Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Oficina 1 
Padrões, Unidades de Medidas e Conversão de unidades 
 
 
 
 
ESTO017-17 – Métodos Experimentais em Engenharia 
 
 
 
Aluno: 
Rodrigo Dias Castelhano 11106111 
 
 
 
 
 
Profa. Dra. Ana Paula Romani 
 
 
 
São Bernardo do Campo – SP 
2021 / 2º Quadrimestre 
1 
 
Sumário 
 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................... 2 
2. DESCRIÇÃO .............................................................................................. 3 
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................. 5 
6. CONCLUSÕES .......................................................................................... 5 
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 5 
 
 
 
2 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O termo metrologia vem do grego metron (medida), e logos (estudo), sendo 
considerada como a ciência relacionada as medidas e medições [1]. 
Esta ciência abrange todos os aspectos teóricos e práticos relativos às 
medições independentes do grau de incerteza em todos os campos da ciência [1]. 
A necessidade de medição acompanha a evolução das primeiras 
civilizações, estando o progresso do próprio homem intimamente relacionado com o 
avanço da ciência da medição [2]. 
Em certo momento, o homem percebeu que para sua medição fazer sentido 
e ser útil em uma relação de trabalho, era necessário que sua medida estivesse de acordo 
com a medição proposta por outros homens [2]. Passou então, para medir o comprimento, 
a utilizar partes do próprio corpo como padrões de referência [2], como podemos ver 
alguns exemplos na Figura 1 
 
Figura 1 – Exemplos de partes do corpo utilizadas como padrão de referência 
em medidas de comprimento 
 
https://www.medeinstrumentos.com.br/a-origem-da-metrologia/ 
 
Medidas baseadas em partes do corpo apresentam diversos problemas 
relacionados as diferenças existentes no tamanho destas partes, entre os indivíduos. 
https://www.medeinstrumentos.com.br/a-origem-da-metrologia/
3 
 
Conforme as relações de negócio cresceram em escala, surgia a necessidade de medidas-
padrão [2]. 
Por volta de 1350, o rei Eduardo II da Inglaterra decretou que fosse 
considerada como uma polegada a medida de três grãos secos de cevada. Essa foi uma 
ação importante relacionada a padronização das medições. 
O sistema métrico foi implementado na França no ano de 1791, sendo 
seguido por outros países. Em 1867 em Paris, foi criado por um grande número de 
cientistas, um “Comitê dos Pesos e Medidas e da Moeda” [3]. 
No Brasil, foi criado o Instituto Nacional de Pesos e Medidas em 1961, 
implantando o Sistema Internacional de Unidades (S.I) no pais. Em 1973, pela Lei 5.966 
foi instituído o Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade industrial, 
SINMETRO, com a finalidade de formular a política nacional de metrologia [3]. 
 
2. DESCRIÇÃO 
2.1 Material Utilizado 
1 Régua 
30 cm de Barbante 
1 Tesoura 
1 Pasta de Couro Retangular 
1 Espelho Retangular 
 
2.2 Método Utilizado 
Inicialmente foi cortado um pedaço de barbante que tinha como 
comprimento exatamente a medida existente entre a ponta de meu polegar direito e a 
extremidade do dedo mínimo (Meu Palmo). 
O barbante possibilitou maior facilidade em efetuar grande parte das 
medições com base em Meu Palmo direito. 
Para obter os valores referentes as frações do Palmo que foram necessárias 
para efetuar uma medição completa dos objetos, foi utilizado meu polegar esquerdo, 
sendo que, devido a simetria desta parte do corpo foi possível utilizar o barbante para 
trabalhar com metade da medida de minha polegada esquerda. Unidades menores 
possibilitaram uma maior precisão na medida dos objetos estudados. 
Colocados lado a lado, foi observado que 20 unidades de barbante referentes 
a ½ polegada eram equivalentes a 1 Palmo de minha mão esquerda, conforme Figura 2. 
4 
 
 
Figura 2 – Conversão de minhas polegadas da mão esquerda em medidas de 
Palmo de minha mão direita. 
 
Utilizando os dois pedaços de barbante, um referente ao Palmo e outro a 
metade de minha polegada esquerda, já foi possível medir os dois objetos de estudo (Pasta 
e Espelho retangular). 
Foram efetuadas três medidas utilizando os barbantes e o valor final foi 
obtido com a média aritmética das medições. 
Após obter as dimensões dos objetos em termos da unidade de medida “Meu 
Palmo”, foi possível atender aos quesitos apresentados na seção 2 do roteiro, sendo eles: 
a) obter as medidas das dimensões de dois itens que você possua em casa 
utilizando alguma parte do corpo humano; 
b) calcular a área dos itens medidos utilizando como unidade a parte do 
corpo humano adotada em “a”; 
c) converter a unidade de medida adotada (parte do corpo humano) para a 
unidade “metro”; 
d) utilizando a conversão determinada em “c”, calcule a área dos dois itens 
na unidade “m2”; 
e) obter as medidas das dimensões dos mesmos itens utilizando o 
instrumento de medida padrão e calcule as áreas; 
f) comparar os valores das áreas determinados em “d” e em “e”. 
 
 
 
 
5 
 
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
Utilizando a régua foi mensurado a medida do meu palmo direito em 20 cm 
(0,20 m), cada meia polegada direita mede 1 cm (0,01 m). 
O Quadro 1 apresenta os resultados obtidos associados as unidades de 
medidas utilizadas para o cálculo de área dos objetos de estudo. O valor no quadro é a 
média de 3 aferições. 
Quadro 1 – Resultados obtidos associados as unidades de medidas utilizados. 
Objeto 
 
Medida em 
“Meu Palmo” 
Medida Convertida 
em Metros 
Medida obtida 
com Régua 
Área - “Meu 
Palmo” 
Área - 
Convertida 
Área com 
Medida Direta 
Pasta 1,60 x 1,15 0,32 x 0,23 0,33 x 0,23 1,84 pa2 0,07 m2 0,07 m2 
Espelho 5,15 x 1,50 1,03 x 0,30 1,04 x 0,33 7,72 pa2 0,31 m2 0,34 m2 
 
A diferença mais significativa foi referente a medida da área do objeto 
espelho. Percebemos que para este objeto, existiam diferenças na segunda casa decimal 
tanto na medida da largura quanto no comprimento do objeto, sendo que estas diferenças 
geram uma divergência mais significativa no resultado para a área do espelho. 
6. CONCLUSÕES 
 
Concluímos que é possível efetuar medições a partir de partes do nosso 
corpo, porém enfrentamos problemas referentes a padronização e precisão da medida. 
Nesta oficina, o problema da precisão foi minimizado escolhendo uma 
unidade de medida menor (1/2 de uma polegada), mas percebemos que para objetos 
maiores este problema torna-se mais evidente, assim também ocorre ao aumentarmos o 
número de cálculos utilizando estas medidas. 
Contudo, esta oficina cumpriu seu papel em demonstrar a importância e as 
dificuldades enfrentadas pelas gerações anteriores ao efetuar medidas baseadas em partes 
do corpo. 
REFERÊNCIAS 
1 IPQ, LOJA. Vocabulário internacional de metrologia. Guia ISO/IEC, v. 99, 2008. 
2 MENDES, Etiene Benini; MARQUES, Aline; KOTHE, Marco. Metrologia: introdução e histórico. 2016. 
3 VIANA, Mário. Novos estudos de história metrológica:(séculos XIV-XX). Universidade dos Açores, 
Centro de Estudos Humanísticos, 2017.

Mais conteúdos dessa disciplina