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CADERNO DE PROVA SUPLETIVOP 2018_EM_FILOSOFIA

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Questões resolvidas

Os atenienses são os primeiros a elaborar teoricamente o ideal democrático, dando ao cidadão a capacidade de decidir os destinos da pólis (cidade-estado grega). Habituado ao discurso, o povo grego encontra na ágora (praça pública) o espaço social para o debate e o exercício da persuasão. Uma das características da democracia ateniense era a participação dos próprios cidadãos nas tomadas de decisões políticas realizadas em assembleias.
O modo de organização política referido no texto é denominado democracia
A representativa.
B populista.
C liberal.
D direta.

A atitude filosófica inicia-se dirigindo indagações ao mundo que nos rodeia e às relações que mantemos com ele. Pouco a pouco, descobre que essas questões pressupõem a figura daquele que interroga e que elas exigem que seja explicada a tendência do ser humano a interrogar o mundo e a si mesmo. Um dos filósofos que melhor expressou esse pensamento foi Sócrates, apresentando a necessidade da indagação constante diante do mundo.
Que frase expressa o desafio de Sócrates diante da atitude filosófica?
A “Conhece-te a ti mesmo!”
B “Os fins justificam os meios.”
C “O homem é bom, a sociedade é que o corrompe.”
D “Nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos.”

Toda cidade está originariamente dividida por dois desejos opostos: o desejo dos grandes de oprimir e comandar e o desejo do povo de não ser oprimido nem comandado. Essa divisão evidencia que a cidade não é uma comunidade homogênea nascida da vontade divina, da ordem natural ou da razão humana. Na realidade, a cidade é tecida por lutas internas que obrigam a instituir um polo superior que possa unificá-la e dar-lhe identidade. Esse polo é o poder político.
Qual autor o texto se refere?
A Jean-Jacques Rousseau.
B Nicolau Maquiavel.
C Thomas Hobbes.
D John Locke.

Na história da filosofia, os grandes debates sobre o senso comum estão sempre presentes de forma significativa, demonstrando a importância desse tema até os dias atuais. Filósofos clássicos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, dedicaram-se à reflexão sobre o senso comum, incluindo esse tema no conjunto de problemas que interessam à reflexão filosófica. Na contemporaneidade, correntes filosóficas, como o existencialismo e a fenomenologia, deram continuidade ao debate, apresentando relações da realidade com o senso comum.
Na contemporaneidade, a fenomenologia estabeleceu com o senso comum uma relação de
A distanciamento, considerando-o pouco rigoroso.
B aproximação, afirmando que o senso comum é angústia.
C distanciamento, considerando-o apartado daquelas experiências propriamente humanas.
D aproximação, recuperando um sentido do termo que se perdeu principalmente com o cientificismo moderno.

Mediante o conceito apresentado, infere-se que a cidadania
A está vinculada ao exercício puramente concreto por parte dos cidadãos do conjunto de direitos que a define.
B está garantida em regimes democráticos, independentemente de quais preceitos definam esse regime.
C não existe de forma concreta e abstrata nos Estados em que o exercício do regime não democrático está em vigor.
D pode ser diminuída em regimes democráticos constitucionais, mesmo estando garantida na constituição em vigor.

Kant distingue as coisas que têm preço e as que têm dignidade. As que têm preço podem ser trocadas por um valor equivalente, mas as que têm dignidade valem por si mesmas e estão acima de qualquer preço. Portanto, apenas os seres humanos – e qualquer um deles – têm dignidade. A dignidade da pessoa humana é um dos conceitos centrais da ética kantiana.
Qual máxima moral exprime a dignidade na ética kantiana?
A Age de tal maneira que trates a humanidade sempre como um fim e nunca como um meio.
B Age como se tua ação devesse alcançar a máxima felicidade possível para sua comunidade.
C Age como se a máxima de tua ação devesse servir de lei universal para todos os seres racionais.
D Age como se a máxima de tua ação devesse ser erigida por tua vontade em lei universal da natureza.

Os filósofos contratualistas buscam justificar a legitimidade do poder na representatividade e no consenso (...). O que há de comum entre eles é a análise do ser humano em estado de natureza, isto é, antes da constituição do poder político, quando, por hipótese, desfruta de todas as coisas, realiza os seus desejos e é dono de um poder ilimitado.
Sobre os filósofos que defendem a concepção do contrato social, é correto afirmar que
A Immanuel Kant concebia que, no estado natural, reinava a selvageria e a violência entre os homens.
B John Locke afirmava que o contrato social só era possível após a abolição da propriedade privada.
C Thomas Hobbes defendia que o contrato social impunha limites estreitos ao poder dos governantes.
D Jean-Jacques Rousseau concebia que, no estado natural, os homens viviam em paz uns com os outros.

Aristóteles elaborou uma teoria do raciocínio como inferência. Inferir é obter uma proposição como conclusão de uma outra ou de várias outras proposições que a antecedem e são sua explicação ou sua causa. O raciocínio realiza inferências. Segundo a lógica aristotélica, o raciocínio é uma operação do pensamento realizada por meio de juízos e enunciada por meio de proposições encadeadas.
A estrutura formada pela lógica aristotélica é denominada
A axioma.
B silogismo.
C quadrado de opostos.
D órganon (instrumento, em grego).

Hoje os cientistas trabalham coletivamente, em equipes, nos grandes laboratórios universitários, nos dos institutos de pesquisa e nos das grandes transnacionais que participam de um sistema conhecido como complexo industrial-militar. As pesquisas são financiadas pelo Estado e pelas empresas privadas. São pesquisas que exigem altos investimentos econômicos e das quais se esperam resultados que a opinião pública nem sempre conhece.
O conhecimento das condições na qual se produz a ciência atual nos permite questioná-la quanto a sua pretensa
A neutralidade.
B racionalidade.
C falseabilidade.
D complexidade.

Se me perguntarem por que devemos agir moralmente ou eticamente, poderei apontar pessoas que escolheram levar uma vida ética e conseguiram ter impacto no mundo. Ao fazê-lo, investiram suas vidas de um significado que muitas pessoas não creem alguma vez conseguir alcançar. Como resultado, aquelas pessoas consideram que suas vidas são mais ricas, mais satisfatórias, e mesmo mais empolgantes do que eram antes de elas terem decidido dessa forma. Os filósofos, ao longo da história da filosofia, discutiram o conceito de ética ou a forma de pensar e agir corretamente sob várias perspectivas.
As razões apresentadas no texto acima por Peter Singer para o agir eticamente
A configuram-se como a base de uma escolha pessoal satisfatória que corresponde ao conceito socrático de moral.
B configuram-se como o alicerce de uma decisão pessoal satisfatória que corresponde ao conceito kantiano de dever.
C mostram como o esteio de uma ideia coletiva que corresponde ao conceito aristotélico de felicidade.
D mostram como a âncora de um pensamento coletivo que define o conceito platônico de justiça.

O senso moral e a consciência moral dizem respeito a valores, sentimentos, intenções, decisões e ações referidos ao bem e ao mal, ao desejo de felicidade e ao exercício da liberdade. Dizem respeito às relações que mantemos com os outros e, portanto, nascem e existem como parte de nossa vida com outros agentes morais.
Considerando o texto precedente, o senso moral pode ser definido como
A a necessidade de cumprirmos todas as regras estabelecidas pela comunidade em que vivemos.
B o desejo de impor sanções aos que desrespeitam os mandamentos religiosos e éticos.
C os sentimentos que possuímos quanto ao certo e ao errado, ao justo e ao injusto.
D a capacidade que temos de avaliar os cenários e de tomar decisões racionais.

A filosofia da religião é um ramo da filosofia que estuda a esfera espiritual inerente ao homem, levantando questionamentos relacionados à existência de Deus, à vida após a morte e à finalidade das religiões, fundamentando, assim, os processos de investigação apresentados.
O estudo proposto pela filosofia da religião busca
A confirmar que há um único Deus, sem corpo, eterno, onipotente, onisciente, onipresente e criador de tudo.
B encontrar elementos que são comuns às manifestações religiosas das mais diferentes culturas.
C mostrar a validade das demonstrações ontológicas da existência de Deus.
D estabelecer, na sua prática, a crença em algum tipo de divindade.

Na história da filosofia, desde o período clássico, da Grécia Antiga, até os dias atuais, várias áreas de conhecimento foram assumindo características específicas, se destacando em áreas de conhecimento científico, com critérios próprios de validação e metodologia, guardando, mesmo assim, características do conhecimento filosófico.
A característica comum entre o conhecimento filosófico e o conhecimento científico é
A o caráter crítico.
B o ideal de objetividade.
C a abordagem subjetiva.
D a verificação experimental.

O livro O Príncipe, do florentino Nicolau Maquiavel, não se trata de uma história, e sim de um “manual” para a realeza do seu tempo. O material escrito tinha como objetivo informar como um príncipe deveria se comportar e conduzir os seus negócios e o seu principado. Maquiavel descreve todos os principais tipos de governo e focou em explicar como um príncipe deve “gerir” a sua vida com as suas amizades e com todos os seus súditos, mas suas explicações alicerçam-se em outras bases que não as metafísicas, próprias do período medieval. O foco é no ensinamento de que tudo deve ser realizado com o objetivo de conquistar o bem-estar e a segurança (social e financeira) em um cargo de poder.
Entre as características da obra O Príncipe, de Maquiavel, há
A as orientações para a construção de uma utopia monarquista.
B a percepção, já existente em Aristóteles, de que o homem é um animal social.
C a rejeição da ético cristã Medieval e a constituição de uma moral laica de base naturalista.
D a aceitação de uma hierarquia de valores a priori, a partir dos quais nossas ações serão julgadas.

As máximas que seriam aceitáveis como lei universal, podendo ser consideradas motivação adequada para a ação humana, seriam os imperativos categóricos, implicando em exigência absoluta e incondicional. Este não pode ser desobedecido, não importando as circunstâncias, sendo um fim em si mesmo, ou seja, nenhuma outra finalidade pode justificar a desobediência, e o imperativo categórico não carece de qualquer outra justificação. O imperativo hipotético está atrelado ao fim, ou à finalidade, almejado por aquele que age, facilitando, assim, a decisão de qual a ação correta a se tomar, sendo, pois, hipotético, uma vez que o agente não tenha interesse em realizar aquele fim, ou não esteja disposto à ação necessária para realiza-lo, não existindo qualquer obrigação de segui-lo.
Na ética, a heteronomia se vincula à noção de imperativo
A hipotético, por ocasionar finalidades intervenientes que flexibilizem ainda mais a ação.
B categórico, por implicar em exigências adicionais que o possam tornar mais rígido.
C hipotético, por ocasionar exigências adicionais que o transformem em categórico.
D categórico, por implicar na consideração de condicionantes da ação.

“Cada língua possui uma estruturação própria em termos de repertório, de regras de combinação e de uso. (...) Exemplo clássico é a língua esquimó, que tem seis nomes diferentes para designar vários estados da neve. Em português, temos apenas a palavra neve. Outras alternativas não são previstas na língua portuguesa.” Esse trecho ilustra um fenômeno linguístico, que é abordado pela filosofia da linguagem.
O fenômeno linguístico apresentado no texto é relativo à função da linguagem
A fática.
B poética.
C referencial.
D metalinguística.

Toda prática política é educativa porque, através dela, as pessoas adquirem ou transformam explicações da vida e novos conhecimentos e habilidades são assimilados. No caso específico de uma luta social, os trabalhadores vivenciam experiências que transformam a si mesmos e a realidade. Disto resulta conhecimento, resulta aprendizagem. Uma luta social concreta apresenta-se como um momento oportuno de análise das relações pedagógicas estabelecidas entre seus agentes. O conceito de política e de prática política se aproximam em diferentes momentos da história da filosofia.
No contexto marxista, a prática política está intimamente ligada à questão da consciência social e da
A consciência de classe, pois ambos os conceitos dependem do reconhecimento do homem como o protagonista desse olhar sobre si e sobre o outro no que se refere às condições da produção material.
B consciência existencial, pois ambos os conceitos dependem do reconhecimento do homem como o motivador do revolução operária na busca de uma sociedade com diferenças materiais brandas.
C consciência política, pois ambos os conceitos dependem do reconhecimento do homem como um zoon politikon responsável pela maturidade das atitudes político-ideológicas necessárias.
D consciência individual, pois ambos os conceitos dependem do reconhecimento do homem como um ser livre e independente que busca a autonomia nas suas relações de produção.

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Questões resolvidas

Os atenienses são os primeiros a elaborar teoricamente o ideal democrático, dando ao cidadão a capacidade de decidir os destinos da pólis (cidade-estado grega). Habituado ao discurso, o povo grego encontra na ágora (praça pública) o espaço social para o debate e o exercício da persuasão. Uma das características da democracia ateniense era a participação dos próprios cidadãos nas tomadas de decisões políticas realizadas em assembleias.
O modo de organização política referido no texto é denominado democracia
A representativa.
B populista.
C liberal.
D direta.

A atitude filosófica inicia-se dirigindo indagações ao mundo que nos rodeia e às relações que mantemos com ele. Pouco a pouco, descobre que essas questões pressupõem a figura daquele que interroga e que elas exigem que seja explicada a tendência do ser humano a interrogar o mundo e a si mesmo. Um dos filósofos que melhor expressou esse pensamento foi Sócrates, apresentando a necessidade da indagação constante diante do mundo.
Que frase expressa o desafio de Sócrates diante da atitude filosófica?
A “Conhece-te a ti mesmo!”
B “Os fins justificam os meios.”
C “O homem é bom, a sociedade é que o corrompe.”
D “Nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos.”

Toda cidade está originariamente dividida por dois desejos opostos: o desejo dos grandes de oprimir e comandar e o desejo do povo de não ser oprimido nem comandado. Essa divisão evidencia que a cidade não é uma comunidade homogênea nascida da vontade divina, da ordem natural ou da razão humana. Na realidade, a cidade é tecida por lutas internas que obrigam a instituir um polo superior que possa unificá-la e dar-lhe identidade. Esse polo é o poder político.
Qual autor o texto se refere?
A Jean-Jacques Rousseau.
B Nicolau Maquiavel.
C Thomas Hobbes.
D John Locke.

Na história da filosofia, os grandes debates sobre o senso comum estão sempre presentes de forma significativa, demonstrando a importância desse tema até os dias atuais. Filósofos clássicos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, dedicaram-se à reflexão sobre o senso comum, incluindo esse tema no conjunto de problemas que interessam à reflexão filosófica. Na contemporaneidade, correntes filosóficas, como o existencialismo e a fenomenologia, deram continuidade ao debate, apresentando relações da realidade com o senso comum.
Na contemporaneidade, a fenomenologia estabeleceu com o senso comum uma relação de
A distanciamento, considerando-o pouco rigoroso.
B aproximação, afirmando que o senso comum é angústia.
C distanciamento, considerando-o apartado daquelas experiências propriamente humanas.
D aproximação, recuperando um sentido do termo que se perdeu principalmente com o cientificismo moderno.

Mediante o conceito apresentado, infere-se que a cidadania
A está vinculada ao exercício puramente concreto por parte dos cidadãos do conjunto de direitos que a define.
B está garantida em regimes democráticos, independentemente de quais preceitos definam esse regime.
C não existe de forma concreta e abstrata nos Estados em que o exercício do regime não democrático está em vigor.
D pode ser diminuída em regimes democráticos constitucionais, mesmo estando garantida na constituição em vigor.

Kant distingue as coisas que têm preço e as que têm dignidade. As que têm preço podem ser trocadas por um valor equivalente, mas as que têm dignidade valem por si mesmas e estão acima de qualquer preço. Portanto, apenas os seres humanos – e qualquer um deles – têm dignidade. A dignidade da pessoa humana é um dos conceitos centrais da ética kantiana.
Qual máxima moral exprime a dignidade na ética kantiana?
A Age de tal maneira que trates a humanidade sempre como um fim e nunca como um meio.
B Age como se tua ação devesse alcançar a máxima felicidade possível para sua comunidade.
C Age como se a máxima de tua ação devesse servir de lei universal para todos os seres racionais.
D Age como se a máxima de tua ação devesse ser erigida por tua vontade em lei universal da natureza.

Os filósofos contratualistas buscam justificar a legitimidade do poder na representatividade e no consenso (...). O que há de comum entre eles é a análise do ser humano em estado de natureza, isto é, antes da constituição do poder político, quando, por hipótese, desfruta de todas as coisas, realiza os seus desejos e é dono de um poder ilimitado.
Sobre os filósofos que defendem a concepção do contrato social, é correto afirmar que
A Immanuel Kant concebia que, no estado natural, reinava a selvageria e a violência entre os homens.
B John Locke afirmava que o contrato social só era possível após a abolição da propriedade privada.
C Thomas Hobbes defendia que o contrato social impunha limites estreitos ao poder dos governantes.
D Jean-Jacques Rousseau concebia que, no estado natural, os homens viviam em paz uns com os outros.

Aristóteles elaborou uma teoria do raciocínio como inferência. Inferir é obter uma proposição como conclusão de uma outra ou de várias outras proposições que a antecedem e são sua explicação ou sua causa. O raciocínio realiza inferências. Segundo a lógica aristotélica, o raciocínio é uma operação do pensamento realizada por meio de juízos e enunciada por meio de proposições encadeadas.
A estrutura formada pela lógica aristotélica é denominada
A axioma.
B silogismo.
C quadrado de opostos.
D órganon (instrumento, em grego).

Hoje os cientistas trabalham coletivamente, em equipes, nos grandes laboratórios universitários, nos dos institutos de pesquisa e nos das grandes transnacionais que participam de um sistema conhecido como complexo industrial-militar. As pesquisas são financiadas pelo Estado e pelas empresas privadas. São pesquisas que exigem altos investimentos econômicos e das quais se esperam resultados que a opinião pública nem sempre conhece.
O conhecimento das condições na qual se produz a ciência atual nos permite questioná-la quanto a sua pretensa
A neutralidade.
B racionalidade.
C falseabilidade.
D complexidade.

Se me perguntarem por que devemos agir moralmente ou eticamente, poderei apontar pessoas que escolheram levar uma vida ética e conseguiram ter impacto no mundo. Ao fazê-lo, investiram suas vidas de um significado que muitas pessoas não creem alguma vez conseguir alcançar. Como resultado, aquelas pessoas consideram que suas vidas são mais ricas, mais satisfatórias, e mesmo mais empolgantes do que eram antes de elas terem decidido dessa forma. Os filósofos, ao longo da história da filosofia, discutiram o conceito de ética ou a forma de pensar e agir corretamente sob várias perspectivas.
As razões apresentadas no texto acima por Peter Singer para o agir eticamente
A configuram-se como a base de uma escolha pessoal satisfatória que corresponde ao conceito socrático de moral.
B configuram-se como o alicerce de uma decisão pessoal satisfatória que corresponde ao conceito kantiano de dever.
C mostram como o esteio de uma ideia coletiva que corresponde ao conceito aristotélico de felicidade.
D mostram como a âncora de um pensamento coletivo que define o conceito platônico de justiça.

O senso moral e a consciência moral dizem respeito a valores, sentimentos, intenções, decisões e ações referidos ao bem e ao mal, ao desejo de felicidade e ao exercício da liberdade. Dizem respeito às relações que mantemos com os outros e, portanto, nascem e existem como parte de nossa vida com outros agentes morais.
Considerando o texto precedente, o senso moral pode ser definido como
A a necessidade de cumprirmos todas as regras estabelecidas pela comunidade em que vivemos.
B o desejo de impor sanções aos que desrespeitam os mandamentos religiosos e éticos.
C os sentimentos que possuímos quanto ao certo e ao errado, ao justo e ao injusto.
D a capacidade que temos de avaliar os cenários e de tomar decisões racionais.

A filosofia da religião é um ramo da filosofia que estuda a esfera espiritual inerente ao homem, levantando questionamentos relacionados à existência de Deus, à vida após a morte e à finalidade das religiões, fundamentando, assim, os processos de investigação apresentados.
O estudo proposto pela filosofia da religião busca
A confirmar que há um único Deus, sem corpo, eterno, onipotente, onisciente, onipresente e criador de tudo.
B encontrar elementos que são comuns às manifestações religiosas das mais diferentes culturas.
C mostrar a validade das demonstrações ontológicas da existência de Deus.
D estabelecer, na sua prática, a crença em algum tipo de divindade.

Na história da filosofia, desde o período clássico, da Grécia Antiga, até os dias atuais, várias áreas de conhecimento foram assumindo características específicas, se destacando em áreas de conhecimento científico, com critérios próprios de validação e metodologia, guardando, mesmo assim, características do conhecimento filosófico.
A característica comum entre o conhecimento filosófico e o conhecimento científico é
A o caráter crítico.
B o ideal de objetividade.
C a abordagem subjetiva.
D a verificação experimental.

O livro O Príncipe, do florentino Nicolau Maquiavel, não se trata de uma história, e sim de um “manual” para a realeza do seu tempo. O material escrito tinha como objetivo informar como um príncipe deveria se comportar e conduzir os seus negócios e o seu principado. Maquiavel descreve todos os principais tipos de governo e focou em explicar como um príncipe deve “gerir” a sua vida com as suas amizades e com todos os seus súditos, mas suas explicações alicerçam-se em outras bases que não as metafísicas, próprias do período medieval. O foco é no ensinamento de que tudo deve ser realizado com o objetivo de conquistar o bem-estar e a segurança (social e financeira) em um cargo de poder.
Entre as características da obra O Príncipe, de Maquiavel, há
A as orientações para a construção de uma utopia monarquista.
B a percepção, já existente em Aristóteles, de que o homem é um animal social.
C a rejeição da ético cristã Medieval e a constituição de uma moral laica de base naturalista.
D a aceitação de uma hierarquia de valores a priori, a partir dos quais nossas ações serão julgadas.

As máximas que seriam aceitáveis como lei universal, podendo ser consideradas motivação adequada para a ação humana, seriam os imperativos categóricos, implicando em exigência absoluta e incondicional. Este não pode ser desobedecido, não importando as circunstâncias, sendo um fim em si mesmo, ou seja, nenhuma outra finalidade pode justificar a desobediência, e o imperativo categórico não carece de qualquer outra justificação. O imperativo hipotético está atrelado ao fim, ou à finalidade, almejado por aquele que age, facilitando, assim, a decisão de qual a ação correta a se tomar, sendo, pois, hipotético, uma vez que o agente não tenha interesse em realizar aquele fim, ou não esteja disposto à ação necessária para realiza-lo, não existindo qualquer obrigação de segui-lo.
Na ética, a heteronomia se vincula à noção de imperativo
A hipotético, por ocasionar finalidades intervenientes que flexibilizem ainda mais a ação.
B categórico, por implicar em exigências adicionais que o possam tornar mais rígido.
C hipotético, por ocasionar exigências adicionais que o transformem em categórico.
D categórico, por implicar na consideração de condicionantes da ação.

“Cada língua possui uma estruturação própria em termos de repertório, de regras de combinação e de uso. (...) Exemplo clássico é a língua esquimó, que tem seis nomes diferentes para designar vários estados da neve. Em português, temos apenas a palavra neve. Outras alternativas não são previstas na língua portuguesa.” Esse trecho ilustra um fenômeno linguístico, que é abordado pela filosofia da linguagem.
O fenômeno linguístico apresentado no texto é relativo à função da linguagem
A fática.
B poética.
C referencial.
D metalinguística.

Toda prática política é educativa porque, através dela, as pessoas adquirem ou transformam explicações da vida e novos conhecimentos e habilidades são assimilados. No caso específico de uma luta social, os trabalhadores vivenciam experiências que transformam a si mesmos e a realidade. Disto resulta conhecimento, resulta aprendizagem. Uma luta social concreta apresenta-se como um momento oportuno de análise das relações pedagógicas estabelecidas entre seus agentes. O conceito de política e de prática política se aproximam em diferentes momentos da história da filosofia.
No contexto marxista, a prática política está intimamente ligada à questão da consciência social e da
A consciência de classe, pois ambos os conceitos dependem do reconhecimento do homem como o protagonista desse olhar sobre si e sobre o outro no que se refere às condições da produção material.
B consciência existencial, pois ambos os conceitos dependem do reconhecimento do homem como o motivador do revolução operária na busca de uma sociedade com diferenças materiais brandas.
C consciência política, pois ambos os conceitos dependem do reconhecimento do homem como um zoon politikon responsável pela maturidade das atitudes político-ideológicas necessárias.
D consciência individual, pois ambos os conceitos dependem do reconhecimento do homem como um ser livre e independente que busca a autonomia nas suas relações de produção.

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SUPLETIVO 2018 – FILOSOFIA – EM 
 
 
 
 
 
FILOSOFIA – ENSINO MÉDIO 
 
QUESTÃO 1 
 
 
 
 “Os atenienses são os primeiros a elaborar teoricamente 
o ideal democrático, dando ao cidadão a capacidade de decidir 
os destinos da pólis (cidade-estado grega). Habituado ao 
discurso, o povo grego encontra na ágora (praça pública) o 
espaço social para o debate e o exercício da persuasão.” Uma 
das características da democracia ateniense era a participação 
dos próprios cidadãos nas tomadas de decisões políticas 
realizadas em assembleias. 
ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena P. Filosofando: 
introdução à filosofia. 3.ª ed. revista. São Paulo: Moderna, 2003, p. 216. 
O modo de organização política referido no texto é 
denominado democracia 
A representativa. 
B populista. 
C liberal. 
D direta. 
QUESTÃO 2 
 
 
 
 “A atitude filosófica inicia-se dirigindo indagações ao 
mundo que nos rodeia e às relações que mantemos com ele. 
Pouco a pouco, descobre que essas questões pressupõem a 
figura daquele que interroga e que elas exigem que seja 
explicada a tendência do ser humano a interrogar o mundo e a 
si mesmo.” Um dos filósofos que melhor expressou esse 
pensamento foi Sócrates, apresentando a necessidade da 
indagação constante diante do mundo. 
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: 
Editora Ática, 2003, p. 20 (com adaptações). 
Que frase expressa o desafio de Sócrates diante da atitude 
filosófica? 
A “Conhece-te a ti mesmo!” 
B “Os fins justificam os meios.” 
C “O homem é bom, a sociedade é que o corrompe.” 
D “Nada está no intelecto sem antes ter passado pelos 
sentidos.” 
QUESTÃO 3 
 
 
 
 “Toda cidade está originariamente dividida por dois 
desejos opostos: o desejo dos grandes de oprimir e 
comandar e o desejo do povo de não ser oprimido nem 
comandado. Essa divisão evidencia que a cidade não é uma 
comunidade homogênea nascida da vontade divina, da ordem 
natural ou da razão humana. Na realidade, a cidade é tecida por 
lutas internas que obrigam a instituir um polo superior que 
possa unificá-la e dar-lhe identidade. Esse polo é o poder 
político.” O trecho expõe o pensamento de um autor 
considerado o fundador do pensamento político moderno, 
conhecido por apresentar a virtude política como a capacidade 
de perceber o jogo das forças políticas para agir na conquista e 
manutenção do poder. 
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: 
Editora Ática, 2003, p. 368 (com adaptações). 
Qual autor o texto se refere? 
A Jean-Jacques Rousseau. 
B Nicolau Maquiavel. 
C Thomas Hobbes. 
D John Locke. 
QUESTÃO 4 
 
 
 Na história da filosofia, os grandes debates sobre 
o senso comum estão sempre presentes de forma significativa, 
demonstrando a importância desse tema até os dias atuais. 
Filósofos clássicos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, 
dedicaram-se à reflexão sobre o senso comum, incluindo esse 
tema no conjunto de problemas que interessam à reflexão 
filosófica. Na contemporaneidade, correntes filosóficas, como 
o existencialismo e a fenomenologia, deram continuidade ao 
debate, apresentando relações da realidade com o senso 
comum. 
Internet: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/senso-comum.htm>. 
Acesso em: 23.09.2018 (com adaptações). 
Na contemporaneidade, a fenomenologia estabeleceu com o 
senso comum uma relação de 
A distanciamento, considerando-o pouco rigoroso. 
B aproximação, afirmando que o senso comum é angústia. 
C distanciamento, considerando-o apartado daquelas 
experiências propriamente humanas. 
D aproximação, recuperando um sentido do termo que se 
perdeu principalmente com o cientificismo moderno. 
QUESTÃO 5 
 
 
 A estética é o campo da filosofia que reflete e permite a 
compreensão do mundo pelo seu aspecto sensível. 
 O ser humano, desde a antiguidade, se volta para as 
questões estéticas e de percepção sensorial, além de atribuir 
valor às produções humanas, o que inclui a arte. A arte é o 
meio pelo qual o homem expressa um conceito e se manifesta, 
desde os primórdios até a atualidade. Os humanos fazem parte 
de um mundo já constituído e em construção, sendo necessária 
a reflexão tanto sobre a arte em si quanto às questões 
relacionadas à estética. 
 Voltada principalmente para a beleza e à arte, a estética 
está intimamente ligada à realidade e às pretensões humanas de 
dominar, moldar, representar, reproduzir, completar, alterar, 
apropriar-se do mundo como realidade humanizada. Na 
contemporaneidade, a estética nos conduz para além do 
império da técnica, das máquinas e da arte como produto 
comercial, ou do belo como conceito acessível para poucos, na 
busca de espaço de reflexão, pensamento, representação e 
contemplação do mundo. 
 O estudo da estética, campo próprio da filosofia, nos 
conduz ao período histórico clássico, espaço de seu 
surgimento, porém este não é um conceito engessado no 
tempo. 
Disponível em: 
<http://www.filosofia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteud
o=228>. Acesso em: 04.10.2018 (com adaptações). 
O conceito de estética vem sendo constituído ao longo da 
história 
A pela necessidade de interpretação da arte em novos 
contextos culturais e sociais próprios da 
contemporaneidade. 
B pelo apelo gerado pelas novas maneiras de consumir a arte 
na sociedade de classes fruto da modernidade. 
C pela multiplicidade de manifestações da arte em diferentes 
formatos no mundo da contemporaneidade. 
D pelo reconhecimento da arte como forma de expressão dos 
interesses do mercado no mundo moderno. 
 
SUPLETIVO 2018 – FILOSOFIA – EM 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 6 
 
 
 
 Embora a força física seja condição necessária e 
exclusiva do Estado para o funcionamento da ordem na 
sociedade, não é condição suficiente para a manutenção do 
poder. Ele precisa ter legitimidade, que se configura pelo 
consentimento dos governados. 
ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena P. Filosofando: introdução 
à filosofia. 4 ed. São Paulo: Moderna, 2009, p. 267. 
Em relação aos Estados democráticos modernos, pode-se 
afirmar que sua legitimidade baseia-se 
A na vontade divina. 
B na vontade do povo. 
C no poder da tradição. 
D na qualidade de seus mandatários. 
QUESTÃO 7 
 
 
 
 A filosofia hoje consiste em reflexões, solitárias e 
coletivas, que direcionam o indivíduo para padrões de 
comportamento que ele julga ser ético. A capacidade do livre-
arbítrio na sociedade contemporânea aliada a um caráter cada 
vez mais racional dos questionamentos humanos tornou a 
filosofia o grande limiar entre a vida em sociedade e a maneira 
da qual devemos julgar nossas interações com as pessoas, os 
animais e o meio ambiente. A filosofia está ao alcance de 
qualquer um, ela vai muito além de um profundo conhecimento 
em abstrações de antigos pensadores, filosofar é antes de tudo 
buscar um propósito e um sentido para as coisas através das 
trocas conceituais que fazemos e das ressignificações que 
acontecem a toda hora. Na sociedade atual a filosofia se traduz 
na busca de um consenso ético que seja o mais racional 
possível, porém respeitando as crenças individuais de cada um. 
A filosofia, em seu mais amplo sentido, está ao alcance de 
qualquer um, mas para que ela seja pensada e seus conceitos 
sejam ressignificados, é necessário o domínio das ferramentas 
próprias da racionalidade humana e do fazer humano. 
Disponível em: 
<https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/esporte/filosofia-
hoje/51033>. Acesso: 04.10.2018 (com adaptações). 
Entre as ferramentas mencionadas no texto evidenciam-se 
A o pensamento e o conhecimento abstrato. 
B a linguagem e o conhecimento ético. 
C a linguagem e o pensamento lógico. 
D o pensamento e a crença metafísica. 
 
QUESTÃO 8 
 
 
 
 A cidadania é o conjunto de direitos e deveres de um 
indivíduo que vive em sociedade, no que se refere ao seu poder 
e grau de intervenção no usufruto de seus espaços e na sua 
posição em poder nele intervir e transformá-lo. A cidadania é a 
nossa herança mais grega, quando falamos em direitose 
deveres. 
Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-
cidadania.htm>. 
Acesso em: 25.09.2018 (com adaptações). 
Mediante o conceito apresentado, infere-se que a cidadania 
A está vinculada ao exercício puramente concreto por parte 
dos cidadãos do conjunto de direitos que a define. 
B está garantida em regimes democráticos, 
independentemente de quais preceitos definam esse regime. 
C não existe de forma concreta e abstrata nos Estados em que 
o exercício do regime não democrático está em vigor. 
D pode ser diminuída em regimes democráticos 
constitucionais, mesmo estando garantida na constituição 
em vigor. 
QUESTÃO 9 
 
 
 Kant distingue as coisas que têm preço e as que têm 
dignidade. As que têm preço podem ser trocadas por um valor 
equivalente, mas as que têm dignidade valem por si mesmas e 
estão acima de qualquer preço. Portanto, apenas os seres 
humanos – e qualquer um deles – têm dignidade.” A dignidade 
da pessoa humana é um dos conceitos centrais da ética 
kantiana. 
ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena P. Filosofando: introdução 
à filosofia. 4 ed. São Paulo: Moderna, 2009, p. 255. 
Qual máxima moral exprime a dignidade na ética kantiana? 
A Age de tal maneira que trates a humanidade sempre como 
um fim e nunca como um meio. 
B Age como se tua ação devesse alcançar a máxima felicidade 
possível para sua comunidade. 
C Age como se a máxima de tua ação devesse servir de lei 
universal para todos os seres racionais. 
D Age como se a máxima de tua ação devesse ser erigida por 
tua vontade em lei universal da natureza. 
QUESTÃO 10 
 
 
 Os filósofos contratualistas buscam justificar a 
legitimidade do poder na representatividade e no consenso (...). 
O que há de comum entre eles é a análise do ser humano em 
estado de natureza, isto é, antes da constituição do poder 
político, quando, por hipótese, desfruta de todas as coisas, 
realiza os seus desejos e é dono de um poder ilimitado. 
ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena P. Filosofando: introdução 
à filosofia. 3.ª ed. revista. São Paulo: Moderna, 2003, p. 238 (com adaptações). 
Sobre os filósofos que defendem a concepção do contrato 
social, é correto afirmar que 
A Immanuel Kant concebia que, no estado natural, reinava a 
selvageria e a violência entre os homens. 
B John Locke afirmava que o contrato social só era possível 
após a abolição da propriedade privada. 
C Thomas Hobbes defendia que o contrato social impunha 
limites estreitos ao poder dos governantes. 
D Jean-Jacques Rousseau concebia que, no estado natural, os 
homens viviam em paz uns com os outros. 
QUESTÃO 11 
 
 
 Aristóteles elaborou uma teoria do raciocínio como 
inferência. Inferir é obter uma proposição como conclusão de 
uma outra ou de várias outras proposições que a antecedem e 
são sua explicação ou sua causa. O raciocínio realiza 
inferências. Segundo a lógica aristotélica, o raciocínio é uma 
operação do pensamento realizada por meio de juízos e 
enunciada por meio de proposições encadeadas. 
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. 
São Paulo: Editora Ática, 2003, p. 110. 
A estrutura formada pela lógica aristotélica é denominada 
A axioma. 
B silogismo. 
C quadrado de opostos. 
D órganon (instrumento, em grego). 
 
SUPLETIVO 2018 – FILOSOFIA – EM 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 12 
 
 
 
 Hoje os cientistas trabalham coletivamente, em equipes, 
nos grandes laboratórios universitários, nos dos institutos de 
pesquisa e nos das grandes transnacionais que participam de 
um sistema conhecido como complexo industrial-militar. As 
pesquisas são financiadas pelo Estado e pelas empresas 
privadas. São pesquisas que exigem altos investimentos 
econômicos e das quais se esperam resultados que a opinião 
pública nem sempre conhece. 
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. 
São Paulo: Editora Ática, 2003, p. 236 (com adaptações). 
O conhecimento das condições na qual se produz a ciência 
atual nos permite questioná-la quanto a sua pretensa 
A neutralidade. 
B racionalidade. 
C falseabilidade. 
D complexidade. 
QUESTÃO 13 
 
 
 
 Se me perguntarem por que devemos agir moralmente 
ou eticamente, poderei apontar pessoas que escolheram levar 
uma vida ética e conseguiram ter impacto no mundo. Ao fazê-
lo, investiram suas vidas de um significado que muitas pessoas 
não creem alguma vez conseguir alcançar. Como resultado, 
aquelas pessoas consideram que suas vidas são mais ricas, mais 
satisfatórias, e mesmo mais empolgantes do que eram antes de 
elas terem decidido dessa forma. Os filósofos, ao longo da 
história da filosofia, discutiram o conceito de ética ou a forma 
de pensar e agir corretamente sob várias perspectivas. 
 SINGER, Peter. Como havemos de viver? Dinalivro, 2005, Prefácio (com 
adaptações). 
As razões apresentadas no texto acima por Peter Singer para o 
agir eticamente 
A configuram-se como a base de uma escolha pessoal 
satisfatória que corresponde ao conceito socrático de moral. 
B configuram-se como o alicerce de uma decisão pessoal 
satisfatória que corresponde ao conceito kantiano de dever. 
C mostram como o esteio de uma ideia coletiva que 
corresponde ao conceito aristotélico de felicidade. 
D mostram como a âncora de um pensamento coletivo que 
define o conceito platônico de justiça. 
QUESTÃO 14 
 
 
 
 O senso moral e a consciência moral dizem respeito a 
valores, sentimentos, intenções, decisões e ações referidos ao 
bem e ao mal, ao desejo de felicidade e ao exercício da 
liberdade. Dizem respeito às relações que mantemos com os 
outros e, portanto, nascem e existem como parte de nossa vida 
com outros agentes morais. 
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. 
 São Paulo: Editora Ática, 2003, p. 307 
Considerando o texto precedente, o senso moral pode ser 
definido como 
A a necessidade de cumprirmos todas as regras estabelecidas 
pela comunidade em que vivemos. 
B o desejo de impor sanções aos que desrespeitam os 
mandamentos religiosos e éticos. 
C os sentimentos que possuímos quanto ao certo e ao errado, 
ao justo e ao injusto. 
D a capacidade que temos de avaliar os cenários e de tomar 
decisões racionais. 
QUESTÃO 15 
 
 A filosofia da religião é um ramo da filosofia que 
estuda a esfera espiritual inerente ao homem, levantando 
questionamentos relacionados à existência de Deus, à vida após 
a morte e à finalidade das religiões, fundamentando, assim, os 
processos de investigação apresentados. 
Disponível em: <https://www.infoescola.com/filosofia/filosofia-da-religiao/> 
Acesso em: 23.09.2018 (com adaptações). 
O estudo proposto pela filosofia da religião busca 
A confirmar que há um único Deus, sem corpo, eterno, 
onipotente, onisciente, onipresente e criador de tudo. 
B encontrar elementos que são comuns às manifestações 
religiosas das mais diferentes culturas. 
C mostrar a validade das demonstrações ontológicas da 
existência de Deus. 
D estabelecer, na sua prática, a crença em algum tipo de 
divindade. 
QUESTÃO 16 
 
 
 Na história da filosofia, desde o período clássico, da 
Grécia Antiga, até os dias atuais, várias áreas de conhecimento 
foram assumindo características específicas, se destacando em 
áreas de conhecimento científico, com critérios próprios de 
validação e metodologia, guardando, mesmo assim, 
características do conhecimento filosófico. 
Disponível em: <https://www.infoescola.com/filosofia/pensamento-critico/> 
(com adaptações). 
A característica comum entre o conhecimento filosófico e o 
conhecimento científico é 
A o caráter crítico. 
B o ideal de objetividade. 
C a abordagem subjetiva. 
D a verificação experimental. 
QUESTÃO 17 
 
 
 O livro O Príncipe, do florentino Nicolau Maquiavel, 
não se trata de uma história, e sim de um “manual” para a 
realeza do seu tempo. O material escrito tinha como objetivo 
informar como um príncipe deveria se comportar e conduzir os 
seus negócios e o seu principado. Maquiavel descreve todos os 
principais tipos de governo e focou em explicarcomo um 
príncipe deve “gerir” a sua vida com as suas amizades e com 
todos os seus súditos, mas suas explicações alicerçam-se em 
outras bases que não as metafísicas, próprias do período 
medieval. O foco é no ensinamento de que tudo deve ser 
realizado com o objetivo de conquistar o bem-estar e a 
segurança (social e financeira) em um cargo de poder. 
Maquiavel, N. O Príncipe. Comentários, I, 55. Disponível em: 
<http://www.resumolivro.com/o-principe-de-maquiavel/>. Acesso em: 
05.10.2018 (com adaptações). 
Entre as características da obra O Príncipe, de Maquiavel, há 
A as orientações para a construção de uma utopia 
monarquista. 
B a percepção, já existente em Aristóteles, de que o homem é 
um animal social. 
C a rejeição da ético cristã Medieval e a constituição de uma 
moral laica de base naturalista. 
D a aceitação de uma hierarquia de valores a priori, a partir 
dos quais nossas ações serão julgadas. 
 
SUPLETIVO 2018 – FILOSOFIA – EM 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 18 
 
 
 
 As máximas que seriam aceitáveis como lei universal, 
podendo ser consideradas motivação adequada para a ação 
humana, seriam os imperativos categóricos, implicando em 
exigência absoluta e incondicional. Este não pode ser 
desobedecido, não importando as circunstâncias, sendo um fim 
em si mesmo, ou seja, nenhuma outra finalidade pode justificar 
a desobediência, e o imperativo categórico não carece de 
qualquer outra justificação. O imperativo hipotético está 
atrelado ao fim, ou à finalidade, almejado por aquele que age, 
facilitando, assim, a decisão de qual a ação correta a se tomar, 
sendo, pois, hipotético, uma vez que o agente não tenha 
interesse em realizar aquele fim, ou não esteja disposto à ação 
necessária para realiza-lo, não existindo qualquer obrigação de 
segui-lo. 
Disponível em: <https://www.infoescola. 
com/filosofia/imperativo-categorico/>. Acesso em: 22.09.2018 (com 
adaptações). 
Na ética, a heteronomia se vincula à noção de imperativo 
A hipotético, por ocasionar finalidades intervenientes que 
flexibilizem ainda mais a ação. 
B categórico, por implicar em exigências adicionais que o 
possam tornar mais rígido. 
C hipotético, por ocasionar exigências adicionais que o 
transformem em categórico. 
D categórico, por implicar na consideração de condicionantes 
da ação. 
QUESTÃO 19 
 
 
 
 “Cada língua possui uma estruturação própria em 
termos de repertório, de regras de combinação e de uso. (...) 
Exemplo clássico é a língua esquimó, que tem seis nomes 
diferentes para designar vários estados da neve. Em português, 
temos apenas a palavra neve. Outras alternativas não são 
previstas na língua portuguesa.” Esse trecho ilustra um 
fenômeno linguístico, que é abordado pela filosofia da 
linguagem. 
ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena P. Filosofando: introdução 
à filosofia. 3.ª ed. revista. São Paulo: 
Moderna, 2003, p. 34 (com adaptações). 
O fenômeno linguístico apresentado no texto é relativo à 
função da linguagem 
A fática. 
B poética. 
C referencial. 
D metalinguística. 
QUESTÃO 20 
 
 
 Toda prática política é educativa porque, através dela, as 
pessoas adquirem ou transformam explicações da vida e novos 
conhecimentos e habilidades são assimilados. No caso 
específico de uma luta social, os trabalhadores vivenciam 
experiências que transformam a si mesmos e a realidade. Disto 
resulta conhecimento, resulta aprendizagem. Uma luta social 
concreta apresenta-se como um momento oportuno de análise 
das relações pedagógicas estabelecidas entre seus agentes. O 
conceito de política e de prática política se aproximam em 
diferentes momentos da história da filosofia. 
Disponível em: <http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/handle/10438/9217> 
Acesso em: 04.10.2018. 
No contexto marxista, a prática política está intimamente 
ligada à questão da consciência social e da 
A consciência de classe, pois ambos os conceitos dependem 
do reconhecimento do homem como o protagonista desse 
olhar sobre si e sobre o outro no que se refere às condições 
da produção material. 
B consciência existencial, pois ambos os conceitos dependem 
do reconhecimento do homem como o motivador do 
revolução operária na busca de uma sociedade com 
diferenças materiais brandas. 
C consciência política, pois ambos os conceitos dependem do 
reconhecimento do homem como um zoon politikon 
responsável pela maturidade das atitudes político-
ideológicas necessárias. 
D consciência individual, pois ambos os conceitos dependem 
do reconhecimento do homem como um ser livre e 
independente que busca a autonomia nas suas relações de 
produção. 
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