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29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Português
Questão 1201: IDECAN - FTrib (Manhumirim)/Pref Manhumirim/2017
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
O amor acaba
(Paulo Mendes Campos.)
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde
começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate
das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos
saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos
do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela
pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no
andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas;
quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no
sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo
parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que
desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros
do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor
não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que
chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o
mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova
Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em
mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido
como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba c omo se fora melhor nunca ter
existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração
excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por
qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
(WERNECK, Humberto (org.). Boa companhia – Crônicas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.)
“... às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido...”. A expressão sublinhada, de acordo com o contexto empregado, significa:
a) Situações.
b) Momentos.
c) Certamente.
d) De vez em quando.
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Questão 1202: IDECAN - Moto (Manhumirim)/Pref Manhumirim/2017
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
O preço da magreza
Carolina tem 10 anos e um sonho: perder a gordura da barriga que só ela consegue ver. Sua mãe, Paula, de 37 anos, tenta emagrecer desde os 14 e nunca atingiu o
peso desejado, apesar dos esforços que envolvem dieta, exercícios físicos e tratamentos estéticos.
Como Carolina, 77% das jovens de 10 a 24 anos entrevistadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo têm propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio
alimentar, como anorexia e bulimia. Entre essas garotas, 39% estavam acima do peso e 46% acreditavam que mulheres magras são mais felizes.
Os distúrbios alimentares são problemas extremamente graves. A taxa de mortalidade da anorexia, por exemplo, é de 15% a 20%. Cerca de 90% dos pacientes são do
sexo feminino.
A mulher que deseja perder peso quase nunca o faz por motivos de saúde. O que as move é a promessa de uma vida melhor. Poder vestir a roupa que quiser, arrumar
um namorado, ser aceita e invejada pelas amigas, não ter que esconder o corpo na praia. A felicidade, portanto.
Mas por que tantas meninas e mulheres adultas acreditam que elas serão mais felizes se forem magras?
Basta abrir uma revista ou ligar a televisão para compreender a pressão sob a qual as mulheres vivem. Nos anúncios, mulheres lindas vestem roupas maravilhosas que
não serviriam na maioria das brasileiras. Nas novelas e programas de TV, as mulheres fortes, bem-sucedidas e realizadas têm algo em comum: são magras.
As meninas crescem vendo as mães dando a vida para se encaixar em um padrão de beleza totalmente distante da realidade, travando uma luta inglória que quase
sempre resulta em frustração.
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Quando estão acima do peso, elas sofrem preconceito na escola e se esforçam para conseguir ser aceitas. Aprendem, desde muito novas, que o mais importante é ter um
corpo dentro dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Mais do que tudo, aprendem a menosprezar as diferenças.
Mas, como sabemos, não é nada fácil tentar adequar-se a um padrão de beleza que não é o seu. E muitas mulheres pagam com a própria saúde para chegar ao corpo
supostamente perfeito.
Nossas meninas estão crescendo insatisfeitas e se transformando em mulheres infelizes porque atribuem a felicidade a um padrão inatingível para a maioria. Essa busca
mal/sucedida afeta a autoestima e gera insegurança em várias áreas. Sem se darem conta, elas renunciam à própria liberdade.
Enquanto não aceitarmos e respeitarmos as diferenças físicas e de comportamento viveremos frustradas, esperando a felicidade que nunca vem.
(Mariana Fusco Varella. Editora do site www.drauziovarella.com.br e do blog Chorumelas. Disponível em: https://drauziovarella.com.br/paraas-mulheres/o-preco-da-magreza/. Publicado em:
05/11/2014. Acesso em: 09/11/2016. Adaptado.)
No trecho “Mais do que tudo, aprendem a menosprezar as diferenças.” (8º§), a expressão “menosprezar” significa
a) destruir.
b) guardar.
c) desprezar.
d) conquistar.
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Questão 1203: IDECAN - Moto (Manhumirim)/Pref Manhumirim/2017
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
O preço da magreza
Carolina tem 10 anos e um sonho: perder a gordura da barriga que só ela consegue ver. Sua mãe, Paula, de 37 anos, tenta emagrecer desde os 14 e nunca atingiu o
peso desejado, apesar dos esforços que envolvem dieta, exercícios físicos e tratamentos estéticos.
Como Carolina, 77% das jovens de 10 a 24 anos entrevistadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo têm propensão a desenvolver algum tipode distúrbio
alimentar, como anorexia e bulimia. Entre essas garotas, 39% estavam acima do peso e 46% acreditavam que mulheres magras são mais felizes.
Os distúrbios alimentares são problemas extremamente graves. A taxa de mortalidade da anorexia, por exemplo, é de 15% a 20%. Cerca de 90% dos pacientes são do
sexo feminino.
A mulher que deseja perder peso quase nunca o faz por motivos de saúde. O que as move é a promessa de uma vida melhor. Poder vestir a roupa que quiser, arrumar
um namorado, ser aceita e invejada pelas amigas, não ter que esconder o corpo na praia. A felicidade, portanto.
Mas por que tantas meninas e mulheres adultas acreditam que elas serão mais felizes se forem magras?
Basta abrir uma revista ou ligar a televisão para compreender a pressão sob a qual as mulheres vivem. Nos anúncios, mulheres lindas vestem roupas maravilhosas que
não serviriam na maioria das brasileiras. Nas novelas e programas de TV, as mulheres fortes, bem-sucedidas e realizadas têm algo em comum: são magras.
As meninas crescem vendo as mães dando a vida para se encaixar em um padrão de beleza totalmente distante da realidade, travando uma luta inglória que quase
sempre resulta em frustração.
Quando estão acima do peso, elas sofrem preconceito na escola e se esforçam para conseguir ser aceitas. Aprendem, desde muito novas, que o mais importante é ter um
corpo dentro dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Mais do que tudo, aprendem a menosprezar as diferenças.
Mas, como sabemos, não é nada fácil tentar adequar-se a um padrão de beleza que não é o seu. E muitas mulheres pagam com a própria saúde para chegar ao corpo
supostamente perfeito.
Nossas meninas estão crescendo insatisfeitas e se transformando em mulheres infelizes porque atribuem a felicidade a um padrão inatingível para a maioria. Essa busca
mal/sucedida afeta a autoestima e gera insegurança em várias áreas. Sem se darem conta, elas renunciam à própria liberdade.
Enquanto não aceitarmos e respeitarmos as diferenças físicas e de comportamento viveremos frustradas, esperando a felicidade que nunca vem.
(Mariana Fusco Varella. Editora do site www.drauziovarella.com.br e do blog Chorumelas. Disponível em: https://drauziovarella.com.br/paraas-mulheres/o-preco-da-magreza/. Publicado em:
05/11/2014. Acesso em: 09/11/2016. Adaptado.)
A expressão “inglória”, transcrita do texto, é acentuada pelo mesmo motivo que a seguinte palavra:
a) Fácil.
b) Saúde.
c) Própria.
d) Inatingível.
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Questão 1204: IDECAN - Ag (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Serviços Auxiliares/Obras públicas e serviços urbanos/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
A busca da identidade na adolescência
É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo.
Entenda os processos que marcam a fase.
A transformação tem início por volta dos 11 anos. Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem. Ora falam demais, ora ficam calados. Surgem os
namoricos, as implicâncias e a vontade de conhecer intensamente o mundo. Os comportamentos variam tanto que professores e pais se sentem perdidos: afinal de
contas, por que os adolescentes são tão instáveis?
A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças – nem adultos. Diante
de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento,
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há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento, marcado, dessa vez, pela revisão
de tudo o que foi vivido na infância.
Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto (1908-1988), autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres humanos têm dois tipos
de imagem em relação ao próprio corpo: a real, que se refere às características físicas, e a simbólica, que seria um somatório de desejos, emoções, imaginário e sentido
íntimo que damos às experiências corporais. Na adolescência, essas duas percepções são abaladas.
Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual
recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a
de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona.) e a de outros que veem numa parte
do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem, pés muito grandes, nariz torto etc.). São encanações típicas da idade e que precisam ser acolhidas.
“O jovem deve ficar à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele
necessita de privacidade e, se não quiser falar, deve ser respeitado”, afirma Lidia Aratangy, psicóloga e autora de livros sobre o tema. Apenas quando perduram as
sensações de estranhamento com as
mudanças fisiológicas um encaminhamento médico é necessário.
(Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/formacao
/busca-identidade-adolescencia-jovem-puberdade-538868.shtml. Acesso em: 03/05/2016. Adaptado.)
No trecho “Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem.” , a expressão “contestar” significa
a) propiciar.
b) completar.
c) convencer.
d) questionar.
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Questão 1205: IDECAN - ACE (Damianópolis)/Pref Damianópolis/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Água: qual a quantidade diária necessária?
A água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, para o transporte de nutrientes, para a regulação da temperatura corporal, entre outras funções. Mais
de 60% do corpo de um ser humano adulto é composto de água.
Quem nunca ouviu dizer que precisamos tomar pelo menos 2 litros de água por dia para que o organismo funcione bem? Mas será que essa é a quantidade adequada
para todos os indivíduos? Como saber quanta água devemos ingerir por dia?
Na verdade, a quantidade de água a ser ingerida depende de uma série de fatores que vão desde a quantidade de exercício realizada até a temperatura do ambiente em
que estamos.
A seguir, veja alguns fatores que influenciam e determinam a quantidade de água que devemos beber diariamente:
Nível de atividade física: quem corre todos os dias necessita de mais água do que alguém que faz caminhadas três vezes por semana. Portanto, quanto mais
intensa a atividade física realizada, maior a quantidade de água necessária. Também é importante tomar água durante e depois das atividades físicas.
Clima: quem mora em cidades quentes precisa de mais água do que quem mora em locais mais frios. Também precisamos de mais água no verão, quando suamos
mais e, portanto, perdemos mais água do que no inverno.
Metabolismo: quem tem um metabolismo mais acelerado necessita de mais água do que quem tem o metabolismo mais lento.
Peso: uma pessoa de 100 kg precisa de mais água do que uma de 50 kg. Quanto maior o peso, maior a necessidade de água.
Dieta: se você ingere muito sal, vai precisar de mais água do que quem come mais frutas e verduras, que são ricas em água.
Estado geral: algumas condições físicas interferem na necessidade de água. Se você tiver febre, por exemplo, deverá aumentar a ingestão de líquidos. A mesma
dica vale para quem apresentar episódios de diarreia ou vômitos. Para repor o líquido perdido, opte por caldos e sopas em vez de líquidosaçucarados. Algumas
doenças, como insuficiência renal, por exemplo, exigem limitação da quantidade de água ingerida.
Consumo de álcool: se for ingerir álcool, procure alternar a bebida alcoólica com água. A dica é tomar um copo de água depois de cada drink, já que o álcool ajuda
a desidratar o organismo.
Para que não restem dúvidas, observe a frequência com que você urina e a cor da sua urina. O ideal é que ela seja amarelo-clara.
Se a urina estiver amarelo-escura e com odor forte e você estiver indo menos vezes do que costuma ao banheiro, é sinal de que está ingerindo pouca água. Tome dois
copos de água para se hidratar.
Por outro lado, se estiver urinando muito e a urina estiver límpida, transparente, provavelmente você está ingerindo água em excesso. Tomar muita água, além da
necessidade, pode causar diluição do sangue e, em casos extremos, do sódio no organismo.
(Mariana Fusco Varella. Publicado em 19/05/2015. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/alimentacao/agua-qual-a-quantidade-diarianecessaria/. Acesso em: 26/09/2016.)
“O ideal é que ela seja amarelo-clara.” (5º§) O termo “ideal”, de acordo com o trecho em que se encontra empregado, significa
a) padrão.
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b) escasso.
c) concebido.
d) repreensor.
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Questão 1206: IDECAN - ACE (Damianópolis)/Pref Damianópolis/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Água: qual a quantidade diária necessária?
A água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, para o transporte de nutrientes, para a regulação da temperatura corporal, entre outras funções. Mais
de 60% do corpo de um ser humano adulto é composto de água.
Quem nunca ouviu dizer que precisamos tomar pelo menos 2 litros de água por dia para que o organismo funcione bem? Mas será que essa é a quantidade adequada
para todos os indivíduos? Como saber quanta água devemos ingerir por dia?
Na verdade, a quantidade de água a ser ingerida depende de uma série de fatores que vão desde a quantidade de exercício realizada até a temperatura do ambiente em
que estamos.
A seguir, veja alguns fatores que influenciam e determinam a quantidade de água que devemos beber diariamente:
Nível de atividade física: quem corre todos os dias necessita de mais água do que alguém que faz caminhadas três vezes por semana. Portanto, quanto mais
intensa a atividade física realizada, maior a quantidade de água necessária. Também é importante tomar água durante e depois das atividades físicas.
Clima: quem mora em cidades quentes precisa de mais água do que quem mora em locais mais frios. Também precisamos de mais água no verão, quando suamos
mais e, portanto, perdemos mais água do que no inverno.
Metabolismo: quem tem um metabolismo mais acelerado necessita de mais água do que quem tem o metabolismo mais lento.
Peso: uma pessoa de 100 kg precisa de mais água do que uma de 50 kg. Quanto maior o peso, maior a necessidade de água.
Dieta: se você ingere muito sal, vai precisar de mais água do que quem come mais frutas e verduras, que são ricas em água.
Estado geral: algumas condições físicas interferem na necessidade de água. Se você tiver febre, por exemplo, deverá aumentar a ingestão de líquidos. A mesma
dica vale para quem apresentar episódios de diarreia ou vômitos. Para repor o líquido perdido, opte por caldos e sopas em vez de líquidos açucarados. Algumas
doenças, como insuficiência renal, por exemplo, exigem limitação da quantidade de água ingerida.
Consumo de álcool: se for ingerir álcool, procure alternar a bebida alcoólica com água. A dica é tomar um copo de água depois de cada drink, já que o álcool ajuda
a desidratar o organismo.
Para que não restem dúvidas, observe a frequência com que você urina e a cor da sua urina. O ideal é que ela seja amarelo-clara.
Se a urina estiver amarelo-escura e com odor forte e você estiver indo menos vezes do que costuma ao banheiro, é sinal de que está ingerindo pouca água. Tome dois
copos de água para se hidratar.
Por outro lado, se estiver urinando muito e a urina estiver límpida, transparente, provavelmente você está ingerindo água em excesso. Tomar muita água, além da
necessidade, pode causar diluição do sangue e, em casos extremos, do sódio no organismo.
(Mariana Fusco Varella. Publicado em 19/05/2015. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/alimentacao/agua-qual-a-quantidade-diarianecessaria/. Acesso em: 26/09/2016.)
Em “Algumas condições físicas interferem na necessidade de água.” (4º§), a expressão “algumas” qualifica o trecho, conferindo-lhe noção de
a) posse.
b) presente momentâneo.
c) quantidade aproximada.
d) organização e distribuição.
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Questão 1207: IDECAN - Moto (Damianópolis)/Pref Damianópolis/I/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
A vida sedentária
A seleção natural desenhou o corpo humano para o movimento.
Desde que nossos ancestrais desceram das árvores, há seis milhões de anos, a competição conferiu vantagem de sobrevivência às mulheres e homens que se
movimentavam com mais desenvoltura. Como resultado, o corpo que chegou até nós tem pernas e braços longos, fortes e articulados para andar, correr, trepar em
árvores, abaixar e levantar com eficiência e facilidade.
A partir da segunda metade do século 20, no entanto, sucessivos avanços tecnológicos tornaram possível ganharmos o pão nosso de cada dia sem sair da cadeira. Graças
ao conforto moderno, passamos a usar o corpo de uma maneira para a qual ele não foi engendrado.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/24246847/imprimir 5/128
Ao mesmo tempo, novas técnicas de cultivo agrícola e armazenagem possibilitaram o acesso de grandes massas populacionais a alimentos de alta qualidade. As refeições
da classe média de hoje são mais nutritivas do que as dos nobres nos castelos medievais.
A ingestão diária de um número maior de calorias do que as exigidas para a manutenção do peso saudável de um corpo sedentário criou as condições para a explosão da
epidemia de obesidade que assola o mundo. No Brasil, 52% da população adulta está acima do peso.
Um estudo internacional publicado numa das revistas médicas de maior prestígio (The Lancet) procurou quantificar os prejuízos causados pela pandemia de inatividade
física.
Os autores fizeram uma revisão sistemática da literatura para estimar os custos diretos (para os sistemas de saúde) e os indiretos (produtividade perdida) do
sedentarismo em 142 países, que representam 93% da população mundial.
Consideraram o impacto direto no sistema de saúde causado por cinco enfermidades, nas quais a influência da vida sedentária é conhecida com mais detalhes: doença
coronariana, derrame cerebral, diabetes tipo 2, câncer de mama, câncer de cólon e reto.
Os custos indiretos foram calculados a partir da produtividade perdida com as mortes prematuras por essas doenças. A falta de dados para a maioria dos países não
permitiu estimar as perdas com o absenteísmo provocado por elas.
Foram classificadas como inativas as pessoas que não seguem a recomendação da Organização Mundial da Saúde de praticar atividade física de intensidade moderada ou
vigorosa, durante pelo menos 150 minutos por semana.
(Drauzio Varella. Publicado em 06/10/2016. Disponível em: https://drauziovarella.com.br/drauzio/artigos/a-vida-sedentaria/.
Acesso em: 10/10/2016.)
No trecho “A partir da segunda metade do século 20, no entanto, sucessivos avanços tecnológicos tornaram possível ganharmos o pão nosso de cada dia sem sair da
cadeira.” (3º§), a expressão “sucessivos” significa
a) atrelados.
b) eliminados.c) constantes.
d) danificados.
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Questão 1208: IDECAN - Moto (Damianópolis)/Pref Damianópolis/II/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Estresse e depressão
Na depressão, o existir é um fardo insuportável. “A tristeza é tanta que acordo pela manhã e não encontro razão para levantar; só saio da cama porque permanecer
deitada pode ser pior”, queixou-se uma senhora depois do terceiro episódio da doença. “Na depressão, a vida fica por um triz”, observou ela.
Depressão é a tristeza quando não tem fim, quadro muito diferente do entristecer passageiro ligado aos fatos da vida. É uma doença potencialmente grave que interfere
com o sono, com a vontade de comer, com a vida sexual, com o trabalho, e que está associada a altos índices de mortalidade por complicações clínicas ou suicídio. É a
mais comum de todas as enfermidades psiquiátricas, acomete mais as mulheres e apresenta caráter recidivante: depois do primeiro episódio, a probabilidade de ocorrer
outro é de 50%; depois do segundo, sobe para 75%; e, depois do terceiro, para pelo menos 90%.
Se é uma doença psiquiátrica, que alterações acontecem no cérebro das pessoas deprimidas?
Em edição especial, a revista Science traz uma discussão sobre o conjunto de ideias mais aceito atualmente para explicar a depressão: a hipótese do estresse.
De fato, no estudo clínico conduzido em Atlanta, 45% dos adultos com quadros depressivos de pelo menos dois anos de duração haviam sido abusados, negligenciados
ou sofrido perda dos pais na infância.
O conhecimento da arquitetura dos circuitos cerebrais envolvidos na depressão adquirido nos últimos dez anos provocou uma explosão de ensaios terapêuticos com
drogas dotadas de mecanismos de ação muito diferentes das atuais. Estamos no limiar de descobertas que revolucionarão o tratamento dessa enfermidade tão
debilitante.
(Drauzio Varella. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/drauzio/estresse-e-depressao/. Publicado em: 25/04/2011. Adaptado.)
No trecho “Na depressão, o existir é um fardo insuportável.” (1º§), o termo “fardo” significa
a) lapso.
b) desvio.
c) encargo.
d) combate.
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Questão 1209: IDECAN - Moto (Damianópolis)/Pref Damianópolis/II/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Estresse e depressão
Na depressão, o existir é um fardo insuportável. “A tristeza é tanta que acordo pela manhã e não encontro razão para levantar; só saio da cama porque permanecer
deitada pode ser pior”, queixou-se uma senhora depois do terceiro episódio da doença. “Na depressão, a vida fica por um triz”, observou ela.
Depressão é a tristeza quando não tem fim, quadro muito diferente do entristecer passageiro ligado aos fatos da vida. É uma doença potencialmente grave que interfere
com o sono, com a vontade de comer, com a vida sexual, com o trabalho, e que está associada a altos índices de mortalidade por complicações clínicas ou suicídio. É a
mais comum de todas as enfermidades psiquiátricas, acomete mais as mulheres e apresenta caráter recidivante: depois do primeiro episódio, a probabilidade de ocorrer
outro é de 50%; depois do segundo, sobe para 75%; e, depois do terceiro, para pelo menos 90%.
Se é uma doença psiquiátrica, que alterações acontecem no cérebro das pessoas deprimidas?
Em edição especial, a revista Science traz uma discussão sobre o conjunto de ideias mais aceito atualmente para explicar a depressão: a hipótese do estresse.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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De fato, no estudo clínico conduzido em Atlanta, 45% dos adultos com quadros depressivos de pelo menos dois anos de duração haviam sido abusados, negligenciados
ou sofrido perda dos pais na infância.
O conhecimento da arquitetura dos circuitos cerebrais envolvidos na depressão adquirido nos últimos dez anos provocou uma explosão de ensaios terapêuticos com
drogas dotadas de mecanismos de ação muito diferentes das atuais. Estamos no limiar de descobertas que revolucionarão o tratamento dessa enfermidade tão
debilitante.
(Drauzio Varella. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/drauzio/estresse-e-depressao/. Publicado em: 25/04/2011. Adaptado.)
Leia a mensagem a seguir.
Em “Faça circular nas redes o seu compromisso com a vida!”, a palavra “compromisso” expressa ideia de
a) apreço.
b) privilégio.
c) desinteresse.
d) comprometimento.
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Questão 1210: IDECAN - Moto (Conquista)/Pref Conquista/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
A busca da identidade na adolescência
É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo.
Entenda os processos que marcam a fase.
A transformação tem início por volta dos 11 anos. Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem. Ora falam demais, ora ficam calados. Surgem os
namoricos, as implicâncias e a vontade de conhecer intensamente o mundo. Os comportamentos variam tanto que professores e pais se sentem perdidos: afinal de
contas, por que os adolescentes são tão instáveis?
A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças – nem adultos. Diante
de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento,
há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento, marcado, dessa vez, pela revisão
de tudo o que foi vivido na infância.
Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto (1908-1988), autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres humanos têm dois tipos de
imagem em relação ao próprio corpo: a real, que se refere às características físicas, e a simbólica, que seria um somatório de desejos, emoções, imaginário e sentido
íntimo que damos às experiências corporais. Na adolescência, essas duas percepções são abaladas.
Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual
recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a
de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte
do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem, pés muito grandes, nariz torto etc.). São encanações típicas da idade e que precisam ser acolhidas.
“O jovem deve ficar à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele
necessita de privacidade e, se não quiser falar, deve ser respeitado”, afirma Lidia Aratangy, psicóloga e autora de livros sobre o tema. Apenas quando perduram as
sensações de estranhamento com as mudanças fisiológicas um encaminhamento médico é necessário.
(Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/busca-identidade-adolescencia-jovem-puberdade-538868.shtml.
Acesso em: 03/05/2016. Adaptado.)
No trecho “Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem.” (1º§), a expressão “contestar” significa
a) propiciar.
b) completar.
c) convencer.
d) questionar.
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Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Como perceber sintomas da depressão na adolescência
Ao contrário do que muita gente pensa, a depressão também pode atingir adolescentes. E durante essa fase da vida, os sintomas da doença podem acabar sendo
confundidos com as mudanças comportamentais naturais da idade, atrasando diagnósticos.
Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a depressão atinge até 13% dos adolescentes entre 10 e 19 anos de idade, sendo um dos principais
distúrbios a incapacitar os jovens.
Como durante essa fase da vida o organismo passa por transformações profundas, o jovem pode apresentar mudanças de humor e comportamento, sem que isso seja
motivo para preocupação. Momentos de irritação, raiva e sentimentos de incompreensão, tristeza e desânimo, por exemplo, são bastante comuns nessa fase.
Mas, se esses comportamentos e sentimentos são persistentes, podem ser um sinal de alerta. “Ter depressão e ansiedade não é normal, especialmente quando a
sensação ultrapassa duas semanas e compromete ações como ir à escola, sair com amigos e fazer atividades de modo independente”, explica Yiu Kee
Warren Ng, psiquiatra e professor da Universidade de Columbia (EUA).
No caso de meninos com depressão, é comum a incidência de comportamentos agressivos e violentos, uso de substâncias proibidas, problemas de conduta, desprezo e
desdém pelos outros, além de uma constante atitude de desafio. Já nas meninas, é alta a presença de sentimentos de tristeza, ansiedade, tédio, raiva e baixa
autoestima.
Segundo a American Psychiatric Association, deve se suspeitar de que existe um quadro depressivo quando o adolescente apresenta durante a maior parte do dia, por
pelo menos duas semanas, ao menos cinco desses sintomas: tristeza; diminuição do interesse por atividades; diminuição do apetite, ganho ou perda de peso significativa;
agitação ou apatia; pouca capacidade de concentração; insônia ou excesso de sono; cansaço e falta de energia; sentimento exagerado de culpa; ideias suicidas.
Tanto na prevenção quanto no tratamento da depressão em adolescentes, a família tem um papel fundamental.
No artigo “Estrutura e suporte familiar como fatores de risco na depressão de adolescentes”, os pesquisadores Makilim Nunes Baptist, Adriana Said Daher
Baptista e Rosana Righetto Dias lembram que “há amplas evidências de que problemas relacionados à estrutura e suporte familiar estão relacionados a desordens
psiquiátricas infantis, especificamente aos transtornos de humor”.
Famílias bem estruturadas e que oferecem suporte aos filhos conseguem atenuar os efeitos de eventos estressantes, que podem desencadear quadros depressivos nos
adolescentes. Isso acontece porque a família influencia diretamente a forma pela qual o adolescente se autoavalia e processa as informações que recebe. E, nesse
aspecto, as famílias intactas – ou seja, aquelas formadas por pais não separados e morando em um mesmo local – parecem passar mais estabilidade e afeto aos filhos.
Quando o diagnóstico de depressão é confirmado, o tratamento pode incluir a terapia familiar. E, mesmo quando o tratamento não incluir esse tipo de terapia, os
familiares têm de estar preparados para lidar com a situação e apoiar o adolescente. Ser compreensivo e evitar cobranças excessivas é essencial para o sucesso do
tratamento. O adolescente precisa perceber que conta com o apoio da família para poder vencer a depressão.
(Adolescência, educação dos filhos. Equipe sempre família. Disponível
em: http://www.semprefamilia.com.br/como-perceber-sintomas-dadepressao- na-adolescencia/.
Acesso em: 27/06/2016. Adaptado.)
No trecho “Famílias bem estruturadas e que oferecem suporte aos filhos conseguem atenuar os efeitos de eventos estressantes, que podem desencadear quadros
depressivos nos adolescentes.”, as expressões destacadas significam, respectivamente:
a) Desafio e facilitar.
b) Apoio e bloquear.
c) Assistência e estimular.
d) Obstáculo e interromper.
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Questão 1212: IDECAN - Bioq (Pref Apiacá)/Pref Apiacá/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Os três vazios – Sobre como fomos esvaziados e lavados para fazer escoar a angústia consumista
Podemos caracterizar nossa época a partir de (três) grandes vazios:
1 – O primeiro deles é o vazio do pensamento, tal como o denominou Hannah Arendt. A característica desse vazio é a ausência de reflexão, em palavras simples, de
questionamento. Como é impossível viver sem pensamento, o uso de ideias prontas se torna a cada dia mais necessário e vemos ideias se transformarem em
mercadorias para facilitar a circulação. Não são apenas as ideias que viram mercadorias. As mercadorias também vêm substituir ideias. Elas se “consubstanciam” em
ideias e fazem a sua vez. O império do design de nosso tempo tem a ver com isso. Cada vez mais gostamos de coisas nas quais se guarda uma ideia. Hoje em dia vende-
se autenticidade e prosperidade como um dia se vendeu felicidade, liberdade e imortalidade. A ideia é melhor vendida por meio de conceitos que podemos possuir ou,
pelo menos, queremos possuir. O design garante isso. O que antigamente se chamava de “arte pela arte”, agora se chama de “estética pela estética”.
Com isso quero dizer que o mundo da aparência substituiu o da essência e isso atingiu até mesmo o pensamento. A inteligência se tornou algo da ordem da aparência,
uma moda. Por isso mesmo, a ignorância populista também faz muito sucesso. Enquanto uns vendem aparência de inteligência, outros vendem aparência de ignorância.
Se há realmente inteligência ou ignorância, não é bem a questão. Ganham os que sabem administrar essas aparências para a mistificação das massas. A indústria cultural
também é do design. E o design também é da inteligência e da ignorância.
2 – O segundo vazio parece ainda mais profundo, até porque, tradicionalmente tem relação com o território do que chamamos de sensibilidade que está revestido de
mistérios. Nesse campo, entra em jogo o vazio da emoção. A impressão de que vivemos em uma sociedade anestesiada, na qual as pessoas são incapazes de sentir
emoções, não é nova. Alguns já falaram em culto da emoção, em sociedade excitada, em sociedade fissurada. Buscamos de modo ensandecido uma emoção qualquer.
Pagamos caro. Da alegria à tristeza, queremos que a religião, o sexo, a alimentação, os filmes, as drogas, os esportes radicais, tudo nos provoque algum tipo de êxtase.
A emoção virou mercadoria e o que não emociona não vale a pena. Alegrias suaves e tristezas leves não interessam. Tudo tem que ser extasiante. As mercadorias
aparecem com a promessa de garantir esse êxtase. Das roupas de marca ao turismo, tudo tem que ser intenso, cinematográfico, transcendental, radical, impressionante.
É o império da emoção contra a chateação, da excitação contra o tédio, da rapidez contra a calma, da festa contra a tranquilidade. A questão que está em jogo é a do
esvaziamento afetivo. Se usarmos um clichê, diremos que nos tornamos cada vez mais frios, cada vez mais robotizados.
Há uma verdade nisso: quer dizer que perdemos nosso calor humano, nosso calor animal, o que nos confirma como seres vivos. Ficamos cada vez mais vitimados pelo
universo da plasticidade. O império do design se instaura aí. Da plasticidade exterior ao plástico (que consumimos fisiologicamente no uso de uma garrafa de água), não
há muita diferença. [...]
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(TIBURI, Márcia. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/08/os-tres-vazios-
sobre-como-fomos-esvaziados-e-lavados-parafazer- escoar-a-angustia-consumista/. Adaptado.)
Em “O segundo vazio parece ainda mais profundo, até porque, tradicionalmente tem relação com o território do que chamamos de sensibilidadeque está revestido de
mistérios.”, a expressão “até porque” indica
a) inclusão de uma justificativa.
b) limite para um questionamento.
c) demonstração de uma oposição.
d) acréscimo de uma consequência.
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Questão 1213: IDECAN - Moto (Pref Apiacá)/Pref Apiacá/C/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Nossos velhos
Pais heróis e mães rainhas do lar.
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns
assuntos sem pé nem cabeça. A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá pra implicar com a empregada. O que papai e mamãe fizeram para
caducar de uma hora para ou…tra? Fizeram 80 anos. Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso. Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais
vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma
chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se
a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam
os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida. É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação.
Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.
Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões
em desuso: calça de brim? frege? auto de praça? Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos,
simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los,
e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles
para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
(Martha Medeiros. Disponível em: http://www.viva50.com.br/nossos-velhos-
cronica-de-martha-medeiros/. Acesso em: 24/06/2016. Adaptado.)
“Essa nossa intolerância só pode ser medo.” O termo “intolerância”, de acordo com o contexto em que se encontra empregado, significa
a) paciência.
b) exigência.
c) relevância.
d) arrogância.
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Questão 1214: IDECAN - Moto (Pref Apiacá)/Pref Apiacá/D/2016
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Parentes ainda resistem em autorizar doação de órgãos
Poucas pessoas sabem, mas o Brasil é destaque no contexto mundial de doação de órgãos e tecidos, principalmente por ter o maior sistema público de transplantes do
mundo. Porém, a alta taxa de recusa familiar para doação de órgãos é um problema grave no país. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 40% da
população brasileira não aceita doar órgãos de parentes falecidos com diagnóstico de morte cerebral, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país.
Na opinião do médico Leonardo Borges de Barros e Silva, coordenador da Organização de Procura de Órgãos do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina
da Universidade de São Paulo), os motivos para a recusa familiar são diversos: desde crenças religiosas até o desconhecimento e não aceitação da morte encefálica, que
faz com que muitos familiares acreditem que o fato de o ente querido manter o corpo quente e o coração batendo seja um indicativo de que ele sobreviverá.
Realmente, para a grande maioria das pessoas, é muito difícil diferenciar um corpo em morte cerebral de um corpo em sono profundo na cama de um hospital: em
ambos, o abdômen se move normalmente na respiração, os batimentos cardíacos aparecem no monitor e há urina no recipiente plástico. A temperatura também
permanece normal.
“O diagnóstico de morte encefálica – conhecida também como morte cerebral – é irreversível, ou seja, o paciente perde todas as funções vitais, como a consciência e
capacidade de respirar. O coração permanece batendo e os demais órgãos, funcionando. Com exceção das córneas, pele, ossos, vasos e valvas do coração, é somente
nessa situação que os órgãos podem ser utilizados para transplante”, observa o especialista.
O que acontece é que enquanto o coração tem oxigênio, ele pode continuar a bater. O ventilador providencia esse suporte por várias horas. Sem o socorro artificial, o
coração deixaria de bater.
O consentimento informado é a forma oficial de manifestação à doação. A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra
finalidade terapêutica depende da autorização do cônjuge ou parente maior de idade, obedecida a linha sucessória, firmada em documento subscrito por duas
testemunhas presentes à verificação da morte.
“Evidentemente, a manifestação em vida da pessoa a favor ou contra a doação de seus órgãos e tecidos para transplante pode ou não favorecer o consentimento após a
morte, mas, de acordo com a lei, é a vontade da família que deve prevalecer”, explica o médico Leonardo Borges de Barros e Silva.
De acordo com números do Ministério da Saúde, em 2015, mais de 23 mil transplantes foram realizados no Brasil, sendo a córnea o tecido mais transplantado. No ano
passado, o transplante de rins foi o mais realizado, seguido pelos de fígado, coração e pulmão. Mas, enquanto algumas famílias ainda têm receio de autorizar a doação
dos órgãos de parentes falecidos, cerca de 40 mil pessoas, entre crianças e adultos, estão na fila de espera por um transplante no Brasil.
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(CONTE, Juliana. Informações da Agência Ex Libris Comunicação Integrada e
Ministério da Saúde. Publicado em: 21/06/2016. Adaptado.)
“A temperatura também permanece normal.” O termo “permanece”, de acordo com o contexto em que se encontra empregado, significa
a) torna-se.
b) evidencia-se.
c) declara-se.
d) conserva-se.
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Questão 1215: IDECAN - Aux Adm (CP II)/CP II/2014
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
A complicada arte de ver
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus
prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que
já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola.
Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de
objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo
me causa espanto.”
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante delivros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe
disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas.
Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de
poeta... Os poetas ensinam a ver”.
William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-
me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à
frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
(Rubem Alves. Disponível em: http://www.releituras.com/i_airon_rubemalves.asp.
Acesso em: 05/2014.)
De acordo com o contexto, é correto afirmar que em “[...] ali está uma epifania do sagrado.” o termo destacado possui como significado:
a) Justiça.
b) Novidade.
c) Explicação.
d) Modificação.
e) Manifestação.
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Questão 1216: IDECAN - Estat (CP II)/CP II/2014
Assunto: Significação de vocábulo e expressões
Cultura e terror
Essa minha ideia de que o homem é, sobretudo, um ser cultural, não deve ser entendida como uma visão idealizada e otimista, pelo simples fato de que isso o distingue
dos outros seres naturais.
Se somos seres culturais, se pensamos e com nosso pensamento inventamos os valores que constituem a nossa humanidade, diferimos dos outros animais, que se atêm
a sua animalidade e agem conforme suas necessidades vitais imediatas.
Entendo que, ao contrário dos outros animais, o homem nasceu incompleto e, por essa razão, teve de inventar-se e inventar o mundo em que vive. Por exemplo, um
bisão ou um tigre nasce com todos os recursos necessários à sua sobrevivência, mas o homem, para caçar o bisão, teve que inventar a lança.
Isso, no plano material. Mas nasceu incompleto também no plano intelectual, porque é o único animal que se pergunta por que nasceu, que sentido tem a existência.
Para responder a essas e outras perguntas, inventou a religião, a filosofia, a ciência e a arte.
Assim, construiu, ao longo da história, uma realidade cultural, inventada, que alcança hoje uma complexidade extraordinária e fascinante. O homem deixou de viver na
natureza para viver na cidade que foi criada por ele.
Mas, o fato mesmo de se inventar como ser cultural criou-lhe graves problemas, nascidos, em grande parte, daqueles valores culturais. É que, por serem inventados,
variam de uma comunidade humana para outra, gerando muitas vezes conflitos insuperáveis. As diversas concepções filosóficas, religiosas, estéticas e políticas podem
levar os homens a divergências insuperáveis e até mesmo a conflitos mortais.
Pode ser que me engane, mas a impressão que tenho é de que o homem, por ser essencialmente os seus valores, tem que afirmá-los perante o outro e obter dele sua
aceitação. Se o outro não os aceita, sente-se negado em sua própria existência. Daí por que, a tendência, em certos casos, é levá-lo a aceitá-los por bem ou por mal.
Chega-se à agressão, à guerra.
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Certamente, nem sempre é assim, depende dos indivíduos e das comunidades humanas; depende sobretudo de quais valores os fundamentam.
De modo geral, é no campo da religião e da política que a intolerância se manifesta com maior frequência e radicalismo. A história humana está marcada por esses
conflitos, que resultaram muitas vezes em guerras religiosas, com o sacrifício de centenas de milhares de vidas.
Com o desenvolvimento econômico e ampliação do conhecimento científico, a questão religiosa caiu para segundo plano, enquanto o problema ideológico ganhou o
centro das atenções.
A questão da riqueza, da desigualdade social e consequentemente da justiça social tornou-se o núcleo dos conflitos entre as classes e o poder político.
Esse fenômeno, que se formou em meados do século XIX, ocuparia todo o século XX, com o surgimento dos Estados socialistas. O ápice desse conflito foi a Guerra Fria,
resultante do antagonismo entre os Estados Unidos e a União Soviética.
Surpreendente, porém, é que, em pleno século do desenvolvimento científico e tecnológico, tenha eclodido uma das expressões mais irracionais da intolerância religiosa:
o terrorismo islâmico, surgido de uma interpretação fanatizada daquela doutrina.
O terrorismo não nasceu agora mas, a partir do conflito entre judeus e palestinos, lideranças fundamentalistas islâmicas o adotaram como arma de uma guerra santa
contra a civilização ocidental, que não segue as palavras sagradas do Corão.
Em consequência disso, homens e mulheres jovens, transformados em bombas humanas, não hesitam em suicidar-se inutilmente, convencidos de que cumprem a
vontade de Alá e serão recompensados com o paraíso.
Parece loucura e, de fato, o é, mas diferente da doença psíquica propriamente dita. É uma loucura decorrente do fanatismo político ou religioso, que muda o amor a Deus
em ódio aos infiéis.
Embora o Corão condene o assassinato de inocentes, na opinião dos promotores de tais atentados – que matam sobretudo inocentes – só é proibido matar os “nossos”
inocentes, como afirmou Bin Laden, não os inocentes “deles”.
Tudo isso mostra que o homem é mesmo um ser cultural, mas que a cultura tanto pode nos transformar em santos como em demônios.
(Ferreira Gullar. Cultura e terror. Folha de São Paulo. Abril/2013.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/1269134-cultura-e-terror.shtml.)
A expressão “esse fenômeno”, que inicia o, refere-se
a) à igualdade e à justiça social.
b) ao terrorismo adotado pelos islâmicos.
c) aos conflitos religiosos que marcaram a história da humanidade.
d) à política ser deixada em segundo plano em função da questão religiosa eclodida no século XX.
e) ao deslocamento do campo de conflitos culturais, provocado tanto pelo desenvolvimento econômico quanto científico.
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Questão 1217: IDECAN - Of BM (CBM DF)/CBM DF/Médico/Urologia/2017
Assunto: Outras questões de semântica
Depoimento de Daniel Matenho Cabixi, do povo Pareci, aldeia de Rio Verde no Mato Grosso
Vi muitas pessoas postarem-se diante de mim, um índio, e ficarem horas e horas a olhar-me. Além de lançarem uma série de perguntas, entre elas, se não existe mais
índio brabo.
Penso comigo: que estarão elas pensando? Esforço-me para penetrar em seus pensamentos. Afinal, um descendente de índios selvagens, descendentes de seres
mitológicos, índios, está postado diante deles, de calças, camisa e sapatos. Neste momento, a imaginação desse povo simples voa pelo mundo da fantasia.
Como será que vive? O que come? Será que descende de comedores de gente? Terá ele provado alguma carne humana? Tem ele algum sentimento humano de amor e
compaixão?
Enfim, percebo que as interpretações e comparações que nos fazem não passam da categoria de animais exóticos que habitam a natureza. Tenho vontade de fazê-los
compreender o meu mundo, assim como cheguei a compreender o mundo deles.
Gostaria de dizer-lhes que faço parte de uma sociedade que possui normas de vivência harmônica entre homens e natureza. Gostaria de dizer-lhes que possuímos nossos
valores sociais, políticos, econômicos, culturais e religiosos, que adquirimos através dos tempos, de geração em geração.
Gostaria de dizer-lhes que formamos um mundo equilibrado e justo de relações humanas. Dizer que, como humanos, somos sujeitos a falhas e erros. Dizer que nossos
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sentimentos mais íntimos são exteriorizados através da arte, da língua, da nossa religião, das festas acompanhadas de ritos e cerimônias.
Dizer que conseguimos nossa experiência diante da vida e do universo.
Dizer que conseguimos chegar num equilibrado mundo prenhe de valores que transmitimos a nossos filhos, o que, em outras palavras mais compreensíveis, é sinônimo
de educação.
[...]
Dizer que estamos prontos para receber o que de útil a sociedade deles nos oferece e rechaçar o que de ruim ela nos apresenta. Mas a cegueira etnocêntrica não permite
este diálogo franco e sincero.
(Depoimento de Daniel Matenho Cabixi.
Disponível em: http://www.iande.art.br/textos/danielcabixi.htm. Acesso em: ago, 2016. Adaptado.)
Em “Dizer que estamos prontos para receber o que de útil a sociedade deles nos oferece e rechaçar o que de ruim ela nos apresenta.” é possível constatar, considerando
a construção linguística, elementos que produzem determinada relação resultando em efeito de sentido de:
a) Negação, conclusão.
b) Finalidade, oposição.
c) Consequência, justificativa.
d) Contraposição, temporalidade.
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Questão 1218: IDECAN - FTrib (Manhumirim)/Pref Manhumirim/2017
Assunto: Outras questões de semântica
O amor acaba
(Paulo Mendes Campos.)
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde
começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate
das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos
saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos
do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela
pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no
andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas;
quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no
sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo
parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que
desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros
do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor
não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que
chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o
mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova
Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em
mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido
como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba c omo se fora melhor nunca ter
existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração
excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por
qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
(WERNECK, Humberto (org.). Boa companhia – Crônicas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.)
Em “às vezes vingado por alguns dias...”, o termo sublinhado expressa a ideia de:
a) Modo.
b) Tempo.
c) Condição.
d) Conformidade.
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Questão 1219: IDECAN - Ag AL (CM Aracruz)/CM Aracruz/2016
Assunto: Outras questões de semântica
Amor de passarinho
Desde que mandei colocar na minha janela uns vasos de gerânio, eles começaram a aparecer. Dependurei ali um bebedouro, desses para beija-flor, mas são de outra
espécie os que aparecem todas as manhãs e se fartam de água açucarada, na maior algazarra. Pude observar então que um deles só vem quando os demais já se foram.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Vem todas as manhãs. Sei que é ele e não outro por um pormenor que o distingue dos demais: só tem uma perna. Não é todo dia que costuma aparecer mais de um
passarinho com uma perna só.
[...]
Ao pousar, equilibra-se sem dificuldade na única perna, batendo as asas e deixando à mostra, em lugar da outra, apenas um cotozinho. É de se ver as suas passarinhices
no peitoril da janela, ou a saltitar de galho em galho, entre os gerânios, como se estivesse fazendo bonito para mim. Às vezes se atreve a passar voando pelo meu nariz e
vai-se embora pela outra janela.
[...]
Enquanto escrevo, ele acaba de chegar. Paro um pouco e fico a olhá-lo. Acostumado a ser observado por mim, já está perdendo a cerimônia. Finge que não me vê,
beberica um pouco a sua aguinha, dá um pulo para lá, outro para cá, esvoaça sobre um gerânio, volta ao bebedouro, apoiando-se num galho. Mas agora acaba de
chegar outro que, prevalecendo-se da superioridade que lhe conferem as duas pernas, em vez de confraternizar, expulsa o pernetinha a bicadas, e passa a beber da sua
água. A um canto da janela, meio jururu, ele fica aguardando os acontecimentos, enquanto eu enxoto o seu atrevido semelhante. Quer dizer que até entre eles
predomina a lei do mais forte! De novo senhor absoluto da janela, meu amiguinho volta a bebericar e depois vai embora, não sem me fazer uma reverência de
agradecimento.
[...]
Chamei-o de amiguinho, e entendo agora por que Jayme Ovalle, que chegou a ficar noivo de uma pomba, dizia que Deus era Poeta, sendo o passarinho o mais perfeito
soneto de Sua Criação. Com sua única perninha, este é o meu pequenino e sofrido companheiro, a me ensinar que a vida é boa e vale a pena, é possível ser feliz.
Desde então muita coisa aconteceu. Para começar, a comprovação de que não era amiguinho e sim amiguinha – segundo me informou o jardineiro: responsável pelos
gerânios e pelo bebedouro, seu Lourival entende de muitas coisas, e também do sexo dos passarinhos.
A prova de que era fêmea estava no companheiro que arranjou e com quem logo começou a aparecer. Este, um pouco maior e mais empombadinho, tomava conta dela,
afastando os concorrentes. E os dois ficavam de brincadeira um com o outro, de cá para lá, ou mesmo de namoro, esfregando as cabecinhas.Às vezes ela se afastava
desses afagos, voava em minha direção e se detinha no ar a um metro de minha cabeça, agitando as asas, para em seguida partir feito uma seta janela afora. Não sei o
que procurava exprimir com o ritual dessa proeza de colibri. Alguma mensagem de amor, em código de passarinho? Talvez não mais que um recado prosaico, vou ali e
volto já.
E assim a Pernetinha, como se tornou conhecida entre os meus amigos – alguns chegaram a conhecê-la pessoalmente –, não passou mais um só dia sem aparecer.
Mesmo durante minhas viagens continuou vindo, segundo seu Lourival, que se encarrega de manter cheio o bebedouro na minha ausência.
Só de uns dias para cá deixou de vir. Fiquei apreensivo, pois a última vez que veio foi num dia de chuva, estava toda molhada, as peninhas do peito arrepiadas. Talvez
tivesse adoecido. Não sei se passarinho pega gripe ou morre de pneumonia. Segundo me esclareceu Rubem Braga, o sádico, costuma morrer é de gato. Ainda mais
sendo perneta.
Hoje pela manhã conversei com o jardineiro sobre a minha apreensão: vários dias sem aparecer! Ele tirou o boné, coçou a cabeça, e acabou contando o que vinha
escondendo de mim, uma pequena tragédia.
Debaixo do bebedouro fica um prato fundo, de plástico, para aparar a água que os passarinhos deixam respingar – mesmo os bem-educados como a Pernetinha. Numa
dessas manhãs, ele a encontrou caída no fundo do prato, as penas presas num resto pegajoso de água com açúcar. Provavelmente perdeu o equilíbrio, tombou ali dentro
e não conseguiu mais se desprender com a única perninha.
Compungido, seu Lourival preferiu não me contar nada, porque me viu triste com a morte do poeta, também meu amigo.
Naquele mesmo dia.
(SABINO, Fernando. 1923-2004 – As melhores crônicas – 14ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2010. Adaptado.)
“Chamei-o de amiguinho, e entendo agora por que Jayme Ovalle, que chegou a ficar noivo de uma pomba, dizia que Deus era Poeta,...” O vocábulo constituinte do
campo semântico de “poeta” é
a) criação.
b) soneto.
c) perfeito.
d) passarinho.
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Questão 1220: IDECAN - ACE (SMSA Boa Vista)/Pref Boa Vista/2016
Assunto: Outras questões de semântica
Cadeia é um lugar povoado de maldade
Na repressão ao crime continuamos atolados nos dilemas da Idade Média: sabemos prender, castigar e construir cadeias, nada mais.
A perda da liberdade, a solidão, os guardas, a rotina imposta, a ausência de privacidade, as horas que se arrastam, os dias idênticos, as arbitrariedades do sistema
carcerário, a identidade substituída por um número de prontuário e o uniforme que a todos iguala não chegam aos pés do sofrimento causado pela convivência com os
companheiros de infortúnio. Os perigos inerentes a esse convívio são tão ameaçadores, que o maior de todos os desejos do prisioneiro não é recuperar a liberdade
perdida, mas permanecer vivo, tarefa que exige elaborar uma estratégia segundo a qual sua presença atenda aos interesses do grupo.
À medida que somos obrigados a compartilhar o espaço vital, nós nos tornamos menos violentos, por razões evolutivas: a formação e a preservação do grupo foram
essenciais para o êxito ecológico de nossa espécie. Hominídeos que não souberam conviver com os demais ficaram expostos aos predadores e não deixaram
descendentes. A rotina diária na prisão exige processos adaptativos que servem de base para a criação de um código penal draconiano, capaz de prever todos os
acontecimentos da vida comunitária – da proibição de delatar o companheiro, aos modos de comer à mesa; do respeito às famílias visitantes, aos cuidados com a higiene
pessoal.
Ao contrário da justiça morosa e burocrática das sociedades civilizadas, em que o intervalo entre a prática do crime e a aplicação da penalidade pode exigir anos de
tramitação nos tribunais, entre presidiários as sentenças são de execução imediata. O desrespeito às regras estabelecidas deve ser punido com rigor, sumariamente, para
impedir que se instale a barbárie.
O poder é um espaço abstrato que os homens jamais deixam no vazio. No ambiente prisional a força física é de pouca valia. Um dos homens mais fortes que conheci
morreu, enquanto dormia em sua cela, queimado com água fervente por um desafeto de 1 metro e meio. Na disputa pelas posições de mando, assumem a liderança
aqueles capazes de formar a coalizão mais numerosa.
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O que a sociedade chama de população carcerária está longe de constituir massa amorfa que reage de modo irracional, como às vezes acontece nas rebeliões, episódios
raros na história de qualquer cadeia. Mulheres e homens presos fazem parte de uma comunidade organizada, segundo leis e regras próprias que ficarão impregnadas no
espírito de todos os que passaram pela experiência de viver atrás das grades.
A eficácia imediata do aprisionamento na redução dos níveis de violência nas cidades está bem documentada na literatura científica. Quando um assaltante vai preso, é
um a menos a roubar nas ruas. O que ainda não foi estudado são as repercussões a longo prazo do encarceramento.
A sociedade vive a exigir mais prisões e penas mais longas, a ressocialização fica relegada à retórica. Para sair desse impasse serão necessários conhecimento técnico,
bom senso e ousadia na reorganização do sistema penal brasileiro. Diante da epidemia da violência urbana que nos atormenta, o medo de errar não pode servir de
pretexto para o conformismo e a apatia paralisante em que nos encontramos.
(Revista Carta Capital. Por Drauzio Varella – Publicado 19/07/2013. Disponível em: http://www.cartacapital.
com.br/revista/758/cadeia-e-um-lugar-povoado-de-maldade-236.html. Acesso em: 12/08/2016. Adaptado.)
Em “À medida que somos obrigados a compartilhar o espaço vital, nós nos tornamos menos violentos, por razões evolutivas: a formação e a preservação do grupo foram
essenciais para o êxito ecológico de nossa espécie.” (2º§), a expressão destacada exprime ideia de
a) conclusão.
b) proporção.
c) preferência.
d) disposição organizada.
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Questão 1221: IDECAN - ACE (SMSA Boa Vista)/Pref Boa Vista/2016
Assunto: Outras questões de semântica
Cadeia é um lugar povoado de maldade
Na repressão ao crime continuamos atolados nos dilemas da Idade Média: sabemos prender, castigar e construir cadeias, nada mais.
A perda da liberdade, a solidão, os guardas, a rotina imposta, a ausência de privacidade, as horas que se arrastam, os dias idênticos, as arbitrariedades do sistema
carcerário, a identidade substituída por um número de prontuário e o uniforme que a todos iguala não chegam aos pés do sofrimento causado pela convivência com os
companheiros de infortúnio. Os perigos inerentes a esse convívio são tão ameaçadores, que o maior de todos os desejos do prisioneiro não é recuperar a liberdade
perdida, mas permanecer vivo, tarefa que exige elaborar uma estratégia segundo a qual sua presença atenda aos interesses do grupo.
À medida que somos obrigados a compartilhar o espaço vital, nós nos tornamos menos violentos, por razões evolutivas: a formação e a preservação do grupo foram
essenciais para o êxito ecológico de nossa espécie. Hominídeos que não souberam conviver com os demais ficaram expostos aos predadores e não deixaram
descendentes. A rotina diária na prisão exige processos adaptativos que servem de base para a criação de um código penal draconiano, capaz de prever todos os
acontecimentos da vida comunitária – da proibição de delatar o companheiro, aos modos de comer à mesa; do respeito às famílias visitantes, aos cuidados com a higiene
pessoal.
Ao contrário da justiça morosa e burocrática das sociedades civilizadas, em que o intervalo entre a prática do crime e a aplicação da penalidade pode exigir anosde
tramitação nos tribunais, entre presidiários as sentenças são de execução imediata. O desrespeito às regras estabelecidas deve ser punido com rigor, sumariamente, para
impedir que se instale a barbárie.
O poder é um espaço abstrato que os homens jamais deixam no vazio. No ambiente prisional a força física é de pouca valia. Um dos homens mais fortes que conheci
morreu, enquanto dormia em sua cela, queimado com água fervente por um desafeto de 1 metro e meio. Na disputa pelas posições de mando, assumem a liderança
aqueles capazes de formar a coalizão mais numerosa.
O que a sociedade chama de população carcerária está longe de constituir massa amorfa que reage de modo irracional, como às vezes acontece nas rebeliões, episódios
raros na história de qualquer cadeia. Mulheres e homens presos fazem parte de uma comunidade organizada, segundo leis e regras próprias que ficarão impregnadas no
espírito de todos os que passaram pela experiência de viver atrás das grades.
A eficácia imediata do aprisionamento na redução dos níveis de violência nas cidades está bem documentada na literatura científica. Quando um assaltante vai preso, é
um a menos a roubar nas ruas. O que ainda não foi estudado são as repercussões a longo prazo do encarceramento.
A sociedade vive a exigir mais prisões e penas mais longas, a ressocialização fica relegada à retórica. Para sair desse impasse serão necessários conhecimento técnico,
bom senso e ousadia na reorganização do sistema penal brasileiro. Diante da epidemia da violência urbana que nos atormenta, o medo de errar não pode servir de
pretexto para o conformismo e a apatia paralisante em que nos encontramos.
(Revista Carta Capital. Por Drauzio Varella – Publicado 19/07/2013. Disponível em: http://www.cartacapital.
com.br/revista/758/cadeia-e-um-lugar-povoado-de-maldade-236.html. Acesso em: 12/08/2016. Adaptado.)
No trecho “Mulheres e homens presos fazem parte de uma comunidade organizada, segundo leis e regras próprias que ficarão impregnadas no espírito de todos os que
passaram pela experiência de viver atrás das grades.”, os termos “organizada” e “impregnadas” (5º§) significam, respectivamente:
a) Metódica e imbuídas.
b) Sistemática e desoladas.
c) Lastimável e encravadas.
d) Destruída e abundantes.
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Questão 1222: IDECAN - Ag (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Serviços Operacionais/Motorista/2016
Assunto: Outras questões de semântica
Rolezinhos
Uma amiga me diz que ela passeia pelos shoppings para ter a impressão de estar fora do Brasil, ou seja, num espaço público que não seja ansiógeno e violento. Claro, é
uma ilusão fugaz; basta olhar para as vitrines para constatar que tudo é brutalmente mais caro do que no exterior – pelos impostos, pela produtividade medíocre ou pela
corrupção endêmica, tanto faz. Mesmo assim, insiste minha amiga, a ilusão de civilidade é um alívio.
Hoje, à brutalidade de impostos, corrupção e mediocridade produtiva acrescentam-se os “rolezinhos” dos jovens da periferia. O que eles querem, afinal?
Talvez eles gostem de apavorar. Não seria de se estranhar. É um axioma: para quem vive na incerteza (de seu status, do reconhecimento dos outros, de seu lugar no
mundo), apavorar é um jeito de encontrar no medo dos outros uma confirmação de sua própria relevância. Apavoro, logo existo: espelho-me na preocupação dos
seguranças e na cara fechada dos clientes que voltam correndo para o estacionamento.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Mas apavorar é um efeito colateral. Os jovens dos “rolezinhos” pedem sobretudo uma bola branca: a admissão ao clube. A prova, a roupa que eles preferem e que grita
para ser reconhecida como luxo. Tudo bem, alguém perguntará, eles pedem acesso a quê? À classe privilegiada? Ao consumo de quem tem grana?
Não acredito em nada disso, aposto que eles pedem acesso ao próprio lugar para o qual eles vão: eles pedem acesso ao shopping. O que esse lugar tem de mágico? De
desejável? Qual é seu valor simbólico? Na nossa cultura (justamente pela quase inexistência de espaços públicos minimamente frequentáveis, ou seja, pelo horror que a
rua é para todos, ricos e pobres), os shoppings integram a lista histórica dos refúgios.
(CALLIGARIS, Contardo. Folha de S. Paulo, 06/02/2014. Adaptado.)
Em “Os jovens dos ‘rolezinhos’ pedem sobretudo uma bola branca: a admissão ao clube." , o termo destacado expressa ideia de
a) valor, intenção.
b) conclusão, ressalva.
c) prioridade, relevância.
d) significância, comparação.
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Questão 1223: IDECAN - Ag (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Serviços Operacionais/Motorista/2016
Assunto: Outras questões de semântica
Rolezinhos
Uma amiga me diz que ela passeia pelos shoppings para ter a impressão de estar fora do Brasil, ou seja, num espaço público que não seja ansiógeno e violento. Claro, é
uma ilusão fugaz; basta olhar para as vitrines para constatar que tudo é brutalmente mais caro do que no exterior – pelos impostos, pela produtividade medíocre ou pela
corrupção endêmica, tanto faz. Mesmo assim, insiste minha amiga, a ilusão de civilidade é um alívio.
Hoje, à brutalidade de impostos, corrupção e mediocridade produtiva acrescentam-se os “rolezinhos” dos jovens da periferia. O que eles querem, afinal?
Talvez eles gostem de apavorar. Não seria de se estranhar. É um axioma: para quem vive na incerteza (de seu status, do reconhecimento dos outros, de seu lugar no
mundo), apavorar é um jeito de encontrar no medo dos outros uma confirmação de sua própria relevância. Apavoro, logo existo: espelho-me na preocupação dos
seguranças e na cara fechada dos clientes que voltam correndo para o estacionamento.
Mas apavorar é um efeito colateral. Os jovens dos “rolezinhos” pedem sobretudo uma bola branca: a admissão ao clube. A prova, a roupa que eles preferem e que grita
para ser reconhecida como luxo. Tudo bem, alguém perguntará, eles pedem acesso a quê? À classe privilegiada? Ao consumo de quem tem grana?
Não acredito em nada disso, aposto que eles pedem acesso ao próprio lugar para o qual eles vão: eles pedem acesso ao shopping. O que esse lugar tem de mágico? De
desejável? Qual é seu valor simbólico? Na nossa cultura (justamente pela quase inexistência de espaços públicos minimamente frequentáveis, ou seja, pelo horror que a
rua é para todos, ricos e pobres), os shoppings integram a lista histórica dos refúgios.
(CALLIGARIS, Contardo. Folha de S. Paulo, 06/02/2014. Adaptado.)
No trecho “Talvez eles gostem de apavorar.”, a expressão destacada exprime circunstância de
a) dúvida.
b) sucessão.
c) regularidade.
d) reciprocidade.
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Questão 1224: IDECAN - Tec NS (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Psicólogo/2016
Assunto: Outras questões de semântica
Dormir pouco pode causar doenças mentais
Quem dorme pouco está mais propenso a desenvolver doenças mentais e tem
mais dificuldades de tratá-las.
Quem tem dificuldade para pegar no sono sabe que os efeitos de uma noite mal dormida não acabam quando o dia começa. Olheiras, fadiga, olhos secos, dificuldade de
se concentrar e irritação são algumas das respostas do corpo à privação de sono. A qualidade do sono impacta diretamente nossa saúde física e mental. A insônia,
inclusive, é um sintoma comum em pacientes que sofrem de ansiedade, depressão, esquizofrenia, bipolaridade e distúrbios de atenção.
A psicóloga Jo Abbott, da Universidade Tecnológica de Swinburne, na Austrália, defende que a insônia e doenças mentais estão bastante interligadas – elas se
retroalimentam. Segundo ela, cerca de 50% dos adultos com insônia têm problemas mentais e 90% das pessoas com depressão sofrem para dormir. O pior dessa relação
insônia versus depressãoé que quem não dorme bem responde pior ao tratamento da depressão e está mais propenso a ter picos de tristeza.
O professor Peter Franzen, da Universidade de Medicina de Pittsburgh, nos Estados Unidos, concorda com Abbott sobre a correlação entre insônia e doenças mentais. Em
seu estudo sobre como a insônia pode causar disfunções no circuito cerebral responsável pelas emoções, ele explica que o sono e os sentimentos são o produto de
interações entre várias regiões comuns do cérebro, hormônios e neurotransmissores. Então, anormalidades em alguns deles causam impactos nos outros. Inclusive, há
evidências de que doenças mentais podem surgir de problemas dentro de circuitos cerebrais sobrepostos por circuitos que regulam nosso relógio biológico e o sono.
Pense nas principais reações de uma criança cansada: choro, birra e manha. Com você, acontece o mesmo, a diferença é que não pega bem se você se atirar no chão.
Um outro estudo conduzido pelo professor Franzen com pupilografia (a pupila é um bom indicador para perceber se o cérebro está ou não processando informações
afetivas e cognitivas) comprovou que a privação de sono altera nossas reações emocionais.
Adultos saudáveis foram expostos a imagens positivas, negativas e neutras. Metade deles tinha dormido bem, a outra metade não havia pregado o olho a noite toda – as
pupilas desse último grupo ficaram muito maiores ao olhar imagens negativas do que quando viram os outros tipos de imagens.
Ou seja, quando dormimos pouco exageramos nas nossas reações frente a situações negativas. Além de mais mal-humorados, a falta de sono pode nos deixar mais
vulneráveis a ter doenças psiquiátricas desencadeadas por distúrbios do sono.
(Por Pâmela Carbonari. Atualizado em 30/03/2016. Superinteressante. Adaptado.)
Através da locução verbal que constitui o título do texto é possível reconhecer marcas que indicam
a) possibilidade.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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b) facultatividade.
c) permissividade.
d) contestabilidade.
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Questão 1225: IDECAN - Of SA (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Auxiliar Administrativo/2016
Assunto: Outras questões de semântica
O faraó da intolerância
Individualmente, quase todos temos nossos faraós. Pode ser um chefe abusivo, um trabalho
massacrante, uma relação mal resolvida ou uma dívida impagável.
Até hoje, os judeus estão celebrando a festa de Pessach e relembrando os épicos acontecimentos que resultaram no Êxodo do Egito. Apesar de terem ocorrido há mais
de 3.500 anos, manda a tradição judaica que devemos nos lembrar dos tempos de escravidão como se nós mesmos tivéssemos sido libertados.
Um costume nesta época é cada um perguntar-se: qual é o meu faraó? Ao fazermos esta reflexão, buscamos identificar quem ou o que está nos mantendo presos e
estagnados e nos impedindo de avançar e progredir.
Individualmente, quase todos temos nossos faraós. Pode ser um chefe abusivo, um trabalho massacrante, uma relação mal resolvida ou uma dívida impagável. A
dependência de drogas e do álcool e o medo do sucesso e do fracasso também nos mantêm cativos. Coletivamente, empresas, comunidades e sociedades inteiras podem
igualmente estar sob jugo de faraós que não os deixam alcançar seu potencial.
Atualmente, os brasileiros são vítimas de um déspota mais cruel que o próprio Ramsés, o faraó da intolerância. Éramos livres e, aos poucos, tornamo-nos seus escravos.
Deixamos que ele ditasse a forma como nos relacionamos com pessoas de diferentes etnias, religiões, orientações e posições políticas.
Nós, judeus, sabemos bem aonde a intolerância pode levar uma sociedade. Fomos e continuamos a ser uma de suas maiores vítimas e estaremos sempre engajados no
seu combate. É perturbador notar como ela passa a dominar as emoções, palavras e ações de pessoas à nossa volta. É triste ver como ela impede a união de que o Brasil
tanto precisa para vencer seus imensos desafios.
Estamos vivendo no cativeiro da intolerância. Precisamos nos libertar. Assim como fez Moisés em Êxodo 9-1, chegou a hora de encararmos esse faraó de frente e exigir:
“Deixe meu povo ir!”
Esta não será uma luta fácil, nem rápida. O faraó da intolerância fará de tudo para nos manter sob seu domínio. Como os hebreus no Egito, temos de perseverar. Uma,
duas, dez vezes se necessário, vamos mostrar a ele nossa determinação de voltar a ser o que sempre fomos: um povo gentil, cordial e, acima de tudo, tolerante.
(Paulo Maltz. Disponível em: http://oglobo.
globo.com/opiniao/o-farao-da-intolerancia-19200936#ixzz47PW1LYXI.)
Assinale a alternativa em que o termo sublinhado apresenta significado INCOERENTE quanto ao contexto empregado.
a) “... os épicos acontecimentos que resultaram no Êxodo do Egito.” – homéricos
b) “... medo do sucesso e do fracasso também nos mantêm cativos.” – enclausurados
c) “... os brasileiros são vítimas de um déspota mais cruel que o próprio Ramsés” – tirano
d) “Ao fazermos esta reflexão, buscamos identificar quem ou o que está nos mantendo presos...” – imponderação
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Questão 1226: IDECAN - Of SA (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Auxiliar Administrativo/2016
Assunto: Outras questões de semântica
O faraó da intolerância
Individualmente, quase todos temos nossos faraós. Pode ser um chefe abusivo, um trabalho
massacrante, uma relação mal resolvida ou uma dívida impagável.
Até hoje, os judeus estão celebrando a festa de Pessach e relembrando os épicos acontecimentos que resultaram no Êxodo do Egito. Apesar de terem ocorrido há mais
de 3.500 anos, manda a tradição judaica que devemos nos lembrar dos tempos de escravidão como se nós mesmos tivéssemos sido libertados.
Um costume nesta época é cada um perguntar-se: qual é o meu faraó? Ao fazermos esta reflexão, buscamos identificar quem ou o que está nos mantendo presos e
estagnados e nos impedindo de avançar e progredir.
Individualmente, quase todos temos nossos faraós. Pode ser um chefe abusivo, um trabalho massacrante, uma relação mal resolvida ou uma dívida impagável. A
dependência de drogas e do álcool e o medo do sucesso e do fracasso também nos mantêm cativos. Coletivamente, empresas, comunidades e sociedades inteiras podem
igualmente estar sob jugo de faraós que não os deixam alcançar seu potencial.
Atualmente, os brasileiros são vítimas de um déspota mais cruel que o próprio Ramsés, o faraó da intolerância. Éramos livres e, aos poucos, tornamo-nos seus escravos.
Deixamos que ele ditasse a forma como nos relacionamos com pessoas de diferentes etnias, religiões, orientações e posições políticas.
Nós, judeus, sabemos bem aonde a intolerância pode levar uma sociedade. Fomos e continuamos a ser uma de suas maiores vítimas e estaremos sempre engajados no
seu combate. É perturbador notar como ela passa a dominar as emoções, palavras e ações de pessoas à nossa volta. É triste ver como ela impede a união de que o Brasil
tanto precisa para vencer seus imensos desafios.
Estamos vivendo no cativeiro da intolerância. Precisamos nos libertar. Assim como fez Moisés em Êxodo 9-1, chegou a hora de encararmos esse faraó de frente e exigir:
“Deixe meu povo ir!”
Esta não será uma luta fácil, nem rápida. O faraó da intolerância fará de tudo para nos manter sob seu domínio. Como os hebreus no Egito, temos de perseverar. Uma,
duas, dez vezes se necessário, vamos mostrar a ele nossa determinação de voltar a ser o que sempre fomos: um povo gentil, cordial e, acima de tudo, tolerante.
(Paulo Maltz. Disponível em: http://oglobo.
globo.com/opiniao/o-farao-da-intolerancia-19200936#ixzz47PW1LYXI.)
“Assim como fez Moisés em Êxodo 9-1, chegou a hora de encararmos esse faraó de frente e exigir: ‘Deixe meu povo ir!’.” A expressão sublinhada exprime ao trecho uma
ideia de
a) conclusão.
b) explicação.
29/06/2021TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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c) comparação.
d) consequência.
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Questão 1227: IDECAN - Prof (Simonésia)/Pref Simonésia/PII/Português/2016
Assunto: Outras questões de semântica
Festa íntima
Nem todos têm a fortuna de comemorar o décimo aniversário de seu automóvel. Os que têm não se podem furtar ao prazer de uma festa íntima, com recordações
amáveis e o elogio do aniversariante.
O nosso encontro deu-se numa pequena e adorável cidade da Holanda. Pela avenida principal, vejo-lhe ainda as árvores, o vento que descia os degraus dourados do sol.
Muitos adolescentes a caminho da escola. Um ritmo de alegria matinal, simples e comunicativo.
O automóvel resplandecia na perfeição intacta da sua recente fabricação. O vendedor fitava-o com orgulho, amava-o com um amor de especialista, grave e sincero. Nós
o amávamos timidamente, ainda, contemplando-lhe linhas, esmaltes, metais, forro... – mas o vendedor proclamava, acima de tudo, a excelência da máquina. Era um
homem sensível e engenhoso. Até nos queria vender um dispositivo especial que fazia descer uma leve cortina d’água para lavar o vidro da frente.
Partimos emocionados. O vendedor dizia-nos adeus com bondade. Recomendava-nos certo óleo, moderação na rodagem... E quando nos voltamos, na derradeira
despedida, continuava a acompanhar o carro com olhos de pai despedindo-se de um filho.
Ele aprendeu a rodar pela terra da Holanda, e seu padrinho foi um holandês. Entre as nuvens de bicicletas daquelas encantadoras cidades, sua presença era um pouco
escandalosa. [...]
Em cada posto de gasolina, todos o vinham observar por dentro e por fora. Os entendidos em máquinas caíam em êxtase. Era um assombro, o que viam e o que
adivinhavam.
E assim foi ele vivendo a sua infância pelos campos floridos da Bélgica, fazendo levantar os olhos aos belos cavalos brancos que pasciam; e conheceu os castelos do Loire
e a luz formosa do sul da França; e deslumbrou as donzelinhas espanholas que passavam pela tarde, abraçadas e risonhas, e deslizou pelas estradas de Portugal. [...]
E assim chegou ao Brasil, viu as paisagens cariocas, fluminenses, mineiras e paulistas. Talvez estranhasse, às vezes, o clima (ah! os patrões obrigam a tanto)!
Mas logo as distâncias o seduziam e atirava-se por elas feliz e leve como se fosse voar.
Carro tão sensato jamais houve: não cometeu nunca a menor infração e até se desvia a temo para que os outros não as cometam. Com o tempo, tem tido suas pequenas
crises: mas os mecânicos continuam a amá-lo tanto quanto seu vendedor, e tratam-no com o carinho de um médico devotado por um paciente precioso.
E eis que agora cumpre dez anos. E jamais nos ocorreria trocá-lo por outro mais novo, fosse qual fosse a atração do modelo. Nós o amamos como a uma pessoa viva, a
um amigo fiel, a um companheiro impecável. Faz parte da família. Vence todos os obstáculos das estradas e das ruas, resiste a todas as gasolinas; quando enguiça é
porque as adversidades são enormes. Outros, quebravam-se. Ele pára, espera que o ajudem, e logo recupera seu alento, sua coragem, sua vontade de bem servir.
Mesmo entre as criaturas humanas, poucos se lhe podem comparar.
Eis porque festejamos com ternura este aniversário. Que lhe podemos oferecer de presente? Uma boa lubrificação, um bom passeio por uma bela estrada, ao longo da
qual se possa expandir seu coração trabalhador. E buzinaremos a nossa alegria por onde passarmos, celebrando as suas virtudes e proclamando-lhe a nossa gratidão.
(MEIRELES, Cecília – Inéditos, 1968 – Literatura Comentada – Ed. Abril.)
“Em cada posto de gasolina, todos o vinham observar por dentro e por fora. Os entendidos em máquinas caíam em êxtase. Era um assombro, o que viam e o que
adivinhavam.” (6º§)
O trecho, anteriormente sublinhado, tem um sentido
a) dialético.
b) antitético.
c) hiperbólico.
d) metonímico.
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Questão 1228: IDECAN - Med (Damianópolis)/Pref Damianópolis/Generalista/2016
Assunto: Outras questões de semântica
Texto I
Linguagem diferente
Qual o jovem que não passa horas na frente do computador? A internet ajuda a aproximar os amigos, facilita a paquera e a pesquisa escolar.
De tanto conversar, a moçada acabou criando uma linguagem própria para o computador. Um jeito, digamos, bem diferente de escrever, que já criou polêmica e motivou
uma tese de mestrado.
Teclar e digitar são a mesma coisa para a maioria das pessoas. Para os jovens não. Nessa geração, trabalho de escola é digitado, conversa em site é teclada.
Como são diferentes, elas têm até linguagens próprias. Para os trabalhos, vale a boa e velha língua portuguesa. Já para o bate-papo, ganha cada vez mais espaço o
“internetês”, dialeto próprio da internet, baseado principalmente na velocidade. Pra escrever mais rápido, as palavras perdem letras e acentos. Outras vezes, ganham a
pronúncia por escrito.
“Pra tentar atingir a velocidade da fala, pra se comunicar mais fácil”, disse um jovem. “Se você for certinho pra todas elas, aí você atrasa todas as conversas”, disse Ana
Carolina Pucharelli, de 16 anos.
O problema é que, às vezes, uma linguagem invade o espaço da outra. A professora de línguas Cássia Batista resolveu pesquisar o assunto quando encontrou um bilhete
jogado na sala de aula.
Conversando com as autoras do bilhete, a professora percebeu que a mistura das línguas ia mais além. “Existe uma preocupação de que essa influência já esteja também
passando pra fala. A questão do ‘beleza’, que virou ‘belê’, então isso é da internet.”
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A pesquisa virou uma tese de mestrado. “Nós não podemos fechar os olhos e dizer que está errado, que não vamos deixar entrar isso na escola. Já entrou, não adianta,
não tem jeito. O meio eletrônico está pedindo esse tipo de linguagem. Existe, é fato.”
No democrático mundo globalizado, também há internautas que são contra o internetês e que estão usando as armas da própria rede numa campanha em favor da
língua portuguesa. A Júlia, de São Paulo, vai experimentar essa novidade. Ela entra no site criado lá no Rio de Janeiro pelo empresário Paulo Couto. Nas conversas, o
programa traduz automaticamente o internetês.
Para o empresário, muitas vezes, o internetês dificulta a comunicação. “É um grande dicionário, onde eu pego palavras que são conhecidas no internetês e aplico uma
correção para o português formal nosso”, disse Paulo Couto.
Às vezes, precisa mesmo de tradução. Exemplo: blz quer dizer beleza, fmz significa firmeza. Os próprios jovens acham que tem que tomar cuidado com o uso do
internetês. Proibir é pura perda de tempo. O melhor é tentar manter o bom senso. “Toda linguagem sofre transformações. Isso é inevitável. Nós já tivemos várias
influências. Antigamente, vós mercê, depois, você e agora cê. Vai saber o que daqui a pouco vir. A influência é inevitável”, disse a professora Soraia Carvalho.
“Linguagem de internet na internet e em escola outra linguagem, do português certo mesmo”, disse um aluno.
(Disponível em: http://www.soportugues.com.br/secoes/artigo.php?indice=42. Acesso em: 03/10/2016.)
Atente para a passagem a seguir: “Como são diferentes, elas têm até linguagens próprias. Para os trabalhos, vale a boa e velha língua portuguesa. Já para o bate-papo,
ganha cada vez mais espaço o ‘internetês’, dialeto próprio da internet, baseado principalmente na velocidade. Pra escrever mais rápido, as palavras perdem letras e
acentos. Outras vezes, ganham a pronúncia por escrito” (4º§). No fragmento, é possível perceber que há termos ou expressões que se relacionam pelo sentido. Esses
termos fazem parte do mesmocampo semântico, que é formado pelas possibilidades de significação que uma mesma palavra pode assumir, dependendo de como for
empregada e do contexto em que estará inserida. Com base nessas informações e no fragmento apresentado, assinale a alternativa cujo vocábulo NÃO integra o mesmo
campo semântico dos demais.
a) Letras.
b) Espaço.
c) Acento.
d) Internetês.
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Questão 1229: IDECAN - Ana Sist (AGU)/AGU/2014
Assunto: Outras questões de semântica
Texto para responder à questão.
Procuradorias comprovam necessidade de rendimento satisfatório para renovação do FIES
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) não pode ser obrigado a prorrogar contratos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior
(Fies) a estudantes com baixo rendimento acadêmico. Essa foi a defesa da Advocacia-Geral da União (AGU) acatada pela Justiça para impedir o aditamento indevido aos
financiados, sem observar as regras do Ministério da Educação (MEC).
Em duas ações, as estudantes pediam a prorrogação do financiamento estudantil, independentemente do baixo rendimento acadêmico por elas apresentado. Uma das
autoras alegava que enfrentou problemas pessoais, pois sua filha estaria doente, o que a levou a ter um baixo rendimento na universidade.
A Procuradoria Federal no estado da Bahia (PF/BA) e a Procuradoria Federal junto ao Fundo (PF/FNDE) esclareceram que a Portaria Normativa MEC nº 15/2011, que
dispõe sobre o Fies, estabelece que o não aproveitamento acadêmico em pelo menos 75% das disciplinas cursadas pelo estudante impede a manutenção do
financiamento.
Os procuradores destacaram que ficou comprovado, no caso da primeira autora, que os documentos anexados para comprovar a enfermidade da filha se referiam a uma
outra pessoa sem qualquer relação de parentesco com a estudante, além de serem de datas posteriores aos semestres que a universitária teve baixo rendimento.
No caso da segunda estudante, a AGU reiterou os mesmos argumentos, pois ela foi aprovada em apenas duas das seis matérias cursadas no primeiro semestre de
Engenharia Civil do Centro Universitário Estácio da Bahia, e também usufruiu do aditamento excepcional concedido pela Comissão Permanente de Supervisão e
Acompanhamento (CSPA) da instituição, mas teve novamente aproveitamento acadêmico insatisfatório no 1º semestre de 2013.
As procuradorias destacaram, ainda, que a legislação atribui à CSPA a competência de excepcionalmente autorizar, por uma única vez, a continuidade do financiamento,
quando há baixo rendimento acadêmico do aluno. Como a estudante obteve rendimento inferior pela segunda vez, ela perdeu qualquer direito a prorrogação do
financiamento pelas regras do Fies.
Acolhendo os argumentos da Advocacia-Geral, tanto a 5ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia quanto a 9ª Vara Federal do estado reconheceram ser legal a decisão
do FNDE de rejeitar o pedido de prorrogação das estudantes.
A PF/BA e a PF/FNDE são unidades da Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU.
Ref.: Ação Ordinária nº 40279-03.2013.4.01.3300 - 5ª Vara Federal/BA e Ação Ordinária nº 36536-82.2013.4.01.3300 - 9ª Vara Federal/BA.
(Leane Ribeiro. Disponível em: http://www.agu.gov.br.)
“Essa foi a defesa da Advocacia-Geral da União (AGU) acatada pela Justiça para impedir o aditamento indevido aos financiados, sem observar as regras do Ministério da
Educação (MEC).” (1º§)
“[...] e também usufruiu do aditamento excepcional concedido [...]” (5º§)
Considerando-se o contexto, é correto afirmar em relação às expressões destacadas que devem ser substituídas por
a) expressão equivalente já que expressam o mesmo significado.
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b) expressões de sentido oposto, assegurando o sentido atribuído no texto.
c) expressões de sentido diferente, assegurando o sentido atribuído no texto.
d) “acréscimo” apenas, sintetizando o sentido expresso através das expressões.
e) “indevido” e “excepcional” apenas, pois, a supressão de “aditamento” não acarreta prejuízo semántico.
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Questão 1230: IDECAN - Aux Adm (CP II)/CP II/2014
Assunto: Outras questões de semântica
A complicada arte de ver
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus
prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que
já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola.
Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de
objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo
me causa espanto.”
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe
disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas.
Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de
poeta... Os poetas ensinam a ver”.
William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-
me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à
frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
(Rubem Alves. Disponível em: http://www.releituras.com/i_airon_rubemalves.asp.
Acesso em: 05/2014.)
De modo implícito, é possível identificar o tipo de profissional com o qual a personagem estabelece um diálogo.
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos têm em seu sentido um direcionamento para tal identificação.
a) Olhos, olhei, visto.
b) Silêncio, sinais, prazeres.
c) Livros, odes, perturbação.
d) Divã, loucura, diagnóstico.
e) Susto, catedral, obra de arte.
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Questão 1231: IDECAN - Tec B (BANESTES)/BANESTES/2012
Assunto: Outras questões de semântica
Texto
Até que o beneficiário do plano complete 18 anos, os pais, como responsáveis pelos aportes, têm liberdade para interromper as contribuições e realizar saques. Mas essas
medidas vão distanciá-los do objetivo inicial.
“É importante que o compromisso seja mantido. Certa vez um cliente nos disse que resgatar o valor investido seria o mesmo que assaltar o cofrinho do filho”, lembra
João Batista Mendes Angelo, da Brasilprev.
(Veja, 9 de maio 2012. Com adaptações)
A expressão “assaltar o cofrinho do filho” só NÃO tem, no texto, um significado relacionado a algo
a) irônico.
b) negativo.
c) econômico.
d) hipotético.
e) comparativo.
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Questão 1232: IDECAN - Of (CBM RN)/CBM RN/Combatente/2017
Assunto: Frase, oração e período
Declaração da ilegalidade da pobreza ante a ONU
O aumento escandaloso dos níveis de pobreza no mundo tem suscitado movimentos pela erradicação desta chaga na humanidade.
No dia 9 de maio realizou-se um ato na Universidade Nacional de Rosário promovido pela Cátedra da Água, um departamentoda Faculdade de Ciências Sociais,
coordenado pelo Prof. Anibal Faccendi, em forma de uma Declaração sobre a ilegalidade da pobreza. Coube-me participar e fazer a fala de motivação. O sentido é
conquistar apoios do congresso nacional, da sociedade e de pessoas de todo o continente para levar esta demanda às instâncias da ONU para conferir-lhe a mais alta
validação.
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Já antes no dia 17 de outubro de 1987 havia sido criado por Joseph Wresinski, o Movimento Internacional ATD (Atuar Todos para a Dignidade) que incluía o Dia
Internacional da Erradicação da Pobreza. Neste ano será celebrado em muitos países que aderiram ao movimento no dia 17 de setembro.
A Declaração de Rosário vem reforçar este movimento pressionando os organismos mundiais da ONU para efetivamente declarar a fome como ilegal. A Declaração não
pode quedar-se apenas no seu aspecto declaratório. O sentido dela é poder criar nas várias instituições, nos países, nos municípios, nos bairros, nas ruas das cidades,
nas escolas, mobilizações para identificar as pessoas seja na linha da pobreza extrema (viver com menos de dois dólares e sem acesso aos serviços básicos) ou a pobreza
simplesmente dos que sobrevivem com um pouco mais de dois dólares e com acesso limitado à infraestrutura, à moradia, à escola e outros serviços mínimos de
humanização. E organizar ações solidárias que os tirem desta premência, com a participação deles.
Já em 2002 Kofi Annan, antigo secretário da ONU havia declarado duramente: “Não é possível que a comunidade internacional tolere que praticamente a metade da
humanidade tenha que subsistir com dois dólares diários ou menos num mundo com uma riqueza sem precedentes. ”
Efetivamente, os dados são estarrecedores. [...] Neste ano em janeiro de 2017, revelaram que 8 pessoas (a maioria está lá em Davos, na Suíça) possuem riqueza
equivalente àquela de 3,6 bilhões de pessoas. Quer dizer, cerca de metade da humanidade vive em situações de penúria seja como pobreza extrema, seja como pobreza
simplesmente ao lado da mais aviltante riqueza.
Se lermos afetivamente, como deve ser, tais dados, damo-nos conta do oceano de sofrimento, de doenças, de morte de crianças ou de mortes de milhões de adultos,
estritamente em consequência da fome. E aí nos perguntamos: onde foi parar a nossa solidariedade mínima? Não somos cruéis e sem misericórdia para com nossos
semelhantes, face àqueles que são humanos como nós, que possuem desejos de um mínimo de alimentação saudável como nós? Removem-se-lhes as vísceras vendo os
filhinhos e filhinhas não podendo dormir por fome e eles mesmos tendo que engolir em seco pedaços de comida, recolhidos nos grandes lixões das cidades, ou recebidos
da caridade das pessoas e de algumas instituições (geralmente religiosas) que ainda lhes oferecem algo que lhes permite sobreviver.
A pobreza geradora de fome é assassina, uma das formas mais violentas de humilhar as pessoas, machucar-lhes o corpo e ferir-lhes a alma. A fome pode levar ao delírio,
ao desespero e à violência. Aqui cabe recordar a doutrina antiga: a extrema necessidade não conhece lei e o roubo em função da sobrevivência não pode ser considerado
crime, porque a vida vale mais que qualquer outro bem material.
Atualmente a fome é sistêmica. Thomas Piketty, famoso por seu estudo sobre o Capitalismo no século XXI mostrou como está presente e escondida nos USA: são 50
milhões de pobres. Nos últimos 30 anos, afirma Piketty, a renda dos mais pobres permaneceu inalterada, enquanto o 1% mais rico cresceu 300%. E conclui: “Se nada se
fizer para superar esta desigualdade, ela poderá desintegrar toda a sociedade. Aumentará a criminalidade e a insegurança. As pessoas viverão com mais medo do que
com esperança”.
No Brasil fizemos a abolição da escravatura, mas quando faremos a abolição da fome?
(Leonardo Boff, 14/05/2014. Disponível em: http: //www.jb.com.br/leonardo-boff/
noticias/2017/05/14/declaracao-da-ilegalidade-da-pobreza-ante-a-onu/. Adaptado.)
“Não é possível que a comunidade internacional tolere que praticamente a metade da humanidade tenha que subsistir com dois dólares diários ou menos num mundo
com uma riqueza sem precedentes.” (5º§)
Acerca da articulação do período transcrito anteriormente está correto o que se afirma em:
a) O período em destaque pode ser dividido em dois segmentos, uma oração principal e outra subordinada.
b) As orações subordinadas adverbiais empregadas indicam relações circunstanciais próprias do discurso de opinião.
c) É possível identificar a ocorrência de duas orações equivalentes quanto ao tipo de subordinação e sua característica funcional.
d) A oração “não é possível” constitui uma oração reduzida cuja característica funcional indica a função de sujeito (oração subjetiva).
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Questão 1233: IDECAN - Adv (CM Cel Fabr)/CM Cel Fabriciano/2017
Assunto: Frase, oração e período
Texto para responder a questão abaixo.
Quantas vezes o cérebro precisa ser exposto a uma palavra para aprendê-la?
Em um estudo conduzido em 1965, os especialistas em educação e psicologia David Ausubel e Mohamed Youssef foram categóricos em dizer que um estudante precisaria
ser exposto a uma palavra 17 vezes antes de aprendê-la e passar a usá-la.
Outras pesquisas apontam para uma média que varia entre 15 e 20 vezes.
Mas Catherine Snow, professora de educação na prestigiada Universidade Harvard, nos EUA, pondera que existem diferentes condições de aprendizado e, às vezes, basta
ouvir a palavra uma única vez para aprendê-la.
“Você pode apontar para algo e dizer a palavra. Com isso, as crianças podem aprender, se lembrar dela e passar a usá-la a partir desse momento. Mas há muitas
palavras cujo significado não dá para personificar em um objeto ou imagem”, observa a especialista.
Snow diz ainda que há muitos aspectos sobre as palavras para se aprender. “Não apenas as pronúncias ou o que significam, mas também o contexto adequado para usá-
las.”
Assim, explica a professora, algumas exigem mais repetições que outras. Ela afirma que a estimativa de 15 a 20 vezes serve como uma média entre o aprendizado de
palavras mais fáceis e mais difíceis – ou seja, aquelas com significado simples e as mais complexas.
Aprender idioma estrangeiro
No caso do aprendizado de uma segunda língua, avalia Catherine Snow, espera-se que os estudantes aprendam uma média de 200 palavras por semana. “Mas não
podemos assegurar que eles vão se lembrar dessas palavras”, salienta.
A estratégia usada por muitos professores é ensinar essas 200 palavras e garantir que os alunos estejam expostos a elas cinco vezes em um dia, quatro no próximo e
três vezes nos dois seguintes.
“E uma ou duas vezes na semana seguinte. Dessa forma, são muitas as possibilidades de que o aluno escute ou leia essas palavras. Assim, é possível assegurar a
consolidação da memória”, observa a especialista, referindo-se ao processo de transformação das lembranças de curto prazo em longo prazo.
Aprendizado varia com idade?
A professora de Harvard diz que o ensino de idiomas estrangeiros é uma das poucas formas que permite medir a frequência que uma palavra é exposta. “Com crianças
pequenas, não sabemos com que frequência usamos uma palavra antes que tenham aprendido”, justifica.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/24246847/imprimir 20/128
Para ela, a partir dos 15 anos estudantes são mais eficientes em aprender. Já podem fazer isso sozinhos e usar referências bibliográficas para reforçar os conhecimentos.
“Então, creio que os mais jovens provavelmente precisam de mais exposição.”
Questionada sobre qual a quantidade de vezes que um cérebro precisa estar exposto para aprender um idioma, Snow admiteque, apesar de possível, são poucas as
chances de se aprender uma palavra já na primeira exposição.
“Também é mais difícil ensinar palavras sem as relacionar entre si”, observa.
Estratégia para aprender mais rápido
Snow explica qual a estratégia que usa com seus alunos.
Primeiro, ela mostra uma foto relacionada a um tema que interesse os estudantes e os faz a pensar sobre as palavras das quais realmente precisam para falar sobre esse
tópico.
Em seguida, ela apresenta leituras e cria oportunidades que eles escrevam as palavras relacionadas ao tema. Assim, diz a professora, elas vão se repetir muitas vezes.
Snow assinala ser muito importante praticar a forma oral e escrita das palavras, pois isso ajuda a formar a chamada representação léxica de alta qualidade, que inclui
ortografia, semântica e fonética detalhada.
“Há palavras que conhecemos, apesar de não termos certeza de como as soletramos ou são pronunciadas. Ainda assim, podemos entendê-las quando as lemos. Essas
palavras são frágeis no nosso vocabulário”, observa a professora.
A solução, diz ela, é fazer com que os alunos entendam como usá-las – assim fica mais fácil de elas serem lembradas.
(Analía Llorente – Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42139658.)
Analise sintaticamente a frase a seguir: “Assim, é possível assegurar a consolidação da memória” (9º§). A oração destacada é uma
a) oração subordinada substantiva subjetiva.
b) oração subordinada substantiva predicativa.
c) oração subordinada substantiva objetiva direta.
d) oração subordinada substantiva completiva nominal.
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Questão 1234: IDECAN - Ag Adm (CREF 5)/CREF 5/2017
Assunto: Sujeito
A vida como imperativo cósmico; sem ela, universo seria incompleto
Durante séculos, os cientistas tentaram explicar o universo por meio de leis físicas, expressas por equações matemáticas. O universo era representado como uma imensa
máquina que funcionava sempre de forma estável. A vida e a consciência não tinham lugar nesse paradigma. Era assunto das religiões. Mas tudo mudou quando, a partir
dos anos 20, o astrônomo Hubble provou que o estado natural do universo não é a estabilidade, mas a mudança.
Expansão, auto-organização, complexificação e emergência de ordens cada vez mais sofisticadas são características do universo. E a vida? Não sabemos como surgiu. O
que podemos dizer é que a Terra e o inteiro universo trabalharam bilhões de anos para criar as condições do nascimento dessa belíssima criança que é a vida. É frágil
porque pode facilmente adoecer e morrer. Mas também é forte porque nada até hoje, nem os vulcões, nem os terremotos, nem os meteoros, nem as dizimações em
massa em eras passadas conseguiram extingui-la totalmente.
Para que surgisse a vida, foi preciso que o universo fosse dotado de três qualidades: ordem (vinda do caos), complexidade (oriunda de seres simples) e informação
(originada pelas conexões de todos com todos). Mas faltava ainda um dado: a criação dos tijolinhos com os quais se constrói a casa da vida.
São os ácidos e demais elementos que permitem todas as combinações e todas as transformações. Assim, não há vida sem que haja a presença do carbono, do
hidrogênio, do oxigênio... Enfim, dos 118 elementos da tabela periódica. Temos, portanto, o mesmo código genético de base criando a unidade sagrada da vida, dos
micro-organismos até os seres humanos. Todos somos, de fato, irmãos e irmãs, como afirma o papa Francisco em sua encíclica sobre a ecologia integral, porque somos
formados pelos mesmos 20 aminoácidos e quatro bases nitrogenadas (adenina, timina, guanina e citosina.)
Mas faltava um berço que acolhesse a vida: a atmosfera e a biosfera, com todas as substâncias essenciais para a vida – o carbono, o oxigênio, o metano, o ácido
sulfúrico, o nitrogênio e outros.
Dadas essas pré-condições, eis que, há 3,8 bilhões de anos, aconteceu algo portentoso. Possivelmente do mar ou de um brejo primitivo onde borbulhavam todos os
elementos como uma espécie de sopa, de repente, sob a ação de um grande raio lampejante vindo do céu, irrompeu a vida.
Misteriosamente, ela está aí já há 3,8 bilhões de anos: no minúsculo planeta Terra, num sistema solar de quinta grandeza, num canto de nossa galáxia, a 29 mil anos-luz
do centro dela, aconteceu o fato mais singular da evolução: a irrupção da vida. Ela é a mãe originária de todos os viventes, a Eva verdadeira. Dela descendem todos os
demais seres vivos, também nós, humanos, de um subcapítulo do capítulo da vida: nossa vida consciente.
Por fim, ouso dizer com o biólogo, também Prêmio Nobel, Christian de Duve e com o cosmólogo Brian Swimme, que o universo seria incompleto sem a vida. Sempre que
se atinge certo nível de complexidade, a vida surge como um imperativo cósmico, em qualquer parte do universo.
Devemos superar a ideia comum de que o universo é uma coisa meramente física e morta, com pitadinhas de vida para completar o quadro. Essa é uma compreensão
pobre e falsa. O universo parece estar cheio de vida, e é para isso que ele existe, como o berço acolhedor da vida, especialmente da nossa.
(BOFF, Leonardo. Disponível em: http://www.otempo.com.br/
opini%C3%A3o/leonardo-boff/a-vida-como-imperativo-c%C3%B3smico-sem-elauniverso- seria-incompleto-1.1394751. Acesso em: 11/11/2016.)
Assinale a alternativa cujo trecho sublinhado exerce a função sintática DIFERENTE dos demais.
a) “Mas faltava um berço que acolhesse a vida: a atmosfera e a biosfera, com todas as substâncias essenciais para a vida.”
b) “Durante séculos, os cientistas tentaram explicar o universo por meio de leis físicas, expressas por equações matemáticas.”
c) “Mas tudo mudou quando, a partir dos anos 20, o astrônomo Hubble provou que o estado natural do universo não é a estabilidade, mas a mudança.”
d) “Possivelmente do mar ou de um brejo primitivo onde borbulhavam todos os elementos como uma espécie de sopa, de repente, sob a ação de um grande raio
lampejante vindo do céu, irrompeu a vida.”
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Questão 1235: IDECAN - Adv (CM Cel Fabr)/CM Cel Fabriciano/2017
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Assunto: Sujeito
Texto para responder a questão abaixo.
Quantas vezes o cérebro precisa ser exposto a uma palavra para aprendê-la?
Em um estudo conduzido em 1965, os especialistas em educação e psicologia David Ausubel e Mohamed Youssef foram categóricos em dizer que um estudante
precisaria ser exposto a uma palavra 17 vezes antes de aprendê-la e passar a usá-la.
Outras pesquisas apontam para uma média que varia entre 15 e 20 vezes.
Mas Catherine Snow, professora de educação na prestigiada Universidade Harvard, nos EUA, pondera que existem diferentes condições de aprendizado e, às vezes,
basta ouvir a palavra uma única vez para aprendê-la.
“Você pode apontar para algo e dizer a palavra. Com isso, as crianças podem aprender, se lembrar dela e passar a usá-la a partir desse momento. Mas há muitas
palavras cujo significado não dá para personificar em um objeto ou imagem”, observa a especialista.
Snow diz ainda que há muitos aspectos sobre as palavras para se aprender. “Não apenas as pronúncias ou o que significam, mas também o contexto adequado para usá-
las.”
Assim, explica a professora, algumas exigem mais repetições que outras. Ela afirma que a estimativa de 15 a 20 vezes serve como uma média entre o aprendizado de
palavras mais fáceis e mais difíceis – ou seja, aquelas com significado simples e as mais complexas.
Aprender idioma estrangeiro
No caso do aprendizado de uma segunda língua, avalia Catherine Snow, espera-se que os estudantes aprendam uma média de 200 palavras por semana. “Mas não
podemos assegurar que eles vão se lembrar dessas palavras”, salienta.
A estratégia usada pormuitos professores é ensinar essas 200 palavras e garantir que os alunos estejam expostos a elas cinco vezes em um dia, quatro no próximo e
três vezes nos dois seguintes.
“E uma ou duas vezes na semana seguinte. Dessa forma, são muitas as possibilidades de que o aluno escute ou leia essas palavras. Assim, é possível assegurar a
consolidação da memória”, observa a especialista, referindo-se ao processo de transformação das lembranças de curto prazo em longo prazo.
Aprendizado varia com idade?
A professora de Harvard diz que o ensino de idiomas estrangeiros é uma das poucas formas que permite medir a frequência que uma palavra é exposta. “Com crianças
pequenas, não sabemos com que frequência usamos uma palavra antes que tenham aprendido”, justifica.
Para ela, a partir dos 15 anos estudantes são mais eficientes em aprender. Já podem fazer isso sozinhos e usar referências bibliográficas para reforçar os conhecimentos.
“Então, creio que os mais jovens provavelmente precisam de mais exposição.”
Questionada sobre qual a quantidade de vezes que um cérebro precisa estar exposto para aprender um idioma, Snow admite que, apesar de possível, são poucas as
chances de se aprender uma palavra já na primeira exposição.
“Também é mais difícil ensinar palavras sem as relacionar entre si”, observa.
Estratégia para aprender mais rápido
Snow explica qual a estratégia que usa com seus alunos.
Primeiro, ela mostra uma foto relacionada a um tema que interesse os estudantes e os faz a pensar sobre as palavras das quais realmente precisam para falar sobre esse
tópico.
Em seguida, ela apresenta leituras e cria oportunidades que eles escrevam as palavras relacionadas ao tema. Assim, diz a professora, elas vão se repetir muitas vezes.
Snow assinala ser muito importante praticar a forma oral e escrita das palavras, pois isso ajuda a formar a chamada representação léxica de alta qualidade, que inclui
ortografia, semântica e fonética detalhada.
“Há palavras que conhecemos, apesar de não termos certeza de como as soletramos ou são pronunciadas. Ainda assim, podemos entendê-las quando as lemos. Essas
palavras são frágeis no nosso vocabulário”, observa a professora.
A solução, diz ela, é fazer com que os alunos entendam como usá-las – assim fica mais fácil de elas serem lembradas.
(Analía Llorente – Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42139658.)
No trecho “No caso do aprendizado de uma segunda língua, avalia Catherine Snow, espera-se que os estudantes aprendam uma média de 200 palavras por semana.”
(7º§), o sujeito sintático do verbo destacado é
a) simples.
b) composto.
c) indeterminado.
d) oculto ou desinencial.
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Questão 1236: IDECAN - Ax Adm (CM Cel Fabr)/CM Cel Fabriciano/2017
Assunto: Sujeito
Os princípios que faltam
O sucesso atingido pelos antigos romanos na constituição do maior império de todos os tempos se assentava em regras pétreas ensinadas aos jovens, praticadas pelas
melhores famílias e cobradas com rigidez na base da “Dura Lex, sed Lex”.
Roma cresceu e se diferenciou de outros povos do Mediterrâneo por ter maior facilidade de se organizar em decorrência da clareza de seus princípios.
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Não podemos pensar que eram frouxos e inconsequentes, tocando a lira enquanto a cidade ardia em chamas; essas versões, escritas pelos vencedores que pretendiam
se desfazer da Roma Antiga, são hoje superadas, proporcionalmente ao enfraquecimento da “Index”.
O sistema romano até hoje é o padrão de organização dos Estados modernos, ordenados em Poderes autônomos como Executivo, Legislativo, Judiciário, dando ainda
através dos tribunos voz ao povo.
O Brasil pretende ser uma República inspirada no sistema romano, como é o resto do planeta, mas continua patinando na instabilidade, deixando seu potencial
“gigantesco” deitado em berço esplêndido, enquanto o sofrimento de milhões de pessoas persiste e se agrava.
Embora possam se encontrar muitos motivos para o fracasso verde-amarelo, um em especial chama a atenção de quem analisa os “princípios”. Como a palavra afirma, o
princípio se faz base e alicerce de algo que precisa ser sustentado; quanto mais sólido o princípio, mais possibilidade de elevar a construção e deixá-la resistente.
Em Roma a honra de participar do Legislativo ou de comandar um exército não era remunerada, tinha que ser voluntária e espontânea, no máximo cabia à pessoa que já
tinha alcançado um equilíbrio financeiro em sua vida, um Arco do Triunfo, uma estátua, uma homenagem. Os impostos arrecadados e os tratados onerosos de paz com
os “conquistados” eram do Estado.
O Legislativo, Senado e tribunos, nada recebia. Obviamente interesses se insinuavam nas decisões, mas pátria, em sua grandeza, era entendida como o conjunto da
nação. Os servidores do Estado eram remunerados através do tesouro do Estado.
O Brasil de hoje registra no Doing Business do Banco Mundial o vergonhoso e insuportável primeiro lugar no ranking dos países com o “maior tempo gasto no pagamento
de impostos”. Uma ofensa à modernidade e à justiça refletida pelas 1.958 horas gastas em um ano. O segundo colocado, outro país latino-americano, a Bolívia, com
cerca da metade, ou 1.025 horas, em quarto, a Venezuela (devastada), com 792 horas, em décimo a Guiné Equatorial, com um quarto do recorde brasileiro, 492 horas.
O próprio Otaviano Canuto, economista, representante do Brasil no Banco Mundial, afirmou, em entrevista a Claudia Trevisan: “o nosso ponto de partida (do Brasil) é
horroroso... é nosso estilo de capitalismo de compadrios, onde você coloca dificuldade para vender facilidade”.
Dessa forma, a economia é asfixiada, distorcida, assoberbada de empecilhos contrários à geração de renda. Bem por isso o brasileiro, que até 15 anos atrás possuía uma
renda per capita sete vezes superior à de um chinês, foi ultrapassado neste ano e deverá ficar a cada ano mais distanciado.
“Vender facilidades” no vocabulário tupiniquim representa cobrar propinas. Exatamente o grau de complexidade do enfrentamento do dever com o Estado vulnerabiliza
especialmente quem começa, o pequeno empreendedor. No cipoal de complicações aparece um Estado que, longe de servir, se arroga ser servido, que no lugar de
fomentar, apoiar, ajudar, incentivar a geração de oportunidades sordidamente as sequestra, as castiga, as deixa inatingíveis. O muro que separa o iniciante de quem já
chegou é intransponível no Brasil.
O país bate todos os recordes de ineficiência burocrática e ao mesmo tempo de corrupção, declinada em todas as formas mais perversas e contrárias à aceleração de
oportunidades. Corrupção se representa também em “consultorias” de araque, “notas frias”, “simulações de prestações de serviços”, falsidades documentais, “operações
estruturadas”, “financiamentos para partidos” e uma caterva de perversidade que forma o aglomerado mais podre da corrupção mundial.
A excrescência tem como cúmplice um Legislativo que, ao passo que seus subsídios e mordomias foram ficando os maiores do planeta, mais corrupção foi despejando
para fora com seus líderes mais destacados atolados e agarrados às cadeiras como se estas já não tivessem sido perdidas. Inconcebível como números fragorosamente
“horrorosos” não levem as lideranças nacionais a lançar um pacto de modernização e descomplicação retirando das gavetas milhares de empreendimentos reféns das
“dificuldades úteis aos corruptos”.
(Vittorio Medioli. Disponível em http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/vittorio-medioli/os-princ%C3%ADpios-que-faltam-1.1544188.
Acesso em: 23/11/2017.)
Acerca dos verbos sublinhados, analise as afirmativas sobre os seus sujeitos.
I. “Não podemos pensar que eram frouxos e inconsequentes, tocando a lira enquanto a cidade ardia em chamas;...” (3º§)(O sujeito do verbo “podemos” está
oculto.)
II. “... essas versões, escritas pelos vencedores que pretendiam se desfazer da Roma Antiga, são hoje superadas, proporcionalmente ao enfraquecimento da
‘Index’.” (3º§) (O sujeito do verbo “são” é “vencedores”.)
III. “O muro que separa o iniciante de quem já chegou é intransponível no Brasil.” (12º§) (O sujeito do verbo “é” é “iniciante”.)
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) I, II e III.
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b) I, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
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Questão 1237: IDECAN - Tec Con (CM Cel Fabr/CM Cel Fabriciano/2017
Assunto: Sujeito
A Terra e o homem unidos pelo bem e pelo mal, pela saúde e pela doença
De uma ou de outra forma, todos nos sentimos doentes física, psíquica e espiritualmente. O sofrimento, o desamparo, a tristeza e a decepção afetam grande parte da
humanidade. Já o dissemos: da recessão econômica passamos à depressão psicológica. A causa principal deriva da intrínseca relação existente entre o ser humano e a
Terra viva. Entre ambos vigora um envolvimento recíproco.
Nossa presença na Terra é agressiva, movemos uma guerra total a Gaia, atacando-a em todas as frentes. A consequência é que a Terra fica doente. Ela o mostra pela
febre do aquecimento global, que não é uma doença, mas aponta para uma doença: a incapacidade de continuar a nos oferecer tudo que precisamos. No dia 2 de
setembro de 2017, ocorreu a sobrecarga da Terra; vale dizer, as reservas do planeta chegaram ao fundo do poço. Entramos no vermelho. Para termos o necessário e,
pior, para mantermos o consumo suntuário e o desperdício dos países ricos, devemos arrancar à força os bens naturais. Até quando a Terra aguenta? Teremos menos
água, menos nutrientes, menos safras e demais itens indispensáveis à vida.
Nós que, consoante à nova cosmologia, formamos uma grande unidade, uma entidade única com a Terra, participamos da doença dela. Pela agressão aos ecossistemas e
pelo consumismo, pela falta de cuidado com a vida e com a biodiversidade, adoecemos a Terra.
Isaac Asimov escreveu um artigo, em 1982, por ocasião da celebração dos 25 anos do lançamento do Sputnik, que inaugurou a era espacial. O primeiro legado, disse ele,
é a percepção de que, na perspectiva das naves espaciais, a Terra e a humanidade formam uma única entidade, vale dizer, um único ser, complexo, diverso, contraditório
e dinâmico, chamado pelo cientista James Lovelock de “Gaia”. Somos aquela porção da Terra que sente, pensa, ama e cuida.
O segundo legado é a irrupção da consciência planetária: Terra e humanidade possuem um destino comum. O que se passa num se passa também no outro. Adoece a
Terra, adoece o ser humano; adoece o ser humano, adoece também a Terra. Estamos unidos pelo bem e pelo mal.
Segundo Ilya Prigogine, prêmio Nobel de Química, a Terra viva desenvolveu estruturas que dissipam a entropia (perda de energia). Elas metabolizam a desordem e o
caos do meio ambiente, de sorte que surgem novas ordens e estruturas, produzindo sintropia (acumulação de energia).
O que é desordem para um serve de ordem para outro. É por meio de um equilíbrio precário entre ordem e desordem que a vida se mantém. A desordem obriga a criar
novas formas de ordem, mais altas e complexas, com menos dissipação de energia. A partir dessa lógica, o universo caminha para formas cada vez mais complexas de
vida e, assim, para uma redução da entropia (desgaste de energia).
Em nível humano e espiritual, se originam formas de relação e de vida nas quais predomina a sintropia (economia de energia) sobre a entropia (desgaste de energia). A
solidariedade, o amor, o pensamento e a comunicação são energias fortíssimas, com escasso nível de entropia e alto nível de sintropia. Nessa perspectiva, temos pela
frente não a morte térmica, mas a transfiguração do processo cosmogênico se revelando em ordens supremamente ordenadas, criativas e vitais.
Quanto mais nossas relações para com a natureza forem amigáveis e cooperativas, mais a Terra se vitaliza. A Terra saudável nos faz também saudáveis.
(BOFF, Leonardo. http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/leonardo-boff/a-terra-e-o-homem-unidos-pelo-bem-e-pelo-mal-pela-sa%C3%
BAde-e-pela-doen%C3%A7a-1.1538421. Acesso em: 06/11/2017.)
“Em nível humano e espiritual, se originam formas de relação e de vida nas quais predomina a sintropia (economia de energia) sobre a entropia (desgaste de energia).”
(8º§) O trecho sublinhado exerce a função sintática de:
a) Sujeito.
b) Objeto direto.
c) Objeto indireto.
d) Complemento nominal.
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Questão 1238: IDECAN - ACE (Pref T Ananias)/Pref Tenente Ananias/2017
Assunto: Sujeito
Do que são feitos os heróis?
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A ciência ainda tateia para entender o que determina ações repletas de altruísmo e coragem.
Neste mês (02/2015), comemoram-se 70 anos do fim do Holocausto, o que nos faz lembrar não só as atrocidades cometidas pelos nazistas como os heróis que se
arriscaram para salvar o próximo. Por que em momentos tão perigosos surgem heróis? O herói, frequentemente, ao explicar por que retirou uma vítima de automóvel em
chamas ou um barco que afundava, dá a mesma resposta: agiu “sem pensar”.
Em editorial da New Scientist, Michael Bond cita estudos feitos com esses “heróis da vida diária” para entender o que têm em comum. O presidente da
Fundação Carnegie Hero Fund Commission, que homenageia quem arrisca a vida para salvar os outros, repete seu fundador, afirmando que o heroísmo é um impulso.
Agora, pesquisadores buscam entender como ativá-lo.
O sociólogo Samuel Oliner, que na infância foi salvo do nazismo ao ser escondido por uma amiga da família, passou a vida pesquisando por que alguém ajudaria o outro
sem pensar em si próprio. Altruísmo é uma evolução adaptativa de comportamento, pois os grupos onde ele existe tendem a ser mais bem-sucedidos.
Oliner entrevistou 406 pessoas que se arriscaram para salvar judeus durante a Segunda Guerra, e outras 72 que simplesmente viveram na Europa nesse período. Os
“heróis” mostraram-se mais empáticos e compartilhavam valores de justiça, compaixão e responsabilidade pelo próximo, conceitos que declararam ter aprendido com os
pais. Também eram mais tolerantes com as diferenças, considerando como seu grupo toda a humanidade.
Para Kristen Monroe, da Universidade da Califórnia, que estudou a psicologia dos heróis do Holocausto, “onde a maioria das pessoas vê um estranho, o altruísta vê um
amigo em necessidade”. O altruísta tende a ser constante em seus atos. David Rand, de Yale, que estuda jogos de cooperação, descobriu que quem costuma cooperar
em um tipo de jogo tende a cooperar em todos, mesmo sem receber benefícios.
Que motivadores tornam as pessoas altruístas ainda está por ser descoberto, mas o que se sabe é que altruístas têm maior senso de igualdade e são influenciados pelo
comportamento dos pais. Ou seja, há um componente biológico hereditário e um componente adquirido. Altruístas têm uma região do cérebro, a amígdala do lado
direito, maior que o normal. Essa região reconhece faces com expressão de medo. Ou seja, tais pessoas conseguem reconhecer e responder mais rápido ao desespero
alheio, ao contrário dos psicopatas, que possuem amígdalas menores. No entanto, ser altruísta é condição necessária, mas não única, para se tornar herói, o qual em
potencial precisa também ter uma personalidade que assume riscos.
O heroísmo do dia a dia é difícil de ser estudado, pois é raro. A Fundação Garnegie, em seus 110 anos, condecorouapenas 10 mil deles. Uma saída seria estudar os
heróis de guerra. Mas esses são diversos, pois os atos heroicos são inspirados mais por lealdade aos companheiros do que por altruísmo. Estudo feito com 283 soldados
israelenses que receberam medalhas pela guerra do Yom Kippur não encontrou características de personalidade diferentes.
Heróis podem também ser forjados. Experiências no início da vida que trazem mais responsabilidades, como a morte de um dos pais ou ser filho mais velho de família
grande, aumentam o senso de preocupação com o próximo. Por isso, Oliner propõe que atos de altruísmo sejam discutidos nos primeiros anos escolares, para que seja
forjada uma personalidade altruística. Para o neurologista Silas Weir, que há mais de um século motivou seu amigo Carnegie a instituir o prêmio, “o Homem em situações
de emergência é um fantoche do seu passado, que subitamente puxa as cordas e determina a ação”.
(TUMA, Rogério. Publicado em 04/02/2015. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/revista/835/do-que-sao-feitos-os-herois-568.html.
Acesso em: 20/01/2017.)
Quanto à classificação do sujeito em “Neste mês (02/2015), comemoram-se 70 anos do fim do Holocausto,...” (1º§) assinale a alternativa correta.
a) Sujeito simples.
b) Sujeito composto.
c) Sujeito desinencial.
d) Sujeito indeterminado.
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Questão 1239: IDECAN - Vig (CM Mat Lemes)/CM Mat Leme/2016
Assunto: Sujeito
A gravidez na adolescência
A adolescência é uma fase bastante conturbada na maioria das vezes em razão das descobertas, das ideias opostas às dos pais e irmãos, formação da identidade, fase na
qual as conversas envolvem namoro, brincadeiras e tabus. É uma fase do desenvolvimento humano que está entre a infância e a fase adulta. Muitas alterações são
percebidas na fisiologia do organismo, nos pensamentos e nas atitudes desses jovens.
A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento do embrião na mulher e envolve várias alterações físicas e psicológicas. Desde o crescimento do útero e
alterações nas mamas há preocupações sobre o futuro da criança que ainda irá nascer. São pensamentos e alterações importantes para o período.
Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias consequências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos,
pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha
responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou
fugindo da própria realidade.
O início da atividade sexual está relacionado ao contexto familiar; adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente e engravidam, na maioria das vezes, têm o
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mesmo histórico dos pais. A queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais, a não utilização de métodos
contraceptivos, embora haja distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos, seja por desconhecimento ou por tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa,
fazem com que a cada dia a atividade sexual infantil e juvenil cresça e consequentemente haja um aumento do número de gravidez na adolescência.
A gravidez precoce pode estar relacionada com diferentes fatores, desde estrutura familiar, formação psicológica e baixa autoestima. Por isso, o apoio da família é tão
importante, pois a família é a base que poderá proporcionar compreensão, diálogo, segurança, afeto e auxílio para que tanto os adolescentes envolvidos quanto a criança
que foi gerada se desenvolvam saudavelmente. Com o apoio da família, aborto e dificuldades de amamentação têm seus riscos diminuídos. Alterações na gestação
envolvem diferentes alterações no organismo da jovem grávida e sintomas como depressão e humor podem piorar ou melhorar.
É muito importante que a adolescente faça o pré-natal para que possa compreender melhor o que está acontecendo com seu corpo, seu bebê, prevenir doenças e
conversar abertamente com um profissional, sanando as dúvidas que atordoam e angustiam essas jovens.
(Por Giorgia Lay-Ang. Disponível em: http://brasilescola.uol.com.br/
biologia/gravidez-adolescencia.htm. Acesso em: 21/01/2016. Adaptado.)
Em “A adolescência é uma fase bastante conturbada...” (1º§) o sujeito é
a) elíptico.
b) simples.
c) inexistente.
d) indeterminado.
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Questão 1240: IDECAN - Tec NS (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Psicólogo/2016
Assunto: Sujeito
Texto I para responder à questão.
Além das palavras
Pesquisadores da USP elaboraram lista de gestos, posturas e outras pistas visuais que podem auxiliar
o médico na avaliação dos pacientes e diagnóstico da depressão.
Falta de sorrisos e contato ocular, como sugere o quadro ‘Melancolia’, do pintor
norueguês Edvard Munch, podem sugerir doenças mentais. (Imagem: domínio público.)
No consultório psiquiátrico, apenas uma parte das informações é verbalizada pelos pacientes. Outra tem a ver com o olhar do médico: uma avaliação de gestos, posturas
e outros sinais que podem ajudar a compreender o estado de saúde mental em que uma pessoa se encontra. Uma proposta de sistematização desse ‘olho clínico’ foi
apresentada por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), que elaboraram um checklist de posturas, gestos e expressões típicos de
pacientes com depressão.
O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário, ambos ligados à USP, sob a supervisão da farmacologista Clarice Gorenstein. Em vez de
seguirem apenas o protocolo corrente de diagnóstico de depressão, baseado em perguntas e respostas, avaliadores preencheram um formulário detalhado sobre as
expressões faciais e corporais dos pacientes durante entrevistas clínicas. As entrevistas também foram filmadas, para análise objetiva do comportamento dos pacientes.
“Elaboramos uma lista de comportamentos corporais favoráveis ou não ao contato social para analisar os pacientes, além de fazer as perguntas padrão”, relata a
pesquisadora e psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, que realizou seu pós-doutorado com o estudo. “Sinais como inclinar o corpo para frente na direção do entrevistador, ou
encolher os ombros, fazer movimentos afirmativos ou negativos com a cabeça, fazer contato ocular ou não, rir ou chorar são alguns dos 22 comportamentos que
selecionamos”, exemplifica. [...]
Fiquer contou à CH Online que todos os pacientes do grupo com depressão tiveram melhora nos parâmetros sugestivos de contato social. “Os pacientes mostraram, após
o período de tratamento, um aumento no contato ocular com o entrevistador, além de sorrir mais e demonstrar avanços em relação a outros comportamentos sugestivos
de interesse social”, relata.
“Queremos criar um método científico que considere aquilo que até então é colocado no território das impressões no diagnóstico da depressão.”
Para a pesquisadora, o trabalho representa um passo importante na sinalização de que informações emocionais relevantes são transmitidas no contato interpessoal entre
clínico e paciente, que até então eram atribuídas exclusivamente à subjetividade do médico na hora de fazer o diagnóstico. “Queremos criar um método científico que
considere aquilo que até então é colocado no território das impressões no diagnóstico da depressão”, conta.
O psiquiatra e psicanalista Elie Cheniaux, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sugere que a linguagem não verbal é uma ferramenta importante para mensurar a
tristeza, que é um dos componentes da depressão, mas não a única. “A linguagem não verbal não dá uma visão global do quadrodo paciente”, argumenta.
(João Paulo Rossini, 06/04/2016, Instituto Ciência Hoje/RJ.
Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2016/04/alem-das palavras.)
Em “Pesquisadores da USP elaboraram lista de gestos, posturas e outras pistas...” é possível identificar o mesmo tipo de sujeito presente em, EXCETO:
a) “[...] o estado de saúde mental em que uma pessoa se encontra.”
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b) “O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário [...]”
c) “Elaboramos uma lista de comportamentos corporais favoráveis ou não ao contato social [...]”
d) “No consultório psiquiátrico, apenas uma parte das informações é verbalizada pelos pacientes.”
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Questão 1241: IDECAN - PEB III (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Geografia/2016
Assunto: Sujeito
Paciência de Jó
Nesses tempos modernos, andamos muito impacientes.
Durante os anos que passei fora do Brasil, comunicava-me por cartas. Toda noite, sentava na minha escrivaninha e colocava a correspondência em dia. Ia até altas horas
respondendo uma a uma, aquelas cartas que chegavam em envelopes verde-amarelos.
Depois de colocada no correio, uma carta levava de sete a dez dias pra chegar ao Brasil. Se a pessoa respondesse na hora, eram mais sete a dez dias pra chegar até
Paris. E eu esperava, pacientemente.
Todo dia, acordava de madrugada para ir trabalhar. Meu trabalho era preparar o café da manhã para um batalhão de estudantes num restaurante universitário. Quando
voltava pra casa, a primeira coisa que fazia era bater os olhos na caixa de cartas que ficava na portaria do meu prédio. Ela tinha quatro furos na parte inferior e, de
longe, já dava pra enxergar se haviam chegado envelopes verde-amarelos.
Era um tempo em que não havia internet, não havia Skype, não havia WhatsApp, e-mail e um telefonema DDD custava os olhos da cara.
Lembro-me bem que quando o meu primeiro filho nasceu, poucas horas depois dei a primeira clicada no seu rostinho com uma Pentax Trip 33. Levei o filme pra revelar
numa loja que ficava na Rue Soufflot e esperei cinco dias úteis para que as fotos ficassem prontas.
Fotografias na mão, coloquei dentro de um envelope pardo e despachei, pelo correio, pros meus pais, em Belo Horizonte. Quando eles abriram e viram o Julião pela
primeira vez, o menino já tinha mais de vinte dias. Eles esperaram pacientemente a hora de ver a carinha do neto francês, uma grande novidade na família.
O meu pai vivia dizendo que, para levar a vida, era preciso ter uma paciência de Jó. Um dia, fui lá na Bíblia da minha mãe saber quem era o tal Jó.
Fiquei sabendo que, além de ser o mais paciente da turma, Jó tinha sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de boi e quinhentas jumentas. Imagine que só
pra contar essa bicharada, é preciso mesmo ter uma paciência de Jó.
Ninguém tem mais paciência pra nada nesses tempos modernos. Se nos anos 70 eu esperava vinte dias a resposta de uma carta, hoje, se alguém não me responde um
e-mail em segundos, já começo a perder a paciência.
Aqui em casa, a nossa empregada coloca qualquer coisa 30 segundos no micro-ondas, e fica lá com a mão na porta, impaciente, contando nos dedos a hora de apitar.
No elevador do meu prédio, os moradores apertam o botão, a luzinha acende mas, mesmo assim, eles voltam lá umas três vezes e apertam de novo, impacientes.
Sem contar o carro de trás que sempre buzina assim que o sinal fica verde, o motorista que começa a acelerar quando percebe que já passaram os minutos e que o sinal
já vai sair do vermelho e aquele que passa na sua frente e enfia o carro na vaga do shopping porque não tem paciência de ficar procurando um lugar pra estacionar.
Isso, sem contar que, no restaurante, quando alguém pede uma coca ao garçom e ele demora mais de um minuto, a gente sempre ouve um... “acho que ele esqueceu!”
Sinto que muitas pessoas não têm mais paciência pra ler um texto com mais de cinco linhas. Se você chegou até aqui, considero uma vitória!
Já percebeu que ninguém tem mais paciência de sentar-se na poltrona para ouvir música, pra procurar as três Marias no céu, pra plantar um grão de feijão no algodão e
esperar ele crescer. Ninguém tem saco nem mesmo pra jogar paciência.
Já se foi o tempo em que tínhamos paciência até para decorar latim. Quem não se lembra do famoso Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia mostra? Que, em
bom português, quer dizer Até quando abusarás, Catilina, da nossa paciência?
(Alberto Villas. Carta Capital, 24 de abril de 2016.)
O vocábulo “que” pode apresentar classificações e funções diversas na construção de frases. Dentre as ocorrências do “que”, assinale aquela cuja função sintática pode
ser identificada como sujeito da oração.
a) “[...] a primeira coisa que fazia era bater os olhos na caixa [...]”
b) “Era um tempo em que não havia internet, não havia Skype [...]”
c) “[...] aquelas cartas que chegavam em envelopes verde-amarelos.”
d) “Durante os anos que passei fora do Brasil, comunicava-me por cartas.”
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Questão 1242: IDECAN - Ag TA (UERN)/UERN/2016
Assunto: Sujeito
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Texto para responder a questão abaixo.
Persuasão é coisa de político, marqueteiro e vendedor, gente com uma habilidade natural para seduzir, certo? Errado. Novos estudos revelam que a habilidade de
convencer está impregnada em cada ser humano e teria, inclusive, contribuído para a evolução do nosso raciocínio. Mesmo que existam pessoas com o dom da lábia,
técnicas de influência amparadas na ciência podem ser aprendidas por qualquer um. É o que afirma o Ph.D. em psicologia social Robert Cialdini, um dos maiores
especialistas na área. [...]
Nossa mente evoluiu para argumentar e persuadir os outros, sustentam artigos recém-publicados pelos renomados cientistas cognitivos Hugo Mercier e Dan Sperber, do
Centro Nacional de Pesquisa Científica da França. Eles analisaram diversos estudos que mostram como o pensamento coletivo resolve melhor que o individual uma ampla
gama de questões. [...]
Basta uma rápida reflexão para perceber o quanto essa necessidade de persuadir está presente em nosso dia a dia. Ela dá as caras ao pedir passagem no trânsito,
pleitear aumento ao chefe ou quando queremos demover a namorada de assistir àquela comédia romântica no cinema (ou o namorado de ver um filme de ação). Ser
bem-sucedido ou não nessas tarefas, mostram experimentos de psicologia social, não depende apenas de bons argumentos. Requer saber usar os chamados atalhos
mentais, atitudes que, mesmo sem ter uma relação com a ideia que você tenta passar, fazem ela ser aceita com mais facilidade.
A investigação desses atalhos começa com os estudos do psicólogo e Prêmio Nobel Daniel Kahneman, que descreveu o mecanismo rápido de tomada de decisões do
cérebro. Kahneman demonstrou que nosso pensamento segue padrões baseados na experiência. Quando percebemos, por exemplo, que produtos caros normalmente
têm qualidade superior, fazemos uma associação automática na nossa mente. Depois disso, todas as vezes que olharmos para um produto caro, a tendência será pensar
que ele é melhor, mesmo que nada mais indique isso. Esse tipo de pré-conceito mental entra em cena várias vezes durante uma argumentação. Se dissermos que a ideia
que estamos passando é amparada por um Prêmio Nobel (como acabamos de fazer), aumentam as chances de você se mostrar mais receptivo a ela, mesmo que seja um
absurdo – o que, vamos deixar claro, não é o caso aqui.
Esses pensamentos intuitivos foram batizados de Sistema 1 (ou associativo) e, embora não pareçam, são benéficos. Eleseconomizam energia e tempo cerebral. Imagine
o caos se a gente fosse parar para pensar com calma a cada pequena decisão. O contraponto é o Sistema 2 (ou analítico), usado quando precisamos meditar por um
tempo antes de agir. As estratégias de persuasão operam principalmente em cima do Sistema 1, tentando capturar o interlocutor sem que ele reflita demais sobre o
assunto, e se valem do fato de que uma parte da nossa maneira de pensar não se guia apenas pela racionalidade.
Um dos indícios disso é que a probabilidade de absorver ou não as mensagens de um interlocutor depende bastante de elementos que nada têm a ver com o que a
pessoa diz. O psicólogo Albert Mehrabian, professor da Universidade da Califórnia, estabeleceu, depois de anos de pesquisas, uma regra clássica para mensurar como as
mensagens são retidas. Segundo ele, 7% da chance de ter o discurso registrado se deve às palavras escolhidas, 38% às variações na entonação da voz e no ritmo da fala
e 55% ao aspecto visual – gestos e expressões do rosto. “O que toca o outro é o comportamento não-verbal. Ele é útil para criar um canal de empatia, sem o qual fica
muito difícil convencer alguém”, diz a fonoaudióloga Cida Coelho, doutora em psicologia social e professora do Centro Universitário Monte
Serrat, em Santos.
(SPONCIATO, Diogo. Revista Galileu, São Paulo, Globo, nº 257, dez. 2012. Com adaptações.)
“Ser bem-sucedido ou não nessas tarefas, mostram experimentos de psicologia social, não depende apenas de bons argumentos. Requer saber usar os chamados atalhos
mentais, atitudes que, mesmo sem ter uma relação com a ideia que você tenta passar, fazem ela ser aceita com mais facilidade.” Considerando o trecho destacado
anteriormente, assinale a alternativa que NÃO preenche corretamente a seguinte afirmação: “A forma verbal ___________________________ se refere ao sujeito
________________________________.”
a) fazem / atitudes
b) tenta passar / você
c) saber usar / atalhos mentais
d) mostram / experimentos de psicologia social
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Questão 1243: IDECAN - AAd (Damianópolis)/Pref Damianópolis/2016
Assunto: Sujeito
Sou todo ouvidos
Passear com um cachorro todas as manhãs pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Ficou bonita esta frase! Parece abertura de
TCC. Vou usá-la outra vez). Estabeleci com o Bruno – o vira-lata mais cordial da Serra – algumas rotinas e trajetos com variáveis em função do meu humor matinal e,
principalmente, do humor dele. A verdade é que não passeamos com os cães; eles é que nos levam pra rua, puxando-nos por onde bem desejam. No meu caso, construí
com o Bruno uma convivência amigável. Ou quase: às vezes discutimos sobre atravessar a rua em determinado ponto; fazer xixi nesta ou naquela árvore ou dar mais
uma volta no gramado. Nem sempre venço e geralmente desisto, deixando-o rebocar-me à revelia.
O melhor das manhãs é que vou colhendo pequenos fragmentos, cenas inteiras ou reprises do que escuto na rua. Numa das rotas passo bem cedo por um apartamento
térreo onde já estão todos acordados. A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual. Curioso: os moradores daquela unidade
habitacional de classe média discutem todas as manhãs. Bruno ergue as orelhas e eu faço o mesmo, bisbilhotando a vida alheia que salta pra rua, em alto e bom som,
exibindo-se sem pudores. Aperto o passo, mas é inevitável captar impropérios e troca de acusações. São sempre vozes masculinas. A mais eloquente é a de um homem
mais velho. E as outras vozes, deduzo, são de rapazes. Um sermão matinal familiar? O pai de dois boêmios, plantado a madrugada inteira no sofá, fumando e vendo TV,
à espera dos dois folgados que sempre chegam bêbados? Ou uma quadrilha de assaltantes batendo boca em torno da divisão de lucros, após uma noite de crimes? A paz
não reina naquele apartamento. Um dia ainda estico o pescoço, boto o nariz na janela e decifro este caso que tanto me intriga.
No quarteirão seguinte encontro o Profeta Simpatia. Batizei-o em segredo porque o cara nasceu pra isso. Noto que ele está a caminho do trabalho; tem o modelo de
burocrata inofensivo com um terno surrado e uma pasta velha. Entretanto, está realmente em missão divina: salvar as almas incautas que cruzam seu trajeto de manhã –
queiram elas ou não, o que complica um pouco, convenhamos. Dirige seu apostolado a gente simples: lavadores de carros, babás com bebês, domésticas voltando da
padaria, pedreiros na entrada da obra. Sempre me cumprimenta, fazendo uma pausa nos horrores do inferno e na salvação do rebanho. Reduz o volume de sua voz
grave e sorri, voltando às exortações logo que me afasto. Ele sabe que sou um pecador sem cura, jamais desperdiçaria tempo comigo.
Na subida da avenida, quase à mesma hora, cruzo com a Dama do Celular. Lá vem ela muito bem vestida, perfumada, cheia de colares e usando sapatos de salto que
ressoam apressados no cimento – toc, toc, toc! Fala altíssimo ao telefone e gesticula, inflamada. Imaginei duas opções: ou é uma executiva atarefadíssima a caminho do
escritório, açoitando à distância um exército de empregados incompetentes; ou uma rica provedora do lar dando ordens à babá, chofer, seguranças, jardineiro e talvez
até ao marido, aquele inútil que ainda dorme. Mais de uma vez escutei-a repetindo a frase ameaçadora: “Mas tem de ser pra hoje, tá ouvindo, fulano?”
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Nem sempre – e por isso felizmente – costumo deparar-me com o Casal Assustado das Oito. Avistam-me e afastam-se imediatamente para o meio da rua, de olho no
Bruno, como se eu levasse pela coleira não um animal boa praça, mas um Dragão-de-komodo assassino. Deles escuto pouco. Resmungam qualquer censura, fazem cara
feia e depois retornam à calçada. Não sei se o que os amedronta é mesmo o meu cachorro ou se já fomos protagonistas de algum sério entrevero numa encarnação
passada.
Passear com um cachorro pode render ao seu dono preciosas incursões nos mistérios da alma humana. (Gostei da frase. Não disse que iria repeti-la?) No meio de
barulhos matinais, há silêncios nos olhares perdidos voltados para os ipês da avenida. Ou no breve intervalo entre o sinal abrir e o motorista de trás meter a mão na
buzina, violentando a calma da manhã. São silhuetas disfarçadas por vidros escuros. Caras preocupadas, inquietas, mãos a tamborilar nos volantes. Dormiram com seus
problemas, tomaram café em companhia deles e seguem juntos para seus destinos. Preocupações corriqueiras: as contas do mês, o resultado daquele exame. A nota
baixa do filho, a vida difícil. O amor que se foi ou o que ainda pode vir a ser. As encruzilhadas; as escolhas penosas, o dilema do faço-ou-não-faço. O silêncio é muito
mais fácil de se ouvir.
(FABRINI, Fernando. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/fernando-fabbrini/sou-todo-ouvidos-1.1384729.)
“A dez metros da janela, instalada logo acima do passeio, ouve-se a discussão habitual.” (2º§) Quanto ao sujeito do verbo ouvir, é correto afirmar que
a) apresenta apenas um núcleo ligado diretamente ao verbo.
b) apresenta mais de um núcleo ligado diretamente ao verbo.
c) não pode ser determinado pelo contexto e nem pela terminação do verbo.
d) não está explicitamente representado na oração, mas pode ser identificado.
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Questão 1244: IDECAN - Cir Den (Conquista)/Pref Conquista/II/2016
Assunto: Sujeito
Texto I
Além das palavras
Pesquisadores da USP elaboraram lista de gestos, posturas e outras pistas visuais que podem auxiliar
o médico na avaliação dos pacientes e diagnóstico da depressão.
No consultório psiquiátrico, apenas uma parte das informações é verbalizada pelos pacientes. Outratem a ver com o olhar do médico: uma avaliação de gestos, posturas
e outros sinais que podem ajudar a compreender o estado de saúde mental em que uma pessoa se encontra. Uma proposta de sistematização desse ‘olho clínico’ foi
apresentada por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), que elaboraram um checklist de posturas, gestos e expressões típicos de
pacientes com depressão.
O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário, ambos ligados à USP, sob a supervisão da farmacologista Clarice Gorenstein. Em vez de
seguirem apenas o protocolo corrente de diagnóstico de depressão, baseado em perguntas e respostas, avaliadores preencheram um formulário detalhado sobre as
expressões faciais e corporais dos pacientes durante entrevistas clínicas. As entrevistas também foram filmadas, para análise objetiva do comportamento dos pacientes.
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“Elaboramos uma lista de comportamentos corporais favoráveis ou não ao contato social para analisar os pacientes, além de fazer as perguntas padrão”, relata a
pesquisadora e psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, que realizou seu pós-doutorado com o estudo. “Sinais como inclinar o corpo para frente na direção do entrevistador, ou
encolher os ombros, fazer movimentos afirmativos ou negativos com a cabeça, fazer contato ocular ou não, rir ou chorar são alguns dos 22 comportamentos que
selecionamos”, exemplifica. [...]
Fiquer contou à CH Online que todos os pacientes do grupo com depressão tiveram melhora nos parâmetros sugestivos de contato social. “Os pacientes mostraram, após
o período de tratamento, um aumento no contato ocular com o entrevistador, além de sorrir mais e demonstrar avanços em relação a outros comportamentos sugestivos
de interesse social”, relata.
“Queremos criar um método científico que considere aquilo que até então é colocado no território das impressões no diagnóstico da depressão.”
Para a pesquisadora, o trabalho representa um passo importante na sinalização de que informações emocionais relevantes são transmitidas no contato interpessoal entre
clínico e paciente, que até então eram atribuídas exclusivamente à subjetividade do médico na hora de fazer o diagnóstico. “Queremos criar um método científico que
considere aquilo que até então é colocado no território das impressões no diagnóstico da depressão”, conta.
O psiquiatra e psicanalista Elie Cheniaux, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sugere que a linguagem não verbal é uma ferramenta importante para mensurar a
tristeza, que é um dos componentes da depressão, mas não a única. “A linguagem não verbal não dá uma visão global do quadro do paciente”, argumenta.
(João Paulo Rossini, 06/04/2016, Instituto Ciência Hoje/RJ. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2016/04/alem-das-palavras.)
Em “Pesquisadores da USP elaboraram lista de gestos, posturas e outras pistas...” é possível identificar o mesmo tipo de sujeito presente em, EXCETO:
a) “[...] o estado de saúde mental em que uma pessoa se encontra.” (1º§)
b) “O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário [...]” (2º§)
c) “Elaboramos uma lista de comportamentos corporais favoráveis ou não ao contato social [...]” (3º§)
d) “No consultório psiquiátrico, apenas uma parte das informações é verbalizada pelos pacientes.” (1º§)
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Questão 1245: IDECAN - AgFisc (Pref Apiacá)/Pref Apiacá/2016
Assunto: Sujeito
Educação: reprovada
Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma
colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes
preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba.
Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.
Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram
um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição
nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso
pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?
De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade
de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para
argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas
quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.
Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a
pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve
mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem
pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.
Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca,
crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde,
moradia e alimentação.
Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos
orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de
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maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem
aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida, sobretudo, se constroem em parte de erro e
acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir
aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?
Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos,
orçamentos em que educação e saúde (para poder ir a escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A
educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.
(Lya Luft. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/.)
“Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações.” Em relação ao sujeito dos verbos sublinhados no trecho em destaque, é correto afirmar que trata-
se de:
a) Oração sem sujeito.
b) Sujeito indeterminado.
c) Sujeito composto: teorias e reclamações.
d) Sujeito simples, por isso os verbos estão na terceira pessoa do singular.
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Questão 1246: IDECAN - Ana TI (UNIVASF)/UNIVASF/2019
Assunto: Predicado
Leia o texto abaixo do educador e intelectual Arnaldo Niskier e responda a questão abaixo.
A EDUCAÇÃO ENTRE PROMESSAS E SONHOS
Arnaldo Niskier
Como é natural, os quatro principais candidatos à Presidência da República prometem mundos e fundos para o aperfeiçoamento da educação, nos seus quatro anos de
mandato. Não há exatamente preocupação se tudo caberá nesse período, relativamente curto, muito menos se haverá recursos financeiros para tantos sonhos. Como
estes ainda não pagam impostos, ninguém será punido se boa parte das promessas ficar na saudade. Não foi sempre assim? Exemplo curioso é o do ensino médio. De
repente, virou moda, na campanha. É certo que o número de alunos cresce em progressão geométrica, revelando interesse inusitado. Estamos perto dos 9 milhões de
jovens, que se formarão para um mercado de trabalho retraído. Consequência natural da política econômica de um governo que cita sempre JK, mas na prática está a
quilômetros de distância do que realizou o criador de Brasília. Fernando Henrique Cardoso deixará o governo devendo aproximadamente 3 milhões de empregos à nossa
sociedade. Injustificável.
Repito: sonhar não custa. Por iniciativa da Fiesp, do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) e da revista "Sentidos", coordenei um encontro sobre as propostas do
próximo governo federal para a educação, inclusão social e preparação de recursos humanos para o mercado de trabalho. Foram enviados representantes de alto nível
dos candidatos, resultando num debate extremamente oportuno e rico em sugestões.
Algumas das ideias serão aqui tratadas. Quem sabe, assim, poderão se transformar em compromissos de execução. A primeira delas refere-se à empregabilidade com
qualificação, o que depende da educação. Lembrou-se que, sob esse aspecto, deve-se respeitar o trabalho do "sistema S", que já formou milhões de jovens para o
complexo mercado de trabalho brasileiro. Como não se pode deixar de considerar, de forma positiva, os milhares de estágios proporcionados pelo CIEE, nesse processo.
Mas é preciso mais, retirando da nossa educação qualquer laivo de elitização.
Não pode dormir tranquila uma nação que tem 15 milhões de analfabetos puros e mais de 30 milhões de analfabetos funcionais. De que modo o mercado de trabalho
poderá absorver essa mão-de-obra, assim desqualificada, se as exigências do desenvolvimento científico e tecnológico são cada vez maiores?
No país das desigualdades, há um enorme abismo entre ricos e pobres em matéria de educação. Diferença que a quantidade não resolve. Universalizar sem dar qualidade
à educação tem pouco efeito sobre a nossa competitividade. Tem-se feito muito pouco para melhorar o trabalho dos professores e especialistas, no país inteiro. Precisam
ser mais bem formados, treinados, atualizados e remunerados de forma compatível com a dignidade humana.
Mesmo com a criação do Fundef, que foi um avanço, estamos longe de uma solução à altura do problema. Até porque 20% das nossas prefeituras aplicaram
equivocadamente os recursos do fundo, para não proclamar outra coisa. Aliás, vale a pena registrar que o programa de distribuição de livros (uma iniciativa louvável)
teve incríveis tropeços, como o próprio reconhecimento do MEC de que um terço de 60 milhões de livros do programa Literatura em Casa jamais foi entregue aos alunos.
Quem fiscaliza isso, que é proveniente do dinheiro público?
Deseja-se que 20% das crianças que se encontram nas escolas públicas alcancem o sonhado tempo integral. Mas não se afirmou como. A realidade é que faltam
professores em quase todas as unidades da Federação. Se não são abertos concursos, qual é a mágica que se prevê?
Foi citada a sugestão de cursinhos pré-vestibulares gratuitos para alunos carentes. Idéia altamente discutível, pois o que se deseja é o aperfeiçoamento da educação
básica. O cursinho é um desvio dessa preocupação e poderá servir como facilitário indesejável. Deseja-se que os recursos para educação subam de R$ 66 bilhões para R$
93 bilhões ao ano, criando a possibilidade de evitar os malefícios da reprovação e da evasão.
Pensou-se num programa de valorização dos professores, na doação de livros para alunos de nível médio, na ampliação da nossa escolaridade de seis para 12 anos, na
unificação da gestão dos recursos humanos na educação, nos cuidados com a universidade pública (hoje, sucateada), no fortalecimento das escolas técnicas federais, na
ampliação da assistência ao pré-escolar (mais 4 milhões de vagas), na maior atenção aos alunos deficientes, na maior participação dos empresários no processo de
ensino/aprendizagem e numa articulação mais adequada entre os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia.
Algumas ideias parecem sonhos. Muitas outras não. Dependem só da vontade política dos que detiverem o poder.
Arnaldo Niskier, 67, educador, é membro da Academia Brasileira de Letras e Conselheiro do Imae (Instituto Metropolitano de Altos Estudos).
(https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2009200210.htm)
Ainda sobre o excerto “Exemplo curioso é o do ensino médio.”, pode-se afirmar que o signo linguístico "o" funciona sintaticamente como
a) predicativo do sujeito.
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b) complemento nominal.
c) objeto direto.
d) predicativo do objeto.
e) adjunto adnominal.
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Questão 1247: IDECAN - Fisc (Manhumirim)/Pref Manhumirim/Obras e Posturas/2017
Assunto: Predicado
Os sons e o cérebro
Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de escutar. A partir do quinto mês de gestação, ele ouve as batidas do coração da mãe (além de todos os outros barulhos do
organismo) e reconhece a voz dela. E reage a esses estímulos, virando a cabeça, chutando ou mexendo os braços, além de ficar com o coração batendo mais rápido. O
bebê nasce, cresce, torna-se adulto e os sons continuam a provocar essas e outras reações mais sofisticadas: eles evocam memórias e pensamentos, comunicam,
provocam sensações, emocionam e movimentam.
Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu todo esse potencial. Usando os materiais que tinha à disposição (pedras, ossos, madeiras, o próprio corpo e a voz),
ele foi combinando sons e silêncios das mais diversas maneiras. Assim surgiu a música. Em sua origem, ela era usada para venerar a natureza e os deuses e para
conectar o ser humano com forças maiores, envolvendo realidade, magia e crenças. Até hoje ela é responsável pela criação dos mais diferentes sentidos e significados.
Mas por que a música mexe tanto com o ser humano? O som é uma vibração que se propaga no ar, formando ondas sonoras que são captadas por nosso sistema
auditivo. Depois de transformadas em impulsos elétricos, elas viajam pelos neurônios até o cérebro, onde são interpretadas. Lá, elas chegam primeiro a uma região onde
são processadas as emoções e os sentimentos, antes de serem percebidas pelos centros envolvidos com a razão. E, quando isso acontece, ocorre a liberação de
neurotransmissores responsáveis por deixar os circuitos cerebrais mais rápidos.
Por isso, o pesquisador americano Howard Gardner, autor da teoria das inteligências múltiplas, afirma que a habilidade musical é tão importante quanto a
logicomatemática e a linguística por auxiliar outros tipos de raciocínio. Pesquisasna área de neurociências comprovam que a memória, a imaginação e a comunicação
verbal e corporal ficam mais aguçadas nas pessoas que escutam, estudam e praticam música.
A música é uma das linguagens que o aluno precisa conhecer, mas não somente por essas características. A maior razão é ele poder aprender a sentir, a expressar e a
pensar as manifestações sonoras, tão presentes no cotidiano e sempre em constante transformação. As imagens de instrumentos e os diversos ritmos e notações
musicais podem ser relacionados com outras manifestações culturais, como a dança e o teatro, e permitem uma análise global da evolução do pensamento humano e
suas manifestações.
(Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/sons-cerebro-514711.shtml.)
Em se tratando da transitividade verbal, assinale a alternativa correta quanto ao termo sublinhado.
a) “Assim surgiu a música.” (2º§) – verbo transitivo indireto.
b) “... ele ouve as batidas do coração da mãe...” (1º§) – verbo intransitivo.
c) “... o homem percebeu todo esse potencial.” (2º§) – verbo transitivo direto.
d) “A música é uma das linguagens que o aluno...” (5º§) – verbo transitivo direto.
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Questão 1248: IDECAN - Proc Prev I (IPC)/IPC/2018
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
A Última Crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta.
Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida
diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do
acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem
mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e
estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na
contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se
instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa
a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um
pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido
do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom
encaminha a ordem do freguês.
O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha,
contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha,
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e
espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas.
Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito
compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…” Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las
na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo
crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo
de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre
num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.”
Fernando Sabino
Disponível em http://contobrasileiro.com.br/a-ultima-cronica-fernando-sabino/.
Em “Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa”, o pronome oblíquo “las” exerce, na oração, função sintática de:
a) Objeto direto.
b) Objeto indireto.
c) Adjunto adnominal.
d) Predicativo do objetivo
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Questão 1249: IDECAN - Adm (AGU)/AGU/2018
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
"Sem cultura você tem a fronteira, o país, mas não tem uma nação."
Fernanda Montenegro é lacônica sobre o ofício que escolheu: "uma profissão arretada". O teatro, que no Brasil vive em permanente estado de emergência, só admite
aqueles que, como ela, são devotos do palco, sem moderação ou desconfiança. "desista. Se morrer, volta. Se não morrer, não volta", disse a uma amiga relembrando o
conselho que havia dado a jovens atores minutos antes da entrevista ao LE Monde Diplomatique Brasil começar.
Completando 89 anos neste mês (16/10), Fernanda Montenegro viveu os últimos oito anos em um diálogo entre passado e presente, buscando em fotos e cartas
resquícios do que foram os 75 anos de vida pública dedicada às artes, especialmente ao teatro, ao cinema e à televisão. São registros físicos que se complementam nas
lembranças de uma memória intacta, capaz de recordar fatos e afetos: "Eu sou a minha memória", confessaria no decorrer da conversa.
Fernanda é a sua memória, mas é também um punhado de gente que escreveu com ela capítulos fundamentais da nossa cultura. "A arte é um congraçamento. No caso
do teatro, você tem de estar diante do outro. É uma comunhão na zona da pele", reflexiona. Alguns desses fragmentos estão catalogados no livro Fernanda Montenegro:
itinerário fotobiográfico, lançado este ano pela editora Sesc.
Na obra, a atriz expõe o que fez, mas também aquilo que não quis fazer, como aceitar uma das ofertas que recebeu para exercer um cargo público. A explicação é
modesta e tem a ver com os termos que iniciam este texto: é no teatro - na arte - que ela diz o que precisa. Isso não a impede, no entanto, de criticar o pouco apreço de
nossos governantes pela cultura. "Sem cultura você tem a fronteira, o país, mas não tem uma nação. A grossura de Brasília é como uma muralha difícil de ser
sensibilizada", pondera. (...)
(Guilherme Henrique. Le Monde Diplomatique, Edição 135, outubro de 2018 . Disponível em: https://diplomatique.org.br/fernanda-montenegro/)
Assinale a alternativa em que o termo indicado exerça a mesma função sintática que do palco.
a) a jovens atores
b) da conversa
c) de umamemória intacta
d) da pele
e) de criticar
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Questão 1250: IDECAN - Sold BM (CBM DF)/CBM DF/Manutenção/Aeronaves - Equipamentos/2017
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
Texto para responder à questão.
Mãos dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista pela janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicidas,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo.)
O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado em: “Não serei o poeta de um mundo caduco.” está destacado em:
a) “Estou preso à vida [...]”
b) “Não nos afastemos muito [...]”
c) “[...] considero a enorme realidade.”
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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d) “[...] mas nutrem grandes esperanças.”
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Questão 1251: IDECAN - Aux Adm (CRO AL)/CRO AL/2017
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
Surto de imprudência
Até a vacina contra o sarampo começar a ser usada, em 1963, a doença era uma das principais causas de mortalidade infantil. Com o aperfeiçoamento e a popularização
das imunizações, ela foi controlada na maioria dos países. Nos Estados Unidos, a boa notícia foi anunciada em 2000. Em dezembro do ano passado, no entanto, o
sarampo ressurgiu, com 94 casos registrados na Califórnia. Até agora, no total, 121 pessoas foram identificadas com o vírus, em dezoito estados americanos. A origem do
surto está associada ao crescente espaço conquistado por grupos adeptos do movimento antivacina, avessos à imunização.
Dizer “não” é um direito individual, inalienável, mas, quando ele afeta a saúde pública, não há como fugir da constatação de retrocesso, na contramão dos avanços da
medicina. É a quebra de um contrato social que, nas últimas décadas, salvou milhões de vidas e não pode ser rompido com alegações muito frágeis.
As justificativas para não imunizar as crianças contra o sarampo são variadas. Alguns pais argumentam que o sistema imunológico consegue naturalmente se livrar dos
agentes patológicos. Outros recorrem à tese do gastroenterologista inglês Andrew Wakefield. Em 1998, ele publicou um artigo na prestigiosa revista científica Lancet que
associava a vacina tríplice (contra a caxumba, a rubéola e o sarampo) a um risco aumentado de autismo. Em 2010, acusado de fraudador, antiético e desonesto, perdeu
o registro no Conselho Geral de Medicina da Inglaterra. Virou um desacreditado, embora alguns fanáticos pela antivacinação tenham considerado suas afirmações. A
Lancet teve de pedir desculpas, mas o estrago estava feito.
A grita contra as vacinas, sob a alegação da livre expressão de uma vontade, perde força quando comparada a uma discussão semelhante nos anos 60. Os fumantes
acendiam um cigarro sem se preocupar com as pessoas ao lado porque estariam fazendo mal apenas a si mesmos, e ponto. Quando estudos minuciosos comprovaram os
danos da “fumaça passiva” à saúde, xeque-mate. Fumar hoje é de mau gosto, além de crime em locais, cada vez mais numerosos, onde impera a proibição.
A vacinação de uma criança não protege apenas a vida dela, mas também a de todos ao seu redor. Um programa de imunização, em geral, pode ser considerado um
sucesso quando pelo menos 95% da população é vacinada. Os 5% restantes são protegidos pelo que se chama, no jargão médico, de “imunidade de rebanho”, como
uma muralha de proteção. Como todos os medicamentos, as vacinas oferecem reações adversas, e seria desonesto escondê-las. Porém, o risco de contaminação é
sempre muito maior do que qualquer efeito adverso que a imunização possa provocar. Essa é uma constatação que vale para qualquer vacina.
(Revista Veja, fevereiro de 2015. Adaptado.)
Observe os termos destacados:
“Seria desonesto escondê-las.” (5º§)
“O pesquisador sentiu-se fraquejar.”
“Jamais lhe darão outra chance.”
Eles exercem, respectivamente, a função sintática de
a) sujeito / sujeito / objeto direto.
b) sujeito / objeto direto / objeto indireto.
c) objeto direto / sujeito / objeto indireto.
d) objeto direto / objeto indireto / objeto direto.
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Questão 1252: IDECAN - Fisc NM (CRO AL)/CRO AL/2017
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
A Colômbia que emociona na tragédia não é de Escobar. É de García Márquez.
Quando o patriarca José Arcadio Buendía morre, uma chuva de pétalas amarelas cai sobre Macondo. Foi com as flores e a delicadeza do realismo fantástico de Gabriel
García Márquez que a Colômbia disse adeus à Chapecoense. Em uma espécie de catarse coletiva que emocionou o mundo, 45 mil pessoas reunidas para chorar uma
tragédia que não era sua formaram muito mais que um estádio lotado. A homenagem às vítimas da última quarta, na casa do Atlético Nacional, exibiu um país solidário,
que soube dar seu melhor durante os piores dos dias.
Macondo, a cidade criada por García Márquez no clássico “Cem anos de solidão”, não é Medellín, embora ambas estejam cercadas por montanhas. Só que a descrição de
uma Colômbia fictícia, que mistura sofrimento e alegria, e onde coisas mágicas podem acontecer, combina muito mais com a realidade do que a dureza de “plata o
plomo” que a história de Pablo Escobar pode oferecer.
A Colômbia da cultura pop e do imaginário coletivo nem sempre é a alegria incontida de Shakira. Por vezes, ela é a lembrança da violência na voz de uma personagem
de Sofia Vergara. Ou a dureza da morte de Andrés Escobar por um gol contra em uma Copa do Mundo. Narcos, nos últimos anos, recolocou o país, e Medellín em
especial, em uma espiral de negatividade, relembrando a histórica relação da região com o narcotráfico.
Não foi esse país triste e sofrido que abraçou as dores pelos 71 mortos de uma das maiores tragédias da história do esporte mundial. Medellín, desde a última terça, é só
cuidado e carinho. Camisas nas ruas, fitas verdes nas lapelas e recados carinhosos na parede de hotéis e lojas, todos relembrando a tragédia, dão o tom de solidariedade
que tocou até quem nunca pisou na cidade antes.
A cerimônia da última quarta mostrou uma multidão de branco, cantando e chorando um time distante, até então quase desconhecido. Um Atlético Nacional, que em
1989 foi acusado de ganhar sua primeira Libertadores comprando juízes com dinheiro do narcotráfico, abriu mão de um título pelo rival que se foi. Uma população
mobilizando mais de 200 pessoas em um espaço de horas, de forma voluntária, para dar conforto e cuidado aos familiares que quisessem dar seu último adeus aos entes
queridos.
Quando os discursos no estádio Atanásio Girardot se encerraram, um helicóptero de resgate sobrevoou a multidão. Com as luzes apagadas, o veículo que foi usado nas
buscas pelos corpos atirou pétalas roxas, vermelhas e brancas ao ar. Como no realismo fantástico de García Márquez, a tragédia por vezes é um rito de passagem
marcado pela mágica. Mas quem duvidaria da verossimilhança de uma chuva de flores na semana em que um avião de sonhos caiu do céu?
O sofrimento não desaparece. A Colômbia de Escobar se faz lembrar, com favelas, pobreza e violência. Só que não é assim que ela éapresentada a quem, por função ou
opção, decide conhecê-la. “Aqui é um lugar perigoso. O perigo é você querer ficar”, “apresenta” o taxista.
“As estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra”. O que a Colômbia e García Márquez ensinam, no entanto, é que
beleza e bondade podem se sobrepor à dor nos momentos mais difíceis.
(PEREIRA, F. e FRANCE SCHINI, G. Disponível em: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/12/02/a-colombia-que-emociona-natragedia-nao-e-de-escobar-e-de-garcia-marquez.htm.)
Assinale a alternativa cujo trecho ou termo sublinhado exerce a função sintática DIFERENTE dos demais.
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a) “Medellín, desde a última terça, é só cuidado e carinho.” (5º§)
b) “Quando os discursos no estádio Atanásio Girardot se encerraram, um helicóptero de resgate sobrevoou a multidão.” (7º§)
c) “Foi com as flores e a delicadeza do realismo fantástico de Gabriel García Márquez que a Colômbia disse adeus à Chapecoense.” (2º§)
d) “A cerimônia da última quarta mostrou uma multidão de branco, cantando e chorando um time distante, até então quase desconhecido.” (6º§)
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Questão 1253: IDECAN - Cont (CM Natividade)/CM Natividade (RJ)/2017
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
Texto para responder à questão.
Pela luz dos olhos teus
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p’ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
(Vinicius de Moraes. Disponível em: http://www.viniciusdemoraes.com.br.)
“Vinicius de Moraes é autor de mais 400 poemas e cerca de 400 letras de música. Poeta essencialmente lírico, desde os fins da década de 50, com a afirmação da linha
musical conhecida por ‘bossa nova’, dedicou-se a compor letras para canções populares, fazendo-o com a sua habitual mestria no manejo do verso.”
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 2013.)
Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, Vinicius teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João
Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.
Considerando as relações de sintaxe estabelecidas no interior da frase, assinale a seguir o termo em destaque que exerce função DIFERENTE dos demais.
a) Ai que bom que isso é meu Deus
b) Eu acho meu amor que só se pode achar
c) Que frio que me dá o encontro desse olhar
d) Mas se a luz dos olhos teus / Resiste aos olhos meus
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Questão 1254: IDECAN - Of SA (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Auxiliar de Secretaria/2016
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
Nossa cultura conferiu valor absoluto ao espírito científico
A nossa cultura, a partir do chamado Século das Luzes (1715-1789), aplicou de forma rigorosa a compreensão de René Descartes (1596-1650) de que o ser humano é
“senhor e mestre” da natureza, podendo dispor dela ao seu bel-prazer. Conferiu um valor absoluto à razão e ao espírito científico.
Com isso, se fecharam muitas janelas do espírito que permitem também um conhecimento, sem necessariamente passar pelos cânones racionais. O que mais foi
marginalizado e até difamado foi o coração, órgão da sensibilidade e do universo das emoções, sob o pretexto de que ele atrapalharia “as ideias claras e distintas”
(Descartes) do olhar científico. Assim surgiu um saber sem coração, mas funcional ao projeto da modernidade, que era – e continua sendo – o de fazer do saber um
poder como forma de dominação da natureza, dos povos e das culturas.
Curiosamente, toda a epistemologia moderna, que incorpora a mecânica quântica, a nova antropologia, a filosofia fenomenológica e a psicologia analítica, tem mostrado
que todo conhecimento vem impregnado das emoções do sujeito e que sujeito e objeto estão indissoluvelmente vinculados, às vezes por interesses escusos (J.
Habermas).
Foi a partir de tais constatações e com a experiência desapiedada das guerras modernas que se pensou no resgate do coração. Finalmente, é nele que reside o amor, a
simpatia, a compaixão, o sentido de respeito, base da dignidade humana e dos direitos inalienáveis.
Isso que nos parece novo e uma conquista – os direitos do coração – era o eixo da grandiosa cultura maia na América Central, particularmente na Guatemala. Como não
passaram pela circuncisão da razão moderna, guardaram fielmente suas tradições, que provêm dos avós, ao largo das gerações.
Participei várias vezes de celebrações maias, sempre ao redor do fogo. Começam invocando o coração dos ventos, das montanhas, das águas, das árvores e dos
ancestrais. Fazem suas invocações no meio de um incenso nativo perfumado e produtor de muita fumaça.
Ouvindo-os falar das energias da natureza e do universo, parecia-me que sua cosmovisão era muito afim, guardadas as diferenças de linguagem, da física quântica. Tudo
para eles é energia e movimento entre a formação e a desintegração que conferem dinamismo ao universo. Eram exímios matemáticos e haviam inventado o número
zero. Seus cálculos do curso das estrelas se aproximam em muito aos que alcançamos com os modernos telescópios.
Dizem que tudo o que existe nasceu do encontro amoroso de dois corações, o do céu e o da Terra, que é um ser vivo que sente, intui, vibra e inspira os seres humanos.
Estes são os “filhos ilustres, indagadores e buscadores da existência”, afirmações que nos lembram Martin Heidegger.
A essência do ser humano é o coração, que deve ser cuidado para ser afável, compreensivo e amoroso. Toda a educação que se prolonga ao largo da vida é para cultivar
a dimensão do coração. Os irmãos de La Salle mantêm, na capital guatemalteca, um imenso colégio, onde jovens maias vivem na forma de internato bilíngue, no qual se
recupera e sistematiza a cosmovisão maia, ao mesmo tempo em que assimilam e combinam saberes ancestrais com os modernos saberes, especialmente os ligados à
agricultura e a relações respeitosas com a natureza.
Apraz-me concluir com um texto que uma mulher sábia me repassou no fim de um encontro com indígenas maias. “Quando tens que escolher entre dois caminhos,
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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pergunta-te qual deles tem coração. Quem escolhe o caminho do coração, jamais se equivocará.” (Popol Vuh)
(Leonardo Boff. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/
leonardo-boff/nossa-cultura-conferiu-valor-absoluto-aoesp% C3%ADrito-cient%C3%ADfico-1.1238115. Acesso em: 19/05/2016.)
Assinale a alternativa em que o trecho sublinhado exerce a função sintática DIFERENTE das demais.
a) “... ele atrapalharia ‘as ideias claras e distintas’...”
b) “Ouvindo-os falar das energias da natureza e do universo,...”
c) “... um imenso colégio, onde jovens maias vivem na forma de internato bilíngue,...”
d) “A nossa cultura, a partir do chamado Século das Luzes (1715-1789), aplicou de forma rigorosa a compreensão de René Descartes (1596-1650)...”
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Questão 1255: IDECAN - Ana Sist (AGU)/AGU/2014
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominale agente da passiva)
Texto para responder à questão.
[...] Pesquisas mostraram baixo stress em advogados defendendo causas difíceis, o qual virava alto stress diante do trânsito engarrafado. Policiais de Los Angeles tomam
facas de criminosos, perseguem bêbados na estrada e terminam o dia na delegacia fazendo seu relatório. Supressa! O stress só aparece na delegacia, absolutamente
segura. A lógica é cristalina. O advogado passou anos se preparando para lidar como stress dos tribunais, mas não os imponderáveis do trânsito. O mesmo ocorre com o
policial. Tomar facas é sua profissão. Escrever um relatório que pode ser criticado por seus superiores é terreno pantanoso.
Em segundo lugar, stress não é necessariamente uma coisa ruim. Pode ser boa. O ato de criação pode ser estressante. Tarefas desafiadoras podem ser estressantes e
boas. Portanto, evitar o stress pode significar distanciar-se de realizações. Entrar nas universidades de primeira linha é dificílimo. Mas é nelas que se concentram as
melhores cabeças e de onde saem as melhores ideias e inovações. É por isso que ouvimos falar tanto de Harvard ou Stanford. [...]
(Cláudio de Moura Castro – Veja, 23 de agosto de 2011.)
Acerca das relações sintáticas que ocorrem no interior do período a seguir “Policiais de Los Angeles tomam facas de criminosos, perseguem bêbados na estrada e
terminam o dia na delegacia fazendo seu relatório.”, é correto afirmar que
a) “o dia” é sujeito do verbo “terminar”.
b) o sujeito do período, Policiais de Los Angeles, é composto.
c) “bêbados” e “criminosos” apresentam-se na função de sujeito.
d) “facas” possui a mesma função sintática que “bêbados” e “relatório”.
e) “de criminosos”, “na estrada”, “na delegacia” são termos que indicam circunstâncias que caracterizam a ação verbal.
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Questão 1256: IDECAN - Tec Cont (AGU)/AGU/2014
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
Texto para responder à questão.
50 anos depois
[...] No cinquentenário da República, ninguém questionava a quartelada que derrubou o Império em 1889. Nos 50 anos do Estado Novo, poucos deram atenção ao
período que transformou a economia e a sociedade brasileiras. Pois hoje, dia 31 de março de 2014, 50 anos depois do golpe militar, o Brasil é tomado de debates
inflamados e de um surto incomum de memória histórica. [...]
Houve avanços em quase todas essas áreas. Estabilizamos a moeda, distribuímos renda, pusemos as crianças na escola. As conquistas não são poucas, vieram aos
poucos e estão longe de terminadas. Todas elas são fruto do ambiente livre, em que diferentes ideias podem ser debatidas e testadas. Todas são fruto, numa palavra, da
democracia.
Eis a principal diferença entre os dois Brasis, separados por 50 anos: em 1964 havia, à direita e à esquerda, ceticismo em relação à democracia; hoje, não mais. Se há
pensamento autoritário no país, ele é minoritário. Nossas instituições democráticas deram prova de vitalidade ao promover o impeachment de um presidente, a
condenação de corruptos poderosos no caso do mensalão e ao manter ampla liberdade de opinião e de expressão. A cada eleição, o brasileiro gosta mais da democracia.
Nada disso significa, porém, que possamos considerá-la uma conquista perene e consolidada. Democracias jovens, como Venezuela, Argentina ou Rússia, estão aí para
mostrar como o espectro do autoritarismo pode abalar os regimes de liberdade. A luta pela democracia e pelas liberdades individuais precisa ser constante, consistente e
sem margem para hesitação.
(Helio Gurovitz. Época, 31 de março de 2014. Adaptado.)
Dentre os termos destacados a seguir, identifique o que possui função sintática DIFERENTE dos demais.
a) “Nada disso significa, [...]” (4º§)
b) “[...] poucos deram atenção ao período [...]” (1º§)
c) “Houve avanços em quase todas essas áreas.” (2º§)
d) “[...] o espectro do autoritarismo pode abalar os regimes de liberdade.” (4º§)
e) “No cinquentenário da República, ninguém questionava a quartelada [...]” (1º§)
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29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Questão 1257: IDECAN - TB NM (BANDES)/BANDES/2014
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
Texto para responder à questão.
Território inexplorado
“Não seria legal se tivéssemos um microscópio para medir a cultura humana?”. É assim que Erez Aiden e Jean-Baptiste Michel, dois jovens matemáticos descrevem seu
insight sobre a culturomics, que é o uso de análises quantitativas de palavras em megabases de dados para estudar comportamentos e tendências culturais.
Juntar os termos “análise quantitativa” e “cultura” na mesma frase pode fazer com que alguns representantes das humanidades torçam o nariz, mas os resultados obtidos
são interessantíssimos, para não dizer revolucionários. Aiden e Michel dão uma boa amostra disso no recém-lançado Uncharted (inexplorado).
A dupla, que ajudou a criar a ferramenta ngram viewer do Google (que busca todas as ocorrências de um termo qualquer numa base de vários milhões de livros já
digitalizados pela empresa e dispõe os resultados na forma de gráficos), percorre áreas tão distintas quanto a linguística, o mundo das celebridades e os porões da
censura.
Eles mostram como o big data lhes permitiu desenvolver uma nova teoria sobre a regularização dos verbos ingleses (dentro de alguns milênios, se o idioma ainda existir,
todos os irregulares terão desaparecido), sugerem as melhores carreiras para quem quer ficar famoso (e para conservar a reputação depois de morto, o que é mais
difícil) e, lamentavelmente, revelam que os esforços de governos totalitários para reprimir ideias funcionam (ainda que, no longo prazo, os regimes pereçam e as ideias
não necessariamente).
Aiden e Michel não deixam de abordar questões difíceis trazidas pela revolução tecnológica, como a da perda de privacidade e o poder excessivo dos guardadores de
dados. No campo da especulação, levantam a possibilidade de que o big data possa transformar a história numa ciência preditiva, algo que é ao mesmo tempo fascinante
e aterrador.
(Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 12/01/2014.)
Dentre os elementos sublinhados nos trechos a seguir, assinale o que possui classificação diferente quanto à sintaxe dos demais.
a) “... todos os irregulares terão desaparecido...” (4º§)
b) “Aiden e Michel dão uma boa amostra disso...” (2º§)
c) “... criar a ferramenta ngram viewer do Google...” (3º§)
d) “... que busca todas as ocorrências de um termo qualquer...” (3º§)
e) “Juntar os termos ‘análise quantitativa’ e ‘cultura’ na mesma frase...” (2º§)
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Questão 1258: IDECAN - Tec B (BANESTES)/BANESTES/2012
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
Texto
Diploma garantido
Muitos pais têm contratado planos de previdência para os filhos menores de idade. A diferença é que, ao fazer isso, não estão pensando em investir na aposentadoria dos
rebentos, mas sim em oferecer condições para que, ao atingir a maioridade, eles tenham dinheiro para arcar com despesas relacionadas à educação, como uma boa
faculdade, um curso de especialização ou um intercâmbio no exterior.
Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada Vida (FenaPrevi), entidade que reúne empresas do setor, os planos de previdência para menores
arrecadaram só no ano passado, 1,7 bilhão de reais – 24% a mais do que em 2010.
Falta de disciplina para fazer os depósitos e saques não programados prejudicam quem quer poupar para o futuro. “A contribuição deve ser encarada como uma despesa
da casa, assim comoas contas de água e luz”, diz Carolina Wanderley, consultora sênior de previdência privada da empresa de investimentos Mercer. Ou seja, não se
deve “pular” o investimento na previdência em meses de dinheiro curto, muito menos usar o montante reservado nela para cobrir despesas acima do normal.
Para contornar imprevistos desse gênero, os especialistas recomendam pedir ao banco que as mensalidades sejam postas em débito automático ou cobradas via boleto e
manter um segundo investimento – como uma poupança – destinado a “apagar incêndios”.
(Veja, 9 de maio 2012. Com adaptações)
A respeito da oração: “Muitos pais têm contratado planos de previdência para os filhos menores de idade.”, analise as afirmativas.
I. A oração é formada por um tempo composto verbal.
II. O sujeito da oração é indeterminado, pois “muitos pais” é uma expressão genérica.
III. “planos de previdência” tem a função de complemento verbal.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
a) I, II
b) II, III
c) I, III
d) II
e) III
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Questão 1259: IDECAN - Ana EF (BANESTES)/BANESTES/2012
Assunto: Termos integrantes (objeto direto e indireto, complemento nominal e agente da passiva)
Texto
Banestes reduz taxas máximas de juros
O Banestes cortou algumas taxas máximas de juros. A redução mais expressiva foi no Credifácil Automóvel: de 3,70% para 2,80%. O Banco também alterou alguns juros
mínimos. É o caso do cheque especial, que caiu de 1,60% para 1,39%.
O superintendente de Produtos do Banestes, João Carlos Bussular, destacou que o Banco está acompanhando o movimento do mercado e, toda semana, gestores
financeiros estão se reunindo para avaliarem as taxas praticadas por todas as instituições financeiras.
“O comitê de produtos do Banco também está estudando a proposta de o Banestes começar a trabalhar até 10 dias sem juros, no cheque especial”, salientou.
(http://www.banestes.com.br/)
Indique o termo grifado a seguir que, no texto, desempenhe a mesma função sintática de “taxas” em “O Banestes cortou algumas taxas máximas de juros.”
a) “... foi no Credifácil Automóvel...” (1º§)
b) “... alterou alguns juros mínimos.” (1º§)
c) “É o caso do cheque especial...” (1º§)
d) “... todas as instituições financeiras.” (2º§)
e) “Banestes começar a trabalhar...” (3º§)
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Questão 1260: IDECAN - Adm (AGU)/AGU/2019
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
Texto para a questão.
Por que o legado do sábio chinês Confúcio atravessou milênios
Pensador desenvolveu uma filosofia política que refletia seu horror ante a guerra constante que o rodeava. Ao longo dos séculos, o pensamento chinês tem sido o
produto de uma variedade de influências, entre elas o budismo, o taoísmo e o marxismo. No entanto, uma tradição esteve acima de todas no pensamento chinês por
mais de dois milênios: as ideias do pensador Confúcio (551 a.C. a 479 a.C.).
Embora ele tenha chegado a simbolizar a filosofia chinesa, não teve muito sucesso em vida. Ele viveu durante uma época em que a China que conhecemos hoje era um
mosaico de pequenos reinos rivais. Confúcio desenvolveu uma filosofia política que refletia seu horror ante a guerra constante que o rodeava. Ele vagou de reino em
reino tentando persuadir os governantes a seguir seus ensinamentos, mas nunca conseguiu nada além de um cargo público de baixo escalão. No entanto, conseguiu um
grupo de seguidores dedicados, que transmitiu seus ensinamentos às gerações seguintes.
Apenas centenas de anos depois, durante a dinastia Han(a) (206 a.C. a 220 d.C.), o confucionismo, um sistema ético de comportamento e governo(b), tornou-se o norte
que definiria a cultura chinesa nos dois milênios seguintes. O confucionismo não é uma religião como tal. Ainda que Confúcio não negasse a existência de um mundo
espiritual, ele afirmou que era mais importante se concentrar neste mundo enquanto se estava nele.
Refletindo seu desgosto pela guerra, ele declarou que a ordem era um requisito fundamental na sociedade. Sustentar essa ordem era acreditar na importância das
relações hierárquicas. Os súditos tinham de obedecer a seus governantes, filhos a seus pais e esposas, a seus maridos. No entanto, Confúcio não queria que essa ordem
fosse imposta pela força. Ele achava que a sociedade deveria ser harmoniosa e as pessoas deveriam ser encorajadas em seu "autodesenvolvimento" para que pudessem
aproveitar ao máximo sua posição.
Segundo o pensamento de Confúcio, o estado moral de alguém não dependia de sua posição social. Era possível, e de fato bastante provável, que houvesse bons
camponeses ao mesmo tempo que um governante poderia ser perverso ou um aristocrata, cruel. O pensamento confucionista também se diferenciava do pensamento
moderno, na medida em que glorificava o passado e defendia a veneração da velhice. "Eu sigo o Zhou", disse Confúcio, referindo-se à antiga dinastia que foi considerada
uma "idade de ouro" perdida por gerações de governantes chineses.
No centro do confucionismo há um contrato social: os governados deviam lealdade aos governantes, mas os governantes que não se importavam com o bem-estar do
povo perderiam o "mandato do céu" e poderiam ser justamente derrubados. Confúcio nunca deu aos governantes uma licença para a opressão.
Ao participar do "li" (que é frequentemente traduzido como "ritual", mas na verdade significa algo como "comportamento apropriado"), os humanos provaram ser
civilizados, independentemente de sua origem, e podiam aspirar a se tornar "junzi" ("pessoas de integridade") ou mesmo "sheng" ("sábios")(c). Para isso, a educação era
fundamental.
O pensamento confucionista mudou imensamente com o tempo. O próprio Confúcio(d) provavelmente não teria reconhecido a maneira como suas ideias foram adaptadas
por governantes posteriores. Apesar da ênfase na ética e na harmonia como a melhor maneira de governar um país, os governantes chineses também garantiram o
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monopólio do uso da força. Confúcio desaprovava a busca do lucro como um fim em si, mas da dinastia Song (960 d.C. a 1279 d.C.) em diante, a China viveu uma
revolução comercial, e no final do período imperial (1368 d.C. a 1912 d.C.) até a ideologia oficial rendeu-se à lógica do lucro.
O confucionismo não foi um conjunto monolítico de ideias por mais de 2.500 anos. No entanto, seus princípios básicos sustentaram o que significava ser chinês até
meados do século 19. A chegada de influências ocidentais, na forma de comerciantes de ópio e missionários, deu uma sacudida indesejada ao velho mundo do
pensamento confucionista. O pensamento moderno deixou sequelas profundas. O impacto do nacionalismo e do comunismo, e seu amor inerente pela novidade e pelo
progresso, em vez da reverência por uma era de ouro do passado, destruíram muitas das certezas do antigo mundo confucionista.
No entanto, essas ideias não desapareceram completamente. Na China contemporânea, o governo, que não está mais tão ligado à ideologia de Mao Tse-tung, está
buscando a tradição chinesa para encontrar um núcleo moral para o século 21. O "professor número um", Confúcio(e) , está novamente nos programas escolares. Os
valores de ordem, hierarquia e obrigação mútua permanecem tão atraentes no século 21 quanto no século 5 a.C.
(Rana Mitter. Revista BBC History.
31/12/2018, com adaptações)
Assinale a alternativa em que o termo indicado não exerça função sintática idêntica à de Confúcio.
a) Han
b) um sistema ético de comportamento e governo
c) ("sábios")d) Confúcio
e) Confúcio
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Questão 1261: IDECAN - Ass Adm (IF AM)/IF AM/2019
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
Grandes questões. Respostas indígenas.
Esta semana, no Rio de Janeiro, o povo Kuikuro do Alto Xingu vai dizer HEKITE KUATSANGE EGEI ENHÜGÜ (Seja bem-vindo!) para pesquisadores indígenas de todo o
mundo. De Papua-Nova Guiné, Kiribati, Sudão, Dominica, Uganda, Índia, Quênia e Colômbia, assim como das comunidades Guarani-Kaiowá, Tuxa, Baniwa e Tupinambá
do Brasil, povos indígenas se reúnem no Museu do Índio para refletir criticamente sobre como métodos indígenas de pesquisa são essenciais para entender os principais
problemas que o mundo enfrenta no século XXI.
Seja para abordar os desafios da mudança climática ou o racismo, a sustentabilidade ambiental ou a violência de gênero, a seca ou patrimônios culturais ameaçados, os
pesquisadores questionam como o conhecimento indígena pode ser ativado de forma efetiva como um recurso para desenvolvimento no futuro.
Pesquisadores do Sudão mostram como o conhecimento tradicional núbio pode informar decisões sobre agricultura sustentável. Uma pesquisadora do povo Emberá-
Chami demonstra a importância do conhecimento indígena(a) para a resolução de questões de deslocamento forçado na Colômbia ao lado de um pesquisador Acholi, que
examina soluções para a seca em Uganda.
Grandes questões. Respostas indígenas. Apesar de todos os impactos positivos dessas colaborações para pesquisas até agora, sabemos que o Brasil enfrenta questões
urgentes relacionadas à sua herança indígena e seu futuro. Esse seminário é uma chance para que o povo Kuikuro peça aos colegas indígenas que reflitam juntos sobre
como a pesquisa acadêmica pode proteger, preservar e promover o desenvolvimento sustentável para os povos indígenas do Brasil.
Pesquisadores foram convidados a vir ao país para perguntar e entender como esforços de pesquisa colaborativa podem promover a resiliência às atuais ameaças a
identidades, terras, águas e culturas indígenas.
Precisamos de metodologias indígenas de pesquisa para compreender a relação entre o desmatamento, a mudança climática, os ciclos de colheita e os rituais dos
calendários indígenas(b). Para resistir à municipalização da assistência médica indígena, é preciso haver pesquisas para examinar como manter um cuidadoso equilíbrio
entre conhecimentos indígenas e não indígenas. Já que os Kuikuro não podem mais beber a água do Rio Xingu, precisamos questionar: por quanto tempo seus peixes
continuarão a alimentar as aldeias, à medida que toxinas agrícolas e industriais poluem seus afluentes ou o próprio rio é bloqueado por barragens hidrelétricas(c)?
Os debates começam sob os milhares de estrelas do céu do Xingu, no Planetário do Rio, enquanto se contemplam as cosmologias indígenas nas constelações de cada um
de nossos visitantes. Na sequência, haverá a busca de respostas para perguntas significativas. Como criar pesquisas equitativas, específicas a um contexto e sensíveis em
termos históricos, culturais e linguísticos? Como a coprodução de conhecimento entre pesquisadores indígenas e não indígenas pode superar desequilíbrios de poder
arraigados, sobre os quais nossos sistemas universitários de ensino e pesquisa(d) são construídos?
Os conselhos de pesquisa do Reino Unido reuniram colaboradores de doze projetos conduzidos por acadêmicos britânicos em parceria com pesquisadores indígenas de
várias partes do mundo para criar um novo conjunto de diretrizes para pesquisa em universidades britânicas. Financiado pelo Global Challenges Research Fund (GCRF) –
um investimento de 1,5 bilhão de libras por parte do governo do Reino Unido para criar parcerias que apoiem pesquisas de ponta para lidar com os principais desafios
enfrentados por países em desenvolvimento –, o seminário examina em que medida a pesquisa financiada pelo Reino Unido está sendo conduzida a partir do ponto de
vista indígena e busca propor como as universidades podem garantir uma estrutura ética para pesquisas que tragam benefícios diretos a povos indígenas. Acima de tudo,
vai questionar que tipo de pesquisa vale a pena conduzir e qual a melhor forma de realizá-la.
O povo Kuikuro e a Universidade Queen Mary de Londres colaboram em projetos de pesquisa financiados pelo GCRF desde 2016. Isso resultou em um programa de
residências artísticas organizado pelo povo Kuikuro na Aldeia Ipatse no Alto Xingu, que reuniu mais de 20 artistas de Londres, Madri e Rio de Janeiro.
Em contrapartida, Takumã fez um documentário que oferece uma reflexão crítica sobre modelos britânicos de multiculturalismo, e os Kuikuro colaboraram com o Museu
Hornimam, em Londres, para criar uma experiência imersiva da cultura do Xingu com o uso de tecnologias de realidade virtual e aumentada(e).
Ao dar boas-vindas a nossos colegas de várias partes do mundo, vamos compartilhar muitas questões e esperamos ter algumas respostas. Vamos também contar
histórias e refletir sobre como as narrativas que precisamos contar e ouvir estão cada vez mais ameaçadas de extinção. Estamos nos reunindo para criar e mobilizar
conhecimentos.
(Takumã Kuikuro e Paul Heritage.
Le Monde Diplomatique Brasil. 21 de março de 2019, com adaptações.)
Assinale a alternativa em que o termo apresente, no texto, função sintática idêntica à de “da assistência médica indígena”.
a) do conhecimento indígena
b) dos calendários indígenas
c) por barragens hidrelétricas
d) de ensino e pesquisa
e) de tecnologias de realidade virtual e aumentada
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Questão 1262: IDECAN - PEBTT (IF PB)/IF PB/Sociologia/2019
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
TEXTO I PARA A QUESTÃO.
CIDADANIA NO BRASIL
Discorda-se da extensão, profundidade e rapidez do fenômeno, não de sua existência. A internacionalização do sistema capitalista, iniciada há séculos mas muito
acelerada pelos avanços tecnológicos recentes, e a criação de blocos econômicos e políticos têm causado uma redução do poder dos Estados e uma mudança das
identidades nacionais existentes. As várias nações que compunham o antigo império soviético se transformaram em novos Estados-nação. No caso da Europa Ocidental,
os vários Estados-nação se fundem em um grande Estado multinacional. A redução do poder do Estado afeta a natureza dos antigos direitos, sobretudo dos direitos
políticos e sociais.
Se os direitos políticos significam participação no governo, uma diminuição no poder do governo reduz também a relevância do direito de participar. Por outro lado, a
ampliação da competição internacional coloca pressão sobre o custo da mão-de-obra e sobre as finanças estatais, o que acaba afetando o emprego e os gastos do
governo, do qual dependem os direitos sociais. Desse modo, as mudanças recentes têm recolocado em pauta o debate sobre o problema da cidadania, mesmo nos países
em que ele parecia estar razoavelmente resolvido.
Tudo isso mostra a complexidade do problema. O enfrentamento dessa complexidade pode ajudar a identificar melhor as pedras no caminho da construção democrática.
Não ofereço receita da cidadania. Também não escrevo para especialistas. Faço convite a todos os que se preocupam com a democracia para uma viagem pelos
caminhos tortuosos que a cidadania tem seguido no Brasil. Seguindo-lhe o percurso, o eventual companheiro ou companheira de jornada poderá desenvolver visão
própria do problema. Ao fazê-lo, estará exercendo sua cidadania.
(http://www.do.ufgd.edu.br/mariojunior/arquivos/cidadania_brasil.pdf)
No título, o termo “NO BRASIL” trata-se de
a) elemento linguístico que especifica o núcleo nominal “CIDADANIA”.
b)termo restritivo de verbo.
c) indicador de circunstância de lugar ao verbo.
d) elemento que indica enumeração argumentativa ao núcleo “CIDADANIA”.
e) expressão de natureza expletiva.
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Questão 1263: IDECAN - PEBTT (IF PB)/IF PB/Sociologia/2019
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
TEXTO II PARA A QUESTÃO.
FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS
Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo
que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala
comum (*); parece-lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
Ainda sobre a locução “DOS EPITÁFIOS” pode-se afirmar que, sintaticamente, funciona como
a) adjunto adnominal restritivo de “FILOSOFIA”.
b) aposto especificativo de “FILOSOFIA”.
c) complemento nominal de “FILOSOFIA”.
d) adjunto adnominal explicativo de “FILOSOFIA”.
e) aposto explicativo de “FILOSOFIA”.
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Questão 1264: IDECAN - Ass Alu (IF PB)/IF PB/2019
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
Leia o texto abaixo para responder à questão.
ONG confirma segunda morte em conflitos na Venezuela
Segunda vítima é mulher que foi baleada na cabeça, informa o Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS). País enfrenta onda de protestos pró e contra Maduro.
Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/05/02/ong-relata-
morte-de-mais-uma-pessoa-durante-protestos-na-venezuela.ghtml
No excerto do texto “ONG confirma segunda morte em conflitos na Venezuela”, pode-se afirmar que “na Venezuela” refere-se sintaticamente, com base no contexto e no
objetivo da notícia ao
a) signo “ONG”.
b) signo “confirma”.
c) signo “segunda”.
d) conectivo “em”.
e) signo “conflitos”.
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Questão 1265: IDECAN - Sold BM (CBM DF)/CBM DF/Operacional/2017
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
Texto para responder à questão.
*Sobre as paredes internas que restavam, equilibravam-se pontas de vigamento, revestidas de um bolor claro de cinza, tições enormes, apagados. Na atmosfera
luminosa da manhã flutuava o sossego fúnebre que vem no dia seguinte sobre o teatro de um grande desastre.
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Informaram-me de coisas extraordinárias. O incêndio fora propositalmente lançado pelo Américo, que para isso rompera o encanamento do gás no saguão das bacias.
Desaparecera depois do atentado.
Desaparecera igualmente durante o incêndio a senhora do diretor.
Dirigi-me para o terraço de mármore do outão. Lá estava Aristarco, tresnoitado, o infeliz. No jardim continuava a multidão dos basbaques. Algumas famílias
em toilette matinal, passeavam. Em redor do diretor muitos discípulos tinham ficado desde a véspera, inabaláveis e compadecidos. Lá estava, a uma cadeira em que
passara a noite, imóvel, absorto, sujo de cinza como um penitente, o pé direito sobre um monte enorme de carvões, o cotovelo espetado na perna, a grande mão felpuda
envolvendo o queixo, dedos perdidos no bigode branco, sobrolho carregado.
Falavam do incendiário. Imóvel! Contavam que não se achava a senhora. Imóvel! A própria senhora com quem ele contava para o jardim de crianças! Dor veneranda!
Indiferença suprema dos sofrimentos excepcionais! Majestade inerte do cedro fulminado! Ele pertencia ao monopólio da mágoa. O Ateneu devastado! O seu trabalho
perdido, a conquista inapreciável dos seus esforços!... Em paz!... Não era um homem aquilo; era um de profundis.
Lá estava: em roda amontoavam-se figuras torradas de geometria, aparelhos de cosmografia partidos. Enormes cartas murais em tiras, queimadas, enxovalhadas,
vísceras dispersas das lições de anatomia, gravuras quebradas da história santa em quadros, cronologias da história pátria, ilustrações zoológicas, preceitos morais pelo
ladrilho, como ensinamentos perdidos, esferas terrestres contundidas, esferas celestes rachadas; borra, chamusco por cima de tudo: despojos negros da vida, da história,
da crença tradicional, da vegetação de outro tempo, lascas de continentes calcinados, planetas exorbitados de uma astronomia morta, sóis de ouro destronados e
incinerados...
Ele, como um deus caipora, triste, sobre o desastre universal de sua obra.
Aqui suspendo a crônica das saudades. Saudades verdadeiramente? Puras recordações, saudades talvez se ponderarmos que o tempo é a ocasião passageira dos fatos,
mas sobretudo — o funeral para sempre das horas.
(POMPEIA, Raul. O Ateneu: crônica de saudades. 2. ed. São Paulo: FTD, 1992.)
*O texto em análise trata-se do fragmento final do romance “O Ateneu”, que narra os momentos seguintes ao incêndio que destruiu a escola e o estado de desolação de
Aristarco, diretor do Ateneu, diante de tal fato.
Considerando as relações sintáticas estabelecidas entre os termos das orações, pode-se afirmar que dentre os grifados em “Dirigi-me para (I) o terraço de mármore
do outão. (II) Lá estava Aristarco, tresnoitado, o infeliz. (III) No jardim continuava (IV) a multidão dos basbaques.” (4º§), ocorre a mesma classificação
para
a) I, II, III e IV.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
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Questão 1266: IDECAN - Fisc NM (CRO AL)/CRO AL/2017
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
A Colômbia que emociona na tragédia não é de Escobar. É de García Márquez.
Quando o patriarca José Arcadio Buendía morre, uma chuva de pétalas amarelas cai sobre Macondo. Foi com as flores e a delicadeza do realismo fantástico de Gabriel
García Márquez que a Colômbia disse adeus à Chapecoense. Em uma espécie de catarse coletiva que emocionou o mundo, 45 mil pessoas reunidas para chorar uma
tragédia que não era sua formaram muito mais que um estádio lotado. A homenagem às vítimas da última quarta, na casa do Atlético Nacional, exibiu um país solidário,
que soube dar seu melhor durante os piores dos dias.
Macondo, a cidade criada por García Márquez no clássico “Cem anos de solidão”, não é Medellín, embora ambas estejam cercadas por montanhas. Só que a descrição de
uma Colômbia fictícia, que mistura sofrimento e alegria, e onde coisas mágicas podem acontecer, combina muito mais com a realidade do que a dureza de “plata o
plomo” que a história de Pablo Escobar pode oferecer.
A Colômbia da cultura pop e do imaginário coletivo nem sempre é a alegria incontida de Shakira. Por vezes, ela é a lembrança da violência na voz de uma personagem
de Sofia Vergara. Ou a dureza da morte de Andrés Escobar por um gol contra em uma Copa do Mundo. Narcos, nos últimos anos, recolocou o país, e Medellín em
especial, em uma espiral de negatividade, relembrando a histórica relação da região com o narcotráfico.
Não foi esse país triste e sofrido que abraçou as dores pelos 71 mortos de uma das maiores tragédias da história do esporte mundial. Medellín, desde a última terça, é só
cuidado e carinho. Camisas nas ruas, fitas verdes nas lapelas e recados carinhosos na parede de hotéis e lojas, todos relembrando a tragédia, dão o tom de solidariedade
que tocou até quem nunca pisou na cidade antes.
A cerimônia da última quarta mostrou uma multidão de branco, cantando e chorando um time distante, até então quase desconhecido. Um Atlético Nacional, que em
1989 foi acusadode ganhar sua primeira Libertadores comprando juízes com dinheiro do narcotráfico, abriu mão de um título pelo rival que se foi. Uma população
mobilizando mais de 200 pessoas em um espaço de horas, de forma voluntária, para dar conforto e cuidado aos familiares que quisessem dar seu último adeus aos entes
queridos.
Quando os discursos no estádio Atanásio Girardot se encerraram, um helicóptero de resgate sobrevoou a multidão. Com as luzes apagadas, o veículo que foi usado nas
buscas pelos corpos atirou pétalas roxas, vermelhas e brancas ao ar. Como no realismo fantástico de García Márquez, a tragédia por vezes é um rito de passagem
marcado pela mágica. Mas quem duvidaria da verossimilhança de uma chuva de flores na semana em que um avião de sonhos caiu do céu?
O sofrimento não desaparece. A Colômbia de Escobar se faz lembrar, com favelas, pobreza e violência. Só que não é assim que ela é apresentada a quem, por função ou
opção, decide conhecê-la. “Aqui é um lugar perigoso. O perigo é você querer ficar”, “apresenta” o taxista.
“As estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra”. O que a Colômbia e García Márquez ensinam, no entanto, é que
beleza e bondade podem se sobrepor à dor nos momentos mais difíceis.
(PEREIRA, F. e FRANCE SCHINI, G. Disponível em: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/12/02/a-colombia-que-emociona-natragedia-nao-e-de-escobar-e-de-garcia-marquez.htm.)
“Macondo, a cidade criada por García Márquez no clássico ‘Cem anos de solidão’, não é Medellín, embora ambas estejam cercadas por montanhas.” (3º§) O trecho
sublinhado trata-se de:
a) Aposto.
b) Vocativo.
c) Objeto direto.
d) Adjunto adverbial.
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29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Questão 1267: IDECAN - Tec Con (CM Cel Fabr/CM Cel Fabriciano/2017
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
A Terra e o homem unidos pelo bem e pelo mal, pela saúde e pela doença
De uma ou de outra forma, todos nos sentimos doentes física, psíquica e espiritualmente. O sofrimento, o desamparo, a tristeza e a decepção afetam grande parte da
humanidade. Já o dissemos: da recessão econômica passamos à depressão psicológica. A causa principal deriva da intrínseca relação existente entre o ser humano e a
Terra viva. Entre ambos vigora um envolvimento recíproco.
Nossa presença na Terra é agressiva, movemos uma guerra total a Gaia, atacando-a em todas as frentes. A consequência é que a Terra fica doente. Ela o mostra pela
febre do aquecimento global(b), que não é uma doença, mas aponta para uma doença: a incapacidade de continuar a nos oferecer tudo que precisamos. No dia 2 de
setembro de 2017, ocorreu a sobrecarga da Terra(c); vale dizer, as reservas do planeta chegaram ao fundo do poço. Entramos no vermelho. Para termos o necessário e,
pior, para mantermos o consumo suntuário e o desperdício dos países ricos, devemos arrancar à força os bens naturais. Até quando a Terra aguenta? Teremos menos
água, menos nutrientes, menos safras e demais itens indispensáveis à vida.
Nós que, consoante à nova cosmologia, formamos uma grande unidade, uma entidade única com a Terra, participamos da doença dela. Pela agressão aos ecossistemas e
pelo consumismo, pela falta de cuidado com a vida e com a biodiversidade, adoecemos a Terra.
Isaac Asimov escreveu um artigo, em 1982, por ocasião da celebração dos 25 anos do lançamento do Sputnik, que inaugurou a era espacial. O primeiro legado, disse
ele, é a percepção de que, na perspectiva das naves espaciais, a Terra e a humanidade formam uma única entidade, vale dizer, um único ser, complexo, diverso,
contraditório e dinâmico, chamado pelo cientista James Lovelock de “Gaia”. Somos aquela porção da Terra que sente, pensa, ama e cuida.
O segundo legado é a irrupção da consciência planetária: Terra e humanidade possuem um destino comum. O que se passa num se passa também no outro. Adoece a
Terra, adoece o ser humano(a); adoece o ser humano, adoece também a Terra. Estamos unidos pelo bem e pelo mal.
Segundo Ilya Prigogine, prêmio Nobel de Química, a Terra viva desenvolveu estruturas que dissipam a entropia (perda de energia). Elas metabolizam a desordem e o
caos do meio ambiente, de sorte que surgem novas ordens e estruturas, produzindo sintropia (acumulação de energia).
O que é desordem para um serve de ordem para outro. É por meio de um equilíbrio precário entre ordem e desordem que a vida se mantém. A desordem obriga a criar
novas formas de ordem, mais altas e complexas, com menos dissipação de energia. A partir dessa lógica, o universo caminha para formas cada vez mais complexas de
vida e, assim, para uma redução da entropia (desgaste de energia).
Em nível humano e espiritual, se originam formas de relação e de vida nas quais predomina a sintropia (economia de energia) sobre a entropia (desgaste de energia). A
solidariedade, o amor, o pensamento e a comunicação são energias fortíssimas, com escasso nível de entropia e alto nível de sintropia. Nessa perspectiva, temos pela
frente não a morte térmica, mas a transfiguração do processo cosmogênico se revelando em ordens supremamente ordenadas, criativas e vitais.
Quanto mais nossas relações para com a natureza forem amigáveis e cooperativas, mais a Terra se vitaliza(d). A Terra saudável nos faz também saudáveis.
(BOFF, Leonardo. http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/leonardo-boff/a-terra-e-o-homem-unidos-pelo-bem-e-pelo-mal-pela-sa%C3%
BAde-e-pela-doen%C3%A7a-1.1538421. Acesso em: 06/11/2017.)
Quanto à função que o trecho sublinhado exerce no período, assinale a alternativa correta.
a) “Adoece a Terra, adoece o ser humano;...” (5º§) / complemento nominal
b) “Ela o mostra pela febre do aquecimento global,...” (2º§) / adjunto adverbial
c) “No dia 2 de setembro de 2017, ocorreu a sobrecarga da Terra;...” (2º§) / objeto indireto
d) “Quanto mais nossas relações para com a natureza forem amigáveis e cooperativas, mais a Terra se vitaliza.” (9º§) / objeto indireto
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Questão 1268: IDECAN - Sold (CBM RN)/CBM RN/2017
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
Texto para responder a questão abaixo.
Admirável mundo novo
[...] O D.I.C. (Diretor de Incubação e Condicionamento) e seus alunos entraram no elevador mais próximo e foram levados ao quinto andar(a).
Berçários. Salas de Condicionamento Neopavloviano, indicava o painel de avisos(d).
O Diretor abriu uma porta. Entraram num vasto cômodo nu, muito claro e ensolarado, pois toda a parede do lado sul era constituída por uma única janela. Meia dúzia de
enfermeiras, com as calças e jaquetas do uniforme regulamentar de linho branco de viscose, os cabelos assepticamente cobertos por toucas brancas, estavam ocupadas
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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em dispor vasos com rosas sobre o assoalho, numa longa fila, de uma extremidade à outra do cômodo. Grandes vasos, apinhados de flores. Milhares de pétalas,
amplamente desabrochadas e de uma sedosa maciez, semelhantes às faces de inumeráveis pequenos querubins [...].
As enfermeiras perfilaram-se ao entrar o D.I.C.
– Coloquem os livros – disse ele, secamente(c).
Em silêncio, elas obedeceram à ordem(b). Entre os vasos de rosas, os livros foram devidamente dispostos – uma fileira de livros infantis, cada um aberto, de modo
convidativo, em alguma gravura agradavelmente colorida, de animal, peixe ou pássaro.
– Agora, tragam as crianças.
Elas saíram apressadamente da sala e voltaram ao cabo de um ou dois minutos,cada qual empurrando uma espécie de carrinho, onde, nas suas quatro prateleiras de
tela metálica, vinham bebês de oito meses, todos exatamente iguais (um Grupo Bokanovsky, evidentemente) e todos (já que pertenciam à casta Delta) vestidos de cáqui.
– Ponham as crianças no chão.
Os bebês foram descarregados.
– Agora, virem-nas de modo que possam ver as flores e os livros.
Virados, os bebês calaram-se imediatamente, depois começaram a engatinhar na direção daquelas massas de cores brilhantes, daquelas formas tão alegres e tão vivas
nas páginas brancas. Enquanto se aproximavam, o sol ressurgiu de um eclipse momentâneo atrás de uma nuvem. As rosas fulgiram como sob o efeito de uma súbita
paixão interna; uma energia nova e profunda pareceu espalhar-se sobre as páginas reluzentes dos livros. Das filas de bebês que se arrastavam engatinhando, elevaram-
se gritinhos de excitação, murmúrios e gorgolejos de prazer.
O Diretor esfregou as mãos.
– Excelente! – comentou. – Até parece que foi feito de encomenda.
[...] O Diretor esperou que todos estivessem alegremente entretidos. Depois disse:
– Observem bem. – E, levantando a mão, deu o sinal.
A Enfermeira-Chefe, que se encontrava junto a um quadro de ligações na outra extremidade da sala, baixou uma pequena alavanca.
Houve uma explosão violenta. Aguda, cada vez mais aguda, uma sirene apitou. Campainhas de alarme tilintaram, enlouquecedoras.
As crianças sobressaltaram-se, berraram; suas fisionomias estavam contorcidas pelo terror.
– E agora – gritou o D.I.C. (pois o barulho era ensurdecedor) – agora vamos gravar mais profundamente a lição por meio de um ligeiro choque elétrico.
Agitou de novo a mão, e a Enfermeira-Chefe baixou uma segunda alavanca. Os gritos das crianças mudaram subitamente de tom. Havia algo de desesperado, de quase
demente, nos urros agudos e espasmódicos que elas então soltaram. Seus pequenos corpos contraíam-se e retesavam-se; seus membros agitavam-se em movimentos
convulsivos, como puxados por fios invisíveis.
– Nós podemos eletrificar todo aquele lado do assoalho – berrou o Diretor para explicar-se. – Mas isso basta — continuou, fazendo um sinal à enfermeira.
As explosões cessaram, as campainhas pararam de soar, o ganido da sirene foi baixando de tom até silenciar. Os corpos rigidamente contraídos distenderam-se; o que
antes fora o soluço e o ganido de pequenos candidatos à loucura expandiu-se novamente no berreiro normal do terror comum.
– Ofereçam-lhes de novo as flores e os livros.
As enfermeiras obedeceram; mas, à aproximação das rosas, à simples visão das imagens alegremente coloridas do gatinho, do galo que faz cocorocó e do carneiro que
faz bé, bé, as crianças recuaram horrorizadas; seus berros recrudesceram subitamente.
[...]
– Elas crescerão com o que os psicólogos chamavam um ódio “instintivo” aos livros e às flores. Reflexos inalteravelmente condicionados. Ficarão protegidas contra os
livros e a botânica por toda a vida. – O Diretor voltou-se para as enfermeiras. – Podem levá-las.
Sempre gritando, os bebês de cáqui foram colocados nos seus carrinhos e levados para fora da sala, deixando atrás de si um cheiro de leite azedo e um agradabilíssimo
silêncio.
Um dos estudantes levantou a mão. Embora compreendesse perfeitamente que não se podia permitir que pessoas de casta inferior desperdiçassem o tempo da
Comunidade com livros e que havia sempre o perigo de lerem coisas que provocassem o indesejável descondicionamento de algum de seus reflexos... enfim, ele não
conseguia entender o referente às flores. Por que se dar ao trabalho de tornar psicologicamente impossível aos Deltas o amor às flores?
[...]
– [...] As flores do campo e as paisagens, advertiu, têm um grave defeito: são gratuitas. O amor à natureza não estimula a atividade de nenhuma fábrica. Decidiu-se que
era preciso aboli-lo, pelo menos nas classes baixas [...].
(Aldous Huxley. Admirável mundo novo. São Paulo: Globo, 2001. Fragmento.)
No plano da sintaxe, as funções sintáticas de termos e expressões destacados foram corretamente identificadas em, EXCETO:
a) “foram levados ao quinto andar.” (1º§) / complemento nominal
b) “Em silêncio, elas obedeceram à ordem.” (6º§) / adjunto adverbial
c) “– Coloquem os livros – disse ele, secamente.” (5º§) / objeto direto
d) “Neopavloviano, indicava o painel de avisos.” (2º§) / sujeito simples
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Questão 1269: IDECAN - CI (CM Natividade)/CM Natividade (RJ)/2017
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/24246847/imprimir 43/128
Texto para responder à questão.
Revoluções tecnológicas e transformações subjetivas
Todos reconhecemos que inovações tecnológicas dos mais variados tipos introduzem transformações em nossas vidas. Além das transformações que presenciamos em
primeira mão, somos capazes de ter acesso a inúmeras outras quando estabelecemos contato, por meio de relatos dos mais velhos, livros, filmes, viagens etc., com os
modos de vida de épocas e lugares em que uma ou outra tecnologia ainda era desconhecida. Esse tipo de contato com o antes de determinada tecnologia, torna fácil
perceber as transformações por ela geradas no depois.
Quem não sabe que, antes da energia elétrica, a família se reunia ao redor do piano? Quem desconhece que, depois da energia elétrica, o piano foi substituído pelo rádio
e, ainda mais recentemente, pela televisão? Alguém que tenha uma geladeira que já parou de funcionar pode desconhecer as transformações que este eletrodoméstico
gerou na nossa relação com o mercado de suprimentos? Quantos de nós, acostumados que estamos às calculadoras de bolso, ainda sabemos fazer contas de cabeça ou
na ponta do lápis?
Não parece haver dúvidas de que nossos comportamentos e hábitos podem sofrer alterações em função do desenvolvimento de novas tecnologias. O difícil é perceber
que algumas tecnologias têm impactos bem mais profundos sobre os seres humanos que a elas são expostos, chegando mesmo, embora em raros casos, a gerar
transformações internas radicais. Em outras palavras, embora seja fácil detectar que novas tecnologias têm o poder de alterar nossos hábitos e nossas formas de agir, é
bem mais difícil registrar que algumas tecnologias também podem alterar radicalmente nossos modos de ser (como pensamos, como percebemos e organizamos o
mundo externo e interno, como nos relacionamos com os outros e com nós mesmos, como sentimos, etc.).
(Ana Maira Nicolaci da Costa. Revoluções tecnológicas e transformações subjetivas. Psicologia; Teoria e Pesquisa, Brasília, v. 18, n: 2, 2002.)
A partir do conhecimento sobre as várias funções sintáticas que os termos podem exercer nas orações, assinale, a seguir, a alternativa cujo termo em destaque apresenta
função que pode também ser identificada através do destacado em “transformações em nossas vidas” (1º§).
a) “ter acesso a inúmeras outras” (1º§)
b) “as transformações por ela geradas” (1º§)
c) “a família se reunia ao redor do piano?” (2º§)
d) “ainda sabemos fazer contas de cabeça” (2º§)
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Questão 1270: IDECAN - ACE (Pref T Ananias)/Pref Tenente Ananias/2017
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
Do que são feitos os heróis?
A ciência ainda tateia para entender o que determina ações repletas de altruísmo e coragem.
Neste mês (02/2015), comemoram-se 70 anos do fim do Holocausto, o que nos faz lembrar não só as atrocidades cometidas pelos nazistas como os heróis que se
arriscaram para salvar o próximo. Por que em momentos tão perigosos surgem heróis? O herói, frequentemente, ao explicar por que retirou uma vítima de automóvel em
chamas ou um barco que afundava, dá a mesma resposta:agiu “sem pensar”.
Em editorial da New Scientist, Michael Bond cita estudos feitos com esses “heróis da vida diária” para entender o que têm em comum. O presidente da
Fundação Carnegie Hero Fund Commission, que homenageia quem arrisca a vida para salvar os outros, repete seu fundador, afirmando que o heroísmo é um impulso.
Agora, pesquisadores buscam entender como ativá-lo.
O sociólogo Samuel Oliner, que na infância foi salvo do nazismo ao ser escondido por uma amiga da família, passou a vida pesquisando por que alguém ajudaria o outro
sem pensar em si próprio. Altruísmo é uma evolução adaptativa de comportamento, pois os grupos onde ele existe tendem a ser mais bem-sucedidos.
Oliner entrevistou 406 pessoas que se arriscaram para salvar judeus durante a Segunda Guerra, e outras 72 que simplesmente viveram na Europa nesse período. Os
“heróis” mostraram-se mais empáticos e compartilhavam valores de justiça, compaixão e responsabilidade pelo próximo, conceitos que declararam ter aprendido com os
pais. Também eram mais tolerantes com as diferenças, considerando como seu grupo toda a humanidade.
Para Kristen Monroe, da Universidade da Califórnia, que estudou a psicologia dos heróis do Holocausto, “onde a maioria das pessoas vê um estranho, o altruísta vê um
amigo em necessidade”. O altruísta tende a ser constante em seus atos. David Rand, de Yale, que estuda jogos de cooperação, descobriu que quem costuma cooperar
em um tipo de jogo tende a cooperar em todos, mesmo sem receber benefícios.
Que motivadores tornam as pessoas altruístas ainda está por ser descoberto, mas o que se sabe é que altruístas têm maior senso de igualdade e são influenciados pelo
comportamento dos pais. Ou seja, há um componente biológico hereditário e um componente adquirido. Altruístas têm uma região do cérebro, a amígdala do lado
direito, maior que o normal. Essa região reconhece faces com expressão de medo. Ou seja, tais pessoas conseguem reconhecer e responder mais rápido ao desespero
alheio, ao contrário dos psicopatas, que possuem amígdalas menores. No entanto, ser altruísta é condição necessária, mas não única, para se tornar herói, o qual em
potencial precisa também ter uma personalidade que assume riscos.
O heroísmo do dia a dia é difícil de ser estudado, pois é raro. A Fundação Garnegie, em seus 110 anos, condecorou apenas 10 mil deles. Uma saída seria estudar os
heróis de guerra. Mas esses são diversos, pois os atos heroicos são inspirados mais por lealdade aos companheiros do que por altruísmo. Estudo feito com 283 soldados
israelenses que receberam medalhas pela guerra do Yom Kippur não encontrou características de personalidade diferentes.
Heróis podem também ser forjados. Experiências no início da vida que trazem mais responsabilidades, como a morte de um dos pais ou ser filho mais velho de família
grande, aumentam o senso de preocupação com o próximo. Por isso, Oliner propõe que atos de altruísmo sejam discutidos nos primeiros anos escolares, para que seja
forjada uma personalidade altruística. Para o neurologista Silas Weir, que há mais de um século motivou seu amigo Carnegie a instituir o prêmio, “o Homem em situações
de emergência é um fantoche do seu passado, que subitamente puxa as cordas e determina a ação”.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/24246847/imprimir 44/128
(TUMA, Rogério. Publicado em 04/02/2015. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/revista/835/do-que-sao-feitos-os-herois-568.html.
Acesso em: 20/01/2017.)
“Altruístas têm uma região do cérebro, a amígdala do lado direito, maior que o normal.” (6º§) O trecho sublinhado trata-se de um aposto
a) explicativo.
b) resumitivo.
c) enumerativo.
d) especificativo.
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Questão 1271: IDECAN - Aux (CM Mat Lemes)/CM Mat Leme/Administrativo/2016
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
Salário baixo faz carreira de professor virar opção passageira
No Brasil, a carreira de professor está se tornando uma passagem, um momento de transição para outras funções. O profissional fica no magistério somente até
conseguir um cargo mais bem remunerado e provavelmente menos estressante.
Prova disso é que 25% dos docentes brasileiros têm menos de 30 anos e apenas 12% estão com idade acima de 50, bem diferente do que ocorre em outros países. Aqui,
o professor ingressa no magistério ainda jovem, mas em poucos anos, deixa de ver perspectivas.
A baixa remuneração é a gota d’água num contexto desastroso, que combina elementos como superlotação das salas de aula, aumento da indisciplina e do desrespeito
pelos mestres, indiferença das famílias e desprestígio social da profissão, falta de estrutura e de recursos nas escolas e o próprio despreparo dos professores para lidar
com os desafios educativos de hoje.
Esse quadro tem como primeira consequência o chamado “mal-estar docente”: cada vez mais professores adoecem com problemas psicológicos associados a estresse,
exaustão emocional, depressão, cansaço crônico e frustração.
A categoria está entre as mais sensíveis à síndrome de Burnout. São profissionais que entram na educação movidos pelo desejo de mudança social e lidam diariamente
com o desalinhamento entre o sonho e a impossibilidade de alcançá-lo, entre a impotência diante do sistema de ensino e a cobrança da sociedade.
Por exemplo, no Distrito Federal, só no primeiro semestre de 2014, foram emitidos 16,4 mil atestados médicos para professores da rede pública – o que significa mais da
metade dos 32 mil concursados. Esses dados se repetem pelos estados e municípios brasileiros.
A segunda consequência é a perda de talentos, uma vez que muitos dos profissionais acabam aceitando propostas de trabalho em outras áreas.
No Brasil, faltam 150 mil professores em disciplinas como química, biologia, física e matemática. No total, estima-se que haja carência de 300 a 400 mil professores nas
salas de aula. A solução para que os alunos não fiquem sem fazer nada é recorrer a profissionais sem a devida formação. De acordo com o Censo Escolar 2013, o Brasil
tem quase meio milhão de professores ativos sem diploma de graduação, o que equivale a 21,9% do total de 2 milhões de docentes.
Esse cenário funciona como barreira de entrada para novos talentos. Uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas mostrou que apenas 2% dos jovens brasileiros querem
ser professores. É justamente o oposto do que ocorre na Coreia do Sul, país que lidera os rankings da educação, onde a profissão é tão disputada que fica restrita aos
jovens que mais se destacam nos estudos. É extremamente preocupante constatar que muitos dos calouros brasileiros que optam pela carreira de professor são aqueles
que não teriam chance de cursar o ensino superior em outras áreas.
(Andrea Ramal. Disponível em: http://g1.globo.com/educacao/blog/
andrea-ramal/autor/andrea-ramal/2.html. Acesso em: 13/08/2015.)
“É justamente o oposto do que ocorre na Coreia do Sul, país que lidera os rankings da educação, onde a profissão é tão disputada que fica restrita aos jovens que mais
se destacam nos estudos.”
(9º§) O trecho sublinhado exerce a função de:
a) Objeto.
b) Aposto.
c) Advérbio.
d) Predicado.
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Questão 1272: IDECAN - Of SA (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Auxiliar Administrativo/2016
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
O faraó da intolerância
Individualmente, quase todos temos nossos faraós. Pode ser um chefe abusivo, um trabalho
massacrante, uma relação mal resolvida ou uma dívida impagável.
Até hoje, os judeus estão celebrando a festa de Pessach e relembrando os épicos acontecimentos que resultaram no Êxodo do Egito. Apesar de terem ocorrido há mais
de 3.500 anos, manda a tradiçãojudaica que devemos nos lembrar dos tempos de escravidão como se nós mesmos tivéssemos sido libertados.
Um costume nesta época é cada um perguntar-se: qual é o meu faraó? Ao fazermos esta reflexão, buscamos identificar quem ou o que está nos mantendo presos e
estagnados e nos impedindo de avançar e progredir.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/24246847/imprimir 45/128
Individualmente, quase todos temos nossos faraós. Pode ser um chefe abusivo, um trabalho massacrante, uma relação mal resolvida ou uma dívida impagável. A
dependência de drogas e do álcool e o medo do sucesso e do fracasso também nos mantêm cativos. Coletivamente, empresas, comunidades e sociedades inteiras podem
igualmente estar sob jugo de faraós que não os deixam alcançar seu potencial.
Atualmente, os brasileiros são vítimas de um déspota mais cruel que o próprio Ramsés, o faraó da intolerância. Éramos livres e, aos poucos, tornamo-nos seus escravos.
Deixamos que ele ditasse a forma como nos relacionamos com pessoas de diferentes etnias, religiões, orientações e posições políticas.
Nós, judeus, sabemos bem aonde a intolerância pode levar uma sociedade. Fomos e continuamos a ser uma de suas maiores vítimas e estaremos sempre engajados no
seu combate. É perturbador notar como ela passa a dominar as emoções, palavras e ações de pessoas à nossa volta. É triste ver como ela impede a união de que o Brasil
tanto precisa para vencer seus imensos desafios.
Estamos vivendo no cativeiro da intolerância. Precisamos nos libertar. Assim como fez Moisés em Êxodo 9-1, chegou a hora de encararmos esse faraó de frente e exigir:
“Deixe meu povo ir!”
Esta não será uma luta fácil, nem rápida. O faraó da intolerância fará de tudo para nos manter sob seu domínio. Como os hebreus no Egito, temos de perseverar. Uma,
duas, dez vezes se necessário, vamos mostrar a ele nossa determinação de voltar a ser o que sempre fomos: um povo gentil, cordial e, acima de tudo, tolerante.
(Paulo Maltz. Disponível em: http://oglobo.
globo.com/opiniao/o-farao-da-intolerancia-19200936#ixzz47PW1LYXI.)
Quanto à análise sintática, assinale a alternativa em que o termo sublinhado está INCORRETAMENTE relacionado.
a) “... os brasileiros são vítimas de um déspota...” predicativo
b) “... os judeus estão celebrando a festa de Pessach...” sujeito
c) “Nós, judeus, sabemos bem aonde a intolerância pode levar uma sociedade.” vocativo
d) “A dependência de drogas e do álcool e o medo do sucesso e do fracasso também nos mantêm cativos.” complemento nominal
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Questão 1273: IDECAN - Of SA (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Auxiliar de Secretaria/2016
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
Nossa cultura conferiu valor absoluto ao espírito científico
A nossa cultura, a partir do chamado Século das Luzes (1715-1789), aplicou de forma rigorosa a compreensão de René Descartes (1596-1650) de que o ser humano é
“senhor e mestre” da natureza, podendo dispor dela ao seu bel-prazer. Conferiu um valor absoluto à razão e ao espírito científico.
Com isso, se fecharam muitas janelas do espírito que permitem também um conhecimento, sem necessariamente passar pelos cânones racionais. O que mais foi
marginalizado e até difamado foi o coração, órgão da sensibilidade e do universo das emoções, sob o pretexto de que ele atrapalharia “as ideias claras e distintas”
(Descartes) do olhar científico. Assim surgiu um saber sem coração, mas funcional ao projeto da modernidade, que era – e continua sendo – o de fazer do saber um
poder como forma de dominação da natureza, dos povos e das culturas.
Curiosamente, toda a epistemologia moderna, que incorpora a mecânica quântica, a nova antropologia, a filosofia fenomenológica e a psicologia analítica, tem mostrado
que todo conhecimento vem impregnado das emoções do sujeito e que sujeito e objeto estão indissoluvelmente vinculados, às vezes por interesses escusos (J.
Habermas).
Foi a partir de tais constatações e com a experiência desapiedada das guerras modernas que se pensou no resgate do coração. Finalmente, é nele que reside o amor, a
simpatia, a compaixão, o sentido de respeito, base da dignidade humana e dos direitos inalienáveis.
Isso que nos parece novo e uma conquista – os direitos do coração – era o eixo da grandiosa cultura maia na América Central, particularmente na Guatemala. Como não
passaram pela circuncisão da razão moderna, guardaram fielmente suas tradições, que provêm dos avós, ao largo das gerações.
Participei várias vezes de celebrações maias, sempre ao redor do fogo. Começam invocando o coração dos ventos, das montanhas, das águas, das árvores e dos
ancestrais. Fazem suas invocações no meio de um incenso nativo perfumado e produtor de muita fumaça.
Ouvindo-os falar das energias da natureza e do universo, parecia-me que sua cosmovisão era muito afim, guardadas as diferenças de linguagem, da física quântica. Tudo
para eles é energia e movimento entre a formação e a desintegração que conferem dinamismo ao universo. Eram exímios matemáticos e haviam inventado o número
zero. Seus cálculos do curso das estrelas se aproximam em muito aos que alcançamos com os modernos telescópios.
Dizem que tudo o que existe nasceu do encontro amoroso de dois corações, o do céu e o da Terra, que é um ser vivo que sente, intui, vibra e inspira os seres humanos.
Estes são os “filhos ilustres, indagadores e buscadores da existência”, afirmações que nos lembram Martin Heidegger.
A essência do ser humano é o coração, que deve ser cuidado para ser afável, compreensivo e amoroso. Toda a educação que se prolonga ao largo da vida é para cultivar
a dimensão do coração. Os irmãos de La Salle mantêm, na capital guatemalteca, um imenso colégio, onde jovens maias vivem na forma de internato bilíngue, no qual se
recupera e sistematiza a cosmovisão maia, ao mesmo tempo em que assimilam e combinam saberes ancestrais com os modernos saberes, especialmente os ligados à
agricultura e a relações respeitosas com a natureza.
Apraz-me concluir com um texto que uma mulher sábia me repassou no fim de um encontro com indígenas maias. “Quando tens que escolher entre dois caminhos,
pergunta-te qual deles tem coração. Quem escolhe o caminho do coração, jamais se equivocará.” (Popol Vuh)
(Leonardo Boff. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/
leonardo-boff/nossa-cultura-conferiu-valor-absoluto-aoesp% C3%ADrito-cient%C3%ADfico-1.1238115. Acesso em: 19/05/2016.)
“O que mais foi marginalizado e até difamado foi o coração, órgão da sensibilidade e do universo das emoções, sob o pretexto de que ele atrapalharia ‘as ideias claras e
distintas’ (Descartes) do olhar científico.” Sobre o trecho sublinhado, é correto afirmar que
a) resume uma informação dada anteriormente.
b) retoma um termo já mencionado através de uma explicação.
c) enumera características sobre um termo que será mencionado.
d) caracteriza o termo anterior por meio de uma comparação com outro elemento.
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Questão 1274: IDECAN - AAd (Pref Conquista)/Pref Conquista/CRAS/2016
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
O faraó da intolerância
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/24246847/imprimir 46/128
Individualmente, quase todos temos nossos faraós. Pode ser um chefe abusivo, um trabalho
massacrante, uma relação mal resolvida ou uma dívida impagável.
Até hoje, os judeus estão celebrando a festa de Pessach e relembrando os épicos acontecimentos que resultaram no Êxodo do Egito. Apesar de terem ocorrido há mais
de 3.500 anos, manda a tradição judaica que devemos nos lembrar dos tempos de escravidãocomo se nós mesmos tivéssemos sido libertados.
Um costume nesta época é cada um perguntar-se: qual é o meu faraó? Ao fazermos esta reflexão, buscamos identificar quem ou o que está nos mantendo presos e
estagnados e nos impedindo de avançar e progredir.
Individualmente, quase todos temos nossos faraós. Pode ser um chefe abusivo, um trabalho massacrante, uma relação mal resolvida ou uma dívida impagável. A
dependência de drogas e do álcool e o medo do sucesso e do fracasso também nos mantêm cativos. Coletivamente, empresas, comunidades e sociedades inteiras podem
igualmente estar sob jugo de faraós que não os deixam alcançar seu potencial.
Atualmente, os brasileiros são vítimas de um déspota mais cruel que o próprio Ramsés, o faraó da intolerância. Éramos livres e, aos poucos, tornamo-nos seus escravos.
Deixamos que ele ditasse a forma como nos relacionamos com pessoas de diferentes etnias, religiões, orientações e posições políticas.
Nós, judeus, sabemos bem aonde a intolerância pode levar uma sociedade. Fomos e continuamos a ser uma de suas maiores vítimas e estaremos sempre engajados no
seu combate. É perturbador notar como ela passa a dominar as emoções, palavras e ações de pessoas à nossa volta. É triste ver como ela impede a união de que o Brasil
tanto precisa para vencer seus imensos desafios.
Estamos vivendo no cativeiro da intolerância. Precisamos nos libertar. Assim como fez Moisés em Êxodo 9-1, chegou a hora de encararmos esse faraó de frente e exigir:
“Deixe meu povo ir!”
Esta não será uma luta fácil, nem rápida. O faraó da intolerância fará de tudo para nos manter sob seu domínio. Como os hebreus no Egito, temos de perseverar. Uma,
duas, dez vezes se necessário, vamos mostrar a ele nossa determinação de voltar a ser o que sempre fomos: um povo gentil, cordial e, acima de tudo, tolerante.
(Paulo Maltz. Disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/o-farao-da-intolerancia-19200936#ixzz47PW1LYXI.)
“Atualmente, os brasileiros são vítimas de um déspota mais cruel que o próprio Ramsés, o faraó da intolerância.” (4º§) O trecho sublinhado exprime a ideia de
a) conclusão.
b) explicação.
c) retomada.
d) comparação.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1037195
Questão 1275: IDECAN - Prof (Pref Apiacá)/Pref Apiacá/Atendimento Especializado/2016
Assunto: Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto). Vocativo
Redes sociais são “megafone” para desabafar e reforçar ego dos internautas
Madri, 19 jul (Efe). – Inerente ao ser humano, o ato de reclamar encontrou no imediatismo e na simplicidade das redes sociais um novo lar, que oferece ao internauta um
“megafone” para desabafar e reforçar seu ego.
As redes sociais, especialmente o Twitter, se tornaram um canal de insatisfações e frustrações. Mas, será que reclamamos mais do que antes com as redes sociais? A
frieza do meio estimula o protesto e a crítica? Por que o ser humano usa a internet como um microfone inclusive para propagar mensagens destrutivas?
A Agência Efe conversou com o filósofo Jesús Mosterín, com os psicólogos Javier Jiménez e Fabrizio Ferri, e com o Twitter para tentar compreender o fenômeno das
reclamações nas redes sociais.
Mosterín destacou que “vivemos tempos de muita democracia e pouca tecnocracia”, que nas redes sociais qualquer cidadão pode se expressar em igualdade de condições
com o maior analista em um assunto.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/24246847/imprimir 47/128
De acordo com o filósofo, reclamar nas redes sociais “não serve para conhecer a realidade, mas para se expressar, para tirar o que temos dentro de nós e sentir que não
somos coibidos”.
O psicólogo Javier Jiménez, especialista em medição psicológica que trabalhou para a universidade de Cambridge, explica que a principal função dessa reclamação é o
reconhecimento social e um pedido de apoio.
“A queixa, vista como manifestação da insatisfação, sempre existiu. Mas o que há agora é uma barreira muito mais baixa para que essa reclamação chegue aos demais. A
tecnologia facilita muito”, segundo o psicólogo Fabrizio Ferri, especialista em novas tecnologias.
Segundo Ferri, as redes sociais podem ser comparadas, em parte, com uma máquina caça-níqueis, pois pode “significar uma grande recompensa para uma conduta que
custou muito pouco, então se torna algo quase viciante.
Atenção recebida, e às vezes inesperada, muitas vezes recompensa o pequeno esforço feito”.
Muitas vezes, a crítica fácil, a desqualificação e a reclamação são movidas pelo que Mosterín denomina de “um concurso de popularidade”. “Há pessoas que, quando
chegam a um determinado número de seguidores, sentem seu ego alimentado e se sentem aptos para fazer uma queixa, inclusive agressiva, sem reparos”, relatou Ferri.
Mosterín concorda com Ferri ao dizer que o ser humano sempre gostou de se queixar, mas antes fazia em “voz baixa” para evitar que “cortassem sua cabeça”. “A
primeira coisa que as crianças pequenas fazem, antes de serem influenciadas pela cultura em que vivem, é se queixar. Não acho que as pessoas reclamem mais agora,
no sentido de terem mais motivos de queixa, mas agora é mais fácil de serem vistas e ouvidas”, analisou.
Os especialistas ressaltaram que as redes sociais e outras ferramentas, como o “e-mail”, são frias. Segundo eles, é difícil sentir empatia em relação a textos e imagens. A
falta de contexto, para Ferri, dificulta a empatia e faz com que a comunicação seja muito mais agressiva e ofensiva. “Temos a tendência de acreditar que as pessoas são
melhores do que são”, ressaltou.
O Facebook é a rede social com mais usuários do mundo, mas é mais comum recorrer ao Twitter para reclamar.
Para Jiménez, isso ocorre porque as mensagens no Twitter são acessíveis para qualquer um, enquanto no Facebook os usuários costumam ter contas privadas.
Ferri enfatizou como qualidades do Twitter o imediatismo, a concisão (as mensagens se limitam a 140 caracteres) e a simplicidade de uso. Além disso, não é possível
controlar nem ocultar os tweets.
“Se você observa um pensamento no Twitter, este passa a fazer parte de um fluxo de pensamento único sobre esse tema, que qualquer um pode acessar”, disse. Fontes
do Twitter afirmaram que, “em geral”, a experiência na rede é “amável”. Nos últimos meses, a empresa implementou diversos mecanismos para dissuadir e denunciar
comportamentos agressivos na rede social.
Em tom de crítica, Mosterín comentou que, apesar das reclamações, não acredita que as redes sociais sirvam para resolver a maioria dos problemas manifestados. “Se
me perguntarem que contribuição o Twitter e o Facebook dão ao conhecimento humano ou à resolução dos problemas do mundo atual, acho que a contribuição é quase
nula”, declarou.
(Disponível em: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/efe/2015/07/19/
redes-sociais-sao-megafone-para-desabafar-e-reforcarego-
dos-internautas.htm. Acesso em: 21/07/2015.)
“O psicólogo Javier Jiménez, especialista em medição psicológica que trabalhou para a universidade de Cambridge, explica que a principal função dessa reclamação é o
reconhecimento social e um pedido de apoio.” O trecho sublinhado trata-se de:
a) Aposto.
b) Vocativo.
c) Objeto direto.
d) Complemento nominal.
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Questão 1276: IDECAN - Tec Com Soc (AGU)/AGU/2019
Assunto: Adjunto adnominal x Complemento Nominal
Texto para a questão.
Mudança favorável na Ásia
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Há um país onde, diferentemente do que ocorre no Brasil, a justiça processa ex-presidentes conservadores, os condena por desvio de verbas e manda-os para a prisão.
Ondedireita, extrema direita e protestantes fundamentalistas se consideram traídos por Donald Trump. Onde, em vez de questionar um acordo de desarmamento
nuclear, como aquele feito com o Irã, ou um tratado de mísseis de médio alcance, como com a Rússia, o presidente dos Estados Unidos parece querer resolver um
conflito que nenhum de seus predecessores conseguiu desatar. Incluindo o último, ainda que Nobel da Paz.
Sem dúvida isso está acontecendo no Extremo Oriente. Sem dúvida essa coisa é muito complicada para assumir uma posição no grande relato maniqueísta que molda e
distorce nossa visão do mundo. No entanto, como a situação global é bastante sombria, o discurso voluntarista e otimista do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, não
deveria ter passado despercebido. Em 26 de setembro, diante da Assembleia- Geral das Nações Unidas, ele lançou: “Um milagre aconteceu na Península da Coreia.”
Um milagre? Uma reviravolta completa, pelo menos. Ninguém se esqueceu da enxurrada de tuítes enraivecidos trocados há apenas um ano por Trump e o presidente
norte-coreano – “fogo e fúria”, o “grande botão” nuclear etc. A ex-embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, acaba de confessar que, em 2 de
setembro de 2017, para pressionar Pequim a agir junto à sua vizinha e aliada, ela acenou para sua contraparte chinesa com a ameaça de uma invasão norte-americana
da Coreia do Norte. Agora, Trump saúda a “coragem” do presidente Kim Jung-un, “um amigo”. E, durante um encontro republicano, ele até fingiu sentir “amor” por ele!
Os coreanos do Norte e do Sul avançam numa marcha forçada, aproveitando o alinhamento das estrelas: a direita sul-coreana está em frangalhos; o regime de
Pyongyang finalmente parece favorecer o desenvolvimento econômico do país; vilipendiada pelos democratas e pelos meios de comunicação norte-americanos por causa
de sua reaproximação, considerada imprudente, com a Coreia do Norte, a Casa Branca não vai admitir de bom grado que o maestro autoproclamado da “arte do acordo”
foi enganado por um velhaco maior que ele. Seja como for, se os Estados Unidos decidissem retornar ao “fogo e fúria”, a rápida deterioração de suas relações com
Pequim e Moscou praticamente impediria que a Rússia e a China os acompanhassem mais uma vez.
Nesse quadro geral, o desarmamento nuclear da Coreia não deve se tornar um pré-requisito para a realização de outros aspectos da negociação: suspensão de manobras
militares de ambos os lados, levantamento de sanções econômicas, tratado de paz. Porque Pyongyang nunca vai desistir de seu seguro de vida sem garantias fortes:
Trump não é eterno, nem a clemência de seus sentimentos… Outro motivo, ainda que paradoxal, para ser otimista quanto a um acordo nos próximos meses sobre um
conflito que já dura três quartos de século.
(Serge Halimi. Le Monde Diplomatique.
5 de novembro de 2018.)
Assinale a alternativa em que o termo indicado não exerça função sintática idêntica à de do que ocorre no Brasil.
a) de médio alcance
b) de uma invasão norte-americana
c) da Coreia do Norte
d) por ele.
e) com a Coreia do Norte.
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Questão 1277: IDECAN - Of BM (CBM DF)/CBM DF/Cadete/2017
Assunto: Adjunto adnominal x Complemento Nominal
Um amor conquistado
Encontrei Ivan Lessa na fila de lotação do bairro e estávamos conversando, quando Ivan se espantou e me disse: olhe que coisa esquisita. Olhei para trás e vi, da
esquina para a gente, um homem vindo com seu tranquilo cachorro puxado pela correia. Só que não era cachorro. A atitude toda era de cachorro, e a do homem era a
de um homem com o seu cão. Este é que não era. Tinha focinho acompridado de quem pode beber em copo fundo, rabo longo e duro – poderia, é verdade, ser apenas
uma variação individual da raça. Ivan levantou a hipótese de quati, mas achei o bicho muito cachorro demais para ser quati, ou seria o quati mais resignado e enganado
que jamais vi. Enquanto isso, o homem calmamente vindo. Calmamente, não; havia uma tensão nele, era uma calma de quem aceitou luta: seu ar era de um natural
desafiador. Não se tratava de um pitoresco; era por coragem que andava em público com o seu bicho. Ivan sugeriu a hipótese de outro animal de que na hora não se
lembrou o nome. Mas nada me convencia. Só depois entendi que minha atrapalhação não era propriamente minha, vinha de que aquele bicho já não sabia mais quem ele
era, e não podia portanto me transmitir uma imagem nítida.
Até que o homem passou perto. Sem um sorriso, costas duras, altivamente se expondo – não, nunca foi fácil passar diante da fila humana. Fingia prescindir de admiração
ou piedade; mas cada um de nós reconhece o martírio de quem está protegendo um sonho.
– Que bicho é esse? Perguntei-lhe, e intuitivamente meu tom foi suave para não feri-lo com uma curiosidade. Perguntei que bicho era aquele, mas na pergunta o tom
talvez incluísse: “por que é que você faz isso? que carência é essa que faz você inventar um cachorro? e por que não um cachorro mesmo, então? pois se os cachorros
existem! Ou você não teve outro modo de possuir a graça desse bicho senão com uma coleira? Mas você esmaga uma rosa se apertá-la com força!” Sei que o tom é uma
unidade indivisível por palavras, sei que estou esmagando uma rosa, mas estilhaçar o silêncio em palavras é um dos meus modos desajeitados de amar o silêncio, e é
assim que muitas vezes tenho matado o que compreendo. (Se bem que, glória a Deus, sei mais silêncio que palavras.)
O homem, sem parar, respondeu curto, embora sem aspereza. E era quati mesmo. Ficamos olhando. Nem Ivan nem eu sorrimos, ninguém na fila riu – esse era o tom,
essa era a intuição. Ficamos olhando.
Era um quati que se pensava cachorro. Às vezes, com seus gestos de cachorro, retinha o passo para cheirar as coisas, o que retesava a correia e retinha um pouco o
dono, na usual sincronização de homem e cachorro. Fiquei olhando esse quati que não sabe quem é. Imagino: se o homem o leva para brincar na praça, tem uma hora
que o quati se constrange todo: “mas, santo Deus, por que é que os cachorros me olham tanto?” Imagino também que, depois de um perfeito dia de cachorro, o quati se
diga melancólico, olhando as estrelas; “que tenho afinal? Que me falta? Sou tão feliz como qualquer cachorro, por que então este vazio, esta nostalgia? Que ânsia é esta,
como se eu só amasse o que não conheço?” E o homem, o único a poder livrá-lo da pergunta, esse homem nunca lhe dirá para não perdê-lo para sempre.
Penso também na iminência de ódio que há no quati. Ele sente amor e gratidão pelo homem. Mas por dentro não há como a verdade deixar de existir: e o quati só não
percebe que o odeia porque está vitalmente confuso.
Mas se ao quati fosse de súbito revelado o mistério de sua verdadeira natureza? Tremo ao pensar no fatal acaso que fizesse esse quati inesperadamente defrontar-se
com outro quati, e nele reconhecer-se, ao pensar nesse instante em que ele ia sentir o mais feliz pudor que nos é dado: eu...nós... Bem sei, ele teria direito, quando
soubesse, de massacrar o homem com o ódio pelo que de pior um ser pode fazer a outro ser – adulterar-lhe a essência a fim de usá-lo. Eu sou pelo bicho, tomo o partido
das vítimas do amor ruim. Mas imploro ao quati que perdoe o homem, e que o perdoe com muito amor. Antes de abandoná-lo, é claro.
(LISPECTOR, Clarice. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed.– Rio de Janeiro: José Olympio, 2013.)
A expressão sublinhada que exerce uma função sintática DIFERENTE das demais é
a) iminência de ódio.
b) a resposta do dono.
c) amor pelo cachorro.
d) gratidão pelo homem.
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29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Questão 1278: IDECAN - TCon (CM Natividade)/CM Natividade (RJ)/2017
Assunto: Adjunto adnominal x ComplementoNominal
Música para todos
Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendo sobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida
o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é
possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível,
fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou
apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
“O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência
leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um
mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves
e melódicos.
As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a
minha alma”.
Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e
as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina,
seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos
e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de
dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é
compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVII ou XVIII ou XIX, resta-nos
um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar
dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.
(Nelson Tanure, empresário, foi vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil –OSB – Jornal do Brasil – 10 de janeiro de 2015.)
A expressão sublinhada que exerce uma função sintática diferente das demais por ser considerada um adjunto e não um complemento é
a) acordes de um samba.(2º§)
b) compreensão da obra.(3º§)
c) suavidade dos clássicos.(2º§)
d) harmonia dos instrumentos. (9º§)
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Questão 1279: IDECAN - Tec Cont (AGU)/AGU/2014
Assunto: Orações coordenadas
Texto para responder à questão.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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(Jornal do Brasil, 22 de junho de 1968.)
Ainda acerca da manchete “Luta domina Rio e estudantes vão continuar”, é correto afirmar que sua estrutura é composta por
a) três orações, sendo uma principal e duas subordinadas.
b) duas orações coordenadas em que o conetivo expresso exprime adição.
c) uma oração principal e uma subordinada, cujo conetivo expressa acréscimo.
d) uma oração principal e uma subordinada, cujo conetivo expressa conclusão.
e) duas orações coordenadas em que o conetivo expresso exprime uma explicação.
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Questão 1280: IDECAN - Ass (IF RR)/IF RR/Administração/2020
Assunto: Orações subordinadas substantivas
Texto 3
Brasil conquista 3 bronzes na Olimpíada Internacional de Astrofísica
O Brasil terminou a 13ª Olimpíada Internacional de Astronomia com três medalhas conquistadas e duas menções honrosas. O bom desempenho na disputa intelectual
foi um feito de Raul Basilides Gomes (17), de Fortaleza, Giovanna Girotto (16) e Luã de Souza Santos (17), de São Paulo, que garantiram três medalhas de bronze, e dos
estudantes de São Paulo, Lucas Shoji (16) e Bruna Junqueira de Almeida (16), com duas menções honrosas.
O evento aconteceu em Kszthely, na Hungria. Dos dias 2 a 10 deste mês, 254 estudantes de 47 países foram submetidos a provas práticas, teóricas e de análise de
dados. A competição reuniu um número recorde de delegações.
Para formar a equipe que competiu, foi necessário aplicar provas em todo o território nacional. Os cinco integrantes do time brasileiro tiveram que percorrer um longo
caminho na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) realizada em 2018. A seleção foi dividida em etapas: a primeira com mais de 100 mil inscritos, dos
quais 5,3 mil foram escolhidos para realizar uma prova online, então 150 participantes foram convocados para realizar uma prova presencial.
Mas os testes não pararam por aí. Na prova presencial, 30 jovens foram selecionados para fazer treinamentos intensivos classificatórios durante 1 semana com
astrônomos. Essa etapa aconteceu no primeiro semestre de 2019, e só então foi escolhida a equipe dos cinco.
Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/144968-brasil-conquista-tres-bronzes-olimpiada-internacional-astrofisica.htm/. Acesso em: 28/11/201
No período “Para formar a equipe que competiu, foi necessário aplicar provas em todo o território nacional.” (l. 7), o trecho sublinhado é classificado, sintaticamente,
como
a) oração subordinada substantiva objetiva direta.
b) oração subordinada substantiva subjetiva.
c) oração subordinada adjetiva.
d) oração subordinada adverbial.
e) sujeito simples.
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Questão 1281: IDECAN - Adm (AGU)/AGU/2019
Assunto: Orações subordinadas substantivas
Texto para a questão.
Por que o legado do sábio chinês Confúcio atravessou milênios
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/24246847/imprimir 51/128
Pensador desenvolveu uma filosofia política que refletia seu horror ante a guerra constante que o rodeava. Ao longo dos séculos, o pensamento chinês tem sido o
produto de uma variedade de influências, entre elas o budismo, o taoísmo e o marxismo. No entanto, uma tradição esteve acima de todas no pensamento chinês por
mais de dois milênios: as ideias do pensador Confúcio (551 a.C. a 479 a.C.).
Embora ele tenha chegado a simbolizar a filosofia chinesa, não teve muito sucesso em vida. Ele viveu durante uma época em que a China que conhecemos hoje era um
mosaico de pequenos reinos rivais. Confúcio desenvolveu uma filosofia política que refletia seu horror ante a guerra constante que o rodeava. Ele vagou de reino em
reino tentando persuadiros governantes a seguir seus ensinamentos, mas nunca conseguiu nada além de um cargo público de baixo escalão. No entanto, conseguiu um
grupo de seguidores dedicados, que transmitiu seus ensinamentos às gerações seguintes.
Apenas centenas de anos depois, durante a dinastia Han (206 a.C. a 220 d.C.), o confucionismo, um sistema ético de comportamento e governo, tornou-se o norte que
definiria a cultura chinesa nos dois milênios seguintes. O confucionismo não é uma religião como tal. Ainda que Confúcio não negasse a existência de um mundo
espiritual, ele afirmou que era mais importante se concentrar neste mundo enquanto se estava nele.
Refletindo seu desgosto pela guerra, ele declarou que a ordem era um requisito fundamental na sociedade. Sustentar essa ordem era acreditar na importância das
relações hierárquicas. Os súditos tinham de obedecer a seus governantes, filhos a seus pais e esposas, a seus maridos. No entanto, Confúcio não queria que essa ordem
fosse imposta pela força. Ele achava que a sociedade deveria ser harmoniosa e as pessoas deveriam ser encorajadas em seu "autodesenvolvimento" para que pudessem
aproveitar ao máximo sua posição.
Segundo o pensamento de Confúcio, o estado moral de alguém não dependia de sua posição social. Era possível, e de fato bastante provável, que houvesse bons
camponeses ao mesmo tempo que um governante poderia ser perverso ou um aristocrata, cruel. O pensamento confucionista também se diferenciava do pensamento
moderno, na medida em que glorificava o passado e defendia a veneração da velhice. "Eu sigo o Zhou", disse Confúcio, referindo-se à antiga dinastia que foi considerada
uma "idade de ouro" perdida por gerações de governantes chineses.
No centro do confucionismo há um contrato social: os governados deviam lealdade aos governantes, mas os governantes que não se importavam com o bem-estar do
povo perderiam o "mandato do céu" e poderiam ser justamente derrubados. Confúcio nunca deu aos governantes uma licença para a opressão.
Ao participar do "li" (que é frequentemente traduzido como "ritual", mas na verdade significa algo como "comportamento apropriado"), os humanos provaram ser
civilizados, independentemente de sua origem, e podiam aspirar a se tornar "junzi" ("pessoas de integridade") ou mesmo "sheng" ("sábios"). Para isso, a educação era
fundamental.
O pensamento confucionista mudou imensamente com o tempo. O próprio Confúcio provavelmente não teria reconhecido a maneira como suas ideias foram adaptadas
por governantes posteriores. Apesar da ênfase na ética e na harmonia como a melhor maneira de governar um país, os governantes chineses também garantiram o
monopólio do uso da força. Confúcio desaprovava a busca do lucro como um fim em si, mas da dinastia Song (960 d.C. a 1279 d.C.) em diante, a China viveu uma
revolução comercial, e no final do período imperial (1368 d.C. a 1912 d.C.) até a ideologia oficial rendeu-se à lógica do lucro.
O confucionismo não foi um conjunto monolítico de ideias por mais de 2.500 anos. No entanto, seus princípios básicos sustentaram o que significava ser chinês até
meados do século 19. A chegada de influências ocidentais, na forma de comerciantes de ópio e missionários, deu uma sacudida indesejada ao velho mundo do
pensamento confucionista. O pensamento moderno deixou sequelas profundas. O impacto do nacionalismo e do comunismo, e seu amor inerente pela novidade e pelo
progresso, em vez da reverência por uma era de ouro do passado, destruíram muitas das certezas do antigo mundo confucionista.
No entanto, essas ideias não desapareceram completamente. Na China contemporânea, o governo, que não está mais tão ligado à ideologia de Mao Tse-tung, está
buscando a tradição chinesa para encontrar um núcleo moral para o século 21. O "professor número um", Confúcio, está novamente nos programas escolares. Os valores
de ordem, hierarquia e obrigação mútua permanecem tão atraentes no século 21 quanto no século 5 a.C.
(Rana Mitter. Revista BBC History.
31/12/2018, com adaptações)
“Sustentar essa ordem era acreditar na importância das relações hierárquicas.”
A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Há duas orações subordinadas substantivas, uma subjetiva e uma objetiva indireta.
II. O período apresenta duas orações reduzidas e nenhuma desenvolvida.
III. A oração principal é “era”.
Assinale
a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
d) se todas as afirmativas estiverem corretas.
e) se nenhuma afirmativa estiver correta.
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Questão 1282: IDECAN - Fisc (Manhumirim)/Pref Manhumirim/Obras e Posturas/2017
Assunto: Orações subordinadas substantivas
Os sons e o cérebro
Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de escutar. A partir do quinto mês de gestação, ele ouve as batidas do coração da mãe (além de todos os outros barulhos do
organismo) e reconhece a voz dela. E reage a esses estímulos, virando a cabeça, chutando ou mexendo os braços, além de ficar com o coração batendo mais rápido. O
bebê nasce, cresce, torna-se adulto e os sons continuam a provocar essas e outras reações mais sofisticadas: eles evocam memórias e pensamentos, comunicam,
provocam sensações, emocionam e movimentam.
Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu todo esse potencial. Usando os materiais que tinha à disposição (pedras, ossos, madeiras, o próprio corpo e a voz),
ele foi combinando sons e silêncios das mais diversas maneiras. Assim surgiu a música. Em sua origem, ela era usada para venerar a natureza e os deuses e para
conectar o ser humano com forças maiores, envolvendo realidade, magia e crenças. Até hoje ela é responsável pela criação dos mais diferentes sentidos e significados.
Mas por que a música mexe tanto com o ser humano? O som é uma vibração que se propaga no ar, formando ondas sonoras que são captadas por nosso sistema
auditivo. Depois de transformadas em impulsos elétricos, elas viajam pelos neurônios até o cérebro, onde são interpretadas. Lá, elas chegam primeiro a uma região onde
são processadas as emoções e os sentimentos, antes de serem percebidas pelos centros envolvidos com a razão. E, quando isso acontece, ocorre a liberação de
neurotransmissores responsáveis por deixar os circuitos cerebrais mais rápidos.
Por isso, o pesquisador americano Howard Gardner, autor da teoria das inteligências múltiplas, afirma que a habilidade musical é tão importante quanto a
logicomatemática e a linguística por auxiliar outros tipos de raciocínio. Pesquisas na área de neurociências comprovam que a memória, a imaginação e a comunicação
verbal e corporal ficam mais aguçadas nas pessoas que escutam, estudam e praticam música.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/24246847/imprimir 52/128
A música é uma das linguagens que o aluno precisa conhecer, mas não somente por essas características. A maior razão é ele poder aprender a sentir, a expressar e a
pensar as manifestações sonoras, tão presentes no cotidiano e sempre em constante transformação. As imagens de instrumentos e os diversos ritmos e notações
musicais podem ser relacionados com outras manifestações culturais, como a dança e o teatro, e permitem uma análise global da evolução do pensamento humano e
suas manifestações.
(Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/sons-cerebro-514711.shtml.)
“Pesquisas na área de neurociências comprovam que a memória, a imaginação e a comunicação verbal e corporal ficam mais aguçadas...” (4º§) O fragmento sublinhado
exerce a função de oração subordinada
a) adjetiva restritiva.
b) adjetiva explicativa.
c) substantiva objetiva direta.
d) substantiva objetiva indireta.
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Assunto: Orações subordinadas substantivas
Festa íntima
Nem todos têm a fortuna de comemorar o décimo aniversário de seu automóvel. Os que têm não se podem furtar ao prazer de uma festa íntima, com recordações
amáveis e o elogio do aniversariante.
O nosso encontro deu-se numa pequena e adorável cidade da Holanda. Pela avenida principal, vejo-lhe ainda as árvores, o vento que descia os degraus dourados do sol.
Muitos adolescentes a caminho da escola. Um ritmo de alegria matinal, simples e comunicativo.
O automóvel resplandecia na perfeição intacta da sua recente fabricação. O vendedor fitava-o com orgulho, A) amava-o com um amor de especialista, grave e sincero.
Nós o amávamos timidamente, ainda, contemplando-lhe linhas, esmaltes, metais, forro... – mas o vendedor proclamava, acima de tudo, a excelência da máquina. Era um
homem sensível e engenhoso. Até nos queria vender um dispositivo especial que fazia descer uma leve cortina d’água para lavar o vidro da frente.
Partimos emocionados. C) O vendedor dizia-nos adeus com bondade. Recomendava-nos certo óleo, moderação na rodagem... E quando nos voltamos, na derradeira
despedida, continuava a acompanhar o carro com olhos de pai despedindo-se de um filho.
Ele aprendeu a rodar pela terra da Holanda, e seu padrinho foi um holandês. Entre as nuvens de bicicletas daquelas encantadoras cidades, sua presença era um pouco
escandalosa. [...]
Em cada posto de gasolina, todos o vinham observar por dentro e por fora. Os entendidos em máquinas caíam em êxtase. Era um assombro, o que viam e o que
adivinhavam.
E assim foi ele vivendo a sua infância pelos campos floridos da Bélgica, fazendo levantar os olhos aos belos cavalos brancos que pasciam; e conheceu os castelos do Loire
e a luz formosa do sul da França; e deslumbrou as donzelinhas espanholas que passavam pela tarde, abraçadas e risonhas, e deslizou pelas estradas de Portugal. [...]
E assim chegou ao Brasil, viu as paisagens cariocas, fluminenses, mineiras e paulistas. Talvez estranhasse, às vezes, o clima (ah! os patrões obrigam a tanto)!
Mas logo as distâncias o seduziam D) e atirava-se por elas feliz e leve como se fosse voar.
Carro tão sensato jamais houve B): não cometeu nunca a menor infração e até se desvia a temo para que os outros não as cometam. Com o tempo, tem tido suas
pequenas crises: mas os mecânicos continuam a amá-lo tanto quanto seu vendedor, e tratam-no com o carinho de um médico devotado por um paciente precioso.
E eis que agora cumpre dez anos. E jamais nos ocorreria trocá-lo por outro mais novo, fosse qual fosse a atração do modelo. Nós o amamos como a uma pessoa viva, a
um amigo fiel, a um companheiro impecável. Faz parte da família. Vence todos os obstáculos das estradas e das ruas, resiste a todas as gasolinas; quando enguiça é
porque as adversidades são enormes. Outros, quebravam-se. Ele pára, espera que o ajudem, e logo recupera seu alento, sua coragem, sua vontade de bem servir.
Mesmo entre as criaturas humanas, poucos se lhe podem comparar.
Eis porque festejamos com ternura este aniversário. Que lhe podemos oferecer de presente? Uma boa lubrificação, um bom passeio por uma bela estrada, ao longo da
qual se possa expandir seu coração trabalhador. E buzinaremos a nossa alegria por onde passarmos, celebrando as suas virtudes e proclamando-lhe a nossa gratidão.
(MEIRELES, Cecília – Inéditos, 1968 – Literatura Comentada – Ed. Abril.)
Assinale a alternativa em que a função sintática exercida pelos termos em destaque está corretamente indicada.
a) “O vendedor fitava-o com orgulho,…” (3º§) – Predicativo.
b) “Carro tão sensato jamais houve...” (10º§) – Objeto direto.
c) “Partimos emocionados.” (4º§) – Adjunto adverbial de modo.
d) “Mas logo as distâncias o seduziam...” (9º§) – Adjunto adnominal.
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Questão 1284: IDECAN - TB NS (BANDES)/BANDES/Engenharia da Computação, Ciência da Computação ou Sistemas de
Informação/2014
Assunto: Orações subordinadas substantivas
O convescote dos “inconfiáveis”
O grande convescote da elite global começa amanhã em Davos, com uma péssima notícia para esse público, em especial para os governantes: a maioria da sociedade
(56%) não confia nos governos.
Mas, atenção, tampouco tem grande confiança nas corporações, justamente as que sustentam o Fórum Econômico Mundial. São dados do Barômetro Elderman de
Confiança, pesquisa feita anualmente e que desta vez ouviu 33 mil pessoas em 27 países, Brasil inclusive.
Por falar em Brasil, o governo até que se sai bem: 57% confiam nele, dois pontos acima de 2013.
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O dado mais chocante para o empresariado é o fato de que, embora o nível geral de confiança no business permaneça firme em 58%, a pesquisa mostrou que dos oito
grupos de cidadãos monitorados, só funcionários governamentais são menos confiáveis que os CEOs (executivos-chefes), a palavra que mais se ouve em Davos.
Ganham as pessoas comuns, especialmente os acadêmicos, seguidos pelos peritos técnicos e por empregados normais.
Talvez ainda mais chocante seja o fato de que, em muitos países, em situação de crise, os pesquisados preferem a informação de um empregado em vez da de um CEO.
Na Espanha, por exemplo, o placar é de 41% a 13% em favor dos mortais comuns contra os big bosses. Mesmo nos EUA, em que o sucesso se mede geralmente pela
ascensão na carreira, há um virtual empate entre os que preferem informações dos executivos (31%) e o que recorreriam, na crise, a um empregado (29%).
Não são dados que me surpreendam. Frequentador de Davos há 22 anos, fui testemunha ocular do tratamento que os CEOs (e o próprio Fórum) davam a Nouriel
Roubini, tido como o único mago capaz de ter previsto a grande crise de 2008/09.
Até a eclosão da crise, ele era o profeta do apocalipse, ano após ano, mas ninguém lhe dava bola. Ficava no mesmo hotel que um mero jornalista de país emergente
(eu), um três estrelas familiar. No café da manhã, Roubini estava sempre só, lendo seu Financial Times.
O que concluir dessas cenas? Que os executivos não tinham a mais leve noção de que Roubini poderia estar certo. Depois que caiu o raio em um céu que a elite via azul,
Roubini mudou de hotel e sua agenda ficou sobrecarregada. Passou a ser tratado como adivinho, coisa que não é, mesmo porque em economia é impossível adivinhar.
Por falar nisso, em Davos como em outras plateias, os últimos anos foram marcados pela sensação de que a ascensão dos emergentes era imparável. Neste ano, o
humor está mudando, como constata Ruchir Sharma, chefe de mercados emergentes e de macroeconomia global da Morgan Stanley: no meio da década passada, a taxa
média de crescimento dos mercados emergentes bateu em 7% ao ano pela primeira vez na história e levou os que fazem previsões a bombar as implicações.
Acontece que, em 2013, o crescimento médio caiu de volta para 4%.
Só falta agora acreditar que essa queda é para sempre e que a moda dos emergentes acabou. Será ou apenas entrou no modo “pausa”? A ver.
(Clóvis Rossi. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/
clovisrossi/2014/01/1400464-o-convescote-dos-inconfiaveis.shtml.)
Analise o trecho a seguir: “Só falta agora acreditar que essa queda é para sempre e que a moda dos emergentes acabou” (13º§). Assinale a alternativa que apresenta a
classificação correta das orações destacadas.
a) Oração subordinada adverbial causal.
b) Oração subordinada substantiva subjetiva.
c) Oração subordinada adverbial consecutiva.
d) Oração subordinada substantiva predicativa.
e) Oração subordinada substantiva objetiva direta.
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Questão 1285: IDECAN - Tec B (BANESTES)/BANESTES/2012
Assunto:Orações subordinadas substantivas
Texto
Até que o beneficiário do plano complete 18 anos, os pais, como responsáveis pelos aportes, têm liberdade para interromper as contribuições e realizar saques. Mas essas
medidas vão distanciá-los do objetivo inicial.
“É importante que o compromisso seja mantido. Certa vez um cliente nos disse que resgatar o valor investido seria o mesmo que assaltar o cofrinho do filho”, lembra
João Batista Mendes Angelo, da Brasilprev.
(Veja, 9 de maio 2012. Com adaptações)
O período “É importante que o compromisso seja mantido.” é composto por
a) duas orações coordenadas.
b) duas orações subordinadas.
c) oração principal e oração adjetiva.
d) oração principal e oração subordinada completiva nominal.
e) oração principal e oração subordinada substantiva subjetiva.
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Questão 1286: IDECAN - Ass Alu (IF PB)/IF PB/2019
Assunto: Orações subordinadas adjetivas
Leia o texto abaixo, que é tido como dedicatória do narrador de Memórias Póstumas de Brás Cubas, para responder à questão.
Ao verme
que
primeiro roeu as frias carnes
do meu cadáver
dedico
como saudosa lembrança
estas
Memórias Póstumas
(Machado de Assis)
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No texto, a ausência de vírgula antes do elemento de coesão “que” constitui-se em um
a) desvio linguístico.
b) marcador textual sintático-semântico de restrição ao substantivo “verme”.
c) marcador exclusivo de não interrupção sintática.
d) marcador de ambiguidade sintática.
e) marcador de exageração semântica.
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Questão 1287: IDECAN - PEBTT (IF Baiano)/IF Baiano/Administração/2019
Assunto: Orações subordinadas adjetivas
Leia o texto e responda à questão.
Para o professor Pasquale, é preciso ler para escrever bem
Um dos requisitos para que uma pessoa escreva claramente é ler bastante, especialmente os textos clássicos. A recomendação é do professor de língua portuguesa
Pasquale Cipro Neto, idealizador do programa “Nossa língua portuguesa”, exibido pela TV Cultura. Pasquale, que é colunista do jornal Folha de São Paulo, esteve na
Unicamp na tarde desta terça-feira (25), onde ministrou palestra sobre o tema “Redação fluente e raciocínio: requisitos essenciais em textos acadêmicos”.
O convite para que Pasquale viesse à Universidade partiu do professor Celso Dal Re Carneiro, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de
Ciências da Terra (PEHCT) do Instituto de Geociência (IG). A palestra foi apresentada no contexto da programação que comemora os 50 anos da Unicamp. De acordo
com Pasquale, os clássicos são sempre uma ótima referência para quem quer aprender a escrever bem, a despeito de seus autores serem brasileiros ou estrangeiros.
“Uma sociedade que despreza os clássicos é uma sociedade burra, seja ela acadêmica ou não. O Brasil, infelizmente, tem desprezado os clássicos. Muita gente acha que
para escrever bem basta ter o conhecimento linguístico do dia a dia, o que é uma tolice profunda. Além dos clássicos, é preciso ler outros textos: jornal, bula de remédio,
rótulo de sucrilhos etc. É fundamental estar informado de tudo o que for possível e compreender as linguagens todas. Obviamente, para escrever também é preciso
pensar. O exercício mental constante nos faz descobrir a concatenação mental das coisas e também das palavras, das frases, dos textos”.
Sobre o uso da internet como ferramenta para o exercício da leitura e da escrita, Pasquale citou o filósofo, linguista e escritor Umberto Eco, falecido em fevereiro deste
ano, que afirmou que a rede mundial de computadores deu voz aos imbecis. “A internet é muito mal utilizada, embora tenha tudo para ser uma ferramenta maravilhosa.
Ela é um arquivo monumental, mas as pessoas preferem, por exemplo, ler somente o título de um texto jornalístico – que muitas vezes é mal construído –, tirar
conclusões e já sair escrevendo o diabo”.
A linguagem da internet, disse Pasquale, é ótima para uma dada situação, mas as pessoas não podem achar que, ao dominar somente esse código, a vida estará
resolvida. “Não é possível escrever um texto acadêmico com a linguagem da internet. É preciso ter um guarda-roupa linguístico amplo. Não dá para achar que com uma
roupa apenas eu posso ir a todas as situações”.
https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2016/10/25/para-o-professor-pasquale-e-preciso-ler-para-escrever-bem
Ainda sob o excerto “Sobre o uso da internet como ferramenta para o exercício da leitura e da escrita, Pasquale citou o filósofo, linguista e escritor Umberto Eco, falecido
em fevereiro deste ano, que afirmou que a rede mundial de computadores deu voz aos imbecis.”, pode-se afirmar que as orações “falecido em fevereiro deste ano” e
“que afirmou ” possuem
a) função diferente: a primeira, substantiva; a segunda, adjetiva.
b) função diferente: a primeira, adjetiva; a segunda, adverbial.
c) a mesma função: substantiva.
d) a mesma função: adjetiva.
e) função diferente: a primeira, adjetiva; a segunda, substantiva.
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Questão 1288: IDECAN - Ax Adm (CM Cel Fabr)/CM Cel Fabriciano/2017
Assunto: Orações subordinadas adjetivas
Os princípios que faltam
O sucesso atingido pelos antigos romanos na constituição do maior império de todos os tempos se assentava em regras pétreas ensinadas aos jovens, praticadas pelas
melhores famílias e cobradas com rigidez na base da “Dura Lex, sed Lex”.
Roma cresceu e se diferenciou de outros povos do Mediterrâneo por ter maior facilidade de se organizar em decorrência da clareza de seus princípios.
Não podemos pensar que eram frouxos e inconsequentes, tocando a lira enquanto a cidade ardia em chamas; essas versões, escritas pelos vencedores que pretendiam
se desfazer da Roma Antiga, são hoje superadas, proporcionalmente ao enfraquecimento da “Index”.
O sistema romano até hoje é o padrão de organização dos Estados modernos, ordenados em Poderes autônomos como Executivo, Legislativo, Judiciário, dando ainda
através dos tribunos voz ao povo.
O Brasil pretende ser uma República inspirada no sistema romano, como é o resto do planeta, mas continua patinando na instabilidade, deixando seu potencial
“gigantesco” deitado em berço esplêndido, enquanto o sofrimento de milhões de pessoas persiste e se agrava.
Embora possam se encontrar muitos motivos para o fracasso verde-amarelo, um em especial chama a atenção de quem analisa os “princípios”. Como a palavra afirma, o
princípio se faz base e alicerce de algo que precisa ser sustentado; quanto mais sólido o princípio, mais possibilidade de elevar a construção e deixá-la resistente.
Em Roma a honra de participar do Legislativo ou de comandar um exército não era remunerada, tinha que ser voluntária e espontânea, no máximo cabia à pessoa que já
tinha alcançado um equilíbrio financeiro em sua vida, um Arco do Triunfo, uma estátua, uma homenagem. Os impostos arrecadados e os tratados onerosos de paz com
os “conquistados” eram do Estado.
O Legislativo, Senado e tribunos, nada recebia. Obviamente interesses se insinuavam nas decisões, mas pátria, em sua grandeza, era entendida como o conjunto da
nação. Os servidores do Estado eram remunerados através do tesouro do Estado.
O Brasil de hoje registra no Doing Business do Banco Mundial o vergonhoso e insuportável primeiro lugar no ranking dos países com o “maior tempo gasto no pagamento
de impostos”. Uma ofensa à modernidade e à justiça refletida pelas 1.958 horas gastas em um ano. O segundo colocado, outro país latino-americano, a Bolívia, com
cerca da metade, ou 1.025 horas, em quarto, a Venezuela (devastada), com 792 horas, em décimo a Guiné Equatorial, com um quarto do recordebrasileiro, 492 horas.
O próprio Otaviano Canuto, economista, representante do Brasil no Banco Mundial, afirmou, em entrevista a Claudia Trevisan: “o nosso ponto de partida (do Brasil) é
horroroso... é nosso estilo de capitalismo de compadrios, onde você coloca dificuldade para vender facilidade”.
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Dessa forma, a economia é asfixiada, distorcida, assoberbada de empecilhos contrários à geração de renda. Bem por isso o brasileiro, que até 15 anos atrás possuía uma
renda per capita sete vezes superior à de um chinês, foi ultrapassado neste ano e deverá ficar a cada ano mais distanciado.
“Vender facilidades” no vocabulário tupiniquim representa cobrar propinas. Exatamente o grau de complexidade do enfrentamento do dever com o Estado vulnerabiliza
especialmente quem começa, o pequeno empreendedor. No cipoal de complicações aparece um Estado que, longe de servir, se arroga ser servido, que no lugar de
fomentar, apoiar, ajudar, incentivar a geração de oportunidades sordidamente as sequestra, as castiga, as deixa inatingíveis. O muro que separa o iniciante de quem já
chegou é intransponível no Brasil.
O país bate todos os recordes de ineficiência burocrática e ao mesmo tempo de corrupção, declinada em todas as formas mais perversas e contrárias à aceleração de
oportunidades. Corrupção se representa também em “consultorias” de araque, “notas frias”, “simulações de prestações de serviços”, falsidades documentais, “operações
estruturadas”, “financiamentos para partidos” e uma caterva de perversidade que forma o aglomerado mais podre da corrupção mundial.
A excrescência tem como cúmplice um Legislativo que, ao passo que seus subsídios e mordomias foram ficando os maiores do planeta, mais corrupção foi despejando
para fora com seus líderes mais destacados atolados e agarrados às cadeiras como se estas já não tivessem sido perdidas. Inconcebível como números fragorosamente
“horrorosos” não levem as lideranças nacionais a lançar um pacto de modernização e descomplicação retirando das gavetas milhares de empreendimentos reféns das
“dificuldades úteis aos corruptos”.
(Vittorio Medioli. Disponível em http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/vittorio-medioli/os-princ%C3%ADpios-que-faltam-1.1544188.
Acesso em: 23/11/2017.)
“Bem por isso o brasileiro, que até 15 anos atrás possuía uma renda per capita sete vezes superior à de um chinês, foi ultrapassado neste ano e deverá ficar a cada ano
mais distanciado.” (11º§) Quanto à oração sublinhada, é correto afirmar que se trata de:
a) Oração subordinada adjetiva restritiva.
b) Oração subordinada adjetiva explicativa.
c) Oração subordinada substantiva apositiva.
d) Oração subordinada substantiva objetiva direta.
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Questão 1289: IDECAN - Tec Con (CM Cel Fabr/CM Cel Fabriciano/2017
Assunto: Orações subordinadas adjetivas
A Terra e o homem unidos pelo bem e pelo mal, pela saúde e pela doença
De uma ou de outra forma, todos nos sentimos doentes física, psíquica e espiritualmente. O sofrimento, o desamparo, a tristeza e a decepção afetam grande parte da
humanidade. Já o dissemos: da recessão econômica passamos à depressão psicológica. A causa principal deriva da intrínseca relação existente entre o ser humano e a
Terra viva. Entre ambos vigora um envolvimento recíproco.
Nossa presença na Terra é agressiva, movemos uma guerra total a Gaia, atacando-a em todas as frentes. A consequência é que a Terra fica doente. Ela o mostra pela
febre do aquecimento global, que não é uma doença, mas aponta para uma doença: a incapacidade de continuar a nos oferecer tudo que precisamos. No dia 2 de
setembro de 2017, ocorreu a sobrecarga da Terra; vale dizer, as reservas do planeta chegaram ao fundo do poço. Entramos no vermelho. Para termos o necessário e,
pior, para mantermos o consumo suntuário e o desperdício dos países ricos, devemos arrancar à força os bens naturais. Até quando a Terra aguenta? Teremos menos
água, menos nutrientes, menos safras e demais itens indispensáveis à vida.
Nós que, consoante à nova cosmologia, formamos uma grande unidade, uma entidade única com a Terra, participamos da doença dela. Pela agressão aos ecossistemas e
pelo consumismo, pela falta de cuidado com a vida e com a biodiversidade, adoecemos a Terra.
Isaac Asimov escreveu um artigo, em 1982, por ocasião da celebração dos 25 anos do lançamento do Sputnik, que inaugurou a era espacial. O primeiro legado, disse ele,
é a percepção de que, na perspectiva das naves espaciais, a Terra e a humanidade formam uma única entidade, vale dizer, um único ser, complexo, diverso, contraditório
e dinâmico, chamado pelo cientista James Lovelock de “Gaia”. Somos aquela porção da Terra que sente, pensa, ama e cuida.
O segundo legado é a irrupção da consciência planetária: Terra e humanidade possuem um destino comum. O que se passa num se passa também no outro. Adoece a
Terra, adoece o ser humano; adoece o ser humano, adoece também a Terra. Estamos unidos pelo bem e pelo mal.
Segundo Ilya Prigogine, prêmio Nobel de Química, a Terra viva desenvolveu estruturas que dissipam a entropia (perda de energia). Elas metabolizam a desordem e o
caos do meio ambiente, de sorte que surgem novas ordens e estruturas, produzindo sintropia (acumulação de energia).
O que é desordem para um serve de ordem para outro. É por meio de um equilíbrio precário entre ordem e desordem que a vida se mantém. A desordem obriga a criar
novas formas de ordem, mais altas e complexas, com menos dissipação de energia. A partir dessa lógica, o universo caminha para formas cada vez mais complexas de
vida e, assim, para uma redução da entropia (desgaste de energia).
Em nível humano e espiritual, se originam formas de relação e de vida nas quais predomina a sintropia (economia de energia) sobre a entropia (desgaste de energia). A
solidariedade, o amor, o pensamento e a comunicação são energias fortíssimas, com escasso nível de entropia e alto nível de sintropia. Nessa perspectiva, temos pela
frente não a morte térmica, mas a transfiguração do processo cosmogênico se revelando em ordens supremamente ordenadas, criativas e vitais.
Quanto mais nossas relações para com a natureza forem amigáveis e cooperativas, mais a Terra se vitaliza. A Terra saudável nos faz também saudáveis.
(BOFF, Leonardo. http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/leonardo-boff/a-terra-e-o-homem-unidos-pelo-bem-e-pelo-mal-pela-sa%C3%
BAde-e-pela-doen%C3%A7a-1.1538421. Acesso em: 06/11/2017.)
“Ela o mostra pela febre do aquecimento global, que não é uma doença, mas aponta para uma doença: a incapacidade de continuar a nos oferecer tudo que precisamos.”
(2º§) O trecho sublinhado é classificado como:
a) Oração subordinada adjetiva restritiva.
b) Oração subordinada adjetiva explicativa.
c) Oração subordinada substantiva apositiva.
d) Oração subordinada substantiva objetiva direta.
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Questão 1290: IDECAN - PEB III (Leopoldina)/Pref Leopoldina/Língua Portuguesa/2016
Assunto: Orações subordinadas adverbiais
Até quando deixaremos milhões de brasileiros sem água e saneamento?
O Brasil viveu um “apagão” no setor sanitário de pelo menos duas décadas; a falta dessa infraestrutura se tornou ainda pior nas megalópoles como São Paulo, Rio de
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Janeiro, Salvador, entre outras onde esgotos foram sistematicamente lançados em rios e no mar tomando-se ícones do despreparo. Bairros famosos foram construídos
sem redes de coleta de esgoto, consequentemente também sem as estações de tratamento. Regiões muito importantes para o turismo, como o Nortee Nordeste,
atualmente são as que possuem os maiores desafios. Menos de 10% da população do Norte têm coleta de esgoto. Já no Nordeste, um pouco mais de 25% da população
têm coleta de esgoto.
A falta de serviços regulares de saneamento básico, portanto, está por toda parte, dos bairros mais nobres às favelas mais carentes. Mas é certo que a maior indefinição
esteja nas áreas mais pobres e nas milhares de áreas irregulares espalhadas pelas cidades do país. Apesar do crescimento econômico e da transferência de renda que
vivemos nos últimos anos, os dados do Censo 2010 do IBGE mostram que no Brasil ainda temos mais de 11 milhões de pessoas morando somente nestas áreas
irregulares, sendo que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Bahia e Pernambuco concentram as maiores populações nessa situação. Somente esses 5 estados
respondem por quase 8 milhões dos brasileiros vivendo em aglomerados subnormais (cerca de 70% do total).
Se olharmos a perda de água potável nos sistemas de distribuição, por motivo de fraudes no sistema, erros de leitura dos hidrômetros ou vazamentos, veremos que no
Brasil está na média de 37%, então é bom ver cidades como Limeira e Campinas, em São Paulo, que sistematicamente desenvolvem ações de combate às perdas, tais
como a redução da pressão nas redes, investimentos na troca de redes, automatização na detecção de vazamentos, educação da população para o uso racional.
A realidade ainda é mais assustadora quando vemos que no Brasil há mais escolas conectadas à internet do que dotadas de sistema de coleta de esgoto. A cobertura das
escolas com rede de esgoto, entre 2010 e 2014, cresceu meros 5 pontos percentuais, de 42% para 47%, enquanto o de escolas com internet saltou de 47% para 61 %.
Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e mostram como o saneamento está atrasado no País.
A boa notícia é que nos últimos anos o Brasil viveu um momento mais favorável ao saneamento, especialmente após a Lei nº 11.445 de 2007, o lançamento do PAC
Saneamento, a criação do Ministério das Cidades e consequentemente a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. O país voltou a ter investimentos regulares, de
2007 a 2014, e entre os 100 maiores municípios, o Brasil tem umas 20 cidades que ostentam indicadores invejáveis de saneamento e que não ficam a dever aos países
do primeiro mundo. Essas cidades, em contraste com a maioria dos municípios brasileiros, inclusive capitais, estão mais próximas da universalização dos serviços.
Os recursos do PAC Saneamento ajudaram no avanço, mas infelizmente não conseguiram gerar todo o potencial de progresso que se esperava. Levantamentos do
Instituto Trata Brasil feitos de 2009 a dezembro de 2014, envolvendo 330 obras de água e esgotos em cidades acima de 500 mil habitantes, mostram que mais de 40%
das obras não cumprem o cronograma por estarem atrasadas, paralisadas ou não iniciadas.
O cenário do saneamento básico mostra que independentemente do país contar com recursos públicos ou parcerias público-privadas, é essencial que exista vontade
política e planejamento para resolver o problema. Como as crises geram oportunidades, talvez esse momento de escassez hídrica, que traz sofrimento à sociedade,
desperte o desafio de usar melhor a água disponível e resolver definitivamente o problema dos esgotos. O fato da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 tratar do
saneamento básico mostra que os esforços da sociedade começam a se congregar em busca de soluções mais realistas; cabe agora às autoridades entrarem na mesma
sintonia.
(Por Édison Carlos – Presidente do Instituto Trata Brasil
(Extraído da Revista O Ouro do Terceiro Milênio – Água, Guia Mundo em Foco Extra, Capítulo 3, Riscos e Ameaças – Análise, págs. 36 e 37, OnLine Editora, Março/2016.)
“Apesar do crescimento econômico e da transferência de renda que vivemos nos últimos anos, os dados do Censo 2010 do IBGE mostram que no Brasil ainda temos mais
de 11 milhões de pessoas morando somente nestas áreas irregulares, sendo que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Bahia e Pernambuco concentram as
maiores populações nessa situação.” .Os conectivos são de grande importância na construção textual, mantendo a coerência de ideias. No excerto anterior, o conectivo
em destaque possui valor semântico de
a) causa.
b) explicação.
c) concessão.
d) consequência.
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Questão 1291: IDECAN - Cont (COREN MA)/COREN MA/2013
Assunto: Orações subordinadas adverbiais
O que os outros vão pensar?
Quando eu era pequena, não tinha medo nenhum de bicho-papão, mula-sem-cabeça, bruxa malvada ou o diabo a quatro. Quem me aterrorizava era outro tipo de
monstro. Eles atacavam em bando. Chamavam-se “Os Outros”.
Nada podia ser mais danoso do que Os Outros. As crianças acordavam de manhã já pensando neles. Quer dizer, as crianças não: as mamães. Era com Os Outros que
elas nos ameaçavam caso não nos comportássemos direito. Se não estudássemos, Os Outros nos chamariam de burros. Se não fôssemos amigos de toda a classe, Os
Outros nos apelidariam de Bicho-do-Mato. Se não emprestássemos nossos brinquedos, Os Outros nunca mais brincariam conosco. E o pior é que as mães não mantinham
a lógica do seu pensamento. “Mas mãe, todo mundo dorme na casa dos amigos.” “Eu lá quero saber dos Outros? Só me interessa você!” Era de pirar a cabeça de
qualquer um. Não víamos a hora de crescer para nos ver livres daquela perseguição.
Veio a adolescência, e que desespero: descobrimos que Os Outros estavam mais fortes que nunca, ávidos por liquidar com nossa reputação.
“Você vai na festa com essa calça toda furada? O que Os Outros vão dizer?”
“Filha minha não viaja sozinha com o namorado, não vou deixar que vire comentário na boca dos Outros.”
Não tinha escapatória: aos poucos fomos descobrindo que Os Outros habitavam o planeta inteiro, estavam de olho em todas as nossas ações, prontos para criticar nossas
atitudes e ferrar com nossa felicidade.
Hoje eles já não nos assustam tanto. Passamos por poucas e boas e , no final de contas, a opinião deles não mudou o rumo de nossa história. Mas ninguém em sã
consciência pode se considerar totalmente indiferente a eles. Os Outros ainda dizem horrores de nós. Ainda têm o poder de nos etiquetar, de nos estigmatizar. A gente
bem que tenta não dar bola, mas sempre que dá vontade de entregar os pontos ou de chorar no meio de uma discussão, pensamos: “Não vou dar esse gostinho para Os
Outros”.
Está para existir monstro mais funesto do que aquele que poda nossa liberdade.
(Medeiros, Martha. Montanha-mssa. Porto Alegre.)
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“Era com Os Outros que elas nos ameaçavam caso não nos comportássemos direito.” A oração sublinhada na frase anterior traz uma ideia de
a) intensidade.
b) causa.
c) condição.
d) concessão.
e) consequência.
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Questão 1292: IDECAN - PEBTT (IF PB)/IF PB/Administração Geral, Gestão Rural, Empreendedorismo, Associativismo e
Cooperativismo/2019
Assunto: Orações reduzidas
TEXTO I PARA A QUESTÃO.
CIDADANIA NO BRASIL
Discorda-se da extensão, profundidade e rapidez do fenômeno, não de sua existência. A internacionalização do sistema capitalista, iniciada há séculos mas muito
acelerada pelos avanços tecnológicos recentes, e a criação de blocos econômicos e políticos têm causado uma redução do poder dos Estados e uma mudança das
identidades nacionais existentes. As várias nações que compunham o antigo império soviético se transformaram em novos Estados-nação. No caso da Europa Ocidental,
os vários Estados-nação se fundem em um grande Estado multinacional. A redução do poder do Estado afeta a natureza dos antigos direitos, sobretudo dos direitos
políticos e sociais.Se os direitos políticos significam participação no governo, uma diminuição no poder do governo reduz também a relevância do direito de participar. Por outro lado, a
ampliação da competição internacional coloca pressão sobre o custo da mão-de-obra e sobre as finanças estatais, o que acaba afetando o emprego e os gastos do
governo, do qual dependem os direitos sociais. Desse modo, as mudanças recentes têm recolocado em pauta o debate sobre o problema da cidadania, mesmo nos países
em que ele parecia estar razoavelmente resolvido.
Tudo isso mostra a complexidade do problema. O enfrentamento dessa complexidade pode ajudar a identificar melhor as pedras no caminho da construção democrática.
Não ofereço receita da cidadania. Também não escrevo para especialistas. Faço convite a todos os que se preocupam com a democracia para uma viagem pelos
caminhos tortuosos que a cidadania tem seguido no Brasil. Seguindo-lhe o percurso, o eventual companheiro ou companheira de jornada poderá desenvolver visão
própria do problema. Ao fazê-lo, estará exercendo sua cidadania.
(http://www.do.ufgd.edu.br/mariojunior/arquivos/cidadania_brasil.pdf)
A respeito da oração “iniciada há séculos” , pode-se afirmar que se trata de
a) adjunto adnominal oracional explicativo.
b) adjunto adverbial oracional de tempo.
c) adjunto adverbial oracional de modo.
d) complemento nominal oracional.
e) aposto explicativo oracional.
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Questão 1293: IDECAN - PEBTT (IF Baiano)/IF Baiano/Administração/2019
Assunto: Orações reduzidas
Leia o texto e responda à questão.
Para o professor Pasquale, é preciso ler para escrever bem
Um dos requisitos para que uma pessoa escreva claramente é ler bastante, especialmente os textos clássicos. A recomendação é do professor de língua portuguesa
Pasquale Cipro Neto, idealizador do programa “Nossa língua portuguesa”, exibido pela TV Cultura. Pasquale, que é colunista do jornal Folha de São Paulo, esteve na
Unicamp na tarde desta terça-feira (25), onde ministrou palestra sobre o tema “Redação fluente e raciocínio: requisitos essenciais em textos acadêmicos”.
O convite para que Pasquale viesse à Universidade partiu do professor Celso Dal Re Carneiro, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de
Ciências da Terra (PEHCT) do Instituto de Geociência (IG). A palestra foi apresentada no contexto da programação que comemora os 50 anos da Unicamp. De acordo
com Pasquale, os clássicos são sempre uma ótima referência para quem quer aprender a escrever bem, a despeito de seus autores serem brasileiros ou estrangeiros.
“Uma sociedade que despreza os clássicos é uma sociedade burra, seja ela acadêmica ou não. O Brasil, infelizmente, tem desprezado os clássicos. Muita gente acha que
para escrever bem basta ter o conhecimento linguístico do dia a dia, o que é uma tolice profunda. Além dos clássicos, é preciso ler outros textos: jornal, bula de remédio,
rótulo de sucrilhos etc. É fundamental estar informado de tudo o que for possível e compreender as linguagens todas. Obviamente, para escrever também é preciso
pensar. O exercício mental constante nos faz descobrir a concatenação mental das coisas e também das palavras, das frases, dos textos”.
Sobre o uso da internet como ferramenta para o exercício da leitura e da escrita, Pasquale citou o filósofo, linguista e escritor Umberto Eco, falecido em fevereiro deste
ano, que afirmou que a rede mundial de computadores deu voz aos imbecis. “A internet é muito mal utilizada, embora tenha tudo para ser uma ferramenta maravilhosa.
Ela é um arquivo monumental, mas as pessoas preferem, por exemplo, ler somente o título de um texto jornalístico – que muitas vezes é mal construído –, tirar
conclusões e já sair escrevendo o diabo”.
A linguagem da internet, disse Pasquale, é ótima para uma dada situação, mas as pessoas não podem achar que, ao dominar somente esse código, a vida estará
resolvida. “Não é possível escrever um texto acadêmico com a linguagem da internet. É preciso ter um guarda-roupa linguístico amplo. Não dá para achar que com uma
roupa apenas eu posso ir a todas as situações”.
https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2016/10/25/para-o-professor-pasquale-e-preciso-ler-para-escrever-bem
A respeito do excerto “Sobre o uso da internet como ferramenta para o exercício da leitura e da escrita, Pasquale citou o filósofo, linguista e escritor Umberto Eco,
falecido em fevereiro deste ano, que afirmou que a rede mundial de computadores deu voz aos imbecis.”, é correto afirmar que a ocorrência da vírgula após o termo
Umberto Eco justifica-se para introduzir
a) vocativo.
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b) sujeito.
c) objeto direto.
d) dativo de posse.
e) adjunto adnominal oracional.
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Questão 1294: IDECAN - Ass (IF Baiano)/IF Baiano/Administração/2019
Assunto: Orações reduzidas
Texto para a questão.
TEXTO
O sol ainda nascendo, dou a volta pela Lagoa Rodrigo de Freitas (7.450 metros e 22 centímetros). Deslumbrante. Paro diante de uma placa da Prefeitura, feita com os
maiores cuidados técnicos, em bela tipografia, em português e inglês, naturalmente escrita por altos professores e, no longo período com que trabalham as burocracias,
vista e revista por engenheiros, psicólogos, enfim, por toda espécie e gênero de PhDs. Certo disso, leio, cheio do desejo de aprender, a história da lagoa e seus d’intorni,
environs, neighbourhood. Lá está escrito: “beleza cênica integrada aos contornos dos morros que a cerca (!).” Berro, no português mais castiço do manual do [jornal]
Globo: HELP! E, como isso não tem a menor importância, o sol continua nascendo no horizonte. Um luxo!
(FERNANDES, Millôr. Caderno 2. O Estado de S. Paulo,4/7/1999)
Com base na norma culta do português contemporâneo brasileiro, a vírgula após “Prefeitura” introduz
a) vocativo.
b) sujeito.
c) objeto direto.
d) adjunto adnominal oracional.
e) dativo de posse.
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Questão 1295: IDECAN - Ass Adm (IF AM)/IF AM/2019
Assunto: Funções sintáticas dos pronomes relativos
Grandes questões. Respostas indígenas.
Esta semana, no Rio de Janeiro, o povo Kuikuro do Alto Xingu vai dizer HEKITE KUATSANGE EGEI ENHÜGÜ (Seja bem-vindo!) para pesquisadores indígenas de todo o
mundo. De Papua-Nova Guiné, Kiribati, Sudão, Dominica, Uganda, Índia, Quênia e Colômbia, assim como das comunidades Guarani-Kaiowá, Tuxa, Baniwa e Tupinambá
do Brasil, povos indígenas se reúnem no Museu do Índio para refletir criticamente sobre como métodos indígenas de pesquisa são essenciais para entender os principais
problemas que o mundo enfrenta no século XXI.
Seja para abordar os desafios da mudança climática ou o racismo, a sustentabilidade ambiental ou a violência de gênero, a seca ou patrimônios culturais ameaçados, os
pesquisadores questionam como o conhecimento indígena pode ser ativado de forma efetiva como um recurso para desenvolvimento no futuro.
Pesquisadores do Sudão mostram como o conhecimento tradicional núbio pode informar decisões sobre agricultura sustentável. Uma pesquisadora do povo Emberá-
Chami demonstra a importância do conhecimento indígena para a resolução de questões de deslocamento forçado na Colômbia ao lado de um pesquisador Acholi, que
examina soluções para a seca em Uganda.
Grandes questões. Respostas indígenas. Apesar de todos os impactos positivos dessas colaborações para pesquisas até agora, sabemos que o Brasil enfrenta questões
urgentes relacionadas à sua herança indígena e seu futuro. Esse seminário é uma chance para que o povo Kuikuro peça aos colegas indígenas que reflitam juntos sobre
como a pesquisa acadêmica pode proteger, preservare promover o desenvolvimento sustentável para os povos indígenas do Brasil.
Pesquisadores foram convidados a vir ao país para perguntar e entender como esforços de pesquisa colaborativa podem promover a resiliência às atuais ameaças a
identidades, terras, águas e culturas indígenas.
Precisamos de metodologias indígenas de pesquisa para compreender a relação entre o desmatamento, a mudança climática, os ciclos de colheita e os rituais dos
calendários indígenas. Para resistir à municipalização da assistência médica indígena, é preciso haver pesquisas para examinar como manter um cuidadoso equilíbrio entre
conhecimentos indígenas e não indígenas. Já que os Kuikuro não podem mais beber a água do Rio Xingu, precisamos questionar: por quanto tempo seus peixes
continuarão a alimentar as aldeias, à medida que toxinas agrícolas e industriais poluem seus afluentes ou o próprio rio é bloqueado por barragens hidrelétricas?
Os debates começam sob os milhares de estrelas do céu do Xingu, no Planetário do Rio, enquanto se contemplam as cosmologias indígenas nas constelações de cada um
de nossos visitantes. Na sequência, haverá a busca de respostas para perguntas significativas. Como criar pesquisas equitativas, específicas a um contexto e sensíveis em
termos históricos, culturais e linguísticos? Como a coprodução de conhecimento entre pesquisadores indígenas e não indígenas pode superar desequilíbrios de poder
arraigados, sobre os quais nossos sistemas universitários de ensino e pesquisa são construídos?
Os conselhos de pesquisa do Reino Unido reuniram colaboradores de doze projetos conduzidos por acadêmicos britânicos em parceria com pesquisadores indígenas de
várias partes do mundo para criar um novo conjunto de diretrizes para pesquisa em universidades britânicas. Financiado pelo Global Challenges Research Fund (GCRF) –
um investimento de 1,5 bilhão de libras por parte do governo do Reino Unido para criar parcerias que apoiem pesquisas de ponta para lidar com os principais desafios
enfrentados por países em desenvolvimento –, o seminário examina em que medida a pesquisa financiada pelo Reino Unido está sendo conduzida a partir do ponto de
vista indígena e busca propor como as universidades podem garantir uma estrutura ética para pesquisas que tragam benefícios diretos a povos indígenas. Acima de tudo,
vai questionar que tipo de pesquisa vale a pena conduzir e qual a melhor forma de realizá-la.
O povo Kuikuro e a Universidade Queen Mary de Londres colaboram em projetos de pesquisa financiados pelo GCRF desde 2016. Isso resultou em um programa de
residências artísticas organizado pelo povo Kuikuro na Aldeia Ipatse no Alto Xingu, que reuniu mais de 20 artistas de Londres, Madri e Rio de Janeiro.
Em contrapartida, Takumã fez um documentário que oferece uma reflexão crítica sobre modelos britânicos de multiculturalismo, e os Kuikuro colaboraram com o Museu
Hornimam, em Londres, para criar uma experiência imersiva da cultura do Xingu com o uso de tecnologias de realidade virtual e aumentada.
Ao dar boas-vindas a nossos colegas de várias partes do mundo, vamos compartilhar muitas questões e esperamos ter algumas respostas. Vamos também contar
histórias e refletir sobre como as narrativas que precisamos contar e ouvir estão cada vez mais ameaçadas de extinção. Estamos nos reunindo para criar e mobilizar
conhecimentos.
(Takumã Kuikuro e Paul Heritage.
Le Monde Diplomatique Brasil. 21 de março de 2019, com adaptações.)
No primeiro parágrafo, ao empregar “esta semana”, são passadas informações indicadas pelo pronome. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
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a) O pronome tem valor anafórico, e o evento ocorrerá uma semana após a divulgação da notícia.
b) O pronome tem valor catafórico, e o evento ainda terá sua data definida, após a chegada dos convidados.
c) O pronome tem valor dêitico, e o evento envolverá possivelmente atividades no dia 24 de março de 2019.
d) O pronome tem valor anafórico, e o evento ainda terá sua data definida, após a chegada dos convidados.
e) O pronome tem valor dêitico, e o evento ocorrerá em alguma semana futura.
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Questão 1296: IDECAN - Ass Alu (IF PB)/IF PB/2019
Assunto: Funções sintáticas dos pronomes relativos
Leia o texto abaixo, que é tido como dedicatória do narrador de Memórias Póstumas de Brás Cubas, para responder à questão.
Ao verme
que
primeiro roeu as frias carnes
do meu cadáver
dedico
como saudosa lembrança
estas
Memórias Póstumas
(Machado de Assis)
O elemento de coesão “que” possui, no texto, a função sintática idêntica ao do elemento sublinhado na sentença:
a) Machado escreveu doente Memórias Póstumas.
b) O narrador de Memórias Póstumas é onisciente.
c) Machado é um dos mais consagrados escritores no Brasil.
d) Machado foi fundador da Academia Brasileira de Letras.
e) A ideia de Machado era explicar a corrupção brasileira.
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Questão 1297: IDECAN - ATPS (MS)/MS/2017
Assunto: Funções sintáticas dos pronomes relativos
A experiência brasileira passou a oferecer novas possibilidades de vida para as pessoas com diagnósticos psiquiátricos: dos cerca de 80 mil leitos existentes na virada dos
anos 1970 para 1980, atualmente há menos de 30 mil. E, ao contrário do que argumentam as pessoas prejudicadas por tais mudanças, os pacientes que ocupariam estes
leitos não foram abandonados nas ruas, ou deixados como sobrecarga às famílias. Foram e são ainda atendidos por centenas e milhares de novos serviços de atenção
psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial, onde os usuários são acompanhados cotidianamente, em regime aberto e inclusivo.
Dias após o Brasil perder Antonio Lancetti — defensor da luta antimanicomial e das ações de enfrentamento à dependência química, um argentino que escolheu o Brasil
para lutar, mesmo enquanto combatia um agressivo câncer, pela população de rua acometida de doenças mentais —, é muito importante lembrar que a reforma
psiquiátrica não se reduz à lei ou às portarias ministeriais. Constrói-se cotidianamente no fazer e criar permanente de novas relações de cuidado e solidariedade às
pessoas em sofrimento. Muitos daqueles internos em hospitais psiquiátricos, em cujos prontuários se lia que eram incapazes, perigosos e irresponsáveis, são hoje
cidadãos em defesa e exercício de seus direitos, inclusive como defensores da reforma psiquiátrica antimanicomial. E isto é fundamental.
(Paulo Amarantes. O Globo. 19 de dezembro de 2016. Fragmento.)
A manchete de 05/01/2017 “Bombeiros resgatam homem que caiu no Rio Tamanduateí”, publicada em http://g1.globo.com/, apresenta o emprego do pronome relativo
“que”, sintaticamente a mesma função que tal pronome exerce na manchete pode ser identificada através do destacado em
a) “atualmente há menos de 30 mil”.
b) “Dias após o Brasil perder Antonio Lancetti”.
c) “mesmo enquanto combatia um agressivo câncer,”.
d) “lembrar que a reforma psiquiátrica não se reduz à lei”.
e) “oferecer novas possibilidades de vida para as pessoas”.
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Questão 1298: IDECAN - Prof (SG Rio Abaixo)/Pref SG Rio Abaixo/Língua Portuguesa/2017
Assunto: Função sintática dos pronomes pessoais átonos
Um reino cheio de mistério
No dia 21 de setembro comemorou-se o Dia da Árvore, o que deve ter dado trabalho a muito menino do primário, do qual certamente exigiram uma redação sobre o
tema: com a alma bocejando, os meninos devem ter dito que a árvore dá sombra, frutos etc.
Mas, ao que eu saiba não se comemora o dia da planta, ou melhor, da plantação. E esse dia é importante para a experiência humana das crianças e dos adultos.Plantar
é criar na natureza. Criação insubstituível por outro tipo qualquer de criação.
Esperar que algo amadureça é uma experiência sem-par: como na criação artística em que se conta com o vagaroso trabalho do inconsciente. Só que as plantas são a
própria inconsciência.
Lembro-me de que no curso primário a professora mandava cada aluno fazer uma redação sobre um naufrágio, um incêndio, o Dia da Árvore. Eu escrevia com a maior
má vontade e dificuldade: já então não sabia seguir senão a inspiração. Mas que seja esta a redação que em pequena me obrigavam a fazer.
(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do Mundo. Trecho com adaptações.)
Em “Eles me obrigavam a fazer redações e roubaram-me a inspiração”, o pronome oblíquo me exerce, respectivamente, função sintática de:
a) Objeto direto e objeto indireto.
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b) Objeto direto e adjunto adnominal.
c) Objeto direto e complemento nominal.
d) Objeto indireto e complemento nominal.
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Questão 1299: IDECAN - Cont (CM Aracruz)/CM Aracruz/2016
Assunto: Função sintática dos pronomes pessoais átonos
Os riscos da poluição e do aquecimento global para a saúde
Vivemos tempos interessantes, para dizer o mínimo. A falta de bom senso leva o mundo, nossas lideranças e mesmo as pessoas comuns a agir de maneira irracional e
até mesmo contrária aos seus próprios interesses.
Estão aí o Brexit, a rejeição ao acordo de paz colombiano, a indicação do bufão Donald Trump como candidato à presidência dos Estados Unidos e as atrocidades da
guerra na Síria. Isso para ficarmos apenas em alguns exemplos recentes e mais emblemáticos.
Nessa equação entram também as poucas vozes que ainda insistem em considerar o aquecimento global e as mudanças climáticas como uma ficção ou até mesmo como
algo verdadeiro, mas sem importância.
Claro que agora só os muito insanos ou com grandes interesses econômicos é que ainda se manifestam contrariamente aos ululantes indicadores de que o planeta está
cada vez mais quente.
Felizmente para nós, a ratificação do Acordo de Paris ocorreu em tempo recorde. Agora os países, entre eles os maiores emissores de gases de efeito estufa no mundo,
começam a colocar em prática seus planos de reduzir sua contribuição para as mudanças climáticas.
E, se ainda faltava entender melhor os perigos associados ao uso intensivo de combustíveis fósseis, à destruição do meio ambiente e ao crescimento desordenado, um
novo e poderoso argumento surgiu em um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo constatou que cerca de 92% da população mundial vivem em áreas com qualidade do ar inferior aos padrões recomendados.
Para chegar a essa conclusão, a OMS, órgão das Nações Unidas, em parceria com a Universidade Bath, do Reino Unido, utilizou uma tecnologia que obtém dados por
meio de sensores bastante sensíveis de monitoramento terrestre e de movimentação do ar instalados em satélites.
E, lá de cima, foi possível constatar que as áreas mais atingidas pela poluição, com volume de partículas finas em suspensão maior que os estabelecidos como seguros,
estão cidades do Oriente Médio, outras localizadas no sul e sudeste da Ásia, incluindo aí China e Índia, os dois países com maior população do mundo e também cidades
do centro e norte da África.
O Brasil não escapa dessa poluição, mas apresenta um ar de qualidade mais razoável. De qualquer maneira, se as cidades litorâneas do Nordeste e mesmo a capital
Brasília apresentam baixos índices de partículas suspensas no ar, São Paulo e grande parte do estado do Mato Grosso registram poluição atmosférica mais alta que o
recomendado pela OMS.
Entre as principais razões para o agravamento dessa poluição estão as atividades industriais: a queima de carvão e madeira, os sistemas de transporte antiquados e
ineficientes e a incineração de lixo.
Das soluções apresentadas pela Organização Mundial da Saúde para começar a reverter esse quadro, muitas mantêm uma relação direta com o combate às mudanças
climáticas e ao aquecimento global.
Entre elas, investimento em energias renováveis, o incentivo ao transporte público eficiente e menos poluente, a redução das atividades industriais e a gestão eficiente
dos resíduos sólidos.
Uma coisa está ligada invariavelmente a outra. Poluição e aquecimento global atuam em consonância para provocar danos irreparáveis à saúde das pessoas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a poluição é responsável, por uma a cada nove mortes no planeta. São 36% das mortes por câncer de pulmão, 34% por AVC.
A poluição ainda contribui para 27% dos ataques cardíacos fatais. Podemos acrescentar que, além de contribuir para a redução da sensação térmica, cidades com áreas
verdes também ajudam a combater a poluição, entre outros inestimáveis benefícios.
A cada dia recebemos, mais e mais, informações que revelam que, quanto mais longe de um mundo mais sustentável, justo e equilibrado, mais distante também
estaremos de uma vida plena e saudável.
(CANTO, Reinaldo – 28/10/2016. Disponível em:
http://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/os-riscos-da-poluicao e-do-aquecimentoglobal- para-a-saude.)
A palavra “que” pode se classificar de várias formas e ainda exercer funções sintáticas diversas, dentre elas a de sujeito da oração que pode ser identificada no termo
destacado em:
a) “[...] é que ainda se manifestam contrariamente [...]”
b) “[...] constatar que as áreas mais atingidas pela poluição [...]”
c) “[...] que ainda insistem em considerar o aquecimento global [...]
d) “[...] registram poluição atmosférica mais alta que o recomendado pela OMS.”
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Questão 1300: IDECAN - PEBTT (IF Roraima)/IF RR/Administração/2020
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Texto 1
Para as turmas desafiadoras, novas práticas
O que fazer quando aquela classe faz o professor questionar a sua capacidade e prática docente
Por Felipe Bandoni
“A turma mais difícil é o 7º ano. Nunca tive alunos que me fizessem sentir tão vulnerável. Acho que desaprendi a ser professor.” Essas palavras foram ditas por um
colega muito experiente. Fiquei perplexo, pois ele é uma referência, querido pelos alunos e admirado pelos colegas; o tipo que sempre traz soluções. Levei um choque, e
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sua fala me fez perceber que todos enfrentamos turmas que colocam em xeque nossa habilidade e experiência.
Quando percebemos que uma turma será muito difícil, é porque nosso repertório está se esgotando. Precisamos de outras saídas e, para chegar a elas, é fundamental
conversar com colegas, coordenação e direção. Um ótimo início é fazer uma análise aluno a aluno, buscando entender o que é do grupo e o que é individual. Uma vez
detectados quais os casos mais sérios, é importante definir encaminhamentos que toda a equipe realizará: em que situações alunos poderão ser excluídos da sala, por
exemplo? Em que casos pedir ajuda à direção? É muito importante que a equipe faça intervenções conjuntas e consistentes.
Os alunos percebem rapidamente quando estamos desarticulados e usam isso em seu enfrentamento: “Se a outra deixou, por que você não deixa?” Também é preciso
assumir nossa parcela de responsabilidade. Em que medida nossas aulas contribuem para gerar indisciplina? Ninguém propõe intencionalmente atividades que estimulam
o tumulto, mas é preciso reconhecer que algumas não funcionam com certas turmas. Pode ser um problema da nossa prática, mas também ser um choque entre ela e os
estudantes que, muitas vezes, estão imaturos para certas propostas. Nas classes difíceis que enfrentei, por exemplo, percebi que aulasexpositivas são ruins, pois eram
gatilho para a distração. Aprendi, na marra, a reduzir esse tipo de aula para as inquietas. Turmas assim dão muito trabalho, mas também as maiores recompensas. Caso
os professores revejam suas práticas e se organizem como grupo para fazer intervenções consistentes, serão aquelas que ficarão na nossa memória e que nos farão
acreditar que contribuímos para a transformação dos nossos alunos.
Felipe Bandoni é professor de Ciências na Educação de Jovens e Adultos
(EJA) do Colégio Santa Cruz, em São Paulo. Disponível em:
https://novaescola.org.br/conteudo/18218/para-as-turmas-desafiadorasnovas-
praticas. Acesso em: 03/12/2019 (adaptado)
Assinale a alternativa que exprima corretamente a função sintática do trecho grifado da oração “Os alunos percebem rapidamente quando estamos desarticulados”
retirada do Texto 1.
a) oração subordinada substantiva objetiva direta
b) oração subordinada adverbial de tempo
c) oração subordinada apositiva
d) oração coordenada assindética
e) complemento direto do verbo “perceber”
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Questão 1301: IDECAN - Adm (IF RR)/IF RR/2020
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Texto 2
Pobreza tem impacto direto na saúde mental
Transtornos mentais não são frutos apenas de desequilíbrios químicos e fatores biológicos. O contexto social e econômico em que vivemos tem uma grande influência em
nossa saúde mental.
DIOGO RODRIGUEZ
Desde 2011 trabalho de maneira autônoma. Já contei aqui que sou jornalista freelancer; há alguns meses, estou me dedicando ao meu próprio negócio depois de
fazer um curso de empreendedorismo nos Estados Unidos. Faz muito tempo que não tenho emprego fixo.
Tenho uma forte suspeita de que foi durante esse período que comecei a “desenvolver” ansiedade generalizada e depressão. Antes, eu recebia um salário fixo e sabia
o quanto podia gastar no final do mês. Quando me tornei autônomo, tive de passar a conviver com a incerteza financeira.
É impossível saber o quanto você vai ganhar a cada mês. Isso teve várias consequências para mim. Com medo de não ganhar o suficiente, comecei a procurar por
trabalhos desesperadamente. Aceitava o que aparecesse, não importava a dificuldade da tarefa. Assim, fui me enchendo de coisas a fazer e prazos a cumprir. Para
conseguir dar conta de tudo, passei a trabalhar dez, às vezes 12 horas por dia. Nem os finais de semana escapavam mais porque sempre havia algo a ser feito.
Obviamente que o nível de ansiedade foi ao extremo e atrapalhou o resto de minha vida. Dormia menos, comia mal, pouco me divertia, estava sempre pensando em
trabalho e na necessidade de ganhar dinheiro. Aos poucos, fui me desgastando e perdendo a capacidade de prestar atenção aos detalhes.
Tanta pressão interna e externa fez a qualidade do meu trabalho cair. Perdi prazos, entreguei trabalhos de qualidade ruim. O resultado foi que pessoas que antes
confiavam em mim pararam de me chamar para trabalhar. A ansiedade por ter trabalho e ganhar dinheiro teve o efeito oposto. Não muito tempo depois de perceber isso,
resolvi procurar tratamento.
Por que estou falando disso? Bom, porque, como eu disse na coluna da semana passada, transtornos mentais não são frutos apenas de desequilíbrios químicos e
fatores biológicos. O contexto social e econômico em que vivemos tem uma grande influência. Hoje, diversas pesquisas conseguem mensurar o efeito que a insegurança
econômica causa em nós.
Faz todo sentido, não é? A ameaça da falta de dinheiro distorce nossa perspectiva de vida, colocando-nos numa espiral de incertezas. “Será que vou ter dinheiro para
pagar as contas? Será que vou conseguir trabalho? ” Isso tem um custo alto para a saúde mental.
A pesquisadora canadense Evelyn Forget conseguiu medir o impacto que as finanças têm na saúde mental. Professora da Universidade de Toronto, em 2011 ela
publicou um artigo chamado “A cidade sem pobreza: os efeitos de saúde de um experimento canadense de renda anual garantida” (tradução minha). De 1974 a 1979,
uma cidade da província de Manitoba, no Canadá, foi palco de uma experiência. O governo deu a todos os habitantes da cidade de Dauphin uma renda mínima anual.
Para cada dólar canadense que cada cidadão ganhava, o governo dava um adicional de 50 centavos.
Concluído há mais de 40 anos, o experimento só teve seus resultados revelados em 2011, por Evelyn Forget. Os dados ficaram esquecidos e nunca foram analisados.
A pesquisadora se surpreendeu com o que encontrou. De uma maneira geral, a saúde dos habitantes de Dauphin melhorou. Está incluída aí, é claro, a saúde mental. Sem
a pressão de ter que lutar pela mínima sobrevivência, as pessoas passaram a viver melhor, mostrou Forget.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/pobreza-tem-impacto-direto-na-saude-mental/. Acesso em: 30/11/2019 (Adaptado)
Assinale a única alternativa que faça uma afirmação correta sobre as relações sintáticas existentes entre os termos do período citado a seguir: A pesquisadora canadense
Evelyn Forget conseguiu medir o impacto que as finanças têm na saúde mental. (l.23)
a) O sujeito do verbo “conseguir” é do tipo composto.
b) O trecho “que as finanças têm na saúde mental” é adjunto adnominal de “impacto”.
c) O trecho “medir o impacto que as finanças têm na saúde mental” exerce função de complemento direto do verbo “conseguir”.
d) Em “o impacto que as finanças têm na saúde mental.”, o trecho em destaque é objeto direto do verbo “ter”.
e) O trecho “o impacto que as finanças têm na saúde mental” exerce função de complemento indireto do verbo “conseguir”.
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Questão 1302: IDECAN - Ass Adm (UNIVASF)/UNIVASF/2019
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Leia o texto abaixo, escrito pela educadora e poeta Cecília Meirelles, e responda a questão.
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
No trecho “Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada.”,
a) o termo “canção" funciona como sujeito do verbo "ter".
b) funciona como sujeito do verbo "ter" a expressão "a asa ritmada".
c) o termo "sangue" funciona como adjunto adverbial de modo.
d) deve ocorrer reescrita, de modo que o verbo "haver" seja inserido no lugar do verbo "ter", para que haja adequação à variante culta do português do Brasil.
e) o termo "ritmada" funciona como predicativo do sujeito.
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Questão 1303: IDECAN - Ass Alu (IF PB)/IF PB/2019
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Leia o texto abaixo, que é tido como dedicatória do narrador de Memórias Póstumas de Brás Cubas, para responder à questão.
Ao verme
que
primeiro roeu as frias carnes
do meu cadáver
dedico
como saudosa lembrança
estas
Memórias Póstumas
(Machado de Assis)
Sintaticamente, o segmento “ao verme” possui, no texto, a função de
a) adjunto adnominal restritivo.
b) complemento nominal.
c) complemento verbal direto.
d) complemento verbal indireto.
e) adjunto adverbial de meio.
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Questão 1304: IDECAN - TCon (CM Natividade)/CM Natividade (RJ)/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Música para todos
Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendosobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida
o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é
possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível,
fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou
apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
“O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência
leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
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Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um
mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves
e melódicos.
As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a
minha alma”.
Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e
as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina,
seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos
e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de
dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é
compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVII ou XVIII ou XIX, resta-nos
um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar
dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.
(Nelson Tanure, empresário, foi vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil –OSB – Jornal do Brasil – 10 de janeiro de 2015.)
Considerando as funções sintáticas dos termos em destaque, identifique o único que se DIFERENCIA dos demais quanto à função exercida.
a) “… ela pode ser apreciada,…” (2º§)
b) “... que compõem uma orquestra,...” (8º§)
c) “… a tecnologia permite ao ouvinte,…” (3º§)
d) “... e há espaço para a convivência,...” (10º§)
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Questão 1305: IDECAN - ACE (Pref T Ananias)/Pref Tenente Ananias/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Do que são feitos os heróis?
A ciência ainda tateia para entender o que determina ações repletas de altruísmo e coragem.
Neste mês (02/2015), comemoram-se 70 anos do fim do Holocausto, o que nos faz lembrar não só as atrocidades cometidas pelos nazistas como os heróis que se
arriscaram para salvar o próximo. Por que em momentos tão perigosos surgem heróis? O herói, frequentemente, ao explicar por que retirou uma vítima de automóvel em
chamas ou um barco que afundava, dá a mesma resposta: agiu “sem pensar”.
Em editorial da New Scientist, Michael Bond cita estudos feitos com esses “heróis da vida diária” para entender o que têm em comum. O presidente da
Fundação Carnegie Hero Fund Commission, que homenageia quem arrisca a vida para salvar os outros, repete seu fundador, afirmando que o heroísmo é um impulso.
Agora, pesquisadores buscam entender como ativá-lo.
O sociólogo Samuel Oliner, que na infância foi salvo do nazismo ao ser escondido por uma amiga da família, passou a vida pesquisando por que alguém ajudaria o outro
sem pensar em si próprio. Altruísmo é uma evolução adaptativa de comportamento, pois os grupos onde ele existe tendem a ser mais bem-sucedidos.
Oliner entrevistou 406 pessoas que se arriscaram para salvar judeus durante a Segunda Guerra, e outras 72 que simplesmente viveram na Europa nesse período. Os
“heróis” mostraram-se mais empáticos e compartilhavam valores de justiça, compaixão e responsabilidade pelo próximo, conceitos que declararam ter aprendido com os
pais. Também eram mais tolerantes com as diferenças, considerando como seu grupo toda a humanidade.
Para Kristen Monroe, da Universidade da Califórnia, que estudou a psicologia dos heróis do Holocausto, “onde a maioria das pessoas vê um estranho, o altruísta vê um
amigo em necessidade”. O altruísta tende a ser constante em seus atos. David Rand, de Yale, que estuda jogos de cooperação, descobriu que quem costuma cooperar
em um tipo de jogo tende a cooperar em todos, mesmo sem receber benefícios.
Que motivadores tornam as pessoas altruístas ainda está por ser descoberto, mas o que se sabe é que altruístas têm maior senso de igualdade e são influenciados pelo
comportamento dos pais. Ou seja, há um componente biológico hereditário e um componente adquirido. Altruístas têm uma região do cérebro, a amígdala do lado
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direito, maior que o normal. Essa região reconhece faces com expressão de medo. Ou seja, tais pessoas conseguem reconhecer e responder mais rápido ao desespero
alheio, ao contrário dos psicopatas, que possuem amígdalas menores. No entanto, ser altruísta é condição necessária, mas não única, para se tornar herói, o qual em
potencial precisa também ter uma personalidade que assume riscos.
O heroísmo do dia a dia é difícil de ser estudado, pois é raro. A Fundação Garnegie, em seus 110 anos, condecorou apenas 10 mil deles. Uma saída seria estudar os
heróis de guerra. Mas esses são diversos, pois os atos heroicos são inspirados mais por lealdade aos companheiros do que por altruísmo. Estudo feito com 283 soldados
israelenses que receberam medalhas pela guerra do Yom Kippur não encontrou características de personalidade diferentes.
Heróis podem também ser forjados. Experiências no início da vida que trazem mais responsabilidades, como a morte de um dos pais ou ser filho mais velho de família
grande, aumentam o senso de preocupação com o próximo. Por isso, Oliner propõe que atos de altruísmo sejam discutidos nos primeiros anos escolares, para que seja
forjada uma personalidade altruística. Para o neurologista Silas Weir, que há mais de um século motivou seu amigo Carnegie a instituir o prêmio, “o Homem em situações
de emergência é um fantoche do seu passado, que subitamente puxa as cordas e determina a ação”.
(TUMA,Rogério. Publicado em 04/02/2015. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/revista/835/do-que-sao-feitos-os-herois-568.html.
Acesso em: 20/01/2017.)
Assinale a alternativa cujo trecho ou termos sublinhados apresenta classificação sintática DIFERENTE dos demais.
a) “... ao contrário dos psicopatas, que possuem amígdalas menores.” (6º§)
b) “Ou seja, há um componente biológico hereditário e um componente adquirido.” (6º§)
c) “... passou a vida pesquisando por que alguém ajudaria o outro sem pensar em si próprio.” (3º§)
d) “Altruísmo é uma evolução adaptativa de comportamento, pois os grupos onde ele existe tendem a ser mais bem-sucedidos.” (3º§)
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Questão 1306: IDECAN - Bib (Pref T Ananias)/Pref Tenente Ananias/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Da repressão à ética: o que está por detrás dos saques no Espírito Santo
Há pouco mais de uma semana, policiais militares que reivindicam melhores salários se amotinaram no Espírito Santo, gerando um caos generalizado no estado. A
convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques. Para analistas entrevistados pela Gazeta do Povo,
apesar de a dimensão do policiamento ostensivo ser enorme, esse fator, por si só, não dá conta de explicar o fenômeno: os aspectos ético e político também têm um
peso decisivo neste contexto.
Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por “senso de oportunidade”, ou seja, por sentir que elas não
seriam punidas, por causa da falta de policiamento. Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer “precisaria” dos bens que estava furtando.
“Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram, o que configura uma
situação muito grave”, avalia o sociólogo Luís Flávio Sapori, coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública da PUC-Minas.
“A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer. Ter o policial nas ruas é essencial à manutenção da segurança e o Espírito Santo
compra isso”, afirma o ex-comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Rui César Melo.
Valores e política
O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões. Para o docente, a onda de saques está
atrelada ao “esvaziamento de valores sociais e morais”, que está relacionado à crise e à degradação da própria sociedade. Ele vê relação direta entre o fenômeno e os
últimos acontecimentos políticos, que sugerem uma fragilidade da democracia.
“Vivemos um momento em que as leis não são obedecidas em diversos setores, inclusive na política. Isso se torna claro à população. Diante deste cenário, o cidadão se
pergunta se vale a pena continuar seguindo uma série de valores éticos, que deveriam sustentar a sociedade. É o que o leva a, por exemplo, participar dos saques”,
analisa Alvarenga.
O filósofo aponta que isso indica que os cidadãos não veem a sociedade como legítima. Neste sentido, ele duvida da eficiência dos aparelhos de repressão, como o
policiamento ostensivo. Para ele, a questão ultrapassa a dimensão da segurança.
“Para obedecer determinada norma, a pessoa precisa reconhecer a legitimidade daquilo. No Brasil, as pessoas tendem a obedecer mais por medo da punição do que por
acreditar no projeto de sociedade na qual elas estão. Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca.
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O coronel Rui César Melo considera que, além da manutenção de um aparato ostensivo, o poder público não pode deixar de manter investimentos em outros setores
básicos, como saúde e educação. “Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não
acontece. Aí desemboca tudo em polícia”, observa.
Dimensões
Para os especialistas, em certa medida, essa dimensão cultural explica porque em algumas sociedades a situação não foge ao controle, mesmo em ocasiões excepcionais,
em que a vigilância é reduzida. É o caso do desastre ocorrido em Fukushima, no Japão, em que as ruas ficaram praticamente evacuadas, mas que não houve registro de
aumento de índices de violência. “Lá, certamente, os cidadãos se reconheciam como parte da sociedade e as normas não perderam a validade”, sintetiza o professor
Alvarenga.
No Brasil, vários outros estados registraram greves de policiais. No Paraná, a última paralisação significativa ocorreu em 2010, no governo de Roberto Requião (PMDB),
mas a situação não chegou a fugir ao controle. A Bahia enfrentou duas mobilizações nos últimos anos – em 2012 e 2014 –, ambas com um cenário de saques e dezenas
de assassinatos. Para os analistas, essa diferença pode ser explicada pelo tamanho da adesão da greve em cada estado.
“No Espírito Santo, agora, por exemplo, a adesão foi praticamente geral. No Paraná [em 2010], não chegou a ser tão grande. Isso depende de uma resposta rápida do
governo, de debelar o movimento”, apontou o coronel Rui César Melo.
Movimento de policiais gera divergência
Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização. No total, 703 agentes foram indiciados por
crime de revolta e motim. Para o coronel Rui César Melo, o comandante da Polícia Militar (PM) capixaba, por inércia, perdeu o comando da tropa, o que abriu espaço para
que os militares se revoltassem. A categoria reivindica reposição salarial e melhores condições de trabalho.
“Houve uma falha de comando. Cabe ao comandante exercer a comunicação direta com o governo do estado, apontando insatisfações, cobrando estrutura. O
comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou”, afirma.
O sociólogo Flávio Sapori, por sua vez, considera que as associações policiais estão “aparelhadas” politicamente e marcadas pelo corporativismo. Desta forma, essas
entidades tornariam “reféns” o comando da PM e o governo do estado. “A greve revela a perda do controle e que não temos instrumentos legais para mudar esta
realidade”, opina.
(ANÍBAL, Felippe. Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/da-repressao-a-etica-o-que-esta-por-detras-dos-saquesno-espirito-santo-cqhcka7lusidkqs79eurlgfc7. Acesso 12 de
fev 2017. Adaptado.)
Em “O professor Rodrigo Alvarenga, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR, no entanto, aponta outras dimensões.” (5º§), o valor da oração destacada é
o mesmo encontrado em:
a) “Boa parte delas pertence à classe média e, portanto, nem sequer ‘precisaria’ dos bens que estava furtando.” (2º§)
b) “‘O comandante deveria ter sensibilizado o governo a atender as demandas da classe, para que não se chegasse ao ponto que chegou...’” (14º§)
c) “‘Compete ao Estado oferecer escola em período integral, assistência médica e social, principalmente nas periferias, mas isso não acontece.’” (9º§)
d) “Se você for ver os vídeos, vai ver que os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram...” (3º§)
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Questão 1307: IDECAN - AEB (SG Rio Abaixo)/Pref SG Rio Abaixo/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
As mortes violentas entre os jovens
As mortes de jovens por causas violentas no Brasil, na contramão do que se passa nos países desenvolvidos, superam as causadas por acidentes automobilísticos e
suicídio.
O assassinato brutal de um garoto de 18 anos agora em setembro dentro do AeroportoInternacional Salgado Filho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, voltou a chamar
a atenção para a principal causa de morte de homens jovens no Brasil de hoje: a violência.
Marlon Roldão Soares foi assassinado por dois jovens, que descarregaram ao menos 15 tiros na vítima. Ele se despedia de um amigo que iria viajar. O pai de Soares
estava com ele. Dezenas de pessoas estavam no saguão do aeroporto no momento do crime. Até a quarta-feira, dia 21, não estava clara a causa do assassinato, que
pelo padrão lembra uma execução. O jovem não tinha antecedentes criminais e não parecia ter relação com o tráfico. No entanto, o bairro em que residia, Vila Jardim, na
Zona Norte da capital gaúcha, sofre com a disputa de duas facções criminosas rivais.
Esse conflito parece ter conexão com o ataque. Em um primeiro momento, a polícia trabalhava com a hipótese de um crime passional. O namoro de Soares com uma
jovem de outra parte do bairro poderia ter gerado reação do grupo que “domina” a outra área. Outra possibilidade é o garoto ter sido morto por engano. O alvo seria o
amigo que embarcava no aeroporto e que teria “desertado” de uma quadrilha de traficantes.
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O que aconteceu excepcionalmente dentro do saguão de um aeroporto é realidade cotidiana em áreas espalhadas pelo país, territórios com “donos” que não toleram a
presença das autoridades. Criam verdadeiros bolsões em que a lei parece não ter vez.
Há uma banalização da violência entre os mais novos. A cena dos garotos saindo do aeroporto, rosto limpo, dando tiros para o alto, pegando “carona” em um carro que
os aguardava, sem se preocupar se estavam sendo gravados, revela um desprezo com as autoridades.
As mortes de jovens por causas violentas no Brasil, na contramão do que se passa nos países desenvolvidos, superam as causadas por acidentes automobilísticos e
suicídio. É o retrato de uma guerra urbana, que provoca a morte de dezenas de jovens, principalmente garotos, todo dia. As vítimas são majoritariamente pobres, negros
e habitantes de periferias.
A sensação de impunidade, a impulsividade típica dessa fase da vida, a busca pela sensação de poder, a escola pouco atraente, o mercado de trabalho retraído, os
empregos mal remunerados, o dinheiro “fácil” gerado pelo crime, o uso de álcool e drogas, a ausência de projeto de vida, a desestruturação familiar, história de prisões e
agressões envolvendo os pais deixam uma grande parcela da população jovem mais vulnerável às promessas e à sedução do tráfico e do uso da violência. É um ciclo
complexo, difícil de quebrar. Mas, sem enfrentar suas causas econômicas e sociais, continuaremos a apenas ficar chocados, dia após dia.
(BOUER, Jairo. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer/noticia/2016/10/mortes-violentas-entre-os-jovens.html. Acesso em: 18/10/2016.)
Quanto à análise sintática, assinale a alternativa cujo termo ou trecho sublinhado se DIFERE dos demais.
a) “Até a quarta-feira, dia 21, não estava clara a causa do assassinato,...” (2º§)
b) “É o retrato de uma guerra urbana, que provoca a morte de dezenas de jovens,...” (6º§)
c) “O jovem não tinha antecedentes criminais e não parecia ter relação com o tráfico.” (2º§)
d) “A cena dos garotos saindo do aeroporto, rosto limpo, dando tiros para o alto, pegando ‘carona’ em um carro que os aguardava, sem se preocupar se estavam
sendo gravados, revela um desprezo com as autoridades.” (5º§)
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Questão 1308: IDECAN - ASoc (SG Rio Abaixo)/Pref SG Rio Abaixo/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
O que é, mesmo, respeito?
Um processo judicial chamou a atenção do país, provocando boa dose de polêmica. Um juiz de Niterói, Rio de Janeiro, descontente com a forma pela qual era tratado
pelos empregados do seu condomínio, entrou na Justiça com uma ação em que exigia ser chamado de “senhor” ou “doutor”. E, de fato, obteve uma liminar que
reconhecia sua queixa como procedente.
Não se trata de caso único. Muitas pessoas têm queixas similares: não gostam do “você” ou do “meu bem”, formas de tratamento de uso cada vez mais disseminado no
Brasil. O que, aliás, corresponde a uma mudança cultural. Num país que, durante a maior parte de sua história, admitiu a escravidão como fato normal e considerou
indígenas criaturas inferiores no período colonial discutia-se se os índios tinham alma, o servilismo era a regra. Escravos, empregados e até os filhos tinham de se dirigir
aos donos da casa chamando-os de “senhor” ou “de senhora”. Aliás, e como a gente vê nas novelas de época, era este também o tratamento entre marido e mulher.
“Doutor” era um título honorífico, sobretudo porque poucos concluíam a universidade: o analfabetismo era a regra. Até mesmo o coloquial “você” tem origem reverente:
é a forma simplificada de vossa mercê – e quando se diz que uma pessoa está à mercê de alguém, estamos, inevitavelmente, falando de submissão. Quanto ao “tu”, só
podia ser usado em relações íntimas; “tutear”, tratar alguém por tu, sempre foi sinônimo de grosseria. Notem que o inglês simplifica tudo isso com o “you”, que pode ser
usado para qualquer um, desde o amigo até o presidente.
As formas de tratamento mudaram no Brasil. E mudaram por razões práticas, mudaram porque se alterou a conjuntura social e cultural: doutores não nos faltam, e
aqueles que têm doutorado já começam a questionar o uso do título por simples graduados em universidades. Mas as coisas mudaram, sobretudo, porque o país ficou
mais democrático, mais igualitário. O juiz de Niterói tem direito a um tratamento respeitoso; aliás, qualquer pessoa tem direito a isso. A pergunta é se “doutor”, por
exemplo, significa respeito. Talvez respeito seja uma coisa mais profunda, um tipo de relacionamento em que os direitos do outro, não importando a posição social desse
outro, sejam reconhecidos. A melhor forma de respeito não é aquela imposta de cima para baixo, de dentro para fora, aquela que implica uma postura reverente, servil;
a melhor forma de respeito é aquela que nasce de uma convicção interna, de uma forma madura de consciência: respeitamos o conhecimento, a competência, a
dedicação, o valor pessoal de alguém. Quando essa motivação não existe, o tratamento pode ser até reverente, mas ocultará revolta ou deboche. “Sim, senhor” pode
traduzir humildade, mas pode também ser a expressão de uma latente hostilidade.
O verdadeiro respeito nasce da democracia, nasce da igualdade. No verdadeiro respeito o clássico “Você sabe com quem está falando?” deixa de existir, como deixa de
existir o carteiraço. Quando chegamos a um clima de verdadeiro respeito, a questão das formas de tratamento torna-se secundária e tão antiga como a expressão vossa
mercê.
(SCLIAR, Moacyr. Do jeito que nós vivemos – Belo Horizonte: Editora Leitura, 2007.)
De acordo com as relações sintáticas indicadas pelos termos ou expressões destacados nos trechos transcritos do texto, estabeleça a correspondência correta entre as
colunas a seguir.
1. “Num país que, durante a maior parte de sua história, (...)” (2º§)
2. “Muitas pessoas têm queixas similares: (...)” (2º§)
3. “(...) era este também o tratamento entre marido e mulher.” (2º§)
4. “(...) doutores não nos faltam, (...)” (3º§)
( ) Objeto indireto.
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( ) Predicativo do sujeito.
( ) Sujeito.
( ) Objeto direto.
A sequência está correta em
a) 1, 2, 4, 3.
b) 2, 1, 3, 4.
c) 3, 4, 2, 1.
d) 4, 3, 1, 2
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Questão 1309: IDECAN - CDen (SG Rio Abaixo)/Pref SG Rio Abaixo/ESF/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Oh! Minas Gerais!Oh! Minas Gerais!
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais!
Tuas terras que são altaneiras
O teu céu é do mais puro anil
És bonita, ó terra mineira,
Esperança do nosso Brasil!
Tua lua é a mais prateada
Que ilumina o nosso torrão.
És formosa, ó terra encantada,
És o orgulho da nossa nação! (...)
Lavradores de pele tostada,
Boiadeiros vestidos de couro,
Operários da indústria pesada,
Garimpeiros de pedra e de ouro.
Mil poetas de doce memória
E valentes heróis imortais,
Todos eles figuram na história
Do Brasil e de Minas Gerais.
(José Duduca de Morais e Manoel Araújo. Oh! Minas Gerais (Minas Gerais). Minas ao Luar, canções.)
Dentre os termos destacados a seguir, pode-se afirmar que NÃO ocorre a mesma classificação sintática em relação aos demais em:
a) “Quem te conhece”
b) “Tua lua é a mais prateada”
c) “O teu céu é do mais puro anil”
d) “Tuas terras que são altaneiras”
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Questão 1310: IDECAN - Prof (SG Rio Abaixo)/Pref SG Rio Abaixo/Língua Portuguesa/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Um reino cheio de mistério
No dia 21 de setembro comemorou-se o Dia da Árvore, o que deve ter dado trabalho a muito menino do primário, do qual certamente exigiram uma redação sobre o
tema: com a alma bocejando, os meninos devem ter dito que a árvore dá sombra, frutos etc.
Mas, ao que eu saiba não se comemora o dia da planta, ou melhor, da plantação. E esse dia é importante para a experiência humana das crianças e dos adultos. Plantar
é criar na natureza. Criação insubstituível por outro tipo qualquer de criação.
Esperar que algo amadureça é uma experiência sem-par: como na criação artística em que se conta com o vagaroso trabalho do inconsciente. Só que as plantas são a
própria inconsciência.
Lembro-me de que no curso primário a professora mandava cada aluno fazer uma redação sobre um naufrágio, um incêndio, o Dia da Árvore. Eu escrevia com a maior
má vontade e dificuldade: já então não sabia seguir senão a inspiração. Mas que seja esta a redação que em pequena me obrigavam a fazer.
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(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do Mundo. Trecho com adaptações.)
“As observações referentes às plantas são minuciosas.” Assinale a alternativa em que o termo destacado exerce a mesma função sintática do termo destacado no período
anterior.
a) Plantei um pé de milho.
b) A planta passa por um processo de crescimento.
c) Os vegetais foram semeados por moradores da região.
d) As plantas não têm necessidade de um objetivo maior.
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Questão 1311: IDECAN - SEsc (SG Rio Abaixo)/Pref SG Rio Abaixo/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Por que mudar é difícil
Algo parece não fazer sentido. Como a maior democracia do mundo pode eleger Trump? Narcisista, misógino, xenofóbico, infantil, esse senhor estará no comando da
última superpotência mundial. Há pouco, também outra nação de grande nível educacional e econômico abandonou um projeto globalizante. O Brexit não faz sentido sob
quase nenhuma ótica. Perdem-se livre comércio, educação, pesquisa, mão de obra, trocas culturais... Muitas explicações têm sido aventadas. A maioria, consistente. O
cansaço e o desgaste do político tradicional, a crise econômica, o desemprego...
Penso que há uma razão ainda mais profunda. Chama-se “emotional bias”. Toda vez que tomamos decisões, somos influenciados por essas tendências humanas. Formas
de pensar que não levam em conta a racionalidade da decisão, mas simplesmente emoções profundas, que podem conduzir a resultados desastrosos. Tome-se, por
exemplo, o “short term bias”. Trata-se da busca do resultado satisfativo de meu desejo imediatamente, ainda que a um custo exorbitante. Há um teste clássico, que pode
ser visto na internet, chamado “experimento do marshmallow”. É oferecido a crianças um doce, um marshmallow. Elas podem comê-lo imediatamente. No entanto, se
esperarem alguns minutos, ganham dois marshmallows. Crianças pequenas tendem a devorar a guloseima imediatamente.
Adolescentes tendem a conseguir esperar a recompensa maior. Coisas de laboratório? Não. As compras a prestação funcionam assim. O bem de consumo é alcançado
imediatamente e as prestações, que podem levar a uma escala ruinosa de endividamento, não são consideradas. Empréstimos, cartões de crédito, ausência de
planejamento de aposentadoria são outros desdobramentos.
No caso de Trump e Brexit, penso que a maioria votou baseada no “status quo bias”. Essa outra tendência humana nos compele a rejeitar mudanças em nossa forma de
vida. Romper com tradições, em geral irrefletidas, pode ser muito difícil. A sensação é de desgoverno, de que alguma ordem preestabelecida foi quebrada.
Assim, a globalização e a agenda de direitos humanos têm trazido grandes ameaças a formas de vida tradicionais. A liberação sexual, o casamento gay, o consumo
consciente, a preservação do meio ambiente, o convívio com religiões e costumes diversos são alguns exemplos. Nisso, agarrar-me a minha pequena comunidade soa
mais concreto e mais seguro. Menos mudança, mais tranquilidade.
A defesa irracional do estado de coisas anterior também encontra reforço no excesso de informações presentes no cotidiano moderno. Tomar decisões é difícil. Estudar
posições, refletir, sopesar ganhos e perdas é excruciante. Assim, a opção pelo tradicional irrefletido soa tranquilizador, ainda que não faça mais o menor sentido e mesmo
negue fatos evidentes.
Uma coisa é certa: a democracia precisa ser reinventada. Minha grande esperança ainda repousa na educação crítica.
(STANCIOLI, Brunello. Disponível em: http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/brunello-stancioli/por-que-mudar-%C3%A9-dif%C3%ADcil- 1.1398527. Acesso em: 12/11/2016.)
Assinale a alternativa cujo trecho ou termo sublinhado exerce função sintática DIFERENTE dos demais.
a) “Tomar decisões é difícil.” (6º§)
b) “Elas podem comê-lo imediatamente.” (2º§)
c) “É oferecido a crianças um doce, um marshmallow.” (2º§)
d) “No caso de Trump e Brexit, penso que a maioria votou baseada no ‘status quo bias’.” (4º§)
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Questão 1312: IDECAN - Fisc (Manhumirim)/Pref Manhumirim/Obras e Posturas/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Os sons e o cérebro
Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de escutar. A partir do quinto mês de gestação, ele ouve as batidas do coração da mãe (além de todos os outros barulhos do
organismo) e reconhece a voz dela. E reage a esses estímulos, virando a cabeça, chutando ou mexendo os braços, além de ficar com o coração batendo mais rápido. O
bebê nasce, cresce, torna-se adulto e os sons continuam a provocar essas e outras reações mais sofisticadas: eles evocam memórias e pensamentos, comunicam,
provocam sensações, emocionam e movimentam.
Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu todo esse potencial. Usando os materiais que tinha à disposição (pedras, ossos, madeiras, o próprio corpo e a voz),
ele foi combinando sons e silêncios das mais diversas maneiras. Assim surgiu a música. Em sua origem, ela era usada para venerar a natureza e os deuses e para
conectar o ser humano com forças maiores, envolvendo realidade, magia e crenças. Até hoje ela é responsável pela criação dos mais diferentes sentidos e significados.
29/06/2021 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
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Mas por que a música mexe tanto com o ser humano? O som é uma vibração que se propaga no ar, formando ondas sonoras que são captadas por nosso sistema
auditivo. Depois de transformadas em impulsos elétricos, elas viajam pelos neurôniosaté o cérebro, onde são interpretadas. Lá, elas chegam primeiro a uma região onde
são processadas as emoções e os sentimentos, antes de serem percebidas pelos centros envolvidos com a razão. E, quando isso acontece, ocorre a liberação de
neurotransmissores responsáveis por deixar os circuitos cerebrais mais rápidos.
Por isso, o pesquisador americano Howard Gardner, autor da teoria das inteligências múltiplas, afirma que a habilidade musical é tão importante quanto a
logicomatemática e a linguística por auxiliar outros tipos de raciocínio. Pesquisas na área de neurociências comprovam que a memória, a imaginação e a comunicação
verbal e corporal ficam mais aguçadas nas pessoas que escutam, estudam e praticam música.
A música é uma das linguagens que o aluno precisa conhecer, mas não somente por essas características. A maior razão é ele poder aprender a sentir, a expressar e a
pensar as manifestações sonoras, tão presentes no cotidiano e sempre em constante transformação. As imagens de instrumentos e os diversos ritmos e notações
musicais podem ser relacionados com outras manifestações culturais, como a dança e o teatro, e permitem uma análise global da evolução do pensamento humano e
suas manifestações.
(Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/sons-cerebro-514711.shtml.)
Analise as orações sublinhadas.
I. “O som é uma vibração que se propaga no ar,...” (3º§)
II. “A música é uma das linguagens que o aluno precisa conhecer...” (5º§)
III. “... afirma que a habilidade musical é tão importante quanto a logicomatemática e a linguística...” (4º§)
Assinale a alternativa em que as orações sublinhadas exercem a mesma função.
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
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Questão 1313: IDECAN - Prof (Manhumirim)/Pref Manhumirim/II Séries Finais do Ensino Fundamental Português/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Feliz aniversário
Ela sabe que é um pensamento improdutivo, mas mesmo assim se preocupa com a passagem do tempo, parece uma menina assustada diante do acúmulo de números
que sua idade vem ganhando. Não entende onde foram parar seus 16 anos, seus 21, seus 29, seus 35, seus 42.
Ora, onde eles podem estar? Todos ainda dentro dela.
Ao assoprar as velas, a sensação é a de que o passado também se apaga e um presente totalmente novo é inaugurado. Sendo virgem da nova idade, é como se
estivesse nascendo naquele específico dia com pequenas rugas e manchas surgidas subitamente, e não trazidas do antes. Como se estivesse vindo ao mundo na manhã
do festejado dia com os quilos, as dores e os limites de um adulto recém-nascido e com uma expectativa de vida mais curta, sem nenhum registro do tempo transcorrido
até ali, aquele tempo que sumiu.
Sumiu nada.
Você tem seus 16 anos para sempre. Seus 21. Seus 25 e todos os outros números que contabilizou a cada aniversário: você tem 8 anos, você tem 19, você tem 37. Você
só ainda não tem o que virá, mas os anos que viveu ainda estão sendo vividos, são eles que, somados, lhe transformaram no que é hoje. Sua idade atual não é uma
estreia, você não nasceu com esses anos todos que sua carteira de identidade diz que você tem. Só o dia do seu nascimento foi uma estreia. Desde então você nunca
mais saiu de cena. Ainda estão em curso seus primeiros minutos de vida.
Você ainda sente o nervosismo das primeiras vezes, as mesmas dúvidas diante das escolhas, o afeto por pessoas que foram importantes lá atrás, a adrenalina dos riscos
corridos. Nada disso evaporou. O ontem segue agindo sobre você, segue interferindo na sua trajetória. É a mesma viagem, a mesma navegação. O meio de transporte é
seu, e ele ainda não atracou.
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Mas e todo aquele peso extra que você um dia jogou ao mar? Não muda nada. A viajante que durante o percurso vem se desfazendo de algumas coisas continua sendo
você. Aquele instante aos 19 anos ou aos 26 em que você cruzou o olhar com alguém que modificaria seu futuro continua acontecendo, o ponteiro continua se mexendo,
o tempo não parou. Desiludem-se os amantes apaixonados que, quando se instalam num amor maduro, não encontram mais a mágica anterior que fazia o tempo parar,
mas não se deve ser tão fatalista, você não tem 18 anos, ou 37, ou 53. Você tem 18, 37 e 53. No que tange o tempo vivido, não há “ou”. São várias idades contidas
numa frequência cardíaca ininterrupta.
Você chegou a uma idade gloriosa, a idade de entender que não existe perda, só ganhos. Não existe envelhecimento, e sim desenvolvimento constante. O tempo não
passa, ele está sempre conosco. O novo não ficou para trás, ao contrário, o novo está adiante: na vida que ainda está por vir.
(Martha Medeiros – Revista O Globo – 31 de agosto de 2014.)
Os segmentos grifados a seguir possuem a mesma classificação sintática, EXCETO:
a) “... peso extra que você um dia jogou ao mar.” (7º§)
b) “Ela sabe que é um pensamento improdutivo.” (1º§)
c) “… sua carteira de identidade diz que você tem.” (5º§)
d) “... a idade de entender que não existe perda, só ganhos.” (8º§)
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1107798
Questão 1314: IDECAN - Pol Pen (SEAP RN)/SEAP RN/2017
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
Texto para responder a questão.
Sobre o ouvir
O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós
não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos... Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.
Bernardo Soares diz que aquilo que vemos é aquilo que somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas
coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo!
Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões.
Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus
pensamentos por outros. E se falo é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus.
É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de
falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a
sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho.
Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: “Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou
perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado...”.
(ALVES, Rubem. Sobre o ouvir. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008.)
“E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos.” (1º§) O período anterior é
composto de orações cuja classificação sintática as distingue umas das outras. A oração “que o outro veja mundos” possui a mesma classificação sintática da oração
destacada em:
a) É indiscutível que sua situação seja lastimável.
b) Espero apenas isso: que mudes teus conceitos.
c) Desejo que sua recuperação seja breve e satisfatória.
d) Creio que sua regeneração