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Prolapso de Cloaca

Material sobre prolapso de cloaca em aves: define a condição e seu exame, lista sinais clínicos, causas (nutrição, infecções, parasitas, traumas, problemas reprodutivos, genéticas), e descreve avaliação, opções de tratamento (lavagem, anestesia, sutura, cirurgia) e prognóstico.

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Prolapso de Cloaca
A cloaca é uma estrutura presente nas aves, como uma bolsa, na qual desembocam o sistema renal, o reprodutivo e por fim o gastrintestinal. Está presente tanto em machos quanto fêmeas. Diferente dos mamíferos que separam a parte reprodutiva e renal do sistema gastrointestinal, as aves se caracterizam por uma única saída (orifício), caracterizada pela cloaca.
O prolapso de cloaca consiste no deslocamento da cloaca para fora de sua posição anatômica pela eversão (reviramento de dentro para fora) e exposição desta bolsa ao meio externo. Lembrando que pode acometer ambos os sexos. Ocorre quando os tecidos internos da cloaca se projetam para fora da abertura. Pode ser persistente (a eversão é permanente) ou temporário (a eversão ocorre em determinados momentos ou de acordo com a respiração da ave).
É uma condição séria que pode levar a outras complicações. Muitas vezes, as aves que sofrem de prolapso cloacal comportam-se normalmente no início do problema, tornando difícil para os proprietários perceberem que existe um problema.
Os sinais clínicos, além da visualização da cloaca evertida, envolvem dor, automutilação, presença de sangue nas fezes, penas próxima sujas de fezes e/ou sangue, bico sujo de fezes, dificuldade para defecar (em alguns casos o animal chega a vocalizar durante o ato), odor desagradável.
As causas podem ser diversas, dentre elas podemos citar:
· Deficiência alimentar (considera a falta de proteínas, vitaminas, fibras e minerais), levando ao enfraquecimento do aparelho digestivo da ave e favorecendo o aparecimento do problema.
· Infecções Intestinais por bactérias patológicas levando a uma aceleração na velocidade de trânsito do alimento, no intestino, favorecendo o desenvolvimento do problema.
· Doenças causadas por protozoários, por exemplo, podemos citar a giardíase, que causa uma alteração fortíssima na parede intestinal, podendo ocasionar o problema.
· Doenças causadas por vermes que irritam a parede intestinal levando á aceleração do trânsito intestinal.
· Processo alérgico que favoreçam a irritação intestinal com alteração na velocidade do trânsito intestinal.
· Doenças genéticas que permitam uma maior fragilidade dos músculos que sustentam o intestino, favorecendo o desenvolvimento do problema.
· Alterações traumáticas que favoreçam o problema.
· No caso de fêmeas, problemas como: ovo virado, ovo sem casca, ovo muito grande (acima da média de tamanho), posturas sequencias, deficiências minerais (principalmente cálcio), etc.
O primeiro passo em qualquer tratamento do prolapso cloacal é avaliar o tecido prolapssado, para avaliar possível necrose e lesões. Neste processo a ave deve ser anestesiada e o prolapso lavado com soro morno para a correta visualização de todas as estruturas.
Quando o prolapso envolve somente a cloaca (bolsa) não envolvendo o reto (intestino) ou oviducto (no caso de fêmeas) o prognostico é melhor. Caso envolva partes do intestino ou oviducto o caminho correto é a cirurgia, onde o prolapso deve ser corrigido por dentro da cavidade celomática.
O prolapso somente da cloaca pode ser corrigido com suturas temporárias no orifício da cloaca evitando uma nova eversão após a correção do problema. Isso permitirá que a inflamação diminua e que os antibióticos funcionem sem que seu pássaro cause danos adicionais, empurrando a cloaca para fora.
Casos recorrentes de prolapso devem passar por um procedimento mais complexo onde a parede da cloaca deve ser suturada junto a parede “abdominal” e assim criar uma aderência que evitará uma nova eversão. Este procedimento serve apenas para corrigir o prolapso de cloaca e não serve para quaisquer causas subjacentes.
O sucesso do tratamento dos prolapsos de cloaca depende muito da detecção precoce e tratamento adequado (do prolapso em si e/ou das causas subjacentes).
Sinais de necrose do tecido ou lacerações são um agravo e podem comprometer a sobrevida da ave, dependendo da extensão a eutanásia infelizmente acaba sendo a única saída para o animal não sofrer até o fim. Por isso há a necessidade de ser sistemático e realizar exames físicos diários na ave afim de detectar quaisquer problemas assim que surgirem.
Se acaso a ave tiver sofrido prolapso da cloaca influenciada pela ligação ao tutor, é necessário romper parte da ligação que se formou. Um vínculo muito próximo pode ser prejudicial para a saúde geral da ave. Para quebrar parte o vínculo, o tutor não deve acariciar a ave nas costas, alimenta-la ou afaga-la perto do corpo.

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