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1 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ MBA EM ENGENHARIA BIOMÉDICA COM ÊNFASE EM ENGENHARIA CLÍNICA RESENHA CRÍTICA DO CASO: A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO SOBRE RADIOPROTEÇÃO PELOS PROFISSIONAIS DA RADIOLOGIA Daniel B. Merlo Trabalho da disciplina Instrumentação Médico Hospitalar I Tutor: Mirna Miguel Passos Godoy Vitória-ES 2021 http://portal.estacio.br/ 2 A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO SOBRE RADIOPROTEÇÃO PELOS PROFISSIONAIS DA RADIOLOGIA Referência: ALEXSANDRO FERREIRA, Carlos; COSTA SEARES, Marcelo. A importância do conhecimento sobre radioproteção pelos profissionais da radiologia. Florianópolis: CEFET/SC Núcleo de Tecnologia Clínica. Há alguns anos, Marcelo Costa Seares e Carlos Alexsandro Ferreira propuseram escrever a respeito da importância do conhecimento sobre radioproteção pelos profissionais da radiologia. Para isso, buscaram revirar a literatura específica e referenciar pontos essenciais para alcançarem o objetivo do presente artigo. Os autores sugerem que, logo após os raios-x serem descobertos, foram utilizados, também, por fotógrafos, até os primeiros efeitos danosos começarem a surgir, e, verificar-se, portanto, a necessidade de realizar estudos mais aprofundados a respeito dos raios-x. A partir daí, surge a radiologia, que buscava estudar os efeitos causados por raios-x, apresentando seus riscos e possibilitando o desenvolvimento de métodos de proteção. Em primeira instância, foram observados danos na pele das mãos dos médicos que trabalhavam com os raios-x, assim como quedas de cabelos em pacientes que eram submetidos aos mesmos raios. Já o primeiro relato a respeito da indução de células cancerígenas causadas por irradiação viera em 1902, 7 anos após a descoberta dos raios-x. Entretanto, também foram detectatos alguns benefícios, como a cura de tumores, evidenciando a necessidade por estudos mais aprofundados. Marcelo e Carlos pontuam que estudos mostraram danos em moléculas importantes, como o DNA, após submetidas às exposições radioativas, e que a quantidade de dano estava diretamente ligada à dose de radiação exposta. As 3 radiações induziam, portanto, a quebra da molécula de DNA, ou um dano em uma seção dessa molécula, resultando em anomalia no próprio indivíduo ou seus descendentes. De mesmo modo, quando células são submetidas a elevadas taxas de radiação, ocorre a morte celular, ou seja, a perda de capacidade de reprodução das células. Naturalmente, há a perda e substituição das células diariamente, e a irradiação aumenta a destruição celular. Entretanto, nosso corpo é capaz de compensar essas perdas aumentando a taxa de reprodução. Mas é quando a redução do número de células é maior que a taxa de reprodução e impede o funcionamento regular do órgão ou tecido que se iniciam os efeitos clínicos mais complicados. O estudo ainda sugere que a magnitude, o intervalo para aparecimento de sintomas, a natureza e severidade, dependem da taxa de dose, do órgão irradiado e do efeito clínico. Além disso, o limiar é distinto entre diferentes indivíduos. Para baixas taxas de exposição, por exemplo, os efeitos podem ser somáticos e hereditários. Já para mulheres grávidas, os riscos para o feto dependem do período da gestação em que ocorreu a exposição, podendo ser letal se ocorrer nos dez primeiros dias pós-concepção, ou gerar anomalias congênitas quando for de 20 a 40 dias após a concepção. A conclusão à qual os autores chegam é a de que, quando o número de células do embrião é pequeno, a probabilidade de efeito é maior, visto que a multiplicação celular é mais intensa. Os fatos apresentados até então, demonstam a necessidade de proteção radiológica em benefício da sociedade, considerando-se a proteção dos trabalhadores, público, paciente e meio-ambiente. Por conta disso, foram, então, estabelecidos princípios básicos de proteção radiológica. São eles: o princípio da justificativa, que fomenta que toda exposição à radiação ionizante deve ser justificada levando em conta os benefícios para o paciente, e proibe exposição com objetivo de demonstração, treinamento ou outros fins; o princípio da otimização, que determina que toda exposição deve manter o nível mais baixo possível; o princípio da limitação da dose, que estabelece limites máximos para as doses de radiação, geralmente aplicado em trabalhadores ocupacionalmente expostos. 4 Por fim, os autores apresentam as soluções criadas para a radioproteção, como a redução do tempo de exposição ao mínimo necessário, sendo esta, a mais prática. Mostram também que a distância da fonte ifluencia diretamente na intensidade da radiação, sendo que, quanto mais longe, menor. E, por último, expõem as blindagens, que são equipamentos de proteção individuais ou coletivos, montados em salas, atualmente obrigatórios, constituídos de chumbo ou borracha enriquecida com chumbo, que funcionam como barreiras físicas que impedem a passagem da radiação ionizante. Referência: ALEXSANDRO FERREIRA, Carlos; COSTA SEARES, Marcelo. A importância do conhecimento sobre radioproteção pelos profissionais da radiologia. Florianópolis: CEFET/SC Núcleo de Tecnologia Clínica.