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BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

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Auditoria Fiscal Isadora Dutra Rebelo
 Introdução à Contabilidade 
 Conceito 
A contabilidade é uma ciência social que estuda, controla, 
administra e acompanha a evolução de um patrimônio, 
objetivando representá-lo graficamente, evidenciando as 
suas mutações por meio de demonstrações contábeis. 
O princípio básico da contabilidade é o mecanismo de 
partidas dobradas, o qual estabelece que para toda 
aplicação de recursos deva existir uma origem e um 
destino. Assim, em cada fato contábil devem existir, no 
mínimo, duas contas envolvidas, sendo a aplicação 
debitada e a origem creditada. 
A contabilidade é regida pelo CPC - Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis. O CPC é totalmente 
autônomo e não emite normas, mas sim Pronunciamentos 
Técnicos sobre contabilidade para permitir a emissão de 
normas pelas entidades reguladoras brasileiras, visando à 
centralização e à uniformização do seu processo de 
produção de informações. Os produtos do trabalho do 
CPC são: pronunciamentos técnicos, orientações e 
interpretações, sendo que os pronunciamentos serão 
obrigatoriamente submetidos à audiência pública. 
 
 Balancete de Verificação 
O balancete é um instrumento interno utilizado para 
verificação da exatidão dos lançamentos contábeis feitos 
no livro-diário, elaborado a partir dos saldos apurados nas 
contas no livro-razão. 
É um demonstrativo contábil que apresenta a relação das 
contas patrimoniais e de resultado acompanhadas dos 
respectivos saldos de acordo com a sua natureza, sendo 
um documento útil como fornecedor de informações 
pontuais, pois teoricamente pode ser levantado a qualquer 
momento. 
A lógica do balancete é a de que, depois de todos os 
lançamentos terem sido registrados, a soma dos saldos 
devedores deve ser exatamente igual à soma dos saldos 
credores, fazendo jus ao mecanismo de partidas 
dobradas. 
O balancete não permite identificar contas registradas 
equivocadamente, pois se um contabilista efetuar o 
lançamento debitando a conta ‘’estoque'' ao invés da 
‘’equipamentos'', o total devedor no balancete será o 
mesmo, porém a composição patrimonial estaria errada. 
Em primeiro momento o contador registra o fato no livro-
diário; depois transcreve os saldos no livro-razão; e, no fim 
do mês, elabora o balancete de verificação com todas as 
contas patrimoniais e de resultado. No fim do ano, com 
base nas contas levantadas, é feita a apuração do 
resultado do exercício; depois o saldo final é transferido 
para a conta lucro ou prejuízo acumulado; e, por fim, são 
elaboradas as demonstrações contábeis obrigatórias. 
> Equação Geral da Contabilidade
Saldos Devedores = Saldos Credores 
Ativo + Despesas + Redutoras do Passivo/PL = Passivo + 
Receitas + Redutoras do Ativo 
A equação geral da contabilidade somente dará certo no 
balancete de verificação, pois, como ele é formado por 
contas patrimoniais e de resultado, o resultado ainda não 
foi apurado e transferido para o patrimônio líquido na 
conta livro ou prejuízo acumulado. 
 Principais Características do Balancete 
- É elaborado, no mínimo, mensalmente, a partir do livro-
razão; 
- É um demonstrativo de uso interno, podendo ser 
apresentado aos usuário externos quando necessário; 
- Não é uma demonstração contábil; 
- Relaciona todas as contas de acordo com a natureza 
do saldo. As contas com saldo igual a zero não 
precisam ser demonstradas; 
- As contas são apresentadas em duas colunas: uma de 
natureza devedora e a outra de natureza credora; 
- Apresenta exatidão aritmética do mecanismo de 
partidas dobradas: o total devedor deve ser igual ao 
total credor; 
- Identifica erro nos lançamentos em relação aos valores, 
mas não quanto a composição patrimonial; 
- Identifica se uma conta foi classificada com a natureza 
errada (se um ativo imobilizado apresentar saldo 
credor tem algum erro na digrafia contábil); 
- O balancete que se destinar a fins externos da entidade 
deverá conter nome e assinatura do contabilista 
responsável, sua categoria profissional e o número de 
registro no CRC. 
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Auditoria Fiscal Isadora Dutra Rebelo
 Formalidades do Balancete 
É elaborado essencialmente para atender ao público 
interno como um instrumento de informações para 
tomada de decisão operacional, por isso não tem 
obrigatoriedade e nem reflexo fiscal. Porém, por se tratar 
de documento contábil e poder ser utilizado como prova 
quando necessário, o balancete deverá seguir as seguintes 
formalidades: 
1. Identificação da entidade; 
2. Data; 
3. Abrangência; 
4. Identificação das contas e respectivos grupos; 
5. Saldos das contas (devedoras ou credoras); 
6. Soma dos saldos devedores e credores. 
O balancete aberto é elaborado antes do encerramento 
do resultado do exercício. Contém todas as contas 
patrimoniais e de resultado, porém ainda não foi apurado 
o resultado do exercício e assim o balanço patrimonial não 
estará fechado. 
O balancete fechado é formado depois do encerramento 
das demonstrações contábeis e será composto 
exclusivamente pelas contas patrimoniais. Os saldos 
apresentados no balancete fechado serão os saldos das 
contas para o exercício social seguinte. 
 Demonstrações Contábeis 
Seu objetivo é fornecer informações contábil-financeiras 
acerca da entidade que sejam úteis aos usuário externos, 
especialmente aos investidores existentes e em potencial, 
a credores por empréstimos e a outros credores. 
O foco das demonstrações contábeis-financeiras são os 
usuário que aplicam dinheiro na empresa (fornecedores 
de capital), contudo, eles não são os único usuários, já que 
os clientes, fornecedores, o governo e os sindicatos utilizam 
as informações contábeis apresentadas para atender a 
suas necessidades específicas. 
O conjunto das demonstrações contábeis fazem parte dos 
relatórios contábil-financeiro; as demonstrações mostram 
os resultados de gerenciamento pela administração dos 
recursos que lhe são confiados. 
São denominados relatórios de propósito geral pois são 
elaborados e apresentados para usuários externos para 
suas finalidades distintas. Já governos, órgãos reguladores 
ou autoridades tributárias e financiadores podem 
determinar especificamente exigências para atender seus 
próprios interesses, que são os relatórios de propósito 
específico, os quais atendem somente um usuário. 
Os dois pressupostos básicos para a elaboração das 
demonstrações contábeis são a continuidade e a 
competência: 
Continuidade: quando a administração deve fazer a 
avaliação da capacidade da entidade continuar em 
operação no futuro previsível; 
Competência: a administração deve elaborar as suas 
demonstrações contábeis, exceto para a demonstração 
dos fluxos de caixa. 
Demonstrações Contábeis segundo a Lei 6.404/76 
Ao fim de cada exercício social, a diretoria irá elaborar, 
com base na escrituração mercantil da companhia, as 
seguintes demonstrações financeiras, que deverão 
exprimir com clareza a situação do patrimônio da 
companhia e as mutações ocorridas no exercício: 
I - Balanço patrimonial; 
II - Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; 
III - Demonstração do resultado do exercício; 
IV - Demonstração dos fluxos de caixa; 
V - Se companhia aberta, demonstração do valor 
adicionado. 
As companhias fechadas deverão observar também o que 
se segue: 
- Se, na data do balanço, o PL for inferior a R$ 
2.000.000,00 (dois milhões de reais), não será 
obrigada à elaboração e publicação da demonstração 
dos fluxos de caixa. 
- As demonstrações de cada exercício serão publicadas 
com a indicação dos valores correspondentes das 
demonstrações do exercício anterior; 
- As contas semelhantes poderão ser agrupadas; os 
pequenos saldos poderão ser agregados, desde que 
indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um 
décimo) do valor do respectivo grupo de contas; é 
vedada a utilização de designações