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Resumo do capítulo 7 do livro Política pública - Howlett, Ramesh e Perl

Resumo do capítulo sobre implementação de políticas públicas: aborda o estágio de implementação, atores-chave (burocracia, órgãos semigovernamentais, comissões, tribunais, grupos-alvo), modelos de governança (comando-controle vs colaborativa), gerações de estudos, teoria dos jogos, teoria do agente principal e NATO.

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Resumo do capítulo 7 do livro Política pública: seus ciclos e 
subsistemas, uma abordagem integral (Howlett, Ramesh e Perl) 
 
• Depois que um problema público entrou na agenda política, opções foram 
formuladas para sua solução e um curso de ação foi estabelecido para 
alcançá-la, a decisão precisa ser colocada em prática; 
• O esforço, conhecimento e recursos que serão empregados na instituição 
da PP compreendem o estágio de implementação do ciclo político, onde 
os resultados precisam ser alcançados; 
• A implementação geralmente depende de servidores públicos e 
funcionários administrativos para estabelecer e gerenciar as ações 
necessárias, porém atores não governamentais também podem acabar 
participando das atividades de implementação; 
• Políticos são importantes nas fases de decisão, mas na fase de 
implementação não têm importância tão significativa (ainda assim, podem 
ter participação nas fases subsequentes de supervisão e avaliação); 
• Órgãos burocráticos são os atores mais significativos na fase de 
implementação de uma PP, e cada qual pode ter seus interesses e 
ambições que afetarão no processo de implementação, e isso faz a 
implementação ser muito mais que uma questão técnica, pois complicam 
o processo; 
• A forma comum de implementação de PPs consiste numa relação de 
comando e controle, onde um órgão ordena e administra o cumprimento 
da implementação, mas existem esforços para substituir esse modo de 
governança com outros que sejam mais colaborativos e baseados em 
incentivos; 
• Outras formas de organização semigovernamentais (como empresas 
estatais, organizações sem fins lucrativos e parcerias público-privadas) 
também pode ser instrumentais para a provisão de serviços; 
• Vários outros órgãos estatais estão envolvidos indiretamente no 
desempenho de tarefas específicas para que a política seja 
implementada, como as comissões reguladoras independentes; 
• Nomeados pelo gov, os tribunais e juntas administrativas representam 
diversidade de interesse e certo nível de expertise, e destes se espera 
que moderem a provisão de bens e serviços; 
• Juntas e comissões consultivas especializadas tendem a suplantar 
consultas públicas graças a seu caráter mais especializado sobre as 
atividades regulatórias; 
• Dessa forma, ambos funcionários estatais e órgãos consultivos e 
semigovernamentais são forças importantes no estágio de 
implementação do processo político; 
• É nesse estágio que o grupo-alvo (grupo cujo comportamento se espera 
alterar com a ação governamental) exercem papel fundamental no 
processo de implementação, pois seus recursos políticos e econômicos 
terão impacto na implementação da política (já que grupos poderosos 
afetados por uma determinada política podem influenciar na sua 
implementação, apoiando ou se contrapondo a ela); 
• Reguladores então farão acordos com os grupos para tornar a tarefa da 
implementação mais simples, tipicamente de maneira informal ainda que, 
em algumas jurisdições, esforços mais formais se fazem necessários; 
• Níveis de apoio público a uma política também afetam a implementação; 
• Por muito tempo acreditou-se que uma vez que uma decisão fosse 
tomada, a implementação seria simples, ignorando as armadilhas que 
cercavam tal estágio do ciclo político; 
1. 1° geração (início dos anos 1970): inicia-se os estudos quanto ao 
processo de implementação, avaliando as diferenças entre o 
planejado e o que foi de fato alcançado; 
2. 2° geração (anos 1980): foco no formato de implementação que seria 
mais conveniente, top-down (tecnocrático, que acredita que deve ser 
de cima pra baixo) ou bottom-up (participativo, olhar mais preocupado 
com a sociedade e/ou o grupo alvo); 
3. 3° geração (a partir dos anos 1990 até o presente): preocupa-se 
quando a questão do design e a forma como os atores se comportam 
de acordo com que a política é implementada; 
• Implementação de alguns programas é mais simples, mas resolver 
problemas crônicos ou de longo prazo que demandam mais esforço são, 
portanto, mais complexos; 
• Teoria dos jogos (teoria do equilíbrio possível): persuasão, coerção ou 
equilíbrio entre persuasão e coerção do grupo alvo para alcançar a 
solução do problema; 
• Teoria do agente principal: discute como o AP na implementação de uma 
política pode acabar direcionando ou distorcendo a implementação da PP 
(ex. programas de seguridade social são afetados pelo envelhecimento 
da população e pelas taxas de desemprego); 
• Atores políticos ampliam sua capacidade de intervenção na fase de 
implementação para suplantar as restrições de recursos através do NATO 
(nodalidade, autoridade tesouro e organização).

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