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COSMÉTICOS ESFOLIANTES
ESFOLIAÇÃO
Etapa prévia de procedimentos estéticos;
Promove o “afinamento” do estrato córneo (EC);
Usada desde a antiguidade;
Egípcios e gregos relatam o uso dessa técnica;
1940  peeling químico como procedimento
médico
2
 Os antigos egípcios já se valiam das técnicas de esfoliação há mais de 6
mil anos. Utilizando misturas de óleos animais, pó de alabastro (um tipo de pedra) e sal marinho para formar uma pasta, que era esfregada sobre o corpo e o rosto para eliminar as impurezas. Já os gregos untavam seu corpo com óleo natural e, em seguida, cobriam-no com areia e esfregavam sobre a pele antes de tomar banho, a fim de ter uma pele limpa e macia
Descamação fisiológica das células da epiderme
Garante: Flexibilidade Hidratação
Integridade do tecido
Dinâmica
HOMEOSTASIA DO ESTRATO CÓRNEO
reações enzimáticas destroem gradativamente as ligações entre as células mais superficiais, resultando, assim, na descamação da pele.
HOMEOSTASIA DO ESTRATO CÓRNEO
4
Fator natural de hidratação:
conjunto de substâncias higroscópicas que atraem e mantem água no interior do corneócito
Neste processo, ocorrem diversas reações enzimáticas (principalmente vias proteolíticas) que garantem que a perda de corneócitos nas camadas mais superficiais da pele ocorra de forma ordenada e imperceptível. Estes corneócitos são repostos através da constante diferenciação dos queratinócitos nas camadas mais profundas da pele (Rawlings e Voegeli, 2012). 
Um fenómeno fundamental no processo descamativo cutâneo é a degradação da coesão entre os corneócitos que está fundamentalmente relacionada com os desmossomas. Estudos na estrutura da pele demonstraram que à medida que os corneócitos se diferenciam e aproximam-se do estrato córneo, há uma redução no tamanho e na distribuição de desmossomas, o que representa também uma menor força de adesão entre as células permitindo, desta forma, a descamação cutânea.
Ainda, as proteases envolvidas neste processo são enzimas atuam por degradação de proteínas desmossomais (desmogleína, desmocolina e corneodesmosina) levando a uma consequente redução do tamanho dos desmossomas que, como referido anteriormente, leva à descamação da pele
ESFOLIAÇÃO
5
Esfoliação tem por objetivo, complementar à remoção de células do estrato córneo, remover as impurezas, desobstruir os poros e esfoliar as células mortas da pele.
HOMEOSTASIA DO ESTRATO CÓRNEO
6
Os ativos esfoliantes físicos promovem a esfoliação da camada superficial da pele por meio do arraste e da ação abrasiva,
Uma vez que a esfoliação é uma técnica empregada para a remoção de
células mortas da superfície da pele, ela acelera o processo de renovação natural da pele. Como resultado, obtém-se uma pele com aparência mais jovem e saudável.
ESFOLIAÇÃO
Quanto à abrasão (Diferentes granulometrias)
7
Alta
Média
Baixa
Quanto à origem
Sintéticos
Naturais
Animal, vegetal ou mineral
Aplicação:
De maneira geral, pode-se associar o grau de abrasão conforme o tipo de
pele, sensibilidade, condição cutânea, necessidade, finalidade do procedimento estético a ser aplicado em seguida, bem como região do corpo a ser esfoliada. Recomenda-se baixa e média abrasão para aplicações faciais, conforme con-dições da pele, e alta abrasão para corporais. massagem
Aplicaçaõ com movimentos circulares e pressão gradual, conforme a necessidade de abrasão do tipo de pele em tratamento.
ESFOLIANTES
Conforme sua ação
Física  promovida por efeito mecânico por meio de ação abrasiva; �
Química  promovida por agentes químicos (ácidos); 
�Biológica  promovida por agentes enzimáticos  enzimas proteolíticas  capazes de causar lise nas proteínas encontradas na pele  maior segurança e menor irritabilidade que as opções anteriores.
Lembrando  os esfoliantes físicos promovem a esfoliação mecânica
por meio de agentes quimicamente inertes, por arraste ou leve fricção sobre a pele, facilitando a perda de adesão das células superficiais do estrato córneo e promovendo o efeito de microabrasão por esfoliar e estimular a renovação celula
ESFOLIANTES FÍSICOS VEGETAIS
Compostos por grânulos arredondados de função abrasiva, originados de pós de sementes de frutas, geralmente de uso facial;
 Compostos derivados de casca, folhas e sementes maiores;
 Casca de coco e nozes, pó de bambu (Bamboo Exfoliating Extract), Fibra vegetal (Lipo Luffa), folhas de melaleuca (Melafresh Exfol);
 Partículas esféricas de ceras naturais de jojoba e carnaúba, sementes de morango, framboesa e kiwi;
 Carboidratos  micropartículas de arroz (Rice Exfoliator).
 Apricot (damasco);
 Tâmaras;
 Amêndoas;
 Uvas;
 Bioscrubs  derivados de partículas retiradas das sementes e de substâncias prensadas destas, formando uma manteiga, como açaí, andiroba, buriti, cupuaçu, guaraná, murumuru
 Os antigos egípcios já se valiam das técnicas de esfoliação há mais de 6
mil anos. Utilizando misturas de óleos animais, pó de alabastro (um tipo de pedra) e sal marinho para formar uma pasta, que era esfregada sobre o corpo e o rosto para eliminar as impurezas. Já os gregos untavam seu corpo com óleo natural e, em seguida, cobriam-no com areia e esfregavam sobre a pele antes de tomar banho, a fim de ter uma pele limpa e macia
ESFOLIANTES FÍSICOS VEGETAIS
Semente de Apricot 1%  esfoliante, emoliente, antioxidante;
Acido Salicílico 1%  esfoliante químico;
Glicerina 5%  umectante;
Gel QSP 100ML  veículo
 Além disso, conforme a sua origem, os agentes esfoliantes físicos também
podem apresentar características complementares, que agregam maiores benefícios aos seus tratamentos estéticos.
ESFOLIANTES FÍSICOS VEGETAIS
11
 Além disso, conforme a sua origem, os agentes esfoliantes físicos também
podem apresentar características complementares, que agregam maiores benefícios aos seus tratamentos estéticos.
ESFOLIANTES FÍSICOS VEGETAIS
Além disso, conforme a sua origem, os agentes esfoliantes físicos também
podem apresentar características complementares, que agregam maiores benefícios aos seus tratamentos estéticos.
ESFOLIANTES FÍSICOS MINERAIS
 Pedra pome;
Quartzo;
Microcristais de alumínio (óxido de alumínio);
Sílica, argila e microgrânulos de argila. 
A pedra-pomes é um tipo de rocha vulcânica de baixa densidade e alta porosidade
EXEMPLO DE FORMULAÇÃO
Aqua (water)  veículo
Propanediol  umectante
Sílica  esfoliante mineral
Ammonium acryloyldimethyltaurate / VP copolymer  aristoflex  modificador de reologia
Sorbitan caprylate  conservante (Ecocert®)
Hydrolyzed wheat protein  reparador do microrelevo cutâneo
Avena sativa kernel oil  hidratante
Potassium sorbate  conservante
Prunus amygdalus dulcis protein  
Benzoic acid  conservante
Disodium EDTA  quelante
Rosmarinus officinalis leaf oil;
Citrus grandis seed oil;
Cupressus sempervirens oil;
Sodium stearate  tensoativo
Phenoxyethanol  conservante
Mentha arvensis leaf oil;
Juniperus communis fruit oil.
 Agente reforçador de coesão dos corneócitos e da função barreira da epiderme.
    Reestruturante e reparador de micro-relevo cutâneo.
    Agente protetor e fotoprotetor da epiderme.
A adição de óleos, como o de oliva, semente de uva, amêndoas, entre outros, ao esfoliante corporal auxilia na regeneração dos lipídeos presentes na camada córnea da pele, reestruturando a camada lipídica protetora (manto hidrolipídico), o que proporciona uma pele mais hidratada e com aspecto saudável, além de reduzir os danos do processo agressivo causado pelo arraste dos ativos esfoliantes físicos. 
ESFOLIANTES FÍSICOS MARINHOS
Pó de ostra;
Pó de pérola;
Sal marinho (cloreto de sódio);
Algas, diatomáceas  microrganismos unicelulares que vivem em água fria ou doce e são recobertos por uma carapaça constituída por dióxido de silício — mesmo material empregado na produção de vidro.
 Os antigos egípcios já se valiam das técnicas de esfoliação há mais de 6
mil anos. Utilizando misturas de óleos animais, pó de alabastro (um tipo de pedra) e sal marinho para formar uma pasta,que era esfregada sobre o corpo e o rosto para eliminar as impurezas. Já os gregos untavam seu corpo com óleo natural e, em seguida, cobriam-no com areia e esfregavam sobre a pele antes de tomar banho, a fim de ter uma pele limpa e macia
ESFOLIANTES FÍSICOS MARINHOS
Emoliente
Esfoliante
Esfoliante
Esfoliante  pó de alga
Tensoativo aniônico
Essência
Corante
Caprilico – Emoliente (lubrificação e umectação, adesão de água) de caráter lipídico, que consiste em uma mistura de triglicerídeos saturados de cadeia média, derivados do coco. Trata-se de um ingrediente proveniente do processo químico de transesterificação dos ácidos graxos cáprico (C10) e caprílico (C8) combinados com glicerina. 
Sodium cocyl Tensoativo aniônico derivado do ácido glutâmico e do ácido graxo de coco, estável em ampla faixa de pH. 
ESFOLIANTES FÍSICOS SINTÉTICOS
 Pérolas de polietileno;
Grânulos de náilon;
Partículas esféricas de cera sintética e biodegradável de diversas cores 
Polietileno – alto impacto ambiental – 400 anos para sua degradação
ESFOLIANTES FÍSICOS SINTÉTICOS
Água  veículo;
Polietileno  esfoliante físico sintético;
Óleo vegetal hidrogenado/polideceno hidrogenado  
Álcool ceto estearílico  espessante de FO
Glicerina  umectante;
Estearato de gliceril  emoliente
PEG 40 estearato  tensoativo
Álcool ceto estearílico  espessante de FO
Polietileno – alto impacto ambiental – 400 anos para sua degradação
PEG 40 - PEG 40 estearato 
ESFOLIANTES FÍSICOS SINTÉTICOS
Hamamelis virginiana  adstringente;
Mentol  aromatizante
Cloreto de benzetonio  conservante
Ácido sórbico  conservante
Eucalyptus globulus  aromatizante
EDTA  quelante
Polietileno – alto impacto ambiental – 400 anos para sua degradação
Redução do tamanho das partículas dos esfoliantes físicos
necessário o emprego de força de fricção MENOR
aumenta a eficiência do produto pelo ganho de área superficial
ESFOLIANTES
 Formatos mais esféricos  preferenciais;
 Corneócitos que já estão por desprender-se acabam sendo arrastados e descamam  ação mecânica causada pela pressão desse agente entre a pele e as mãos no momento da aplicação
Redução do tamanho das partículas dos esfoliantes físicos  aumenta a eficiência do produto pelo ganho de área superficial, sem que seja necessário o emprego de força de fricção excessiva pelo profissional;
há os produtos multifuncionais, em que os ativos esfoliantes
físicos são incorporados em produtos de limpeza/higienização, como sabo-netes, cremes e loções de limpeza, para uso diário em casa pelo cliente e com ação abrasiva mais suave, a fim de potencializar os resultados do tratamento realizado em cabine.
, menores riscos de irritação cutânea podem ser observados. Da mesma forma, formatos mais esféricos em detrimento de particulados pontiagudos são preferenciais. Especialmente quando partículas mais esféricas são empregadas em produtos semissólidos, a possibilidade de rolagem sobre a pele garante movimentação mais livre e maior eficácia esfoliativa, além de maior conforto para o usuário. Os corneócitos que já estão por desprender-se acabam sendo arrastados e descamam em função da ação mecânica causada pela pressão desse agente entre a pele e as mãos no momento da aplicação
GOMAGEM
Apresenta-se como cremes contendo elevada consistência, com ou sem grânulos de baixa ou média abrasão;
DIFERENCIAL  aplicação e remoção;
Esfoliantes físicos tradicionais  apresentados nas formas cosméticas de gel, sérum ou emulsão, contendo grânulos de baixa, média ou alta abrasão;
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 Aplicadas por meio de uma fina camada sem massagem;
 Após a sua secagem, promove-se sua remoção por meio de movimentos retos ou circulares, formando-se “rolinhos”, que serão removidos posteriormente
 Comumente utilizadas em cosméticos esfoliantes, as microesferas de po-lietileno têm se tornado grandes vilãs para o meio ambiente, devido ao grande impacto ambiental causado pelos microplásticos, inclusive com proibições em países como Estados Unidos e Canadá, fato que tem obrigado os fabricantes de cosméticos a buscarem alternativas biodegradáveis e menos impactantes ao meio ambiente. Esses microplásticos presentes nos cosméticos são, em sua maioria, com-postos por polietileno (PE), policrilato de metila (PMMA), náilon, tereftalato de polietileno (PET) e polipropileno (PP), e, por seu tamanho, ultrapassam o sistema de filtragem de água de plantas industriais e também da rede de tratamento de água urbana, sendo despejados no meio ambiente, poluindo o sistema hídrico e impactando toda a cadeia alimentar ao serem ingeridos por peixes e outros animais marinhos (ANTUNES JUNIOR, 2016)
CUIDADOS ESSENCIAIS
CONSIDERAR: 
A pele precisa de esfoliação?
Está sensibilizada?
Há quanto tempo fez uma esfoliação?
Que tipo de esfoliação foi feita?
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A ESFOLIAÇÃO ESTÁ INDICADA...
Prevenção da acne;
Controle da oleosidade;
Remoção das células mortas;
Preparação para outros procedimentos estéticos que exijam preparação e higienização profunda da pele.;
Prevenção de pelos encravados no depilar ou ao barbear.
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CUIDADOS!
Herpes (principalmente ativa);
Dermatites, se a pele estiver com feridas, machucados ou queimada pelo sol;
Não é recomendada a aplicação de esfoliantes físicos em caso de acne com pústulas  possibilidade de provocar a ruptura da lesão e espalhar o pus com o atrito na pele, agravando o problema.
A CADA QUANTO TEMPO DEVEMOS ESFOLIAR A PELE?
Peles oleosas e/ou espessas comportam a esfoliação até duas vezes por semana;
 
Uma vez por semana  ideal para peles normais ou em tratamentos estéticos faciais e corporais;
Pele seca  o ideal é uma vez a cada 15 dias e dar prioridade para produtos menos abrasivos e em creme. 
 
A CADA QUANTO TEMPO DEVEMOS ESFOLIAR A PELE?
 Independentemente do tipo de pele ou uso facial, corporal ou capilar
lembre-se de recompor o manto hidrolipídico, proteção e hidratação natural
uso de ativos hidratantes e nutritivos específicos para cada caso logo após o processo de esfoliação. 
IMPORTANTE!!!
Grânulos pontiagudos e podem causar microarranhões e feridas na pele se passados com muita força ou grande frequência;
Porta de entrada a diversos microrganismos patológicos
recursos caseiros, como sal, açúcar e outros, apesar de pa-recem inofensivos, podem ser agressivos, pois não são preparados para a aplicação na pele. Seus grânulos, em sua maioria, são pontiagudos e podem causar microarranhões e feridas na pele se passados com muita força ou grande frequência, representando uma porta de entrada a diversos microrganismos patológicos, o que pode resultar em infecções, processos de irritação, dermatites ou até substâncias que podem desencadear alergias
Continua…

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