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Praça Expedicionário Assunção, 168 – Bairro Centro
Nova Lima – MG – CEP: 34.000-000
Telefone: (31) 3541-2666
EELLEETTRRÔÔNNIICCAA
SENAI – “Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial”
CCeennttrroo ddee FFoorrmmaaççããoo PPrrooffiissssiioonnaall
““AAFFOONNSSOO GGRREECCOO””
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Presidente da FIEMG
Olavo Machado
Gestor do SENAI
Petrônio Machado Zica
Diretor Regional do SENAI e
Superintendente de Conhecimento e Tecnologia
Lúcio Sampaio
Gerente de Educação e Tecnologia
Edmar Fernando de Alcântara
Organização
Magno Estevam Vieira Junior
Unidade Operacional
Centro de Treinamento de Ouro Branco
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ELETRÔNICA ..................................................................... Erro! Indicador não definido.
APRESENTAÇÃO ..................................................................................................................... 4
1.SEMICONDUTORES – PRINCÍPIO BÁSICO ................................................................... 5
1.1 Diodos – Silício e Germânio .............................................................................................. 6
1.2 Diodos zenner e a região de polarização negativa. ............................................................. 9
2 RETIFICADORES A DIODO ............................................................................................. 11
2.1 Circuitos Retificadores de Meia Onda ............................................................................. 13
2.2 Retificador Center Tape – onda completa ........................................................................ 14
2.3 Circuito em Ponte – Onda Completa - Carga Resistiva ................................................... 18
2.4 Resumo das Características dos Retificadores ................................................................. 21
2.5 Filtros em Retificadores de Meia Onda - Carga RC ........................................................ 21
2.6 Regulador de tensão com Zener. ...................................................................................... 23
2.7 Regulador de tensão com CI – circuito integrado ............................................................ 25
3. TRANSISTORES – PRINCÍPIO BÁSICO; ...................................................................... 27
3.1 O transistor como chave ................................................................................................... 28
3.2 Ponto quiescente do transistor .......................................................................................... 29
3.3 Circuitos com transistores ................................................................................................ 30
3.4 Configuração Darlington .................................................................................................. 33
4. LÓGICA DIGITAL .............................................................................................................. 34
4.1 Álgebra de boole ............................................................................................................... 34
4.2 Circuitos digitais com transistores .................................................................................... 35
4.3 Portas lógicas básicas (AND, OR, NAND, NOR, EXOR, EXNOR). .............................. 36
5. AMPLIFICADOR OPERACIONAL ................................................................................. 44
6. CONVERSOR ANALÓGICO E DIGITAL ...................................................................... 50
6.1 Conversores D/A .............................................................................................................. 50
6.2 Conversores A/D .............................................................................................................. 54
7. TIRISTORES ........................................................................................................................ 57
7.1 O SCR ............................................................................................................................... 57
7.2 Triac .................................................................................................................................. 62
7.3 Diac ................................................................................................................................... 63
7.4 UJT Transistor unijunção ................................................................................................. 64
8. BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................. 67
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4
AAPPRREESSEENNTTAAÇÇÃÃOO
“Muda a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do
conhecimento. “
Peter Drucker
O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os
perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção,
coleta, disseminação e uso da informação.
O SENAI, maior rede privada de educação profissional do país,sabe disso , e
,consciente do seu papel formativo , educa o trabalhador sob a égide do conceito da
competência:” formar o profissional com responsabilidade no processo
produtivo, com iniciativa na resolução de problemas, com conhecimentos
técnicos aprofundados, flexibilidade e criatividade, empreendedorismo e
consciência da necessidade de educação continuada.”
Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento , na sua área tecnológica,
amplia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se faz necessária.
Para o SENAI, cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua infovia, da conexão de suas
escolas à rede mundial de informações – internet- é tão importante quanto zelar pela
produção de material didático.
Isto porque, nos embates diários,instrutores e alunos , nas diversas oficinas e
laboratórios do SENAI, fazem com que as informações, contidas nos materiais
didáticos, tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos.
O SENAI deseja , por meio dos diversos materiais didáticos, aguçar a sua
curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre os
diversos conhecimentos, tão importantes para sua formação continuada !
Gerência de Educação e Tecnologia
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11.. SSEEMMIICCOONNDDUUTTOORREESS –– PPRRIINNCCÍÍPPIIOO BBÁÁSSIICCOO
Os materiais podem ser classificados em 03 (três) tipos:
condutores
isolantes
semicondutores
Condutores:
Dizemos que um material é condutor, quando os elétrons são fracamente ligados
ao núcleo e ao serem submetidos a uma diferença de potencial passam a se
locomover no interior do material.
Podemos citar como exemplo o ouro, a prata, o cobre e outros.
Isolantes:
Dizemos que um material é isolante, quando os elétrons se encontram fortemente
presos em suas ligações, evitando a circulação desses elétrons.
Podemos citar como exemplo, a borracha, a mica, a porcelana, etc.
Semicondutores:
Dizemos que um material é semicondutor se sua resistência se encontra entre a
dos condutores e a dos isolantes.
Os principais semicondutores utilizados são:
Silício (Si)
Germânio (Ge)
A principal característica dos semicondutoresé a de possuir 04 (quatro) elétrons
em sua última camada, camada de valência. Isto permite aos átomos do material
semicondutor a formação entre si de ligações covalentes.
Cristais semicondutores
Dizemos que uma substância é cristalina se ela possui uma estrutura cúbica, tendo
seus átomos ocupando os vértices desse cubo.
O silício (Si) e o germânio (Ge) apresentam-se sob a forma cristalina, significando que
seus átomos acham-se dispostos uniformemente em uma configuração periódica.
Dopagem do semicondutor
Chama-se dopagem de um semicondutor, o processo utilizado para construir
elementos P e
N, através da mistura ao silício (Si) ou germânio (Ge) de quantidades reduzidas de
impurezas
de elementos trivalentes ou pentavalentes.
Semicondutor tipo N
Se introduzirmos na estrutura cristalina de um semicondutor uma pequena quantidade
de um material pentavalente, por exemplo, antimônio (Sb), tendo este 05 (cinco)
elétrons na camada de valência, haverá a sobra de 01 (um) elétron do antimônio (Sb)
que não formará ligação covalente.
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O átomo do antimônio (Sb) que deu esse elétron chamamos de doador. O silício (Si)
ou germânio (Ge) dopados com elementos pentavalentes são chamados de tipo N,
sendo um material negativo.
Os portadores de carga no material tipo N, são os elétrons.
Semicondutor tipo P
Se introduzirmos na estrutura cristalina de um semicondutor uma pequena quantidade
de um material trivalente, por exemplo, índio (ln), tendo este 03 (três) elétrons na
camada de valência, faltará um elétron.
Essa falta de elétron comporta-se como uma carga positiva que chamamos de lacuna.
Os semicondutores dopados com elementos trivalentes são chamados do tipo P, e ao
elemento trivalente da dopagem chamamos de aceitador.
Os portadores de carga no material tipo P são as lacunas.
Portadores de cargas
A condutividade de um semicondutor depende do número de portadores de carga,
elétrons ou lacunas, dependendo da dopagem. Outro fator que influi na condutividade
é a temperatura.
Este fator contribui para o rompimento da ligação covalente, dando origem a elétrons
e lacunas à medida que a temperatura aumenta. No material tipo N os elétrons da
dopagem mais os surgidos pelo rompimento das ligações são chamados de
portadores majoritários, pois existem em maior quantidade no material. E as lacunas
surgidas no material tipo N, devido ao rompimento das ligações, chamadas de
portadores minoritários.
No material tipo P os portadores majoritários são as lacunas e os portadores
minoritários são os elétrons:
11..11 DDiiooddooss –– SSiillíícciioo ee GGeerrmmâânniioo
Junção PN
Se unirmos um material do tipo P a um material do tipo N, de maneira a construirmos
um único cristal, esta junção será denominada de junção PN ou diodo de junção. Sua
grande utilidade reside em deixar passar uma dada corrente em apenas um sentido.
Sendo esta corrente alternada, que flui em dois sentidos, passa a fluir em um só
sentido. A esta operação chamamos de retificação.
Na figura abaixo, representamos uma junção PN não polarizada.
Figura 1.1 Diodo semicondutor
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.12.
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O material N apresenta um grande número de elétrons (portadores majoritários) e o
material
P um grande número de lacunas (portadores majoritários). Haverá difusão através da
junção, ou seja, alguns elétrons começam a aparecer nas proximidades do material P
e algumas lacunas, nas proximidades do material N, causando a recombinação
(ocupação de uma lacuna por um elétron ) entre esses portadores e uma
neutralização de cargas (um elétron se anula com uma lacuna).
Quando um elétron e uma lacuna se encontram, suas cargas individuais neutralizam-
se e isto deixa o átomo da impureza carregado. Os átomos das impurezas são fixos.
O átomo que produzir o elétron tem agora uma lacuna e se carrega positivamente, e o
átomo que produziu a lacuna tem um elétron e se carrega negativamente, e são
chamados de íons. Com isto aparecerá um campo elétrico entre o material P e o
material N e uma diferença de potencial chamada de barreira de potencial ou região
de carga espacial ( camada de depleção ).
Depleção significa diminuição ou ausência e, neste caso, esta palavra corresponde à
ausência de portadores majoritários na região próxima à junção PN .
Diodos retificadores
Um díodo é um componente de larga utilização na eletrônica.
Antigamente os díodos eram válvulas (um componente com o aspecto de uma
lâmpada). Quando hoje se fala em díodos estamos normalmente a referir-nos ao
díodo semicondutor, que é completamente diferente, embora funcione da mesma
maneira, sendo embora muito menor. As figuras seguintes mostram o aspecto de dois
tipos de díodo.
Figura 1.2 Diodo semicondutor
Fonte: RICA componentes eletônicos.
As suas dimensões são pequenas, com cerca de 1 cm de comprimento.
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O gráfico a seguir mostra a corrente em função da tensão aplicada em um diodo de
junção para o caso de diodo de silicio (Si)
Podemos notar que o gráfico tem 3 regiões:
1. Região de polarização direta: vd > 0
2. Região de polarização reversa: vd<0
3. Região de ruptura: vd< -VBK
Figura 1.3 Gráfico do Diodo semicondutor
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.14.
O retificador mais simples que existe é o diodo (confeccionado com material do tipo
semicondutor), que permite a passagem de corrente elétrica num só sentido; esse
retificador é chamado "retificador de meia-onda" e resulta num sinal de corrente
contínua pulsante, como mostra a figura abaixo
Figura 1.4 Formas de onda de entrada e de saída de um circuito retificador.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.12.
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11..22 DDiiooddooss zzeennnneerr ee aa rreeggiiããoo ddee ppoollaarriizzaaççããoo nneeggaattiivvaa..
Diodos Zener são diodos projetados para operar na região de ruptura, onde
grandes variações de corrente produzem pequenas variações de tensões desta
forma permitindo que se construa um regulador de tensão. A figura1a mostra o
símbolo e a figura1b a curva característica mostrando a região de operação.
( a ) ( b )
Figura 1.5 ( a ) símbolo do diodo Zener ( b ) curva característica
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.16.
A região de trabalho do diodo Zener está compreendida entre Izmin (menor
corrente que mantém a regulagem) e Izmáx (máxima corrente antes de ocorrer a
destruição do componente). Associado aos valores de corrente acima temos os
valores de tensão (que são muito próximos). A tensão nominal é a tensão de
especificação (Vznom). Outra especificação importante é a máxima potencia que o
Zener pode dissipar (Pzmáx) a qual está relacionada com a tensão
aproximadamente por :
Pzmáx=Vznom.Izmáx (visto que Vznom é aproximadamente igual a Vzmáx).
Em geral podemos estimar Izmin por:
Izmin=Izmáx/10 e IZmáx = PZmáx/Vnom
Os valores de potência mais conhecidos são: 0,25W - 0,5W - 1W - 5W - 10W-
50W.
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Os valores de tensão Zener estão compreendidos entre 3,3V e 75V.
Exemplos de Zeners comerciais: 1N4729A para 3,6V - 1N4730A para 3,9V -
1N4735A para 6,2V
Se escolhermos o 1N4735A de 1W a máxima corrente que ele pode conduzir é
Izmax=1W/6,2V = 161mA e a mínima aproximadamente 16mA
LED – Diodo Emissor de luz,
Utilizado para sinalização de circuitos eletrônicos. Quando polarizado diretamente
produz luz, quandopolarizado reversamente comporta-se como um diodo comum.
Veja o símbolo e a ilustração abaixo:
Figura 1.6 Simbologia do Diodo e fotografia de Diodos comerciais.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.18.
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22 RREETTIIFFIICCAADDOORREESS AA DDIIOODDOO
Valor Médio de Tensão e Corrente de um Sinal periódico
Para compreender o significado de valor médio, lançaremos mão de um exemplo,
para em seguida, aplicarmos a definição de valor médio para as grandezas corrente e
tensão.
Consideremos um automóvel que apresenta sua velocidade em função do tempo,
Figura 2.1 Simbologia do Diodo e fotografia de Diodos comerciais.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.19.
Cálculo de valores médio de tensão e corrente para sinais periódicos:
Figura 2.2 Formas de onda retificadas e calculo de seu valor médio.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.19.
Velocidade Média:
Vm = ( 100 [km/h] x 0,5 [h] + 100 [km/h] x 0,5 [h] ) / 1,5 [h]
Vm = 66,7 [km/h]
100
0 30 60 90
min
km/
h
66,7
temp
o
e
i Vm = 0
Im = 0
temp
o
e
i
Vm = Vmax /
Im = Imax /
temp
o
e
i
Vm = 2.Vmax /
Im = 2.Imax /
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Valor Eficaz de Tensão e Corrente de um Sinal Periódico
Na figura abaixo, temos representada a forma de onda de uma corrente periódica
qualquer, sendo denotada genericamente por Ik.
Figura 2.3 Senoide
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.19.
Esta corrente circulou através de uma resistência R durante um intervalo de tempo t,
dissipando por conseguinte uma potência P.
Fez-se circular pela mesma resistência R, durante o mesmo intervalo de tempo, uma
corrente contínua I, e dissipou-se a mesma potência P obtida no caso anterior.
O que se pode dizer, é que o valor efetivo da corrente periódica Ik, deve ser igual ao
valor da corrente contínua I, para que possamos obter nos dois casos o mesmo valor
de potência dissipada em R.
Ao valor efetivo da corrente Ik, denominamos de corrente RMS, ou simplesmente
corrente eficaz.
Cálculo de valores eficazes de tensão e corrente para sinais periódicos:
Figura 2.4 Grafico de tensões retificadas
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.20.
temp
o
Ik
temp
o
Ik
temp
o
Ik
Vm = Vmax / 2
Im = Imax / 2
Vm = Vmax / 2
Im = Imax / 2
temp
o
Ik
Vm = Vmax / 2
Im = Imax / 2
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22..11 CCiirrccuuiittooss RReettiiffiiccaaddoorreess ddee MMeeiiaa OOnnddaa
Figura 2.5 Circuito retificador de meia onda.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p.21.
Quando tivermos no anodo do diodo, uma tensão positiva em relação a aplicada ao
catodo, ele passará a conduzir, e isto é o que ocorre durante o semiciclo positivo da
tensão secundária.
Durante este semiciclo, teremos corrente circulando pela carga, e no diodo teremos
uma queda de tensão que será da ordem de 0,7 volts quando for de material silício.
No próximo semiciclo negativo da tensão, o diodo não conduzirá, por estar
inversamente polarizado, estando seu anodo num potencial negativo em relação ao
catodo.
Dessa forma, neste meio ciclo, não haverá corrente circulando pela carga, e a tensão
existente no secundário do transformador ficará retida nos terminais do diodo.
Figura 2.6 Formas de onda de um circuito retificador de meia onda.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 21.
VP
VS
+
V
D
VL
RL
t
VS
t
VL
t
VD
Vmax
t
IL= ID
Valor médio da tensão na carga
VL = Vmax /
Valor médio da corrente na carga e
no diodo
Id = Imax /
Valor eficaz da tensão na carga
Vef = Vmax / 2
Valor eficaz da corrente na carga e
no diodo
Ief = Imax / 2
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O diodo a ser utilizado deverá ter as seguintes características:
1) Idc > Imax /
2) VR > Vmax ou Vpico
22..22 RReettiiffiiccaaddoorr CCeenntteerr TTaappee –– oonnddaa ccoommpplleettaa
Figura 2.7 Circuito retificador de onda completa
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 22.
Inicialmente veremos como se comporta o secundário de um transformador com
ponto neutro
Figura 2.8 Secundário do transformador Center Tape
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 22.
O observador verá em relação ao ponto A potencial + no ponto 1 e potencial negativo
no ponto 2. Quando muda a polaridade da tensão de entrada, o ponto 1 passa a ser
negativo e o ponto 2 positivo em relação ao ponto A, desta maneira a forma de onda
das tensões VS1 e VS2 será a representada a seguir
Figura 2.9 Secundário do transformador Center Tape
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 22.
VP
VS
2
VL
RL
VS
1
D1
D2
+
VS
2
VS
1
A
1
2
+
_
_
Ponto de observação
_
VS
2
VS
1
A
1
2
_
+
+
Ponto de observação
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Podemos concluir que as formas de onda de VS1 e VS2 serão no domínio do tempo,
as apresentadas a seguir
Figura 2.10 Formas de onda do transformador.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 23.
Voltemos ao Retificador
Figura 2.11 Circuito retificador de onda completa
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 23.
Quando VS1 estiver no semi ciclo positivo, o diodo D1 estará com seu anodo positivo
de tal maneira que conduzirá.
No mesmo instante em que VS1 é positivo, VS2 é negativo e este potencial está sendo
aplicado no anodo do diodo D2, que comportará como um circuito aberto, não
conduzindo.
Quando VS1 passa a ser negativo, este potencial é aplicado ao diodo D1 que passa a
se comportar como circuito aberto. Neste mesmo instante o potencial de VS2 é
positivo e está sendo aplicado no anodo do diodo D2 que passará a conduzir.
Figura 2.12 Circuito retificador de onda completa
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 23.
0
+
_
+
_
VS
1
VS
2
0
t
t
2
2
VP
VS
2
VL
RL
VS
1
D1
D2
VP
VL
RL
D1
D2
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Pode-se notar que cada diodo conduz somente meio ciclo de onda, e sobre a carga a
corrente sempre circula em um mesmo sentido de tal maneira que temos na carga
tensão e corrente contínua pulsante.
É interessante observar que a tensão reversa sobre cada diodo é o dobro da tensão
de pico. Faremos um exemplo para ilustrar. Vamos supor que o valor da tensão de
pico de VS1 e VS2 sejam iguais a 100 V
Figura 2.13 Circuito retificador de onda completa
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 24.
No instante em que o diodo D1 estiver conduzindo o diodo D2 estará cortado. A
tensão na carga é de 100 volts neste instante.
Notem que nos pontos 1, B e C o potencial, num dado instante é exatamente 100
volts positivos e está no catodo do diodo D2. O diodo D1 neste momento está
conduzindo, e comporta-se como um curto-circuito.
No mesmo instante, em que aparece 100 volts positivos no catodo D2, no anodo do
diodo comentando existe um potencial de – 100 volts.
Figura 2.14 Potenciais sobre o diodo D2Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 24.
Conclui-se que a tensão reversa sobre o diodo D2 neste instante é de 220 volts, o
dobro da tensão VS1 ou VS2.
VL
RL
D1
D2
+ 100
V
VS1
VS2
- 100
V
1
A
2
B
C
+
_
D2
-100v +100
v
VR
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As formas de onda de tensão e corrente de um retificador de onda completa com
derivação central no transformador e carga resistiva são mostradas a seguir.
Figura 2.15 Formas de onda do circuito retificador de onda completa
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 25.
A tensão sobre a carga tem uma tensão contínua pulsante cujo valor médio é
Vdc = 2 . Vmax /
E valor eficaz
Vef = Vmax / 2
Para se dimensionar os diodos necessitamos do valor médio da corrente direta que
circulará por eles e de sua tensão reversa máxima.
A forma de onda da corrente em cada diodo é de meia onda como mostra a figura a
seguir.
Figura 2.16 Formas de onda da corrente em cada diodo
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 26.
t
VS
1
t
t
VS2
t
ID1
t
ID2
VL
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18
Daí concluimos que: IDC = Imax /
A tensão reversa sobre os diodos possui a forma a seguir
Figura 2.17 Formas de onda da tensão reversa sobre os diodos
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 26.
VR = 2 Vmax, logo:
Corrente Média > Imax /
Tensão Reversa Máxima > 2 Vmax
22..33 CCiirrccuuiittoo eemm PPoonnttee –– OOnnddaa CCoommpplleettaa -- CCaarrggaa RReessiissttiivvaa
Figura 2.18 Circuito retificador em ponte
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 26.
No instante em que temos VS positivo, ou seja ponto 1 positivo em relação ao ponto 2,
os diodos D2 e D4 conduzem fazendo com que circule uma corrente no circuito, no
sentido indicado na figura a seguir.
Figura 2.17 Circuito retificador em ponte
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 27.
2
Vmax
1
VP
VL
RL
VS
D2
D4
2
D1
D3
+
VP
1
2
VL
RL
D2
D4
D1
D3
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19
Quando VS inverte a polaridade, o ponto 1 será negativo em relação ao 2, e os diodos
D1 e D3 conduzem.
Uma vez conduzindo os diodos D1 e D3, propiciarão a circulação de uma corrente cujo
sentido é mostrado na figura a seguir
Figura 2.18 Circuito retificador em ponte
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 27.
É fácil verificar que mesmo VS mudando de polaridade a corrente na carga circula
sempre no mesmo sentido, isto é a corrente IL possui somente uma polaridade, ou
seja, esta corrente é contínua pulsante e consequentemente a tensão VL também o
será.
Tensão Reversa Sobre os Diodos
Quando VS é positivo, os diodos D2 e D4 conduzem. Na figura a seguir, estes diodos
estão representados como curto-circuito para que possamos analisar melhor o
circuito.
Figura 2.19 Circuito retificador em ponte
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 28.
Pode-se notar que os diodos D1, D3, o secundário do transformador e a carga R
estão em paralelo, polarizados inversamente e a tensão máxima que ficará sobre eles
é a tensão máxima fornecida pelo secundário do transformador.
Pode-se concluir que a tensão de pico reversa sobre os diodos terá o mesmo valor da
tensão máxima fornecida pelo secundário do transformador.
VP
1
VL
RL
VS
D2
D4
2
D1
D3
_
VP
1
VL
RL
VS
D2
D4
2
D1
D3
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20
Logo, para dimensionamento destes diodos deve-se considerar
Corrente média > Imax /
Tensão Reversa máxima > Vmax
Formas de Onda para os circuitos em ponte
Figura 2.20 Formas de Onda para os circuitos em ponte
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 29.
t
V
S
t
t
ID1 = I
D3
t
VL
Vmax
ID2 = I
D4
t
VD1 = V D3
t
VD2 = V D4
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21
22..44 RReessuummoo ddaass CCaarraacctteerrííssttiiccaass ddooss RReettiiffiiccaaddoorreess
½ Onda Center
Tape
Ponte
Tensão média na
carga Vdc
Vmax / 2Vmax / 2Vmax /
Tensão eficaz na
carga Vef
Vmax / 2 Vmax / 2 Vmax / 2
Tensão Inversa sobre
os diodos VR
máxima
Vmax 2Vmax Vmax
22..55 FFiillttrrooss eemm RReettiiffiiccaaddoorreess ddee MMeeiiaa OOnnddaa -- CCaarrggaa RRCC
Figura 2.21 Retificador de meia onda com filtro
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 32.
Sem o capacitor, a forma de onda da tensão na carga seria a seguinte:
Com o capacitor, temos:
Figura 2.22 Carga e descarga de um capacitor.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 32.
tC tempo de carga do capacitor, é o tempo em que o diodo conduz e fornece carga
ao capacitor e ao resistor
td é o tempo de descarga do capacitor, tempo em que o diodo não conduz pois, sua
tensão de catodo (fornecida pelo capacitor) é maior que sua tensão de anodo. O
capacitor mantém a corrente na resistência RL
Analisaremos agora a tensão reversa sobre o diodo. Considerar uma tensão de
entrada máxima de 100 volts.
RL
VL
IL
IC
C
IT
VE
+
_
tC
tD
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22
Observando o circuito, no semi-ciclo positivo, o diodo conduz e o capacitor se carrega
com tensão máxima de 100 volts.
No semi-ciclo negativo, no anodo do diodo (no instante em que temos a tensão
máxima do semi-ciclo negativo), passará a ter – 100 volts, e no catodo tem-se a
tensão do capacitor que ainda é de ordem de + 100 volts, de modo que a tensão
inversa de pico sobre o diodo é de 200 volts.
Figura 2.23 Potenciais sobre o diodo.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 33.
Obs: Na escolha do diodo, este deve aguentar tensão inversa máxima maior que
2Vmax, onde Vmax é o valor da tensão de pico da onda de entrada.
Cálculo Aproximado da Tensão Média na Carga:
2CRf Vmax
Vdc =
1 + 2CRf
Filtros em Retificadores de Onda Completa – Carga RC
Figura 2.24 Forma de Onda retificada do circuito Center tape com filtro.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 29.
VE
Vmax
RL
Vmax
D1
D2
Referência
C
A tensão média sobre a carga
será:
4.CRf Vmax
Vdc =
1 + 4CRf
Devido ao semiciclo
negativo da onda de
entrada
Tensão sobre o capacitor
+ 100
V
- 100
V
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23
22..66 RReegguullaaddoorr ddee tteennssããoo ccoomm ZZeenneerr..
No circuito abaixo formado por um diodo zener polarizado reversamente pela fonte VE
e um resistor limitador de corrente, temos que:
Figura 2.25 Circuito regulador de tensão.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 38.
A tensão VZ permanece constante para correntes entre IZmin e IZmax. Podendo o
diodo ser substituído pelo seu modelo ideal.
Figura 2.26 Modelo ideal do diodo zener
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 38.
Na especificação de um circuito regulador devemos nos preocupar em definir limites
para VE e RS de modo a não danificar o diodo.
Regulador de Tensão com Carga
Asquatro aplicações básicas dos reguladores de tensão, são as seguintes:
• Estabilizar uma tensão de saída para uma carga fixa a partir de uma
tensão constante.
• Estabilizar uma tensão de saída para uma carga variável a partir de uma
tensão constante.
• Estabilizar uma tensão de saída para uma carga fixa a partir de uma
tensão com ripple.
• Estabilizar uma tensão de saída para uma carga variável a partir de uma
tensão com ripple.
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24
O primeiro caso seria o mais simples, por exemplo, se desejássemos alimentar um
aparelho de 4,5 V a partir de uma bateria de 12 V. O último caso é o mais geral,
geralmente o encontrado nas fontes de tensão com filtros capacitivos.
Basicamente, o projeto de um regulador de tensão com carga consiste no cálculo da
resistência limitadora de corrente RS conhecendo-se as demais variáveis do circuito:
• Tensão de entrada (constante ou com ripple)
• Carga (fixa ou variável)
• Tensão de saída esperada
• Especificações do diodo zener
Figura 2.27 Circuito regulador de tensão.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 39.
Exemplo 1 - Determine RS do regulador de tensão acima para que uma fonte de
tensão de 12 V fixos alimente um circuito com carga constante de 1 kW e tensão de
5,6 V, usando um diodo zener de VZ=5,6V e IZmax=100mA..
• Solução: O resistor RS deve satisfazer as condições dadas pelas
especificações do diodo.
• Com a corrente mínima definimos o valor máximo para RS
• Com a corrente máxima definimos o valor mínimo para RS
• Definimos um valor comercial para RS dentro do intervalo estabelecido.
• Calculamos a potência dissipada pelo resistor.
Exemplo 2 - Uma fonte de alimentação foi projetada para alimentar uma carga de
560W com tensão de 15V. Porém o sinal de saída do filtro capacitivo corresponde a
uma tensão de 22V com ripple de 5Vpp. Determinar RS do regulador de tensão que
elimina o ripple desta fonte e estabiliza sua tensão em 15V.
• Solução: O resistor RS deve satisfazer as condições dadas pelas
especificações do diodo e pela variação da tensão de entrada..
• Com a corrente mínima definimos o valor máximo para RS. A corrente
mínima acontece para o valor mínimo de VE.
• Com a corrente máxima definimos o valor mínimo para RS. A corrente
máxima acontece para o valor máximo de VE.
• Definimos um valor comercial para RS dentro do intervalo estabelecido.
• Calculamos a potência dissipada pelo resistor.
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25
22..77 RReegguullaaddoorr ddee tteennssããoo ccoomm CCII –– cciirrccuuiittoo iinntteeggrraaddoo
O regulador de tensão mantêm a tensão de saída constante (estabilizada) mesmo
havendo variações na tensão de entrada ou na corrente de saída.
Figura 2.28 Circuito regulador de tensão.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 41.
Os reguladores de tensão podem ser implementados com componentes discretos
ou podem ser obtidos na forma de circuito integrado (C I ). Os reguladores de tensão
na forma de C.Is
são mais precisos e tornam o circuito mais compacto pois ocupam menor espaço.
Tem-se vários tipos de reguladores de tensão, dentre os quais podemos citar os CIs
da série 78XX para tensão positiva e os da série 79XX para tensão negativa.
Figura 2.29 Circuito regulador de tensão.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 42.
Nota: As funções dos pinos 1 e 2 da série 79XX são trocadas em relação à série
78XX
Nos reguladores 78XX, o pino 1 é a entrada e o pino 2 é o comum (ligado ao terra).
Nos reguladores 79XX, o pino 2 é a entrada e o pino 1 é o comum (ligado ao terra).
O pino 3 é a saída tanto para o 78XX quanto para o 79XX.
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Alguns exemplos de CIs reguladores de tensão
CI Tensão de
saída
CI Tensão de
saída
7805 + 5V 7905 -- 5V
7806 + 6V 7906 -- 6V
7812 + 12V 7912 -- 12V
7815 + 15V 7915 -- 15V
7824 + 24V 7924 -- 24V
Tabela 2.1
As características dos reguladores de tensão 78XX são:
Máxima tensão de entrada = 35 V
Tensão mínima de entrada é de aproximadamente 3V acima da tensão de saída
Máxima corrente de saída = 1 A
Máxima potência dissipada = 15 W ==> PD = (Vent -- Vsaída) . IL
IL é a corrente de saída.
Se PD for maior que 1W deve-se utilizar um dissipador ou radiador de calor para o
C.I.
Conversor de 12V para 5V com o C.I 7805.
Figura 2.30 Circuito regulador de tensão.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 45.
RL é a resistência da carga (LOAD) ou o circuito eletrônico que está sendo
alimentado com 5V.
Os capacitores C1 e C2 eliminam ruídos de RF e dão maior estabilidade na tensão de
saída.
Considerando IL = 500 mA , tem-se uma potência dissipada no CI de:
PD = ( 12V -- 5V ).0,5 A => PD = 3,5W
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27
33.. TTRRAANNSSIISSTTOORREESS –– PPRRIINNCCÍÍPPIIOO BBÁÁSSIICCOO;;
No estudo de diodo, analisamos uma junção PN. Para o transistor, estudaremos duas
junções.
Para cada junção do transistor, existirá uma barreira de potencial. Temos 02 (dois)
tipos de transistores, NPN e PNP, apresentando 03 (três) terminais: o emissor, a base
e o coletor, e duas junções: junção base-emissor e a junção base-coletor, conforme a
figura abaixo.
Figura 3.1 Transistor.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 47.
Neste caso, o emissor composto de um material tipo N, tem a função de emitir
elétrons. O coletor, que também é de material tipo N, coleta os elétrons. A base,
formada por material tipo P, é a parte comum.
Os símbolos convencionados para o transistor são os seguintes:
Figura 3.2 Transistor NPN, PNP.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 48.
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28
33..11 OO ttrraannssiissttoorr ccoommoo cchhaavvee
Uso do transistor como chave implica em polarizá-lo na região de corte ou de
saturação. Como o corte do transistor depende apenas da tensão de entrada, o
cálculo dos transistores é efetuado baseado nos parâmetros de saturação. Um
transistor comum, quando saturado, apresenta um VCE de aproximadamente 0,3V
e um ganho de valor mínimo (entre 10 e 50) para garantir a saturação. A corrente
de coletor de saturação depende da resistência acoplada ao coletor ou da corrente
imposta pelo projeto.
Exemplo No circuito a seguir, deseja-se que o Led seja acionado quando a chave
estiver na posição ON e desligado quando a chave estiver na posição OFF.
Parâmetros do transistor BC 548:
VBESAT=0,7V VCESAT=0,3V
ICMAX=200 mA VCEMAX=30V
b =20
Parâmetros do LED: VD=1,5V ID=25mA
Exemplo Um circuito digital (TTL) foi projetado para acionar um motor de 220V/
60Hz sob determinadas condições. Para tanto, é necessário que um transistor
como chave atue sobre um relé, já que nem o circuito digital, nem o transistor
podem acionar este motor. O circuito utilizado para este fim esta mostrado a
seguir.
Figura 3.3 Transistor como chave.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 48.
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29
Neste circuito, em série com RC, coloca-se a bobina do relê. Esta bobina,
normalmente, apresenta uma resistência DC da ordem de algumas dezenas de
ohms. Por ser tão baixa, a resistência RC, tem a função de limitar a corrente no
transistor, para não danificá-lo. O diodo em paralelo com a bobina serve para
evitar que o transistor se danifique devido à tensão reversa gerada por ela no
chaveamento do relê.
Parâmetros do 2N2222:
VBESAT=0,7V VCESAT=0,3Vb =10
ICMAX=500mA VCEMAX=100V
Parâmetros do relé:
RR=80W IR=50mA
33..22 PPoonnttoo qquuiieesscceennttee ddoo ttrraannssiissttoorr
Ao polarizarmos o transistor devemos verificar os limites de operação do mesmo,
ou seja, a tensão máxima coletor-emissor (VCE máx), a corrente máxima de coletor
(IC máx), a tensão máxima base emissor (VBE máx ), a tensão máxima coletor-base
(VCB máx), a Potência máxima (PC máx) e a temperatura máxima. Se ultrapassarmos
estes limites, poderemos danificar o transistor ou fazê-lo trabalhar com distorções.
O ponto de operação de um transistor, também denominado ponto de trabalho ou
ponto quiescente, deve ser localizado na região de operação limitada pelos
valores máximos de tensão, corrente e potência.
Figura 3.4 Curva do Transistor.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 50.
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30
Além da região de operação (região ativa), onde o transistor trabalha sem distorções,
devem ser levadas também em consideração as regiões de corte e de saturação. Na
região de corte, a\ tensão VBE é menor que VBE de condução, logo não haverá
corrente IB circulando, IC também será zero, e VCE estará com valor elevado. Na região
de saturação, a tensão VBE é um pouco maior que VBE de condução. Neste caso, a
corrente de entrada IB e conseqüentemente IC são muito grandes, o que implica em
VCE baixo, em torno de 0,2 Volts (dependendo do transistor)
33..33 CCiirrccuuiittooss ccoomm ttrraannssiissttoorreess
Ligação Base
Comum
Figura 3.5 Configuração Base Comum
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 51.
Valem as seguintes relações em um transistor:
IE = IC + IB sendo que
é o ganho de corrente na configuração emissor comum.
Outra forma de representar uma conexão de transistor é a emissor comum, Fig9.
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31
Ligação Emissor Comum
Corrente convencional
Corrente de elétrons
Figura 3.6 Configuração Emissor Comum
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 52.
Observe que a junção base emissor continua polarizada diretamente e a junção
base coletor reversamente. Os elétrons são emitidos no emissor atingem a base
que por se pouco dopada e estreita permite que a maioria atinja o coletor.
Para essa configuração chamada emissor comum define-se o ganho de
corrente, beta, como sendo:
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32
Os desenhos das Figuras 3.5 e 3.6 são representados pelos seus esquemas
elétricos correspondentes indicados na Figuras 3.7 e 3.8 respectivamente.
Figura 3.7 Configuração Base Comum
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 53.
Figura 3.8 Configuração Emissor Comum
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 53.
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33
33..44 CCoonnffiigguurraaççããoo DDaarrlliinnggttoonn
A principal função desta configuração é conseguir alta impedância de entrada e alto ganho de
corrente.
O arranjo desta configuração é conectar dois transistores do mesmo tipo de maneira que se o
ganho de corrente de um transistor for 1 e o do outro for 2 então o ganho de corrente do
arranjo será igual a D = 1.2 . A conecção Darlington atua como um novo dispositivo, cujo
ganho de corrente é o produto dos ganhos individuais. A figura abaixo mostra esta
configuração.
Figura 3.9 Par Darlington
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 59.
Obs:
1) Esta configuração pode ser feita também com transistores PNP.
2) Como o transistor Q1 opera com baixas corrente, e comumente encontrado na
prática um resistor entre a base e o emissor de Q2 , assim b1 não é reduzido.
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34
44.. LLÓÓGGIICCAA DDIIGGIITTAALL
44..11 ÁÁllggeebbrraa ddee bboooollee
A Álgebra de Boole é uma ferramenta matemática muito utilizada na representação e
simplificação de funções binárias (ou lógicas), sendo a sua designação resultante do
contributo do Matemático George Boole.
Definições
A Variável lógica (ou de Boole ou binária) - Variável que tem por domínio 2 valores
lógicos distintos, representados pelos valores 0 e 1 (ou outras designações como
FALSE(F) e TRUE (T) ou FALSO(F) e VERDADEIRO(V) ).
Função lógica (ou de Boole ou binária) - Função que tem por contradomínio os
valores lógicos 0 e 1.
Operadores/Funções lógicos elementares:
Intersecção (conjunção ou produto lógico)- AND
F(A,B) = A,B = A B
Tabela 4.1 Tabela da verdade porta AND
União (disjunção ou soma lógica) - OR
F(A,B) = A + B
Tabela 4.2 Tabela da verdade porta OR
Complemento (negação ou inversão) – NOT
F(A) = A = A'
Tabela 4.3 Tabela da verdade porta NOT
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35
44..22 CCiirrccuuiittooss ddiiggiittaaiiss ccoomm ttrraannssiissttoorreess
Analogia com circuitos integrados TTL
É importante notar que, se as entradas estiverem abertas, o bloco lógico comporta-se
como se elas estivessem em nível lógico 1. Porém, essa condição deve ser evitada,
pois pode acarretar problemas de ruído. Assim, as entradas não utilizadas devem ser
ligadas ao nível adequado à lógica da porta (0 ou 1).
A família TTL tem como bloco lógico principal a porta NÃO E. A partir desse bloco
lógico são
desenvolvidas todas as demais funções. Veja tabela-verdade e circuito básico a
seguir:
Figura 4.1 Porta NAND
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 65.
A saída com coletor aberto apresenta um transistor que não possui o resistor de
coletor. Por isso, esse tipo de circuito exige um resistor externo para poder funcionar.
Veja figura a seguir.
Figura 4.2 Porta NAND com coletor aberto
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 65.
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36
44..33 PPoorrttaass llóóggiiccaass bbáássiiccaass ((AANNDD,, OORR,, NNAANNDD,, NNOORR,, EEXXOORR,, EEXXNNOORR))..
Funções Lógicas E, OU, NÃO, NE e NOU.
Faremos a seguir, o estudo das principais funções lógicas que na verdade derivam
dos postulados da álgebra de Boole, sendo as variáveis e expressões envolvidas
denominadas de booleanas.
Nas funções lógicas, temos apenas dois estados distintos:
O estado 0 (zero) e o estado 1 (um).
O estado 0 representará, por exemplo: portão fechado, aparelho desligado, ausência
de tensão, chave aberta, não, etc. O estado 1 representará, então: portão aberto,
aparelho ligado, presença de tensão, chave fechada, sim, etc.
Note, então, que se representarmos por 0 uma situação, representaremos por 1 a
situação contrária. Deve-se salientar aqui, que cada variável booleana da função
lógica pode assumir somente 2 situações distintas 0 ou 1.
Função E ou AND
A função E é aquela que executa a multiplicação de 2 ou mais variáveis booleanas. É
também conhecida como função AND, nome derivado do inglês.
Sua representação algébrica para 2 variáveis é S = A.B, onde se lê S = A e B.
A figura abaixo mostra o circuito elétrico equivalente a porta E.
Figura 4.2 Analogia à porta AND
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 66.
CONVENÇÃO
CHAVE ABERTA = 0 LÂMPADA APAGADA = 0
CHAVE FECHADA = 1 LÂMPADA ACESA = 1
Tabela-verdade de uma Função E ou AND
Chamamos de tabela-verdade um mapa onde colocamos todas as possíveis
situações com seus respectivos resultados. Na tabela 04, iremos encontrar o modo
como a função se comporta. A seguir, iremos apresentar a tabela-verdadede uma
função E ou AND para 2 variáveis de entrada:
Tabela 4.4 Tabela da verdade Porta AND
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37
Simbologia
A porta E é um circuito que executa a função E, sendo representada na prática,
através do símbolo abaixo:
Figura 4.3 Símbolo porta AND
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 66.
Teremos a saída no estado 1 se, e somente se, as 2 entradas forem iguais a 1, e
teremos a saída igual a 0 nos demais casos.
Podemos estender o conceito da função E com 2 variáveis de entrada para qualquer
número de entradas. Para exemplificar, mostraremos uma porta E de 3 variáveis de
entrada, sua tabela-verdade e sua expressão booleana
Figura 4.4 Símbolo porta AND com 3 entradas e sua tabela da verdade
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 67.
Notamos que a tabela-verdade mostra as 8 possíveis variações das variáveis de
entrada e seus respectivos resultados na saída. O número de situações possíveis é
igual a 2N, onde N é o número de variáveis de entrada.
No exemplo: N = 3 23 = 8.
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38
Função OU ou OR
A função OU ou OR é aquela que assume valor 1 quando uma ou mais variáveis da
entrada forem iguais a 1 e assume valor 0 se, e somente se, todas as variáveis de
entrada forem iguais a 0. Sua representação algébrica para 2 variáveis de entrada é
S = A + B, onde se lê S = A ou B.
O termo OR também utilizado é derivado do inglês.
O circuito da figura 04 abaixo representa a função OU:
Figura 4.5 Analogia à porta OR
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 67.
Tabela-verdade da Função OR ou OU
Nesta tabela 05, temos todas as situações possíveis com os respectivos valores que
a função OU assume.
Tabela 4.5 Tabela da verdade porta OR
Simbologia
È a porta que executa a função OU, representada através do símbolo abaixo:
Figura 4.6 Simbolo da porta OR
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 69.
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39
O conceito da função OU pode ser estendido para mais de 2 variáveis de entrada.
Como exemplo veremos uma porta OU e sua expressão booleana com 4 variáveis de
entrada:
S = A + B + C + D
Figura 4.7 Simbolo da porta OR de três entradas
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 69.
Função NÃO ou NOT
A função NÃO, ou função complemento, é aquela que inverte ou complementa o
estado da variável de entrada. Se a variável de entrada for 1, ela se tornará 0 na
saída. Se a variável de entrada for 0, ela se tornará 1na saída.
A operação lógica inversão é realizada pela porta lógica NÃO (“NOT” em inglês).
Ela consiste em converter uma dada proposição em uma proposição a ela oposta, é
representada algebricamente por: S = A.
Essa expressão é lida da seguinte forma: saída S é igual a não A, pois o traço sobre o
A significa não. Para A pode-se dizer também A barrado ou A negado.
Veja na figura abaixo o circuito elétrico equivalente de uma porta NÃO.
Figura 4.8 Simbolo da porta OR
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 70.
CONVENÇÃO
CHAVE ABERTA = 0 LÂMPADA ACESA = 1
CHAVE FECHADA = 1 LÂMPADA APAGADA = 0
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40
A lâmpada S acenderá (1) quando a chave A estiver aberta (0). Quando a chave A
estiver fechada (1), a lâmpada será curto-circuitada e não acenderá (0).
Veja a seguir o símbolo, as combinações possíveis da chave e a respectiva tabela-
verdade.
Figura 4.6 Simbolo da porta OR
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 70.
PORTAS LÓGICAS DERIVADAS
Os sistemas digitais mais complexos, como computadores de grande porte, são
construídos a partir das portas lógicas básicas E, OU e NÃO. A partir dessas portas,
podem-se construir quatro outras denominadas portas lógicas derivadas.
Elas são: porta NE (ou NÃO E), porta NOU (ou NÃO OU), porta OU EXCLUSIVO e
porta NÃO OU EXCLUSIVO.
Função NÃO E, NE ou NAND.
Como o próprio nome “NÃO E” diz: essa função é a composição da função E com a
função NÃO, ou seja, teremos a função E invertida. É representada algebricamente
da seguinte forma:
S = (A . B)`, onde o traço indica que teremos a inversão do produto A . B.
Porta NE ou NAND é o bloco lógico que executa a função NAND. Sua tabela da
verdade e símbolo são mostrados a seguir:
Figura 4.7 Simbolo da porta NAND e sua tabela da verdade.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 71.
Podemos também formar uma porta NAND através da composição de uma porta
AND com um inversor ligado a sua saída.
Figura 4.8 Composição da porta NAND.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 71.
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41
Função NÃO OU, NOU ou NOR.
A função NOU é a composição da função NÃO com a função OU, ou seja, a função
NOU será o inverso da função OU. É representada da seguinte forma:
S = (A+B), onde o traço indica a inversão da soma A + B.
Porta NOU ou NOR é o bloco lógico que executa a função NOU. Sua tabela da
verdade e símbolo são mostrados abaixo na figura
Figura 4.9 Porta NOR e sua tabela da verdade
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 72.
De maneira análoga, podemos formar uma porta NOU utilizando uma OU e um
inversor ligado à sua saída.
Figura 4.9 Composição da porta NOR.
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 72.
Porta Lógica XOR (OU-EXCLUSIVO)
A função lógica que esta porta executa, como o próprio nome já diz, consiste em
fornecer 1 à saída quando as variáveis de entrada forem diferentes entre si. A partir
desta definição, montamos sua tabela-verdade.
Tabela 4.6 Tabela da verdade porta XOR
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42
Figura 4.10 Circuito da porta XOR
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 74.
Devido a sua definição, o circuito OU Exclusivo só pode ter duas variáveis de entrada
e possui um símbolo característico mostrado abaixo:
Figura 4.11 Símbolo da porta XOR
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 74.
Porta Lógica XNOR (COINCIDÊNCIA)
Sua função é fornecer 1 à saída quando houver coincidência nos valores das
variáveis de entrada.
Tabela 4.7 Tabela da verdade porta XNOR
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43
Figura 4.12 Circuito da porta XNOR
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 74.
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44
55.. AAMMPPLLIIFFIICCAADDOORR OOPPEERRAACCIIOONNAALL
O Amplificador Operacional (abreviadamente A. O ou amp-op) é certamente um dos
integrados de aplicações lineares mais usados e mais versáteis da atualidade. Além
de ser de fácil emprego, não requer cálculos cansativos e ajustes para sua
polarização, ao contrário dos transistores. Essa versatilidade e seu vasto campo de
aplicações tornaram seu conhecimento uma necessidade para todo técnico e
engenheiro que atuam no campo da eletrônica, mesmo que o componente não faça
parte do seu dia-a-dia.
O A.O. recebeu esta denominação pelo fato de ter sido utilizado inicialmente para
executar operações matemáticas em computação analógica, tais como: somar,
subtrair, integrar, diferenciar, etc.
Atualmente, o componente em forma de CI é empregado em inúmeras aplicações
lineares ou não lineares na eletrônica em geral, mas principalmente em sistemas de
controle e regulação, instrumentação, processamento e geração de sinais.
Trata-se na realidade de um amplificador CC linear, com elevado ganho de tensão e
que usa externamenteuma rede de realimentação negativa ou positiva (em função da
aplicação) para controlar suas características de operação.
Abaixo o diagrama interno do 741, considerado o amp-op mais popular.
Figura 5.1 Circuito interno de um Amp Op
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 74.
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45
Símbolo do amplificador operacional
Figura 5.2 Amplificador operacional e seus terminais
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 75.
O amplificador Operacional é composto de uma entrada (+) = entrada não-inversora;
uma entrada (-) = entrada inversora e uma saída. E por se tratar de um circuito
integrado necessita de tensão de alimentação externa que nesse caso pode ser
simples ou simétrica dependendo da aplicação que se destina.
Aplicações
O amplificador operacional pode ser usado como amplificador ou comparador de
tensão. Existem circuitos, portanto que exploram as características do amplificador
operacional por ex: osciladores, somadores, conversores e outros. Vamos estudá-los
como amplificador e como comparador.
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46
Amplificador Inversor
A tensão de saída será igual ao produto da tensão de entrada pelo ganho, estando a
saída defasada de 180º elétricos em relação à entrada.
Figura 5.3 Circuito de utilização de amplificador inversor
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 76.
Figura 5.4 Formas de onda de um amplificador inversor
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 77.
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47
Figura 5.5 Circuito de utilização de amplificador não inversor
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 77.
Figura 5.6 Formas de onda de um amplificador não inversor
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 78.
A expressões matemáticas que definem o ganho são:
Amplificador não-inversor:
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48
Amplificador inversor:
Se compararmos os circuitos iremos observar que no amplificador não-Inversor o
ganho é ligeiramente maior. Isto é conseqüência de não haver inversão de fase.
Comparador de tensão
No caso do AMP-OP como comparador iremos definir uma das entradas como
referência e outra servirá de entrada do sinal a ser analisado.
Figura 5.7 Amplificador como comparador
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 78.
Funcionamento do circuito
Comparador não_inversor
Quando Vin>Vref; então Vout=+Vcc
Quando Vin<Vref; então Vout=-Vcc
Comparador inversor
Quando Vin>Vref; então Vout=-Vcc
Quando Vin<Vref; então Vout=+Vcc
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49
Esta configuração será muito utilizada quando o aluno estudar microcontroladores, já
que estes possuem blocos comparadores que permitem comparar tensões em pontos
diferentes.
Mas agora podemos elaborar circuitos que possam efetuar controles utilizando
circuitos comparadores de tensão. Para isso podemos alguns modelos de
microcontroladores, como o LM311 (comparador single) e LM339 (comparador
quádruplo).
OBS: Todos os comparadores necessitam de resistores de Pull-up para forçar um
nível alto na saída, porque a saída Vout é em coletor aberto. O resistor varia de 1K a
47K.
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50
66.. CCOONNVVEERRSSOORR AANNAALLÓÓGGIICCOO EE DDIIGGIITTAALL
Funções geradas por blocos funcionais analógicos são muitas vezes processadas por
circuitos digitais (por exemplo, um computador). Para processar este sinal usando
circuitos digitais, deve-se necessariamente efetuar uma conversão para a forma
digital. Tal conversão é efetuada por um conversor analógico/digital ("A/D converter"
ou ADC). Este sinal processado (ou transformado) deve (na maioria das vezes) atuar,
produzindo um efeito sobre o circuito analógico que gerou o sinal original, ou outro
similar.
Um sinal na forma digital, para ser processado por um bloco funcional analógico, deve
ser previamente convertido (ou reconvertido) para a forma analógica equivalente. Este
processo reverso é efetuado por um conversor digital/analógico ("D/A converter" ou
DAC).
Figura 6.1. Ilustração de um computador "conversando" com o ambiente externo
Fonte: http://www.din.uem.br
Discutir-se-á a seguir alguns conversores, iniciando pelos D/A. Adota-se esta
seqüência por considerar-se a mais didática dado a simplicidade destes conversores.
66..11 CCoonnvveerrssoorreess DD//AA
Sistemas que aceitam uma palavra digital como entrada e traduzem ou convertem
para uma voltagem ou corrente analógica são chamados de conversores
digitais/analógicos.
CONVERSOR D/A DE RESISTORES COM PESOS PONDERADOS
("D/A Converter with Binary-Weighted Resistor")
É o mais simples dos conversores D/A. Construído a partir de um circuito básico de
resistores em paralelo controlado por corrente, onde a corrente é somada num ponto
em comum, passando por um resistor de carga, criando assim uma saída analógica.
Os valores dos resistores são distribuídos ponderadamente, de forma a Obter pesos
de acordo com a numeração binária.
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51
A numeração binário codificado decimal (BCD) usa quatro bits para representar
números decimais de 0 a 9. O bit menos significativo (LSB) é expresso como (valor do
bit x 20), o próximo bit como (valor do bit x 21), o terceiro como (valor do bit x 22), e o
bit mais significativo (MSB) como (valor do bit x 23). Assim o peso de cada coluna da
direita para a esquerda é 1, 2, 4 e 8.
Figura 6.2 Conversor D/A usando resistores com pesos ponderados
Fonte: http://www.din.uem.br
Nesta linha de raciocínio, num circuito conversor D/A que recebe um número BCD a
ser convertido em analógico, o LSB deverá ser apresentado para um resistor de
entrada com o maior valor de resistência do circuito, o segundo com a metade do
LSB, o terceiro com um quarto do LSB e o MSB com um oitavo do LSB. A saída é
então a soma das quatro voltagens atenuadas. Note que o maior valor de resistência
refere-se ao LSB porque ele causa o menor fluxo de corrente resultante.
O resistor de carga (RL ) que é utilizado para criar a voltagem de saída (Va), que
nada mais é, que uma diferença de potencial (ddp) intermediária, calculada entre o
ponto onde as correntes são somadas (Va) e o terra.
A relação entre o valor de resistência de RL e de Req deve ser tal que RL esteja entre
o valor médio e o menor valor de Req (1KW < RL > 500W). Isto deve-se ao fato de
que a ddp sobre RL não deve ser nem muito maior nem muito menor que a ddp sobre
Req.
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A seguir apresenta-se um estudo onde é determinado a melhor relação entre RL e
Req, baseado num exemplo de um conversor D/A para os seguintes valores de
resistências:
R0= 8 K; R1= 4 K; R2= 2 K; R3= 1 K;
para RL foram testados cinco valores, são eles: 100 , 500 , 1 K , 2 K e 15 K .
Figura 6.3 Diagrama esquemático do conversor ponderado
Fonte: http://www.din.uem.br
Para se encontrar o valor de Va, deve-se inicialmente encontrar o valor da resistência
eqüivalente (Req) dos resistores em paralelo. É considerado apenas o valor das
resistências que estão ligadas ao 5V, desta forma encontra-se 16 valores de Req,
correspondentes as 16 possibilidades de entrada digital. Somando-se a resistência
equivalente com a de carga (RL) obtém-se a resistência equivalente total do circuito.
A corrente total é obtida pelalei de Ohm (I = V / R), onde V = 5 Volts e R = Req+RL.
Desta forma, ao obter-se a corrente total do circuito, que passa igualmente por Req e
por RL, pode-se também, obter o valor correspondente a conversão da entrada digital,
através da fórmula Va = RL * I.
A seguir é mostrado o gráfico resultante referente aos cinco valores de RL. O eixo X
representa as entradas digitais e o eixo Y as possíveis saídas analógicas,
proporcionais às entradas.
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53
Figura 6.4 Gráfico Entrada Digital x Saída Analógica
Fonte: http://www.din.uem.br
Conclusão: para um valor muito baixo de RL a ddp sobre Req é dominante,
provocando uma faixa de valores para Va muito pequena, já para o inverso a ddp
sobre RL é excess ivamente dominante. No caso onde é utilizado um valor médio,
obtém-se um gráfico mais linear aproximando-se da idealidade.
Freqüentemente é utilizado um amplificador operacional na saída analógica, projetado
para atingir os níveis de tensão e corrente desejados.
Utilizando-se esta configuração, o resistor de carga é substituído pelo circuito de
amplificação, onde, o Rf tem o mesmo valor que o menor resistor ( neste exemplo: Rf
= R3)< /P>
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54
A voltagem de saída é dada por:
Figura 6.5 Conversor D/A de 4 bits
Fonte: http://www.din.uem.br
66..22 CCoonnvveerrssoorreess AA//DD
Freqüentemente, é requerido a conversão de dados obtidos em um sistema físico na
forma analógica para a forma digital. Conversores A/D são utilizados para conversão
da forma analó gica para a digital.
CONVERSOR A/D COMPARADOR PARALELO
("Parallel-Comparator A/D Converter")
É o mais rápido dos conversores A/D, mas é expressivamente caro, visto que
necessita de 2N-1 comparadores para um conversor de N bits.
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55
Figura 6.7 Conversor A/D comparador paralelo
Fonte: http://www.din.uem.br
No exemplo, o sinal analógico a ser convertido é aplicado simultaneamente aos sete
comparadores com um limiar ("treshold") ou voltagem de referência igualmente
espaçados. As referências são portan to, Vref/8, 2Vref/8, etc.
A saída Y será baixa para todos comparadores com limiar maior que a entrada
analógica respectiva (Vref > Ve; Y=0). E Y será alta para todos os comparadores com
limiar menor que a entrada analógica ( Vref < Ve; Y=1).
Desta forma é obtido um código diferente da numeração binária, fazendo-se
necessária a utilização de um conversor de código. A palavra com este código binário
deve ficar disponível em suas entradas por um tempo suficiente para que a conversão
seja feita sem perda de informação, para tal, é introduzido um conjunto de "latch's"
que seguram a palavra a ser convertida.
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56
O conversor de código do exemplo deverá traduzir o código formado pelas saídas Y,
para o código de numeração binária de três bits, como mostra a tabela xx. Note que
quando to dos os comparadores estão com suas saídas em zero, tem-se um a
correspondência direta com o zero binário.
Ve Y7 Y6 Y5 Y4 Y3 Y2 Y1 S2 S1 S0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1
2 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0
3 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1
4 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0
5 0 0 1 1 1 1 1 1 0 1
6 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0
7 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
Tabela 6.1 Estados do conversor A/D paralelo como função da tensão de entrada
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57
77.. TTIIRRIISSTTOORREESS
Tiristor é o nome usado para designar uma família de componentes de quatro
camadas (P-N-P-N). Nesta seção serão abordados os tiristores SCR e TRIAC.
Embora o GTO seja também um tiristor, ele será abordado na seção de chaves
controláveis.
77..11 OO SSCCRR
O SCR – Silicon Controled Rectifier – é o mais antigo dispositivo semicondutor de
potência, possui construção simples, ainda hoje é o dispositivo capaz de manipular as
mais altas potências. É possível encontrar no mercado dispositivos que podem
suportar vários Kilovolts e vários Kiloampères. Entretanto, como mencionado na
tabela 1, somente seu ligamento pode ser controlado.
A figura seguinte mostra o símbolo do SCR, juntamente com sua característica
estática (idealizada).
Figura 7.1 O SCR e sua característica estática
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 97.
Além de possuir anodo e catodo como os diodos, o SCR possui um terminal de
controle, o gate. Desta forma, o SCR comporta-se como um “diodo controlável”,
sendo capaz de bloquear tensões positivas e negativas. No estado de condução do
SCR real, a queda de tensão direta (VT) é bastante pequena, da ordem de 1 a 3V,
mesmo nos dispositivos capazes de suportar vários Kilovolts.
O ligamento do SCR é feito através do terminal Gate (porta ou gatilho), onde deve ser
aplicado um pulso de corrente positiva em relação ao catodo, com amplitude e
duração suficientes. O SCR entrará em condução se estiver sob polarização direta
anodo – catodo, e manterá seu estado de condução se, antes de ser retirada a
corrente de gate, a corrente de anodo for superior ao valor chamado corrente de
travamento (latching), IL . Caso contrário o SCR retoma o estado de bloqueio.
A figura seguinte ilustra o processo de ligamento do SCR. Como pode ser observado,
existe um tempo de atraso td entre o estabelecimento da corrente de gate e o início
do crescimento da corrente de anodo. O tempo tr refere-se ao intervalo de
decaimento da tensão anodo-catodo de 90% para 10% de seu valor inicial. O tempo
de ligamento ton é a soma de td e tr.
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Figura 7.2 Processo de ligamento do SCR
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 98.
No processo de ligamento, é importante limitar a taxa de crescimento da corrente
(di/dt) no dispositivo, sob pena de formação de pontos quentes (“hot spots”) próximos
ao gate com a conseqüente destruição do componente.
Não é possível realizar o desligamento do componente pelo terminal de gate.
Inclusive, após o disparo, a corrente de gate pode ser retirada sem comprometer a
condição de condução do SCR. Há dois meios de efetuar o bloqueio do SCR:
Comutação natural: neste caso, a corrente de anodo naturalmente cai abaixo do valor
mínimo chamado corrente de manutenção IH – (Holding Current), o que dá início à
comutação. Em aplicações CA, isto ocorre automaticamente nas passagens por zero
da forma de onda corrente.
Comutação forçada: neste caso, o tiristor é reversamente polarizado por um circuito
auxiliar (chamado circuito de comutação forçada) ou, às vezes, pelo próprio circuito
de potência. O processo de bloqueio é semelhante ao dos diodos.
Depois de se anular, a corrente de anodo se inverte durante o intervalo trr. Para que o
SCR mantenha seu estado de bloqueio, ele somente pode receber nova polarização
direta após passado um tempo superior a tq (tempo de comutação), o qual é igual à
soma de trr e tgr, o tempo de recuperação de gatilho. O tq é dependente da
temperatura e da corrente direta, dentre outros parâmetros.
A figura seguinte ilustra o processo de bloqueio do SCR, juntamente com a indicação
dos tempos relevantes.
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59
Figura 7.3 Processo de bloqueio do SCR
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 99.
Após completo o processo de comutação, é importante limitar a taxa de subidada
tensão no dispositivo (dv/dt), sob pena de ligamento indevido. Devido à presença da
capacitância de junção, a corrente de deslocamento causada por uma taxa dv/dt
elevada pode provocar o disparo acidental do SCR. Para evitar esse problema, deve
ser externamente ligado ao SCR um circuito que reduza essa taxa, chamado circuito
“snubber”, o qual consiste num circuito RC série.
Dependendo das necessidades da aplicação, vários tipos de SCRs são disponíveis:
SCRs de freqüência de rede: também conhecidos por “phase control SCRs”, são
utilizados em retificadores controlados e como chave eletrônica CA. Os parâmetros
mais importantes são as capacidades de tensão e corrente e a queda de tensão
direta. Em favor de uma pequena queda de tensão direta, o tempo de comutação tq
não é otimizado, variando entre 50 e 300μs. Este tipo de SCR pode ser encontrado
para operar em tensões de até 5-12kV e correntes de até 3-4kA, aproximadamente.
SCRs rápidos: também conhecidos por “inverter type SCRs”, são projetados para
utilização em choppers e inversores, e desta forma possuem um tempo de comutação
reduzido (2 a 50μs) . A utilização destes tiristores está sendo abandonada devido à
performance muito superior dos transistores IGBT e MOSFET de potência. Apenas
são utilizados em potências muito elevadas.
Os tempos de ligamento e desligamento dos SCR são relativamente elevados, o que
produz consideráveis perdas por comutação. Por isso, a utilização de SCRs é restrita
a aplicações de freqüência não muito elevadas.
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60
A necessidade de circuitos de comutação forçada e a menor velocidade são as
grandes desvantagens dos SCRs. Nos dias de hoje, devido aos avanços na
tecnologia dos transistores de potência MOSFET e IGBT, o SCR tem sua utilização
restrita a circuitos retificadores de linha, relés de estado sólido e conversores de
altíssimas potências (na casa das dezenas de MVA), como transmissão de energia
CC em alta tensão (HVDC), acionamento de grandes motores de vários MVA, ETC.
A tabela seguinte ilustra resumidamente as características de alguns dispositivos.
Código VRRM / VDRM ITAV VT tq
Tiristores de linha
30TPS16
180RKI80
ST1230C16
1600V
800V
1600V
20 A
180 A
1745 A
1,3V
1,35V
1,62V
110μs
100μs
200μs
Tiristores Rápidos
IRFK7212
SKFH150/8
1200V
800V
71 A
150 A
2,40V
2,45V
25μ
20μ
Tabela 7.1 Características elétricas de alguns dispositivos
A seguir estão os significados dos parâmetros mais importantes.
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61
VDRM
VRRM
VRSM
VR
VT
(dv/dt)cr
ITSM
ITM ou ITRM
IT ou ITAV
ITRMS
i2 t
IR
IRD
IL
IH
(di / dt) cr
tq
tgr
td ou tgd
tr ou tgr
tON ou tgt
trr
IRM
Qrr
PTOT ou PD(AV)
Tj
Rthjc ou RθJC
rT
IGT
VGT
VGRM
IGD
VGD
PGM
PG(AV)
IGTM ou IGSM
Tensão direta repetitiva
Tensão reversa repetitiva
Tensão de surto reversa não repetitiva
Tensão reversa contínua
Queda de tensão direta com o SCR em condução
Máxima taxa de crescimento da tensão
Corrente de surto direta não repetitiva
Corrente de surto direta repetitiva
Corrente direta média
Corrente direta eficaz
Este valor é utilizado para selecionar o fusível de proteção, que deve
possuir um i
2
t menor do que o do SCR.
Corrente reversa (corrente de fuga)
Corrente direta com o SCR bloqueado (corrente de fuga)
Corrente de travamento (latching current)
Corrente de manutenção (holding current)
Máxima taxa de crescimento da corrente
Tempo de comutação
Tempo de recuperação de gate
Tempo de atraso no ligamento
Tempo de decaimento da tensão anodo – catodo
Tempo de ligamento
Tempo de recuperação reversa
Pico da corrente de recuperação reversa, é dado para valores de
temperatura, IF e diF / dt específicos.
Carga que flui para no circuito durante o intervalo trr
Dissipação de potência
Faixa de temperatura de operação da junção
Resistência térmica entre a junção – encapsulamento em ºC / W
Resistência ôhmica do tiristor
Mínima corrente de gate para o disparo
Mínima tensão de gate para o disparo
Tensão reversa que pode ser aplicada à junção G-K
Máxima corrente de gate que certamente não provocará o disparo (“gate
non-trigger current”)
Máxima tensão de gate que certamente não provocará o disparo (“gate
non-trigger voltage”)
Pico de potência de gate
Potência média de gate
Corrente de gate
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62
77..22 TTrriiaacc
O TRIAC – “Thyristor AC” pode ser interpretado como a conexão de dois SCRs em
anti-paralelo. O componente é bidirecional em corrente e tensão, possuindo os
terminais de carga MT1 e MT2 (MT = “Main Terminal”), bem como o terminal de gate.
O maior problema do TRIAC é que sua capacidade de dv/dt é muito baixa,
tipicamente 5 a 20V / μs, contra 100 1000 V/ μs nos SCRs. Além disso, somente
estão disponíveis dispositivos para correntes de apenas aproximadamente 40 Arms.
Esses fatores seriamente limitam sua capacidade de controle de potência, mas não
impedem sua ampla e difundida utilização em aplicações CA de baixa potência.
A figura seguinte mostra o símbolo do TRIAC, juntamente com sua característica
estática idealizada. Como pode ser observado, é um dispositivo que opera em todos
os quadrantes do plano v x i. Sendo um tiristor, possui característica de travamento,
isto é, uma vez em condução a corrente de gate pode ser retirada.
Figura 7.4 O TRIAC e sua característica v x i
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 101.
O processo de bloqueio é similar ao do SCR. Embora com sensibilidades diferentes, o
TRIAC pode ser disparado tanto com correntes positivas quanto negativas no gate,
mas sempre em relação a MT1. Como o TRIAC pode conduzir em ambas as direções,
em aplicações CA ele somente dispõe de um breve intervalo de tempo para recuperar
sua condição de bloqueio na passagem por zero da forma de onda senoidal de
corrente, o que limita seu emprego confiável em freqüências de até 60HZ.
Quando aplicado no controle de cargas indutivas, o atraso da corrente em relação a
tensão implica que quando a corrente cai abaixo da corrente de manutenção IH e o
TRIAC bloqueia, surge sobre os terminais do mesmo certa tensão. Se esta tensão
surge muito rapidamente, o TRIAC retoma o estado de condução e o controle é
perdido. A fim de evitar esse problema, a taxa dv / dt de subida da tensão deve ser
limitada através de uma rede RC série ligada aos terminais do componente (circuito
“snubber”).
Na prática, em aplicações de alta potência, quando é necessário efetuar o controle
bidirecional de correntes mais elevadas, utilizam-se dois SCRs ligados em anti-
paralelo.
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63
A designação dos parâmetros dos TRIACs são semelhantes às dos tiristores. A tabela
seguinte mostra resumidamente as características de alguns dispositivos.
Código VRRM /
VDRM
ITRMS VT dv/dt(cr)
T2500DFP
2N6344
BCR30GMI2
400V
800V
600V
6 A
12 A
30 A
2v
1,55V
1,6V
10 V/μs
5V/ μs
20V/ μs
Tabela 7.2 Características elétricas de alguns dispositivos
77..33 DDiiaacc
Os diacs são diodos de disparo bidirecional, composto por três camadas (PNP) com a
simples função de disparar tiristores.
Sua construção assemelha-se a de um transistor bipolar, porém difere na dopagem
do cristal N.
Seu funcionamento é simples: Para passar do estado de bloqueio para o estado de
condução, é preciso ultrapassar a tensão de ruptura (VR), rompendo assim, a junção
polarizadainversamente, podendo a corrente fluir em ambos sentidos.
Para voltar ao estado de bloqueio, basta remover a tensão por alguns instantes.
Os diacs servem para controlar o disparo de triacs quando uma tensão de referência
chegar a certo valor.
Figura 7.4 O DIAC e sua simbologia
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 112.
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64
77..44 UUJJTT TTrraannssiissttoorr uunniijjuunnççããoo
Os UJT (Unijunction Transistor) podem ser utilizados em osciladores de baixa
freqüência, disparadores, estabilizadores, geradores de sinais dente de serra e em
sistemas temporizados.
Simbolo
E – Emissor
B1 – Base 1
B2 – Base 2
Figura 7.5 O UJT
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 117.
Constituição Interna
Basicamente o transistor de unijunção é constituído por uma barra de material
semicondutor do tipo N (de alta resistividade) com terminais nos extremos. Tais
contactos não constituem junções semicondutoras, e assim, entre B2 (base 2) e B1
(base 1) temos, na prática uma resistência, formada pelo material semicondutor N. O
material do tipo P como material do tipo N formam a única junção PN semicondutora
interna.
Figura 7.6 O UJT - Constituição Interna
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 117.
Tudo se passa como se o bloco do tipo N fosse formado por duas simples
resistências (Rb2 e Rb1), em série, tendo ligado no seu ponto central um diodo
(terminal E ou Emissor).
O terminal do emissor (E) está mais próximo da base 2 (B2).
E
B1
B2
E
B1
B2
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Princípio de funcionamento
Figura 7.7 O UJT – Princípio de funcionamento
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 118.
O valor resistivo normal entre os terminais da base 2 e 1 é relativamente alto
(tipicamente entre 4 K e 12 K). Assim, se ligarmos o terminal B2 a um potencial
positivo (tipicamente entre 6 e 30 Volt), e o terminal B1 ao negativo, uma corrente
muito pequena circulará por Rb2 e Rb1. Ao mesmo tempo, Rb2 e Rb1 formam um divisor
de tensão, em cujo ponto intermédio surge uma tensão menor, porém proporcional
àquela que foi aplicada a B2. Suponhamos que Rb2 e Rb1 têm valores iguais, de 5 K
cada um. Assim, se aplicarmos (com a polaridade indicada) 10 Volt entre B2 e B1, o
“cátodo” do “diodo” do emissor terá uma tensão de 5 Volts. Ao aplicarmos, então, uma
tensão de entrada no emissor (E) do UJT, esta terá que, inicialmente vencer a
barreira de potencial intrínseca da junção PN ( 0,6V) e, em seguida, superar a
própria tensão que polariza o “cátodo” (5 Volts no exemplo). Nesse caso, enquanto a
tensão aplicada ao terminal do emissor (E) não atingir 5,6 Volt (0,6V + 5V) não haverá
passagem de corrente pelo emissor através de Rb1 para a linha de negativo da
alimentação. Mantendo-se no exemplo, uma tensão de emissor igual ou maior do que
5,6 Volts determinará a passagem de uma corrente; já qualquer tensão inferior (a
5,6V) será incapaz de originar passagem da corrente elétrica pelo emissor (E) e por
Rb1. Enquanto os 5,6V não forem atingidos, a corrente será nula, como através de um
interruptor aberto. Alcançando os 5,6V, tudo se passa como se o tal interruptor
estivesse fechado. A corrente que circulará estará limitada unicamente pelo valor
resistivo intrínseco de Rb1.
Como a transição de corrente nula, para corrente total, entre emissor (E) e base 1
(B1) se dá sempre de forma abrupta (quando a tensão de emissor chega à
tensão/limite de disparo), podemos considerar o UJT como um simples
interruptor acionado por tensão.
+
6 a 30 Volt
_
+
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Características técnicas
Tensão entre bases (Vbb) – é a máxima tensão que pode ser aplicada entre as
bases.
Tensão entre emissor e base 1 (Vb1e) – é a máxima tensão que pode ser
aplicada entre esses dois terminais.
Resistência entre bases (Rbb) – é a resistência existente entre os dois terminais
de base.
Corrente de pico de emissor (Ie) – é a corrente máxima que pode circular entre o
emissor e a base 1 quando o transistor é disparado.
Razão intrínseca de afastamento ()
Rbb
Rb1
Rbb = Rb1 + Rb2
Figura 7.6 O UJT – Características técnicas
Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 119.
é a chamada razão intrínseca de afastamento, que nada mais é do que o fator do
divisor de tensão.
A faixa típica de variação de é de 0,5 a 0,8.
Por exemplo, o 2N2646 tem um de 0,65. Se este UJT for usado com uma tensão de
alimentação de 10 Volt
V1 = x V
V1 = 0,65 x 10
V1 = 6,5V
V1 é a chamada tensão intrínseca de afastamento porque ela mantém o diodo
emissor com polarização inversa para todas as tensões aplicadas ao Emissor,
inferiores a V1.
Se V1 for igual a 6,5 Volt, então temos de aplicar um pouco mais ( 0,6V) do que os
6,5V para polarizar diretamente a junção PN e haver condução entre Emissor e a
Base 1.
V1 – Tensão intrínseca de afastamento.
- Razão intrínseca de afastamento,
V – Tensão de alimentação.
V1
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88.. BBIIBBLLIIOOGGRRAAFFIIAA
SENAI. MG. Eletrônica Digital
IDOETA, Ivan Valeije, CAPUANO, Francisco Gabriel. Elementos de Eletrônica
Digital. 34ª Edição. São Paulo. Ed. Érica. 2002.
LOURENÇO, Antônio Carlos, CRUZ, Eduardo C. A.. Circuitos Digitais - Estude e
Use. 5ª Edição. São Paulo. Ed. Érica. 2002.
TOCCI, Ronald J., LASKOWSKI,Lester P.. Microprocessadores e
Microcomputadores. 2ª Edição. Rio de Janeiro. Ed. Prentice-Hall do Brasil. 1983.
http://www.i-magazine.com.br/imagazine/picbook/cap1.htm em 15/07/2004.
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