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fichas de odonto - segunda edição

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estável em relação ao
côndilo, durante a abertura. Atividade
secundaria dos músculos mastigatórios
sempre acompanha o deslocamento do
disco, causando dor e limitação da
abertura bucal. O fato mais caracterís-
tico do deslocamento do disco com 
redução é o estalido durante a 
abertura e fechamento mandibular.
DESLOCAMENTO DO 
DISCO COM REDUÇÃO
DESLOCAMENTO DO 
DISCO SEM REDUÇÃO
Licenciado para Laisa Brito Soares - 05802793325 - Protegido por Eduzz.com
Desordens Funcionais das ATMS - Deslocamento do complexo Côndilo-Disco
Caracterizado Deslocamento, também 
conhecido como “travamento aberto” é 
caracterizado pela inabilidade em 
fechar a boca após abertura ampla. 
Isto ocorre mais freqüentemente em 
pacientes com história de 
hipermobilidade, mas pode também 
surgir espontaneamente após bocejar 
ou abertura ampla da boca por tempo 
prolongado.
Durante a abertura normal, à medida
em que o complexo disco-côndilo trans-
lada e se move anteriormente ao longo 
da eminência articular, o disco rotaciona
posteriormente no côndilo. Como 
resultado de abertura excessiva, além 
dos limites normais do ciclo translatório. 
Esta condição é chamada de 
hipermobilidade, mas foi anteriormente
referida como sub luxação ou deslo-
camento parcial.
HIPERMOBILIDADE DESLOCAMENTO DO 
DISCO SEM REDUÇÃO
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Desordens Inamatórias das ATMS
 Sinovite é a inflamação do revestimento
sinovial interno.
Capsulite é a inflamação da camada
externa de fibras da cápsula articular
É a mais comum das disfunções. 
Em ambas as condições pode ocorrer secundariamente um trauma, que 
comprime a ATM, após a abertura de boca prolongada ou após repentina 
extensão ou pressão dos ligamentos capsulares ou discais. Capsulite e sinovite 
podem ser associadas à outras desordens coexistentes na ATM, tais como
deslocamento de disco, hipermobilidade ou luxação. Não é pouco comum 
encontrar resíduos de cartilagem degenerada entre a articulação.
CAPSULITE SINOVITE
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Os tecidos retrodiscais são altamente vascularisados e inervados. Assim sendo, 
eles são incapazes de tolerar forças excessivas. As retrodiscites podem ser 
causadas por trauma externo agudo no mento, forçando os côndilos 
posteriormente contra os tecidos, podendo causar edema inflamatório. 
Isto pode também ocorrer gradualmente como resultado de microtrauma 
repetitivo crônico aos tecidos retrodiscais secundários à perda de suporte dos 
molares OU quando os côndilos estão deslocados posteriormente devido ao
deslocamento anterior do disco.
Sinais e Sintomas clínicos: Esta condição causa dor constante e palpação 
dolorosa posterior e lateral da articulação. A dor aumenta pelo apertamento ou 
pelo movimento da mandíbula para o lado da inflamação, gerando pressão do 
côndilo contra o tecido inflamado.
RETRODISCITES
Desordens Inamatórias das ATMS
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ALTERAÇÕES DEGENERATIVAS DAS ATMS
Embora semelhante à osteoartrose
em vários aspectos, difere significativa-
mente pela existência da dor devido à
inflamação secundária na ATM. Alguns
pacientes podem desenvolver resposta
inflamatória à sobrecarga da ATM por
razões que não são prontamente 
aparentes. A maioria dos casos de 
osteoartrite tem início gradual e é auto 
limitante. O processo degenerativo, até 
mesmo na ausência de terapia 
definitiva da ATM, parece desaparecer 
dentro de um período de 3 anos.
É a desordem degenerativa não
inflamatória da articulação, comprome-
tendo principalmente os tecidos 
articulares e o osso subcondral. 
Enquanto carga média ou sobrecarga 
da articulação pode levar à 
remodelação óssea, a pressão
excessiva sobre a ATM pode resultar 
em degeneração do tecido fibroso 
articular que recobre o côndilo. 
São caracterizados pela ausência de
dor e falta de pontos sensíveis na 
articulação quando palpada. 
OSTEOARTROSE OSTEOARTRITE
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ALTERAÇÕES DEGENERATIVAS DAS ATMS
Pode ser definida como a “imobilidade ou consolidação de uma articulação 
devido à doença, injúria, ou procedimento cirúrgico”. Na ATM, a restrição dos 
movimentos pode ser causada pela anquilose dos tecidos fibrosos, que é mais 
comum, ou pela anquilose óssea, que é relativamente rara.
DOS TECIDOS FIBROSOS: O tecido fibroso pode aderir o côndilo, o disco, e 
ou tecido retrodiscal na parede posterior da cápsula, fossa ou eminência 
articular. Se o disco estiver fixado à fossa ou ao longo da eminência, a 
translação é restrita. O aspecto clínico freqüentemente lembra o deslocamento 
anterior do disco sem redução.
DOS TECIDOS ÓSSEOS: Esta condição é devida à proliferação de células 
ósseas, causando união de estruturas duras da ATM que resulta em sua 
completa imobilidade. Pode desenvolver como resultado de infecção, fratura
ou desordem inflamatória crônica.
ANQUILOSE
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HORMÔNIOS REPRODUTIVOS E DOR MIOFASCIAL
Tem sido demonstrado que a fase pré-menstrual 
está associada ao aumento da atividade EMG 
(Eletromiografia), a qual pode estar relacionada com a dor.
A fase pré-menstrual parece estar associada a um 
aumento dos sintomas das DTM. 
O estrógeno tem sido considerado um importante fator para certas vias de dor, 
sugerindo que níveis flutuantes de estrógeno podem alterar a transmissão
nociceptiva.
Outro achado interessante com relação às diferenças entre os gêneros é que 
os músculos femininos parecem ter um tempo de resistência menor que os 
músculos masculinos. Não se sabe, porém, se este fator tem algum efeito na 
dor clínica.
Obs: devido as leves diferenças e diversas variações, os registros de EMG não 
devem ser usados para diagnosticar ou monitorar tratamentos das DTMs Licenciado para Laisa Brito Soares - 05802793325 - Protegido por Eduzz.com
DOR MIOFASCIAL E HORMÔNIOS REPRODUTIVOS
Os ruídos articulares são classificados em
simples (estalido) e múltiplos (crepitação), 
podendo ocorrer tanto na abertura como no 
fechamento mandibular. 
O estalido é consensualmente aceito
como sendo, na maioria das vezes, o resultado 
do impacto do côndilo mandibular contra o 
componente temporal da ATM, após sua rápida 
passagem pela banda posterior do disco articular. 
Por sua vez, a crepitação (som de papel sendo amassado) tem sido encontrada 
em conjunto com estágios mais avançados de disfunção temporomandibular, 
geralmente associada com doenças degenerativas 
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TERAPIA COM PLACA OCLUSAL
Placa estabilizadora é a placa miorrelaxante, que deve ser lisa, apresentando 
guias e contatos bilaterais simultâneos e estáveis. Ela também é denominada 
de placa de Michigan é a mais utilizada por causar o menor risco de alterações 
oclusais definitivas ao paciente, como extrusões e migrações patológicas.
Placa de posicionamento anterior, que deve ser lisa com placo inclinado, gera
uma oclusão anteriorizada e é inclinada para o tratamento dos desarranjo de 
disco.
Placa de mordida anterior (front plateau) não deve ser usada por mais de 3 dias.
Placa de mordida posterior, não possui comprovação científica.
Placa povotante é indicado para reduzir a pressão articular.
Placa macia ou resiliente (protetora) é indicada para alívio em pacientes com
sinusite que resultasse em grande sensibilidade dentária resultante das forças 
oclusais fisiológicas e como proteção contra traumatismos nos arcos dentais