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Manual de Aterramento (Ritz)

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Sucessora da RITZ-CHANCE
MANUAL TÉCNICO DE
ATERRAMENTO E CURTO
CIRCUITAMENTO TEMPORÁRIO
MANUAL TÉCNICO DE
ATERRAMENTO E CURTO
CIRCUITAMENTO TEMPORÁRIO
ÍNDICE
- Apresentação 2
- Introdução 2
- Características gerais mínimas 2
- Características construtivas e funcionais dos elementos do Conjunto de
Aterramento e Curto Circuitamento Temporário 3
- Configuração do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporário 5
- Especificação do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporário 6
- Sequência e critérios de instalação do Conjunto de Aterramento e Curto
Circuitamento Temporário 7
- Posicionamento do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporário
no local de trabalho 8
- Manutenção e conservação do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento
Temporário 9
- Por quê o Aterramento e Curto Circuitamento Temporário é vital para a segurança
do eletricista? 10
1
2
1 - APRESENTAÇÃO
3 - CARACTERÍSTICAS GERAIS MÍNIMAS
2 - INTRODUÇÃO
O presente trabalho, tem por objetivo apresentar aos nosso clientes os preceitos mínimos 
necessários à especificação, utilização e conservação do conjunto de aterramento e curto circuitamento 
temporário, visando garantir a segurança do pessoal que executa trabalhos de manutenção e construção de 
instalações elétricas desenergizadas, especialmente redes de distribuição.
A contribuição que nos propomos a oferecer dentro de um estilo simples e objetivo caracteriza um 
resumo, fruto de uma experiência de mais de 30 anos de fabricação no Brasil de conjuntos de aterramento e 
curto circuitamento temporário para redes de distribuição, transmissão e subestações de extra alta tensão até 
800 kV, acrescida pelo know-how, absorvido de nossa ex-associada americana A. B. Chance.
3.1 - Capacidade para conduzir a máxima corrente de curto-circuito pelo tempo necessário à atuação do 
sistema de proteção, por três vezes consecutivas, além de conduzir as correntes induzidas de estado 
permanente.
3.2 - Possuir grampos, conectores e cabos, dimensionados para suportar os esforços mecânicos gerados 
pelas correntes de curto circuito sem se desprenderem nas conexões ou se romperem.
3.3 - Manter por ocasião da corrente de curto-circuito à terra uma queda de tensão, através do conjunto de 
aterramento, não prejudicial ao homem em paralelo com o mesmo.
3.4 - Ser prático e funcional ao serviço de manutenção, porém, observando-se antes de tudo, as 
características acima, pois seria uma incoerência com os princípios de segurança, ter um conjunto de 
aterramento e curto circuitamento temporário, que não ofereça a proteção adequada.
A manutenção em redes aéreas desligadas, nos apresenta à primeira vista como uma condição 
APARENTEMENTE segura para a execução dos trabalhos. Entretanto, elas podem ser indevidamente 
energizadas, por diversos fatores entre os quais enumeramos os mais comuns:
- Erros de manobra.
- Contato acidental com outros circuitos energizados.
- Tensões induzidas por linhas adjacentes.
- Descargas atmosféricas, mesmo que distantes do local de trabalho.
- Fontes de alimentação de terceiros.
Infelizmente os fatores acima não se constituem em fatos teóricos, ou mesmo impossíveis de ocorrer, 
como muitas vezes o homem de manutenção tende a imaginar, pois a prática tem nos mostrado a sua 
veracidade através dos inúmeros acidentes que ocorrem anualmente na empresas de energia elétrica. O 
aterramento e curto circuitamento temporário, como procuraremos observar a seguir, constitui-se na principal 
proteção do homem nos trabalhos em redes desenergizadas, devendo ser considerado portanto, como sua 
PRINCIPAL FERRAMENTA DE TRABALHO.
Esta proteção é oferecida pelo conjunto de aterramento e curto circuitamento temporário ao homem 
de manutenção através de limitação de tensão no local de trabalho a valores seguros, pelo escoamento das 
correntes, em caso de uma energização acidental que pode ocorrer por diversos fatores, conforme 
exemplificamos anteriormente.
Entretanto, para que o conjunto de aterramento e curto circuitamento temporário possa oferecer a 
máxima proteção, devem ser observados criteriosamente os seguintes requisitos que se constituem no 
objetivo principal do presente trabalho.
- Características gerais mínimas.
- Características construtivas e funcionais dos elementos que o compõe.
- Configuração.
- Especificação adequada.
- Sequência e critérios para sua instalação.
- Posicionamento adequado no local de trabalho.
- Manutenção e conservação.
3
4 - CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS E FUNCIONAIS
 DOS ELEMENTOS DO CONJUNTO DE ATERRAMENTO
 E CURTO CIRCUITAMENTO TEMPORÁRIO.
4.1. VARA OU BASTÃO DE MANOBRA
Destinado a garantir o isolamento necessário às operações de colocação e retirada do conjunto de 
aterramento e curto circuitamento temporário na instalação elétrica.
Deve ser construida em fiberglass epoxy, de alta resistência mecânica, excelentes qualidades dielétricas 
e peso mínimo além de ser provida de cabeçote adequado à perfeita instalação dos grampos.
4.2. GRAMPOS DE CONDUTORES
Estabelece a conexão dos demais itens do conjunto 
com os pontos a serem aterrados.
Deve ser de material bom condutor, além de possuir 
alta resistência mecânica, boa área de contato, boa 
conexão ao cabo de aterramento e peso mínimo.
4.3. GRAMPOS DE TERRA
Estabelece a conexão dos demais itens do conjunto 
com o ponto de terra, trado, estrutura metálica, malha 
de terra, etc.
Deve possuir as mesmas características construtivas 
dos grampos de condutores.
4.4. TRAPÉZIO DE SUSPENSÃO
Permite a elevação simultânea dos grampos à linha a 
ser aterrada, e estabelece a conexão dos cabos de 
interligação das fases.
Deve ser de material leve e bom condutor e ser dotado 
de conectores que possibilitem a perfeita conexão 
mecânica e elétrica dos cabos de interligação das fases 
e descida para terra.
4.5. CABOS DE ATERRAMENTO
É um elemento de suma importância do conjunto de aterramento e curto circuitamento temporário pois é 
através dele que fluem as eventuais correntes que possam surgir acidentalmente no sistema. Por isso 
mesmo, ele deve ser dimensionado para conduzir e suportar a máxima corrente de curto circuito.
O limite de sua resistência Ôhmica é por demais importante, pois em função de seu valor, poderemos ter 
maior ou menor queda de tensão no local de trabalho.
Deve ser de cobre eletrolítico, ultra-flexível e possuir isolamento transparente, para 600 V.
4
Exemplo para dimensionamento do cabo.
Para dimensionarmos o cabo de aterramento e curto circuitamento devemos observar dois fatores 
básicos. Condutividade e resistividade, cujos valores serão determinados em função da corrente de curto 
circuito máxima do sistema onde será utilizado o conjunto de aterramento e curto circuitamento 
temporário.
a) CONDUTIVIDADE
Se a corrente de curto-circuito máxima em determinado sistema for de 10.000 A e se considerarmos um 
tempo seguro de 30 ciclos para atuação do equipamento de proteção, teremos de acordo com a tabela 
fornecida pelos fabricantes a indicação do cabo de 25mm², como suficientemente dimensionado para 
conduzir a corrente acima sem fundir.
b) RESISTIVIDADE
Considerando o valor altamente seguro de 500 ohms para a resistência oferecida pelo corpo humano, 
medida da palma de uma das mãos, à palma da outra mão ou do pé (excluidas as resistências de contato) 
e a corrente de 100 mA como a máxima possível de ser suportada pelo homem, num tempo máximo de 30 
ciclos, teremos como limite de queda de tensão no local de trabalho 50 volts.
Ex.: 0,1 A x 500 ohms = 50 V.
Se temos conhecimento da queda da tensão máxima que pode ocorrer no local de trabalho, o seu valor 
nos permite estabelecer a resistência máxima admissível para o conjunto de aterramento e curto 
circuitamento temporário, em função da corrente de curto circuito do sistema onde será utilizado.
Assim, no exemplo considerado, com uma corrente de curto-circuito de 10.000 A a resistência máxima 
admissível para o conjuntode aterramento e curto circuitamento temporário seria de 0,005 ohms. Ex.: R = 
50 V ÷ 10.000 A = 0,005 ohms.
4.6. TRAPÉZIO TIPO SELA
Permite a formação de um ponto intermediário de terra na 
estrutura, possibilitando o jumpeamento da área de trabalho e 
eliminando desta forma, quase que totalmente a diferença de 
potencial em que o homem estaria exposto.
Deve ser construído com material leve e bom condutor, ser 
provido de uma corrente de aço com dispositivo de aperto e 
travamento que ofereça a sua perfeita conexão elétrica e 
mecânica com postes de madeira, concreto, ou duplo “T”.
4.7. TRADO DE ATERRAMENTO
O trado de aterramento é utilizado para estabelecer a ligação dos 
demais elementos do Conjunto de Aterramento e Curto 
Circuitamento Temporário com o solo, visando a obtenção de 
uma baixa resistência de terra.
Deve ser construido em copperweld, com ponta rosqueável e 
punho desmontável em latão, e ser dimensionado para oferecer 
uma boa área de contato com o solo, devendo suas dimensões 
nunca serem inferiores a 16mm de diâmetro e 1500mm de 
comprimento.
4.7. ESTOJO DE ACONDICIONAMENTO
Para manter o Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento 
Temporário em perfeitas condições, pronto para ser utilizado 
com segurança, quando for necessário, exige-se um mínimo de 
cuidado com o seu manuseio e transporte.
Desta forma, ele deve ser acondicionado em estojo adequado.
O estojo de acondicionamento pode ser construido em 
fiberglass, madeira, metal ou lona, a critério do usuário e de 
acordo com o tipo de Conjunto de Aterramento e Curto 
Circuitamento Temporário que irá acondicionar, devendo 
entretanto, possuir divisões internas adequadas, para a perfeita 
acomodação das peças que compõem o conjunto, 
principalmente a vara e bastão de manobra, que não devem ser 
acondicionados em contato direto com os demais componentes.
5 - CONFIGURAÇÃO DO CONJUNTO DE ATERRAMENTO
 E CURTO CIRCUITAMENTO TEMPORÁRIO.
5.1. Ao longo de sua evolução o Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporário sofreu uma série 
de alterações em sua configuração, visando logicamente o seu aperfeiçoamento e consequente melhoria 
no seu grau de segurança, no que se refere aos valores de fluxo de corrente.
Ainda hoje são utilizados Conjuntos de Aterramento e Curto Circuitamento Temporário de configurações 
diferentes, as quais além de resultar em maior ou menor grau de segurança, conforme expusemos acima, 
poderão facilitar ou dificultar o seu manuseio e instalação.
5.2. Apenas como exemplo, apresentaremos a seguir a configuração e diagrama elétrico equivalente dos dois 
tipos atualmente mais usados.
a) Interligação das fases a um único cabo de descida para a terra.
b) Interligação das fases a um único cabo de descida para terra, com um ponto intermediário de 
aterramento na estrutura, jumpeando a área de trabalho.
5.3. Conforme pudemos observar nos exemplos acima, na configuração (a) a resistência de terra RT, 
encontra-se em paralelo com a resistência do homem RH, enquanto que na configuração (b) a resistência 
do homem RH não está em paralelo com a resistência da terra RT.
Analisando estas duas configurações podemos observar, que na configuração (a) o homem está exposto 
a uma considerável diferença de potencial, e dependendo da intensidade do fluxo de corrente, bem como 
da resistência obtida através do trado de aterramento, a queda de tensão no local de trabalho poderá 
atingir índices elevados, podendo consequentemente provocar um acidente de graves porporções.
Na configuração (b) o homem está em paralelo apenas com o jumper de aterramento exposto portanto a 
uma pequena diferença de potencial.
Assim, no caso de um eventual fluxo de corrente, desde que o Conjunto de Aterramento e Curto 
Circuitamento Temporário esteja bem dimensionado, o nível de corrente que circula pelo corpo humano 
será mínimo, o que vale dizer que neste caso, o homem de manutenção está melhor protegido.
Nota: Vide a partir da página 10, artigo mais detalhado relativo a configuração de Conjunto de 
Aterramento e Curto Circuitamento Temporário.
5
C
O
N
F
I
G
U
R
A
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0
(a)
C
O
N
F
I
G
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R
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0
(b)
6
6 - ESPECIFICAÇÃO DO CONJUNTO DE ATERRAMENTO
 E CURTO CIRCUITAMENTO TEMPORÁRIO.
6.1. Para especificarmos adequadamente o Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporário, 
além da necessidade do conhecimento das características técnicas de seus componentes, temos que 
estar cientes de alguns detalhes fundamentais da instalação elétrica onde o mesmo será utilizado, a 
saber:
a) Nível de tensão.
b) Corrente máxima de curto-circuito.
c) Bitola máxima dos condutores.
d) Tipo e altura máxima das estruturas.
e) Distâncias máximas entre fases, e fase central ao neutro.
6.2. Caso o cliente prefira que o conjunto seja especificado pelo fabricante ou fornecedor, além dos detalhes 
acima deverá informar ainda:
a) Tipo de estojo de acondicionamento (madeira ou fiberglass).
b) Tipo de bastão isolante, se fixo ao grampo de condutor ou separado, e qual o comprimento que deverá 
ter, entretanto, nunca inferior a 1.250mm para redes de distribuição de 13,8kV.
6.3. Listamos a seguir os elementos que compõem o Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento 
Temporário, os quais deverão ser escolhidos de tal forma, que suas características atendam as 
necessidades mínimas, para propiciar a máxima segurança ao homem de manutenção na instalação 
elétrica onde será utilizado.
ITEM 01 - 01 pç - Vara ou bastão de manobra em fiberglass e respectivos acessórios, ou seja, cabeçotes de 
manobra.
ITEM 02 - 03 pç - Grampo de condutor.
ITEM 03 - 01 pç - Trapézio de suspensão, para elevação simultânea dos grampos à linha.
ITEM 04 - 01 pç - Trapézio tipo sela, para formação do ponto intermediário de terra na estrutura.
ITEM 05 - 05 pç - Grampo de terra, sendo duas peças para conexão ao trapézio tipo sela, 2 peças para 
conexão no neutro e uma peça para conexão ao trado de aterramento.
ITEM 06 - 01 pç - Trado de aterramento em copperweld, com ponta rosqueável e punho desmontável em latão 
de diâmetro de 17 ± 1mm, comprimento 1.500mm.
ITEM 07 - 16m - Cabo de cobre eletrolítico, ultra-flexível, nº 2 AWG, com isolamento em PVC transparente, 
600 V, sendo 2 lances de 2 metros para interligação das fases, um lance de 2 metros para 
interligação das fases ao neutro, 1 lance de 2 metros para interligação do neutro ao trapézio 
tipo sela e 1 lance de 8 metros para interligação do trapézio tipo sela ao trado de aterramento.
ITEM 08 - 01 pç - Estojo para acondicionamento e transporte do conjunto.
OBSERVAÇÕES:
1) A bitola e/ou comprimento do cabo poderá varias de acordo com as características construtivas e nível de 
curto-circuito da linha onde será utilizado o Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporário.
 É importante lembrar que o comprimento do cabo deverá ser o mínimo necessário, devendo-se evitar 
sobras excessivas, que além de acarretar em maior resistência do conjunto, poderá ainda atingir o 
eletricista, em consequência do esforço mecânico, gerado pelo curto-circuito.
2) Opções, características técnicas e demais detalhes dos materiais acima, necessários à correta 
especificação do conjunto, poderão ser obtidos no catálogo RITZ DO BRASIL de Aterramento e Curto 
Circuitamento Temporário.
7.1. A instalação do conjunto de aterramento e curto circuitamento temporário constitui-se numa prática 
bastante simples, todavia merece todo o cuidado e deve ser executada com perfeição.
 Apresentamos a seguir a sequência e procedimentos mínimos necessários para que o conjunto seja 
devidamente instalado, e propicie a proteção necessária ao pessoal envolvido.
7.1.1. Verificar as condições do conjunto através de uma inspeção visual de seus componentes, 
principalmente quanto a limpeza da superfície de contato dos grampos e bom estado das 
conexões.
7.1.2. Verificar o funcionamento do detetor de tensão, acionando o seubotão de teste.
7.1.3. Com o detetor de tensão acoplado em uma vara ou bastão de fiberglass, de comprimento 
adequado, aproximá-lo a cada um dos condutores, para certificar-se da inexistência de tensão nos 
mesmos.
7.1.4. Fixar o trado, introduzindo-o no solo o máximo possível.
7.1.5. Conectar o grampo de terra ao trado com um bom aperto, da ordem de 2,5 DaN/M.
7.1.6. Instalar o trapézio tipo sela no poste e em seguida fazer a conexão do grampo do cabo de terra no 
mesmo, completando o seu jumpeamento com o trado.
7.1.7. Fixar no trapézio tipo sela o grampo do cabo que irá interligá-lo com a linha.
7.1.8. Com o bastão ou vara de fiberglass elevar o conjunto, procedendo-se como no trabalho em linha 
viva, aproximando-o cuidadosamente até que o mesmo toque a fase central.
 Se não for observada nenhuma irregularidade, proceder a conexão do grampo. Em seguida efetue 
a conexão dos outros grampos, um de cada vez, a cada uma das fases laterais, sempre com o 
auxílio do bastão isolado, mantendo a devida distância dos condutores.
7.1.9. A retirada do conjunto deve ser procedida em operação inversa à sua instalação.
7.2. PRECAUÇÕES
7.2.1. O detetor de tensão deve ser testado antes e após sua utilização.
7.2.2. Os grampos de condutores nunca devem ser instalados sobre alças, armações pre-formadas, etc. 
Sua conexão deve ser diretamente com o condutor.
7.2.3. Ao instalar o grampo no condutor efetuar um pequeno aperto e movimentá-lo, para limpeza da 
superfície de contato. Em seguida efetue a conexão definitiva.
7.2.4. Verifique sempre a existência de circuito com tensão próximo, ou cruzando a rede a ser aterrada.
 Caso exista, principalmente cruzamento, a linha a ser aterrada deve ser protegida nestes pontos 
com coberturas adequadas.
7.2.5. Uma linha somente deverá ser considerada desenergizada após devidamente aterrada.
7
7 - SEQUÊNCIA E CRITÉRIOS DE INSTALAÇÃO DO
 CONJUNTO DE ATERRAMENTO E CURTO
 CIRCUITAMENTO TEMPORÁRIO.
8
8 - POSICIONAMENTO DO CONJUNTO DE ATERRAMENTO
 E CURTO CIRCUITAMENTO TEMPORÁRIO.
8.1. Conforme já observamos anteriormente, a prática ideal de aterramento e curto circuitamento temporário, 
seria a de jumpear o local de trabalho. Por isso mesmo o conjunto deve ser instalado, sempre que 
possível, na estrutura onde será executado o serviço.
 Neste caso, não havendo necessidade de abertura de jumpers, chaves, etc., apenas um conjunto é 
suficiente para oferecer a proteção adequada.
8.2. Não sendo possível a instalação do conjunto na estrutura de trabalho, deverão ser usados tantos 
conjuntos quanto se fizerem necessários para isolar a zona de trabalho, os quais deverão ser instalados 
nas estruturas mais próximas, em tantos quantos lados de fonte e de carga hajam.
8.3. Apresentamos a seguir, esquemas unifilares de dois casos típicos de pontos da linha ou rede a serem 
aterrados, caso não seja possível a instalação do conjunto na estrutura de trabalho.
9.1. Certos cuidados devem ser tomados com o conjunto de aterramento temporário para tê-lo sempre pronto 
para o uso.
O cuidado adequado resultará não somente em vida prolongada do equipamento, como também 
proporcionará maior segurança e inspirará maior confiança no pessoal que o utiliza.
9.2. Anualmente deve ser feito um teste de continuidade condutiva do cabo de aterramento, incluindo 
conectores e grampos, de modo a ser comprovado se a sua resistência ôhmica está dentro dos valores 
máximos permissíveis.
9.3. Antes de cada utilização do equipamento, deve-se verificar se existem fios partidos ou danos físicos no 
cabo, principalmente próximo aos conectores.
9.4. A conexão entre os cabos e os grampos deve ser rígida e limpa. As áreas de contato devem ser limpas 
frequentemente.
9.5. Limpeza dos bastões isolantes e inspeção quanto a existência de fissuras ou outros danos, além de 
ensaio periódico de verificação do isolamento.
9.6. O conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporário deve ser manuseado, armazenado e 
transportado com o mesmo cuidado que se deve ter com equipamento para trabalho em linha energizada. 
Os seus cabos e grampos devem ser depositados sobre uma lona estendida no chão, antes de sua 
conexão ao sistema a ser aterrado, de forma a não sofrerem os efeitos de seu contato direto com o solo.
9.7. Todo conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporário que for submetido a uma corrente de 
curto-circuito, não deverá ser novamente utilizado para fins de aterramento.
9
9 - MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO DO CONJUNTO DE
 ATERRAMENTO E CURTO-CIRCUITAMENTO
 TEMPORÁRIO.
MATERIAIS PARA REPARO DE BASTÕES ISOLANTES
RESTAURADORES E LUBRIFICANTES
CABEÇOTE UNIVERSAL
PINO DE ENGATE DE VARA DE MANOBRA
TESTADOR DE BASTÃO “RITZ TESTER”
REF. DE CAT.
REF. DE CAT.
REF. DE CAT.
T400-0803
CS-U
PE-01
H 1917
M 1904
PESO APROX.
(kg)
PESO APROX.
(kg)
PESO APROX.
(kg)
DESCRIÇÃO
DESCRIÇÃO
DESCRIÇÃO
Restaurador de brilho com 12 frascos de
115CC, 6 unid. A e 6 unid. B, descartá-
veis. Validade 6 meses.
Cabeçote universal em liga de bronze -
alumínio, para ser colado em ponta de 
vara de manobra.
Pino de engate para vara de manobra,
completo, com mola e semi-esfera.
Restaurador de ruptura, em bisnagas
Plásticas de 125CC, unidade A e B.
Tecido impregnado em silicone, para lim-
peza de bastões.
0,35
0,30
0,01
0,50
0,10
Aparelho para teste de varas de manobra e bastões para linha viva. De fácil 
transporte e operação, este aparelho permite testes seguros e convenientes em 
bastões de linha viva e varas de manobra, dispensando equipamentos auxiliares.
10
POR QUÊ O ATERRAMENTO E CURTO CIRCUITAMENTO
TEMPORÁRIO É VITAL PARA A SEGURANÇA DO
ELETRICISTA?
O aterramento temporário das 
instalações elétricas l iberadas para 
manutenção, tem recebido uma considerável 
atenção, devido ao crescente aumento da 
potência instalada e a existência de um 
sistema interligado através de linhas de extra 
alta tensão, cobrindo grandes extensões, 
tendo como consequência elevados níveis de 
corrente de curto circuito.
Com isto, tornou-se muito importante 
e merece cuidado especial a questão da 
segurança do eletricista.
Existem duas maneiras principais 
para uma linha sob manutenção se tornar 
energizada: a primeira é o fechamento de 
uma chave seccionadora ou de um disjuntor e 
a segunda é ocasionada pela indução mútua 
de linhas paralelas energizadas. Há ainda a 
possibilidade, mesmo que remota, de 
descargas atmosféricas atingirem a rede a 
uma grande distância e percorrem a linha até 
atingirem o eletricista.
Para contornar estes riscos, ou ao 
menos minimizá-los, surgiu a técnica do 
aterramento temporário. Basicamente, esta 
técnica consiste em se assegurar uma queda 
de tensão no operário, a menor possível e 
garantir uma rápida atuação do sistema de 
proteção em caso de energização acidental.
A maior dificuldade para desenvolver 
um método seguro e funcional de aterramento 
temporário é a grande variedade de práticas 
de construção de linhas e redes aéreas. Descobriu-se que o limiar do choque 
doloroso é de 9mA. Detectou-se também, que a 
Existem circuitos simples e duplos, pessoa experimentaria dificuldades em respirar, 
com e sem condutor neutro, linhas paralelas para correntes iguais ou acima de 23mA.
ou cruzamentos, configurações em ângulos 
ou tangenciais, estruturas de madeira, ‘Delziel concluiu que um fluxo de corrente 
concreto ou metálicas, etc. Em suma, são as de 1000 mA pela cavidade toráxica por um tempo 
mais diversas situações, que demandam de 30ms faria com que o coração entrasse em 
técnicas diferenciadas. fibrilação. Esta fibrilação pode ser provocada 
também por um fluxo de corrente de 100mA, com 
Charles Dalziel, um proeminente duração de 3 segundos.
pesquisador do ramo da eletricidade, nos 
anos 30 ou 40 estudou a reação do corpo A pesquisa de Delziel levou a duas 
humano aos diferentes níveis de corrente. Em importantes variáveis: nível de corrente e 
sua pesquisa ele util izou estudants duraçãodo fluxo através do corpo.
voluntários, que se submeteram a baixas 
correntes de curta duração. Ele descobriu que A quantidade de corrente que flui pelo 
a percepção média de um homem, peso de 70 corpo é diretamente proporcional à tensão 
kg é de 1,2mA em 60 Hz, sendo esta a menor aplicada e inversamente proporcional à 
corrente perceptível, fluindo pelo corpo. resistência, que é aumentada com o uso de luvas
Traduzido da Revista Chance Tips - Vol. 51 - nr. 3
Dez. 90 e do Bulletin-Chance-9-9002 GE.
ATERRAMENTO ÚNICO NO LOCAL DE TRABALHO
Fonte 2 Local de trabalho
Jumper de Aterram. Jumper de Aterram.
Fluxo de corrente
Resistência
dos pés
Fluxo de
corrente
Não tem fluxo de
corrente
A superfície da terra
cresce em potencial
devido ao fluxo de corrente
através da resistência dos pés
Potencial entre o condutor
e a superfície da terra neste ponto
Solo em potencial zero
1 3
11
de proteção isolantes, botas isolantes, pela 
inexistência de umidade nas mãos do 
eletricista. O bom aterramento depende da 
resistência do solo onde está sendo feito o 
trabalho.
Com vistas ao dimensionamento do 
conjunto de aterramento temporário, muitos 
estudos hoje em dia recomendam o valor de 
1000 ohms como sendo a resistência do 
homem.
Com este dado e utilizando a lei de 
ohm vemos que uma diferença de potencial 
de 25V já causaria a fibrilação do coração. 
Normalmente um eletr ic ista possui 
resistência bem superior a 1000 ohms, devido 
aos calçados, luvas, etc., porém, estará 
trabalhando com tensões consideravelmente 
superiores a 25V. Já que correntes de curto-
circuito são milhares de vezes maiores, o 
eletr icista deve, obviamente, tomar 
precauções extremas.
Para se fazer o aterramento de uma 
linha torna-se necessário uma conexão com a 
terra. Isto proporciona um caminho para que a 
corrente de curto seja desviada. Deve-se 
pois, ter um valor muito baixo da resistência 
das conexões e dos cabos de aterramento.
CONFIGURAÇÃO DE ATERRAMENTO
Um tipo de configuração consiste em 
um aterramento duplo no local de trabalho 
(figura 1). Neste caso, um conjunto de 
conectores e cabos de aterramento é ligado 
em um dos lados e um outro conjunto do outro 
lado, proporcionando uma maior segurança.
Há, também, a s i tuação de 
aterramento distante da área de trabalho com 
ilustrado na figura 2.
Esta última configuração permite uma 
maior liberdade de movimentos ao eletricista; 
todavia, se a estrutura de apoio for condutora, 
o risco é máximo.
Uma maneira mais rápida e que 
contorna os problemas do aterramento 
distante e ainda proporciona segurança é o 
aterramento único no local de trabalho (figura 
3) 
Figura 1 - Aterramento duplo no local de trabalho
Figura 3 - Aterramento único, no local de trabalho
Figura 2 - Aterramento duplo distante do local de
trabalho
12
Numa série de testes conduzidos pela de bastão isolante.
Puget Sound Power & Light Co., (PSP & L) no 
laboratório de pesquisas da A. B. Chance Co., OBSERVE OS PERIGOS NO SOLO:
diversos fatores gerais, que aumentam a 
segurança do eletricista, foram salientados. Durante qualquer falha de corrente 
elevada, existe o perigo na base do poste se 
Em todas as configurações de teste, a houver conexão com a terra. A tensão no ponto 
proteção máxima em termos de queda de de entrada atinge quase o mesmo nível da tensão 
tensão através do eletricista, foi obtida de linha. Isto cria um elevado gradiente de tensão 
quando se usou um “jumper” entre fase e no solo.
neutro.
Da mesma forma, há perigo para o 
Se este “jumper” for instalado distante eletricista próximo ao poste e que toca um ponto 
da estrutura de trabalho, no sentido fonte, há conectado a um potencial mais elevado.
uma pequena diferença de proteção.
Em ambos os casos, o eletricista que se 
Entretanto, se o sentido da instalação en co nt ra no so lo po de se r pr ot eg id o 
for o contrário (sentido carga), o nível de posicionando-se sobre um tapete condutivo que 
proteção fica seriamente comprometido. conecte o mesmo ao solo. Isto mantém os pés do 
eletricista no mesmo potencial. Outra solução é 
Se não existir neutro, a proteção se um tapete isolante, para evitar o fluxo de corrente 
torna mais difícil. Dentre os fatores que pelo corpo do eletricista.
podem influenciar a queda de tensão através 
do eletricista, devemos incluir a condutividade 
do poste, a presença de uma ligação com a 
terra, a resistência da conexão com a terra e o 
valor da resistência da conexão com a terra e 
o valor da resistência do poste com a terra. 
Um trapézio tipo sela instalado logo abaixo 
dos pés do eletricista cria uma zona 
equipotencial, ajudando a minimizar qualquer 
diferença de potencial.
Os resultados dos testes levaram a 
PSP & L a recomendar o uso do aterramento 
único no local de trabalho.
Para se ter certeza de que todas as 
variáveis estão sendo consideradas, faça um 
esquema do diagrama elétrico do circuito 
envolvido no trabalho. Deve-se incluir todo e 
qualquer caminho para a corrente. Os 
grampos de aterramento devem ser 
dimensionados para suportar correntes de 
curta e longa duração. Eles devem ter 
resistência mecânica elevada para suportar 
os esforços decorrentes de um curto-circuito. 
Os cabos de aterramento precisam ser 
flexíveis e com bitola adequada para suportar 
a corrente de curto. Isto requer o 
conhecimento prévio do nível de corrente de 
curto-circuito e do tempo de resposta do 
sistema de proteção.
Antes da instalação do conjunto de 
aterramento, o eletricista deve certificar-se de 
que a linha está realmente desenergizada, 
usando para tal fim, o detector de tensão.
Deve-se conectar, primeiramente o 
grampo ao neutro e, posteriormente, os 
grampos aos cabos de linha, estes com o uso 
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