Félix; RAYA, Salvador Cutiño. Da inconstitucionalidade do 
isolamento em cela e do regime disciplinar diferenciado. Revista Brasileira de 
Ciências Criminais, São Paulo, v. 12, n. 49, p. 251-290, jul./ago. 2004. 
 
LEAL, César Barros. A prisão em uma perspectiva histórica e o desafio atual dos 
direitos humanos dos presos. Revista do Conselho Nacional de Política Criminal. 
Brasília, v. 1, n. 6, jul. Dez., 1995, p. 13-30. 
 
OLIVEIRA, Edmundo. O Futuro Alternativo das Prisões. Rio de Janeiro: Forense, 
2002. 
 
 
	1 INTRODUÇÃO
	2 REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO – CONCEITO E METODOLOGIA
	3 ASPECTOS HISTÓRICOS
	4 DISCUSSÃO ACERCA DA CONSTITUCIONALIDADE
	4.1 Entendimentos doutrinários e jurisprudenciais
	4.1.1 Entendimentos favoráveis ao regime disciplinar diferenciado
	4.1.2 Entendimentos contrários ao regime disciplinar diferenciado
	5 INSTITUTOS SIMILARES EM OUTROS PAÍSES
	6 CONCLUSÃO
	REFERÊNCIAS

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