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1 Antônio Márcio do Nascimento Freire. 2 Davi Montefusco de Oliveira. Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLX0956) – Prática Interdisciplinar – 22/11/2020. IDADE MÉDIA E LUTERO UM DOS PRINCIPAIS REFORMADORES DA IGREJA NO SÉCULO XVI Acadêmicos¹ Tutor Externo² RESUMO A passagem da idade moderna a idade média é um capítulo centralizado a amplos fatos definidos, tendo por objetivo conduzir a passagem medieval para a idade média. De acordo com alguns comentaristas esse processo está dividido em três fases distintas que abrangem a alta idade média, a idade clássica e a baixa idade média. Durante essa etapa cronológica o que se ver são desavenças dentro do império romano e as mudanças que nele ocorreu, influenciando a ruptura da reforma dentro da igreja, que já vinha por tempos sendo cogitada por alguns. Realizou-se uma abordagem qualitativa, onde obteve-se dados bibliográficos para o desenvolvimento do tema, a ser transmitido ao leitor. No decorrer do trabalho relatou-se sobre o poderio da Igreja do Ocidente, que imperava entre a população, pois, a mesma exercia domínio social, econômico e espiritual, e que através de reformadores que existiram mesmo antes de Lutero, eles lutavam pela liberdade do povo e o retorno da igreja aos primórdios de sua fundação, onde a regeneração e a purificação da mesma era dita como prioritária, veio acontecer o desligamento pela Reforma planejada por Lutero e colocada em prática, monge agostiniano, que trouxe com ela um novo modo de aproximação com o eterno por meio de sua Palavra, a bíblia sagrada, uma vez que ele não agiu somente na área do espiritual mais também no educacional. Existiu nesse período diversas descobertas, que se tornaram enormes avanços que resultaram em batalhas, autonomia do indivíduo, que servem de marco histórico para a humanidade. Palavras-chave: Idade Média. Reforma. Lutero. Igreja. 1 INTRODUÇÃO A Idade Média teve inicio com a queda do Império Romano do Ocidente em 476, onde traços básicos foram caracterizados pela hegemonia do feudalismo estrutura essa que apareceu na Europa com idealizações financeiras, sociais, politicas e culturais, substituindo domínio escravagista da Roma Antiga. Com a queda de Roma e o fim do escravismo a população deixou de residir na área urbana e procurou abrigo para sobreviver na área rural. O declínio do mundo romano é atribuído a distintos motivos, e aqui destaca-se alguns considerados mais expressivos: Pax Romana: com o término das guerras, houve a diminuição geográfica do império, pondo um final nas riquezas que eram conseguidas através dos roubos e a escravidão que realizava a mão de obra; aumento da carga tributária, para manter as regalias do Estado, onde os menos 2 favorecidos eram desprezados e enquanto isso, os detentores de terras adquiriam mais riquezas; a vida urbana foi aos poucos declinando e por outro lado, crescia a zona rural. Com o advento invasivo de nações bárbaras, houve uma aceleração dessa queda do império, onde diversos povos que já viviam no vasto império Romano, fundaram seus reinos e suas monarquias. Se destacando entre esses povos o império germânico, de onde surgiu Carlos Magno, que se tornou imperador e conquistou diversas nações, ampliando a extensão desse reino. Alguns acontecimentos que marcaram a Idade Média são: o feudalismo, as exposições de suserania e vassalagem, as Cruzadas, as ordens de cavalaria e a Peste negra. O Feudalismo abrangeu a divisão das terras que pertenciam aos reis e agora passaram a serem divididas entre os feudos, possuindo escravos que estavam à disposição de seus patrões. Onde esses escravos, trabalhavam produzindo principalmente para seus senhores e pagavam diversos tributos com aquilo que produziam para seu sustento no decorrer de apenas um dia. Franco Júnior (2001), adverte que a Igreja era a grande possuidora de terras e possuía autoridade na vida das pessoas, em vista disso, ela ditava o relacionamento de suserania e vassalagem e ainda mantinha o vínculo relacional dos escravos com seus dominadores. Mais do que um levantamento teológico, a Reforma Luterana terminou por gerar implicações políticas, financeiras e societárias, sendo entendida como uma das referências históricas da transição da Idade Média para a Modernidade. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA De acordo com Dauwe, Sayão e Siebert (2013), a expressão Idade das Trevas foi criada por Francesco Petrarca (1304-1374) na década de 1330, isto aconteceu nos primórdios da transformação da cultura renascentista. Petrarca compreendeu que devido a queda de Roma, houve um declínio da cultura clássica, onde originou-se um povo composto de pessoas violentas, analfabetas e incivilizado: os bárbaros. Portanto, do ponto de vista cultural, uma cortina escura pairou sobre o mundo nesta época, o que explicaria perceber o período precedente como uma Idade das Trevas. Apesar disso, nesse período presenciou-se muitos avanços, na construção de moinhos movidos a ventos, represas foram feitas, pontes, criação de chaminés beneficiando a população, até criaram os óculos, aparelhamentos de guerra como as armaduras e armamentos que colocavam em vantagens aqueles que os possuíam. Convém resumir o período Medieval, para poder relatar sobre a Reforma Protestante, visto que, esse período é bastante amplo e o mesmo tomaria muito espaço para ser relatado. 3 Dando sequência ao assunto ora mencionado, observa-se que o Cristianismo, durante décadas se desenvolveu significativamente por todo esse período, porém se encontrava corrompido. Através de Constantino o imperador romano, decreta que o Cristianismo não mais sofreria perseguições e por intermédio de Teodósio, o Cristianismo é oficializado como a religião do império por meio do Édito de Tessalônica. Foi aí que, a religião desenvolveu-se, crescendo em números de pessoas simpatizantes de diversas classes sociais, organizando-se com o auxílio do Estado. A Igreja organizava seu colegiado, sua forma de cultos e os bens que possuía. A mesma realizava serviços sociais a comunidade, uma vez que, ela tinha pactos com os conquistadores germânicos que se encontravam no poder. Desse modo, por ter uma herança cultural e patrimonial do Império Romano, ela passa a ser coesa e a ter um longo período institucional no Ocidente, dona absoluta da razão e das verdades bíblicas, deixando a população totalmente submissa a sua vontade. A Igreja tornara-se negligente e mundana nas suas actividades. Reinava a simonia, isto é, o abuso do tráfico de dignidades eclesiásticas, e os leigos exerciam uma influência desproporcionada na nomeação de dignitários da Igreja. Do mesmo modo, o papado ou se cingia estreitamente ao modo, de vida de certas famílias ricas romanas ou se encontrava sob o controlo apertado do imperador. Os remédios postos em prática para combater esta situação eram o isolamento do clero acompanhado pela elevação da dignidade sacerdotal, o controlo dos cargos eclesiásticos e a imposição do celibato do clero nos mosteiros ou em instituições semelhantes e, sumamente importante, a eliminação da ingerência laica nas nomeações para cargos da Igreja. (BOLTON, 1983, p.20). Segundo Santos e Paulista (2009), a igreja possuía terrenos, autoridade eclesiástica, e se fazia presente sistematicamente na vida da população, onde ela ditava as regras, desde o nascimento até o final da vida, regendo esses indivíduos com totalitarismo e se apoderando de toda e qualquer riqueza. Por outro lado, ela através do ensino dogmático mantinha as pessoas submissas arrebanhando vidas incautas e leigas, para serem dominadas. No período da Reforma Religiosa, a Igreja Católica se encontrava em uma ocasião de corrupção na Idade Média, onde a mesma possuía o poderio político e financeiro e o clero era tido como pecadores. Dessa forma, os reformadores se apresentavamcomo salvadores da restauração moral, onde eles representavam para os demais uma fé singela e legítima, igual a Igreja primitiva (DAUWE; SAYÃO; SIEBERT, 2013). Apesar da Reforma ter tido a participação de outros reformadores como João Wycliff, João Huss, Jerônimo de Praga, Jerônimo Savonarola, João de Wessália, João Wesselus, resolveu-se dar ênfase ao reformador Martinho Lutero, nascido na cidade de Eisleben, Alemanha, morador dessa pequena cidade, onde existia uma carência de escolas, professores e faculdade. Filho de família 4 humilde, porém, seu genitor homem trabalhador em minas, investiu na vida de seu filho, proporcionando estudos acadêmicos para ele. Lutero foi matriculado aos 14 anos na escola Catedral de Magdeburgo, lugar esse que conheceu o Humanismo, onde se viu desejoso de praticar a piedade, ser mais devoto e espiritual. Com 15 anos de idade foi enviado ao ateneu latino de Eisenach, permanecendo até aos 18 anos. Cursou a universidade de Erfurt, fazendo parte da faculdade de Artes onde obteve o título de mestre das artes liberais. Com 21 anos, cursou a faculdade de Direito, mais não concluiu, pois o mesmo prometeu que iria aplicar sua vida na área eclesiástica, depois que passou alguns problemas com riscos de morte. Depois de tudo isso que passou entrou para o mosteiro dos agostinianos, deixando de lado a vontade de seu genitor (DEFREYN, 2004). Em 1054 d.C aconteceu a divergência no meio do cristianismo Ocidental e Oriental, intitulado como o Cisma do Oriente. E com isso, a igreja ocidental ficou submissa ao papado. No decorrer desse papado surgiram diversos papas que se colocaram acima de tudo e de todos, de reis, imperadores, e muitas das vezes esses que estavam no poder eram destituídos de seus cargos, pela autoridade papal. Criou-se a Inquisição, que perseguiu os infiéis e hereges por meio de diversas cruzadas (VERDETE, 2014). A situação na época da Reforma, estava sendo uma privação de pavor e tristonha, para a população, pois, esse contingente só percebia Deus, como irado, ditador de severas penitências e castigos cruéis a serem derramados sobre o ser humano. O que se viu no século XIV por meio da peste bubônica foi a mortandade de dezenas de milhares de habitantes, estendendo diversas ansiedades, tormentos, desgraças. A igreja tirou proveito disso para instruir sobre um Deus algoz que, colérico, protestava com a população ordenando contrição. Entretanto, essa população não possuía a Bíblia para compreender quem é Deus e como Ele se desponta na Sua Palavra. O povoado só dispunha daquilo que era dito em latim, na missa. Levando a esses indivíduos a serem totalmente leigos e supersticiosos, vivendo assombrados com o purgatório, com o inferno e a grande fúria de um Deus irado. Diante de um papado desacreditado e o cristianismo em colapso, começou a ter forma o movimento reformista na Igreja. Movimento esse que tinha o objetivo de modificar a prática dos cristãos, desejando que a fé deles fosse avivada por meio da pregação da Palavra de Deus. Logo, dois desbravadores Lutero e Calvino encabeçaram o movimento contra a Igreja, objetando-se aos mandos e desmandos do papado (ZILLES, 2013). O descobrimento de novas informações da ciência e a redução da superioridade católica fez com que os indivíduos apresentassem menos medo em crias algumas indagações que anteriormente a Igreja acreditava serem erradas. 5 A imprensa, descoberta por Gutemberg, em 1450, foi largamente relacionada por historiógrafos a Reforma. Jean-François Gilmont (1999), ao historiar sobre as reformas protestantes e a análise, cumprimenta a Reforma como “filha de Gutemberg” para descrever esse conceito tão divulgado de que a imprensa apresentou ação basilar para a divulgação das opiniões de Lutero, sobretudo por meio de panfletos que eram divulgados por todo o Império. Porém, o autor recomenda que esse relacionamento não pode ser analisado como ‘causa e efeito’, contudo não deixa de observar o grande valor que esse engenho proporcionou para a ampliação da Reforma: [...] é útil lembrar que a explosão da Reforma coincide com uma importante revolução dos meios de comunicação. A descoberta de Gutenberg modificou as condições do movimento de ideias acelerando a circulação dos textos e reduzindo o custo de cada cópia. No entanto, não convém exagerar o impacto que essa invenção teve sobre uma sociedade ainda amplamente analfabeta. (GILMONT, 1999, p. 47-8). Na Europa do século XVI instalam-se pensamentos que apenas no século XVIII conseguem seus desígnios. Menciona-se corrente do pensamento como o iluminismo, a declínio do absolutismo, a elevação da burguesia, o começo do capitalismo, a revolução industrial, e outras coisas mais, que se transformaram em progresso nesta época. Surgindo um novo paradigma das artes, na vida e até na crença. Nesse momento começou-se os questionamentos sobre a criação do mundo, do ser humano e seu destino. Surgindo dessa feita os reformadores, e entre eles Martinho Lutero, que procurava mostrar a Igreja seu modo de observação e de interpretação bíblica. Resultando na convocação dos devotos a repensarem sobre as atitudes da Igreja, ao afixar suas 95 teses na porta da Igreja em Witenberg, batendo de frente contra as vendas das indulgências, levando ao debate pela declaração do poder das indulgências (HASSE, 1959). Ao afrontar a Igreja, que se posicionou contrária a Lutero, a qual viu neste ato do monge uma violação daquilo que era praticado. Ele propunha uma coisa nova, mais para a Igreja era reprovável, pois era justamente o fato de os leigos não poderem ler a bíblia no seu idioma, onde os mesmos obteriam possibilidades de interpretá-la e acesso. Na época do Cisma a Igreja tinha dois chefes, deixando a população europeia sem saber a quem deveriam obedecer. Entretanto, em 1409, quando aconteceu o Concílio de Pisa, tentaram novamente fazer uma união do papado, foi eleito Alexandre V como o representante de Deus aqui na terra. Porém Benedito XIII e Gregório XII, não reconheceram essa decisão e excomungaram seus integrantes. Nesse momento a Igreja era controlada por três papas, e seguia dividida. Só no Concílio de Constança e que este impasse seria resolvido (LEMOS; ALVES, 2013). Apesar disso é preciso recordar que a ideia de reparar a Igreja Romana já tinha sido sugerida séculos bem antes do aparecimento do reformador. 6 Segundo Cairns (2008), Lutero afixou as 95 teses em Wittenberg. Onde era denunciado os descomedimentos das indulgências, em seguida foram traduzidas e produzidas em grande porção e espalhadas ao povo. Lutero ficou indignado com o discurso de Tetzel sobre a venda das indulgências, para livrar as pobres almas da condenação (KNIGHT; ANGLIN, 1983). As indulgências tornaram-se um invento engenhoso e ardiloso, bem típico do papado medieval. Os papas conseguiam persuadir os fiéis de que tinham “tesouros” por meio de Pedro, que submeteria a Cristo e aos apóstolos, e com eles a competência de absolver os pecados temporários dos desprovidos pecantes. Contudo, para ter direito a esse “tesouro” não era suficiente ter boa-fé, contrição ou prece era necessário pagar e bem, para ter os pecados perdoados do penitente e dos entes queridos já falecidos (BANZOLI, 2018). Segundo Lemos e Alves (2013), quando Lutero convocou a Igreja a uma argumentação, fixando as 95 teses na porta da Igreja, iniciou-se aí, um movimento que cresceu no meio social onde ele influenciava. Foi aí que se instalou a crise no seio da Igreja, vendo nascer uma quebra da sua autonomia e superioridade, retirando dela a instrução e comentário da bíblia. Entretanto, a Igreja se viu preocupada, pois Lutero, afirmava que a partir de agora a bíblia não seria mais propriedade exclusiva da classe eclesiástica, pois haveria uma tradução para a língua materna do povo, tirando os privilégios do clero, já que eramapenas eles que liam nos idiomas originais. Após esse incidente que rachou a Igreja, logo se viu a excomunhão de Lutero realizada por Leão X, porém o doutor Lutero avançava cada vez mais com suas ideologias, com a intenção definitiva de colocar um ponto final nas fraudes que a igreja da época passava para os fiéis. Delumeau (1989, p. 60) assevera que “se tantas pessoas na Europa, de níveis culturais e econômicos diferentes, optaram pela Reforma, foi por esta ter sido em primeiro lugar uma resposta religiosa a uma grande angústia coletiva”. Porém, Lutero estava determinado a ir em frente com o que já tinha iniciado. Diante de um concílio em Worms, ele não se retratou perante as acusações que lhe eram proferidas pelo chanceler de Treves. Logo após Lutero defendeu-se com palavras enérgicas e pediu proteção ao imperador Carlos, pois alguns que faziam parte do conclave, arquitetavam tirar a vida do mesmo. No entanto, devido a pressão por parte dos papistas em solicitar ao imperador Carlos promover a violação do salvo-conduto de Lutero, foi feito por este um edito de desterro para Lutero (KNIGHT; ANGLIN, 1983). Com o advento da Reforma, muitas pessoas passaram a ter liberdade de possuir uma bíblia, de saberem sobre os desígnios eternos para suas vidas, não se pode apenas relatar sobre esse propósito, pois Lutero também influenciou a educação de certa forma. Apesar de que houve eventos 7 com a revolta dos anabatistas, a qual Lutero não apoiava e outros mais, que não convém citar. E atualmente muitos que se desfiliaram da igreja católica são chamados de protestantes. Com o passar dos anos aconteceu a contra reforma no seio da igreja, para rever erros do passado. 3 MATERIAIS E MÉTODOS Na idealização deste trabalho, foi escolhida a pesquisa qualitativa, cuja finalidade é o questionamento e a análise de modo subjetivo dos objetos de estudo, por meio de conteúdos bibliográficos para o desenvolvimento do mesmo. Para abrilhantar referido assunto escolheu-se a figura logo abaixo referente as 95 teses que foram utilizadas por Lutero. Figura 1 – 95 Teses de Lutero Disputatio pro declaratione virtutis indulgentiarum, 1522 Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Reforma_Protestante#/media/Ficheiro:95Thesen.jpg. Ver-se na figura 1 as noventa e cinco teses que Lutero afixou na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Cujo ponto principal para tal evento foi a crítica as vendas de indulgências, tornando-se um protesto aos abusos cometidos pelo clero, daí foi um passo para apresentar as propostas de reforma no meio da igreja. https://pt.wikipedia.org/wiki/Reforma_Protestante#/media/Ficheiro:95Thesen.jpg 8 Diante do que foi redigido, as pesquisas foram realizadas por meio de revisão bibliográfica de alguns autores, onde se viu o objetivo alcançado e direcionado a refletir sobre a Idade Média e Lutero um dos principais reformadores da igreja no século XVI. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Essa análise sobre o tópico, não termina nesse trabalho como a apresentado aqui, portanto não dá para sintetizar uma história de proporções seculares e transições, uma vez que, não se resumindo somente em pequenos relatos, todavia, pode ter uma certa conclusão de que, houve de fato períodos de transições que assinalaram a existência do ser humano, promovendo liberdades, melhorias e enormes modificações tanto financeiras, religiosas bem como várias revoluções. 5 CONCLUSÃO Dessa forma, conclui-se que ao desencadear a Reforma Protestante, em 1517, Lutero ansiava garantir uma modificação nos costumes cristãos medievais, abrangência essa de suas sugestões reformadoras se estendeu a muitos segmentos da vida coletiva, até mesmo ao sistema educacional. Para Lutero, o ensino não era somente um assunto na dimensão pública, contudo, especialmente, um modo no qual as pessoas poderiam ter um relacionamento e servirem a Deus. As mudanças administrativas, coletivas e financeiras, que abalavam a Europa no momento de transição para a Modernidade, provocavam mobilizações que discutiam os conceitos estruturais da comunidade. Diante do prestígio do movimento humanista e da Reforma Protestante, o ensino passou por um grande choque. Quebrava-se o privilégio exclusivo da Igreja pelo sistema educacional, onde era atribuída aos genitores o cuidado devido com a educação dos filhos, onde os mesmos iam ser preparados para servirem a Deus e a coletividade. Em virtude do que foi mencionado afirma-se que Lutero contribui não somente para uma reestruturação no meio eclesiástico da época como também em uma modificação na estrutura da educação germânica, perdurando até os dias atuais. 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