Logo Passei Direto
Buscar

Senhor, ensina-nos a orar - Morris Cerullo

User badge image
Enri Basto

em

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

GERÊNCIA EDITORIAL E DE PRODUÇÃO
Gilmar Vieira Chaves GERÊNCIA DE PROJETOS ESPECIAIS
Jefferson Magno Costa TRADUÇÃO
Maria Eugênia da Silva Fernandes REVISÃO
Joel da Silva
Patrícia Nunan
Jefferson Magno Costa CAPA E PROJETO GRÁFICO
André Faria DIAGRAMAÇÃO
Tiago Muhlethaler COORDENAÇÃO DE E-BOOK
Elba Alencar
Diretora Executiva Flávia Andrade
Gerente de Marketing Renata Gonçalves
Fernando de Lima
Marketing
Conversão e Distribuição Brazil Deluxe Ltda Copyright © 2005 por Editora Central Gospel
Ltda.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Autor: CERULLO, Morris Título
original: Lord, teach us to pray Título em português: Senhor, ensina-nos a orar
 376 p.
ISBN 978-85-7689-545-9
1. Bíblia – Vida cristã 1. Título II Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total
ou parcial do texto deste livro por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos, xerográficos,
fotográficos etc.), a não ser em citações breves, com indicação da fonte bibliográfica.
As citações bíblicas utilizadas neste livro foram extraídas da versão Almeida Revista e
Corrigida (ARC) e Almeida Revista e Atualizada (ARA), Sociedade Bíblica do Brasil, salvo
indicação específica, e visam incentivar a leitura das Sagradas Escrituras.
Este livro está de acordo com as mudanças propostas pelo novo Acordo Ortográfico, em
vigor desde janeiro de 2009.
1ª edição: Fevereiro/2017
Editora Central Gospel Ltda Estrada do Guerenguê, 1851 - Taquara Cep: 27.713-001
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2187-7000
www.editoracentralgospel.com
Sumário
Introdução
1. Além da Oração Comum
Orai: “Pai nosso...”
Um novo conceito radical de oração
Senhor, ensina-nos a orar!
Além do conhecimento da mente e da tradição
Oração - um relacionamento vivo com o Pai
Além das orações egoístas
A lei universal de Deus concernente à oração
O verdadeiro fundamento da oração
A oração que alcança o Pai deve ser no espírito
A oração além das limitações naturais
A oração verdadeira nasce do espírito
Uma ligação divina com o Pai
2. Uma Convocação Santa
É hora de a igreja de Jesus Cristo despertar!
Alcançando o céu e trazendo os recursos celestiais para a terra
A igreja está na encruzilhada!
A oração deve ser um estilo de vida
Precisamos ficar na nuvem de glória
A prioridade número um na oração
Quão faminto você está pela presença de Deus?
Mova-se doa átrio exterior para o santo dos santos
Torne-se consumido por um desejo apaixonado por Deus
3. Quebre Seu Vaso de Alabastro
Adoração verdadeira versus adoração da alma
O Pai procura verdadeiros adoradores
O Pai deseja a verdadeira adoração vinda do coração
A verdadeira adoração libera uma vida divina que flui do trono
Recuse dobrar-se diante de um altar falsificado
Ative as armas poderosas da adoração, do louvor e das ações de graças para
derrotar satanás
Faça da adoração apaixonada seu maior desejo
4. O Mandato de Oração de Cristo
Nossa intercessão deve fluir do trono para o mundo por meio de nós
A vinda do espírito santo marcou uma nova era de poder para a igreja
Algo sobrenatural deve acontecer com a igreja
Pai, sopra teu espírito sobre nós novamente!
Exercite a autoridade delegada na oração
Peçam, façam um pedido!
Três fases principais da intercessão
Fase um: identificação
Fase dois: autosacrifício
Fase três: poder e autoridade
Você tem um chamado santo!
Interceda com autoridade em Cristo
Aceite o mandato de oração de Cristo
5. A Oração Que Toma Posse do Impossível
Nada, absolutamente nada é impossível através da oração
A chave mestra para a oração
Elias não seguiu uma fórmula para a oração
Seu relacionamento com Cristo é o fundamento do seu poder na oração
Deus usará você para moldar o futuro através das orações
Deus ligou as nossas orações ao cumprimento do seu plano para o tempo do
fim
Incenso... trovão... relâmpagos!
A oração que rompe todas as limitações naturais
A oração que quebra as cadeias da morte
A oração que comanda as forças da natureza
Ouse levantar-se e tomar posse do impossível através da oração
O destino do mundo está na mão dos intercessores
6. Entre o Alpendre e o Altar
Um chamado de oração no tempo do fim
Ó Deus, sacode-nos!
A chave para o poder de Deus na igreja primitiva
Os discípulos se entregam à oração
A libertação sobrenatural de Pedro
Oração intensa, fervorosa e agonizante
O poder da oração que abalará cidades e nações!
O que devemos fazer é a oração flamejante do espírito santo!
Depois...
Assuma sua posição como intercessor do tempo do fim
Senhor, Ensina-nos a Orar
7. Cristo, o Grande Intercessor
Como nosso intercessor, Jesus identificou-se com o homem
Como nosso intercessor, Jesus chorou por causa do pecado e do juízo vindouro
Como nosso intercessor, Jesus teve dores de parto por nós
Como nosso intercessor, Jesus tomou nosso lugar na cruz
O fundamento das orações
Por meio do sangue de Cristo temos ousadia para entrar na presença de Deus
Faça orações ousadas com base na sua liança com Deus!
Assuma a sua posição de poder e autoridade na oração!
Faça orações ousadas a favor da sua cidade e nação!
8. Intercessão Da Sala do Trono
O poder de uma vida eterna
Veja seu fiel sumo sacerdote sobre o trono
Ele pagou o preço supremo por nós com sangue
Não existe poder maior!
Unidos com Ele no trono
Na sala do trono, constatamos a vitória de Cristo
Assuma a sua posição em Cristo!
9. Nosso Habilitador Divino
A oração além das habilidades naturais
Um novo nível de oração
Oração inspirada pelo espírito
A oração potencializada divinamente pelo espírito santo
A oração além de todas as limitações naturais
Não mais oração sem resposta!
Deixe que o espírito santo ore através de você em pleno controle
10. Comando da Fé na Oração
A fé e a oração são inseparáveis!
Apenas quando você o invisível é que ousará tomar posse do impossível
A oração é a voz da fé
Até a morte deve obedecer à voz de Deus!
Ordene às suas circunstâncias e demonstre fé na oração
“Tudo o que pedires!”
Deus é galardoador!
11. Além do Treinamento Básico
A chave para abrir os recursos do céu
O nome sobre todo nome
Todo poder e autoridade no céu e na terra estão no seu nome!
Você deve dominar, no nome de Jesus!
Ser revestido com um manto de poder e autoridade
O que precisamos é de uma demonstração do poder no nome de Jesus
É hora da formatura!
Sem margem para a derrota!
12. Guerra Santa
Uma dinâmica espiritual para superar a oração não respondida
Perseverança!
Perseverança sem se envergonhar
Guerreiros santos
Oração que se recusa a desistir!
A oração presente que quebra toda a resistência!
Orações desesperadas!
Oração eficaz, fervorosa
Cristo conquistou para nós a resposta de toda oração
Recuse a aceitar a oração não respondida!
13. A Oração Sumo Sacerdotal de Cristo com Sete Ítens
Uma oração de destino espiritual
1. Proteção divina
Você está protegido pelo poder do seu nome!
2. Santificação
É hora do povo de Deus clamar: “Santifica-nos!”
3. A alegria de Cristo em plenitude!
A alegria divina sustentará você na hora mais difícil!
4. Unidade na igreja
A oração de Cristo será cumprida!
5. Plena maturidade espiritual
É hora da igreja alcançar a maturidade plena!
6. Uma manifestação do amor de Deus
Nossas orações devem ser abastecidas pelo poder de Deus
7. Uma manifestação do poder e glória de Deus no tempo do fim
Índice Espiritual Sobre a Oração
Gênesis
Exôdo
Levítico
Josué
1 Reis
2 Reis
1 Crônicas
2 Crônicas
Neemias
Jó
Salmos
Isaías
Jeremias
Ezequiel
Daniel
Joel
Zacarias
Mateus
Marcos
Lucas
João
Atos
Romanos
1 Coríntios
2 Coríntios
Gálatas
Efésios
Filipenses
COLOSSENSES
1 Tessalonicenses
1 Timóteo
2 Timóteo
Hebreus
Tiago
1 Pedro
2 Pedro
1 João
Judas
Apocalipse
Morris Cerullo e o Seu Ministério
Introdução
Desde a ocasião em que Deus disse “Haja luz” até o presente
momento, nunca houve na história um tempo melhor e mais
necessário para que o povo de Deus aprenda como orar, e ore.
O clamor do Espírito advindo da sala do Trono de Deus é uma
chamada divina, universal, para a oração.
Embora estejamos testemunhando o maior mover de oração na
história da Igreja, com milhões de cristãos mobilizadosa orar, nunca
houve uma necessidade maior dos cristãos saberem como orar com
poder, como fazer orações que vão além da oração comum, e que
sejam divinamente potencializadas e carregadas pelo Espírito Santo.
Estou convencido de que as orações normais dos cristãos são
insuficientes para propiciar a este mundo os avanços espirituais
arrojados de que necessitamos hoje.
Algo sobrenatural deve ocorrer e começar a acontecer quando
começarmos a orar de maneira incomum. Isto literalmente demolirá
as fortalezas de Satanás sobre as nações. A oração comum não fará
isso!
Antes que as últimas fortalezas satânicas remanescentes sejam
destruídas, deve haver uma manifestação sobrenatural do Espírito de
Deus no Corpo de Cristo, movendo-nos a uma dimensão mais elevada
de oração.
Deus me deu um mandato – uma estratégia poderosa do tempo final
para alcançar o mundo e cumprir a Sua vontade nas nações, antes
que Cristo volte.
Deus disse: “Levante uma cobertura de oração sobre o mundo”.
Deus vai levantar um exército de oração composto de guerreiros
espirituais invencíveis que orarão em um nível novo, como se a
salvação do mundo dependesse deles. Estes guerreiros espirituais
estarão sob um peso de oração por este mundo. Orarão até que este
mundo seja abalado pelo poder de Deus.
Hoje há terroristas no mundo natural. Depois de 11 de setembro,
Deus me falou que Ele está levantando “Terroristas Espirituais”.
Deus está levantando homens e mulheres que se moverão para um
novo nível de oração de batalha espiritual estratégica!
Esta dimensão de oração supera o tipo de oração normal,
tradicional. É a oração que transpõe a nossa mente natural e se move
no sobrenatural para se apossar do impossível!
Há milhares de livros bons escritos sobre oração. Meu desejo não é
apenas produzir mais um livro sobre oração que seja lido e colocado
em uma estante para acumular poeira.
A minha oração é que você, independentemente do seu nível atual
de experiência na oração, receba ao ler as páginas deste livro uma
nova paixão consumidora para orar, e que o clamor do seu coração
seja: “Senhor, ensina-me a orar!”
O Espírito Santo, que é um intercessor por excelência, é o nosso
mestre.
À medida que você ler esta obra, peça ao Espírito Santo para levar
você a ultrapassar as limitações da sua mente natural. Peça-Lhe para
abrir o seu entendimento espiritual e ensinar-lhe como fazer orações
que toquem o coração de Deus e resultem na Sua vontade realizada
na sua vida, na família, no ministério e nas nações do mundo.
Peça-Lhe que unja a sua boca com o fogo do Espírito Santo, que
libere sobre você uma nova unção para orar e leve você a um novo
nível de oração de estratégica de guerra.
Aproxime-se de Deus de todo o seu coração e comece uma jornada
espiritual para o Santo dos Santos, onde Ele está aguardando você.
Prepare-se para receber mais respostas de oração do que as que você
já experimentou na sua vida!
— Irmão Cerullo
1. Além da Oração Comum
Estamos em uma jornada espiritual na busca apaixonada por
Cristo, para aprendermos a orar na mesma dimensão poderosa e
ilimitada que Ele ensinou e demonstrou.
Sabemos que é possível!
Sabemos que Cristo deseja que vivamos em uma dimensão de
oração poderosa, sobrenatural, onde nada nos é impossível!
Não estamos satisfeitos com o status quo, em viver abaixo do pleno
potencial do poder verdadeiro de oração que Cristo pretendeu que a
Sua Igreja possuísse!
O clamor que brota do mais profundo do nosso ser é: “Senhor,
ensina-nos a orar!”
Independente do nível atual de experiência com a oração, Cristo
está chamando você para se levantar e ajuntar-se a Ele, do Seu lado,
em oração e intercessão estratégica, que resultarão em cidades
inteiras, nações e povos transformados pelo Seu poder!
Você está pronto e desejoso de mover-se além da oração costumeira
para esse novo nível estratégico de oração?
Quão faminto você está por uma manifestação nova da Sua
Presença?
Quão faminto você está para receber uma unção e a transmissão
renovada do Seu Espírito?
Você está suficientemente faminto para morrer para si mesmo e
para a dependência da sua mente e de suas habilidades naturais?
A primeira coisa que você deve querer fazer é deixar de lado todas
as idéias pré-concebidas, as tradições inventadas pelo homem e as
ideologias religiosas concernentes à oração.
Essas coisas somente sobrecarregam você e o impedem de avançar
no Espírito para uma nova revelação e experiência na oração.
A oração que prevalece é um meio ordenado por Deus para
expandir o Seu reino, para derrotar Satanás e seu império de
trevas e malignidade, para cumprir o plano eterno de Deus e
para efetuar a Sua vontade boa sobre a terra.
— Wesley L. Duewel
A oração verdadeira é muito mais do que uma repetição formal de
palavras eloquentes para impressionar os ouvintes. É mais do que
simplesmente repetir ou citar orações de um livro de oração.
A oração que move a mão de Deus para produzir a Sua vontade
sobre a terra não está baseada nas estratégias bem planejadas
desenvolvidas pela nossa mente natural.
A oração verdadeira transcende as limitações da nossa mente
natural porque ela nasce do Espírito.
“A oração em si é uma arte que 
 apenas o Espírito Santo pode nos ensinar. 
 Ele é o doador de toda a oração”.
— Charles Spurgeon
Há muitos livros e sermões ótimos sobre oração. Entretanto, a
melhor maneira de aprender como orar é se achegar ao Grande
Intercessor, que vive para sempre para interceder por nós! Devemos
olhar para o Espírito Santo não apenas como nosso Mestre, mas
também como nosso Habilitador Divino, Aquele que nos torna
possível fazer orações que sejam motivadas, dirigidas e
potencializadas divinamente por Ele.
Assim como os discípulos pediram a Jesus: “Senhor, ensina-nos a
orar!”, devemos prestar atenção no que Jesus ensinou e demonstrou
no tocante à oração.
E aconteceu que, estando ele a orar num 
 certo lugar, quando acabou, lhe disse 
 um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos 
 a orar, como também João ensinou 
 aos seus discípulos.
— Lucas 11.1
A única espécie de oração que os discípulos conheciam eram as
orações tradicionais que eles aprenderam nas sinagogas com os
sacerdotes.
Imagine por um momento estar na presença do Filho de Deus e
ouvi-Lo orar. A atmosfera fica eletrizante quando as janelas do céu se
abrem e Ele começa a comunicar-se intimamente com Seu Pai!
Existe alguma coisa diferente na oração de Jesus. Diferente dos
sacerdotes em pé na sinagoga recitando frases de efeito, as palavras
que Ele fala são vivas e pulsam com vida. O tom em que Ele fala
ressoa com poder.
Uma das coisas mais notáveis na vida de Cristo, que os discípulos
mais próximos dEle observavam, era a Sua vida de oração. Jesus
vivia em uma comunicação e amizade ininterruptas com o Pai.
Frequentemente Ele se levantava quando todos estavam dormindo e
saía antes do amanhecer para orar. Um dos Seus locais favoritos foi
o monte das Oliveiras. Quase posso vê-Lo ali, ajoelhando-se debaixo
de uma das oliveiras com seus olhos levantados para o céu, falando
com o Pai, ouvindo o coração deste e recebendo a Sua instrução.
Antes de todos os eventos importantes, Cristo passava um tempo
sozinho com o Pai. Ele disse: “...o Filho por si mesmo não pode fazer
coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai, porque tudo quanto ele faz,
o Filho o faz igualmente” (João 5.19).
As grandes vitórias que Jesus experimentou nas “linhas de frentes”
quando ministrava às necessidades das pessoas... ensinando,
abrindo olhos cegos, destapando ouvidos surdos, curando toda sorte
de doenças, ressuscitando mortos... não foram automáticas. Foram
conquistadas antes que Ele saísse nas “linhas de frente”... pela
oração!
“A oração é a chave para abrir todos os depósitos da graça e do
poder infinito de Deus”.
—R. A. Torrey
Embora Ele fosse o Filho de Deus, Jesus não conquistou essas
vitórias na Sua própria força. Ele Se despiu das Suas habilidades
divinas e esteve sujeito às mesmas limitações humanas que você e
eu. Ele não fez absolutamente nada independentemente do Pai. Não
foramautomáticos nenhum dos milagres e curas tremendas que Ele
realizou.
Tudo o que Jesus fez foi resultado do que o Pai Lhe revelou enquanto
Ele estava na Sua Presença... enquanto Ele estava em oração!
Antes de sair para as “linhas de frente”, Jesus passava um tempo
na presença do Pai. Era quando o Pai revelava a Sua vontade para
Ele. Por meio da oração, Jesus penetrava nas “linhas do inimigo”,
empreendia a batalha e a vencia!
• ANTES de Jesus começar o Seu ministério, Ele passou 40 dias em
jejum e oração e voltou no “...poder do Espírito para a Galiléia”
(Lucas 4.14).
• ANTES de alimentar cinco mil pessoas multiplicando cinco pães e
dois peixes, Ele foi de barco a um lugar deserto onde orou (veja
Mateus 14.13).
• ANTES de realizar uma grande campanha de curas em Genesaré,
onde as pessoas Lhe levaram os doentes, Jesus subiu sozinho ao
monte, onde orou (veja Mateus 14.22-23).
• ANTES de escolher os 12 apóstolos, Jesus “subiu ao monte a orar e
passou a noite em oração a Deus” (Lucas 6.12 NAS).
• ANTES de começar seu ministério pela Galiléia, onde pregou e
expulsou demônios, Jesus orou: “De madrugada, quando ainda
estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar
deserto, onde ficou orando” (Veja Marcos 1.35 NVI).
• ANTES de ir para a cruz... na estrada para Jerusalém... Jesus,
sabendo que ia ser preso e crucificado, subiu ao monte, onde orou
(Veja Lucas 9.28).
• ANTES de ser preso, açoitado, ridicularizado e crucificado, Jesus
foi ao jardim de Getsêmani, onde orou... onde batalhou e agonizou
em oração (Veja Mateus 26.36-46).
Antes de você dar qualquer passo que possa ter repercussão
importante na sua vida ou família, você não deveria, por meio da
oração, entrar em batalha espiritual, penetrar nas “linhas do
inimigo” e vencer a batalha?
“Quer orar com resultados poderosos? 
 Busque as obras poderosas do Espírito 
 Santo no seu próprio espírito”.
— E. M. Bounds
Agora voltemos a Lucas 11.1, onde Jesus estava orando e Seus
discípulos foram até Ele, pedindo-Lhe que lhes ensinasse como orar.
Quando ouviram Jesus orar, foi tão tremendo que eles não podiam
mais ficar quietos e satisfazer-se apenas ouvindo. Eu imagino
clamando: “Queremos o que Tu tens! Senhor Jesus, ensina-nos como
orar. Tu estás fazendo algo que nunca experimentamos antes.
Estamos Te ouvindo tocar o céu. Estamos ouvindo Tu te relacionares
com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Não é tradição somente, mas o
que estamos ouvindo é a realidade, e nós queremos saber como orar
do jeito que Tu oras!”
ORAI: “PAI NOSSO...”
Em resposta ao clamor do coração de seus discípulos, Jesus
começou a ensiná-los como orar com o que nós chamamos de Oração
do Senhor (Oração do Pai-Nosso). Esta linda oração é provavelmente
a oração mais amplamente conhecida e apreciada que alguém já fez.
Milhões de pessoas durante séculos a têm repetido. Livros foram
escritos sobre ela. Tem sido cantada em catedrais majestosas com
vitrais coloridos e templos de adoração de todas as denominações.
Jesus nunca pretendeu que a Sua oração se tornasse outra oração
tradicional para ser simplesmente repetida como parte de uma
liturgia.
Nesta oração, Ele estabeleceu um padrão celestial como base para
as nossas orações. Uma das grandes verdades da oração de Jesus
sobre a qual eu quero que focalizemos a nossa atenção é a de que Ele
quebrou as barreiras tradicionais e pela primeira vez ensinou-nos a
reconhecer e a orar a Deus como Pai.
Jesus disse: “Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos
céus...” (Lucas 11.2).
Depois dele; a oração nunca mais foi uma formalidade ou um
ritual! Nunca mais ela foi relegada a vãs repetições como faziam os
ímpios. Nunca mais ela foi um exercício religioso para impressionar
os outros. A oração ensinada por Jesus passou a alicerçar-se em uma
nova revelação para que os discípulos reconhecessem e se
achegassem ao Deus de Israel como seu Pai!
UM NOVO CONCEITO RADICAL DE ORAÇÃO
Jesus rompeu com a tradição e o formalismo dos líderes religiosos,
ensinando um novo conceito radical de oração. Em uma das Suas
primeiras referências à oração, durante o Seu Sermão da Montanha,
Cristo ensinou as pessoas a amar seus inimigos e orar por eles. Ele
ensinou a orar pelos inimigos como uma resposta natural daqueles
que são verdadeiramente filhos de Deus.
Jesus disse: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e
odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e
orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser
filhos de seu Pai que está nos céus” (Mateus 5.43-45 NVI).
É interessante notar que nas Suas primeiras referências à oração,
Jesus enfatizou a oração que excede a comum.
Com que frequência você passa um tempo orando por seus inimigos,
aqueles que o apunhalam pelas costas, traem a sua confiança,
mentem sobre você e o têm ferido profundamente? Na experiência de
oração do cristão médio, muito pouco tempo, se é que algum, é gasto
em oração pelos inimigos. Contudo, Jesus enfatizou a importância
desse tipo de oração.
“É somente quando nos entregamos ao Espírito que habita e que
ora em nós, que a glória da oração ouvida e da mediação mais
efetiva do Filho é tornada conhecida por nós no seu poder”.
— André Murray
Note que Jesus disse: “...orem por aqueles que os perseguem,
PARA QUE vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos
céus” (Mateus 5.44-45). No natural, não é difícil orar pelos amigos,
pela família e outros cristãos necessitados. Mas a oração pelos
nossos inimigos não é fácil e não pode ser feita no natural porque ela
se origina no coração do Pai. Ela envolve o seu amor e perdão.
Aqueles que são verdadeiramente seus filhos e filhas, nascidos do Seu
Espírito, seguirão o Seu exemplo.
SENHOR, ENSINA-NOS A ORAR!
Não apenas pelas Suas Palavras, mas também pelo Seu exemplo,
Jesus ensinou que nós devemos estar desejosos de perdoar e orar
pelos nossos inimigos.
Jesus, o santo, o puro Filho de Deus foi desprezado, rejeitado e
traído até mesmo por aqueles mais próximos dEle. Foi acusado
falsamente, cuspido, feito espetáculo público de vergonha e desgraça,
e foi pregado na cruz. Pendurado em dor e agonia, Ele fez a maior
oração já feita: “...Pai ...perdoa-lhes, porque não sabem o que
fazem..” (Lucas 23.34).
Esta oração saída dos lábios do Filho de Deus subiu para o Pai que
ouviu o Seu clamor, recebeu o sacrifício do sangue da Sua vida e
respondeu estendendo ao homem o dom inestimável da salvação.
A oração de Jesus transcendeu todas as limitações naturais. Não foi
uma oração comum. Ela transcendeu o tempo.
Como resultado daquela única oração, multidões incansáveis
durante séculos têm sido absolvidas, perdoadas, restauradas na
comunhão com Deus como seu Pai.
Senhor, ensina-nos a orar! Ensina-nos a ir além da oração comum,
a amar os nossos inimigos, a perdoar e orar por eles como nos
ensinaste pela Tua Palavra e pelo Teu exemplo como nosso Grande
Intercessor.
ALÉM DO CONHECIMENTO DA MENTE E DA
TRADIÇÃO
“A oração é ‘o respirar 
 de uma alma inflamada por Deus, 
 inflamada pela humanidade’”.
— E. M. Bounds
A oração verdadeira deve advir do coração. Não são apenas as
palavras ou frases que uma pessoa repete como uma mera rotina ou
formalidade. Ela envolve virmos diante de Deus, como nosso Pai, com
nossos corações – todo nosso ser, em uma atitude de submissão
humilde. Deus requer todo nosso coração! Nos seus tratamentos com
os filhos de Israel, Ele falou através do profeta Jeremias: “E buscar-
me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso
coração” (Jeremias 29.13).
Jesus expôs a hipocrisia e a tradição religiosa daqueles que oravam
nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos pelos
homens. Ele chamou os fariseus de hipócritas. Disse: “...bem
profetizou Isaías sobre vocês, dizendo ‘Este povo honra-me com
seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me
adoram, ensinando como doutrinas preceitos de homens’” (Mateus
15.7-9 NAS).
Temos que tomar cuidado para não nos tornarmos presa das
tradições ensinadas pelos homens. Há muitos cristãos sentados nas
suasigrejas que oram em uma base regular. As palavras que saem da
sua boca são o que eles aprenderam, mas as palavras são vazias e
ocas porque estão vindo das suas cabeças e não dos seus corações.
Para ultrapassar a oração comum, não podemos ficar satisfeitos
com o conhecimento intelectual ou com a tradição religiosa. O clamor
dos nossos corações deve ser: ‘Senhor, rompe com a tradição morta,
seca, e com o formalismo, e ensina-nos como orar do jeito que Tu
oravas!”
Os fariseus eram comprometidos e preocupados em seguir
estritamente a Lei e a tradição oral, com suas normas para
interpretar a Lei, os ritos de purificação e as leis feitas pelos homens,
transmitidas pelos seus antepassados. Com atenção meticulosa nos
detalhes, eles observavam todos os tempos sagrados estipulados por
Deus. Dizimavam de tudo o que possuíam e jejuavam duas vezes por
semana às segundas e quintas-feiras. Estavam fazendo as coisas
certas, mas viviam tão aprisionados pela tradição que não
conheciam realmente a Deus e não puderam receber as verdades que
Cristo lhes falava.
Sua compreensão de Deus era primariamente como o doador da Lei
e sua preocupação em cumprir exatamente Seus mandamentos
tornou-se um fim em si mesmo. Quando iam ao Templo para orar,
suas orações eram formais e legalistas. E iam lá para serem vistos e
ouvidos pelos homens, não para se encontrarem com Deus.
As orações públicas eram oferecidas diariamente na sinagoga, o que
incluía a Shema, consistindo de três passagens do Antigo
Testamento: Deuteronômio 6.4-9; Deuteronômio 11.13-21 e Números
15.37-41. A Shema era repetida tanto de manhã quanto à noite com
bênçãos.
Além disso, a Tefilá, Dezoito Bençãos, era repetida três vezes por
dia. Grande parte foi incorporada no Livro de Oração em Hebraico,
que ainda é usado hoje nas sinagogas judaicas.
Em contraste nítido com a hipocrisia dos fariseus, Jesus rompeu
com a tradição rígida, formal, dos rituais e conceitos religiosos da
oração humana, e estabeleceu a oração com base em um
relacionamento profundo com o Pai!
Ele ensinou às pessoas a importância de afastarem-se em um lugar
secreto para orarem. Jesus disse:
E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles
gostam de ficar orando em pé nas 
 sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. E
lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas
quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu
Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o
recompensará.
— Mateus 6.5-6 NVI
ORAÇÃO – UM RELACIONAMENTO VIVO COM O
PAI
Deus não era mais para ser conhecido como um Ser Supremo
afastado em algum lugar dos céus: inacessível e inatingível, mas
como um Pai celestial amoroso, que deseja viver em intimidade e
comunhão com seus filhos.
Durante séculos, Abraão, Moisés, Josué, Elias, Davi e os outros
profetas e santos do Antigo Testamento dirigiram suas orações para
o único Deus verdadeiro e vivo, o Todo-Poderoso, o Santo de Israel.
Eles O conheciam como o Todo-Poderoso Que Se revelava com sinais e
prodígios, abriu o Mar Vermelho, levou-os pelo deserto, fez cair maná
do céu, fez água brotar da rocha, fez cair fogo do céu, livrou os seus
servos na fornalha ardente, fechou a boca dos leões e lutou e libertou
seu povo das mãos dos seus inimigos.
Mas eles não tinham um relacionamento de intimidade com Ele,
como seu Pai celestial. Nenhum dos santos do Antigo Testamento
orou a Deus como seu Pai.
Ouça as suas orações:
Salomão orou: “Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus como tu,
em cima nos céus nem embaixo da terra, que guardas a aliança e
mostras a misericórdia e a beneficência aos teus servos que andam
diante de ti de todo o seu coração” (1 Reis 8.23 AMP).
Ezequias clamou ao Deus de Israel: “Senhor, Deus de Israel, que
reinas em teu trono, entre os querubins, só tu és Deus sobre todos
os reinos da terra. Tu criaste os céus e a terra” (2 Reis 19.15 NVI).
Elias invocou o Deus de Abraão, Isaque e Israel: “Ó Senhor, Deus
de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que tu
és Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz todas estas coisas
por ordem tua” (1 Reis 18.36 NVI).
Os profetas e santos do Antigo Testamento eram incapazes de
conhecer a Deus intimamente como Pai porque o Espírito Santo ainda
não lhes tinha sido concedido de forma plena. Deus prometeu que Ele
faria uma Nova Aliança com Israel e que colocaria neles Seu Espírito.
Ele disse: “Um coração novo vos darei, e um novo espírito porei
dentro de vós” (Ezequiel 36.25 AMP).
Sob a Nova Aliança, Jesus veio não apenas para redimir o homem
dos seus pecados, mas para conduzir o homem a um novo
relacionamento íntimo com Deus. Durante seis ocasiões diferentes do
Seu Sermão da Montanha, Cristo enfatizou a oração baseada no
relacionamento vivo com o Deus Todo-Poderoso de Israel, Criador dos
céus e da terra, como o Pai.
Jesus disse; “...ora a teu Pai” (Mateus 6.6 AMP); “...seu Pai, que vê
em secreto, o recompensará” (Mateus 6.6 NVI); “...seu Pai sabe o
que você precisa antes de você lhe pedir” (Mateus 6.8 NAS); “Vocês,
orem assim: “Pai nosso, que estás nos céus...’” (Mateus 6.9 NVI).
ALÉM DAS ORAÇÕES EGOÍSTAS
Em Mateus 6.31-33, Jesus nos ensina a não nos preocuparmos com
as necessidades básicas da vida: o que comermos, bebermos ou como
nos vestirmos. Ele disse: “...vosso Pai celestial bem sabe que
necessitais de todas essas coisas”.
Nestes versículos, Jesus revela a nossa prioridade na oração. Nosso
maior interesse quando chegamos diante do Pai não é o de
bombardeá-Lo com as nossas necessidades.
Entretanto, na vida do cristão médio, a maioria do seu tempo de
oração é gasto focalizando suas necessidades imediatas e as da sua
família. Nós nos tornamos frequentemente tão ocupados com nossas
petições urgentes que nos esquecemos de que nosso Pai vê e sabe.
Jesus não disse que essas coisas não eram importantes para o Pai
ou que não deveríamos pedir que Ele suprisse as nossas
necessidades. Ele disse que nosso Pai já sabe do que precisamos até
antes de Lhe pedirmos.
Não podemos deixar que a nossa mente se preocupe ou se aborreça
com as necessidades básicas da vida. A preocupação é pecado, porque
na sua raiz existe realmente uma falta de fé no amor e no interesse
do Pai por nós, ou o medo de que Ele deixe de suprir as nossas
necessidades. Quando oramos não precisamos tentar forçar um Deus
relutante a ouvir-nos com a urgência das nossas palavras. Como Pai
celestial, Ele não apenas ouve as nossas orações como também está
esperando que nós lhe peçamos!
“Tudo o que Deus é, 
 e tudo o que Deus tem, 
 está à disposição da oração”.
— R. A. Torrey
A chave para termos as nossas necessidades supridas encontra-se
no versículo de Mateus 6.33. Jesus disse: “Mas buscai primeiro o
reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão
acrescentadas”. Quando conhecemos e confiamos no amor do Pai por
nós, e sabemos que Ele já está ciente das nossas necessidades,
estabeleceremos o nosso foco em buscá-Lo... buscar conhecê-Lo,
buscar ser cheio da Sua presença e da Sua justiça. Nossa prioridade
na oração estará focalizada no Pai e em ver que a Sua vontade e Seu
plano sejam cumpridos na nossa vida e sobre esta terra.
Em Mateus 7.7-11, Jesus enfatiza novamente que, quando nos
aproximamos de Deus na oração, temos de ir como uma criança
amorosa e confiante, pedindo com segurança, sabendo que nosso pai
nos dará o que pedirmos. Jesus disse: “Se, vós, pois, sendo maus,
sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai
que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Mateus 7.11).
A LEI UNIVERSAL DE DEUS CONCERNENTE À
ORAÇÃO
“Deus não faz nada a não ser 
 em resposta à oração”.
— John Wesley
No seu ensinamento sobre oração, Jesus comentou sobre a Lei
Universal de Deus concernente à oração. Ele disse: “Pedi, e dar-se-
vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abri-se-vos-á. Porque aquele
que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre”
(Mateus 7.7-8).
Assim como Deus tem uma Lei Universal concernente ao dar em
Lucas 6.38,Sua Lei Universal concernente à oração encontra-se aqui
neste dois versículos: todo aquele que pedir com fé recebe!
Esta lei que Deus estabeleceu é irrevogável! Saber que Deus Se
comprometeu pela Sua palavra a responder à oração é a base e o
fundamento das nossas orações.
Quando chegamos ao Pai, devemos crer que vamos receber ou então
é melhor nem pedir! “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é
necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele
existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6).
Muitas vezes quando a resposta não vem imediatamente, os
cristãos estão querendo se resignar ao fato de que sua oração não foi
respondida, supondo que ela não seja a vontade de Deus. A lei de
Deus é que todo aquele que pedir com fé recebe! Devemos continuar a
perseverar na fé, aceitar e crer na Sua promessa até recebermos o que
pedimos.
Jesus disse: “Quanto mais vosso Pai dará bens aos que lhe
pedirem?” Nosso Pai é um GALARDOADOR daqueles que vão a Ele em
fé. Ele fará tudo que prometeu e muito além do que podemos
imaginar ou pedir. Ele fará “muito mais abundantemente além
daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós
opera” (Efésios 3.20).
O VERDADEIRO FUNDAMENTO DA ORAÇÃO
Para irmos além da oração comum, devemos ter uma nova
revelação de Deus, pois nosso Pai celestial deseja conceder coisas
boas para nós. Ele providenciou tudo o que precisamos e está apenas
esperando que peçamos. Ele está aguardando as oportunidades para
manifestar o Seu poder a favor dos Seus filhos. “Porque, quanto ao
Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostra-se forte
para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele” (2 Crônicas
16.9).
Quando vivemos neste relacionamento íntimo com o Pai, a oração
da fé e sua resposta serão o resultado natural!
Moisés, que conversou com Deus face a face como um amigo de
Deus, mas não teve o privilégio que nós temos hoje de chamar Deus
de nosso Pai!
Elias orou, e Deus fechou os céus para que não chovesse durante
três anos e meio; depois orou, e o Senhor abriu os céus; orou
novamente, e Deus respondeu com fogo sobre o altar, mesmo assim, o
profeta não teve o relacionamento tremendo que nós temos com Deus
como nosso Pai.
Davi, que teve um relacionamento profundo com Deus, e foi
conhecido como um homem segundo o próprio coração de Deus, não o
conheceu como Pai!
Hoje, por meio de Cristo, restauramos a comunhão com o Deus
Todo-Poderoso e desfrutamos do privilégio e da bênção tremenda que
nossos antepassados espirituais não tiveram. Por meio da oração,
temos intimidade com Ele, e o chamamos de nosso Pai!
Para ir além da oração comum e viver na dimensão poderosa da
oração que Jesus ensinou, você deve ir diante do Pai com todo o seu
coração e conhecê-Lo intimamente como seu Pai. Este é o
fundamento e a base de toda oração verdadeira. Jesus disse:
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás no céus,
santificado seja o teu nome” (Mateus 6.9).
A oração verdadeira — que excede a oração comum — é muito mais
do que pedir coisas para Deus. É um relacionamento vivo, essencial,
com nosso Pai Celestial. Temos que aprender a chegar diante dEle
com a simplicidade de uma criança, com fé, confiando e sabendo que
Ele deseja derramar na nossa vida tudo o que nós precisamos.
Pai, como nós te louvamos por este privilégio glorioso de vir à Tua
Presença e conhecer-Te intimamente como nosso Pai! Como Teus
filhos, queremos derramar o nosso amor sobre Ti, e conhecer-Te na
plenitude da Tua glória. Queremos conhecer Teu coração de Pai,
ouvir a Tua voz e andar em obediência e comunhão íntima contigo.
Atrai-nos para o teu coração, a fim de que possamos aprender a
viver em comunhão contínua contigo.
A ORAÇÃO QUE ALCANÇA O PAI DEVE SER NO
ESPÍRITO
É por meio de Cristo que temos acesso ao Pai pelo Espírito. “Porque,
por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito”
(Efésios 2.18).
Paulo, o grande apóstolo da oração, enfatizou que a oração
verdadeira deve originar-se no Espírito. Ele disse: “Ore em todo
tempo (em todas as ocasiões, em todas as estações) no Espírito,
com toda [maneira de] oração e súplica. Até o fim fique alerta e vigie
com firme propósito e perseverança, intercedendo por todos os
santos (povo consagrado de Deus)” (Efésios 6.18 AMP).
R. A. Torrey disse: “Todo o segredo da oração encontra-se nestas
palavras: “no Espírito!”
Somos exortados a orar “no Espírito Santo”. “Mas vós, amados,
edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando
no Espírito Santo” (Judas 20).
A primeira lição que devemos aprender na “Escola de Oração de
Cristo” é a chave para o verdadeiro poder na oração: nossas orações
devem ser motivadas pelo Espírito Santo.
Deus é Espírito. Não está preso a tempo ou espaço. O único jeito de
conhecê-Lo é pelo Seu Espírito habitando em você.
O Espírito Santo introduz você à presença do Pai. Ele é o Único que
chama você para orar, ensina-o a orar, guia você nas suas orações,
dá-lhe fé e o fortalece nas suas orações.
Para se tornar poderoso na oração, você deve querer ultrapassar a
oração comum — ir além das limitações da sua mente natural — e
desenvolver uma dependência total do Espírito Santo. Somente o
Espírito Santo pode capacitá-lo a conhecer as batidas do coração de
Deus, a prioridade e a vontade dEle, de tal forma que você possa orar
e ver os resultados de Deus.
A oração verdadeira é o Espírito Santo liberando a intenção e a
vontade do Pai em nós, e depois dando a unção e a expressão divina
para declararmos a palavra da fé a fim de realizá-la.
A ORAÇÃO ALÉM DAS LIMITAÇÕES NATURAIS
O apóstolo Paulo nos dá uma compreensão clara do papel vital do
Espírito Santo e da oração.
E o Espírito [Santo] da mesma maneira vem para nos ajudar em
nossas fraquezas; porque não sabemos que oração oferecer nem
de que modo oferecê-la dignamente como convém, mas 
 o próprio Espírito vem ao encontro da nossa 
 súplica e intercede a nosso favor com gemidos inexprimíveis. E
aquele que examina os 
 corações dos homens sabe qual é a mente 
 do Espírito [Santo], [qual a Sua intenção], 
 porque o Espírito intercede e suplica [diante 
 de Deus] a favor dos santos, de acordo 
e em harmonia com a vontade de Deus.
— Romanos 8.26-27 AMP
Para irmos além da oração comum, devemos romper todas as
barreiras naturais para que o Espírito no seu interior comece a orar.
Paulo disse que nós nem sabemos como e o que orar. Devemos parar
de tentar orar de acordo com o nosso entendimento natural. A mente
natural não compreende as coisas do Espírito. “O homem natural não
compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem
loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem
espiritualmente” (1 Coríntios 2.14).
Quando o Espírito de Deus em você assume e ora por seu
intermédio, você sempre orará dentro da vontade de Deus. E você
sempre receberá a resposta!
“Se você deseja orar com fé, certifique-se de andar todos os dias
com Deus. Se assim fizer, Ele lhe dirá o que orar. Encha-se com
Seu Espírito e Ele lhe dará objetos suficientes pelos quais orar.
Ele lhe dará tanto do espírito de oração quanto você tiver 
 força física para suportar”.
— Charles Finney
A oração feita no Espírito e pelo Espírito — que é feita na vontade
de Deus — nunca fica sem resposta!
O Espírito Santo que habita em nós conhece as nossas
enfermidades. No natural, não sabemos como orar. Mas quando o
Espírito Santo começa a assumir controle, ultrapassamos a oração
comum — além da nossa capacidade — e entramos em uma nova
dimensão de oração.
Paulo disse: “...Aquele que examina os corações dos homens sabe
qual é a mente do Espírito [Santo]- qual a Sua intenção-porque o
Espírito intercede e suplica [diante de Deus] a favor dos santos, de
acordo e em harmonia com a vontade de Deus” (Romanos 8.27
AMP).
Nós fornecemos o vaso; o Espírito Santo intercede de acordo com a
vontade de Deus!
Conforme declarado anteriormente, os profetas e santos do Antigo
Testamento nunca oraram a Deus como Pai deles. Oraram ao
Altíssimo. Mas agora, por causa do nosso relacionamentocom Cristo,
somos capazes de chamá-Lo de nosso Pai.
Jesus disse: “E quando aquele dia chegar, nada me perguntareis
[não precisareis me fazer perguntas]. Eu vos garanto, mais
solenemente eu vos digo, que meu Pai vos concederá tudo o que
pedirdes em meu nome [apresentando tudo o que EU SOU]” (João
16.23 AMP).
E porque o Espírito Santo habita em nós, temos a capacidade
divina de ultrapassar a nossa capacidade natural, e o Espírito Santo
que conhece a mente de Deus, intercede por nós de acordo com a
mente e a vontade de Deus!
Nós nos aprofundaremos no papel estratégico do Espírito Santo, e
como fazer orações que sejam divinamente carregadas e energizadas
pelo Espírito, no capítulo nove.
Em nossa busca de aprendermos como orar na dimensão poderosa
que Cristo pretendeu para a Sua Igreja, devemos procurar ser cheios
do Espírito Santo e sermos totalmente controlados por Ele. Quanto
mais você rende a sua vida a Cristo, mais dará espaço para o Espírito
Santo operar em você e liberar o Seu poder por seu intermédio.
O Pai tem desejo e está procurando aqueles que Ele possa usar na
oração para realizar a Sua vontade neste tempo do fim.
Você vai responder ao chamado do Seu Espírito?
Você vai esvaziar-se de si mesmo e permitir que o Espírito Santo
flua de você com uma medida sem precedentes?
Você pode permanecer no nível da oração comum. Ou você pode
determinar se levantar até um novo nível de oração, que vá além da
capacidade ordinária, além da mente natural e de todas as coisas que
você aprendeu, além dos seus pensamentos, e tornar-se um vaso
através do qual o Espírito Santo possa orar.
Quando o Espírito Santo ora através de você, é o único momento em
que as respostas serão manifestas em 100% do tempo, porque não é
um orar comum.
Apenas quando nossas orações são potencializadas divinamente
pelo Espírito Santo os avanços arrojados na oração realmente
acontecem e nós tomamos posse das promessas de Deus.
A ORAÇÃO VERDADEIRA NASCE DO ESPÍRITO
Uma das primeiras coisas que Jesus ensinou foi que Deus é um
Espírito!
Quando estava viajando pela Samaria, Jesus encontrou uma mulher
samaritana no poço de Jacó. Nesta história conhecida está uma
chave importante para se saber o segredo de como orar.
Jesus estava cansado da Sua jornada e sentou-se perto do poço.
Seus discípulos tinham ido até a cidade comprar algo para comer.
Quando Ele se sentou ali, uma mulher samaritana foi até o poço
para tirar água. Esse não foi um encontro ao acaso naquele dia, mas
sim um encontro divino que mudaria para sempre o destino espiritual
dela. Por meio deste encontro que a mulher teve com Cristo, muitos
samaritanos vieram a recebê-Lo como Messias e Salvador.
Jesus disse à mulher: “...Dá-me de beber” (João 4.7).
A mulher sem dúvida ficou chocada por Jesus ter falado com ela. Os
samaritanos eram desprezados pelos judeus. Estes os amaldiçoavam
pelo nome sagrado de Deus e pela maldição de uma lei dos seus
tribunais de julgamento: “Que nenhum israelita coma nada que seja
dos samaritanos, porque é como se comesse carne de porco”.
Fixando seus olhos em Jesus, a mulher perguntou: “Como, sendo tu
judeu, me pedes de beber? Sou uma mulher de Samaria. Os judeus
não se comunicam com os samaritanos” (Veja João 4.9).
Sentado diante dela estava o Messias prometido, o Filho de Deus,
mas ela nem sabia disso.
Jesus respondeu: “Se tu soubesses com quem tu estás falando, quem
eu sou, tu me terias pedido para te dar de beber a água viva” (Veja
João 4.10).
A mulher ainda não entendeu quem Jesus era ou o que Ele quis
dizer. Ela era limitada pela sua mente natural. Ela viu que ele não
tinha nenhum recipiente para tirar a água e disse: “O poço é fundo e
tu não tens nada para tirar água. Onde está a água viva?”(veja João
4.11).
Jesus não estava falando de água natural, mas da água viva do
Espírito Santo. Ele disse, com relação à água natural do poço: “Quem
beber desta água terá sede novamente. Mas eu tenho água viva. Se tu
beberes dela, tu nunca terás sede novamente, mas para ti será como
um poço artesiano que jorra dentro de ti” (Veja João 4.13-14).
A água de que Jesus estava falando era o Espírito Santo que Ele ia
enviar. A água viva do Espírito Santo fluiria daqueles que O
recebessem, como um rio poderoso!
E você? Você está com sede?
Quer beber daquela água viva, para ser capaz de adorar e orar no
poder do Seu Espírito?
Esta é a hora em que o Pai está procurando aqueles que estão
clamando por Ele. Ele está procurando aqueles que O adorarão em
Espírito e em verdade. Pela fé, clame por Ele agora e deixe que Ele
sopre o Seu Espírito sobre você e libere uma unção fresca na sua vida.
Quão faminto você está por Deus? O quanto Deus no interior do seu
ser?
A melhor música do mundo não pode saciar a sede que você tem por
Deus. Nem mesmo ler a Palavra não pode saciar a sede que você tem
na sua alma por mais de Deus. Existe somente uma coisa que sacia a
sede e a fome que você tem no seu coração. É quando você tem
comunhão com Ele na oração. Nada mais satisfaz, nada mais sacia a
sede e preenche o vazio.
A linda canção “Breathe” (“Sopra”) expressa esta fome de modo
muito lindo: “Este é o ar que eu respiro, a Tua Presença Santa
habitando em mim. Este é o meu pão de cada dia, a Tua própria
Palavra falada para mim. Estou desesperado por Ti... Fico perdido
sem Ti”.
Jesus rompeu com toda forma exterior e com as barreiras religiosas
no que concerne à adoração e à comunhão com o Pai. A mulher
samaritana, percebendo que Ele era um profeta, queria saber qual era
o lugar correto para adorar. Ela estava preocupada com as
formalidades exteriores da oração. Cristo estava interessado nas
obras interiores do Espírito na oração.
Os samaritanos adoravam ao Deus de Israel, mas tinham erigido
um Templo no monte Gerizim competindo com o Templo que Deus
estabelecera em Jerusalém. A mulher estava presa pela tradição.
Disse: “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em
Jerusalém o lugar onde se deve adorar” (João 4.20).
Jesus disse: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros
adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade: pois estes tais
o Pai procura para serem seus adoradores. Deus é Espírito, e
aqueles que O adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”
(João 4.23-24 NAS).
Em outras palavras, chegara a hora em que a verdadeira adoração
não seria mais a observância de cerimoniais da Lei Mosaica, nem a
importância seria mais colocada no local da adoração, mas na
adoração e na comunhão com o Pai no Espírito!
UMA LIGAÇÃO DIVINA COM O PAI
Há cristãos hoje que oram, mas quase não sabem o que estão
pedindo. Oram com sinceridade, mas recebem pouco. Não aprenderam
como adorar e ter comunhão com Deus em Espírito e em verdade.
O único caminho para sermos capazes de alcançar o coração do Pai
na oração é pelo Seu Espírito. O Pai nos deu o Espírito Santo que é o
Espírito de adoção por meio do qual clamamos: “Aba, Pai!”. O
Apóstolo Paulo disse:
Porque [o Espírito que] recebeste agora 
 não [é] um espírito de escravidão para te 
prender ao medo, mas recebeste o Espírito de adoção [o Espírito
que produz filiação] na bênção do qual clamamos: Aba! [Isto é]
Pai! O mesmo Espírito [então] testifica com o nosso próprio
espírito, [assegurando-nos] que somos 
 filhos de Deus.
— Romanos 8.15-16 AMP
O Espírito de Deus em nós é uma ligação divina entre o Pai e nós.
Pelo Seu Espírito somos capazes de conhecê-Lo, de conhecer o Seu
coração, de viver em comunhão contínua com Ele.
Na “Escola de Oração de Cristo” devemos compreender que a oração
verdadeira não está baseada em uma fórmula. Não está baseada no
agito das nossas emoções ou simplesmente em se passar por algum
exercício espiritual. Ela implica em nosso espírito se elevar pelo poder
do Espírito Santo que Ele colocou no nosso interior para termos
comunhão com o Pai.
A oração verdadeira não está relegada a um tempo ou local
específico. É um estilo de vida e deve abranger todas as áreas das
nossas vidas. Ultrapassa todas as limitações naturais e é a obra
mais elevada e mais santa a que o homempode ascender.
“A extensão da permanência 
 é a medida exata do poder da oração. 
 É o Espírito habitando em nós que ora, 
 nem sempre em palavras e pensamentos, 
 mas em um respirar e um ser, 
 mais profundos do que a expressão 
 de palavras”.
— Andrew Murray
Por meio da oração dirigida e fortalecida pelo Espírito, tomamos
posse da nossa herança espiritual e temos o privilégio de cooperar
com o Pai para fazer com que a Sua vontade se cumpra na terra.
No capítulo dois, continuaremos a nossa jornada na busca pelo
aprendizado de como passar da oração comum para a dimensão
sobrenatural do Espírito, para fazer orações que movam a mão de
Deus. Veremos mais detalhadamente o único aspecto mais importante
da oração que nos posiciona espiritualmente para nos apossarmos de
tudo o que Deus planejou que a Sua Igreja recebesse.
É minha oração que seu coração comece a bater com maior fervor e
paixão pelo Pai.
Oro para que você clame a Ele e espere diante dEle, na Sua
Presença, até estar tão saturado e capacitado pelo Seu Espírito que
suas orações serão ardentes, com fogo, e direcionados pelo coração do
Pai, para cumprir a Sua vontade.
Pai, obrigado por colocares o Teu Espírito em nós, dando-nos
acesso divino ao Teu Trono. Nós nos submetemos totalmente às
Tuas mãos. Espírito Santo, tem completo controle em nossa
vida! Ensina-nos a orar! Revela-nos o coração do Pai, a Sua
vontade e a Sua visão para a nossa vida, famílias, cidades e
nações. Pai, transmite-nos a capacidade divina de fazer orações
que liberem o teu poder e a tua unção, para trazer salvação, cura
e libertação. Unge-nos para fazermos orações que resultarão na
destruição das fortalezas de Satanás e para que o Teu Reino e
Tua vontade sejam estabelecidos
 em todas as nações.
2. Uma Convocação Santa
Este não é um livro de jardim de infância sobre a oração. Não
estamos apenas focalizando os ABCs do assunto. Não estamos
interessados no conhecimento intelectual ou em fórmulas.
Este livro é uma convocação para aqueles que têm visto no Espírito
o poder ilimitado e o potencial de oração que Deus pretende que o Seu
povo possua, e para aqueles que têm uma paixão ardente por
aprender a como fazer uso desse poder que cumpre a vontade de
Deus.
A oração é uma força espiritual por meio da qual Deus libera o Seu
poder incomensurável e sobrenatural, para suprir as necessidades do
Seu povo e estabelecer a Sua vontade e o reino na terra.
“Deus ordenou que o poder para transformar 
 as coisas, para reprimir o mal, para acalmar 
 o ódio humano e para curar as feridas do mundo seja liberado
pela oração do Seu povo”.
— Wesley L. Duewel
Não existem absolutamente limitações, circunstâncias e
adversidades que possam impedir o poder de Deus de ser liberado em
resposta aos clamores de seus filhos!
Deus prometeu: “Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei
coisas grandes e firmes, que não sabes” (Jeremias 33.3). Ele é o
Deus Todo-Poderoso que disse: “Eis que eu sou o Senhor, o Deus de
toda a carne. Acaso, seria qualquer coisa difícil demais para mim?”
(Jeremias 32.27).
Deus está chamando a Igreja para mandar embora a complacência!
Embora estejamos testemunhando o maior movimento de oração da
história da Igreja, com milhões de pessoas se unindo em grupos de
oração, por alcances e iniciativas nacionais e internacionais de
oração, a grande maioria dos cristãos caiu no sono espiritual. Eles
seguem dia após dia, semana após semana sem passar um tempo
orando.
De acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, o
ministro gasta em média menos de quinze minutos por dia em
alguma espécie de oração, e o cristão médio menos de dez minutos!
Muitos usam a oração apenas como um mecanismo de escape. Eles
esperam até o problema chegar para clamarem a Deus. Outros oram
apenas como um último recurso. Não oram a menos que percebam
que não podem fazer nada sozinhos, até que o jeito deles não
funcione.
Há cristãos hoje que negligenciaram tanto a sua vida de oração que
não têm mais vontade ou desejo de orar. Para eles, não existe alegria
real em passar um tempo a sós com Deus. Quando oram, é somente
por um senso de dever.
Há líderes cristãos, pastores, mestres e obreiros que se tornaram tão
envolvidos na obra do ministério pregando, ensinando, fazendo
visitas pastorais, louvando ou em outras atividades da igreja, que
deixam de separar tempo para orar. Em vez de operarem no poder que
recebem através da oração, eles começam a operar na sua própria
força.
É HORA DE A IGREJA DE JESUS CRISTO
DESPERTAR!
Jesus advertiu que nos dias anteriores à Sua vinda, as pessoas se
tornariam tão envolvidas na busca do mundo e seus prazeres, tão
pressionadas pelos cuidados da vida que Sua vinda aconteceria sem
que eles estivessem cientes dela. Ele disse: “Vigiai, pois, em todo o
tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas
essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho
do Homem” (Lucas 21.36).
“Estar muito atarefado com a obra 
 de Deus para se ter comunhão com Deus, 
estar ocupado fazendo a obra da igreja sem separar tempo para
conversar com Deus 
 sobre a Sua obra, é o caminho infalível 
 para desviar-se de Deus”.
— E. M. Bounds
Muitos cristãos que ficaram tão preocupados em ganhar a vida, em
cuidar de sua família e em desfrutar dos prazeres desta vida estão
hoje espiritualmente incapacitados. Tornaram-se ocupados demais
para orar. Como resultado, seus olhos espirituais e seu discernimento
se turvaram até não conseguirem discernir os sinais da vinda de
Cristo. Seus ouvidos espirituais se taparam e são incapazes de ouvir
o que o Espírito de Deus está dizendo. Jesus também advertiu:
Mas, daquele Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que estão
no céu, nem o Filho, senão o Pai. Olhai, vigiai e orai, porque não
sabeis quando chegará o tempo... E as coisas que vos digo 
 digo-as a todos: Vigiai.
— Marcos 13.32-33/37
Ele disse: “Vigiai e orai sempre!” Jesus nos avisou para ficarmos
espiritualmente alertas através da oração. O vigiar e orar devem se
tornar tão entranhados em nossos espíritos que se tornem o bater do
nosso coração!
A mensagem de Cristo para a Sua Igreja hoje é:
“Mexam-se! Despertem! A hora está avançada e não há tempo para
dormir ou ser relapso. É tempo de ficar vigilante na oração. É hora de
buscar a Minha face, de receber a Minha direção, Minha unção e Meu
poder, para que eles equipem e preparem você nesta hora! Levante-se!
Venha e Me aguarde. Quando você permanecer na Minha presença Eu
Me revelarei a você. Falarei com você! Liberarei tudo o que você
precisa para andar no Meu poder e também lhe darei força para que
realize a Minha vontade”.
A palavra do Senhor para nós é “vigiem e orem!” Temos que estar
continuamente alertas, com nossos olhos espirituais abertos e nosso
foco determinado em orar para que a vontade e os propósitos de Deus
sejam cumpridos em nossa vida, nossas cidades e nações.
É hora de ultrapassarmos o estágio do “abençoa-me” nas nossas
orações, quando estamos apenas focalizados em suprir nossas
necessidades. O Pai deseja supri-las e quer que nós levemos as
necessidades diante dEle. Entretanto, inúmeras vezes o foco principal
das nossas orações se torna centralizado em nós mesmos, e somos
egoístas nas nossas orações.
ALCANÇANDO O CÉU E TRAZENDO OS
RECURSOS CELESTIAIS PARA A TERRA
A oração é a arma mais poderosa que temos na terra. Nem
começamos a aproveitar o poder ilimitado que nos está disponível por
meio da oração que prevalece.
Quando Cristo subiu ao Céu, Ele determinou que a Igreja se
tornasse a força mais poderosa sobre a terra. Enviou o Espírito
Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, para habitar em nós e nos
capacitar a fazermos as mesmas obras que Ele fez, curando os
doentes, expulsando demônios, quebrando cadeias, libertando as
pessoas e ressuscitando os mortos. Ele derrotou Satanás e nos deu
poder e autoridade sobre todo poder do inimigo. Deu-nos direito legal
para usarmos o Seu Nome na oração, para cumprirmos a Sua
vontade na terra.
A chave que abre a fonte de poder ilimitadona oração encontra-se
na promessa que Cristo nos deu: “E tudo quanto pedirdes em meu
nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se
pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (João 14.13-14). É
minha oração que, antes de você terminar de ler este livro, estes
versículos fiquem gravados indelevelmente no seu coração e se
tornem uma realidade e uma experiência viva na sua vida de oração.
“Todos os que invocam a Deus com fé verdadeira, sincera, vinda
do coração, certamente serão ouvidos e receberão o que pediram
e desejam”.
— Martinho Lutero
Jesus disse que tudo o que nós pedirmos em Seu Nome Ele faria! A
única condição nesta promessa está relacionada ao como pedir. Nos
capítulos vindouros, revelaremos esta promessa quando olharmos
mais de perto o que Cristo ensinou no tocante a como pedirmos.
A intenção de Cristo para a Igreja é que, por meio da oração,
alcancemos o céu trazendo Seu Reino sobre a terra!
Ele pretendeu que nós usássemos o poder e a autoridade do Seu
Nome para alcançarmos a própria Sala do Trono do Deus Todo-
Poderoso e trouxéssemos os recursos do Céu para a terra, a fim de
cumprirmos a Sua vontade. Ele disse para orarmos: “Venha o teu
Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mateus
6.10).
A Igreja, como um todo, tem sido incapaz de andar no poder que
Cristo determinou, por causa de duas coisas: pelo nosso fracasso em
orar, e pela nossa carência do tipo de oração que prevalece.
Hoje a Igreja está espiritualmente impotente como os discípulos
quando enfrentaram o desafio de expulsar demônios de um jovem.
Quando Jesus desceu do Monte da Transfiguração, Ele encontrou os
discípulos derrotados e confusos. Um homem tinha levado até eles o
seu filho endemoninhado para ser curado.
O pai ajoelhou-se diante de Jesus e disse: “Senhor, tem misericórdia
de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no
fogo e, muitas vezes, na água; e trouxe-o aos teus discípulos e não
puderam curá-lo” (Mateus 17.15-16).
Observe a resposta de Jesus. Ele não tentou desculpar seus
discípulos. Não desperdiçou palavras e não houve dúvida quanto ao
que Ele quis dizer. Ele repreendeu Seus discípulos dizendo: “Ó
geração incrédula e perversa, até quando estarei convosco? Até
quando terei de vos suportar? Trazei-o até Mim” (Mateus 17.17
NAS).
Os discípulos haviam tentado expulsar o demônio do menino, mas
fracassaram. Foram comissionados e enviados por Jesus para
proclamar o reino de Deus, curar os doentes e expulsar os demônios,
mas algo os impediu naquele dia de expulsarem o demônio do
menino.
Jesus repreendeu o demônio, e o menino foi curado
instantaneamente!
Mais tarde, os discípulos foram até Jesus em particular e Lhe
perguntaram: “Por que não conseguimos expulsá-lo?” (Mateus
17.19 NVI).
Repare na resposta de Jesus: “Por causa da pequenez da vossa fé,
pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de
mostarda, direis a este monte: ‘Move-te daqui para lá’ e ele se
moverá; e nada vos será impossível” (Mateus 17.20 NAS).
Jesus não adoçou a verdade. Ele disse claramente aos seus
discípulos que eles tinham sido incapazes de expulsar o demônio do
menino por causa da “pequenez” da sua fé. Disse-lhes que se
tivessem fé do tamanho de um pequeno grão de mostarda, nada lhes
seria impossível.
Você percebe? Cristo pretende que a Sua Igreja viva em uma
dimensão poderosa na qual nada é impossível! Ele pretende que o Seu
poder flua através da nossa vida para suprir as necessidades
desesperadoras deste mundo.
Jesus falou que a chave para operar no mesmo poder que Ele
demonstrou ao expulsar o demônio e libertar o menino era a oração e
o jejum. Ele disse: “Mas esta casta de demônios não se expulsa
senão pela oração e pelo jejum” (Mateus 17.21 AMP).
A IGREJA ESTÁ NA ENCRUZILHADA!
As grandes necessidades das nossas cidades e nações estão diante
de nós, assim como esse homem e seu filho endemoninhado estavam
diante dos discípulos.
“Nunca a Igreja precisou mais do que agora daqueles que
possam levantar em todos os 
 lugares memoriais do poder sobrenatural de Deus, memoriais de
respostas à oração, memoriais de promessas cumpridas”.
— E. M. Bounds
A única esperança do mundo é que a Igreja – homens e mulheres
que aprenderam aos pés de Jesus a prevalecer com Deus na oração –
responda ao chamado do Espírito!
Pelo Seu Espírito Ele está chamando a Igreja nesta hora para se
elevar a um novo nível de oração. Ele quer lhe dar uma nova
revelação e experiência na oração, de tal forma que você use o poder e
a autoridade em Seu Nome para ver demolidas as fortalezas de
Satanás, para ver grupos de pessoas e nações inteiras alcançadas
pelo Evangelho.
No capítulo onze, eu me aprofundarei mais no que Jesus ensinou
sobre orar em Seu Nome, e como você pode viver em uma dimensão
poderosa de oração, na qual você é capaz de sair do natural até o
sobrenatural e se apossar do impossível!
Wesley Duewel, no seu livro Mighty Prevailing Prayer (A Oração
Poderosa Que Prevalece), escreveu que a grande necessidade do
mundo é de pessoas que saibam como prevalecer na oração.
Precisamos de grandes respostas de oração, vidas e situações
transformadas – respostas que tragam sobre elas o selo do divino.
Necessitamos de demonstrações poderosas da realidade e do interesse
de Deus, da Sua atividade e poder, que forçarão o mundo a
reconhecer que Deus é verdadeiramente Deus, que Deus é soberano e
que Ele está presente no Seu mundo hoje. Precisamos de respostas de
oração poderosas que tragam vida renovada à Igreja e nova força, fé
e coragem aos crentes fracos, respostas que silenciem, espantem e
convençam os homens maus, e que frustrem, derrotem e façam
retroceder os ataques de Satanás.
Precisamos ouvir o clamor do Espírito!
O mundo está com uma necessidade desesperadora de uma geração
de pessoas cheias do poder e da unção do Espírito Santo, que saibam
como fazer orações divinamente poderosas, que façam tremer os
portões do inferno, que libertem os cativos das trevas e traga o Reino
de Deus à terra.
A ORAÇÃO DEVE SER UM ESTILO DE VIDA
O apóstolo Paulo nos dá um entendimento poderoso, abrangente da
importância e da força da oração e de como temos que orar. Ele
incluiu a oração como parte do arsenal espiritual que devemos ter
para empreendermos a guerra e derrotarmos o inimigo. Depois de
listar várias peças da armadura espiritual, ele disse: “Orando em
todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso
com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios
6.18).
Neste único versículo, Paulo enfatiza seis coisas muito importantes
das quais devemos nos lembrar, concernentes à oração:
1. Ore sempre, o tempo todo, em todas as ocasiões.
2. Ore usando todos os tipos diferentes de oração.
3. Ore no Espírito.
4. Vigie na oração.
5. Persevere na oração.
6. Suplique por todos os santos.
Paulo exortou os crentes da igreja filipense a não ficarem ansiosos
por coisa alguma, mas a orarem sobre todas as coisas. Ele disse:
“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições
sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas,
com ação de graça” (Filipenses 4.6).
Com quanta frequência deixamos de andar no poder e na vitória em
todas as áreas da nossa vida porque não levamos tudo ao Senhor em
oração!
Há um refrão de um hino antigo bem conhecido, intitulado “What a
friend we have in Jesus” (Que amigo nós temos em Jesus), que é
muito verdadeiro: “Ó, que paz nós perdemos, ó, que dor desnecessária
nós sentimos, porque não levamos tudo a Deus em oração”.
Paulo deixou claro que todas as coisas que fizermos, temos que
buscar para elas a cobertura da oração. Toda a nossa vida tem que
estar saturada de oração. Temos que orar sem cessar! Paulo disse à
Igreja em Tessalônica: “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em
tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus
para convosco” (1 Tessalonicenses 5.16-18). Ele os instou a fazerem
uma oração forte e persistente. Disse: “Perseverai em oração,
velando nela com ação de graças” (Colossenses4.2).
Escrevendo a Timóteo, uma das primeiras coisas que Paulo
enfatizou foi a importância da oração. Ele disse: “Admoesto-te, pois,
antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e
ações de graças por todos os homens” (1 Timóteo 2.1).
Orar na dimensão poderosa de oração que Cristo pretendeu deve-se
tornar um estilo de vida. Devemos viver em ligação e comunhão
contínua com o Pai. A oração para nós deve ser tão natural quanto o
ar que respiramos.
Há muitos tipos diferentes de oração, todos vitalmente importantes.
Paulo menciona quatro nos versículos acima: oração, súplicas,
intercessão e ações de graça. Conforme estudarmos alguns dos tipos
principais de oração e seus propósitos, você receberá uma revelação
mais plena de como Cristo pretende que a sua vida inteira seja uma
vida de oração e intercessão.
“Aqui está o segredo de uma vida de oração. Separe tempo no seu
quarto para se inclinar 
 e adorar, e espere nEle até que Ele Se revele, que 
 Se aposse de você e saia com você para demonstrar como um
homem pode viver e caminhar num relacionamento permanente
com 
 um Senhor invisível”.
— Andrew Murray
 
O chamado para a oração é primeira e principalmente um chamado
para um relacionamento vivo e vibrante com o Pai e com Cristo. O
desejo do coração do Pai é que seus filhos entrem na Sua Presença e
vivam ali continuamente em ligação e comunhão.
Fomos criados para termos amizade com Deus! Nossa existência
inteira como filhos e filhas de Deus gira em torno do nosso
relacionamento com Ele, onde estamos ouvindo e respondendo à Sua
voz. Está baseado em ouvir a Sua voz e conhecer e fazer a Sua
vontade.
No Velho Testamento lemos como os filhos de Israel ficaram aos pés
do Monte Sinai e tremeram de medo com o som da voz de Deus.
Foram incapazes de se aproximar dEle.
Hoje, por meio do sangue de Jesus, podemos desfrutar do
relacionamento e da amizade com Deus. Ele nos fala e somos capazes
de ouvir a Sua voz e de receber todas as bênçãos da Sua aliança
conosco.
Não existe mais uma barreira nos separando de Deus. Temos sido
levados para o Reino de Deus como seus filhos e filhas! Ele colocou
seu Espírito em nós, dando-nos acesso direto a Ele. Podemos entrar
com ousadia na Sua presença clamando: ‘Aba... Pai!”
No seu relacionamento inicial com Moisés e os filhos de Israel,
vemos Deus convocando Moisés a subir ao monte para se encontrar
com Ele. Deus disse a Moisés: “Sobe a mim, ao monte, e fica lá...”
(Êxodo 24.12 NAS).
“Quando oramos, estamos em pé no palácio, 
 no chão resplandecente da própria sala de recepção do grande
Rei, e dessa forma somos colocados em uma posição de
vantagem”.
— Charles Spurgeon
Lá no monte, Deus falou a Moisés. Ele Se revelou a Moisés e deu-lhe
as tábuas de pedra com a lei e os mandamentos para os filhos de
Israel. Lá Deus revelou a Sua glória.
Foi lá no monte que Moisés passou quarenta dias e noites orando,
jejuando e intercedendo a favor de Israel.
Foi lá que ele se relacionou e teve comunhão com o Deus Todo-
Poderoso, que tinha manifestado a Sua Presença em uma nuvem de
glória, que cobriu o monte durante seis dias. No sétimo dia, Moisés
ouviu a voz de Deus chamando por ele, subiu ao monte para
encontrar-se com Ele.
A glória do Senhor repousava sobre o Monte Sinai, e a nuvem
cobriu-o por seis dias. No sétimo dia, Deus chamou Moisés do
meio da nuvem. E a glória do Senhor pareceu aos israelitas como
um 
 fogo devorador no cume do monte. Moisés entrou no meio da
nuvem e subiu o monte, e Moisés esteve no monte quarenta dias
e noites.
— Êxodo 24:16-18 AMP
PRECISAMOS FICAR NA NUVEM DE GLÓRIA
Que linda descrição do relacionamento íntimo que o Pai deseja ter
com Seus filhos e suas filhas hoje! Assim como Moisés entrou na
nuvem de glória, onde se encontrou com Deus, o Pai deseja atrair-nos
para Ele. Ele quer que nós vamos e fiquemos na Sua Presença, e
permaneçamos na nuvem de glória, onde Ele se revela intimamente
para nós, revela Seu amor, fala conosco e recebe o nosso amor e
adoração.
Deus revelou o Seu desejo de comunhão com o homem quando Ele dirigiu
Moisés a construir o Assento de Misericórdia, o pôs na Arca da Aliança e
colocou-o no Santo dos Santos. Deus disse a Moisés: “E ali virei a ti e falarei
contigo de cima do propiciatório...” (Êxodo 25.22).
Ele instruiu Moisés a edificar um altar e o colocou na porta do Tabernáculo,
onde contínuas ofertas queimadas eram consagradas a Ele. Disse: “E ali virei
aos filhos de Israel para que por minha glória sejam santificados” (Êxodo
29.43).
A palavra “comunicar” significa conversar ou falar estando juntos, com
intimidade, e a palavra “comunhão” significa intercâmbio, ou compartilhar
pensamentos e emoções; comunicação íntima. Na oração, primeiro de tudo nós
temos comunhão com Deus, ao ministrarmos a Ele, derramando nosso amor
sobre Ele, esperando silenciosamente na adoração por causa de quem Ele é.
Deus deseja o nosso amor e ministério a Ele, mas muito frequentemente vamos
a Ele para receber coisas e Lhe pedir favores.
“Uma das principais razões por meio 
 das quais a oração no quarto em secreto 
 não traz maior alegria e bênção 
 é que ela é demasiado egoísta, 
 e o egoísmo é a morte da oração”.
— Andrew Murray
O Pai está interessado em um relacionamento de amor com você! Ele está
buscando aqueles que O adorem em Espírito e em verdade! Está procurando
aqueles que O amem o suficiente para desenvolver um relacionamento
pessoal, íntimo, pelo qual eles vivam em amizade e comunhão
contínua com Ele na base do dia a dia, de momento a momento.
Este tipo de relacionamento envolve mais do que simplesmente ler
uma oração devocional curta pela manhã e fazer uma oração de 5
minutos, ou uma oração antes de você cair no sono à noite. Implica
em comunicação com Deus durante o dia, no trabalho, dirigindo na
via expressa, onde você estiver. Envolve tempo dedicado diariamente,
quando você encontra um lugar calmo para se comunicar com Deus.
Jesus ensinou que, quando oramos, temos que nos fechar no lugar
secreto, onde possamos estar a sós com Deus. Ele disse: “ora a teu
Pai, que vê o que está culto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te
recompensará” (Mateus 6.6).
O Pai quer que nós tenhamos um relacionamento com Ele quando
não apenas nos entregamos a Ele, mas Ele também se doa a nós.
Quando entramos na Sua Presença e começamos a derramar o nosso
coração e a adorá-Lo, Ele se dá a nós. Ao começarmos a adorá-Lo de
todo nosso coração, Sua Presença nos abriga, como a nuvem de
glória que cobriu Moisés no monte Sinai.
“Alguém disse bem: ‘O alvo da oração 
é o ouvido de Deus’. Este é um alvo que somente pode ser
alcançado quando esperamos nEle de modo paciente, contínuo,
persistente, derramando o nosso coração sobre Ele, permitindo
que Ele fale conosco. 
 Somente fazendo assim é que podemos 
 esperar conhecê-Lo”.
— E. M. Bounds
Deus se comunica conosco quando esperamos nEle. Ele nos dá uma
maior revelação de Si mesmo. Quando nos comunicamos com Ele, a
Sua própria vida flui para o nosso interior! Ele revela o seu coração e
libera a Sua força e unção sobre a nossa vida. Seu poder é liberado
quando esperamos nEle. Quantas vezes estamos tão ocupados
fazendo a obra do ministério que deixamos de esperar em Deus e não
nos comunicamos com Ele. Como resultado, estão faltando na nossa
vida o Seu poder e unção. Nossa prioridade na oração deve ser
primeiro nos comunicarmos com Deus e dar-lhe a nossa adoração,
antes de levar-Lhe as nossas petições.
A PRIORIDADE NÚMERO UM NA ORAÇÃO
Depois que os filhos de Israel pecaram, Deus disse a Moisés que Ele
não iria com o povo para a terra que havia prometido lhe dar.
Quando os filhos de Israel ouviram isso, eles se lamuriaram e
rasgaram seus ornamentos dourados.
Moisés construiu o Tabernáculo fora do acampamento e todos os
que buscavam ao Senhor saíam para o Tabernáculo. Quando Moisés
entrava no Tabernáculo, “...descia a coluna de nuvem, e punha-se à
porta da tenda; e o Senhor falava com Moisés” (Êxodo 33.9).
Moisés teve um encontro com Deus. Este lhe falou “face a face,
como qualquerfala com o seu amigo” (Êxodo 33.11).
Ouça a oração de Moisés: “...se tenho achado graça aos teus olhos,
rogo-te que agora me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei,
para que ache graça aos teus olhos; e atenta que esta nação é o teu
povo” (Êxodo 33.13).
Deus respondeu: “...Irá a minha presença contigo...” (Êxodo 33.14).
Moisés respondeu: “Se a tua presença não for conosco, não nos
faças subir daqui” (Êxodo 33.15). Moisés entendia que era a Presença
de Deus com ele e com os filhos de Israel que os separava de todos os
outros povos da terra. Hoje, como filhos e filhas de Deus, a sua Santa
Presença habitando em nós é o que nos distingue de todas as outras
pessoas, nações e tribos.
Deus não respondeu a oração de Moisés simplesmente por causa
das palavras que ele falou. Moisés não seguia uma “fórmula” para
suas orações. Ele não dependia de suas habilidades ou seus poderes
naturais de persuasão para mudar a decisão de Deus.
Moisés tinha um relacionamento profundo com Deus. Ele conhecia a
profundidade do amor e da misericórdia do Senhor. Conheceu a Sua
fidelidade divina. Ele era faminto pela presença de Deus e teria
preferido ficar no deserto, a menos que a presença do Senhor fosse
com eles. O clamor do seu coração era: “Eu preciso ter a Tua presença
comigo. Quero te conhecer!”
“A oração é capaz de prevalecer com o céu e de inclinar a
onipotência ao seu desejo”.
— Charles Spurgeon
Este é o clamor do seu coração?
Assim como Deus convocou Moisés para subir ao monte e com Ele se
comunicar, Ele deseja que você entre na Sua Presença e tenha
comunhão íntima e amizade com Ele.
Você está faminto por mais da Presença de Deus?
Bem no íntimo do seu ser, você está clamando para conhecer a
Cristo mais intimamente?
A base da nossa oração e intercessão é o nosso relacionamento
pessoal íntimo com o Pai. Ele é a chave para você orar com poder e
receber respostas para suas orações. Como um dos seus filhos,
nascido do seu Espírito, Ele conhece você intimamente pelo nome.
Sabe dos seus pensamentos e tudo sobre você, e ainda assim ama
você com um amor eterno. Sua maior prioridade na oração deve ser
buscar conhecer a Deus, estar na Sua Presença e derramar o seu
coração para Ele. Davi tinha um desejo insaciável de estar na
Presença de Deus.
Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei, pedirei e
(insistentemente) requererei: que possa morar na casa do Senhor
(na Sua presença) todos os dias da minha vida, para contemplar
a formosura (a doce atração e o amor deleitoso) do Senhor, e
para meditar, considerar e inquirir no Seu templo.
— Salmo 27.4 AMP
Davi disse: “Uma coisa pedi ao Senhor...” A única coisa que Ele
desejava acima de tudo o mais, e na qual estabeleceu o seu foco
espiritual, era morar continuamente na Presença de Deus. Ouça a
sua oração quando ele estava no deserto de Judá:
Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha
alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra
seca, exausta e sem água. Tenho te visto no santuário e
contemplei o teu poder e a tua glória.
— Salmo 63.1-2 NVI
Davi tinha um relacionamento íntimo com Deus. Ele disse: “Todo o
meu ser Te segue e se prende a Ti”. Ele derramava o Seu amor em
adoração e louvor e dedicava tempo para Ele no santuário, o que o
capacitou a dizer: “Tenho Te visto... contemplei a Tua glória e vou
buscar-Te apaixonadamente!”
QUÃO FAMINTO VOCÊ ESTÁ PELA PRESENÇA DE
DEUS?
A comunhão com Deus envolve um desejo apaixonado. No mais
íntimo do nosso ser devemos cultivar um desejo insaciável de
conhecer o Pai e viver em comunhão contínua com Ele e com Cristo.
O maior desejo do coração de Paulo foi “conhecê-lo, e a virtude da
sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito
conforme a sua morte” (Filipenses 3.10).
Com todo seu ser você deve clamar: “Deus, que eu Te conheça!” Você
deve estar desejoso de ficar a sós com Ele e dedicar tempo para
buscar a Sua presença, a fim de conseguir conhecê-Lo, permitindo
que as Suas palavras se enraízem no seu coração.
Como Moisés, você deve desejar a nuvem de glória da Sua Presença.
Deve querer isso e depender da presença de Deus para que você
também diga: “Se a Tua presença não for comigo, não quero ir!”
Quando você passar a viver em íntimo relacionamento com Deus,
suas orações se elevarão a um novo nível. Serão baseadas não nos
desejos carnais, egoístas, mas na vontade divina. Você não
dependerá mais do seu próprio entendimento para orar. Vai orar de
acordo com a maneira que Ele lhe dirigir pelo Seu Espírito que, mora
e opera em você. Suas orações serão divinamente potencializadas!
“Aquele que sabe como vencer 
 com Deus na oração tem o céu e 
 a terra à sua disposição”.
— Charles Spurgeon
MOVA-SE DO ÁTRIO EXTERIOR PARA O SANTO
DOS SANTOS
Por causa do sangue de Cristo, que Ele derramou no Calvário para
expiação do pecado do homem, você tem o privilégio e o direito legal
para entrar com ousadia no lugar mais santo... na Sala do Trono de
Deus, o próprio Santo dos Santos, onde Deus habita em todo o Seu
poder e glória.
Durante quinze séculos, Israel teve um santuário com um “Santo
dos Santos”, no qual, com exceção do Sumo Sacerdote, ninguém
podia entrar sob risco de morte. Ninguém podia ter acesso à presença
de Deus.
Os sacerdotes não tinham autorização para entrar, mas
ministravam do lado de fora no átrio exterior, oferecendo sacrifícios a
Deus. Uma vez por ano, no Dia da Expiação, o Sumo Sacerdote,
depois de consagrar-se, tinha autorização para entrar e derramar
uma oferta de sangue no Propiciatório, pelos pecados seus e do povo.
Pelo seu sangue, Cristo, o nosso grande Sumo Sacerdote, “entrou
uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”
(Hebreus 9.12).
Quando Ele morreu, o véu do Templo, que impedia o homem de
entrar no Santíssimo e o separava da Presença de Deus foi destruído
para sempre!
O Santíssimo foi aberto para você, por isso você pode viver
continuamente na plenitude da Santa Presença de Deus. Não se
contente com uma experiência de átrio exterior. O Pai pagou o preço
definitivo do sacrifício de Seu Filho, dando a você pleno acesso, não
apenas para você viver na Sua Presença e desfrutar da comunhão
íntima com Ele, mas também para você compartilhar de tudo o que
Ele providenciou para sua vida.
Nosso grande Sumo Sacerdote está lá, assentado à direita do Pai.
Nada mais resta por fazer. Tudo o que você precisa tem sido fornecido
por Seu sangue. Cristo está lá intercedendo diante do Pai a seu favor
e atraindo você, pelo Seu Espírito, para a Sua Presença e união com
Ele.
O desejo de Cristo é que você esteja unido a Ele e ao Pai como UM!
Na sua oração como grande Sumo Sacerdote, Jesus orou:
Não rogo somente por estes – não é somente por causa deles que
eu faço este pedido – mas também por aqueles que hão de crer
(confiar, aderir, depender) em Mim por meio da palavra e ensino,
para que todos sejam um [exatamente] como tu, Pai, és em mim
e eu em ti, que eles também possam ser um em nós,
 para que o mundo 
 creia e seja convencido de que tu me enviaste.
— João 17.20-21 AMP
Ele disse: “Eu neles e tu em mim...” (João 17.23 AMP).
Nesta união santa com Cristo e o Pai, eles fizeram a sua habitação
no interior do seu espírito tornando possível o relacionamento mais
próximo, mais íntimo.
Se alguém [realmente] me ama, guardará a minha palavra –
obedecerá ao meu ensino; e meu Pai o amará, e viremos para ele
e faremos com ele o nosso lar (morada, lugar especial de
residência).
— João 14.23 AMP
Neste versículo, Jesus disse: “Nós” viremos! O Pai, o Filho e o
Espírito Santo fazem a Sua morada em você. Sua comunhão com Eles
é possível pelo Seu Espírito. Não há barreiras para a profundidade de
relacionamento que você pode ter com Deus! O desejo do Pai e de
Cristo é que você Os conheça em toda a Sua plenitude. As únicas
limitações são as que nós colocamos por meio da nossa indiferença e
falta de desejo.
Na Sua mensagem às sete igrejas, Jesus disse: “Eis que estou à
porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei
em sua casa e com ele cearei,e ele, comigo” (Apocalipse 3.20).
Este versículo é usado frequentemente relacionado à salvação.
Entretanto, Jesus não estava falando simplesmente de um não crente
aceitá-Lo no seu coração. Ele estava falando do relacionamento e da
comunhão profunda que Ele deseja ter conosco hoje. Ele falou: “Eu
quero entrar e cear com você”.
A palavra grega “cear” neste versículo é “deipneo”, que se refere a
tomar a refeição principal do dia. Cristo deseja atrair você de tal
forma que Ele possa desfrutar do relacionamento com você assim
como uma pessoa desfruta da conversa com amigos e a família
durante uma refeição especial.
Jesus disse: “Se alguém ouvir a minha voz...” Se você ouvir a Sua
voz e responder, Ele virá e terá comunhão com você. Nesse
relacionamento, Cristo quer que você O conheça pessoalmente. Não
apenas saiba sobre Ele ou tenha um “conhecimento intelectual”, mas
que verdadeiramente O conheça pela sua experiência pessoal.
O Pai está apenas esperando e desejando que Seus filhos se
acheguem a Ele. Ele está nos convocando a deixar o átrio exterior e
entrar no Santíssimo, na Sua santa Presença, onde podemos ter uma
comunhão íntima face a face com Ele. O apóstolo Paulo escreveu:
Tendo, pois, irmãos, ousadia 
 para entrar no Santuário, pelo sangue 
 de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele 
 nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua 
 carne, e tendo um grande sacerdote sobre 
 a casa de Deus, cheguemo-nos...
— Hebreus 10.19-22
As convocações do Trono de Deus para você são “Achegue-se!”
Que privilégio tremendo podermos viver em comunhão e amizade
com o Pai! Deus está nos atraindo para Ele, chamando-nos a uma
dimensão mais elevada de oração, maior do que qualquer coisa que
você já conheceu.
Acheguemo-nos!
TORNE-SE CONSUMIDO POR UM DESEJO
APAIXONADO POR DEUS
Estabeleça sua prioridade na oração. Antes de tudo, passe um
tempo comunicando-se com o Pai e com Cristo. Separe tempo na
oração para buscar a face do Pai, e não simplesmente a Sua mão que
abençoa. Quando você entrar em Sua Presença, reconheça-O por
Quem Ele é. Separe tempo em silêncio diante dEle ouvindo a Sua voz.
“Na oração é melhor ter um coração sem palavras do que
palavras sem um coração”.
— John Bunyan
A comunhão na oração não é um monólogo, mas um diálogo.
Muitas vezes quando oramos, passamos a maior parte do tempo
falando. A comunhão verdadeira envolve ouvir a voz de Deus para
conhecer a Sua vontade e direção. Jesus disse: “As minhas ovelhas
ouvem a minha voz... e elas me seguem” (João 10.27).
Ele disse: “Conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem...”
(João 10.14 NVI). Em essência, Jesus estava dizendo que Ele conhece
todos aqueles que verdadeiramente pertencem a Ele e O conhecem.
Pela sua intimidade, eles reconhecem a Sua voz. Quanto mais
intimidade você tiver com o Senhor, mais capaz você será de ouvir e
discernir a Sua voz.
Lá no Santíssimo – na Sua tremenda Presença – você receberá vida
e Sua unção. Será fortalecido e renovado. Na Sua Presença gloriosa,
Ele derramará do Seu amor sobre você!
“A oração é ter uma audiência com o Rei 
 dos reis, aquele Rei eterno e onipotente 
 em comparação com o qual todos os reis 
 e rainhas da terra nada são”.
— R. A. Torrey
Em primeiro lugar nas nossas orações, devemos passar um tempo
em secreto com o Pai, esperando diante dEle, atraindo a Sua força e
permitindo que Ele se revele a nós. Então, uma vez tendo entrado
neste lugar de comunhão e relacionamento, entramos na intimidade
do poder, onde somos posicionados e capacitados a interceder a
favor dos outros.
O chamado do Espírito hoje é para a Igreja de Jesus Cristo retornar
ao relacionamento pessoal, íntimo com o Pai e com Cristo por meio da
oração. Seremos infrutíferos, podados do fluxo de vida divina, sem
uma dedicação e compromisso renovado com a intimidade por meio
da oração.
Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele,
este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. Se
alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e
secará; 
 e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
— João 15.5-6
É pela união e comunhão com Cristo que somos capazes de pedir
tudo o que quisermos em oração e assim será feito. Jesus disse: “Se
vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós,
pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (João 15.7).
Torne-se consumido por um desejo apaixonado de conhecer o Pai e
Cristo intimamente, e viva em comunhão e relacionamento contínuo.
Então, quando você entrar nesta posição poderosa, será capaz de
orar com poder e autoridade e ganhará domínio no reino espiritual.
Aqui, amado, é onde você deve começar se quiser realmente
conhecer o poder da oração e ser usado por Deus para impactar o
mundo através das suas orações.
Você está pronto para começar hoje a se levantar em um novo nível
de oração?
Está preparado para receber a convocação santa do Trono?
Há três aspectos poderosos da oração que fazem com que Satanás e
seus demônios tremam e fujam derrotados de nós. Deus quer lhe dar
uma revelação nova concernente a eles. No capítulo três, você
aprenderá como ligar a ignição desses aspectos poderosos da oração
na sua vida, a fim de capacitá-lo a receber maiores vitórias na oração
e mais respostas à oração do que você já imaginou que fossem
possíveis.
Senhor, ensina-nos a orar!
Pai, obrigado por pagar o preço supremo 
 dando-nos acesso divino ao Santo dos Santos... 
 à Tua Presença. Ouvimos o gemido do teu 
 Espírito para nos achegarmos a Ti em um relacionamento mais
íntimo e estamos famintos pela Tua Presença. Queremos ouvir a
Tua voz, conhecer o teu coração, ter comunhão contigo. Querido
Senhor, obrigado pelo sangue 
 derramado que tornou possível nos apresentarmos na Presença
do Pai. 
 Queremos a Ti mais do que a própria vida. 
 Tu és tudo o que precisamos e tudo o que desejamos. Atrai-nos
para Ti em uma 
 dimensão mais profunda de intimidade, 
 maior do que tudo que já conhecemos. 
 Revela-te a nós. Abre os nossos olhos para 
 Te vermos e Te conhecermos em todo o Teu 
 poder e glória. Nós nos damos 
 completamente a Ti.
3. Quebre Seu Vaso de Alabastro
“O louvor é a artilharia pesada do cristão; o louvor é mais
efetivo na batalha espiritual que uma bomba atômica numa
batalha militar”
— Wesley Duewel
Maria correu rapidamente para seu quarto e foi ao armário, onde
mantinha escondido seu vaso de alabastro. Cuidadosamente,
desamarrou o pano que havia colocado em volta do vaso para
impedir que ele se quebrasse. Enquanto segurava o frágil vaso de
alabastro branco em suas mãos, ela o tocou amorosamente. Dentro
do vaso havia nardo puro, um perfume muito raro e valioso que ela
havia guardado para o futuro.
Ela abriu o vaso devagar para sentir a deliciosa fragrância.
Enquanto olhava para o vaso de alabastro, lembrou-se de todos os
sacrifícios que tinha feito para comprá-lo. Era a sua possessão mais
cara, valendo 300 denários, o que equivalia ao salário de um homem
durante um ano inteiro.
Maria refletiu por um momento no que Marta, Lázaro e os
discípulos do Senhor poderiam pensar dela e do que planejara fazer.
Seguramente iriam pensar que ela estava louca ou que estaria sendo
muito ousada ou exagerada.
Jesus chegara a Betânia a caminho para Jerusalém, a fim de
celebrar a Páscoa. Muitas pessoas tinham ido à casa de Maria para
verem Jesus e também o irmão dela, Lázaro, e escutá-lo contar a
história de como Jesus o ressuscitou. Ela havia ajudado Marta a
preparar uma refeição especial para Jesus e seus discípulos.
Depois de hesitar por um momento, ela voltou para a sala onde
Jesus estava sentado enquanto comia e conversava com Lázaro,
Pedro, Tiago, João e os outros discípulos mais chegados. Ignorando o
olhar confuso de Marta e dos discípulos, Maria veio e ajoelhou-se aos
pés do Mestre. Ela frequentemente se sentava aos pés do Mestre para
ouvir e gravar cada palavra dita por Ele. Ela amava o som da Sua
voz e gostava simplesmente de estar perto dEle. O amor emanava do
Seu semblante e, enquanto Ele falava, Sua voz soava com o poder e a
majestade deum Rei.
Ajoelhada diante de Jesus, sem pronunciar uma palavra, Maria
abriu o vaso de alabastro e começou a derramar o conteúdo sobre
Seus pés. Ela podia sentir o olhar dos discípulos e do povo prestando
atenção ao que ela fazia.
Eles poderiam estar pensando que ela estava querendo apenas
chamar a atenção ou que estivesse se exibindo, mas Maria não se
importou com isso.
Por muito tempo ela esteve pensando como poderia demonstrar a
Jesus seu amor e gratidão. Ela também tinha ouvido Jesus falar que
Ele seria levado pelos judeus e crucificado, e ela não podia suportar
essa idéia. O coração de Maria estava transbordando de amor pelo
Seu Senhor e Mestre. Ela não sabia quando teria a oportunidade de
expor seu amor por Ele novamente.
Lágrimas rolavam pelo rosto de Maria e se misturavam com o
perfume enquanto ela lavava os pés do Mestre. Maria desenrolou seu
longo cabelo negro, inclinou-se e o usou para secar Seus pés. Ela
amava a Jesus mais que a sua própria vida e essa era a maneira que
tinha de mostrar a Ele o quanto O amava. Nada do que as pessoas à
sua volta pudessem dizer ou fazer lhe importava. Todo o resto estava
fora de seu coração e sua mente. A coisa mais importante para ela
naquele momento era derramar seu amor sobre Jesus.
Enquanto Maria lavava e acariciava os pés de Jesus, o maravilhoso
aroma do nardo puro encheu a sala.
Judas Iscariotes veio em frente de Maria e olhou com um olhar de
repugnância. Era óbvio que ele considerava um desperdício essa
expressão extravagante do amor dela. Ele queria que Jesus a
censurasse.
“Maria, o que está fazendo? Qual é o seu problema? Por que não
vendeu esse perfume de nardo puro por 300 denários e os deu aos
pobres?”
Na sala aumentou o silêncio, enquanto esperavam pela resposta de
Jesus.
Ainda sentada a Seus pés, Maria olhou para Jesus com lágrimas de
amor e gratidão.
“Deixem-na em paz!”, Jesus disse, colocando Suas mãos amorosas
sobre seu ombro. “O que ela está fazendo agora é em preparação para
o dia do meu sepultamento. Vocês sempre terão os pobres entre vocês,
mas a mim, não”.
Enquanto Maria ouvia Jesus, seu coração se encheu de alegria.
Jesus não a repreendeu. Ele disse que seu ato de amor e adoração
seria um memorial vivo para ela ao longo dos anos!
“Quando entrar no santuário, deixe 
 que seu primeiro trabalho seja agradecer a Deus pelo amor
indescritível que o convida a vir conversar livremente com Ele”
— Andrew Murray
Jesus sabia o que estava no coração de Maria e sabia que ela, sem
reservas, com total desprendimento, tinha dado tudo que possuía na
adoração sincera aos Seus pés. Ele disse: “...Em verdade vos digo
que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo o mundo,
também será referido o que ela fez para memória sua” (Mateus
26.13)
Essa história é uma das grandes ilustrações da verdadeira
adoração na Bíblia. Maria sacrificou seu bem mais valioso num ato
de adoração extravagante. Ela é um exemplo dos verdadeiros
adoradores que Deus procura nos dias de hoje.
ADORAÇÃO VERDADEIRA VERSUS ADORAÇÃO
DA ALMA
A adoração é uma forma poderosa de oração que traz a Glória de
Deus e põe o inimigo para correr! Ainda existe uma falta de
entendimento sobre a verdadeira adoração no Corpo de Cristo.
No meio da Igreja existe muita adoração da alma. A adoração, na
maior parte, tem sido relegada a um grupo designado para adoração
corporativa durante os cultos, conferências e encontros onde um
coral, um líder de adoração ou uma equipe de adoração levam o povo
a cantar algumas canções.
Em algumas igrejas, o tempo destinado à adoração é muito
limitado e estruturado. Não há tempo para permitir a adoração
espontânea, durante o qual o povo gasta tempo derramando seu
amor a Deus em louvor e adoração. As músicas são ensaiadas e
cronometradas para se encaixarem em um determinado período
estabelecido.
Frequentemente existe uma fórmula para o tempo de adoração. O
padrão é começar com um pouco de músicas mais aceleradas e depois
passar para uma canção de adoração mais lenta, preparando-os para
o sermão.
Em muitas igrejas, a música de adoração se tornou mais
entretenimento que propriamente adoração. Os cantores são mais
orientados pela exibição do que pela adoração. Na maior parte do
tempo a música de adoração se destina a despertar as emoções e
levar o povo a uma atmosfera mais emocional. As pessoas vêm ouvir
o canto bom e a música para serem abençoadas, em vez de virem
para bendizer a Deus através de seu louvor e adoração.
Muitas vezes as pessoas correspondem ao ritmo ou ao entusiasmo e
energia gerados pela música, mas não estão adorando a Deus
verdadeiramente. Elas podem cantar, dançar, bater palmas e gritar,
mas a verdadeira adoração não está fluindo de seus corações.
Deus habita nos louvores do Seu povo. Ele deseja manifestar a Sua
Presença e ter comunhão com Seu povo. Fere o Seu coração que
existam muitas igrejas onde cristãos O tenham mandado embora
através da sua adoração de alma.
Não me entenda mal. Eu amo cantar, dançar, gritar e me regozijar
durante a adoração. Todas estas formas de adoração são
maravilhosas, mas elas não devem ser nosso principal objetivo. Ter
nossas emoções extravasadas não é suficiente.
Jesus disse à mulher samaritana no poço de Jacó “...mas a hora
vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai
em espírito e em verdade, porque o Pai procura a esses tais para
serem Seus adoradores. Deus é Espírito, e os que O adoram devem
adorá-Lo em espírito e em verdade” (João 4.23-24 NAS).
“Aqui está um dos maiores valores do louvor: ele descentraliza o
eu. A adoração e o louvor a Deus demandam o deslocamento do
eu para Deus. Uma pessoa não pode louvar a Deus sem abrir 
 mão de se ocupar consigo”.
— Paul E. Billheimer
O verdadeiro louvor e adoração não são originados da alma, da
mente, da vontade e das emoções. Nossas emoções podem ser
estimuladas, mas a verdadeira adoração deve se originar no Espírito!
Com a vinda do Espírito Santo, veio um novo poder e novas
habilidade para ter comunhão com Deus e adorá-Lo. Através do
Espírito Santo, que habita em nós, temos uma conexão divina pela
qual nosso espírito pode ter comunhão direta com o Pai.
Adoração não é um tipo de rotina morta, seca, formal, baseada em
tradições feitas pelo homem.
Não é uma “elevação emocional” que devemos buscar.
O louvor e a adoração que conquistam o coração do Pai são feitos
no Espírito. Trata-se de uma expressão de amor, louvor e adoração do
coração que é dirigida e focalizada em Deus.
Exalta a Ele e somente a Ele.
Não tem um padrão pré-determinado a ser seguido, ou uma forma
particular para usar na adoração a Deus no Espírito. O verdadeiro
louvor e adoração não são limitados ou confinados a uma reunião de
igreja ou conferência. O louvor deve crescer no povo de Deus
continuamente, onde quer que ele esteja. Deve ser espontâneo, vindo
de um coração transbordante de amor, como a adoração extravagante
de Maria aos pés de Jesus.
Maria foi uma verdadeira adoradora e ela construiu um memorial
ao Senhor através de sua adoração.
O Pai procura verdadeiros adoradores!
Você pode ser um deles!
Um mover soberano de Deus está vindo à Igreja, pelo qual Ele vai
trazer uma corrente de adoração pura.
Quando o povo de Deus se libertar e entrar numa nova dimensão de
adoração onde as pessoas não estejam mais presas à tradição, mas
adorando e louvando a Deus sem reservas com seus corações, a
glória de Deus virá. As cadeias serão quebradas e o povo será curado!
Os céus se abrirão através do louvor e da adoração. E lá, na
atmosfera santa da presença de Deus, os intercessores serão capazes
de se apresentarem com ousadia diante do Trono de Deus e interceder
a favor de grupos de pessoas e nações.
O PAI PROCURA VERDADEIROS ADORADORES
Adoração, louvor e ação de graças são a forma mais poderosa de
oração que você pode trazer diante do Trono de Deus e que ativa o
poder de Deus a seu favor, para derrotar o inimigo.
“Salomão prevaleceu muito com Deus em oração na dedicação do
templo, mas foi a voz do louvor que fez a Glória de Deus descer e
encher a casa”.— Dwight L. Moody
 
Davi, que adorava a Deus apaixonadamente, disse “apresentai-vos
a ele com cânticos” (Salmo 100.2); e “Entrai pelas portas dele com
louvor e em seus átrios, com hinos; louvai-o e bendizei o seu nome”
(Salmo 100.4)
A verdadeira adoração, no Espírito, introduz você no Santo dos
Santos — na própria Presença do Pai. É um encontro divino com
Deus!
A palavra grega para adoração é “proskyneo”, que significa
“prostrar-se, reverenciar”. Ela denota adoração a Deus e a Cristo. A
adoração é o ato de render honra, estima e amor divinos. A adoração
leva o homem ao contato imediato e direto com Deus.
Adorar simplesmente significa atribuir valor. Quando nós adoramos
ao Pai e ao Senhor Jesus, derramamos nosso amor por quem Eles são
em vez de pelo que Eles têm feito por nós.
A adoração se centraliza em quem Deus é, enquanto o louvor e as
ações de graças envolvem dar glória a Deus e agradecer-lhe pelo que
Ele tem feito. Deus disse: “Aquele que oferece um sacrifício e ações
de graças Me glorifica...” (Salmo 50.23 AMP)
Ação de graças é um aspecto da oração, pelo qual reconhecemos e
damos graças a Deus por todas as Suas bênçãos. Como o louvor, é
um tipo de oração que afasta o coração do eu e o centraliza em Deus.
Essa é a razão pela qual, quando comparecemos diante de Deus,
precisamos começar com adoração, ações de graças e louvor a Ele
antes de apresentar-lhe nossas necessidades.
Jesus disse que os verdadeiros adoradores adorariam em espírito e
em verdade. Num mundo de idolatria, onde o homem deu as costas
para Deus a fim de adorar o poder, o dinheiro, o sexo e os prazeres do
mundo, Deus está procurando os verdadeiros adoradores! Ele deseja
aqueles que construirão um memorial vivo a Ele através da adoração,
como Maria, que dedicou sobre o Senhor Jesus uma adoração
extravagante.
Muitos cristãos nas igrejas estão com ídolos em seus corações.
Muitos colocaram suas famílias, carreiras e a posse dos prazeres
mundanos em primeiro lugar, em vez do Senhor e a adoração a Ele.
Essas coisas se tornaram seus ídolos.
Outros colocaram a obra do Senhor e o ministério acima do Senhor.
O ministério se tornou seu deus. Eles têm exaltado a obra do Senhor
acima do próprio Senhor. Tornaram-se tão ocupados na obra que
fazem para o Senhor que negligenciaram o tempo de adoração em
Sua Presença.
Isso é idolatria espiritual!
O Pai está procurando e ansiando por aqueles que O adorem de todo
o coração, que não apenas Lhe deem honra com seus lábios, dizendo
que O amam, mas que O adorem verdadeiramente.
O PAI DESEJA A VERDADEIRA ADORAÇÃO VINDA
DO CORAÇÃO
Para ter um entendimento claro do que é realmente a adoração
verdadeira, precisamos olhar para a vida e o exemplo de Abraão. Um
dos primeiros exemplos registrados da palavra adoração encontra-se
em Gênesis 22.
Deus queria conhecer o coração de Abraão e saber se ele O amava
ou não acima de tudo o mais. Ele orientou Abraão a sacrificar seu
filho amado, Isaque. Abraão obedeceu a Deus. Quando chegou ao
lugar do sacrifício para onde Deus o tinha orientado a ir no Monte
Moriá, Abraão deixou seus servos. Disse-lhes: “Fiquem aqui com o
jumento enquanto eu e o rapaz vamos até lá. Depois de adorarmos,
voltaremos” (Gênesis 22.5 NIV)
Abraão, em obediência a Deus, estava prestes a oferecer Isaque no
altar como sacrifício a Deus. Ele ainda disse “Depois de adorarmos”.
Ele acreditou em Deus, que tinha dado a ele a promessa de que,
através de Isaque e sua semente, ele se tornaria pai de muitas
nações. Ele estava disposto a oferecer seu filho em adoração no altar
sabendo que Deus era capaz de ressuscitá-lo. Por isso ele disse a seus
servos, “Depois de adorarmos, voltaremos”.
A adoração de Abraão envolvia seu desejo de dar a Deus a coisa de
maior valor, a mais querida ao seu coração — seu filho Isaque, por
quem ele tinha orado e crido em Deus. Isso envolvia mais que
simplesmente palavras. Ele não apenas disse a Deus o quanto O
amava. Adorou a Deus e expressou seu amor através desse ato de
obediência e fé.
“Onde quer que haja oração verdadeira, lá as ações de graças e a
gratidão ficam próximas, prontas para responderem quando
chegar a resposta. Porque assim como a oração traz a resposta,
a resposta traz gratidão e louvor”.
— E.M. Bounds
Quando Jó perdeu tudo, inclusive todos os seus filhos, ele adorou e
bendisse o nome do Senhor! “Então, Jó se levantou, e rasgou o seu
manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou” (Jó
1.20)
Sua adoração a Deus não dependia das suas circunstâncias ou
sentimentos. Seu coração era tomado pela dor. Ele estava em luto
pelos seus filhos, e ainda assim ofereceu adoração a Deus. Ele
conhecia a Deus e confiava nEle completamente. Ele disse: “Ainda
que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13.15). Em essência, Jó estava
dizendo: “Não importa o que cruze o meu caminho, não importa o
que aconteça comigo, vou amar e adorar a Deus!”
Um ministro próximo de mim compartilhou recentemente comigo a
seguinte história verídica sobre uma mulher na Nigéria que cantava
louvores e adorava a Deus em uma das circunstâncias mais terríveis
que se possa imaginar.
Essa mulher de 45 anos mora em Plateau State, onde militantes
muçulmanos lançaram a jihad (perseguição religiosa) contra os
cristãos. Ela era uma das sobreviventes.
Dois homens com facões a capturaram enquanto ela corria de medo.
Eles arrancaram pedaços de seu pescoço e do seu braço com os
facões. Uma porção da sua língua foi danificada quando um dos
golpes arrancou sua bochecha direita.
Logo após esse ataque, ela começou a agradecer a Deus por Ele ter
poupado sua vida. Então ela inclinou sua cabeça e começou a cantar,
continuando a agradecer e louvar ao Senhor!
Essa mulher cantou louvores mesmo com parte da sua língua
cortada! Embora suas palavras saíssem distorcidas por causa das
lesões, eu acredito que seu louvor pareceu mais bonito a Ele do que
qualquer tipo de coral bem ensaiado na Terra, porque as palavras
vinham do coração de uma verdadeira adoradora!
A verdadeira adoração envolve nossa expressão verbal de reverência
e louvor assim como nossas ações. Somos direcionados a oferecer a
Deus sacrifícios de louvor. O autor da carta aos Hebreus nos
admoestou: “Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos
continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios
que confessam o seu nome” (Hebreus 13.15 NIV).
Quando adoramos ao Senhor, estamos nos dando integralmente a
Ele. Paulo disse: “...rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se
ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o
culto racional de vocês” (Romanos 12.1 NIV)
Quando nos entregamos como sacrifício vivo a Deus e
comparecemos diante dEle derramando o nosso amor e adorando a
Ele por quem Ele é, Ele recebe a nossa adoração e, como resposta, dá-
Se a Si mesmo a nós. Sua glória desce e Sua presença é manifesta.
Hoje, há uma grande fome no Corpo de Cristo pela Presença de
Deus. O Pai está nos dizendo que, se realmente estivermos famintos
por Ele, precisaremos apenas nos recolher em algum lugar e esperar
diante dEle. Ao começarmos a derramar nosso amor e nossa
adoração a Ele no Espírito, Sua Presença encherá nossa vida, nossa
casa e nossa igreja.
O Pai não está Se escondendo dos Seus filhos. Ele está apenas
esperando que rompamos com a tradição e as formalidades humanas
e entremos na Sua Presença em adoração.
A VERDADEIRA ADORAÇÃO LIBERA UMA VIDA
DIVINA QUE FLUI DO TRONO
Quando Salomão dedicou o Templo, houve um fluxo de adoração
pura que subiu a Deus, e Deus desceu para encontrá-los!
Davi, que foi um dos verdadeiros adoradores de Deus, sabia da
importância da adoração. Ele disse: “Louvarei ao Senhor em todo o
tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca” (Salmo
34.1). Ele disse a Deus: “Sete vezes ao dia te louvo pelos juízos da
tua justiça” (Salmo 119.164)
Davi comissionou 4.000 de 38.000 levitas, separou-os para o
serviço do Senhor, para servirem como cantores e músicos no Templo.
Ele também separou 288 desse total, dos filhos de Asafe, Hemã e
Jedutum para profetizarem com harpas, saltériose címbalos.
Havia uma oferenda de louvor contínuo do Templo subindo a Deus.
Os levitas apontados foram instruídos a permanecerem cada manhã
e cada noite agradecendo e louvando a Deus, e a darem ofertas
queimadas ao Senhor (veja 1 Crônicas 23.30-31) Hoje, nós somos o
Templo do Espírito Santo e louvor e adoração contínuos devem fluir
de nossos corações. Davi disse “Desde o nascimento do sol até ao
ocaso, seja louvado o nome do Senhor” (Salmo 113.3)
Quando Salomão dedicou o Templo, esse grande coral de 4.000
cantores e os músicos erguiam sua voz em adoração e tocavam
canções de louvor a Deus com seus instrumentos.
Todos os cantores e músicos tinham sido consagrados e separados.
Eles permaneciam de um lado do altar, vestidos com linho branco,
segurando címbalos, saltérios e harpas nas mãos. Ao lado deles
ficavam 120 sacerdotes com as trombetas.
Como as vozes dos cantores, músicos e pastores soprando as
trombetas se misturaram como uma adoração em uníssono a Deus,
Ele manifestou Sua Presença numa nuvem de glória. A glória
shekinah de Deus encheu tanto o Templo que os sacerdotes foram
incapazes de ficar em pé (veja 2 Crônicas 5.13-14).
É interessante observar que quando a Arca foi trazida ao Templo
pelos levitas, a glória de Deus não desceu.
Quando os sacrifícios foram oferecidos, a glória de Deus não se
manifestou. Salomão ficou em pé e levantou as mãos para o céu e
orou. Mas a glória de Deus não desceu.
Não desceu quando eles construíram o Templo ou ofereceram
sacrifícios. Só quando eles adoraram e louvaram a Deus foi que a
glória do Senhor se manifestou!
Quando começamos a adorar e a louvar a Deus, a vida divina que
flui do Trono de Deus é liberada. Deus aceita a nossa adoração e, em
troca, ministra para nós e através de nós.
RECUSE DOBRAR-SE DIANTE DE UM ALTAR
FALSIFICADO
Deus criou o homem para que este O adorasse. A única coisa que
Ele deseja de nós é a nossa adoração. Ele não nos criou para sermos
servos, apenas interessado na obra que podemos realizar para Ele.
Ele deseja filhos e filhas que O amem de todo o seu coração. O Pai
quer primeiramente os nossos corações. Se Ele ganhar nosso coração
em adoração, então estaremos prontos para ministrar em Seu poder.
Uma das maiores estratégias usadas por Satanás ao longo dos
anos para destruir o povo de Deus e enfraquecer a Igreja é apresentar
uma adoração pervertida substituta e afastar as pessoas da
adoração do Único Deus vivo e verdadeiro.
Satanás odeia quando o povo adora a Deus em Espírito e em
verdade porque isso é muito poderoso. Ele sabe que não pode fazer
nada contra o povo de Deus quando o povo começa a adorar e a
louvar ao Senhor. Paul Billheimer, que escreveu “Destined For the
Throne” (“Destinado ao Trono”) disse: “Satanás é alérgico ao louvor.
Onde há um louvor triunfante, Satanás é paralisado, amarrado e
banido”.
“Vamos cantar um hino e contrariar o diabo”.
— Martinho Lutero
Em Seu relacionamento com os filhos de Israel, Deus estabeleceu os
mandamentos que eles tinham de guardar e usar como guia para
suas vidas. O próprio primeiro mandamento é: “Não terás outros
deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). Acima de tudo, Ele queria o
nosso amor. “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu
coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder” (Deuteronômio
6.5).
Não podiam fazer qualquer imagem de escultura nem adorar outros
deuses. Deus disse-lhes: “...porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus
zeloso...” (Êxodo 20.5).
Suas vidas foram edificadas na adoração ao Único Deus vivo e
verdadeiro. Se eles amassem, adorassem e obedecessem a Deus,
seriam fortes e poderosos. Deus lutou por eles. Ele entregou seus
inimigos em suas mãos e eles colheram as Suas bênçãos e provisão
sobrenatural.
Mas os filhos de Israel se desviaram de Deus e começaram a se
casar com estrangeiros. Eles fizeram altares e começaram a adorar e
oferecer sacrifícios a outros deuses. Como resultado, foram derrotados
e dispersos entre as nações.
Até quando Moisés estava na montanha tendo um encontro com
Deus, o povo cedeu à idolatria ao fazer um bezerro de ouro para eles
adorarem (veja Êxodo 32.1-6). Seus corações se desviaram de Deus
por meio de um substituto falsificado para a adoração, inspirado pelo
próprio Satanás. Deus os teria destruído naquela hora se não fosse a
intercessão de Moisés.
O Rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro e passou um decreto
de que, quando a música tocasse, todo o povo deveria cair por terra e
adorá-la. Todo aquele que se recusasse a se inclinar e adorar a
imagem seria lançado na fornalha de fogo ardente.
Dentre o povo da terra havia três adoradores, Sadraque, Mesaque e
Abedenego, que se recusaram a se curvar e adorar a imagem de ouro.
Eles não tinham medo do rei ou da fornalha ardente. Disseram ao Rei
Nabucodonosor:
...não precisamos defender-nos de ti. 
 Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem
prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das tuas mãos,
ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos
culto aos teus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que
mandaste erguer.
— Daniel 3.16-18 NIV
Os três filhos de hebreus se recusaram a cumprir a ordem de adorar
num altar falsificado. Eles preferiam morrer a negar a Deus e adorar
a imagem de ouro.
Esse é o tipo de adorador que Deus procura — os que se recusam a
comprometer-se ou a permitir que qualquer coisa ou qualquer um se
torne substituto da verdadeira adoração ao único Deus vivo e
verdadeiro.
No deserto, Satanás tentou convencer Jesus a se curvar e adorá-lo.
Satanás disse a Jesus: “Portanto, se tu me adorares, tudo será teu”
(Lucas 4.7).
Jesus respondeu: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o
Senhor, teu Deus, e só a ele servirás” (Lucas 4.8).
Satanás quer ter a adoração e o louvor que são somente de Deus, e
ele usará todos os meios possíveis nos dias de hoje para impedir que
os crentes compareçam diante de Deus e O adorem.
Satanás tentará fazer com que você adore no altar da riqueza e da
prosperidade. Jesus disse: “...Não podeis servir a Deus e a Mamom”
(Mateus 6.24).
Ele tentará fazer com que você se curve no altar das possessões do
mundo e de outros desejos mundanos. Não faça isso! João escreveu:
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o
mundo, o amor do Pai não está nele” (1João 2.15).
Satanás tentará enganá-lo e se esforçará para fazer com que você
se curve no altar do eu — onde você se preocupa mais com seus
próprios desejos e se consome na busca para realizá-los, em vez de
buscar o Senhor. Jesus disse: “E quem não toma a sua cruz e não
segue após mim não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-
la-á; e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á” (Mateus
10.38-39).
Satanás tentará fazer com que você adore no altar da família e dos
entes queridos. Ele tentará levar você a se preocupar tanto com o
marido, a esposa, os filhos ou com qualquer outro amado, que eles
acabarão se tornando ídolos e tomarão o lugar que Deus deveria
ocupar em sua vida. Jesus disse: “Quem ama o pai ou a mãe mais do
que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais
do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10.37).
Como os três jovens hebreus, recuse-se a curvar diante disso!
ATIVE AS ARMAS PODEROSAS DA ADORAÇÃO,
DO LOUVOR E DAS AÇÕES DE GRAÇAS PARA
DERROTAR SATANÁS
“O louvor abre a porta para mais graça”.
— John Wesley
O louvor e a adoração na sua boca são uma poderosa arma para
derrotar Satanás. Nós temos que enfrentar as nossas circunstâncias
e outras coisas sobre a terra antes da volta do Senhor, não com medo
ou ansiedade, mas com os “Altos Louvores” do Senhor em nossa boca
e a espada de dois gumes da Sua Palavra nas mãos.
Essa é a hora em que o povo de Deus deve declarar Seu louvor entre
as nações. Deus nos fez “sacerdócio real” para proclamarmos Seu
louvor aos confins da terra.
Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o
povo adquirido, para que 
 anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a
sua maravilhosa luz.
— 1Pedro 2.9
As pessoasdeste mundo precisam ver a realidade do amor de Deus e
o poder demonstrado através dos cristãos. Elas precisam ver os
cristãos se alegrando e cantando louvores a Deus no meio de toda a
adversidade e provações que enfrentem.
Algo acontece no reino espiritual quando o povo de Deus começa a
louvar, a cantar e a adorá-Lo de verdade. Ocorre um liberar do
Espírito e surge uma nova liberdade. As algemas do medo, da dúvida
e das preocupações começam a cair.
“O louvor golpeia o poder das trevas, 
 dispersa os oponentes demoníacos e frustra 
 as estratégias de Satanás”
— Wesley L. Duewel
Quando a adoração ao Senhor nasce no coração dos crentes,
Satanás sabe que ele está derrotado e tem que retroceder.
Na história conhecida da batalha de Josafá e dos filhos de Israel
contra os amonitas e moabitas, vemos como o poder da adoração e do
louvor foi importante para derrotar o inimigo.
Os filhos de Israel eram pouco numerosos e, quando Josafá soube
das notícias sobre a grande multidão do exército dos amonitas,
moabitas e suas forças aliadas que estavam vindo para batalhar
contra eles, ele clamou e suplicou pelo seu caso diante do Senhor.
Como o povo de Judá veio junto, o Senhor falou a eles por meio de
Jaaziel. Deus disse a eles: “Não temais, nem vos assusteis por causa
desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, senão de Deus”
(2 Crônicas 20.15).
Quando o povo ouviu a palavra do Senhor, todos caíram com seus
rostos em terra diante de Deus e o adoraram! Os levitas, que tinham
sido designados como cantores, levantaram-se e começaram a louvar
a Deus em alta voz.
Seu louvor e adoração colocaram em ação a sua vitória!
Na manhã seguinte, quando o exército se reuniu para sair em
batalha, Josafá designou cantores para irem à frente do exército a fim
de catarem louvores ao Senhor (veja 2 Crônicas 20.21).
Eles estavam em número tremendamente menor comparado àquela
grande multidão que chegara, armada e pronta para atacá-los e
destruí-los. Contudo, eles não estavam em posição defensiva,
estavam em posição ofensiva.
Suas armas: louvor e adoração!
No momento que começaram a cantar e a louvar ao Senhor, algo
aconteceu no reino espiritual.
E, ao tempo em que começaram com júbilo e louvor, o Senhor pôs
emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das
montanhas de Seir, que vieram contra Judá e foram
desbaratados.
— 2 Crônicas 20.22
Quando o louvor alcançou o Trono de Deus, Deus interferiu de
forma sobrenatural a favor deles e levou confusão ao campo inimigo!
Nessa confusão, seus inimigos começaram a atacar e a matar uns
aos outros. Ninguém escapou!
O povo de Judá experimentou uma vitória tão grande que nem foi
necessário levantarem suas espadas na batalha. Deus usou o louvor
e a adoração de suas bocas para derrotar seus inimigos.
Foram necessários três dias para recolherem os despojos.
Independentemente das circunstâncias que você enfrenta na sua
vida e a imensidão das suas necessidades, quando você ativar as
armas poderosas do louvor, da adoração e das ações de graças, Deus
intervirá sobrenaturalmente e fará de você um vencedor.
Não espere para só louvar e adorar ao Senhor quando a batalha
estiver ganha.
Enfrente Satanás e seus principados demoníacos antecipadamente
com louvor e adoração em seus lábios. Assim fazendo, Deus lutará
por você, assim como fez com Israel. O inimigo vai ouvir sua
adoração e saberá que está derrotado!
FAÇA DA ADORAÇÃO APAIXONADA SEU MAIOR
DESEJO
Adoração, louvor e ações de graças estão vitalmente ligados à
oração. Na verdade, são inseparáveis. O apóstolo Paulo disse:
“Perseverai em oração, velando nela com ação de graças”
(Colossenses 4.2). Escrevendo aos tessalonicenses, ele novamente liga
a oração às ações de graças: “Regozijai-vos sempre. Orai sem
cessar. Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em
Cristo Jesus para convosco” (1Tessalonicenses 5.16-18). E para os
filipenses ele escreveu: “Não estejais inquietos por coisa alguma;
antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de
Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças” (Filipenses 4.6).
Nós temos que dar graças em tudo! Quando chegamos para
apresentar nossas petições a Deus, temos que trazê-las com ações de
graças em nossos lábios. Precisamos agradecer-Lhe pelo que Ele já
fez, agradecer porque Ele já nos ouviu e porque sabemos que Ele vai
responder as nossas orações!
“A oração e o louvor são como o inspirar e o expirar, e constituem
essa respiração espiritual pela qual a vida interior é sustentada.
Nós inspiramos o ar celestial enquanto oramos, 
 e expiramos novamente em louvor a Deus, 
 de quem ele procede”.
— Charles Spurgeon
Não se prenda a tradições humanas e não limite a adoração e o
louvor somente para aquele tempo estabelecido nas reuniões da
igreja. Deixe que sua adoração e louvor sejam espontâneos. Deus
nunca pretendeu que nossa adoração fosse limitada e confinada a
uma igreja ou prédio. Ele quer que você tenha um cântico de louvor e
adoração continuamente em seu coração. Ao escrever aos efésios,
Paulo disse: “...mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com
salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao
Senhor no vosso coração” (Efésios 5.18-19).
Quando se apresentar diante do Pai em oração, lembre-se que, pelo
Seu Espírito em você, você tem uma conexão divina que o capacita a
ter comunhão com Ele, e O adore em Espírito. Você recebeu acesso
divino ao Santo dos Santos. Fique, portanto, diante dEle em Sua
maravilhosa Presença.
Comece seu tempo a sós com o Pai primeiramente adorando-O por
quem Ele é: O Grande “EU SOU”; Jeová Jiré; Aba; Jeová Shalom; Jeová
Nissi; Jeová Rafá;Todo-Poderoso; Ancião de Dias.
Adore ao Senhor como Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Salvador,
Redentor, Libertador, Cordeiro de Deus, Leão de Judá e Rei que logo
vem!
No livro do Apocalipse recebemos um vislumbre da adoração que
ocorrerá ante o Trono de Deus no Céu. João ouviu o som de quatro
seres angelicais cantando louvores a Deus. Continuamente vem do
Trono o som desses quatro seres angelicais que cantam: “...Santo,
Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é,
e que há de vir” (Apocalipse 4.8).
Uma das primeiras coisas a se fazer durante a adoração é
reconhecer a maravilhosa glória, majestade e santidade de Deus.
Somente Ele é santo! Davi disse: “Exaltai ao Senhor, nosso Deus, e
adorai-o no seu santo monte, porque o Senhor, nosso Deus, é
santo” (Salmo 99.9). Temos que exaltá-Lo e louvá-Lo porque Ele é um
Deus santo.
Quando entrar na Sua Presença, honre-O e louve-O por Sua
santidade. Ele é perfeito em todos os Seus caminhos. Louve-O por
Sua misericórdia, Sua longanimidade e Sua fidelidade.
Comece a louvar e agradecer a Ele tudo que Ele tem feito por você.
Ao longo do dia, onde estiver, louve-O e diga-Lhe o quanto você O
ama.
Durante o seu tempo de adoração, feche-se com Ele. Deus quer que
você se esqueça de você para adorá-Lo.
A palavra “Halal” é uma das raízes originais da palavra hebraica
para louvor nas Escrituras. Significa “parecer bobo fazendo clamor
na adoração a Deus”. Em outras palavras, significa adorar e louvar a
Deus apaixonadamente, esquecendo-se de tudo, perdendo de vista o
que qualquer um diga e se entregando totalmente a Ele.
Nosso único desejo intenso deve ser o de louvar e glorificar a Deus
com tudo o que somos. Esse é o tipo de louvor e adoração que Davi
oferecia ao Senhor enquanto liderava a procissão dos levitas,
sacerdotes e cantores quando levaram a Arca da Aliança para
Jerusalém.
Davi tirou as vestes e começou a dançar na frente da Arca da
Presença de Deus. Sua dança não foi ensaiada ou coreografada. Foi
espontânea.
A grande alegria que brotava dele não pôde ser contida e explodiu
em louvor, adoração e júbilo. Enquanto dançava, ele não hesitou em
fazer círculos, dar voltas, cantar, às vezes gritar e pular de alegria.
A chave para experimentar a plenitude da Presença de Deus é nos
humilharmos diante dEle, deixarmos de lado ideias preconceituosas e
clamar a Ele de todo coração, como fez Davi. Assim como Daviadorou a Deus com uma paixão desenfreada, Deus deseja que Seu
povo O busque de todo coração e O adore com entrega total.
Você deve estar disposto a esquecer tudo e todos e adorá-Lo em
espírito e em verdade.
Tire suas vestes de orgulho e auto-suficiência e comece a cantar,
gritar e dançar diante dEle.
Em qualquer batalha ou circunstância que você enfrente, espere no
Senhor em adoração. Deixe que Ele encha seu coração com um novo
cântico de louvor, adoração e ação de graças. Você sentirá Seus
braços de amor em torno de você, levantando-o acima da tempestade
que serpenteia. O inimigo vai recuar derrotado e você andará em
vitória.
Cristo escolheu Sua Igreja para ser o canal através do qual Ele
possa liberar Seu poder na terra para suprir as necessidades
urgentes do mundo. Antes de Cristo subir aos Céus, Ele chamou Seus
discípulos ao Seu redor e deu-lhes a chave para a oração que faz o
poder de Deus se manifestar sobre a terra. E comissionou-os para
realizar Sua obra na terra através daquele poder.
Se a Igreja vai conquistar os milhões do mundo de hoje que nunca
ouviram o Evangelho, e suprir as necessidades desesperadoras do
mundo, devemos ter uma maior revelação da tremenda
responsabilidade que Cristo nos deu e ativar o poder da intercessão.
No capítulo quatro, atentaremos para o mandato de oração de Cristo.
Você aprenderá como pode ser usado por Deus, através da
intercessão, para mudar o destino espiritual das nações!
Senhor, ensina-nos a orar!
Pai, nossos corações se alegram 
 ao saber que Tu nos amas com um amor 
 eterno e que Tu queres a nossa adoração 
 e louvor. Tu és o único digno de todo o louvor, honra, glória e
bênçãos! Estamos famintos por Ti! Nosso espírito anseia por Te
conhecer melhor. 
 Nós Te amamos e Te desejamos sobre todas as coisas. Tu és o
único Deus vivo e verdadeiro. 
 Tu és grande e santo, Te glorificamos 
 e exaltamos Teu santo nome. 
 Nós Te louvamos e adoramos 
 porque Tu és cheio de misericórdia, 
 graça e verdade. Queremos 
 Te conhecer em Tua plenitude. Com 
 nossos corações queremos Te adorar em 
 Espírito e verdade. Ensina-nos a quebrar 
 nossos vasos de alabastro da verdadeira 
 adoração e a Te adorar em Espírito 
 e em verdade.
4. O Mandato de Oração de Cristo
Estamos em guerra!
Não há paz nas nossas ruas. Não existe paz nas nossas escolas,
nos shoppings, metrôs e aviões.
O medo espreita as nossas cidades e atormenta as nossas nações.
Há uma batalha feroz empreendida, que é bem maior do que a
Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e todas as
guerras da terra combinadas.
A magnitude do destino de incontáveis milhões de almas desafia
toda a compreensão humana.
Todo ano, milhões morrem e encaram uma eternidade sem Deus.
Estão confinados às trevas exteriores onde “haverá pranto e ranger
de dentes” (Mateus 8.12).
Com a população do mundo ultrapassando seis bilhões, metade
ainda não foi alcançada com o Evangelho!
Há guerra, fome, revolta econômica e terrorismo nas nações em um
nível nunca experimentado antes.
O mundo está gemendo — como uma mulher em trabalho de parto.
Os líderes mundiais estão desesperados diante das crises e problemas
complexos para os quais não parece haver solução possível.
O mundo, com suas necessidades desesperadoras, aguarda
libertação. No seu desespero, ele aguarda o único poder capaz de
responder às suas necessidades — a intercessão do povo de Deus!
“Lembre-se das marcas de um verdadeiro intercessor: um senso
da necessidade humana, um amor como o de Cristo no coração,
uma consciência de impotência pessoal, fé no poder da oração,
coragem para perseverar
 apesar da recusa, e a garantia de uma recompensa abundante”.
— André Murray
Nosso Deus, que é misericordioso e longânimo, deseja derramar as
Suas bênçãos. Ele vê a dor e o sofrimento, o pecado e o desespero
escravizando multidões, e o coração de Seu Pai está dolorido. Ele
pagou o preço supremo para quebrar as cadeias do pecado e da morte
da humanidade. Providenciou bênçãos incontáveis e tudo o que o
homem precisa, e está pronto e desejoso de liberar tudo o que
preparou.
Cristo derrotou Satanás e destruiu o poder da morte, e colocou nas
mãos da Sua Igreja as chaves do seu Reino. Ele agora está assentado
à direita do Pai, intercedendo incessantemente pelo Seu povo. Através
do Espírito Santo, Cristo nos tem dado poder sobre toda força de
Satanás.
Ele nos uniu com Ele e o Pai como um.
Trouxe-nos parceria divina com Ele e ligou-Se a nós pela Sua
Palavra.
Pelo Seu Espírito, Ele nos deu acesso divino ilimitado ao Pai.
Deu-nos o Seu poder e autoridade delegados por meio do Seu Nome
para pregar o Evangelho, curar os enfermos, expulsar demônios e
ressuscitar mortos.
Ele escolheu-nos para sermos canais para liberar o seu poder sobre
a terra pela intercessão! John Wesley disse bem: “Deus nada faz que
não seja em resposta à oração”. Deus limitou Sua obra na terra e a
fez dependente das orações do Seu povo. A medida do Seu poder e sua
bênção na terra está determinada pela medida de intercessão que
sobe diante do Seu Trono.
Por meio da intercessão nós oramos para que a vontade de Deus na
terra seja como ela é no céu.
No Sermão da Montanha, Cristo disse que é assim que devemos
orar: “...Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no
céu...” (Mateus 6.9-10).
Cristo colocou em nossas mãos a responsabilidade e o privilégio
tremendo de trazermos o Seu reino para a terra através da
intercessão. Nos seus momentos finais com seus discípulos, Ele disse:
“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos
nomeei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a
fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos
conceda” (João 15.16).
Cristo, que está assentado à direita do Pai, em uma posição de
poder e autoridade sobre todas as potestades e todos os principados
no céu e na terra, pretende usar as orações da Sua Igreja para
cumprir seus propósitos nas nações antes de voltar. Ele disse: “Eu
escolhi e ordenei vocês!”
Ele tem a intenção de liberar Seu poder por meio da intercessão em
nossas cidades e nações para trazer a grande colheita de almas nesse
tempo do fim.
“A intercessão é a forma mais 
 perfeita de oração, no sentido de que ela 
 é a oração que Cristo faz no Seu trono”.
— Andrew Murray
Deus planeja usar as orações ungidas do Seu povo para empreender
guerra nas regiões celestiais e demolir e destruir as fortalezas do
inimigo que estão mantendo na escravidão grupos inteiros de
pessoas, cidades e nações.
Ele deu-nos seu poder e autoridade — todo o Céu está à nossa
disposição — e prometeu que tudo o que pedíssemos no poder e na
autoridade do Seu Nome, Ele faria!
NOSSA INTERCESSÃO DEVE FLUIR DO TRONO
PARA O MUNDO POR MEIO DE NÓS
Andrew Murray disse: “A intercessão é para ser a maior ligação
entre o céu e a terra. A intercessão do Filho, iniciada sobre a terra,
continuou no céu e, levada em frente pelo Seu povo redimido sobre a
terra, trará uma transformação poderosa”.
A intercessão é o ato de ficar na brecha em favor das pessoas,
cidades e nações, na posição de autoridade delegada, apresentar as
promessas de Deus com fé, e trazer para a terra o reino de Deus, com
Sua vontade sendo executada assim como é no céu.
A intercessão vai além da oração de petição para que Deus supra as
necessidades de alguém. Ele envolve a súplica a Deus a favor dos
outros. Frequentemente ela também envolverá choro, dor de parto,
gemidos no Espírito e batalha espiritual.
Um intercessor é “aquele que fica na brecha, que ora, faz petições
ou suplica em favor dos outros”.
Este tipo de intercessão não é a oração “normal” de cinco minutos,
quando apresentamos a Deus uma lista de nomes de pessoas que nós
gostaríamos de ver salvas e libertas das mãos de Satanás. “Ó Deus,
salva a Tia Susana, meu irmão João... o Tio Zé...liberta o meu amigo
Toninho”.
O tipo de intercessão para o qual Deus está nos chamando é muito
mais do que isso. Envolve rosto em terra diante de Deus emoração,
lamento, choro e dores de parto... esperar diante dEle em oração e
não desistir antes da obra ter sido feita. Envolve um desejo de
permanecer na brecha em favor dos outros, assim como de nações
inteiras.
Um intercessor é capaz de suplicar com eficácia porque ele dá sua
vida pelos outros. Deixou de lado seus próprios interesses e, tanto
quanto possível, assumiu o lugar deles. A intercessão não é
substituição para o pecado. Existe somente um substituto para um
mundo de pecadores... Jesus Cristo.
A intercessão verdadeira identifica tanto o intercessor com aquele
pelo qual ele está orando que o leva a um lugar de vitória com Deus.
Na nossa intercessão pelos outros, devemos querer “sentar onde eles
se sentam”. Devemos nos identificar com suas necessidades e sentir
suas enfermidades de tal forma que ganhemos uma nova posição de
oração na qual possamos interceder efetivamente a favor deles.
A palavra grega “entynchan” é usada no Novo Testamento para se
referir à intercessão. Significa “abordar, orar, suplicar, interceder”. É
a palavra usada quando Paulo escreveu aos Romanos referindo-se à
intercessão contínua de Cristo a nosso favor.
Aquele que não reteve e nem [mesmo] a seu próprio Filho
poupou, mas O entregou por todos nós, não nos dará também
com Ele livremente e de graça todas as [outras] coisas?...Quem
há que [nos] condene? Foi Cristo Jesus (o Messias), que morreu, e
mais, quem ressuscitou dos mortos, o qual está à direita de Deus
realmente suplicando quando intercede por nós.
— Romanos 8:32,34 AMP
Paulo escreveu quanto à intercessão incessante de Cristo por nós:
Mas este tem um sacerdócio imutável 
 porque Ele vive para sempre. Portanto, pode também salvar ao
máximo (completamente, perfeitamente, finalmente e por todo
tempo e pela eternidade) aqueles que por ele chegam a Deus, pois
Ele está vivendo sempre para fazer petição a Deus, para
interceder com ele e intervir 
 por eles.
— Hebreus 7.24-25 AMP
Para realmente compreendermos a profundidade da intercessão na
qual Cristo pretende que a Sua Igreja se engaje na terra, devemos
voltar os nosso olhos na direção dEle. Lá, na presença do Pai, Ele
continua a Sua intercessão todo-poderosa sem cessar. É Seu plano e
sua vontade que Sua obra e Seu ministério de intercessão sejam
realizados na terra pela Sua Igreja.
“A oração nunca foi 
 para ser considerada secundária 
 na obra de Deus. É a obra... Em toda obra 
 para Deus, a oração é o poder operador de 
 tudo o que Deus faz por meio do 
 Seu povo”.
— Andrew Murray
O ministério de intercessão envolve juntar-se a Ele na Sua
intercessão, por meio da qual a nossa intercessão flui do Trono para
o mundo através de nós.
A VINDA DO ESPÍRITO SANTO MARCOU UMA
NOVA ERA DE PODER PARA A IGREJA
Cristo confiou nas nossas mãos a responsabilidade não apenas de
cumprirmos a Sua obra na terra, mas de fazermos obras ainda
maiores do que Ele fez, no mesmo poder e autoridade.
Como isso será possível?
A oração é o canal para recebermos o Seu poder e autoridade para
fazermos obras maiores!
Com Seus discípulos reunidos à Sua volta, Cristo disse:
...aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as
fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo
quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja
glorificado no Filho. Se pedirdes alguma 
 coisa em meu nome, eu o farei.
— João 14.12-14
A ascensão de Cristo para o Pai e a vinda do Espírito Santo
marcaram a vinda de uma nova era de poder para a Igreja.
Jesus disse aos Seus discípulos que eles fariam obras maiores que
as que Ele havia feito, “porque eu vou para meu Pai”. O Espírito
Santo ainda não tinha vindo. Ele estava voltando para o Pai e
enviaria o Espírito Santo para dar-lhes poder sobrenatural e
capacidade divina de fazer as mesmas obras que Ele fizera, e ainda
maiores!
Cristo ia enviar o Espírito Santo, que é um Espírito de súplica, para
liberar Sua intercessão por meio deles. O homem, nas suas
habilidades naturais limitadas, é incapaz de orar efetivamente. Pela
mente natural, nós não podemos conhecer a mente e a vontade do
Pai. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito
de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las,
porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14).
Se você deseja realmente ser um intercessor, deve aprender esta
verdade muito importante. No seu natural, as habilidades limitadas
impedem que você saiba como orar! Você deve reconhecer este fato e
desenvolver uma dependência total do Espírito Santo.
E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas
fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como
convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos
inexprimíveis. E aquele que examina os corações 
 sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus
intercede pelos santos.
— Romanos 8.26-27
Você não tem que se preocupar sobre a sua incapacidade de orar.
Pelo Espírito Santo, você receberá a capacitação divina para orar.
“A vida de Cristo fluindo através de nós e as palavras de Cristo
vivendo em nós, estas dão poder à oração. Elas respiram o
espírito 
 de oração e constituem o corpo, o sangue 
 e os ossos da oração”.
— E. M. Bounds
Jesus disse aos discípulos: “...vos convém que eu vá, porque, se eu
não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei”
(João 16.7).
Sua instrução final para eles após a Sua ressurreição foi: “...sobre
vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de
Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas
24.49).
Os discípulos iam precisar de algo além deles mesmos, além das
limitações das suas mentes naturais para serem capazes de se
comunicarem com o Pai e verem a Sua vontade estabelecida na terra.
E a Igreja hoje deve ter algo mais do que nós temos se vamos ser
capazes de orar com o poder que produz resultados!
As palavras de despedida de Jesus aos discípulos foram: “Mas
recebereis a virtude do Espírito Santo que há de vir sobre vós; e ser-
me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e
Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).
Jesus, após estar na terra durante quarenta dias no Seu corpo
ressurreto, dando evidência e prova infalível e inegável de que Ele era
Quem Ele clamava ser, disse aos Seus discípulos: “Vou equipá-los!
Vocês vão receber o Espírito Santo e o mesmo poder e a mesma unção
que Eu tenho!” Ele disse: “Vocês vão ter o que Eu tenho. Tenho
testemunhado ao mundo que estou vivo. Agora, voltarei ao Meu Pai e
estou comissionando vocês a realizarem a Minha obra. Vocês serão
minhas testemunhas e terão a capacidade de demonstrar ao mundo
que eu não estou no túmulo, mas estou vivo!”
Cristo não enviou o Espírito Santo sobre a Igreja para que os
crentes fossem simplesmente abençoados, aquecessem bancos de
igreja, ouvissem a um bom sermão e fossem inspirados pela equipe de
louvor. Ele enviou o Espírito Santo para nos dar uma experiência pela
qual receberemos e viveremos, oraremos e ministraremos por outro
poder... o poder do Espírito Santo!
ALGO SOBRENATURAL DEVE ACONTECER COM
A IGREJA
Há seis bilhões de pessoas na terra e metade delas nunca ouviu o
Nome de Jesus!
“Eu questiono se algum crente pode ter sobre 
 si um peso por almas – uma paixão por almas – 
 e não agonize na oração”.
— Martinho Lutero
Existe algo desesperadamente errado na experiência do povo de
Deus. Não podemos simplesmente continuar a ler as passagens da
Escritura e passar por cima delas. Devemos tirar a máscara e entrar
na experiência de poder, a um novo nível estratégico de oração, no
qual vamos à causa, à raiz, demolimos fortalezas e obtemos as
respostas que precisamos para mudar as nossas cidades e nações.
A Igreja não pode continuar a tratar os problemas de maneira
superficial: aborto, homossexualismo, pornografia, drogas e outros
flagelos que atormentam a nossa sociedade. Precisamos de homens e
mulheres que se levantem com uma unção poderosa de oração, e vão
à raiz para eliminar as fortalezas.
Não queremos ter as coisas surgindo à nossavolta repetidamente.
Queremos vitória total!
Deus quer levar seu povo a um novo nível de intercessão de batalha
espiritual estratégica de tal forma que, quando orarem, as respostas
venham, Seu Nome seja glorificado e Sua vontade cumprida na terra.
Há muitas pessoas orando. Mas existe uma grande diferença entre
pessoas orando simplesmente e pessoas intercedendo e obtendo
resultados.
Você quer entrar em um novo nível de intercessão?
Tudo deve começar com você! Você deve mudar! Você precisa se
tornar tão insatisfeito que se recuse a ficar onde está. Deve entrar em
uma experiência na qual sabe que tem o poder por meio da oração,
que Cristo prometeu.
Jesus disse: “...Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e
escorpiões, e toda a força do inimigo...” (Lucas 10.19). Você não deve
se satisfazer a menos que tenha uma experiência na qual esta
promessa se torne uma realidade na sua vida espiritual.
Quando Jesus comissionou seus discípulos, deu-lhes poder contra
espíritos imundos para expulsá-los e para curar todas as formas de
enfermidades e males (Mateus 1.1). Ele deixou claro o que tinham
que fazer e o poder que Ele lhes estava dando. Disse: “Vocês têm
poder sobre todo o poder do inimigo. Pisarão em serpentes!
Expulsarão demônios! Curarão os doentes!”
Estou muito cansado de pregadores em pé no púlpito dizendo: “Não
tenho nenhum poder para curar os doentes”. Pregadores, se vocês
não têm qualquer poder para curar os doentes, deixem o ministério!
Vocês não têm nada a ver com a pregação!
O mundo está com necessidades epirituais desesperadoras. Nossas
cidades estão presas pelo poder do inimigo. As almas estão morrendo
e indo para o inferno todos os dias! É hora de tirar a máscara!
Devemos obter uma transmissão sobrenatural de um novo nível
estratégico de oração e intercessão de batalha espiritual! Para
cumprir os propósitos de Deus neste tempo do fim, necessitaremos de
oração e jejum — intercessão — em um novo nível. Toda a educação,
todas as organizações, denominações de igreja e estratégias são
insuficientes neste tempo que vivemos.
PAI, SOPRA O TEU ESPÍRITO SOBRE NÓS
NOVAMENTE!
Deus nunca pretendeu que Sua Igreja fosse como é hoje. Ele
levantou um povo — os judeus . Chamou-os e levantou-os com um
propósito divino: usá-los para mostrar ao mundo inteiro que o sol, a
lua, as estrelas, o trovão e a chuva não eram Deus, mas que o Criador
é o Único Deus verdadeiro e vivo!
Dois mil anos atrás, Ele escolheu outro povo! Soprou o Espírito
Santo sobre 120 no cenáculo e deu à luz a Igreja. E a característica
principal da Sua Igreja era o poder!
Veja o Apóstolo Paulo. Ele viveu na Ásia durante dois anos e está
registrado que todos na Ásia – judeus e gregos, todos ouviram o
Evangelho (Atos 19.10).
Algo inusitado teve que ocorrer ou então isto não poderia ter
acontecido.
Paulo não tinha rádio nem televisão para pregar.
Nem tinha Bíblia disponível para distribuição.
Porém, através do ministério de um homem, toda a Ásia no período
de dois anos ouviu o Evangelho!
Paulo foi capaz de fazer isso porque andava na autoridade delegada
que Deus lhe concedera. Deus operou milagres especiais por
intermédio de Paulo. Lenços e aventais, colocados sobre o corpo de
Paulo, eram levados aos doentes e colocados sobre eles. Os espíritos
malignos saíam e todos os tipos de doenças eram curados (Veja Atos
19.11-12).
Compare isto com a experiência da maioria dos pregadores nas
nossas igrejas hoje, que dizem: “Não tenho qualquer poder para
curar os doentes. Não posso curar os doentes”.
Os espíritos malignos reconheciam o poder e a autoridade de Deus
operando por meio de Paulo. Quando os sete filhos de Ceva tentaram
expulsar um demônio usando o Nome de Jesus, o espírito maligno
respondeu: “...Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós,
quem sois?” (Atos 19.15). Eles haviam usado o Nome de Jesus
dizendo: “...Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega” (Atos
19.13). Mas não possuíam poder porque não tiveram uma
experiência, um relacionamento com Cristo e não tinham a
autoridade delegada de Deus.
O homem com o espírito maligno saltou sobre eles e, nus e feridos,
eles fugiram. As notícias do que aconteceu espalharam-se até os
judeus e gregos em Éfeso, e irrompeu o avivamento!
O temor de Deus veio sobre as pessoas. Elas confessavam seus
pecados e muitas delas levavam livros de magia e feitiçaria,
queimando-os numa grande fogueira nas ruas.
A cidade de Éfeso foi sacudida pelo poder de Deus porque Paulo
andava na autoridade delegada que tinha recebido.
Podemos ter milhares de igrejas em nossas cidades, mas nunca as
viraremos de cabeça para baixo a favor do Reino de Deus com o
cristianismo politicamente correto, açucarado, morno, que está sendo
pregado. Será necessária uma mensagem pregada com demonstração
de poder, com sinais, maravilhas e milagres acontecendo em Nome de
Jesus.
O único caminho para vermos cidades e nações inteiras
transformadas e uma grande colheita de almas nas nações é por
alguma coisa sobrenatural ocorrendo na Igreja. Precisamos que Deus
sopre Seu Espírito sobre nós novamente, e levante intercessores que
tenham poder, que saibam o que significa orar e interceder diante de
Deus com autoridade delegada!
EXERCITE A AUTORIDADE DELEGADA NA
ORAÇÃO
Cristo pretende que nós exerçamos, através das nossas orações, o
mesmo poder e a mesma autoridade que Ele demonstrou na Terra!
Uma das primeiras coisas que Jesus fez depois de passar quarenta
dias e quarenta noites no deserto onde estivera jejuando e orando foi
voltar para a Galiléia, onde passou a ensinar nas sinagogas.
Quando saiu do deserto, onde havia confrontado Satanás face a
face, Ele não saiu numa condição enfraquecida. Ele saiu “no poder do
Espírito!”
Quando foi a Cafarnaum, entrou na sinagoga para ensinar. “E
admiravam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com
autoridade” (Lucas 4.32). Um homem com um espírito imundo estava
na sinagoga. O espírito imundo reconheceu Jesus e sabia que Ele
tinha poder delegado sobre ele. O espírito exclamou: “...Ah! Que
temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei
quem és: o Santo de Deus” (Lucas 4.34).
Jesus repreendeu o espírito imundo e expulsou-o do homem. No meio
da sinagoga, o homem foi lançado por terra pelo espírito imundo. As
pessoas olharam para o homem e depois para Jesus com grande
espanto e disseram: “Que palavra é esta, que até aos espíritos
imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?” (Lucas
4.36).
A tradução literal do que eles disseram é: “O que existe na boca
deste homem?” Em essência, estavam dizendo: “Meu Deus! O que
existe na boca deste homem, que quando Ele fala os demônios saem?
O que existe na Sua boca?”
As pessoas viram e ouviram coisas que nunca tinham
testemunhado antes. Tinham visto pessoas com espíritos imundos se
exibindo. Mas nunca tinham visto ninguém encarar os espíritos
imundos, e a pessoa ser liberta instantaneamente.
Identificaram o que havia na boca de Jesus com duas palavras:
autoridade e poder.
A palavra “autoridade” vem da palavra grega “exousia”, e significa
“o direito para exercer”. Olharam para Jesus e foi isto o que eles
disseram: “Que autoridade – exousia – ou direito para exercer este
homem tem na Sua boca? O que Ele está exercendo?”
A palavra “poder” é derivada da palavra grega “dunamis”. O
significado literal de “dunamis” neste versículo é “o poder de Deus
para operar milagres”.
O que deixava as pessoas tão espantadas era isto: “O que existe na
boca deste homem? Onde Ele consegue o direito de exercer o poder de
Deus para operar milagres?”
Autoridade delegada!
Este é o mesmo tipo de poder e autoridade delegada que Cristo deu
à Sua Igreja, que Ele pretende que nós exerçamos ao orarmos. É a
autoridade dada por Deus que nós temos por meio do poder do
Espírito Santo.
Você tem o mesmo poder e autoridade que Jesus demonstrou quando
andou na terra há 2000 anos! Eles são seus, pertencem legalmente a
você. São maiores do que qualquer outro poder e autoridade
conhecidos do homem, e Cristo quer que você os ative por meio das
suasorações.
PEÇAM, FAÇAM UM PEDIDO!
Jesus disse: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras
estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”
(João 15.7). A palavra “pedir” no original grego significa “demandar
aquilo que é devido”. No poder e na autoridade delegada que Ele lhe
deu, você tem que pedir — fazer uma demanda naquilo que é devido.
Por quê? Porque você tem “exousia”. É seu direito! Foi dado a você!
“Dá-me a Escócia ou morrerei”
— John Welch
Repetidamente na Palavra, Jesus nos dirige a ‘Pedir!” “E tudo
quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja
glorificado no Filho” (João 14.13). “Se pedirdes alguma coisa em
meu nome, eu o farei” (João 14.14). “Tudo quanto pedirdes a meu
Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar” (João 16.23). “...pedi e
recebereis, para que a vossa alegria se cumpra” (João 16.24).
Nos Seus momentos finais com seus discípulos, Jesus disse:
E naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade
vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele
vo-lo há de dar. Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e
recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.
— João 16.23-24
Naquele dia, pedireis em meu nome, e 
 não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai, 
 pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes e crestes
que saí de Deus.
— João 16.26-27
Jesus disse: Naquele dia”. Ele estava Se referindo ao tempo em que
o Espírito Santo seria derramado sobre os discípulos, dando-lhes a
delegação de poder e autoridade. Jesus estava voltando ao Pai. Em
poucas horas, Ele iria para a cruz, encararia Satanás e os poderes do
inferno, e os derrotaria. Pelo Seu sangue que seria derramado, o
homem se libertaria para sempre do poder de Satanás. A escravidão
do pecado seria quebrada!
Ao terceiro dia, Ele ressuscitaria dos mortos em grande triunfo. As
obras do diabo seriam destruídas e Ele seria exaltado a uma posição
de poder e autoridade acima de todos as potestades e principados no
céu e no inferno.
A Ele seria dado o Nome que está acima de todo nome!
...Deus o exaltou à mais alta posição 
 e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao
nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra, e debaixo
da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, 
 para a glória de Deus Pai.
— Filipenses 2.9-11 NVI
Em essência, Jesus estava dizendo: “Vocês nunca pediram nada em
Meu Nome, mas agora chegou a hora da sua autoridade delegada. É
hora de exercer ´exousia´ – o direito de usar Meu Nome!”
“Vocês nunca fizeram uma demanda ao Pai de algo que lhes é
devido em Meu Nome. Vou para o Meu Pai e estou enviando o Espírito
Santo. Vocês receberão poder e tudo o que pedirem ao Pai — façam
uma demanda de algo que lhes seja devido — em Meu Nome, eu o
farei!”
“Meu Nome é a coisa mais importante que vocês devem ter para
fazer uma demanda daquilo que lhes é devido. O Pai Me deu um
Nome que está acima de todo nome — um Nome diante do qual todo
joelho se dobrará e toda língua confessará – um Nome pelo qual
Satanás e todos os principados demoníacos foram destruídos. Usem-
no! PEÇAM – FAÇAM UM PEDIDO!
TRÊS FASES PRINCIPAIS DA INTERCESSÃO
Cristo confiou à vida de todos os crentes verdadeiros o mesmo poder
e a mesma autoridade tremendos que residem no Seu Nome. No
capítulo onze levarei você mais profundamente a esta revelação de
pedir e exercer poder e autoridade em Seu Nome. Quando você
intercede e ora no poder e na autoridade do Nome de Jesus, será
capaz de pedir qualquer coisa que desejar e Ele a fará!
Quando olhamos para o papel de Cristo como nosso Grande
Intercessor, percebemos três fases importantes na intercessão:
1. Identificação
2. Auto-sacrifício
3. Poder e autoridade
FASE UM: IDENTIFICAÇÃO
A verdadeira intercessão, antes de mais nada, envolve
identificação. Como nosso Sumo Sacerdote, Intercessor, Cristo Se
identificou conosco tomando sobre Si a forma de carne e sangue. Ele
deixou as glórias do Céu e Sua glória com o Pai e tornou-Se um de
nós, para que fosse um Sumo Sacerdote fiel e misericordioso que
sentisse as nossas enfermidades e estivesse qualificado a interceder a
nosso favor.
Na nossa intercessão, devemos também querer nos identificar com
aqueles pelos quais estamos intercedendo, no ponto de necessidade.
Devemos identificar-nos tanto com eles a ponto de tomarmos os seus
fardos, sentirmos a sua dor e apresentarmos as suas necessidades ao
Pai como se fossem nossas.
Não é suficiente orar “Senhor, salva os perdidos”. Como
intercessores, devemos querer antes de tudo nos identificarmos com
as pessoas que estão perdidas nas nossas comunidades e cidades.
Não existe jeito de podermos orar efetivamente pelos perdidos e
intercedermos a seu favor se estivermos tão distantes deles que não
nos possamos identificar com eles no ponto da sua necessidade.
O que tem acontecido na Igreja hoje é que nos separamos e nos
isolamos dos perdidos. Estamos muito distantes das suas
necessidades e de seu sofrimento. Na maioria das vezes, ficamos
dentro das quatro paredes das nossas igrejas confortáveis. Nossos
corações se endureceram para as necessidades desesperadoras dos
perdidos nas nossas cidades.
Temos de nos identificar com os sem lar, os doentes, os presos pelas
drogas e álcool, as prostitutas e os membros de gangues, até o ponto
de sentirmos as suas enfermidades, a sua dor e tristeza, e nossos
corações serem movidos pela compaixão por eles. Apenas aí seremos
capazes de ficar na brecha diante de Deus e interceder eficazmente a
seu favor e mover a mão de Deus.
Este tipo de identificação se manifestou na vida de Cristo. Como
nosso Sumo Sacerdote-Intercessor, intercedendo por um mundo
perdido, Ele Se assentou onde nós nos assentamos. Tomou a
nossa natureza sobre Si. Aprendeu a obediência pelas coisas que
sofreu (Hebreus 5.8). Foi tentado em todos os pontos como nós. E
Jesus, que não conheceu o pecado, tornou-Se pecado por nós (2
Coríntios 5.21). Pela Sua intercessão por nós, Ele ganhou a Sua
posição de poder supremo e autoridade sobre todas as coisas!
Um intercessor é capaz de suplicar eficazmente porque ele dá sua
vida pelos outros. Ele deixou de lado Seus próprios interesses e, tanto
quanto possível, tomou o lugar deles. Nossa intercessão não é uma
oferta pelo pecado. Há apenas um único substituto para o lugar dos
pecadores, Jesus Cristo.
A intercessão verdadeira identifica tanto o intercessor com aquele
pelo qual está orando que o coloca em um lugar de vitória com Deus.
Na nossa intercessão pelos outros, devemos desejar “nos assentar
onde eles se assentam”. Temos que nos identificar com suas
necessidades e sentir suas enfermidades para conquistarmos uma
posição na oração na qual possamos interceder efetivamente a favor
deles.
FASE DOIS: AUTOSSACRIFÍCIO
Cristo, o Grande Intercessor, fez o sacrifício supremo entregando
Sua vida por nós. Jesus disse: “Ninguém tem maior amor do que
este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15.13).
Na nossa intercessão, temos que chegar à posição na qual queremos
deixar de lado as nossas próprias vidas sacrificialmente a favor
daqueles pelos quais estamos orando. O eu deve ser crucificado!
Temos que querer deixar de lado nossos próprios desejos e nos dar
sacrificialmente pela oração e pelo jejum a favor das necessidades
dos outros.
Jesus disse: “...se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica
ele só; mas, se morrer, dá muito fruto” (João 12.24). Apenas quando
começamos a morrer para os nossos próprios desejos egoístas e nos
damos sacrificialmente pela oração e pelo jejum a favor dos outros é
que o Espírito Santo é liberado para fluir através de nós, a fim de
cumprir Sua obra de intercessão.
Um dos maiores ministérios do Espírito Santo sobre a terra hoje é a
intercessão. É o Espírito Santo que coloca o peso pelos outros nos
nossos corações e nos chama a interceder. Apenas quando lidamos
com o eu é que Ele pode fluir livremente para interceder através de
nós.
Há muitos cristãos hoje que pensam erroneamente que não estão
qualificados ou não sabemcomo interceder. A verdade é que nos
tornamos intercessores porque o Intercessor habita em nós! Quanto
mais morremos para o eu e nos rendemos ao Espírito Santo, mais Ele
é capaz de interceder por meio de nós.
Quando chegamos à posição em que rendemos totalmente, nossa
vontade, nossos desejos e planos, e permitimos que o Espírito Santo
reine livremente em nossa vida, não há absolutamente limites para a
profundidade da intercessão e daquilo que o Espírito Santo pode
realizar na terra por nosso intermédio!
...o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o
que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito
intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que
examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele
que segundo Deus intercede pelos santos.
— Romanos 8.26-27
Durante a intercessão, quando nos rendemos completamente ao
Espírito Santo, Ele orará por meio de nós. Quando começamos a orar
no Espírito, em línguas desconhecidas, o Espírito começa a sentir as
dores de parto e a fazer intercessão “com gemidos inexprimíveis”.
Quando oramos no Espírito, em línguas, também estamos
edificando a nós e a nossa fé (Judas 20). O Espírito Santo é liberado
dentro de nós para nos fortalecer no nosso momento de necessidade.
Quando enfrentamos circunstâncias que parecem avassaladoras ou
impossíveis no plano natural, e começamos a orar no Espírito Santo
em línguas, Ele intercede por nós. Vem ao nosso auxílio e libera Seu
poder dentro de nós para vencermos todos os obstáculos e provas que
enfrentamos.
FASE TRÊS: PODER E AUTORIDADE
Pela intercessão de Cristo, Sua identificação, obediência e total
sujeição à vontade de Deus, disposição em entregar a vida como um
sacrifício e Sua morte na cruz, Ele obteve Sua posição de autoridade
suprema sobre todas as coisas.
Quando o eu começa a morrer e permitimos que o Espírito Santo
tenha controle pleno para orar por meio de nós com gemidos e
suspiros inexprimíveis, então entramos naquela dimensão de poder e
autoridade que é nossa em Nome de Jesus. Ganhamos uma posição
espiritual poderosa pela intercessão, na qual somos capazes de
declarar a palavra de libertação. Somos “revestidos” de autoridade
pelo Espírito Santo e é desta posição de força que as “obras maiores”
que Jesus mencionou são feitas em Seu Nome! Esta é a verdadeira
intercessão. Isto é o que significa entrar na arena espiritual da
intercessão para ganhar a batalha primeiramente na oração.
Houve muitas ocasiões nas linhas de frente da batalha nas nações
do mundo, em que orei no Espírito, lutei e senti dores de parto a favor
das necessidades daquela nação durante horas e horas e dias de uma
vez, até experimentarmos uma liberação completa do poder e da
unção de Deus. A batalha foi primeiramente ganha por esta
intercessão antes de vermos a grande vitória de milhares aceitando a
Cristo e uma liberação do Seu poder de cura e milagres.
Esta posição de poder e autoridade não é algo que possamos obter
pela nossa própria força. É uma posição de intercessão a que o
Espírito Santo nos fará entrar à medida que nos rendermos a Ele. O
Intercessor, que habita em nós, cumprirá Sua obra de intercessão
sobre a terra hoje por meio de nós quando apresentarmos nossos
corpos como um sacrifício vivo.
Esta nova dimensão de poder e autoridade pela intercessão nos
capacita a comparecer diante de Deus em favor das nossas
necessidades; em favor das nossas famílias e dos amados não salvos;
em favor dos perdidos e das necessidades desesperadoras das nossas
cidades, e nos apossarmos com ousadia de tudo o que Deus
providenciou pela Sua aliança conosco.
VOCÊ TEM UM CHAMADO SANTO!
O papel do intercessor é um chamado elevado e santo. Assim como
Jesus fez intercessão pelo mundo através da Sua vida e morte, e nos
reconciliou com Deus, a Sua Igreja (você e eu) fomos chamados a
interceder e reconciliar os homens com Deus.
Pelo Seu Espírito, você tem sido feito sacerdote, sacerdócio real.
O apóstolo Paulo disse: “Mas vós sois a geração eleita, o
sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que
anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a
sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9).
Deus quer que você se torne um intercessor. Não apenas por meio da
oração de intercessão, mas também pela sua vida, pelas suas ações
assim como pelas suas palavras.
Quando você interceder, lembre-se destas fases vitais da
intercessão:
1. IDENTIFICAÇÃO
2. AUTO-SACRIFÍCIO
3. PODER E AUTORIDADE
O tipo de intercessão para o qual Deus está nos chamando envolve
ficarmos com o rosto em terra diante dEle em oração, lamento, choro
e dores de parto no Espírito. Envolve consagração e a nossa
determinação de nos separarmos para jejuar e orar, esperando diante
dEle e não saindo até que a obra tenha sido feita. Requer de nós a
disposição de ficar na brecha a favor dos outros, assim como de
nações inteiras.
Deus quer usar você nesta hora do tempo final para cumprir a Sua
vontade.
Quando nos reunirmos nesta nova e poderosa dimensão de oração,
veremos respostas maiores do que nunca! Nossas orações de
intercessão impactarão nações inteiras!
INTERCEDA COM AUTORIDADE EM CRISTO
O único jeito de vermos uma liberação sobrenatural do poder de
Deus que impactará as nações é o povo de Deus se levantar em uma
nova unção de oração, que transformará o curso de um mundo
pecador.
Quero compartilhar com você uma história verídica sobre Martinho
Lutero, o grande Reformador. Em 1540, ele tinha um associado de
nome Frederick Marconis. Frederick era o guerreiro de oração de
Lutero, que orava e intercedia a seu favor.
Frederick estava a ponto de morrer. Quando Martinho Lutero soube
que ele estava morrendo, escreveu-lhe uma carta. Disse: “Frederick,
eu ordeno em Nome de Jesus — que você viva! Você não vai morrer
porque preciso de você para reformar a Igreja. O Senhor não vai me
deixar ouvir que você está morto, mas o Senhor permitirá que você
reina mais do que eu. Para isto estou orando. Esta é a minha
vontade, e que a minha vontade seja feita, porque falo apenas para
glorificar o Nome de Deus”.
A morte ouviu a “exousia” e teve que retroceder. Frederick foi
curado. Morreu seis anos mais tarde, em 1546, dois meses após
Martinho Lutero.
Cristo deu a você poder e autoridade para cumprir a Sua vontade
nas nações do mundo. Ele chamou, ungiu e comissionou você para
curar os doentes, expulsar demônios e proclamar o Evangelho às
nações, em uma demonstração do Seu poder.
Ele está esperando agora que você PEÇA — faça uma demanda
daquilo que Ele já providenciou.
“Temos autoridade para tomar do inimigo 
 tudo o que ele está retendo. O caminho principal para se tomar é
pela oração, e por qualquer ação 
 a que a oração nos leve. O clamor que deve estar ressoando hoje
é o grande clamor: ‘Aja para 
 tomar, no grande Nome de Jesus!’”
— A. J. Gordon
Chegou a hora em que devemos orar e interceder a partir da nossa
posição de domínio, autoridade e força, com Cristo nas regiões
celestiais, a favor das nações agora fechadas para o Evangelho, por
grupos de pessoas não alcançadas, e por uma colheita de almas nas
nossas cidades e nações.
Agora, deixe-me lhe fazer algumas perguntas:
Você está assumindo a sua posição de poder e autoridade por meio
da oração?
Está exercendo na oração o domínio sobre os principados malignos
e as potestades das trevas na sua cidade?
Quanto tempo faz que você tem visto a condição dos perdidos da
sua cidade?
Para ser capaz de interceder como Cristo ensinou, você deve ter uma
paixão ardente, consumidora, pelos perdidos. Isto não é algo que
pode ser aprendido. Nem ensinado nem comprado. O Espírito Santo
lhe transmite. Você precisa do Espírito Santo para passar a você a
batida do coração de Deus pelos perdidos.
Em 2 Pedro 3.9, lemos que Deus é paciente para conosco (os
crentes), não querendo que nenhuma alma se perca, mas que todos
cheguem ao arrependimento.
Um dos principais ministérios do Espírito Santo sobre a terra hoje é
a intercessão. É o Espírito Santo que coloca um peso pelos outros
sobre os nossos coraçõese nos chama a interceder. Apenas quando
estamos mortos para o eu é que Ele pode fluir livremente — para
interceder através de nós.
Andrew Murray escreveu em relação ao papel vital da intercessão:
“Nós temos uma noção muito vaga quanto ao lugar que a
intercessão, distinta da oração por nós mesmos, deve ter na Igreja e
na vida cristã. Na intercessão, nosso Rei no trono encontra a Sua
glória mais elevada. Nela, nós também encontraremos a nossa glória
mais elevada. Por meio dela, Ele continua Sua obra salvadora e nada
pode fazer sem ela. Por meio dela, apenas, é que podemos fazer a
nossa obra, e sem ela nada se aproveita!”
ACEITE O MANDATO DE ORAÇÃO DE CRISTO
Cristo deu à Sua Igreja um mandato de oração. Ele deu-nos o
privilégio e a responsabilidade tremenda de nos unirmos a Ele na
intercessão e de cumprir a Sua vontade nas nações por intermédio
das nossas orações. Ele também nos deu o poder e a autoridade
delegada, por meio do Espírito Santo, para destruir as fortalezas de
Satanás, curar os doentes, expulsar demônios e fazer obras maiores
que as que Ele fez, em Seu Nome!
Cristo escolheu e ordenou você para andar no seu poder e
autoridade. Jesus disse: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos
escolhi a vós...” (João 15:16). Você não precisa de documentos de
ordenação de uma igreja ou denominação. Cristo ordenou você! E Ele
pretende que você produza continuamente fruto espiritual. Ele disse:
“para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de
que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda”
(João 15:16).
Quando o eu começa a morrer e permitimos que o Espírito Santo
tenha controle completo para orar por meio de nós com gemidos e
súplicas do Espírito, então entramos naquela dimensão de poder e
autoridade que é nossa no Nome de Jesus. Ganhamos uma posição
espiritual poderosa pela intercessão, onde somos capazes de declarar
a palavra de libertação. Somos “revestidos” de autoridade pelo
Espírito Santo,e desta posição de força as “obras maiores” que Jesus
falou são feitas em Seu Nome!
Esta é a intercessão verdadeira.
Isto é o que significa entrar na arena espiritual da intercessão para
ganhar a batalha primeiramente na oração.
Tem havido muitas frentes de batalha nas nações do mundo.
Quando orei no Espírito, batalhei e tive dores de parto a favor das
necessidades de uma determinada nação durante horas e horas e
dias de uma vez, experimentamos uma liberação plena do poder e da
unção de Deus. A batalha foi primeiramente ganha por esta
intercessão, antes de vermos a grande vitória de muitos milhares
aceitando a Cristo, e uma liberação do Seu poder operador de
milagres.
Esta posição de poder e autoridade delegada não é algo que você
possa obter pela sua própria força. É uma posição de intercessão em
que o Espírito Santo leva você quando você se submete totalmente a
Ele.
O Intercessor, que vive em nós, realizará a Sua obra de intercessão
sobre a terra hoje por meio de você quando você apresentar seu corpo
como um sacrifício vivo.
Por intermédio da oração, podemos mover a mão de Deus, romper
com todas as limitações naturais e nos apossar do Seu poder sem
limites. No capítulo cinco, seus olhos espirituais serão abertos para
as possibilidades ilimitadas da oração. Você será desafiado a
ultrapassar suas limitações – a crer em Deus para o impossível!
“Na terra como no céu, a intercessão é o único canal de bênção
escolhido por Deus”.
— Andrew Murray
Eu convido você a ficar a sós com o Senhor. Peça-Lhe para abrir
seus olhos para ver a sua posição em união com Ele na intercessão
diante do Trono! Aceite o mandato de oração de Cristo e levante-se
em um novo nível de intercessão, quando você orar com a autoridade
delegada para ver as pessoas da sua cidade salvas, curadas e
libertas das mãos de Satanás. Renda-se totalmente ao Espírito Santo
e permita que Ele ore através de você em uma dimensão que você
nunca experimentou.
Senhor, ensina-nos a orar!
Pai, obrigado pelo privilégio e pela responsabilidade tremenda
que Tu nos deste para virmos diante do Teu Trono interceder a
favor das almas perdidas das nossas cidades e nações. Dá-nos o
bater do Teu coração pelas almas! Abre os nossos olhos para
vermos os perdidos através dos Teus olhos de compaixão. Leva-
nos a um novo nível de intercessão estratégica no qual o Espírito
Santo esteja orando por meio de nós, em trabalho de parto,
intercedendo a fim de que as almas sejam ganhas para o Teu
Reino. Unge-nos, pelo Teu Espírito, para orarmos com a
autoridade delegada que Tu nos deste. Remove todas as
limitações e obstáculos que nos impedem de cumprir o nosso
chamado santo de intercessão diante do Teu Trono. Senhor Jesus,
aceitamos o Teu mandato de oração e o chamado para fazermos
orações procedentes do Teu Trono, no poder e na autoridade do
Teu Nome, para curar os doentes, expulsar demônios e ministrar
às necessidades desesperadoras à nossa volta, com sinais,
maravilhas e milagres que se seguem.
5. A Oração Que Toma Posse do
Impossível
A oração é sem dúvida a força mais poderosa da terra.
É ilimitada e insuperável no seu escopo e poder.
A oração não conhece barreiras e não se limita pelo tempo ou pelo
espaço.
R. A. Torrey de modo muito eloquente e poderoso disse, concernente
ao poder da oração: “A oração pode fazer tudo o que Deus pode fazer.
Tudo que Deus é e tudo o que Deus tem está à disposição da oração”.
Pela oração, somos transportados para as regiões celestiais onde
ficamos diante do Deus Todo-Poderoso na Sua gloriosa majestade,
assentado no Seu Trono.
Somos capazes pela oração de adentrarmos no poder ilimitado de
Deus e tomarmos posse do impossível.
Os recursos vastos e insondáveis do Céu estão à nossa disposição
pela oração!
“Pelas Suas promessas, Deus coloca em nossas 
 mãos todas as coisas que Ele possui. A oração 
 e a fé nos colocam na posse desta herança 
 sem limites”.
— E. M. Bounds
Deus nos entregou “...grandíssimas e preciosas promessas, para
que por elas fiqueis participantes da natureza divina...” (2 Pedro 1.4).
Há aproximadamente 37.000 promessas na Palavra de Deus! Desde
Gênesis até o Apocalipse, Deus nos entregou as Suas promessas, que
fazem provisão a fim de que sejam supridas todas as necessidades
em todas as áreas da nossa vida.
Pelas Suas promessas, Ele colocou em nossas mãos tudo o Ele
possui. A oração e a fé nos capacitam a tomar posse daquelas
promessas e a nos apropriarmos delas em nossa vida. Podemos ter
tudo o que Deus tem!
A oração pode transcender as leis da natureza, invadir a dimensão
dos mortos e restaurar a vida.
A oração pode dar acesso instantâneo a tudo: dentro de casa,
hospital, escritório, corte de justiça, cela de prisão e ou qualquer
outra localização desejada.
Nunca me esquecerei de quando minha querida esposa Teresa esteve
a ponto de morrer. Ela havia estado várias vezes à porta da morte,
mas Deus a curou. Um dia, numa Conferência de associados do
ministério, um homem apareceu e disse: “Irmã Teresa, está tudo
bem?” Teresa respondeu: “Sim, agora está”. Ele disse: “Bem, em tal e
tal dia Deus me despertou e durante três dias eu orei e intercedi por
você”. Aqueles foram os três dias em que Teresa tinha passado entre
a vida e a morte.
Pela oração, podemos conseguir a entrada para nações do mundo
consideradas “fechadas” para o Evangelho. Nada pode deter ou
impedir a entrada em áreas controladas pelos comunistas, como a
Coréia do Norte, o Vietnã ou as aldeias remotas escondidas nas
florestas da África ou da América do Sul. Deus nos entregou uma
arma secreta chamada oração, que nos dá acesso a qualquer lugar do
mundo!
Suas orações podem ser usadas por Deus para impactar cidades e
nações, levar salvação, cura e libertação a pessoas na Índia, África,
China, Indonésia, Arábia Saudita ou qualquer outro país.
Pela oração, os anjos podem ser trazidos à terra para proteger você
e sua família.
Suas orações podem entrar em um centro cirúrgico de um hospital e
ajudar a guiar as mãos do cirurgião, e liberar um fluxo do poder de
cura de Deus para um ente amado.
A história seguintesobre um ministro que estava em condição
crítica em um Hospital de São Francisco é verídica. Durante vários
dias ele esteve entre a vida e a morte, sentindo dores terríveis na
perna. Os ministros da sua denominação estavam em uma
conferência e foram convocados a orar por ele. No meio da reunião,
eles se ajoelharam como grupo e começaram a orar por ele com fervor.
Naquele exato momento, a dor deixou seu corpo.
Um dia ou dois mais tarde, ele perdeu a consciência e teve uma
visão do céu. Quando ele conversava com Jesus nessa visão, viu dois
ministros em pé, um de cada lado dele. Eram dois de seus melhores
amigos, que estavam em Los Angeles intercedendo por ele naquele
exato momento. Embora estivessem em Los Angeles, fisicamente
separados por muitos quilômetros, estavam ao lado dele através da
oração.
NADA, ABSOLUTAMENTE NADA É IMPOSSÍVEL
ATRAVÉS DA ORAÇÃO
Você pode viver numa dimensão de oração poderosa e penetrante,
onde nada lhe é impossível. Pode ser difícil de entender, mas é
verdade. Esta não é uma declaração vazia ou um jargão espiritual
para fazer alguém se sentir bem. É promessa de Deus e está baseada
na Sua Palavra.
Jesus disse: “...se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a
este monte: Passa daqui para acolá – e há de passar; e nada vos
será impossível” (Mateus 17.20).
Jesus mais tarde enfatizou este poder de fazer o impossível quando
Ele amaldiçoou a figueira e a secou de acordo com a Sua Palavra.
...se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis 
 o que foi feito à figueira, mas até, se disserdes 
 a este monte ‘Ergue-te e precipita-te no mar’, assim acontecerá.
E tudo o que pedirdes 
 na oração, crendo, recebereis.
— Mateus 21.21-22 NAS
Jesus disse que se tivermos fé e não duvidarmos, “tudo o que
pedirdes na oração, crendo, recebereis”. Quando Ele disse “tudo”,
Ele não quis dizer uma ou duas coisas. Ele não quis dizer 50% das
coisas que nós pedimos. Ele quis dizer aquilo que Ele disse. Tudo
significa 100%!
Seis vezes nas Suas horas finais com os discípulos, Cristo enfatizou
a extensão ilimitada da oração usando palavras completamente
inclusivas: “tudo”, “qualquer coisa”, “tudo o que”, “todas as coisas
que”.
Estas promessas são muito grandes e as possibilidades da oração
muito vastas. Contudo, hoje os cristãos na maioria não têm sido
capazes de se apossarem delas e estão vivendo distantes do que Deus
proveu para eles. A Igreja, como um todo, parece quase inconsciente
do poder que Deus colocou nas suas mãos.
As possibilidades ilimitadas da oração estão ligadas ao poder
infinito e onipotente de Deus. Não existe nada difícil demais para Ele.
Ele disse: “Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda a carne. Acaso,
seria qualquer coisa difícil demais para mim?” (Jeremias 32.27).
Cristo prometeu: “Porque aquele que pede recebe; e o que busca
encontra; e, ao que bate, se abre” (Mateus 7.8). Deus Se
comprometeu conosco através de Sua Palavra e Ele não reterá nada
da fé e da oração. Como nosso Pai, Ele sente o maior prazer em
responder e suprir as nossas necessidades. Jesus disse: “...quanto
mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe
pedirem?” (Mateus 7.11).
“Não leve diante de Deus petições pequenas 
 e desejos limitados dizendo ‘Senhor, faz de acordo com estes’.
Peça coisas grandes, pois você está diante de um trono grande”.
— Charles Spurgeon
Deus escolheu colocar a Si mesmo e tudo o que Ele tem à nossa
disposição e nos orienta a PEDIR. Ele disse: “...Perguntai-se as
coisas futuras; demandai-me acerca de meus filhos e acerca da
obra das minhas mãos” (Isaías 45.11).
Deus é soberano, ilimitado e Todo-Poderoso! Ele tem um plano
maior e está operando sobre a terra para cumprir aquele plano. Ele
está no controle. Não está assentado nos céus com as mãos fechadas.
Está operando soberanamente na vida de homens e nações e ordenou
a oração como um meio pelo qual Ele operará através do Seu povo
para realizar a Sua vontade na terra. Nossa falta de oração nos faz
perder as Suas bênçãos, a intervenção divina e a provisão que Ele
teria dado se tivéssemos orado.
Ele tornou dependente das nossas orações a Sua intervenção divina
nas circunstâncias da nossa vida no suprimento das necessidades
desesperadoras das nossas cidades e nações.
Em essência, Deus está dizendo ao Seu povo: “Chamei e ordenei
vocês para que realizem a Minha obra na terra. Fiz provisão plena
para tudo que vocês precisam e desejam. Sou o Criador, o Altíssimo e
o Santo, o grande EU SOU. Tudo o que vocês precisarem para cumprir
o Meu plano e propósitos, peçam-Me e eu farei. Tudo que vocês
necessitarem que seja realizado, toda a provisão que precisarem,
ordenem. Sou o Criador do Céu e da Terra, e de tudo que neles há;
peçam amplamente. Não sejam preguiçosos, negligentes ou limitados
no seu pedido, e eu não serei limitado no Meu dar”.
A CHAVE MESTRA PARA A ORAÇÃO
A chave mestra para a oração é desenvolvermos um relacionamento
forte com Cristo pela oração. Para obter poder com Deus na oração,
você deve viver em contínuo relacionamento com Cristo. O poder na
oração não é resultado de esforços humanos, mas do Espírito do Deus
vivo! Não importa se você ora em voz alta ou por quanto tempo. Não
importa se você está de joelhos, em pé, sentado ou prostrado com o
rosto em terra diante de Deus. Nem mesmo interessam as palavras ou
a terminologia que você usa quando ora.
O sussurro menor de uma oração falada em fé moverá Deus a seu
favor.
Há muitos cristãos que crêem que devem passar por algum tipo de
“repetição espiritual” de uma fórmula estabelecida de oração para
Deus liberar o Seu poder em resposta às suas orações.
Conforme declarei muitas vezes antes: “O poder não se desloca por
meio de palavras, ele se desloca por meio de relacionamentos!”
O poder e a eficácia das suas orações dependem de um
relacionamento pessoal íntimo com Deus. Sem um forte
relacionamento edificado em comunhão com Ele, suas orações não
são mais do que meras palavras. Jesus disse: “Se vós estiverdes em
mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que
quiserdes, e vos será feito” (João 15.7).
Quando você desenvolve um relacionamento forte com Deus, no qual
você está vivendo em comunicação e comunhão com Ele, suas orações
se tornam poderosas através de Deus para a “destruição das
fortalezas”.
“Pessoas grandes na terra são as pessoas que oram. Não quero
dizer aquelas que falam sobre a oração, nem aquelas que dizem
que creem na oração, nem mesmo aquelas que podem explicar
sobre a oração, mas quero dizer aquelas pessoas 
 que separam tempo para orar”.
— S. D. Gordon
O apóstolo Paulo disse aos coríntios:
Pois, embora vivamos como homens, 
 não lutamos segundo os padrões humanos. 
 As armas com as quais lutamos não 
 são humanas; ao contrário, são poderosas 
 em Deus para destruir fortalezas.
— 2 Coríntios 10.3-4 NVI
A oração é uma arma espiritual poderosa que Deus entregou a você
para demolir as fortalezas de satanás. Mas como ela é ativada?
Elias foi um poderoso homem de oração. Ele orou e o fogo veio de
Deus e caiu do céu!
Ele orou e os mortos ressuscitaram!
Ele orou e os céus foram fechados por 3 anos e meio!
Ele orou novamente e os céus foram abertos!
Por um momento, vejamos as orações que Elias fez, que resultaram
em uma demonstração do poder sobrenatural de Deus.
Quando o filho da viúva de Sarepta morreu, ela levou-o a Elias.
Essa mulher tinha visto o poder miraculoso de Deus liberado. A botija
de azeite e a refeição escassa foram multiplicados sobrenaturalmente
para suprir as suas necessidades. Mas quando seu filho morreu, ela
foi dominada pela dor e levou-o até Elias.
Imagine aquela cena traumática! Sem dúvida a mulher estava
totalmente perturbada, vencida pela emoção, chorando e gemendo.
Elias tomou o menino nos braços e carregou-o até o quarto da casa
da viúva onde ele estava. Colocou o menino na sua cama. Então
começou a clamar a Deus. “...Ó Senhor, meu Deus, também a esta
viúva, com quem eu moro, afligiste, matando-lhe seu filho?” (1 Reis
17.20).
No princípio, Elias não entendeu por que Deus tinhapermitido que
o garoto morresse. Esta oração não foi uma expressão da dúvida de
Elias. Foi simplesmente seu clamor honesto sentido no coração.
Elias conhecia intimamente a Deus. Ele sabia do poder ilimitado de
Deus. Como ato de fé, Elias se estendeu sobre a criança três vezes e
clamou: “...Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que torne a alma deste
menino a entrar nele” (1 Reis 17.21).
Elias não fez uma oração longa, espichada. Sua oração foi simples
e direta. Foi uma oração de fé baseada no seu conhecimento pessoal
do Deus Todo-Poderoso.
Deus respondeu ao brado do coração de Elias e devolveu a vida à
criança.
“O Senhor ouviu a voz de Elias, e a alma do menino tornou a
entrar nele, e reviveu” (1 Reis 17.22).
Veja a oração que Elias fez quando Deus mandou fogo do céu para
consumir o sacrifício no altar. Sua oração não teve o objetivo de
chamar a atenção para si ou, de alguma forma, provar que ele era
um homem de poder. Ele desafiou os profetas de Baal e os filhos de
Israel que tinham caído na idolatria e estavam adorando a Baal. Os
profetas de Baal e todo o povo concordaram com ele de que o Deus
que respondesse com fogo era o único Deus, o Deus verdadeiro e vivo.
O poder liberado pela oração de Elias foi resultado de seu
relacionamento com Deus. Ele conhecia o poder de Deus. Conhecia o
Deus que o havia ungido como profeta, e sabia que Deus responderia.
Quando chegou a hora de oferecer o sacrifício da noite, Elias ficou
em pé diante do altar e começou a orar:
...Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque 
 e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu
sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas
coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo
conheça que tu, Senhor, és Deus e que tu fizeste 
 tornar o seu coração para trás.
— 1 Reis 18.36-37
Deus ouviu a oração de Elias e respondeu mandando fogo do céu.
Suas orações romperam todas as limitações naturais!
Então, caiu fogo do Senhor, 
 e consumiu o holocausto, e a lenha, 
 e as pedras, e o pó, e ainda lambeu 
 a água que estava no rego.
— 1 Reis 18.38
Quando Deus dirigiu Elias a declarar uma fome de 3 anos e meio,
Elias disse simplesmente: “...Vive o Senhor, Deus de Israel, perante
cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá,
senão segundo a minha palavra” (1 Reis 17.1).
De acordo com a palavra que Elias falou na direção de Deus, os céus
se fecharam. A oração de Elias transcendeu as leis da natureza! Não
choveu e não houve orvalho e a escassez durou 3 anos e meio. Mais
tarde, quando ele orou para os céus se abrirem, orou novamente de
acordo com o que Deus o havia orientado a fazer.
“...a palavra do Senhor veio a Elias no terceiro ano, dizendo: Vai e
mostra-te a Acabe, porque darei chuva sobre a terra” (1 Reis 18.1).
Elias agiu com fé sobre a palavra que o Senhor lhe falara e foi até
Acabe. Disse a Acabe: “Sobe, come e bebe, porque ruído há de uma
abundante chuva” (1 Reis 18.41). Elias não teve medo de se
aproximar de Acabe. Ele sabia que a palavra que o Senhor lhe dissera
haveria de se cumprir.
Então Elias subiu ao Monte Carmelo onde orou, “...e se inclinou por
terra, e meteu o seu roto entre os seus joelhos” (1 Reis 18.42).
Ele disse ao servo para ir ver na direção do mar se havia algum
sinal de chuva. O moço foi, olhou e não havia sinal de chuva. Ele
voltou e disse a Elias: “Não há nada”.
Elias enviou seu servo uma segunda vez. Novamente, ele voltou
com o mesmo relatório: “Não há nada”. Elias não parou, ele
perseverou na oração. Enviou seu servo outra vez, a terceira, quarta,
quinta, sexta e sétima. Na sétima vez, o servo voltou para Elias e
disse: “...Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem”
(1 Reis 18.44).
Os céus se abriram após 3 anos e meio de seca e caiu uma grande
chuva em resposta à oração de Elias.
ELIAS NÃO SEGUIU UMA FÓRMULA PARA A
ORAÇÃO
A chave para a liberação do poder de Deus por meio da oração de
Elias não foi uma “fórmula” que Elias seguiu. Não foi por causa das
palavras que ele falou. Foi por causa do relacionamento de Elias com
Deus.
Elias não era um super-homem. Era um homem com uma natureza
sujeita aos mesmos sentimentos, e desejos que você e eu. Em seguida
à sua grande vitória sobre os profetas de Baal, quando Deus mandou
fogo do céu em resposta à sua oração, Elias temeu, ficou desanimado
e pediu a Deus que o deixasse morrer.
Elias era um ser humano com uma natureza tal como a que nós
temos [com sentimentos, paixões e constituição semelhantes aos
nossos] e, ele orou para que não chovesse, e não caiu chuva na
terra por três anos e seis meses. E [depois] orou outra vez, e os
céus deram chuva, e a terra produziu o seu fruto [conforme
costumava].
— Tiago 5.17-18 AMP
Elias orou, com fé, de acordo com o que Deus o dirigiu a fazer. Ele
sabia que Deus faria exatamente o que disse. Não havia dúvida nem
vacilação.
“Somente a oração divina pode 
 operar as promessas divinas ou realizar 
 os propósitos divinos”.
— E.M. Bounds
Deus planejou que você tivesse o mesmo poder através da oração!
Tiago disse: “A oração da fé salvará o doente...”(Tiago 5.15). Ele
disse: “A oração fervorosa (do coração, contínua) de um justo faz
com que um poder tremendo esteja disponível (dinâmico no seu
operar]” (Tiago 5.16 AMP).
Há muitos cristãos que oram, mas estão apenas falando palavras
vazias. Não desenvolveram um relacionamento íntimo com Deus, no
qual O conheçam verdadeiramente e saibam que Ele ouvirá e fará
tudo o que prometeu na Sua Palavra. Sem um relacionamento íntimo
não existe poder real.
SEU RELACIONAMENTO COM CRISTO É O
FUNDAMENTO DO SEU PODER NA ORAÇÃO
Para se tornar um guerreiro espiritual do tempo do fim, você deve
também entrar em uma posição em que conheça Cristo, na qual você
seja um com Ele, onde seja capaz de “ver” e “ouvir” no Espírito o que
Ele quer que você faça e diga.
Um dos propósitos de Deus para a sua vida é que você cresça e se
desenvolva até chegar ao [conhecimento pleno e acurado] do Filho
de Deus...” (Efésios 4.13 AMP).
Existe um único caminho para você ser capaz de fazer isto: é o
caminho da oração!
O único caminho para você ser capaz de conhecer Cristo em toda a
sua plenitude é passar um tempo a sós com Ele em oração.
O único caminho para você ser capaz de conhecer a Sua vontade
para a sua vida é através da oração.
O único caminho para você ser capaz de penetrar na dimensão do
Espírito, onde seja capaz de “ver e “ouvir” o que Ele quer que você
faça e diga é através da oração.
“A oração é a chave que abre todos os depósitos da graça e do
poder infinito de Deus” .
— R. A. Torrey
Assim como foi necessário Jesus, na forma humana, usar a oração
como um meio de Se comunicar com Deus e de conhecer a Sua
vontade, é necessário que você use a oração como um meio de entrar
no “conhecimento pleno e acurado” de Jesus.
Existe uma decisão e um compromisso que você deve assumir. Seu
conhecimento de Cristo, seu relacionamento e sua união com Ele
através da oração são a fonte (o fundamento) da sua força. Se você
não estiver disposto a disciplinar sua vida, como Jesus fez, para
incluir tempos constantes de oração a sós com Ele, onde você permite
que Ele lhe revele a Si e a Sua vontade, você não será capaz de
sobreviver.
Se você não estiver disposto a assumir este compromisso, se não
quiser disciplinar sua vida, você pode também desistir. Já está
derrotado até mesmo antes de começar! Se você não tiver uma
decisão forte de conhecer Cristo através da oração, não será capaz de
usar as outras armas espirituais que Deus lhe entregou.
Separe um momento agora para pensar sobre o tempo que você está
passando cada dia em oração. Tempo em que você está conhecendo
Cristo mais plenamente, deixando que Ele lhe revele a Sua vontade.
Não estou falando do tipo de oração em que você passa cinco ou dez
minutos pedindo alguma coisa para Deus ou pelos seus amados.
Estou falando do tipo de oração em que você fica esperando diante
dEle na Sua Presença e buscando ardentemente conhecê-Lo, com fome
de que Ele Se revele a você.
Pergunte-se: “Quantotempo estou passando em oração, entrando
em um conhecimento pleno e íntimo de Jesus?” Você está passando
uma hora. Trinta minutos, quinze, dez ou até cinco minutos por dia?
Qualquer que seja o compromisso neste momento, aumente seu
momento com Deus. Entendo que as exigências do seu tempo são
grandes. Você tem uma família para cuidar, um emprego,
compromissos que lotam quase todas as horas em que está acordado.
Mas você não pode deixar que estas coisas se avolumem e tirem o seu
tempo a sós com Cristo.
Quando você fizer isso, será fortalecido. Estará preparado para
enfrentar todos os ataques do inimigo, assim como Jesus fez. Quando
Cristo começar a lhe revelar a Si e a Sua vontade nestes momentos de
oração, você entrará em um conhecimento maior de quem Ele é e de
quem você é como filho do Deus vivo. Jesus disse: “...o que o Pai faz o
Filho também faz” (João 5.19 NVI). Quando Cristo Se manifestar a
você na oração e lhe revelar tudo o que Ele é, você será capaz de fazer
as mesmas obras!
DEUS USARÁ VOCÊ PARA MOLDAR O FUTURO
ATRAVÉS DAS SUAS ORAÇÕES
Deus estabeleceu um princípio universal concernente ao fato de que
Suas ações são dependentes das nossas orações. Vemos isto ilustrado
na dedicação do Templo. Depois que Salomão orou, Deus lhe apareceu
e disse:
Ouvi tua oração e escolhi para mim este lugar para casa de
sacrifício. Se eu cerrar os céus, e não houver chuva, ou se
ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a
peste entre o meu povo; e se o meu povo, que se chama pelo 
 meu nome, se humilhar, e orar, e buscar 
 a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu
ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua
terra. Agora, estarão abertos os meus olhos e atentos os meus
ouvidos à oração deste lugar.
— 2 Crônicas 7.12-15
Nós frequentemente citamos o versículo 14 acima em relação à
oração crendo em Deus para trazer o avivamento e um derramar do
Seu Espírito sobre nossas cidades e nações. Mas existe um outro
princípio poderoso que Deus quer que compreendamos.
Deus disse a Salomão que, quando visse a terra atormentada pela
seca, gafanhotos ou outras pestes entre o povo, Ele sararia a terra por
meio das orações e do arrependimento do seu povo. Abriria os céus e
derramaria chuva fresca novamente. Ele expulsaria os gafanhotos
que devastavam as plantações e suas colheitas floresceriam outra
vez. Ele eliminaria toda peste no meio do povo e este andaria na
plenitude das Suas bênçãos.
Deus disse que as orações deles subiriam até o seu Trono e Ele
ouviria seus clamores e responderia. Suas orações trariam a Sua
intervenção divina sobre a terra em todas as circunstâncias.
Deus está levantando um povo hoje que entende este princípio
universal poderoso que Ele colocou em ação, fazendo da oração a
força mais poderosa da terra.
Ele colocou tudo à nossa disposição. Ele disponibilizou toda bênção
imaginável para as nossas vidas pessoais, famílias, cidades e nações
e está esperando para liberar.
“O poder da Igreja para realmente abençoar reside na
intercessão: em pedir e receber dons celestiais para levar ao
homem”
— Andrew Murray
Ele permanece pronto para intervir nas crises que atormentam o
nosso mundo. Ele deseja reverter a maldição da fome, peste,
enfermidade e doenças que vieram à terra pelo pecado e pela
desobediência do homem. Mas Ele está esperando as orações do Seu
povo para agir.
Ele está procurando uma geração de homens e de mulheres –
intercessores – que intercedam, chorem, gemam e tenham dores de
parto, cujas orações movam a Sua mão para intervir na terra e
liberar a Sua provisão plena.
Deus pretende que você molde o futuro por meio das suas orações! O
destino das pessoas e das nações está nas mãos dos intercessores.
Deus disse: “E busquei dentre eles um homem que estivesse
tapando o muro e estivesse na brecha perante mim por esta terra,
para que eu não a destruísse...” (Ezequiel 22.30).
Deus está mais do que pronto para derramar a plenitude do Seu
poder e bênção. Ele está nos dizendo hoje: “Perguntai-me as coisas
futuras; demandai-me acerca dos meus filhos e acerca da obra das
minhas mãos!” (Isaías 45.11).
A história seguinte é uma história verídica de uma mulher que creu
em Deus e tomou posse do impossível. Seu marido estava num
hospital em Filadélfia em uma condição bastante crítica. Ele pesava
menos de quarenta e cinco quilos.
Seu médico disse à esposa que ele estava morto. Mas ela disse:
“Não, ele não está morto. Ele não pode estar morto. Orei por ele
durante vinte e sete anos e Deus me prometeu que ele seria salvo.
Você acha que Deus o deixaria morrer sem que ele estivesse salvo,
depois que eu orei vinte e sete anos e Deus prometeu?”
“Bem”, respondeu o médico. “Não sei nada disso, mas sei que ele
morreu”. Com isso eles puxaram uma tela em volta da cama, que no
hospital separa os vivos dos mortos.
Outros sete médicos foram trazidos para examinar seu marido e
todos confirmaram que ele estava morto. A mulher continuou
ajoelhada ao lado do marido insistindo que ele não estava morto.
Disse também que se ele estivesse morto Deus o traria de volta porque
tinha lhe prometido que ele seria salvo.
A mulher pediu à enfermeira um travesseiro para colocar debaixo
dos seus joelhos enquanto ficava ajoelhada ao lado da cama do
marido.
Uma hora, duas horas, três horas se passaram enquanto ela
permanecia ajoelhada ao lado do corpo sem vida de seu marido.
Quatro, cinco, seis, treze horas se passaram e ela continuou
ajoelhada ao seu lado. Quando tentaram conseguir que ela fosse
embora, ela recusou-se, insistindo que Deus o trouxesse de volta dos
mortos.
No final de treze horas seu marido abriu os olhos e disse à sua
esposa que queria ir para casa. Pela oração, ela viu seu marido
ressuscitar dos mortos e ser salvo pelo poder de Deus!
DEUS LIGOU AS NOSSAS ORAÇÕES AO
CUMPRIMENTO DO SEU PLANO PARA O TEMPO
DO FIM
Outra ilustração do poder tremendo que Deus colocou nas mãos do
Seu povo por meio da oração encontra-se no Livro do Apocalipse. João
recebeu um vislumbre de Deus assentado sobre o Seu Trono. Em volta
do trono estavam vinte e quatro anciãos e quatro seres angelicais,
todos adorando a Deus. O Leão da Tribo de Judá, que apareceu como
Cordeiro de Deus que foi morto, veio à frente e pegou o rolo da mão
direita de Deus.
E quando ele tomou o livro, as quatro criaturas viventes e os
vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo
cada um deles uma 
 harpa e salvas de ouro cheias de incenso, 
 que são as orações dos santos.
— Apocalipse 5.8 NAS
Vemos aqui que, antes dos selos e de começarem os julgamentos
tremendos de Deus, as orações do povo de Deus são oferecidas como
incenso. Nossas orações aqui na terra a favor dos perdidos, nossos
clamores a Ele quanto à iniqüidade e imoralidade à nossa volta, para
que a vontade e os propósitos de Deus se cumpram, não desaparecem
na atmosfera. Não são esquecidos. Eles sobem diante de Deus, como
incenso suave e agradável às Suas narinas.
Depois que o último selo for aberto, antes dos julgamentos de Deus
serem derramados sobre a terra e haja um silêncio total no Céu por
meia hora, Todo o Céu aguardará em silêncio absoluto aquilo que
será logo revelado.
Em pé diante do Trono de Deus está um anjo forte segurando na
mão um incensário de ouro. O anjo recebe incenso, que ele mistura
com as orações de todos os santos no decorrer dos séculos e oferece a
Deus no altar de ouro diante do Trono.
O ar está permeado de uma fragrância maravilhosa das orações e a
nuvem de incenso circunda o Trono. “E a fumaça do incenso subiu
com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de
Deus” (Apocalipse 8.4).
Do mesmo jeito que Arão, no Dia da Expiação, tomou o incensário
cheio de brasas de fogo do altar, entrou no Santo dos Santos, e
ofereceu incenso diante do Propiciatório, o anjo toma o incensário
com o incenso e as orações, e impregna o ar com esta oferta santa.
A adoração no Tabernáculo foi um tipo de adoração do Céu. O
Assento de Misericórdia era onde Deus aparecia numa nuvem de
glória. Deusdirigiu Arão, o Sumo Sacerdote, a cobrir o Assento de
Misericórdia com uma nuvem de incenso.
E porá o incenso sobre o fogo, perante o Senhor, 
 
e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o
Testemunho, para que não morra.
— Levítico 16.13
A nuvem de incenso cobrindo o Santo dos santos no Tabernáculo
simbolizava a nuvem de incenso misturada com as orações do povo
de Deus, que serão oferecidas a Deus no Seu Trono antes que os Seus
julgamentos sejam derramados sobre a terra.
Esta cena celestial revela o significado tremendo e o valor que Deus
atribui às nossas orações. Porém, existe mais.
Na visão de João, depois de cobrir o trono de Deus com a nuvem de
incenso e orações, o anjo toma o incensário, mistura-o com fogo do
altar e o lança sobre a terra.
Agora, veja os resultados: “...houve depois vozes, e trovões, e
relâmpagos, e terremotos” (Apocalipse 8.5).
Que força tremenda é esta que trouxe o poder de Deus embaixo na
terra?
As orações do povo de Deus!
Deus nos fez ter este vislumbre de como a oração está
poderosamente ligada ao cumprimento do Seu plano do tempo do fim.
Não será antes das orações do povo de Deus serem oferecidas que os
anjos são liberados para tocar as trombetas. Então, os julgamentos
de Deus virão sobre os ímpios. Os anjos são meios de Deus
administrar a vitória, mas serão os santos e suas orações que
conquistarão a vitória final.
INCENSO... TROVÃO... RELÂMPAGOS!
Eu creio que esta cena gloriosa também revela a perspectiva
celestial da oração e com que as nossas orações se parecem no céu.
Nossas orações hoje são como incenso subindo diante de Deus no Seu
Trono. Estão misturadas com fogo do Seu altar e são lançadas de
volta para a terra — como trovões, relâmpagos e terremotos
espirituais! Nossas orações resultam na intervenção de Deus e serão
executadas sobre a terra.
Davi deu-nos um vislumbre do que ele viu no Espírito quando orou
por libertação no seu tempo de tribulação. “Na minha aflição clamei
ao Senhor; gritei por socorro ao meu Deus. Do seu templo ele ouviu
a minha voz; meu grito chegou à sua presença, aos seus ouvidos”
(Salmo 18.6 NVI).
Agora note o que aconteceu como resultado das suas orações:
A terra tremeu e agitou-se. E os fundamentos dos montes se
abalaram; estremeceram porque ele se irou. Ele abriu os céus e
desceu; nuvens escuras estavam sob os seus pés. Com o fulgor
da sua presença as nuvens se desfizeram em granizo 
 e raios, quando dos céus trovejou o Senhor, 
 e ressoou a voz do Altíssimo.
— Salmo 18.7, 9, 12-13 NVI
Terremoto! Relâmpago! Trovão! Isto foi o que Davi viu na dimensão
espiritual quanto à maneira que Deus respondeu a sua oração. Ele
nos dá outro vislumbre na dimensão espiritual, relativo ao poder
tremendo de Deus liberado em resposta à oração.
Livrou-me do meu inimigo poderoso, 
 dos meus adversários, fortes demais para mim. Eles me
atacaram no dia da minha desgraça, mas o Senhor foi o meu
amparo. Ele me deu total libertação; livrou-me porque me quer
bem.
— Salmo 18.17-19 NVI
Um terremoto espiritual, fogo e vento poderoso foram liberados
quando o incenso das orações de 120 homens e mulheres subiu
diante de Deus assentado em Seu Trono. “Todos estes perseveravam
unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria,
mãe de Jesus, e com seus irmãos” (Atos 1.14).
Em resposta às suas orações, o Pai enviou o Espírito Santo numa
demonstração de poder.
E, de repente, veio do céu um som, como 
 de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que
estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas,
como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E
todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em
outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que
falassem.
— Atos 2.2-4
Em toda a história da Igreja Primitiva, vemos que, quando a Igreja
orava, o incenso subia diante do Pai. Terremotos espirituais,
relâmpagos e trovões – o poder de Deus era liberado resultando na
Sua vontade realizada na terra.
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no
partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e
muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
— Atos 2.42-43
Você está começando a ver o tremendo poder e privilégio que Deus
lhe deu como Seu cooperador para trazer à terra o Seu poder, glória e
vontade?
A ORAÇÃO QUE ROMPE TODAS AS LIMITAÇÕES
NATURAIS
Em toda a Palavra, temos um registro irrefutável do poder
tremendo, ilimitado, da oração. Estamos rodeados por um exército
incontável de testemunhas! Vamos considerar as seguintes, as quais
deixaram um memorial vivo a Deus pelas suas orações respondidas.
“A Moisés foi dado pela intercessão colocar a mão sobre o trono
de Deus. A você, pela graça, é dado assentar-se com Cristo no
Seu trono e de lá interceder e ter dores de parto pelo Seu reino”.
— Wesley L. Duewel
Moisés e os filhos de Israel estavam às margens do Mar Vermelho. O
Faraó e seu grande exército com seus carros estavam atrás deles
numa perseguição acalorada. Eles clamaram a Deus, e Ele moveu o
Mar Vermelho.
Então, Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, 
 e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda
aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram
partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em
seco; 
 e as águas lhes foram como muro à sua 
 direita e à sua esquerda.
— Êxodo 14.21-22
A ORAÇÃO QUE QUEBRA AS CADEIAS DA
MORTE
A oração não conhece barreiras porque Deus é ilimitado em poder. A
oração pode alcançar a dimensão dos mortos e quebrar as cadeias da
morte!
As orações de Eliseu invadiram a dimensão dos mortos e
ressuscitaram o filho da sunamita do seu leito de morte.
Quando Eliseu chegou à casa, lá estava o menino, morto,
estendido na cama. Ele entrou, fechou a porta e orou ao Senhor.
Depois, deitou-se sobre o menino, boca a boca, olhos com olhos,
mãos com mãos. Enquanto se debruçava sobre ele, o corpo do
menino foi se aquecendo. Eliseu levantou-se e começou a andar
pelo quarto; depois subiu na cama e debruçou-se mais uma vez
sobre ele. O menino espirrou sete vezes e abriu os olhos.
— 2 Reis 4.32-35 NVI
Pedro foi chamado em Jope pelos discípulos para orar por Dorcas
que havia morrido. Quando chegou na casa, ela estava cheia de
lamuriadoras. Mas aquilo não deteve Pedro. Ele sabia o que era orar
com autoridade delegada!
“Mas Pedro, fazendo-as sair a todas, pôs-se de joelhos e orou”
(Atos 9.40).Note que, depois de orar, Pedro agiu em fé. Ele falou ao
corpo morto de Dorcas!
...e voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. 
 E ela abriu os olhos e vendo a Pedro, assentou-se. 
 E ele, dando-lhe a mão, a levantou e, chamando 
 os santos e as viúvas, apresentou-lha viva.
— Atos 9.40-41
Considere Smith Wigglesworth, que ministrou desde o começo dos
anos 1900 até 1940. Foi chamado de “Apóstolo da Fé”, porque cria e
pregava que Deus podia fazer o impossível. Está publicado que
durante o seu ministério vinte pessoas ressuscitaram depois que ele
orou por elas.
Smith dependia totalmente do Espírito Santo, que fluía por meio
dele. Viveu em comunhão e relacionamento ininterrupto com Deus e
estava continuamente buscando a presença do Senhor. Ele disse que
nunca passava meia hora sem orar. Orava constantemente em
línguas.
Um dia uma mulher agonizava, quase morrendo. Tinha um tumor e
seu corpo estava tomado pela dor. Um presbítero da sua igreja,
chamado Sr. Fisher, levou Smith Wigglesworth para orar por ela.
Smith lhe disse: “Eu sei que você está muito fraca, mas se você
quiser ser curada e não puder levantar seu braço, ou movê-lo de
alguma forma, deve ser possível você levantar o seu dedo”.
Com toda força que ela reuniu, ela concentrou-se em levantar o
dedo. Então, subitamente, seu corpo perdeu as forças e ela morreu.
O Sr. Fisher entrou em pânico. “Ela morreu. Ela morreu!”, ele
gritou. Ele tinha levado Wigglesworth esperando que ela fosse
curada, e agora ela estava morta.
Wigglesworth arrancou as cobertas, estendeu as mãos para a cama
e arrancou-a de lá. Ele carregouo corpo sem vida pelo quarto e
apoiou-o contra a parede. Não havia pulsação, nenhuma respiração.
Ela estava morta.
Ele olhou para o rosto dela e ordenou: “No Nome de Jesus, eu
repreendo esta morte!” Todo o corpo da mulher começou a tremer.
“No Nome de Jesus, ordeno que você ande!”. A mulher despertou e
se viu andando pelo chão do quarto. A dor tinha ido embora e o
tumor desaparecera!
Smith Wigglesworth orava com autoridade delegada! Esta é a
dimensão tremenda de poder em que Deus pretende que Seu povo
opere para suprir as necessidades desesperadoras ao redor de nós
hoje, como prova viva de que Ele é o único Deus vivo.
A ORAÇÃO QUE COMANDA AS FORÇAS DA
NATUREZA
Josué e Isaías comandaram as forças da natureza pelas suas
orações!
Na batalha contra os amorreus em Gibeom, Deus lutou por Israel.
Ele fez chover grandes pedras de granizo sobre os seus inimigos.
Josué orou ao Senhor e ordenou que o sol e a lua parassem.
No dia em que o senhor entregou os amorreus aos israelitas, Josué
exclamou ao Senhor, na presença 
 de Israel: “Sol, pare sobre Gibeom! E você, ó lua, sobre o vale de
Aijalom!” O sol parou, e a lua se deteve, até 
 a nação vingar-se dos seus inimigos, como está escrito no Livro de
Jasar. O sol parou no meio do céu e por quase um dia inteiro não se
pôs. Nunca antes nem depois houve um dia como aquele, quando o
Senhor atendeu a um homem. Sem dúvida o Senhor 
 lutava por Israel.
— Josué 10.12-14 NVI
Que poder deu ordem às forças da natureza e elas obedeceram?
Foi a oração de Josué.
Deus ouviu a sua oração e deteve o sol e a lua, interrompendo seu
curso até que Josué e os filhos de Israel se vingassem de seus
inimigos.
O Rei Ezequias estava à beira da morte. Clamou a Deus e Ele
prometeu curá-lo e acrescentar-lhe quinze anos de vida. Ezequias
pediu um sinal de Isaías de que tinha sido curado. O Senhor
respondeu:
Isto te será sinal, da parte do Senhor, de que o Senhor cumprirá a
palavra que disse: Adiantar-se-á a sombra dez graus ou voltará dez
graus atrás? Então, disse Ezequias: É fácil que a sombra decline
dez graus; não aconteça isso, mas volte a sombra dez graus.
— 2 Reis 20.9-10
Pela sua oração, Isaías apropriou-se do poder ilimitado de Deus e
Deus fez voltar o tempo! “Então, o profeta Isaías clamou ao Senhor;
e fez voltar a sombra dez graus, pelos graus que já tinha declinado
no relógio de sol de Acaz” (2 Reis 20.11).
OUSE LEVANTAR-SE E TOMAR POSSE DO
IMPOSSÍVEL ATRAVÉS DA ORAÇÃO
O poder da oração é ilimitado, assim como Deus é ilimitado! O
maior problema na Igreja é que temos limitado um Deus sem limites
pela nossa falta de conhecimento e experiência na oração, e pela
nossa incredulidade.
O registro permanece verdadeiro. Deus se mostrou fiel para
responder às orações do Seu povo e intervir sobrenaturalmente para
livrá-lo das mãos dos seus inimigos.
Quando Paulo e Silas foram açoitados e lançados na prisão, Deus
ouviu as suas orações. As orações e o louvor deles subiram como
incenso diante do Pai. E Ele respondeu enviando um terremoto para
quebrar as cadeias e libertá-los.
Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a
Deus, e os outros presos os escutavam. E, de repente, sobreveio um
tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e
logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.
— Atos 16.25-26
Que força poderosa fez com que a terra entrasse em convulsão e
fossem abalados os alicerces da prisão?
Foi a única força na terra suficientemente poderosa para fazer isso
— as orações dos servos de Deus, Paulo e Silas. As orações moveram
a mão de Deus e trouxeram um livramento sobrenatural.
O registro permanece! Lemos a respeito daqueles poderosos
guerreiros da fé:
...os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram 
 a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,
apagaram a força do fogo, escaparam do 
 fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha 
 se esforçaram, puseram em fugida os exércitos 
 dos estranhos. As mulheres receberam, pela ressurreição, os seus
mortos...
— Hebreus 11.33-35
Que força poderosa os capacitou a realizar estas grandes
conquistas espirituais?
Fé e oração! Fé e oração são inseparáveis. A fé deve ter uma voz
para se expressar. A oração verdadeira é a voz da fé!
A partir destes breves exemplos, somos capazes de ver o poder da
oração que tudo abrange e como Deus Se manifesta ao seu povo que
O conhece e que aprendeu como orar.
Senhor, ensina-nos a orar!
O potencial ilimitado de poder está além da nossa compreensão
natural. Mas o registro continua verdadeiro. Com Deus todas as
coisas são possíveis, e todas as coisas são possíveis àqueles que
sabem como prevalecer com Deus na oração.
É estimulante ler sobre Moisés, Elias, Eliseu, Josué, Pedro, Paulo e
como o poder tremendo de Deus foi liberado sobre a terra através das
orações deles. Mas Deus não mudou! Ele é o mesmo Deus Todo-
Poderoso operador de milagres. Ele não quer que olhemos para trás.
Ele deseja que removamos todas as limitações que colocamos sobre
Ele pela nossa incredulidade. Ele está levantando um exército de
intercessores do tempo do fim em todas as nações, que orará com
uma unção de oração ardente, e será usado para ver cidades e nações
sacudidas pelo Seu poder.
Pelas orações deles, trarão para a terra o poder sobrenatural de
Deus para suprir as necessidades desesperadoras do mundo. Eles
ousarão se levantar em fé para se apropriar do impossível pela
oração.
E. M. Bounds disse quanto às possibilidades ilimitadas da oração:
“Como são vastas as possibilidades da oração! Como seu alcance é
amplo! A oração deposita as suas mãos no Deus Todo-Poderoso e
move-O a fazer aquilo que Ele não faria se a oração não fosse
oferecida. A oração é um poder maravilhoso colocado pelo Deus Todo-
Poderoso nas mãos dos Seus santos. Ela pode ser usada para realizar
grandes propósitos e conseguir resultados fora do comum. As únicas
limitações para a oração são as promessas de Deus e Sua capacidade
de cumprir aquelas promessas”.
O DESTINO DO MUNDO ESTÁ NAS MÃOS DOS
INTERCESSORES
Este é um tempo como nenhum outro. A Igreja se prepara para a
volta do Senhor, e devemos começar em fé a nos apropriar do poder
ilimitado de Deus, por meio da oração, para vermos uma onda
poderosa do Seu poder e glória varrendo este mundo.
No decorrer da história, todo grande mover do poder de Deus no
avivamento veio como resultado de uma oração fervorosa, que
prevalece.
Durante o Grande Despertamento dos Estados Unidos em 1857, em
um ano mais de um milhão de pessoas estavam salvas. Começou com
um homem de oração, Jeremiah Lanphier. Ele e outros dois homens
começaram a orar pelo avivamento. Logo começaram uma reunião de
oração diária às 12 horas no cenáculo da Igreja Holandesa
Reformada em Manhattan, e convidaram outros.
No princípio apareceram apenas seis pessoas. Na semana seguinte
havia 14, e depois 23. Começaram a se encontrar diariamente e logo
lotaram a Igreja Holandesa Reformada, a Igreja Metodista e todos os
edifícios públicos no centro de Nova York.
Na cidade de Nova York, foram salvas 10.000 pessoas por semana.
As notícias sobre a reunião de oração espalharam-se até cidades
remotas, e outros grupos de oração proliferaram. Depois de seis
meses, somente em Nova York 10.000 homens de negócios estavam se
encontrando diariamente às 12 horas. Em oito meses, de setembro a
maio, 50.000 pessoas na cidade de Nova York foram salvas e
entregaram suas vidas ao Senhor.
O mover de Deus espalhou-se pela Nova Inglaterra, onde as pessoas
se encontravam para orar três vezes por dia. O avivamento se
espalhou para cima do Rio Hudson e para baixo dos Mohawk. O fogo
se alastrou de Nova York para outras cidades e depois varreu o país
inteiro.
Toda a nossa nação foi abalada pelo poder de Deus como nunca
tinha sido anteriormente. O avivamento atravessou o Atlântico,
irrompeu na Irlanda do Norte, Escócia, País de Gales, África do Sul e
no sul da Índia.
Quatro homens da Irlanda do Norte se uniram e se encontravam
todas as noites de sábado para orarem peloavivamento. Passavam a
noite toda em oração. Deus ouviu suas orações, o fogo de Deus caiu e
o avivamento começou a se espalhar pela Irlanda.
O poder de Deus foi tão forte em algumas partes da Irlanda que os
tribunais se mudaram porque não havia casos para se julgar. As
prisões foram fechadas porque não havia prisioneiras para se
encarcerar. Muitos dos pecadores notórios e endurecidos na terra se
converteram!
O destino de cidades, nações, de grupos de pessoas e deste mundo
está nas mãos dos intercessores que começarão a ver o poder limitado
da oração. Ele está nas mãos daqueles que, por sua vez, se submetem
nas mãos de Deus para serem usados, através das suas orações, a
fim de trazerem Seu poder e um mover do Seu Espírito, que resultarão
em uma colheita mundial de almas.
No capítulo seis compartilharei o propósito profético de Deus para a
oração e a posição a que Deus está chamando Seus intercessores a
exercer.
Você responderá ao chamado do Espírito?
Você se levantará e assumirá sua posição no grande exército de
intercessores que Deus está mobilizando nesta hora, para empreender
a guerra nas regiões celestiais a fim de trazer salvação, cura e
libertação a um mundo agonizante?
Senhor, ensina-nos a orar! Querido Pai, Obrigado pelo poder
tremendo que Tu colocaste à nossa disposição por meio da
oração. Perdoa-nos por Te limitarmos pela nossa incredulidade.
Abre os nossos olhos espirituais para vermos os recursos sem
limites que Tu nos deste, e como Tu escolheste trazer o Teu poder
e glória para suprir as necessidades desesperadoras deste mundo
por meio das nossas orações. Ensina-nos a orar com nova visão
espiritual que tem foco em Ti e no Teu poder ilimitado. Quebra
toda a limitação das nossas mentes naturais que nos esteja
impedindo de fazer orações para impactar este mundo e que
resultem em uma colheita mundial de almas. Queremos edificar
um memorial vivo para Ti por meio da oração respondida, o que
demonstrará ao mundo que Tu és o único Deus vivo e verdadeiro.
6. Entre o Alpendre e o Altar
Amaior necessidade da Igreja hoje não é de mais programas feitos
por homens. Não é de mais prédios de igreja.
Não é de mais conferências, seminários e reuniões nas quais as
mesmas pessoas vêm de tempos em tempos receber as bênçãos de
Deus, e em seguida vão embora sem serem transformadas.
A maior necessidade dentro da Igreja é da oração e da intercessão
de batalha estratégica, orações em que o fogo do Espírito Santo flua
através de nós. Deus usará nossas orações para fazer com que as
potestades das trevas retrocedam sobre grupos de pessoas e nações!
À medida que continuarmos nossa jornada espiritual para
aprendermos como orar na mesma dimensão poderosa que Cristo
ensinou e demonstrou, devemos também ter um entendimento claro
do propósito profético da oração no tempo do fim.
No início de 1995, Deus me revelou que iria liberar uma nova unção
poderosa de oração sobre a Igreja!
O propósito desta unção de oração não é para que os cristãos
simplesmente desfrutem das bênçãos de Deus. O propósito desta
última grande unção é capacitar divinamente a Igreja a cumprir os
propósitos de Deus, trazer uma colheita do tempo do fim antes que
Cristo volte, e penetrar nas últimas fortalezas satânicas das nações
fechadas.
Depois de 56 anos de ministério, e de andar muito próximo de Deus,
estou convencido de que existe agora uma nova unção se levantando.
É um chamado de oração energizante, global, que está vindo sobre o
povo de Deus. Como resultado, veremos o ceifar do tempo do fim, da
maior colheita que este mundo já conheceu!
Esta unção nos levará a uma nova dimensão — a um novo nível
estratégico de oração de batalha espiritual, no qual nos
apropriaremos do Seu poder ilimitado para fazer com que as forças
das trevas retrocedam, para pressionarmos na batalha no poder do
Seu Espírito até vermos Seu reino vir em todas as nações, com todas
as tribos, pessoas e línguas tendo um testemunho do Evangelho no
tempo do fim.
Sabendo que a maior necessidade da Igreja e que a única resposta
para um mundo em crise é a oração poderosa, penetrante, organizei
este ano cinco Escolas de Oração em nosso Centro Mundial de Oração
em San Diego. Os principais líderes e mestres na área da intercessão
se ajuntaram a mim durante estas Escolas para trazerem um ensino
e revelação poderosos, de ponta, sobre oração.
Experimentamos durante estas Escolas algumas das maiores
manifestações do poder de Deus na história do meu ministério!
Houve ocasiões em que Deus me mostrou os céus abertos sobre nós, e
anjos andando no nosso meio. Algumas vezes quando estávamos
orando pareceu que ondas de fogo líquido estavam fluindo sobre nós
e fomos literalmente imersos no poder e na presença de Deus.
Deus está liberando esta unção de oração do tempo do fim! Nestas
Escolas e em nossas reuniões por todo o mundo tem havido uma
transmissão e liberação de uma nova dimensão poderosa de oração.
Estas Escolas de Oração que transformam vidas foram passadas ao
vivo pela Internet para os nossos líderes e intercessores da Força de
Ataque Global de Oração em mais de 48 nações!
UM CHAMADO DE ORAÇÃO NO TEMPO DO FIM
Jesus disse:
Minha casa será chamada casa de oração
 para todas as nações!
— Marcos 11.17 AMP
Como Deus está liberando esta unção de oração, Ele está trazendo
Sua Igreja de volta a este propósito.
Neste tempo final, Deus usará as orações do seu povo a fim de
abalar cidades para o Seu reino! Ao intercedermos, Ele liberará um
espírito de arrependimento e salvação. Quando a Igreja empreender
batalha espiritual contra as potestades e principados que governam
suas cidades, os espíritos de luxúria, violência, ódio, imoralidade,
drogas e alcoolismo, adultério, perversão sexual, mundanismo e
outras forças demoníacas que construíram fortalezas e prisões
começarão a sair das pessoas. Um espírito de convicção e
arrependimento será liberado!
Receba esta profecia no seu espírito:
Deus está nos levando a uma nova dimensão de autoridade nas
nossas orações na qual nossas palavras, faladas com autoridade,
investidas das promessas de Deus, nos capacitarão a confrontar
todas as fortalezas do inimigo!
Este chamado de oração do tempo do fim não é apenas para
pastores, evangelistas, ministros ou líderes cristãos. No decorrer da
história da Igreja, Deus usou as orações de guerreiros espirituais
poderosos. Ana, a profetisa, devotou sua vida a jejuar e orar. Ela
ficou
...servindo a Deus com jejuns e orações, 
 de noite e de dia.
— Lucas 2.37
Tiago, o irmão de Jesus, passou os últimos anos da sua vida orando
pelas igrejas que Deus estava levantando. Quando morreu e seu corpo
foi preparado para o sepultamento, descobriram que seus joelhos
tinham tantos calos por ficar ajoelhado horas e horas que eles
pareciam quase como os joelhos de um camelo. Ele tornou-se
conhecido como “joelhos de camelo”.
Glória a Deus por David Brainerd, missionário para os índios
americanos, e sua vida de oração e lágrimas. Louvado seja Deus por
Charles Finney, John Knox e outros grandes líderes, cujas orações
foram usadas para ajudar a trazer o avivamento e abalar as nações.
Glória a Deus pelo “John Hyde que ora”, que devotou sua vida inteira
a orar pela Índia e foi talvez o maior guerreiro de oração no século
20.
Mas este chamado de oração do tempo do fim não é apenas para
aqueles cristãos chamados ao ministério de intercessão e que
devotam toda a sua vida à intercessão profunda. Este é um chamado
para todo Corpo de Cristo, para empresários, advogados, secretárias,
donas de casa, médicos e cristãos de todas as idades, profissões e
estágios da vida.
Deus está chamando todos os membros do Corpo de Cristo para um
nível mais elevado de compromisso a:
1. Comunhão e relacionamento íntimo com Ele.
2. Intercessão e um novo nível estratégico de oração de batalha
pelas suas cidades e nações.
Independentemente de quem você seja, sua idade ou suas
circunstâncias, Deus pode e irá usar suas orações na sua cidade e
nação. Você pode pensar: “Sou apenas uma dona de casa. Como Deus
pode me usar?” Ou: “Soualguém aparentemente insignificante,
vivendo numa área remota. Como as minhas orações podem fazer
diferença?”
Quando Dwight L. Moody começou seu ministério, Deus usou as
orações de uma mulher acamada em Londres para trazer um
progresso espiritual em uma das suas primeiras reuniões. Moody é
considerado um dos maiores evangelistas do século dezenove. Em um
período de quarenta anos, ele ganhou um milhão de almas para
Cristo, fundou três escolas cristãs, iniciou uma grande editora cristã,
estabeleceu um centro de conferências cristãs, e foi usado para
inspirar milhares de pregadores a ganhar almas e a conduzir
avivamentos.
No começo do seu ministério, ele aprendeu sobre a importância e o
poder da oração. Foi convidado a pregar em uma igreja
congregacional em Londres. Na manhã de domingo, pregou com
grande dificuldade. Ele disse: “Eu não tinha poder, não tinha
liberdade. Parecia que estava empurrando um trem pesado em uma
subida e, à medida que eu pregava, dizia a mim mesmo: “Que tolo fui
de consentir em pregar! Vim aqui ouvir outros e aqui estou eu
pregando’”.
Moody tentou obter permissão dos encarregados da reunião para
não pregar novamente naquela noite, mas eles não deram o
consentimento. Ele foi para o culto com o coração pesado. Mas ele
nem tinha pregado por muito tempo quando pareceu que os poderes
de um mundo invisível tinham caído sobre o povo. Ele fez um apelo e
500 pessoas aceitaram a Cristo!
Moody compartilhou mais tarde o segredo do que aconteceu para
mudar a atmosfera espiritual da reunião que resultou em uma
grande colheita de almas.
“Havia duas irmãs naquela igreja, uma das quais estava acamada.
A outra me ouviu naquela manhã de domingo. Ela foi para casa e
disse à sua irmã: ‘Quem você acha que pregou para nós esta
manhã?’ A irmã respondeu: ‘Não sei’. Então ela disse: ‘Dê um
palpite’. A irmã sugeriu todos os homens com quem o Sr. Lessey
tinha o hábito de se comunicar, mas sua irmã disse: ‘Não’. Então a
irmã perguntou: ‘Quem pregou esta manhã?’ E ela respondeu: ‘O Sr.
Moody, de Chicago’.
“Logo que ela falou, sua irmã empalideceu e disse: ‘O quê? O Sr.
Moody de Chicago! Eu li sobre ele em um jornal americano e tenho
orado a Deus para trazê-lo a Londres, e para a nossa igreja. Se eu
soubesse que ele estava pregando esta manhã, não teria tomado o
café. Teria passado a manhã inteira jejuando e orando”.
“Agora, mana, saia, tranque a porta, não deixe ninguém me ver.
Não me deixem trazer nenhum jantar. Vou passar a tarde e a noite
toda jejuando e em oração”. Lá no seu quarto, escondida com o
Senhor, ela orou e Deus respondeu!
A chave para o impacto espiritual que Moody experimentou durante
aquela reunião no início do seu ministério foi a oração de uma
mulher acamada, trancada no seu quarto, jejuando e orando.
Ó DEUS, SACODE-NOS!
O propósito profético para a oração do tempo do fim é cumprir os
propósitos de Deus nas nações antes que Cristo volte. Assim como
Deus usou João Batista como um proclamador de Cristo para preparar
o caminho do Senhor, antes da volta de Cristo Ele está levantando
guerreiros espirituais poderosos em todas as nações com o propósito
profético de prepararem o caminho antes que Ele venha.
Algo sobrenatural deve acontecer dentro da Igreja!
Louvado seja Deus pelos avivamentos que temos visto em anos
recentes em várias partes dos Estados Unidos. Mas precisamos na
Igreja hoje de um mover e de um derramar do Espírito de Deus que
seja global e soberano, que atravesse todas as barreiras
denominacionais! Apenas a oração que penetra nas trevas pode fazer
isso acontecer.
Precisamos de um mover de Deus que sacuda a complacência da
Igreja, que nos livre da condescendência, da desunião, do
mundanismo e do pecado que nos têm enfraquecido.
Precisamos que Deus unja tanto os nossos olhos com colírio
espiritual que vejamos a nossa verdadeira condição, nos
arrependamos e permitamos que Ele limpe e lave tudo o que Lhe
desagrada.
Jesus está vindo para uma Igreja santa “sem ruga e sem mácula”:
...como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou
por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água,
pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem
mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e
irrepreensível.
— Efésios 5.25-27
Nestas horas finais antes da Sua volta, Cristo planejou que a sua
Igreja opere na plenitude do Seu poder, e este poder só pode ser
recebido sobre os nossos joelhos, por meio da oração e do jejum!
Quando vemos o exemplo de poder fluindo pela Igreja Primitiva e o
comparamos com o que vemos na Igreja hoje, não há dúvida ou
questão de que alguma coisa está errada.
Não estamos operando no mesmo poder e unção que fluíam na
Igreja Primitiva. Se estivéssemos operando, nossas cidades seriam
abaladas pelo poder de Deus. Veríamos multidões sendo salvas,
curadas e libertas como resultado natural do poder de Deus fluindo
pela Igreja.
A verdade é que a nossa falta de poder é resultado da inexistência
de oração.
A CHAVE PARA O PODER DE DEUS NA IGREJA
PRIMITIVA
Quando lemos o relato estimulante da Igreja Primitiva, cada
capítulo contém um grito triunfante de vitória. É uma história de
progresso perpétuo e de constante vitória sobre todas as forças da
oposição e da perseguição acirradas.
Lemos:
...e todos os dias acrescentava o Senhor 
 à igreja aqueles que se haviam de salvar.
— Atos 2.47
Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o
número desses homens a quase cinco mil.
— Atos 4.4
E a multidão dos que criam 
 no Senhor, tanto homens como mulheres, 
 crescia cada vez mais.
— Atos 5.14
E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém 
 se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte
dos sacerdotes obedecia à fé.
— Atos 6.7
O poder de Deus para operar milagres fluía com sinais e maravilhas
sendo demonstrados como prova viva do Evangelho pregado. Lemos:
Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se
faziam pelos apóstolos.
— Atos 2.43
E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da
ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante
graça.
— Atos 4.33
E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe
dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia.
— Atos 8.6
E Deus, pelas mãos de Paulo, 
 fazia maravilhas extraordinárias.
— Atos 19.11
A razão pela qual o poder de Deus fluía na Igreja Primitiva com
tamanha dimensão é muito evidente.
A Igreja Primitiva era uma igreja de oração! Não oravam apenas
ocasionalmente:
...perseveravam na doutrina dos apóstolos, 
 e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
— Atos 2.42
Todos eles oravam, não apenas apóstolos ou um grupo seleto, mas
todos os membros da igreja oravam com uma determinação contínua.
Havia três períodos designados pelos judeus para a adoração
pública. A terceira hora para se orar era entre 6 e 9 da manhã. A
hora sexta era entre 9 da manhã e o meio-dia, e a hora nona era
entre meio-dia e 3 da tarde. Durante esses tempos designados para a
oração, os discípulos e crentes oravam nos seus lares ou no Templo.
Pedro e João estavam no seu caminho para o Templo para orar,
quando Pedro viu um paralítico na porta do Templo. Ele o levantou e
disse:
Não tenho prata nem ouro, mas o que 
 tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, 
 o Nazareno, levanta-te e anda.
— Atos 3.6
OS DISCÍPULOS SE ENTREGARAM À ORAÇÃO
A Igreja de Jesus Cristo nasceu, foi capacitada, sustentada e venceu
pela oração!
A oração foi sua prioridade número um. Os discípulos disseram:
Mas nós perseveraremos
 na oração e no ministério 
 da palavra.
— Atos 6.4
A oração não era secundária no ministério. Era inseparável da obra
do ministério.
Os discípulos “se entregaram à oração”. Dizendo isto, eles
colocaram a oração em primeiro lugar. Colocaram fervor, urgência e
tempo nela.
Paulo se entregou à oração pela Igreja. Ele disse:
Orando abundantemente dia e noite...
— 1 Tessalonicenses 3.10
Aos romanos ele escreveu:
Porque Deus me é testemunha... 
 de como incessantemente faço menção 
 de vós nas minhas orações.— Romanos 1.9
Ele sentia dores de parto na oração pelos crentes. Disse:
Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até
que Cristo seja formado em vós...
— Gálatas 4.19
A oração não foi simplesmente uma ocorrência ocasional na vida
dos discípulos, foi parte integrante das suas vidas. Eles sabiam que
força poderosa ela era e dependiam do seu poder para tudo. Quando
precisavam da direção de Deus, oravam. Quando precisavam da
provisão de Deus, oravam. Quando careciam de proteção e libertação,
oravam. Ao precisarem de portas abertas para o Evangelho, oravam.
Os crentes oravam de casa em casa. Oravam no Templo, nas
prisões, nos montes, às margens dos rios e onde quer que fossem.
Quando enfrentavam perseguição e morte, eles oravam nas
catacumbas escuras e gélidas.
A LIBERTAÇÃO SOBRENATURAL DE PEDRO
Um exemplo do poder liberado em resposta às orações da Igreja é o
da libertação de Pedro da prisão.
O Rei Herodes tinha matado Tiago, o irmão de João, o que agradou
aos judeus. Herodes tinha prendido o apóstolo Pedro, com a intenção
de matá-lo também.
Era a Semana da Páscoa, a Semana Santa dos judeus. Pedro devia
ficar preso até que se completasse a Semana da Páscoa e depois seria
executado.
A Semana da Páscoa estava quase terminando. Era a última noite e
na manhã seguinte Pedro seria decapitado.
A Igreja sabia que a situação de Pedro era desesperadora. Ele
estava num calabouço, numa fortaleza impenetrável, guardado por
dezesseis soldados e ligado cada pulso aos soldados que dormiam ao
lado dele.
Quando os cristãos de Jerusalém ouviram falar que Pedro estava na
prisão, não tiveram uma reunião para planejar a sua fuga. Eles não
fizeram circular uma petição nem marcharam pelas ruas em protesto,
exigindo a libertação de Pedro.
Eles oraram!
Pedro, pois, era guardado na prisão; 
 mas a igreja fazia contínua oração 
 por ele a Deus.
— Atos 12.5
Na noite da sua suposta execução, Pedro estava dormindo, ligado
por correntes aos soldados que dormiam ao lado dele.
Nesse meio tempo, do outro lado da cidade, os cristãos estavam
orando, empreendendo guerra nas regiões celestiais a favor de Pedro.
Eu não acredito que eles estivessem sentados calmamente ou orando
passivamente. Pedro estava para enfrentar uma possível execução na
manhã seguinte. Eles estavam de modo ardente e sincero clamando a
Deus pela Sua intervenção e libertação de Pedro. Eu creio que eles
estavam ficando violentos no Espírito. Jesus disse:
E, desde os dias de João Batista até agora, 
 se faz violência ao Reino dos céus, e pela 
 força se apoderam dele.
— Mateus 11.12
Em Atos 12, o Pai ouviu suas orações e respondeu enviando um
anjo para libertar Pedro da prisão.
De repente, uma luz gloriosa do céu resplandeceu naquela prisão
escura. O anjo tocou Pedro de lado, despertou-o e disse: “Levanta-te
depressa!”
Instantaneamente, as cadeias de Pedro caíram das mãos e pés e ele
se levantou.
“Cinge-te e ata as tuas sandálias”, o anjo lhe disse.
Pedro obedeceu e o anjo disse: “Lança às costas a tua capa e segue-
me!”
Pedro pensou que estava tendo uma visão, mas apressou-se fazendo
o que o anjo lhe mandara fazer.
Os soldados estavam dormindo. Pedro continuou a andar passando
desapercebido pela primeira equipe da guarda. Passou pela segunda
equipe da guarda e chegaram a uma porta forte de ferro que dava
para a cidade.
Quando Pedro e o anjo estavam ali em pé, Deus estendeu a mão
para baixo e abriu a porta. Pedro nem precisou de uma chave para
abri-la — Deus fez com que ela se abrisse. Ainda acompanhado pelo
anjo, Pedro passou pela porta para a rua como um homem livre,
liberto pela mão do Deus Todo-Poderoso, em resposta às orações da
Igreja!
Quando Pedro estava a salvo, o anjo o deixou. De repente, ele
tornou a si e percebeu que não estava sonhando. Disse para si:
Agora sei, sem nenhuma dúvida, que o Senhor enviou o seu anjo
e me libertou das mãos de Herodes e de tudo o que o povo judeu
esperava.
— Atos 12.11 NVI
Posso imaginar Pedro correndo pelas ruas para a casa de Marcos,
onde a Igreja estava reunida para orar por ele. Bateu na porta com
força.
Rode, uma menina serva, correu para a porta. Quando Pedro falou
ela reconheceu imediatamente a sua voz, mas ficou tão entusiasmada
que correu de volta para contar aos outros, sem abrir a porta.
“Pedro está à porta”, exclamou Rode.
As pessoas não creram nela e lhe disseram: “Rode, você está fora do
juízo!”
Rode disse: “Não estou maluca! Digo que é Pedro. Eu reconheci a
voz dele!”
Quando ela continuou a insistir que era ele, eles lhe disseram:
“Deve ser um anjo!”
Pedro continuou a bater à porta até que finalmente a abriram e
perceberam com espanto que era realmente Pedro, e que Deus o havia
livrado sobrenaturalmente, em resposta às suas orações.
ORAÇÃO INTENSA, FERVOROSA, AGONIZANTE
As orações que a Igreja fez naquela noite, capazes de mover a mão
de Deus para libertar Pedro das mãos de Herodes, não foram orações
meramente comuns.
...mas a igreja 
 fazia contínua oração 
 por ele a Deus.
— Atos 12.5
A versão King James traduz este tipo de oração como “incessante”.
Outras traduções usam as palavras “fervorosamente” ou
“ardentemente”.
A palavra grega é “ektens” e literalmente significa “de modo
alongado”. Os tradutores da versão King James consideraram essa
oração como prolongada, por um período de tempo grande, oração
contínua.
Mas este não é o significado verdadeiro. Esta palavra grega nunca é
usada nesse sentido em outro lugar do Novo Testamento. A palavra
na verdade representa a alma que se alonga em intenso desejo para
com Deus.
As orações que a Igreja fez, que resultaram na libertação de Pedro,
foram intensas! Eram incandescentes, em brasa! Os crentes não
estavam indo por impulsos. Estavam derramando com intensidade as
suas almas a favor de Pedro.
Esta mesma palavra grega “ektens” é usada para descrever a
oração de Cristo no Jardim do Getsêmane.
E, posto em agonia, orava mais 
 intensamente. E o seu suor tornou-se 
 em grandes gotas de sangue que 
 corriam até o chão.
— Lucas 22.44
As palavras “mais intensamente” neste versículo significam
literalmente “de modo mais alongado”, o que descreve toda a alma de
Cristo sendo alongada em uma oração intensa, com fervor,
agonizante.
A palavra agonia é traduzida da palavra grega “agnomia”, que é a
raiz da palavra traduzida como “combater junto”.
No Jardim do Getsêmani, Jesus esteve batalhando, combatendo, com
todas as fibras do Seu Ser em oração intensa, agonizante.
É este tipo de oração intensa, com fervor, que alcança os ouvidos de
Deus e Ele responde.
Outro exemplo deste tipo de oração encontra-se em Romanos 15.30,
quando o apóstolo Paulo estava instando os crentes da Igreja a
orarem por ele. Disse ele: “E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor
Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas
vossas orações por mim a Deus”.
Paulo disse: “combatais comigo”, que neste versículo é
“sunagonizo”. “Agonizo” significa “contender” ou “combater”, “lutar”
ou “batalhar”. Todas estas palavras descrevem um nível de grande
intensidade.
Na Versão Amplificada, está traduzido:
...para unir-vos a mim na intensa batalha de oração a Deus a
meu favor”.
— Romanos 15.30 AMP
Paulo disse: Combatam! Contendam! Trabalhem! Lutem! Batalhem!
O PODER DA ORAÇÃO QUE ABALARÁ CIDADES
E NAÇÕES!
Não é espantoso que, quando os discípulos e crentes se uniram em
oração, o poder de Deus veio e o lugar onde eles estavam foi abalado?
Uma das primeiras coisas que a Igreja Primitiva enfrentou foi a
perseguição. Depois que Pedro curou o coxo sentado junto à porta, ele
ensinou as pessoas e pregou sobre Jesus. Como resultado, mais de
cinco mil pessoas creram!
No dia seguinte, os sacerdotes trouxeram Pedro e João e o homem
que tinha sido curado, e perguntaram: “Com que poder ou em nome
de quem fizestes isto?”
Pedro, cheio do Espírito Santo, não foi intimidado. Não tentou
agradar aos sacerdotes e líderes religiosos. Não estava preocupado
com a repercussão do que ele diria.
Posso ver Pedro se levantar, agarrar o homem que tinhasido
curado, e levá-lo para o seu lado. Depois disse ousadamente: “Seja
conhecido de vós todos e de todo o povo de Israel, que em nome de
Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem
Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são
diante de vós” (Atos 4.10).
Pedro disse-lhes claramente: É pelo poder e a autoridade do Nome
de Jesus que este homem está totalmente curado! Vocês O
crucificaram. Mas Ele não está no túmulo! Ele ressuscitou! Deus O
ressuscitou dos mortos. Ele está assentado à direita do Pai. Ele nos
delegou Seu poder e autoridade no Seu Nome e é pelo Seu Nome, que
este homem está curado!”
Mas Pedro não parou aí. Ele deixou claro para todos saberem que
não existia outro nome pelo qual os homens possam ser salvos.
Disse: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do
céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual
devamos ser salvos” (Atos 4.12).
Precisamos deste mesmo poder e ousadia na Igreja hoje. Ao invés de
condescendermos e tentarmos ser politicamente corretos, precisamos
proclamar com ousadia para todos ouvirem: Não existe outro nome –
nem Buda, nem Maomé, nem Kardec, nem Kali ou outros deuses
hindus pelo qual os homens possam ser salvos! Não existem muitos
caminhos para Deus. Há um único caminho! Há um Único Nome, o
Nome de Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo!
Você conhece a história. Depois que os sacerdotes ameaçaram Pedro
e João para não pregarem ou ensinarem no Nome de Jesus, eles os
libertaram.
Pedro e João não fugiram para algum lugar a fim de se esconderem.
Eles encontraram outros discípulos e crentes e oraram. Não se
fizeram de vítimas. Não se encontraram para tentar traçar um plano
para vencer os sacerdotes. Nem pediram a Deus para que Ele
detivesse a perseguição. Eles oraram intensamente, com grande
fervor, unânimes:
Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas 
 ameaças e concede aos teus servos que falem com toda a
ousadia a tua palavra, enquanto estendes 
 a mão para curar, e para que se façam 
 sinais e prodígios pelo nome do teu 
 santo Filho Jesus.
— Atos 4.29-30
Sua oração não estava focalizada no poder do inimigo. Eles não
pediram a Deus para mudar o coração dos sacerdotes e líderes
religiosos. Esta oração foi muito específica. Eles pediram duas coisas:
1. Ousadia para falarem a Palavra.
2. Sinais e prodígios a serem feitos em Nome de Jesus.
Deus ouviu a sua oração e mandou um terremoto espiritual!
E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos;
e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com
ousadia 
 a palavra de Deus.
— Atos 4.31
Eles deixaram aquele lugar carregado do poder de Deus!
Recusaram-se a ficar em silêncio, mas continuaram a proclamar
ousadamente o Evangelho e a operar sinais e prodígios no Nome de
Jesus!
E todos os dias, no templo 
 e nas casas, não cessavam de ensinar 
 e de anunciar a Jesus Cristo.
— Atos 5.42
Os apóstolos inundaram Jerusalém com o Evangelho. Lemos que
multidões foram acrescentadas ao Senhor. O poder de Deus fluía por
meio deles de uma forma tão poderosa que as pessoas carregavam os
doentes e os colocavam em leitos nas ruas, para que quando Pedro
passasse, a sua sombra caísse sobre eles e fossem curados.
E você fala de avivamento nas cidades! As pessoas reuniam os
enfermos e endemoninhados das aldeias em volta de Jerusalém e os
levavam aos discípulos para que fossem curados.
Também pessoas das cidades vizinhas 
 de Jerusalém vinham juntas, levando enfermos 
 ou atormentados por espíritos imundos, e eles foram todos sendo
curados.
— Atos 15.16 (NAS)
Os discípulos não estavam agindo no seu próprio poder. Oravam
com autoridade delegada. Ordenavam cura e expulsavam demônios
no poder e na autoridade do Nome de Jesus. Em Nome do Senhor, eles
tinham domínio e estabeleciam o Reino de Deus onde quer que
fossem.
O QUE DEVEMOS FAZER É A ORAÇÃO
FLAMEJANTE DO ESPÍRITO SANTO!
Sob a unção de oração que está sendo liberada, Deus pretende que a
Igreja faça orações flamegantes do Espírito Santo. Lembre-se da
profecia: Deus está nos levando a uma nova dimensão de autoridade
em nossas orações, onde nossas palavras, faladas com autoridade,
investidas das promessas de Deus, nos capacitem a destruir todas as
fortalezas do inimigo!
A Igreja de Jesus Cristo deve ter esta mesma prioridade na oração, a
mesma ousadia santa e o mesmo poder para suprir as necessidades
desesperadoras que enfrentamos nas nossas cidades e nações!
Nunca houve um tempo em que o mundo necessitasse tanto da
intervenção divina para suprir suas necessidades prementes. De todo
lado vemos nações destroçadas pela revolta política e pela guerra.
O mundo enfrenta uma ameaça ainda maior do que antes — o
terrorismo. Explosões de bombas suicidas ocorrem em algum lugar no
mundo em uma base quase diária. Existe medo e incerteza em todo
lugar.
Muitas nações estão vivendo na agonia do colapso econômico com
milhões na pobreza e mais outros milhões a ponto de morrer de fome.
Nossas cidades são atormentadas pela violência, pornografia,
drogas e crimes. Nossas crianças se tornaram alvo de pedófilos e não
estão seguras nos pátios das escolas, no seu próprio quintal e nem
mesmo nas suas próprias camas.
O homossexualismo está sendo aceito como estilo de vida
alternativo, e casamentos de homossexuais são aceitos e
reconhecidos como legais em muitos países. A televisão de modo
atrevido e aberto retrata relacionamentos homossexuais. Gabam-se
publicamente do seu estilo de vida pecaminoso em paradas gay pelas
nossas cidades.
Há pessoas à nossa volta, na nossa vizinhança, no emprego e nos
supermercados, que estão presas pelas enfermidades e doenças,
atormentadas pelo medo e oprimidas pelos demônios.
Em uma população mundial de seis bilhões, metade ainda está
presa pelas cadeias das trevas e não foi alcançada pelo Evangelho.
O único jeito de conseguirmos ver nossas cidades e nações
transformadas, homens e mulheres salvos, curados e libertos, com as
prisões das drogas, álcool e perversão sexual destruídas, é o grande
derramamento do Espírito de Deus sendo liberado sobre a Igreja.
O único jeito de vermos as transformações ordenadas por Deus nos
nossos governos, escolas e televisões é termos um derramamento do
poder e do Espírito de Deus, que afetará todas as áreas da nossa
sociedade.
A chave para a liberação de um derramamento poderoso do Espírito
de Deus no tempo do fim é a oração... oração estabelecida pelo fogo
do Espírito Santo! Devemos combater, contender, lutar, batalhar em
oração fervorosa e intensa, até que Deus comece a derramar Seu
Espírito sobre nós.
DEPOIS...
Deus prometeu ao Profeta Joel que derramaria o Seu Espírito sobre
toda a carne.
E há de ser que, depois, derramarei 
 o meu Espírito sobre toda a carne, e vosso filhos 
 e filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos
jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas,
naqueles dias, derramarei o meu Espírito.
— Joel 2.28-29
A chave para a liberação deste derramamento do tempo do fim
encontra-se na palavra “depois” nos versículos acima.
Alguma coisa deve acontecer antes. Se voltarmos neste mesmo
capítulo para o versículo doze, vemos que Deus está primeiramente
chamando seu povo ao arrependimento e à intercessão.
Ainda assim, agora mesmo 
 diz o Senhor: Convertei-vos a mim 
 de todo o vosso coração; 
 e isso com jejuns, e com choro, 
 e com pranto. E rasgai o vosso coração, 
 e não as vossas vestes, e convertei-vos 
 ao Senhor, vosso Deus; porque ele 
 é misericordioso, e compassivo, 
 e tardio em irar-se, e grande em 
 beneficência e se arrepende do mal.
— Joel 2.12-13
Nos versículos quinze e dezesseis, somos chamados a santificar um
jejum e convocar uma assembleia solene.
Tocai a buzina em Sião, 
 santificai um jejum, proclamai um dia de proibição. Congregai o
povo, 
 santificai a congregação, 
 ajuntai os anciãos, congregai 
 os filhinhos...
— Joel 2.15-16
No versículo dezessete, os sacerdotes e ministros são chamados a
chorar e clamar a favor do povo.
Chorem os sacerdotes,ministros 
 do Senhor, entre o alpendre e o altar, 
 e digam: Poupa o teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua
herança ao opróbrio, 
 para que as nações façam escárnio dele; 
 porque diriam entre os povos: 
 Onde está o seu Deus?
— Joel 2.17
Note o resultado deste arrependimento, jejum, choro e intercessão
diante de Deus:
Então, o Senhor terá 
 zelo da sua terra e se compadecerá 
 do seu povo.
— Joel 2.18
Depois virão tempos de regozijo (veja Joel 2.23). Depois virá a
restauração! (veja Joel 2.25). Depois virá a bênção (veja Joel 2.26). E
depois virá o derramamento prometido! A bênção é depois!
ASSUMA SUA POSIÇÃO COMO UM INTERCESSOR
DO TEMPO DO FIM
O Espírito de Deus está soando um alarme pela terra, reunindo
intercessores – homens e mulheres – que ouvirão o alarme e
começarão a interceder, a chorar e a clamar a Deus até verem Seu
poder e glória derramados.
Sabendo que Cristo virá logo, você deve assumir sua posição como
intercessor do tempo do fim.
Nossa posição é “entre o alpendre e o altar” na oração – rosto em
terra diante de Deus – chorando, gemendo, com dores de parto e
intercedendo.
Na Igreja hoje ouvimos muito pouco sobre a intercessão em
profundidade, na qual pastores, ministros e membros do Corpo de
Cristo passam horas chorando diante de Deus a favor das pessoas
pecadoras e das almas perdidas.
Deus está nos chamando de volta para o altar, onde choraremos e
clamaremos pelas almas das pessoas das nossas cidades.
Foi este tipo de combate de oração pelas almas dos homens na
história da Igreja que trouxe o derramamento do Espírito de Deus.
No ministério de Charles Finney houve dois homens que iam antes
dele em uma cidade e encontravam um quartinho, no qual passavam
dias chorando e com dores de parto na oração.
Um destes homens foi Abel Clary. Ele tinha sido autorizado a
pregar, mas possuía tamanho espírito de intercessão, e sentia tanta
responsabilidade pelas almas das pessoas que todo o seu tempo e
força eram devotados à oração. Ele não ia às reuniões, mas orava
noite e dia. Algumas vezes, agonizava tanto na oração que nem
conseguia ficar ajoelhado. Fica prostrado no chão, chorando e
gemendo diante de Deus.
Suas orações, juntamente com as de outro homem, Father Nash,
foram uma grande chave para o avivamento que floresceu no país,
trazendo para Cristo 100.000 almas em um ano!
As orações de John Welch foram usadas por Deus para liberar um
derramamento poderoso do Seu Espírito sobre a Escócia. Ele orava
com tamanha intensidade a favor dos perdidos que clamava: “Dá-me
a Escócia, ou morrerei”. A maioria das pessoas pensa que foi John
Knox que fez esta oração, mas não foi. Foi John Welch. John Knox, o
grande reformador escocês, era seu sogro.
John Welch achava que o dia era mal aproveitado se não passasse
de oito a dez horas em oração. À noite ele se levantava
frequentemente para orar e sua esposa reclamava que o encontrava
no chão chorando. Ele lhe dizia: “Ó mulher, tenho que responder
pelas almas de três mil pessoas, e não sei como estão muitas delas”.
É minha oração que Deus reacenda hoje em todo cristão nascido de
novo esta paixão ardente na oração pelas almas perdidas.
Este é o batimento do coração de Deus, e se a Igreja vai cumprir a
obra e a comissão que Cristo lhe deu antes de voltar, é aqui que ela
deve começar. A oração não é um fim em si mesma. Nossas orações,
ungidas e dirigidas pelo Espírito Santo, produzirão resultados. Os
propósitos de Deus serão realizados, as almas serão salvas, curadas e
libertas!
Jesus disse:
E este evangelho do Reino será pregado 
 em todo o mundo, em testemunho a todas 
 as gentes, e então virá o fim.
— Mateus 24.14
O único jeito de penetrarmos nas últimas fortalezas remanescentes
de Satanás nas nações, e alcançarmos os muitos milhões que nunca
ouviram falar do Evangelho é através de homens e mulheres cujos
corações estão em brasa com uma paixão ardente pelos perdidos e
que estejam dispostos a derramar seus corações, chorando e com
dores de parto na oração a favor deles.
Convido você a ouvir o chamado do Espírito, a se levantar e
assumir sua posição como um intercessor do tempo do fim, “entre o
alpendre e o altar” na oração pelos perdidos da sua cidade e nação.
Humilhe-se diante de Deus e peça-Lhe que reacenda o fogo da paixão
e lhe dê o bater do Seu coração pelas almas.
Senhor, ensina-nos a orar! 
 Pai, ouvimos o Teu chamado para a oração 
do tempo do fim, e o clamor do nosso coração é: libera uma nova
unção de oração sobre nós! Sacode a nossa complacência!
Derrama o Teu Espírito sobre nós! Transforma-nos! Reacende o
fogo da paixão e o amor pelas almas perdidas. 
 Dá-nos o bater do teu coração! Libera o teu Espírito dentro de
nós para chorarmos, termos dores de parto pelos perdidos. Usa
as nossas orações para quebrar as cadeias do pecado, da
enfermidade e da doença nas nossas cidades e nações. Nós nos
apresentamos a Ti hoje para sermos usados como intercessores
do tempo do fim, para cumprirmos a Tua vontade e trazermos
uma colheita de almas em todo o mundo.
S�����, E�����-��� � O���
7. Cristo, o Grande Intercessor
Para compreender a efetiva posição de poder e intercessão para a
qual Deus lhe chamou, você deve ter uma revelação nova de Cristo
como o Grande Intercessor.
“Cristo hoje é o Soberano do universo 
 que está intercedendo. Ele está no trono intercedendo por nós e
esperando que nós 
 nos ajuntemos a Ele como intercessores”.
— Wesley L. Duewel
É importante que você entenda que a sua posição de oração e
intercessão depende do seu relacionamento com Cristo. É por meio do
seu relacionamento com Ele que você tem pleno acesso ao Pai. Jesus
disse: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem
em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (João 15.7).
“Somos ramos de Cristo, a Videira Viva. 
 Devemos simplesmente viver como ramos – permanecermos em
Cristo – e depois 
 pediremos o que quisermos e nos será feito”.
— Andrew Murray
Esta é a chave mestra para a oração e a intercessão! Para termos
poder com Deus através da oração, devemos viver em comunhão e
relacionamento contínuo com Cristo. Jesus disse que “Se
estivermos...” permanecermos nEle e Suas palavras permanecerem
em nós, então seremos capazes de pedir e será feito!
Devemos estar em comunhão com Cristo... ter a Palavra bem no
fundo dos nossos corações e fazê-la parte das nossas vidas
diariamente, vivendo de acordo com ela. De outra forma, nossas
palavras serão apenas palavras... vãs repetições.
E quando orardes, não repitais frases (não multipliqueis as
palavras, repetindo as mesmas muitas vezes) como os gentios,
pois pensam que serão ouvidos por muito falarem.
— Mateus 6.7 AMP
A oração verdadeira envolve a pessoa inteira, envolve
comparecermos diante de Deus com o nosso ser inteiro, não apenas
repetindo palavras vazias ou seguindo uma “fórmula” para a oração.
É pelo seu relacionamento com Cristo como seu Sumo Sacerdote-
Intercessor que você tem pleno acesso, pode entrar no Santo dos
Santos, e estar na Presença do Deus Todo-Poderoso.
Nosso acesso pleno e livre à Presença Santa de Deus se tornou
possível pelo sangue que Jesus derramou por nós na cruz.
“Todo ato de graça em Cristo foi precedido 
 e deve seu poder à intercessão”.
— Andrew Murray
Toda a vida de Jesus foi um ato de intercessão... Ele ficou na brecha
entre Deus e o ser humano. Isaías profetizou sobre Ele:
...e o Senhor o viu, e foi mal aos seus olhos 
 que não houvesse justiça. E viu que ninguém havia e ficou
espantado de que não houvesse ninguém para interceder. Então
seu próprio braço lhe trouxe salvação, e Sua justiça o susteve. 
 E vestiu-se de justiça como uma couraça e um capacete da
salvação na Sua cabeça; colocou vestes de vingança e cobriu-se
de zelo 
 como um manto.
— Isaías 59.15-17 NAS
Jesus, vendo que não havia intercessor... ninguém que ficasse na
brecha pelos pecados do mundo... colocou Sua armadura espiritual e
veio à terra para trazer salvação.
COMO NOSSO INTERCESSOR, JESUS
IDENTIFICOU-SE COM O HOMEM
Jesus não Se exaltou acima denós, mas humilhou-Se e foi feito à
semelhança dos homens (veja Filipenses 2.7). Ao identificar-Se
conosco, Ele quis deixar de lado Seus atributos divinos e tornar-Se
como nós... compartilhando da mesma natureza humana e sendo
feito como nós em todos os aspectos.
E, visto como os filhos participam da carne 
 e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para
que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto
é, o diabo... 
 Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, 
 mas tomou a descendência de Abraão. 
 Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos,
para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de
Deus, para expiar 
 os pecados do povo.
— Hebreus 2.14, 16-17
Como nosso Intercessor, Ele Se dispôs a ficar no nosso lugar. Como
pecadores, estávamos alienados, separados de Deus. O homem se
rebelou e pecou contra Deus. Deu as costas para Deus e preferiu
seguir seus próprios caminhos, seguir seus deuses feitos por ele
mesmo. Somos dignos da morte. Mas Jesus, nosso Intercessor, estava
disposto a vir à terra e ficar na brecha. Ele Se dispôs a dar Sua
própria vida para morrer em nosso lugar, para que nos
reconciliássemos com Deus.
Durante Seu ministério na terra, Ele esteve sempre intercedendo
pelo homem... levando-o ao Pai... perdoando pecados... restaurando
tanto o corpo quanto o espírito.
COMO NOSSO INTECESSOR, JESUS CHOROU
POR CAUSA DO PECADO E DO JUÍZO VINDOURO
Como nosso Intercessor, Ele chorou pelo nosso pecado e pelo
julgamento que estava vindo, porque as pessoas não ouviam a Sua
advertência. Na Sua entrada triunfal em Jerusalém, onde ele ia Se
oferecer como sacrifício pelos pecados do mundo, Jesus chorou.
Você consegue ver Jesus lá, no meio dos gritos de “Hosana, bendito
o rei que vem em nome do Senhor”, quando Ele para na descida do
monte do qual se vê Jerusalém? Quando Ele olha para a cidade,
lágrimas começam a brotar nos Seus olhos... Ele começa a chorar e
clamar como se Seu coração estivesse destroçado. Quando chora, Ele
clama por Jerusalém:
...Se você compreendesse neste dia, sim, 
 você também, o que traz a paz! Mas agora isso 
 está oculto aos seus olhos. Virão dias em que os seus inimigos
construirão trincheiras contra você, a rodearão e a cercarão de
todos os lados. Também a lançarão por terra,
 você e os seus filhos. 
 Não deixarão pedra sobre pedra, porque você 
 não reconheceu a oportunidade 
 que Deus lhe concedeu.
— Lucas 19.42-44 (NVI)
Mais tarde, proclamando os juízos futuros sobre Jerusalém, Ele
chorou angustiado:
Jerusalém, Jerusalém, você, 
 que mata os profetas e apedreja os que 
 lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir 
 os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo
das suas asas, mas vocês 
 não quiseram. Eis que a casa de vocês ficará deserta. Pois eu
lhes digo que vocês não 
 me verão mais, até que digam: ‘Bendito 
 é o que vem em nome do Senhor’.
— Mateus 23.37-39 (NVI)
COMO NOSSO INTERCESSOR, JESUS TEVE
DORES DE PARTO POR NÓS
Nossa salvação não foi conseguida facilmente. Custou tudo para
Jesus. Não foi fácil. No Jardim do Getsêmani, Jesus lutou, batalhou e
teve dores de parto na oração. Isaías profetizou, com relação às Suas
dores de parto:
Todavia, ao Senhor agradou 
 o moê-lo, fazendo-o enfermar; quando 
 a sua alma se puser por expiação do pecado... 
 O trabalho da sua alma 
 ele verá e ficará satisfeito...
— Isaías 53.10-11
A expressão “trabalho” aqui é tirada da palavra hebraica que
significa “contorcer-se de dor”. É comparada à dor indescritível que
uma mulher experimenta nos últimos estágios do parto antes de dar
à luz seu filho.
 
COMO NOSSO INTERCESSOR, JESUS TOMOU
NOSSO LUGAR NA CRUZ
Quando os soldados romanos açoitaram Jesus sem misericórdia, Ele
ficou ali no nosso lugar. Jesus esteve “na brecha” por você e eu
quando eles pregaram na cruz Suas mãos e pés, e colocaram a cruz
em pé no chão. Lá na cruz Ele estava intercedendo... nos
reconciliando com Deus. Ele tomou a nossa vergonha, nossa rejeição,
nossa dor e nossos pecados sobre Si.
Pelo que lhe darei a parte de muitos, e, com os poderosos,
repartirá ele o despojo; porquanto 
 
derramou a sua alma na morte e foi contado com os
transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos e pelos
transgressores intercedeu.
— Isaías 53.12
Como seu intercessor, Jesus subiu ao céu e está agora assentado à
direita do Pai, onde fica na brecha, fazendo intercessão por nós. Ele
está ciente de todas as suas fraquezas e tentações. Sabe da sua dor e
sofrimento. Ele vê todos os seus pecados. E está ali, no céu,
intercedendo ao Pai a seu favor:
Mas este (Jesus), porque permanece 
 eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode
também salvar perfeitamente 
 os que por ele se chegam a Deus, vivendo 
 sempre para interceder por eles.
— Hebreus 7.24-25
Cristo vive para interceder por você!
Como nosso Sumo Sacerdote-Intercessor, Cristo identificou-Se
conosco tão completamente tomando sobre Si a forma de carne e
sangue que, embora fosse igual a Deus, não levou em conta Seus
atributos divinos e tornou-Se homem.
Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual
a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo,
fazendo-se semelhante aos homens.
— Filipenses 2.6-7
Cristo, nosso Sumo Sacerdote-Intercessor, não ficou nos céus, mas
escolheu viver na terra e caminhar entre nós. Embora Ele fosse Deus,
identificou-Se com a fragilidade humana. Em forma de homem, Ele
sentiu a rejeição, a dor, a tristeza e a morte. Esteve sujeito às
mesmas limitações de um corpo físico. Foi tentado de todo jeito em
que o homem é tentado, contudo não pecou. Experimentou tudo isso
para que conhecesse as nossas enfermidades e pudesse interceder
diante de Deus a nosso favor.
“A verdadeira oração é a experiência 
 viva da verdade da Trindade Santa. 
 O sopro do Espírito, a intercessão 
 do Filho e a vontade do Pai 
 tornam-se um em nós”.
— Andrew Murray
Ele Se identificou com o homem assumindo a forma de carne e
sangue para que, por Sua morte, derrotasse o diabo e libertasse o
homem da escravidão do pecado e do medo da morte.
Cristo experimentou a dor e a tristeza, e os tormentos amargos da
morte na cruz. Tomou o nosso lugar e ofereceu Seu próprio corpo
como sacrifício pelos pecados de toda a humanidade.
O FUNDAMENTO DAS NOSSAS ORAÇÕES
Quando nós sabemos verdadeiramente, não apenas na nossa mente
mas no nosso coração, que Cristo vive para interceder por nós, somos
capazes de nos apresentar com ousadia diante de Deus, com a firme
certeza de que Cristo está lá intercedendo por nós, e que nós
receberemos o que precisamos de Deus.
Nossa ousadia não é simplesmente uma questão da nossa própria
confiança humana. É um direito dado por Deus, que o sangue de
Jesus nos comprou. Nossa ousadia não está em nós mesmos, mas no
poder do sangue de Jesus. Temos fé de que receberemos o que
pedirmos, não por causa do nosso próprio mérito, mas por causa do
sangue de Jesus.
Pelo pecado de Adão e Eva, o homem perdeu seu direito de ter
acesso diretamente à Presença do Pai, quando ele tinha comunhão e
se comunicava com Ele. Desde o tempo de Moisés até Cristo, o homem
foi incapaz de viver na Presença de Deus. Durante 15 séculos, Israel
teve um Templo, que tinha um Santo dos Santos onde habitava a
Presença Santa de Deus. Sob pena de morte, ninguém tinha
permissão para entrar. Nenhum homem podia ter acesso direto à
Presença de Deus.
Os sacerdotes não tinham permissão para entrar, mas ministravam
do lado de fora no átrio exterior, oferecendo sacrifícios a Deus. Uma
vez por ano, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote, depois de se
consagrar, tinha permissão de entrar e derramar uma oferta de
sangue sobre o Propiciatório, pelos pecados próprios e os do povo.
O homem tinha entrada negada à Presença de Deus. Não podia
viver em comunhão com Deus. Jesus, nosso Sumo Sacerdote
derramou Seu próprio sangue na cruz. Subiu ao céu e ofereceu-o ao
Pai como uma oferta pelo pecado do homem. “Nem por sangue de
bodes e bezerros, mas por seupróprio sangue, entrou uma vez no
santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (Hebreus 9.12).
Por meio daquela oferta única do Seu sangue, Jesus destruiu
Satanás para sempre, quebrou as cadeias do pecado, da doença e da
morte, e fez provisão de uma salvação plena e livre, na qual nossos
pecados são perdoados e temos poder sobre o pecado.
O grande véu do Templo, que separava o homem do Santo dos
Santos... da Presença de Deus... foi destruído! Por meio do sangue de
Jesus temos ousadia para entrar e viver na plenitude da Presença de
Deus. Paulo disse: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no
Santuário, pelo sangue de Jesus...” (Hebreus 10.19).
Não apenas temos ousadia e confiança para nos aproximar de Deus
pelo sangue de Jesus, mas temos segurança e fé sabendo que Jesus,
nosso Sumo Sacerdote, está lá AGORA na Presença de Deus a nosso
favor. Paulo disse: “e tendo um grande sacerdote sobre a casa de
Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de
fé...”(Hebreus 10.21-22).
Nestes versículos, vemos muito claramente a posição espiritual que
temos de tomar quando chegamos diante de Deus na oração. Paulo
disse que temos que nos aproximar de Deus com um “coração
verdadeiro”. Quando entramos na Presença de Deus, devemos ir com
um coração sincero estabelecido em Deus e na Sua Palavra.
Também temos de nos achegar a Deus em “inteira certeza de fé”.
Devemos crer que Deus ouve e responde a oração. Quando oramos,
temos que liberar a nossa fé e nos apossar daquilo que precisamos de
Deus.
A oração não é o que salva os doentes. É a “oração da fé” que salva
os doentes (veja Tiago 5.15).
Sabendo que Jesus está lá na Presença do Pai orando por você,
intercedendo a seu favor, você pode entrar na Presença do Pai
sabendo que Ele é movido por sentir suas enfermidades. Ele sente sua
dor... seu pesar... a tempestade que você enfrenta... sua luta para
vencer a tentação... e está lá pronto para lhe dar a graça e a força de
que você necessita.
POR MEIO DO SANGUE DE CRISTO TEMOS
OUSADIA PARA ENTRAR NA PRESENÇA DE DEUS
Por Jesus Cristo, o Grande Intercessor e nosso Sumo Sacerdote, a
obra salvífica foi feita. Pelo Seu sangue, Ele forneceu uma salvação
plena e livre, na qual TODAS as nossas necessidades foram supridas.
Pelo Seu sangue, temos acesso concedido ao Santo dos Santos... à
Presença viva do Deus Todo Poderoso... onde podemos viver no
relacionamento contínuo com Deus.
Pelo seu sangue, temos ousadia para entrar na Presença de Deus
sabendo que Ele nos ouve e que nos concederá o que pedirmos.
Não sobrou nada mais para Jesus fazer por nós. Foi tudo
realizado... encerrado de uma vez por todas! Tudo o que precisamos
foi provido e feito acessível a nós. Tudo que nos resta é nos
achegarmos a Deus em fé, pela oração, e receber o que precisamos.
Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus,
que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa
confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa
compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós,
em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com
confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar
misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo
oportuno.
— Hebreus 4.14-16
Na intercessão de Cristo no jardim, Ele rendeu plenamente Sua
vontade a Deus. Agonizou na oração até que Seu suor se transformou
em gotas de sangue, caindo no chão. Na Sua oração, Ele desistiu
completamente de fazer qualquer reivindicação por Sua vida, por
causa de toda a humanidade.
E, saindo, foi, como costumava, para o monte das Oliveiras; e
também os seus discípulos o seguiram. E, quando chegou àquele
lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação. E
apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de
joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice;
todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua. E apareceu-lhe
um anjo do céu, que o confortava. E, posto em agonia, orava
mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de
sangue que corriam até ao chão. 
 E, levantando-se da oração, foi ter com os seus discípulos e
achou-os dormindo de tristeza. 
 E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai para
que não entreis em tentação.
— Lucas 22.39-46
A maior batalha de todas as épocas foi ganha naquele dia na
oração!
A vitória da cruz, Sua morte e ressurreição, foi primeiramente
conquistada na oração!
Nossa salvação foi ganha naquele dia na oração!
Deus enviou anjos ao Seu lado para fortalecê-Lo e sustentá-Lo
enquanto Ele tinha dores de parto e agonizava na oração. Depois,
tendo conquistado esta grande vitória, Jesus foi para a cruz.
Quando os soldados romanos O açoitaram sem misericórdia, Ele
ficou ali no nosso lugar.
Lá na cruz, Ele estava intercedendo... reconciliando o homem com
Deus. Ele levou a sua vergonha, sua rejeição, sua dor e seus pecados
sobre Ele.
Pelo que lhe darei a parte de muitos, e, com os poderosos,
repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na
morte e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si
o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.
— Isaías 53.12
FAÇA ORAÇÕES OUSADAS COM BASE NA SUA
ALIANÇA COM DEUS!
Como nosso Intercessor, Jesus entrou no Santo dos Santos no céu e
ofereceu Seu sangue sobre o Propiciatório para nossa redenção do
pecado. Sob a Velha Aliança, Deus designou Arão, seus filhos e a
tribo de Levi para servirem como sacerdotes. Ninguém tinha
permissão para servir como sacerdote, que não fosse da tribo de Levi.
As pessoas não eram autorizadas a ir para Deus por si mesmas. Era
exigido que se aproximassem de Deus por intermédio dos sacerdotes,
e somente estes tinham acesso ao Santo dos Santos.
Uma vez por ano, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no
Santo dos Santos, onde oferecia um sacrifício, primeiramente pelos
seus próprios pecados, e depois pelos pecados do povo. Ele derramava
o sangue dos touros e bodes sobre o Propiciatório e sobre o altar para
expiação dos pecados do povo.
Deus estabeleceu este sacerdócio sob a Velha Aliança como uma
sombra do Grande Sumo Sacerdote que viria mandar embora os seus
pecados. Quando Jesus tomou Sua posição como Sumo Sacerdote da
Nova Aliança, essa velha ordem de sacerdócio não era mais
necessária.
Sob a Velha Aliança, aqueles que desejavam ser sacerdotes tinham
que ser da tribo de Levi. Jesus tornou-se Sumo Sacerdote da Nova
Aliança.
...não com base em uma exigência legal 
 do corpo físico e lei carnal [um mandamento imposto
externamente com relação à Sua ascendência física] mas com
base no poder de uma Vida eterna e indestrutível.
— Hebreus 7.16 AMP
Hoje temos um Sumo Sacerdote que não pode ser destruído... Um
que vive para sempre... Aquele que tem um sacerdócio permanente!
Por ter um sacerdócio permanente, Jesus tornou-se a “Segurança”...
a garantia... da Nova Aliança que Deus fez conosco. Ele é a nossa
garantia de que Deus fará tudo que prometeu. Ele também é a
garantia da nossa fidelidade para guardarmos a aliança com Deus.
Jesus, nosso Sumo Sacerdote-Intercessor entrou no Santo dos
Santos e derramou Seu sangue sobre o altar de Deus.
Mas [aquele tempo designado chegou] 
 quando vindo Cristo (o Messias) apareceu como um Sumo
Sacerdote das melhores coisas que vieram e virão. [Então] por
um tabernáculo 
 maior e mais perfeito, não feito com mãos [humanas], isto é, não
como parte desta criação material, Ele entrou de uma vez por
todas 
 [no Santo dos Santos] dos Céus, não por virtude do sangue de
bodes e novilhas [pelos quais tentava-se fazer a reconciliação
entre Deus 
 e o homem], mas por Seu próprio sangue, 
 tendo encontrado e garantido uma redenção completa (uma
libertação eterna para nós).
— Hebreus 9.11-12 AMP
As trevas cobriram a terra! A terra se abalou violentamente e o
grande véu que separava o Santo dos Santos foi rasgado em dois e
caiu, amontoando-se no chão!
Por aquele único Sacrifício... Seu corpo destroçado... Ele removeu o
véu que separava Deus do homem, e deu-nos acesso direto ao Santodos Santos, pelo qual podemos entrar na própria presença de Deus!
ASSUMA A SUA POSIÇÃO DE PODER E
AUTORIDADE NA ORAÇÃO!
Por aquele Sacrifício único, o pecado da humanidade foi apagado.
Não há absolutamente nada que reste para ser feito a fim de
assegurar esta aliança eterna que Deus fez conosco. Nenhum
sacrifício adicional é necessário. A obra realizada foi completa!
Mas Este [Cristo], havendo oferecido um 
 único Sacrifício pelos nossos pecados [que terá valor] para
sempre, assentou-se à destra de Deus, para esperar até que Seus
inimigos sejam feitos como escabelo debaixo dos Seus pés.
Porque, com uma única oferta, Ele limpou e aperfeiçoou
completamente e para sempre aqueles que 
 são consagrados e tornados santos.
— Hebreus 10.12-14 AMP
O sangue que jorrou naquele dia do Corpo de Jesus aboliu
completamente a Velha Aliança e tornou válida a Nova Aliança com
todas as suas provisões de perdão, libertação, liberdade, cura e todas
as promessas da aliança!
Jesus Se ofereceu como um sacrifício de sangue para que
entrássemos num relacionamento de aliança de sangue com Ele. Seu
sangue... Sua vida... flui através de nós! É por meio do partilhar
contínuo da Sua carne e do Seu sangue... Sua vida... que temos vida
em abundância.
Estenda as mãos pela fé e coma do Pão Vivo. “Coma”... alimente-se
de Cristo. Faça-O a Fonte de toda sua nutrição. Dependa dEle para ter
todas as suas necessidades supridas. Aceite o sacrifício do Seu corpo
alquebrado, ensanguentado, como suficiente para suprir todas as
necessidades da sua vida.
Aproprie-se diariamente da oferta sacrificial do seu corpo sobre o
altar da sua vida, não apenas para o perdão, mas para cura,
libertação, e todas as suas provisões diárias. Seu sangue selou para
nós as promessas de aliança com Deus.
Por causa da intercessão de Cristo... Sua obediência e rendição à
vontade de Deus... Sua morte na cruz... Ele obteve uma posição de
poder e autoridade suprema sobre todas as potestades e principados
no céu, na terra e debaixo da terra.
E depois que apareceu em forma humana Ele degradou-Se e
humilhou-Se [ainda mais] e levou Sua obediência ao extremo da
morte, até morte da cruz! Portanto [porque Ele desceu tão baixo],
Deus O exaltou grandemente e Lhe concedeu o nome que está
acima de todo nome, para que [ao] nome de Jesus todo joelho
deva se dobrar, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua
[de modo franco e aberto] confesse e reconheça que Jesus Cristo é
o Senhor, para a glória de Deus Pai.
— Filipenses 2.8-11 (AMP)
Quando nos aproximamos do nosso Pai em oração, Ele espera que
venhamos com ousadia... com fé sem duvidar... não vacilando... não
fraquejando... mas confiando em nossa posição privilegiada com
Cristo.
Quando você PEDIR ao Pai no poder e na autoridade do poderoso
Nome de Jesus, você não ficará perguntando se Deus ouviu suas
orações, ou se Ele deseja responder. Você saberá que recebe no
momento em que pedir!
“Viver nEle, habitar lá, ser um com Ele, extrair toda a vida dEle,
deixar toda a vida dEle fluir por meio de nós – esta é a atitude
da oração 
 e a habilidade para orar”.
— E. M. Bounds
Após receber uma revelação desta posição de poder e autoridade que
lhe foi dada no Nome de Jesus, você será capaz de orar ousadamente
com poder e autoridade! (No capítulo 11 você aprenderá mais sobre o
direito legal e a autoridade que Cristo lhe deu, e como fazer orações
ousadas no poder do Seu Nome!).
Jesus disse: “Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis
e tê-lo-eis” (Marcos 11.24). Quando entramos na Presença de Deus e
Lhe pedimos as coisas que necessitamos, devemos crer que as
recebemos enquanto oramos... não depois que as tivermos recebido.
Há muitos cristãos que esperam ver uma manifestação física da
resposta às suas orações antes de crerem, e como resultado, não
recebem o que pediram por causa da sua incredulidade.
Saber que Ele está assentado à destra de Deus Pai como nosso
Sumo Sacerdote-Intercessor é o fundamento e a base para as nossas
orações e intercessão.
Saber que Cristo garantiu a nossa entrada no Santo dos Santos, na
Presença de Deus, nos dá segurança.
Saber que Ele é um Sumo Sacerdote-Intercessor que é fiel e
misericordioso, que sente a nossa dor e tristeza e está sempre
intercedendo ao Pai a nosso favor, faz com que não cheguemos com
medo ou timidamente diante de Deus... mas ousadamente, com a
plena certeza da fé de que, no Nome de Jesus, Ele ouvirá e responderá
as nossas orações!
FAÇA ORAÇÕES OUSADAS A FAVOR DA SUA
CIDADE E NAÇÃO!
Chegou a hora de nos tornarmos ousados nas nossas orações! O
tempo é curto... Jesus está voltando e não temos tempo para fazermos
orações com o coração dividido, ou orações fracas, ineficazes, que
não sejam feitas na fé, nem em concordância com a Palavra de Deus.
Tampouco temos tempo para continuar a orar como uma questão de
rotina, onde seguimos tradições e fórmulas de oração feitas pelo
homem.
Se a Igreja de Jesus Cristo vai executar a obra que Deus nos chamou
para fazer neste tempo do fim, devemos começar a focalizar as
nossas orações e nos levantarmos no poder e na autoridade do
Espírito Santo, para nos apossarmos ousadamente das vitórias que
Deus já proveu para nós em todas as áreas da nossa vida.
“Precisamos de Deus Pai, ao qual oramos; precisamos de Jesus
Cristo, o Filho, por cujo intermédio oramos; e precisamos do
Espírito Santo, para orar em nós”.
— R. A. Torrey
Esta é a hora em que devemos nos mover a uma nova dimensão de
oração, fazendo orações ousadas, baseadas na aliança de Deus
conosco. As vitórias são nossas pelo sangue de Jesus. Conhecendo
tudo o que Ele proveu para nós, devemos entrar na Sua Presença com
ousadia a favor das nossas próprias necessidades pessoais, a favor
dos amados não salvos, a favor dos perdidos das nossas cidades, a
favor das necessidades das nossas nações, e a favor da obra que
Deus nos chamou para fazer.
Deus está nos levando a uma nova dimensão de autoridade nas
nossas orações, onde nossas palavras, faladas com autoridade,
investidas nas promessas de Deus, nos capacitarão a confrontar
todas as fortalezas do inimigo!
Apresente-se ousadamente diante do trono de Deus pela oração e
intercessão e peça a Deus não apenas um toque, mas uma cura
completa no seu corpo!
Faça orações ousadas a favor da sua família e pelos amados não
salvos! Peça e creia que Deus salva todos os membros da sua família
e os liberta de toda escravidão do inimigo.
Olhe em volta para a sua comunidade e a sua cidade, e comece a
fazer orações ousadas pelos perdidos... pelos destituídos... pelos sem
lar... por aqueles presos nas drogas ou no álcool... pelas prostitutas...
pelos membros de gangues. Pela oração e pelo jejum, apresente-se
ousadamente diante de Deus e creia que Ele pode quebrar as cadeias
das pessoas, libertá-las das drogas e do álcool, salvá-las e curar seus
corpos.
“Nunca devemos esquecer que Deus colocou na oração as forças da
conquista, da herança e da expansão por causa de Cristo. ‘Pede-me, e
eu te darei os ímpios como herança, e os confins da terra como tua
posse!’”
Apresente-se ousadamente diante de Deus e clame: “Senhor, dá-me
esta cidade para o Teu reino!” “Senhor, dá-me esta nação... salva...
cura... liberta pelo Teu tremendo poder!” Seja ousado, pedindo a Deus
um mover poderoso do Seu Espírito no seu lar, na sua igreja, na sua
cidade e nação! Fique com o rosto em terra diante de Deus e comece a
chorar... a clamar... a sentir dores de parto como Jesus sentiu.
Ofereça-se sacrificialmente nos tempos de oração e jejum. Clame a
Deus a favor dos perdidos à sua volta. Chore e lamente pelo pecado e
a corrupção ao seu redor. Clame a Deus pela Sua misericórdia.
Esta é a maneira pela qual Deus quer que você se prepare para o
Dia do Senhor que virá. Ouça o que o Espírito de Deus está dizendo e
responda. Não hesite. Uma das estratégias de Satanás é fazer tudo
que Ele puder para impedir você de orar. Ele tentará deixar você tão
ocupado com outras coisas que você não terá tempo para orar.
Resista a toda tentativa do inimigo de impedi-lo de respondera este
chamado do Espírito para interceder. À medida que nos ligarmos
estabelecendo uma cobertura global de oração cobrindo todo o
mundo, creia que impactaremos nações inteiras, e multidões serão
conquistadas para o Reino de Deus!
No capítulo oito entraremos com maior profundidade nesta
revelação. Cristo não apenas nos deu acesso ilimitado ao Trono onde
podemos nos apresentar ousadamente com nossas necessidades
sabendo que Ele responderá, mas há muito mais! Como seu Grande
Sumo Sacerdote, Cristo lhe convida a nos ajuntarmos a Ele no Seu
Trono, na Sua intercessão.
Senhor, ensina-nos a orar!
Senhor, Tu és o Grande Intercessor! 
 Como te louvamos por viveres uma vida 
 de intercessão e por entregares a Tua vida por nossa causa, para
nos libertar do poder do pecado! Obrigado por levar nossos
pecados sobre Ti, derramando o Teu sangue, dando-nos acesso 
 ao Santo dos Santos. Nós nos achegamos a Ti 
 e nos apresentamos ousadamente diante do Trono. Ensina-nos
pelo teu Espírito tudo o que 
 Tu já proveste para nós, e como viver uma vida 
 de intercessão que Tu usarás para cumprir 
 Tua vontade nesta terra. Nós nos rendemos plenamente a Ti.
Ensina-nos a orar 
 como Tu oras!
8. Intercessão Da Sala do Trono
Temos um Sumo Sacerdote, assentado agora no Trono de Deus à
destra do Pai, e que vive em intercessão contínua por nós!
Ele não está apenas intercedendo por nós, Ele nos chama a nos
ajuntarmos a Ele na Sua intercessão.
“O homem a quem Deus fala face a face torna-se participante
daquele mesmo poder de intercessão que existe nEle, que está à
destra de Deus e que ‘vive sempre para interceder’” (Hebreus
7.25).
— Andrew Murray
Pelo poder do Seu sangue, Ele deu-nos acesso pleno ao Santo dos
Santos para vivermos e habitarmos na Presença do Pai.
Ele colocou todo poder do Céu à nossa disposição.
Colocou o Espírito Santo dentro de nós dando-nos poder para orar.
Ele nos deu poder e autoridade delegada pelo Seu Nome.
Uma vez que você tenha um vislumbre dEle como seu grande Sumo
Sacerdote e O veja lá em todo Seu poder e glória...
Uma vez que você entenda plenamente tudo o que Ele proveu para
você...
Uma vez que você compreenda a realidade da sua posição de estar
assentado com Cristo no Seu trono...
Você saberá como se apresentar ousadamente diante do Trono e
tomar posse da Sua provisão para todas as suas necessidades. Será
capaz de interceder com maior poder e autoridade a favor das
necessidades da sua família, igreja, cidade e nação.
O Pai quer levar você a uma nova dimensão poderosa de oração, na
qual você esteja vendo mais respostas de oração na sua vida do que
jamais experimentou. No capítulo sete você recebeu um vislumbre de
Cristo como o Grande Intercessor e como, sendo nosso Sumo
Sacerdote, Ele tornou possível pelo poder do Seu sangue, que
tenhamos pleno acesso ao Santo dos Santos... à Presença de Deus.
Sabemos que Ele tem um sacerdócio permanente, imutável, e que Ele
é um Sumo sacerdote fiel e misericordioso que leva continuamente as
nossas petições diante do Pai e intercede por nós.
Vamos nos aprofundar nesta rica revelação para vermos a posição
que Cristo proveu para nós com Ele na Intercessão da Sala do Trono.
É minha oração que os olhos do seu entendimento sejam abertos
para ver o privilégio glorioso e o direito que lhe foram dados para se
aproximar do Trono de Deus e entrar na Presença do Pai como um dos
seus filhos. Quero que você veja pela fé como Cristo tornou possível
para você se assentar com Ele no seu trono a fim de interceder com
Ele. Não quero que você simplesmente tenha um conhecimento
intelectual, mas sim uma revelação que penetre profundamente no
seu espírito.
O PODER DE UMA VIDA ETERNA
Por um momento, vamos focalizar nossos olhos em Cristo, nosso
Grande Sumo Sacerdote assentado no Trono. Ele está assentado ali
em uma posição da mais elevada honra, poder e autoridade suprema,
à destra do Pai. “...Temos um sumo sacerdote tal, que está
assentado nos céus à destra do trono da Majestade” (Hebreus 8.1).
Seu ministério no Trono é de intercessão contínua a nosso favor.
Seu sacerdócio não é como dos sacerdotes terrenos, mas Ele é
“...sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque”
(Hebreus 7.17). Ele é o nosso eterno Sumo Sacerdote. Nele não existe
variação ou envelhecimento. Ele é de eternidade a eternidade!
Isto não apenas significa que seu sacerdócio nunca cessará, como
também que Ele nos ministra “...segundo a virtude da vida
incorruptível” (Hebreus 7:16). Cristo vive e trabalha continuamente, e
Sua obra nas nossas vidas é feita no poder de uma vida eterna,
incorruptível. Não existe expressão mais poderosa ou mais
significativa em todo o Livro de Hebreus.
Cristo, nosso Sumo sacerdote, sopra Sua própria vida em nós. Ele
nos leva a uma íntima comunhão e relacionamento com o Pai,
cumpre a Sua vontade e libera todos os benefícios da redenção no
poder de uma vida eterna!
Ele permanece para sempre – o eterno – sempre vivo – sempre
trabalhador – Sumo Sacerdote.Tudo o que Ele faz por nós como nosso
Sumo Sacerdote no céu Ele faz no poder de uma vida eterna!
Deus confirmou o sacerdócio eterno de Cristo com Seu juramento.
“...Jurou o Senhor e não se arrependerá: Tu és sacerdote
eternamente...” (Hebreus 7.21). O juramento de Deus é a prova dos
Seus propósitos imutáveis concernentes a algo que O obriga fielmente
a executar. Seu juramente o sela! Não há nada que possa ou que irá
mudar o Seu propósito.
“Jesus é nosso eterno Sumo Sacerdote. Ele está prevalecendo hoje
no trono do céu – não apenas pela Sua Presença e por causa das
Suas feridas no Calvário, mas por meio da Sua súplica santa e
contínua, por meio da Sua intercessão”.
— Wesley L. Duewel
Arão foi feito sacerdote sem um juramento. Seu sacerdócio foi
apenas temporário, uma sombra do que viria. Deus fez por Si mesmo
um juramento sobre o sacerdócio eterno de Cristo para que
soubéssemos, sem sombra de dúvida, que Cristo cumprirá toda
promessa e transmitirá tudo o que Deus proveu nas nossas vidas.
Deus fez um juramento impossível de se quebrar, estabelecendo
Jesus como um Sumo Sacerdote permanente da Sua aliança conosco.
Seu juramento está estabelecido eternamente. É imutável! Este
juramento torna-se a nossa confiança. Torna-se a nossa força!
Porque Cristo é nosso eterno Sumo sacerdote, Ele tem um sacerdócio
imutável. “Mas este, porque permanece eternamente, tem um
sacerdócio perpétuo” (Hebreus 7.24). No sacerdócio de Arão, havia
uma sucessão contínua de sacerdotes. Quando um morria, o outro
tomava o seu lugar. Mas o sacerdócio de Cristo é imutável! A vida e o
poder que Ele ministra, também são imutáveis.
Você percebe o que isto significa para você? Nunca houve um
momento em que Seu ministério como seu Sumo Sacerdote não
estivesse em plena operação.
E porque Cristo tem um sacerdócio perpétuo, imutável, Ele é capaz
de socorrer completamente – totalmente – em todos os tempos, porque
nunca existe um momento em que Ele não esteja intercedendo a seu
favor.
Portanto, pode também salvar ao máximo – completamente,
perfeitamente, finalmente, 
 e por todos os tempos e pela eternidade – aqueles que chegam a
Deus por ele, pois Ele está sempre vivendo para fazer petição a
Deus, 
 interceder junto a Ele e intervir por eles.
— Hebreus 7.25 AMP
VEJA SEU FIEL SUMO SACERDOTE SOBRE O
TRONO
Cristo, nosso Grande Sumo Sacerdote, é “um ministro do santuário e
do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem”
(Hebreus 8.2). No tabernáculo que Deus dirigiu Moisés a construir, os
sacerdotes serviam cultuando a Deus de acordo com a Sua vontade.
Como representantes do povo, eles ofereciam os sacrifícios, recebiam a
garantia do favor de Deus e pronunciavam as bênçãos de Deus sobre
as pessoas.
Jesus é o Ministro do santuário eterno. Como nosso Sumo Sacerdote,
Ele nos representa ali diante do trono. Ele nos recebe e nos introduz à
Presença do Pai pelo Seu Espírito. Ministra para nós do Trono,
liberando o poder e as bênçãos de Deus no poder de uma vida eterna.
Amado, vire seus olhos e contemple a glória e a majestadede Cristo,
seu Grande Sumo Sacerdote. Lá, assentado no trono, Ele está
intercedendo por você. Sejam quais forem os problemas e as
necessidades que você tiver, leve-os ao Pai sabendo que Ele é o seu
Sumo Sacerdote fiel.
Assim, é evidente que foi essencial que Ele 
 fosse semelhante aos Seus irmãos em tudo, a fim de Se tornar o
misericordioso (compassivo) e fiel Sumo Sacerdote nas coisas
relacionadas a Deus, para expiar e fazer a propiciação pelos
pecados 
 do povo. Porque Ele mesmo [na Sua humanidade] sofreu, sendo
tentado [testado e aprovado], Ele 
 é capaz [imediatamente] de correr ante o clamor [socorrer,
aliviar] dos que estão sendo tentados, testados e provados [e
que, portanto, estão sendo expostos ao sofrimento].
— Hebreus 2.17-18 (AMP)
Cristo não está distante de você e de suas necessidades. Ele é o seu
fiel Sumo Sacerdote. Sente a sua dor, é tocado e Se move pelas suas
enfermidades, fraquezas e necessidades.
Sabendo que Ele está ali no trono, intercedendo a seu favor, não
hesite. Não duvide ou vacile na incredulidade. Corra para Ele em fé.
Derrame seu coração diante dEle e receba a ajuda e as respostas que
você precisa. Vá ousadamente à Presença do Pai sabendo que você
não será recusado, porque seu Grande Sumo Sacerdote está lá.
ELE PAGOU O PREÇO SUPREMO POR NÓS COM
SEU SANGUE
Veja Cristo, seu Sumo Sacerdote! Ele está assentado no trono em
uma posição de poder supremo e autoridade sobre toda potestade,
autoridade e domínio nos céus e na terra. Quando você sabe que não
existe maior poder, e conhece a posição que Ele lhe deu - assentado
com Ele no Seu trono, você nunca será derrotado nas suas orações!
“Pelo Espírito, as orações 
 de Cristo tornam-se nossas, e as nossas orações 
são tornadas Suas. Pedimos o que 
 desejamos e nos é dado”.
— Andrew Murray
Pelo poder do Seu sangue derramado na cruz, Cristo derrotou
Satanás e quebrou o poder do pecado, da doença e da morte, e está
agora assentado nessa posição mais elevada de poder e autoridade.
Para orar com poder e ousadia, sabendo que suas orações
alcançaram o trono de Deus, você precisa conhecer o poder do sangue
de Jesus e aplicá-lo na sua vida.
• Pelo sangue de Jesus você é redimido! “Sabendo que não foi
com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados
da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos
vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um
cordeiro imaculado e incontaminado” (1 Pedro 1.18-19).
• Pelo sangue de Jesus você é reconciliado com o Pai. O
sangue de Jesus cumpriu as exigências de um Deus Santo e proveu a
expiação pelos seus pecados. Pelo sangue de Jesus, você permanece
sem culpa diante de Deus. Seus pecados foram lavados e não há
nada que o impeça de se aproximar de Deus. “Sendo justificados
gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo
Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu
sangue...” (Romanos 3.24-25).
• Pelo Seu sangue, você é purificado de todo pecado. “Mas, se
andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com
os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de
todo pecado” (1 João 1.7).
• Pelo sangue, você tem ousadia para entrar no Santo dos
Santos e de se aproximar do Trono de Deus. “Tendo, pois,
irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus”
(Hebreus 10.19).
• Pelo sangue de Jesus, você é santificado. “Também Jesus,
para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da
porta” (Hebreus 13.12).
• Pelo sangue de Jesus, você é feito rei e sacerdote para
Deus. Você tem não apenas o direito legal de viver na Presença de
Deus e desfrutar da comunhão íntima com Ele, mas também de se
aproximar dEle e obter Suas bênçãos para os outros. “...com teu
sangue compraste para Deus gente de toda tribo, língua, povo e
nação. Tu os constituíste reino e sacerdotes para o nosso Deus, e
eles reinarão sobre a terra” (Apocalipse 5.9-10 NVI).
• Pelo sangue você tem vitória sobre Satanás e todos os seus
principados. “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela
palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte”
(Apocalipse 12.11).
O sangue que Jesus derramou é suficiente para todas as
necessidades suas e da humanidade! Saber do poder do sangue lhe
dará uma ousadia e confiança para que, quando orar, você não seja
recusado!
NÃO EXISTE PODER MAIOR!
Foi Jesus quem derrotou Satanás! Jesus entrou neste mundo com
um propósito divino – para destruir as obras do diabo. “Para isto o
Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1
João 3.8).
O sangue derramado de Jesus remiu-nos das mãos de Satanás! “E,
visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele
participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o
que tinha o império da morte, isto é, o diabo” (Hebreus 2.14).
Nosso Grande Sumo sacerdote subiu ao céu onde entrou no Santo
dos Santos e ofereceu seu sangue no altar de Deus. “Nem por sangue
de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez
no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (Hebreus
9.12).
O Pai aceitou o sangue como sacrifício Único todo suficiente para
redimir o homem dos seus pecados. Posso quase ouvir o clamor
soando nos céus: “O sangue do Cordeiro é suficiente! Satanás está
derrotado! O homem está redimido, liberto do poder de Satanás!”
“Você não tem que tremer diante de Satanás, mas tem que
confrontá-lo a partir do trono”.
— Wesley L. Duewel
Tendo redimido o homem e comprado a Igreja pelo Seu sangue,
nosso Grande Sumo Sacerdote desceu ao mundo invisível, onde Ele
proclama Seu triunfo completo sobre Satanás.
Pois também Cristo sofreu pelos pecados de uma vez por todas, o
justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no
corpo, mas vivificado pelo Espírito, no qual também foi e pregou
aos espíritos em prisão...
— 1 Pedro 3.18-19
Veja Jesus em grande triunfo quando Ele sobe aos céus, deixando
atrás de Si uma multidão de inimigos derrotados: Satanás, o pecado
e a morte. “Quando subiu ao céu, Ele levou cativo o cativeiro [Ele
conduziu uma série de inimigos derrotados] e deu dons aos
homens” (Efésios 4.8 AMP).
Numa exibição ousada, Satanás e seus principados foram
derrotados! “[Deus] desarmou os principados e potestades que se
estendiam contra nós e fez deles uma exibição ousada e um
exemplo público, triunfando sobre eles nEle e nela [na cruz]”
(Colossenses 2.15 AMP).
Hoje, Cristo está entronizado e assentado à destra do Pai em uma
posição de honra e majestade mais elevada. O Pai exaltou-O e deu-
Lhe o Nome que está sobre todo nome.
Pelo que também Deus o exaltou soberanamente 
 e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, 
 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos
céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que
Jesus Cristo 
 é o Senhor, para glória de Deus Pai.
— Filipenses 2.9-11
Deus Todo-Poderoso colocou todas as potestades e principados
debaixo dos pés de Cristo e O fez Cabeça da Igreja.
...Ele O ressuscitou dos mortos e O pôs assentado à Sua
[própria] direita nos céus [lugares celestiais], muito acima de
todo governo, autoridade, poder e domínio, e de todo nome que
se nomeie [acima de todo título que possa ser conferido], não só
neste século e neste mundo, mas também nos que virão.
— Efésios 1.20-21 (AMP)
Todo poder, autoridade e domínio, não apenas neste mundo, mas no
mundo que virá, estão sujeitos a Ele.
Não existe poder maior!
Satanás e todos os seus principados demoníacos estão derrotados!
UNIDOS COM ELE NO TRONO
Cristo, nosso Grande Sumo Sacerdote, reina! Ele é o Soberano deste
Universo! Desta posição de exaltação no Trono, Seu ministério
contínuo é de intercessão. Como Cabeça da Sua Igreja, Ele dirige e
libera Sua intercessão através de nós.
“Somos participantes da vida de Cristo, 
 da Sua justiça e da Sua obra. Compartilhamos 
 na Sua intercessão também. Ele não 
 pode fazê-la sem nós”.
— Andrew Murray
Não apenas Cristo deu a você o acesso legal ao Trono, onde você
pode desfrutar da comunhão e dorelacionamento íntimo com Ele,
como também deu-lhe o privilégio de juntar-se a Ele na intercessão
vinda do Trono.
Pelo poder do Seu Espírito, Ele o elevou a uma posição na qual você
está agora assentado espiritualmente com Ele no Seu Trono. Pelo
mesmo Espírito que ressuscitou Cristo dos mortos, Ele vivifica você
com Cristo, e na sua união com Ele você está com Ele no Trono.
O apóstolo Paulo escreveu:
E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar juntos
[dando-nos assento junto a Ele] na esfera celestial [pela virtude
do nosso ser] em Cristo Jesus, o Messias, o Ungido. Fez isto para 
 demonstrar claramente nos séculos vindouros
 as riquezas incomensuráveis [ilimitadas, inigualáveis] da Sua
livre graça (Seu favor imerecido), na benignidade e bondade 
 de coração para conosco em Cristo Jesus.
— Efésios 2.6-7 (AMP)
Pare por um momento e deixe que a realidade desta grande verdade
penetre profundamente no seu espírito. Este não é um conceito etéreo.
É uma realidade viva para aqueles que a tomem pela fé.
Hoje você está assentado com Cristo no Seu Trono. E, por causa das
coisas que estão debaixo dos pés de Jesus, todas as coisas estão
debaixo dos nossos pés! Ele lhe deu poder sobre todo poder do inimigo
(veja Lucas 10.19).
Satanás e todas as suas forças demoníacas estão debaixo dos seus
pés!
Assentado, a partir da sua posição com Cristo no Seu Trono, olhe
em uma visão espiritual do Trono para baixo, para Satanás.
Em si mesmo, você é fraco. Não tem poder ou autoridade espiritual
alguma. Mas em Cristo você está assentado ao Seu lado na Sua
posição de poder e autoridade suprema.
Cristo delegou a você o privilégio de orar em poder e autoridade em
Seu Nome.
Pelo Espírito Santo, Ele lhe deu Seu poder e autoridade não apenas
para resistir, mas para confrontar Satanás, e forçar a sua retirada.
Este é o fundamento sólido da oração que o capacitará a orar com
poder e autoridade que quebrará todo jugo de escravidão e verá a
vontade de Deus se cumprir na sua vida, na família, na sua cidade e
nação.
NA SALA DO TRONO, CONSTATAMOS A VITÓRIA
DE CRISTO
“É a visão de Jesus na Sua intercessão 
 que nos dá poder para orar em Seu Nome. Todo direito e poder da
oração é de Cristo; Ele nos faz compartilhar da Sua intercessão”.
— Andrew Murray
Jesus Cristo, nosso Grande Sumo Sacerdote, chama-nos para nos
juntarmos a Ele na Intercessão da Sala do Trono.
Esta vai além da oração comum.
Na intercessão da sala do Trono, não estamos mais orando a partir
da nossa posição terrena limitada, ou na nossa força limitada. Na
nossa união com Cristo, nosso Sumo Sacerdote, estamos fazendo
orações vindas do Trono! Orações dirigidas por Ele, em Seu Nome, no
poder e na autoridade que Ele tem agora no Trono, e que Ele libera
para nós!
Na Intercessão da sala do Trono, Satanás ou suas forças
demoníacas não nos intimidam mais, nem o confrontamos da nossa
posição terrena. Nós o confrontamos a partir do Trono. Não o
estamos mais encarando de uma posição defensiva. Estamos
iniciando ataques com a oração vinda do Trono contra as fortalezas
de Satanás, ordenando que ele solte sua posse e libere os cativos.
Na Intercessão da sala do Trono, estamos vencendo o câncer, as
doenças cardíacas, o diabetes, a artrite e outras moléstias a partir da
nossa posição de poder e autoridade com Cristo no Seu Trono!
Não encaramos mais as nossas circunstâncias desesperadoras sob
uma perspectiva terrena, mas as vemos da nossa posição assentados
com Cristo no Seu Trono. Fazemos orações e falamos a palavra da fé
nas nossas circunstâncias, sabendo que receberemos tudo o que
pedirmos em Nome de Jesus.
Quando vemos as fortalezas do inimigo nas nossas cidades e
nações, não somos mais limitados pelas nossas habilidades naturais
e não oramos da nossa posição terrena. Na nossa união com Cristo,
no Seu Trono, Ele revela a Sua vontade e libera Seu Espírito para
fazer por meio de nós orações que efetuarão mudanças de acordo com
a Sua vontade. Não existe margem para o fracasso!
Na Intercessão da Sala do Trono não esperamos conquistar a
vitória. Cristo já conquistou a vitória!
Satanás já está derrotado!
Da nossa posição de poder e autoridade ordenamos que Satanás
saia. Reforçamos a vitória de Cristo e amarramos Satanás e seus
principados usando o poder do Nome de Jesus.
ASSUMA A SUA POSIÇÃO EM CRISTO!
Cristo pretende que nós nos ajuntemos a Ele na Sua obra de Sumo
Sacerdote na intercessão e que exerçamos a nossa autoridade
delegada para ministrar às necessidades dos outros. Ele nos fez reis e
sacerdotes para Deus (veja Apocalipse 1.6). O apóstolo Pedro disse:
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real...” (1 Pedro 2.9).
Em Israel os sacerdotes mediavam entre Deus e os filhos de Israel.
Eles levavam os pecados e as necessidades do povo até a Presença de
Deus. Lá, na Presença de Deus, obtinham o poder para declarar o
perdão dos seus pecados e para liberar a bênção de Deus para o povo.
Quando nos unimos a Cristo na Sua intercessão, recebemos poder
para interceder e ministrar em Seu interesse. Como Seus sacerdotes-
intercessores, apresentamo-nos diante do Trono, entramos na Sua
Presença e levamos as necessidades das nossas famílias, dos
perdidos das nossas cidades e as circunstâncias desesperadoras nos
nossos países, em profunda intercessão diante dEle.
“A vida de Cristo fluindo através de nós, 
 e as palavras de Cristo vivendo em nós, são 
o que dá poder à oração. Elas sopram o espírito 
 de oração e constituem o corpo, o sangue 
 e os ossos da oração”.
— E. M. Bounds
Nós nos juntamos a Cristo na intercessão da sala do Trono. Quando
começamos a clamar, chorar e sentir dores de parto diante dEle, o
Espírito Santo começa a nos revelar a intenção e a vontade de Deus
com relação às necessidades. Então quando nos rendemos ao Espírito
Santo, Ele começa a orar em nosso favor através de nós com gemidos
profundos e o jorrar do Espírito.
Sabendo que Cristo já pagou o preço e conquistou a vitória, somos
capazes de orar com autoridade de domínio, assentados com Cristo
no Seu Trono.
Quando intercedemos, somos capazes de demolir as fortalezas de
Satanás, amarrar o seu poder e ver a vontade de Deus cumprida,
trazendo salvação, cura e libertação no Seu Nome.
“É a revelação da Palavra pela luz, pela direção 
 e pelo ensino do Espírito que nos capacita a realizar o grande
ofício de intercessores na terra, em harmonia com a grande
intercessão de Jesus Cristo à destra do Pai no céu”.
— E. M. Bounds
Este é um chamado elevado e santo. Que privilégio nos foi dado de
ajuntarmo-nos ao nosso Grande Sumo Sacerdote no Trono, no Seu
ministério de intercessão! A chave para viver nesta nova dimensão
da Intercessão da Sala do Trono é a sua união com Cristo. Na Sua
oração de Sumo Sacerdote, Jesus orou: “Que todos sejam um, como
tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em
nós...” (João 17.21). Ele disse: “Eu neles, e tu em mim, para que eles
sejam perfeitos em unidade...” (João 17.23).
O poder na oração que trará a intervenção divina nas nossas vidas
e sobre esta terra depende de nós vivermos em um relacionamento
com Cristo no qual somos um com Ele. Jesus disse: “Se vós viverdes
em Mim [permanecerdes vitalmente unidos a Mim] e Minhas
palavras permanecerem em vós e continuarem a viver em vossos
corações, pedireis tudo que quiserdes e vos será feito” (João 15.7
AMP).
Cristo pretende que nós reinemos já nesta vida!
Se pela transgressão de um só 
 a morte reinou por meio dele, muito 
 mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e
a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único
homem, 
 Jesus Cristo.
— Romanos 5.17 NVI
Somos chamados para governar e reinar com Ele através da
Intercessão da Sala do Trono. Este é o nosso direito desde o
nascimento que se tornou possível pelo Seu Espírito.
É minha oração que Deus imprima esta poderosa verdade no seu
espírito de tal forma que você irá, na realidade, assumir a sua
posição assentado ao Seu lado, como um dos Intercessores do Sumo
Sacerdote.
Não apenas Cristo tornoupossível que você se ajunte a Ele no Seu
trono na intercessão, como também Ele lhe deu um Habilitador
Divino que levará você além da sua capacidade natural, para fazer
orações que sejam divinamente potencializadas, 100% efetivas em
100% do tempo.
No capítulo nove, você aprenderá mais sobre o Habilitador Divino.
Senhor, ensina-nos a orar!
Querido Jesus, recebemos um vislumbre 
 de Ti como nosso Grande Sumo Sacerdote, 
 e de tudo o que Tu proveste pelo Teu sangue. Nossos corações
estão impressionados de saber 
 
do preço tremendo que Tu pagaste para nos redimir e nos levar à
comunhão com o Pai. 
 Saber que Tu nos deste o privilégio bendito de 
 nos ajuntarmos a Ti na intercessão do Trono vai além da nossa
compreensão. Unge os nossos 
 olhos e dá-nos uma revelação nova para vermos 
 a nossa posição contigo assentado no Trono, 
 e do ministério de intercessão para o qual Tu 
 nos chamaste. Como Teu ministério no Trono 
 é de intercessão contínua, une as nossas orações às Tuas.
Senhor, ensina-nos a orar. Leva-nos a uma união verdadeira
contigo, onde a Tua vida esteja fluindo através de nós. Ensina-
nos a viver sabendo que estamos em Ti e que Tu estás em nós.
Que nossas vidas estejam tão unidas com a Tua que a Tua
intercessão seja derramada através 
 de nós para trazer a Tua bênção e realizar 
 a Tua vontade na terra.
9. Nosso Habilitador Divino
Na nossa busca santa por aprendermos como orar na mesma
dimensão de poder em que Jesus ensinava e demonstrava, temos um
Mestre Divino infalível. A Terceira Pessoa da Trindade...O Espírito
Santo!
“O Espírito Santo sopra o espírito de oração 
 no nosso interior; o poder na oração vem da Sua capacitação no
nosso interior”.
— Wesley Duewel
O abençoado Espírito Santo...
• Implanta o desejo de orar!
O Espírito Santo é um “Espírito de súplica”, que Deus prometeu
derramar. “Derramarei... sobre os habitantes de Jerusalém o Espírito
de graça e de súplicas...” (Zacarias 12.10). Porque Ele é um Espírito
de súplicas e é o Mestre Intercessor habitando em nós, é Ele que
libera em nós o desejo de orar.
• Chama-nos a orar!
O Espírito Santo é o Espírito de Adoção pelo qual somos capazes de
clamar: “Aba, Pai...”. “Mas recebestes o espírito de adoção de filhos,
pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8.15). Pela residência do
Espírito Santo em nós e por nossa união com Cristo, o Espírito Santo
revela o coração do Pai, revela necessidades urgentes de oração e nos
dá os alertas santos para orar.
• Revela as profundezas e as bênçãos concernentes à oração!
Jesus disse: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai
enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas...” (João 14.26).
O Espírito Santo habitando em nós é Aquele que abre o nosso
entendimento, revela as profundezas da intercessão e nos ensina
como orar.
• Concede-nos acesso ao Pai!
“Porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo
Espírito” (Efésios 2.18).
• Dirige-nos nas nossas orações!
“...o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”
(Romanos 8.26).
• Dá-nos visão e discernimento espiritual!
“...porque o Espírito penetra todas as coisas, até as profundezas
de Deus” “...Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o
Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o
que nos é dado gratuitamente por Deus” (1 Coríntios 2.10,12). “E
vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo” (1 João 2.20).
• Libera fé quando oramos!
“Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa
santíssima fé, orando no Espírito Santo” (Judas 20).
• Dá ousadia nas nossas orações!
“E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos;
e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a
palavra de Deus” (Atos 4.31).
• Fortalece e acrescenta perseverança às nossas orações!
“E da mesma maneira o Espírito [Santo] vem nos ajudar nas
nossas fraquezas...” (Romanos 8.26 AMP).
• Dá-nos intensidade para orarmos com fervor!
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre
vós” (Atos 1.8). “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de
água viva correrão do seu ventre. E isso disse ele do Espírito...”
(João 7.38-39).
• Revela a vontade de Deus e ora a vontade de Deus através
de nós!
“E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do
Espírito; e é ele que segundo Deus intercede por nós com gemidos
inexprimíveis” (Romanos 8.27). “Mas, quando vier aquele Espírito da
verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si
mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há
de vir...Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso, vos disse que há de
receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (João 16.13,15).
• Ensina-nos a orar no Espírito e na linguagem da oração!
“...falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana,
mas com palavras ensinadas pelo Espírito” (1 Coríntios 2.13 NVI).
“Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a
Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios” (1
Coríntios 14.2).
• Unge-nos para guerrearmos no Espírito!
“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim,
poderosas em Deus, para destruição das fortalezas” (2 Coríntios
10.4). “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais
estar firmes contra as astutas ciladas do diabo... orando em todo
tempo com toda oração e súplica no Espírito...” (Efésios 6.11,18).
Ele não é apenas o Principal Professor da verdadeira oração...O
Espírito Santo é o Habilitador Divino para a oração!
Ele libera a dunamis de Deus, o poder operador de milagres em nós,
para orar através de nós com autoridade delegada.
Há muitos cristãos que não oram porque sentem que não sabem
como orar eficazmente. Eles não compreendem que o Espírito Santo
foi dado para capacitá-los a orar com poder, e que a chave é ser cheio
do Espírito Santo. Tem que haver uma revelação do papel vital do
Espírito Santo e do Seu ministério de intercessão.
“A oração em si é uma arte que 
 apenas o Espírito Santo pode nos ensinar. 
 Ele é o doador de toda oração. Ore pela 
 oração. Ore até que você possa orar”.
— Charles Spurgeon
Há muitas orações sendo feitas que são totalmente ineficazes e não
sobem além do teto, porque não estão sendo feitas pelo Espírito. Deus
é Espírito e o único jeito de podermos alcançá-Lo é pelo Seu Espírito!
Nossas orações podem ser eloquentes, carregadas de emoção e
vigorosas, mas ainda serão vãs e, em última análise, inúteis, se
estivermos orando de acordo com nosso homem natural, em vez de de
orarmos no Espírito.
“O Espírito Santo como o Espírito da vida acaba com a nossa
falta de vida na oração... como o Espírito de sabedoria nos livra
da ignorância nesta arte santa da oração... como o Espírito de
fogo nos livra da frieza na oração... como o Espírito de força vem
nos ajudar nas nossas fraquezas enquanto oramos”.
— Leonard Ravenhill
Uma das lições mais importantes que você deve aprender na
“Escola de Oração de Cristo” é ser cheio do Espírito Santo e ter uma
total dependência dEle para orar através dele. A oração verdadeira se
origina no Espírito Santo e o único jeito de você ser capaz de orar
com poder e receber as respostas que você necessita será orar no
Espírito.
O apóstolo Paulo, apóstolo da oração e um dos poderosos guerreiros
de oração de todos os tempos, declarou de modo muito claro e
enfático que não sabemos orar como devemos. Mas ele não parou aí.
E da mesma maneira também 
 o Espírito ajuda as nossas fraquezas; 
 porque não sabemos o que havemos 
 de pedir como convém, mas o mesmo 
 Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele
que examina 
 os corações sabe qual é a intenção do 
 Espírito; e é ele que segundo Deus 
 intercede pelos santos.
— Romanos 8.26-27
Ficamos completamente desesperados e desprovidos de qualquer
poder real sem a presença e o poder do Espírito Santo em nossas
vidas! Quando você realmente começa a perceber isso e depende
totalmente do Espírito Santo para lhe ensinar a orar e liberar Seu
poder em você enquanto ora, nada será capaz de ficarno caminho da
sua posse de tudo o que Deus proveu para você.
A ORAÇÃO ALÉM DAS HABILIDADES NATURAIS
Cristo nunca pretendeu que nós dependêssemos das nossas
habilidades naturais como a sabedoria, o conhecimento ou a força
humana para orar. Reunido com Seus discípulos durante as horas
que antecederam sua crucificação, Jesus disse: “E eu rogarei ao Pai,
e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para
sempre” (João 14.16).
“Nós somos salvos porque Ele morreu, 
 mas aquela salvação é levada para casa e nos é garantida
porque Ele está assentado à destra de Deus e intercede
continuamente por nós”.
— Charles Spurgeon
Estes momentos finais com Seus discípulos foram sem dúvida os
mais cruciais que Jesus passou com eles. Toda a palavra e toda a
ação foram preenchidas com um propósito grande e um significado
profundo.
Jesus sabia que estava prestes a morrer, e em poucas horas todas as
suas vidas estariam de cabeça para baixo. Ele sabia que Pedro o
trairia três vezes. Ele havia dito a Pedro: “...Satanás vos pediu para
vos cirandar como trigo. Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não
desfaleça...” (Lucas 22.31-32).
Jesus sabia que os discípulos se dispersariam após a morte do seu
líder. Ele conhecia as fraquezas e as limitações humanas. Sabia que
não havia jeito possível de, com a sua força natural, os seus
discípulos serem capazes de enfrentar o ataque satânico, a prisão, a
perseguição e a morte e ainda fazerem a obra que Ele os chamara
para fazer.
Depos de ressuscitar, Jesus os reuniu novamente, informou-lhes
sobre sua ida para o Pai e explicou: “...vos convém que eu vá,
porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for,
enviar-vo-lo-ei” (João 16.7).
Jesus sabia que eles precisavam de algo mais do que possuíam em
si mesmos. Disselhes que voltaria para o Pai, mas no Seu lugar
enviaria o Espírito Santo, Que não apenas ficaria com eles, mas
estaria neles (João 14.17).
Jesus estava voltando para o Pai e estaria assumindo a Sua posição
à destra do Pai. Lá Ele continuaria o Seu ministério como o Grande
Intercessor, intercedendo por eles a partir do Trono. Mas estava
enviando o Espírito Santo para viver neles, o qual os capacitaria
divinamente a empreenderem a Sua intercessão e Seu ministério na
terra.
Preparando-os para a obra à qual Ele os chamou, e para o assalto
satânico que enfrentariam, Jesus explicou como eles seriam capazes
de orar com um poder que nunca haviam experimentado.
UM NOVO NÍVEL DE ORAÇÃO
Foi um momento de grande intimidade. Os discípulos fixaram seus
olhos em Jesus e se agarravam a cada palavra. Jesus chamou-os de
Seus amigos, com quem Ele não tinha segredos.
Já não os chamo servos, 
 porque o servo não sabe o que o seu 
 senhor faz. Em vez disso, eu os tenho 
 chamado amigos, porque tudo o que ouvi 
 de meu Pai eu lhes tornei conhecido.
— João 15.15 NVI
Jesus lhes contou sobre o Espírito Santo que Ele estava enviando, e
sobre o papel importante que Ele teria nas suas vidas como seu
Ajudador, Consolador, Mestre, Guia e Intercessor. Depois Ele disse:
...Naquele dia, nada me perguntareis. 
 Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu
Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. Até agora, nada pedistes
em meu nome; pedi 
 e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.
— João 16.23-24
Quando Jesus disse: “Naquele dia...”, Ele Se referia ao derramar do
Espírito Santo, quando o Espírito seria liberado para vir e viver no
interior deles. Ele os estava deixando, mas o Espírito Santo estava
vindo para viver e habitar neles, liberando um poder que lhes era
desconhecido até aquele momento.
Quando o Espírito Santo – o Habilitador Divino – viesse, seriam
capazes de pedir – de orar no poder e na autoridade do Seu Nome e
obteriam “tudo” o que pedissem.
Naquele dia, após ter oferecido Seu sangue no Propiciatório do
tabernáculo celestial e ser glorificado, Jesus enviou o Espírito Santo
para capacitar seus discípulos a orar... a executar a obra que Ele os
chamara a fazer, no mesmo poder e autoridade que Ele tinha.
“Eu creio que a maior necessidade da Igreja 
 de Jesus Cristo na América hoje e da Igreja de Jesus Cristo no
mundo é de homens e mulheres que orem no Espírito Santo com
a sinceridade intensa que Ele concede e que somente Ele
concede”.
— R. A. Torrey
O Espírito Santo não foi dado até Cristo ser glorificado (veja João
7.39). No Pentecostes, o Espírito Santo desceu e assumiu a Sua
habitação nas vidas dos discípulos, liberando um novo poder maior
do que qualquer coisa que já haviam experimentado!
Pelo Nome de Jesus, foram capazes de se aproximar do Pai e pedir,
sabendo que tudo o que pedissem no poder e na autoridade desse
Nome, o Pai lhes daria. Jesus lhes disse: “Naquele dia, pedireis em
meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai, pois o
mesmo Pai vos ama...” (João 16.26-27).
Com o Espírito Santo, veio não apenas um poder divino para fazer
as obras de Deus, mas também um novo poder para fazer orações
fortes, intensas, ousadas, inspiradas pelo Espírito Santo.
Uma das primeiras coisas que nós vemos Pedro fazer depois do Dia
de Pentecostes, foi curar o coxo dizendo: “...Em nome de Jesus
Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (Atos 3.6).
O que a Igreja de Jesus Cristo precisa e deve ter hoje, a fim de fazer
orações que quebrem todo jugo da escravidão do pecado e resultem no
fluir do poder de Deus através de nós para as nações, é ser batizada e
cheia do Espírito Santo! Temos que viver no Espírito, com nossas
ações e vidas controladas por Ele, para sermos capazes de orar no
Espírito.
ORAÇÃO INSPIRADA PELO ESPÍRITO
O Espírito Santo é o nosso Habilitador Divino! Ele é o Principal
Intercessor, o espírito de súplica que Deus prometeu derramar (veja
Zacarias 12.10). O Espírito Santo intercede por nós e através de nós.
É o nosso Professor. Mas, diferentemente dos professores terrenos, que
ensinam lições e deixam os alunos por conta própria, o Habilitador
Divino fica dentro de nós e nos transmite a capacidade de colocar em
prática o que nos ensinou.
O Espírito Santo é o que transfere a visão espiritual e ensina as
profundezas e a linguagem da oração. Estas são coisas que não
podem ser ensinadas pela sabedoria humana ou recebidas pela mente
natural. Paulo disse aos coríntios: “...falamos, não com palavras
ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas
pelo Espírito...” (1 Coríntios 2.13 NVI).
Há várias profundidades da intercessão que somente podem ser
atingidas através do Espírito Santo. Paulo disse: “o Espírito
intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Há duas palavras em
grego usadas nesta tradução, stenagmois alaletois. A palavra
“alaletois” descreve os gemidos ou suspiros como sendo inarticulados,
incapazes de ser expressos em palavras compreensíveis.
Existe uma linguagem de oração que vai além do nosso vocabulário
natural limitado. Há ocasiões em que, ao entrarmos em intercessão
profunda, o Espírito Santo assume e começa a orar por meio de nós
com gritos profundos, gemidos e outras expressões que nossas
mentes naturais não compreendem. Mas sabemos pelo Espírito que
estamos tocando no próprio coração de Deus. É a linguagem do
Espírito Santo, fluindo diretamente dEle através de nós para o Pai –
Espírito para Espírito. E isto transcende nossas limitações humanas!
Somos incapazes de expressar adequadamente em palavras
humanas as profundidades do clamor de coração do Espírito dentro
de nós. Isso é profundo demais para as palavras. O Espírito expressa
esses desejos profundos por gemidos e outras expressões que somos
incapazes de expressar de outra forma.
Charles Finney, usado poderosamente por Deus para trazer um dos
maiores avivamentos do mundo na metade dos anos 1800, saía
secretamente para os bosques a fim de orar. Quando o Espírito
começava a orar por seu intermédio, ele entrava em tamanha
profundidade de intercessão com gemidos e lamentos que rolava no
meio das folhas.
Quando viajava de reunião a reunião estava acompanhado por
Father Clay e Gather Nash. Quando foi à Grã-Bretanha paravárias
semanas de reuniões especiais, esses dois homens também foram.
Alugaram um quarto escuro e úmido no porão por vinte e cinco
centavos por semana e ficaram lá de joelhos prostrados diante de
Deus, em intercessão profunda. Seus gemidos e agonia diante de
Deus eram tão fortes que a mulher que lhes alugou o quarto pensou
que estivessem mortalmente doentes e foi a Charles Finney para
avisá-lo da situação e ver se alguma coisa podia ser feita para ajudá-
los. Finney informou-a que não havia nada errado com aqueles
homens, mas que eles estavam sentindo dores de parto no Espírito.
Quando Charles Finney andava nas ruas as pessoas caíam sob o
poder e a unção de Deus! Quando ele ia para as fábricas a fim de
ministrar na hora do almoço, os operários ficavam tão impactados
por sua unção que não eram capazes de voltar para as suas
máquinas. Bares e cinemas eram fechados. Quando ele deixava uma
cidade, não se encontrava mais um bar ou casa de diversão aberta.
A ORAÇÃO POTENCIALIZADA DIVINAMENTE
PELO ESPÍRITO SANTO
Jesus disse aos Seus discípulos: “Mas aquele Consolador, o Espírito
Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as
coisas...” (João 14.26). A palavra grega usada neste versículo para
descrever o Espírito Santo como Mestre é paracletos, significando
paracleto.
Um “paracleto” era alguém que entrava na corte durante um
julgamento e servia como ajudador ou conselheiro. Ele ficava ao lado
da pessoa, encorajando-a. O acusado não estava só. Seu paracleto
estava com ele. O paracleto ajudava o acusado a entender as
questões à sua frente, ajudava-o a compreender o que precisava dizer
e fazer, e estava constantemente disponível ao seu lado.
O Espírito Santo é o seu paracleto — o Habilitador Divino —
quando você ora. Ele está tanto do seu lado quanto dentro de você. É
o seu Ajudador e Conselheiro. Suplica dentro e através de você. Revela
a vontade do Pai e capacita você a orar de acordo com a Sua vontade,
sabendo que o Pai o ouviu e que você receberá o que pediu.
Antes do Pentecostes, os discípulos realmente não sabiam como
orar. Nem tinham o poder e a capacitação divina para orar, porque o
Espírito Santo ainda não tinha vindo. Foi depois que o Espírito Santo
veio sobre eles no Cenáculo que suas orações foram potencializadas e
carregadas divinamente pelo poder do Deus Todo-Poderoso.
Depois que o Espírito Santo veio sobre eles, tornaram-se guerreiros
de oração poderosos. Vemos Pedro orando e ordenando que a vida
voltasse a um cadáver.
Mas Pedro, fazendo-as sair a todas, 
 pôs-se de joelhos e orou; e, voltando-se para 
o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu 
 os olhos e, vendo a Pedro, assentou-se.
— Atos 9.40
Vemos a Igreja se unindo em oração e o lugar sendo sacudido pelo
terremoto do Espírito Santo!
E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em 
 que estavam reunidos; e todos foram cheios 
 do Espírito Santo e anunciavam com 
 ousadia a palavra de Deus.
— Atos 4.31
Vemos Paulo ordenando que os espíritos malignos deixem a garota
tomada por um espírito de adivinhação.
...Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome
de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora,
saiu.
— Atos 16.18
A razão pela qual os discípulos da Igreja Primitiva podiam orar com
tamanho poder e autoridade, e ver resultados sobrenaturais é o fato
de que o Espírito Santo estava orando por intermédio deles.
A ORAÇÃO ALÉM DE TODAS AS LIMITAÇÕES
NATURAIS
Orações que são feitas apenas na nossa força natural limitada não
podem realizar o trabalho!
Orações fracas, ineficazes, tímidas não conseguem realizar o
trabalho!
Não pense por nenhum momento que as forças espirituais das
trevas, que mantêm milhares de pessoas na sua cidade na escravidão
do pecado, das drogas, do álcool, da perversão sexual e de todas as
outras formas de pecado, perderão a sua posse como resultado de
orações feitas pela força natural do homem.
Nossas orações devem ser dirigidas pelo Espírito Santo,
divinamente potencializadas e autorizadas em poder pelo Espírito
Santo!
Cristo quer que você seja tão cheio do Espírito Santo e rendido a
Ele, a ponto do Espírito Santo fazer orações através de você,
dirigidas e fortalecidas com o objetivo de esfacelar as forças
espirituais das trevas e destruir as fortalezas do inimigo.
Independentemente de quem você seja, se você for cheio do Espírito
Santo e rendido completamente a Ele, você pode ficar corajosamente
diante do inimigo!
Pelo poder e a unção do Espírito Santo, você é transformado em um
guerreiro espiritual forte. Não está mais limitado a orar na sua
compreensão natural. O Espírito Santo habilita você a ir além da sua
capacidade espiritual.
O que Cristo está procurando hoje são pessoas que estejam tão
plenamente rendidas e controladas pelo Espírito Santo, que Lhe
forneçam um vaso que o Espírito, dentro delas, assuma. Quando isto
acontece, o Espírito Santo vem para ajudá-las e começa a orar em
uma nova dimensão.
O Espírito Santo conhece as nossas limitações. “E da mesma
maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não
sabemos o que havemos de pedir como convém...” (Romanos 8.26).
Ele sabe que nós não sabemos como orar ou o que orar como
deveríamos. Ele vem para nos ajudar e começa a liberar sabedoria e
revelação, unge e dirige as nossas orações e ora através de nós com
intensidade inusitada. Você pode se achar dizendo e fazendo coisas
que pareçam tolice ao natural. No plano natural, você diria: “Eu
nunca faria isso. Não é a minha natureza”.
O Espírito Santo, nosso Habilitador Divino, que é Um com o Pai e o
Filho, conhece a mente de Deus. Ele sonda as coisas profundas de
Deus, revela a vontade de Deus e capacita você a orar sob uma unção
que você nunca conheceu antes.
Nós provemos o vaso, o Espírito Santo faz a intercessão.
O Espírito Santo toma as suas petições, requer e intercede a seu
favor diante de Deus com gemidos profundos, profundos demais para
as palavras. “...mas o Espírito intercede por nós com gemidos
inexprimíveis” (Romanos 8.26). O Pai ouve os gemidos do Espírito e
libera a resposta porque ela está de acordo com a Sua vontade.
É o Espírito Santo quem nos revela tudo o que Deus preparou para
nós e nos deu.
...o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais
profundas de Deus. Pois, quem conhece os pensamentos do
homem, a não ser 
 o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém
conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus.
Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas 
 o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas
que Deus nos tem 
 dado gratuitamente.
— 1 Coríntios 2.10-12 NVI
Quando oramos no Espírito, não somos mais limitados pela nossa
compreensão natural. O Espírito Santo não apenas nos revela como
orar, como também revela as coisas que Deus preparou para nós, de
tal forma que podemos pedi-las – fazer uma demanda das promessas
de Deus – e receber o que precisamos e desejamos dEle.
NÃO MAIS ORAÇÃO SEM RESPOSTA!
Se suas orações não forem potencializadas pelo Espírito Santo, as
respostas sobrenaturais não podem ocorrer. Mas, quando elas são
potencializadas divinamente pelo Espírito, Deus assume e suas
orações não ficam sem resposta!
“Apenas quando nos damos ao Espírito, que vive 
 e ora em nós, é que a glória do Deus que ouve a oração, e a
mediação sempre bendita e mais eficaz do Filho são conhecidas
por nós no seu poder”.
— Andrew Murray
Quando o Espírito de Deus assume e ora através de nós sempre
oraremos na vontade de Deus porque o Espírito, que está em nós,
conhece a vontade do Pai e intercede por nós de acordo com a Sua
vontade. E sempre receberemos a resposta!
É a única vez que a oração não pode ser rejeitada e onde a resposta
se manifestará em 100% do tempo.
Podemos saber sem dúvida que, quando o Espírito Santo libera Seu
poder em nós e ora através de nós, nossas orações são respondidas,
porque são feitas de acordo com a vontade de Deus. “...o Espírito
intercede e suplica [diante de Deus] a favor do santos, de acordo e
em harmonia com a vontadede Deus” (Romanos 8.27 AMP).
Umas das chaves principais para se conseguir orações respondidas
é orar de acordo com a vontade de Deus. Quando sabemos que
estamos orando de acordo com a Sua vontade, podemos entrar
ousadamente diante do Pai, sabendo que não apenas Ele nos ouviu,
como também que recebemos o que tivermos pedido.
Veja atentamente o que João escreveu na sua primeira epístola:
E esta é a confiança — a segurança, [o privilégio da] ousadia —
que temos nEle: [temos certeza de que], se pedirmos alguma
coisa (se fizermos alguma requisição), segundo a Sua vontade 
 (de acordo com Seu próprio plano), Ele nos ouve. E, se [desde
que] nós [positivamente] sabemos que nos ouve em tudo o que
pedimos, sabemos [com conhecimento firme e absoluto] que
recebemos [que nos são concedidos como nossas posses
presentes] os pedidos feitos a Ele.
— 1 João 5.14-15 (AMP)
Quando oramos de acordo com a Sua vontade, não existe dúvida,
nenhum questionamento, apenas a ousadia e a confiança total que
receberemos o que pedimos!
Há muitas pessoas cujas orações não são respondidas porque são
feitas de acordo com a sua própria vontade e segundo seus próprios
desejos. Quando oramos com a motivação errada, não receberemos.
Tiago escreveu: “Pedis e não recebeis, porque pedis com motivações
erradas, para o gastardes em vossos deleites” (Tiago 4.3 NAS).
Há outros que deixam de pedir porque não estão seguros se o seu
pedido está ou não de acordo com a vontade de Deus. É por isso que,
quando oram não comparecem ousadamente, em fé, diante do Pai,
crendo que Ele ouvirá e responderá as suas orações.
Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, 
 porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia
que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
— Hebreus 11.6
Sua posição de fé e ousadia diante do Trono de Deus está baseada
no conhecimento de que você está pedindo conforme a Sua vontade.
Você pode perguntar: “Como é possível saber se estou orando de
acordo com a vontade de Deus?”
Há algumas circunstâncias que encontramos, que são tão
complexas que é difícil saber a intenção e a vontade de Deus para
sabermos como orar. Se dependermos da nossa sabedoria e
compreensão natural não podemos conhecer a vontade de Deus, não
seremos capazes de orar de acordo com a Sua vontade e receber as
respostas que necessitamos.
Quando deixamos que o Espírito Santo controle plenamente a
oração através de nós, podemos saber em 100% do tempo que Ele está
orando de acordo com a vontade de Deus, e que temos o que pedimos.
“Quando crermos serenamente que, no meio de toda a nossa
fraqueza, o Espírito Santo como um Espírito de súplica esteja
habitando em nós, com o próprio propósito de nos habilitar a
orar na maneira e na medida que Deus deseja, nossos corações
se encherão de esperança”.
— Andrew Murray
Podemos não ver a manifestação da resposta ao nosso pedido com
nossos olhos físicos, mas já a recebemos como nossa posse no
presente! Sabemos disso quando oramos!
Não temos mais oração sem resposta!
Quando você aprende esta verdade poderosa e permite que o
Espírito Santo dirija e potencialize divinamente as suas orações, você
pode saber, sem dúvida, que receberá as respostas às suas orações.
DEIXE QUE O ESPÍRITO SANTO ORE ATRAVÉS DE
VOCÊ EM PLENO CONTROLE
“Ouvimos a Sua voz, respondemos ao Seu toque de poder e nos
oferecemos em rendição total ao seu senhorio ativo, para que Ele
possa habitar em nós, nos preencher e orar através de nós”.
— Wesley L. Duewel
Há um poder tremendo liberado quando oramos em “línguas
estranhas”. O apóstolo Paulo escreveu: “Porque o que fala língua
estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o
entende, e em espírito fala de mistérios” (1 Coríntios 14.2).
Ele disse: “Orarei com o espírito, mas também orarei com o
entendimento...” (1 Coríntios 14.15). Quando oramos no Espírito, em
línguas desconhecidas, nossas orações são divinamente carregadas e
potencializadas. Elas superam as limitações humanas! Penetram na
dimensão espiritual e o poder de Deus é liberado para operar e
realizar a Sua vontade!
Oro em línguas regularmente durante várias horas de uma só vez.
Ao orar, meu espírito está orando diretamente ao coração de Deus. O
Espírito Santo está me habilitando e fico sabendo de coisas que estão
mudando na dimensão espiritual. Impedimentos estão sendo
removidos! Demônios são amarrados! O poder de Deus está sendo
liberado e a vontade de Deus é executada!
Como sei disso? Porque o Espírito Santo no meu interior está
intercedendo diante do Pai de acordo com a Sua vontade!
Quando você ora no Espírito ou pronuncia palavras dirigidas pelo
Espírito Santo, suas palavras são como espadas poderosas que o
capacitam a empreender a batalha contra Satanás e seus principados
malignos. Não fique em silêncio nem ore na sua mente. Há muitas
pessoas conservadoras que oram silenciosamente. Elas creem que,
porque são naturalmente caladas e têm uma personalidade
reservada, devem ficar caladas e reservadas enquanto oram.
As orações que movem a mão de Deus não são dirigidas pelas
nossas personalidades, mas pelo Espírito de Deus que habita em nós.
Foi-nos dito que devemos entrar ousadamente diante do trono de
Deus para receber ajuda em tempo de necessidade (veja Hebreus
4.16). Jesus disse: “E, desde os dias de João Batista até agora, se
faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele”
(Mateus 11.12).
Nunca vi alguém se tornar espiritualmente violento na oração e
orar em silêncio ou de maneira conservadora. Quando permitimos
que o Espírito Santo em nós tenha plena liberdade para orar através
de nós, não ficamos mais limitados pelo tipo de personalidade ou
disposição natural que possamos ter, mas oramos de acordo com o
poder do Espírito em nós! Temos que deixar o Espírito Santo ter
expressão plena através de nós.
O Espírito Santo não apenas revelará as forças demoníacas que
devem ser amarradas. Ele também revelará as estratégias do inimigo
e lhe dará uma estratégia divina, infalível, para derrotar o inimigo!
À medida que a unção da oração do tempo do fim estiver sendo
liberada, se você aceitar pela fé a palavra profética que Deus está
lançando e se submeter plenamente ao Espírito Santo, Ele ungirá a
sua boca. Quando o Espírito Santo for liberado na sua vida em uma
dimensão maior do que a que você já experimentou, você fará orações
que penetrarão e destruirão a resistência do inimigo. Suas orações
são divinamente energizadas e ungidas pelo Espírito Santo.
Quando você orar pelas suas necessidades pessoais, sua família,
cidade e nação, não ore de acordo com o que vê ao natural. Não
confie no seu entendimento natural. Confie no Espírito Santo – seu
Habilitador Divino. Ore no Espírito – em línguas estranhas. Jesus
disse que o Espírito Santo fluiria do nosso ser interior como rios de
água viva (veja João 7.38).
Deixe que o Espírito Santo flua de você como um poderoso rio que
explode de uma represa.
“Oramos não pela verdade que o Espírito 
 Santo nos revela, mas pela própria presença 
 do Espírito Santo. Nossas orações são tomadas 
 por Ele, são energizadas e santificadas pela 
 Sua intercessão”.
— E. M. Bounds
Você pode continuar no nível em que esteve a sua vida inteira, ou
pode determinar se levantar num novo nível de oração.
Além da oração comum!
Além da sua capacidade natural!
Além da sua mente natural!
Além de todas as coisas que você aprendeu!
Você deve decidir se tornar um vaso rendido ao Espírito Santo para
que, através de você, sejam feitas orações dirigidas e capacitadas por
Ele.
Independentemente da sua experiência atual na vida de oração,
Deus transformará você em um guerreiro de oração poderoso, que
será usado para fazer orações poderosas e dirigidas pelo Espírito
Santo.
Cabe a você. Se você não foi ainda batizado com o Espírito Santo,
humilhe-se diante do Pai e peça-Lhe para derramar o Seu Espírito
sobre você, até que você esteja transbordando. Jesus disse: “Pois, se
vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto
mais dará o Pai celestial o Espírito Santoàqueles que lho pedirem?”
(Lucas 11.13).
Na sua busca de aprender como orar na dimensão poderosa que
Cristo ensinou e demonstrou, você deve primeiramente fazer uma
rendição absoluta e total do eu e deixar que o Espírito Santo controle
plenamente a sua vida de oração.
Renda-se a Ele e clame: “Senhor, ensina-me a orar! Acende o fogo
do Teu Espírito em mim. Eu me rendo a Ti. Unge-me para fazer
orações que sejam dirigidas e potencializadas pelo Teu Espírito!”
Senhor, ensina-nos a orar!
Pai, como Te louvamos pelo dom valioso do Espírito Santo que
Tu nos deste! Obrigado por Tu O enviares para viver em nós,
dando-nos poder e autoridade, a fim de fazermos orações a Ti
que sejam dirigidas e ungidas de acordo com a Tua vontade.
Querido Jesus, ensina-nos a ultrapassarmos a nossa capacidade
natural e a rendermos tanto a nossa vida a Ti que o Espírito
Santo tenha liberdade total para orar através de nós. Nós nos
submetemos a Ti agora, e pedimos que Tu derrames o Teu
Espírito sobre nós.
Unge os nossos lábios, nossas mentes e espíritos com o fogo do
Espírito Santo. Libera uma nova unção de oração sobre nós e
faze de nós 
 guerreiros de oração, poderosos para 
 cumprirmos a Tua vontade neste tempo do fim. 
 O clamor do nosso coração é ‘Senhor, ensina-nos 
 a orar!’ Espírito Santo, assume o pleno 
 controle e ora através de nós!
10. Comando da Fé na Oração
Jesus ensinou e demonstrou uma dimensão de poder tão vasta, tão
ilimitada, tão abrangente e poderosa que ela vai além das limitações
da nossa mente naturaL.
Quando nós clamamos “Senhor, ensina-nos a orar”, devemos pedir
a Deus para não apenas abrir os nossos olhos espirituais e nos dar
uma revelação desta dimensão de oração poderosa e sobrenatural,
como também que Ele nos capacite a viver nela.
Não devemos ficar satisfeitos com o conhecimento intelectual!
Precisamos que a realidade do que Cristo ensinou se manifeste em
nossa vida.
Cristo pretendeu que a Sua Igreja jamais conhecesse limitações! Ele
planejou que fôssemos invencíveis e que Seu poder fluísse através de
nós para cumprir a Sua vontade e os seus propósitos na terra:
proclamando o Evangelho, curando os doentes, expulsando
demônios, trazendo uma colheita mundial de almas e estabelecendo
Seu Reino na terra.
Quando olhamos mais detalhadamente para as verdades poderosas,
transformadoras de vida, que Cristo nos deu, e para o poder de sua
oração, precisamos entender que esta é a dimensão poderosa na qual
Ele pretende que você viva!
“Muitas orações deixam de alcançar o seu propósito porque não
existe fé. As orações que são cheias de dúvida são pedidos a
serem recusados”.
— Charles Spurgeon
Remova todas as impossibilidades que você colocou sobre si ou
sobre Deus. Quando você divisa o potencial ilimitado da oração, deixe
que a fé cresça em você.
As grandes vitórias que Jesus experimentou quando ministrou às
necessidades das pessoas, abrindo olhos cegos, e os ouvidos surdos,
curando toda sorte de doenças e ressuscitando mortos, não foram
automáticas.
Embora seja o Filho de Deus, Jesus não conquistou estas vitórias na
própria força. Ele havia se despido das Suas habilidades divinas.
Embora sendo essencialmente 
 um com Deus e na forma de Deus [possuindo a plenitude dos
atributos que fazem Deus 
 ser Deus], não achou que esta igualdade com Deus fosse algo a
ser ansiosamente usurpada ou retida... Mas despiu-Se [de todos
os privilégios e da dignidade legal], para assumir a forma de
servo (escravo), na qual Ele se tornou semelhante aos homens e
nasceu como um ser humano.
— Filipenses 2.6-7 (AMP )
Ele não fez absolutamente nada independente do Pai. Jesus disse:
“...o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir
fazer ao Pai” (João 5.19); “...as palavras que eu vos digo, não as
digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as
obras” (João 14.10).
Jesus ministrou às necessidades do povo e cumpriu a obra que
havia sido chamado a fazer através do poder do Espírito Santo.
“...Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com
virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos
do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10.38).
Tudo o que Ele fez foi resultado do que o Pai Lhe revelava enquanto
Ele estava na Sua Presença em oração e pelo poder do Espírito Santo.
Jesus não orou pelas pessoas. Existe um único exemplo registrado,
no qual Jesus invocou abertamente o Pai antes de curar alguém.
Jesus não fazia uma oração longa programada, implorando e
suplicando a Deus para curar os doentes e suprir as necessidades do
povo. Passava um tempo a sós com Deus em oração mas, quando
ministrava às pessoas, Ele expressava o comando da fé na oração e
a obra era executada.
“Horas e horas orando não eliminam 
 a necessidade da fé. Elas podem ajudá-lo 
 a atingir a posição da fé, mas sem a dinâmica 
 da fé, a oração não prevalece”.
— Wesley L. Duewel
Pela oração, o poder de Deus foi liberado na vida de Jesus e o que
quer que Ele falasse, acontecia. Ele falava às circunstâncias
impossíveis na vida das pessoas, e estas eram transformadas,
curadas, libertas, livres!
Ao leproso, Jesus deu o comando da fé na oração: “Sê limpo!”, e
imediatamente ele ficou limpo e são.
Jesus ordenou ao homem no tanque de Betesda, paralítico durante
38 anos, “...Levanta-te, toma tua cama e anda. Logo, aquele homem
ficou são, e tomou a sua cama, e partiu” (João 5.8-9).
Para a mulher encurvada durante 18 anos, por causa de um
espírito de enfermidade, Jesus ordenou: “...Mulher, estás livre da tua
enfermidade. E impôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou...”
(Lucas 13.12-13).
Jesus disse ao mendigo cego: “...Vê...e logo viu...” (Lucas 18.42-43).
Ao filho da viúva, que tinha morrido e estava sendo levado para ser
sepultado, Jesus ordenou: “...Jovem, eu te digo: Levanta-te. E o
defunto assentou-se e começou a falar...” (Lucas 7.14-15).
O poder do milagre de Deus era liberado naquelas situações, porque
Ele conquistava suas vitórias primeiramente na oração.
Jesus passava tempo orando a sós com o Pai, depois saía e
expressava o poder e na autoridade que Ele recebera durante Sua
comunhão com o Pai.
A FÉ E A ORAÇÃO SÃO INSEPARÁVEIS!
“Nada honra mais o Pai do que a fé que tem 
 a segurança de que Ele fará o que disse quanto ao nos dar tudo
o que pedirmos”.
— Andrew Murray
Uma das razões pelas quais não estamos vivendo na dimensão
poderosa da oração, na qual somos capazes de expressar a fé em
nossa oração a Deus e vermos os olhos cegos se abrirem, os surdos
ouvirem e os paralíticos andarem, é porque em primeiro lugar não
nos encerramos a sós com o Pai, e não recebemos Sua direção nem
extraímos a Sua força. Como resultado, nossa fé é fraca.
Independente da quantidade de tempo, do volume de voz, ou de
quão eloquente é a oração, não existe poder nela a menos que ela seja
feita com fé em Deus.
Uma das lições mais importantes que devemos aprender na “escola
da oração de Cristo” é que a verdadeira oração é absolutamente
dependente da fé. A fé é uma condição inseparável da oração. “Ora,
sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele
que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador
dos que o buscam” (Hebreus 11.6).
“Nós precisamos ser lembrados 
 constantemente de que a fé é a única condição inseparável da
oração bem-sucedida. Há outras considerações que entram na
prática, mas a fé é a condição final, indispensável, para se orar
verdadeiramente”.
— E. M. Bounds
A fé é o único ingrediente que devemos ter nas nossas orações. O
autor da carta aos Hebreus disse que sem fé é impossível agradar a
Deus. Se você não chegar diante do Pai e apresentar-lhe as petições
crendo que Ele responderá e lhe dará o que pede, não desperdice seu
fôlego!
O Pai responde à sua fé! A fé crê que Ele é “galardoador, que
recompensa”. Jesus disse: “...quando orares, entra no teu aposento e,
fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu
Pai, que vê o que está oculto, te recompensará” (Mateus 6.6).
Nosso Pai é Galardoador!
Eu gosto do que E. M.Bounds disse: “A fé descansa na oração
diligente, e dá certeza e ânimo aos que se aplicam em buscar a Deus,
porque são eles somente os ricamente recompensados quando oram”.
A fé é a vida e o poder da oração!
Sem fé, nós não conseguimos agradar a Deus e não receberemos
nada dEle. “Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que
duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e
lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que
receberá do Senhor alguma coisa” (Tiago 1.6-7).
Apenas pela fé podemos conhecer a Deus, receber a Cristo, viver a
vida cristã e tomar posse de toda a Sua provisão plena para as
nossas necessidades.
Se você quer viver na mesma dimensão poderosa de oração que
Cristo demonstrou, você deve orar com fé!
APENAS QUANDO VOCÊ VÊ O INVISÍVEL É QUE
OUSARÁ TOMAR POSSE DO IMPOSSÍVEL
Para que as nossas orações sejam cheias de fé, não podemos
focalizar nossos olhos no visível, mas no invisível! O apóstolo Paulo
disse: “Andamos por fé e não por vista” (2 Coríntios 5.7).
Paulo disse: “...não atentando nós nas coisas que se veem, mas
nas que se não veem; porque as que se veem são temporais; e as
que se não vêem são eternas” (2 Coríntios 4.18).
Cristo viveu em uma dimensão poderosa de oração; Seus olhos não
estavam focalizados nas circunstâncias e situações no mundo
natural, mas no Deus invisível, eterno, Todo-Poderoso, para quem
nada é impossível!
Para se apossar das vitórias de que você precisa, sobre as
circunstâncias que enfrenta, você deve começar a orar com foco
espiritual estabelecido no invisível mas real; sua fé deve estar
firmada em Deus, que jurou pela Sua Palavra e é fiel para cumpri-la.
Então creia que Ele dará resposta às suas orações.
Quando ora, você deve apropriar-se das promessas divinas pela fé.
Que sua fé seja seguramente arraigada e fundamentada na fidelidade
do Deus Todo-Poderoso.
Ora, a fé é a certeza (a confirmação, o certificado de
propriedade) das coisas que [nós] esperamos, sendo a prova das
coisas que [nós] não vemos, e a convicção da sua realidade [fé
que percebe como fato real o que não é revelado pelos sentidos].
— Hebreus 11.1 (AMP)
A fé é a certeza, a convicção e a expectativa de que Deus fará tudo o
que prometeu. Quando você ora com fé, não pensa ou espera receber o
que pediu de Deus. Existe um conhecimento interior profundo, no seu
espírito que não pode ser abalado.
Fé é a evidência — a prova — das coisas que são invisíveis aos
nossos olhos naturais. Ela revela ao nosso espírito a realidade das
coisas pelas quais estamos orando e crendo em Deus e nos capacita a
tomar posse delas antes mesmo de se manifestarem aos nossos
sentidos naturais.
Andrew Murray definiu a fé desta maneira: “A fé está muito longe
de ser uma mera convicção da verdade da Palavra de Deus, ou uma
conclusão extraída de certas premissas. É o ouvido que ouviu Deus
dizer o que Ele deseja, e o olho que O viu fazendo aquilo. Portanto,
onde existe fé verdadeira, é impossível que a resposta não venha”.
A fé não é um atributo do nosso homem natural. É uma força
sobrenatural que nos é dada por Deus!
Quando você vai ao Pai e apresenta-lhe suas petições, não basta
simplesmente “reivindicar” as promessas dEle. A fé nas promessas
que Deus lhe deu não é suficiente!
Existe uma grande diferença entre o tipo de fé que a maioria dos
cristãos professam ter hoje e a fé que Jesus ensinou, capaz de mover
montes, pela qual nada é impossível!
A pseudo fé se resume a palavras.
A fé verdadeira se manifesta em feitos.
A pseudo fé tropeça nas provas e aflições.
A fé verdadeira fica firme em meio a toda oposição e prova.
A pseudo fé é inoperante; não produz resultados.
A fé verdadeira é ativa e poderosa!
A fé sobrenatural é a de Cristo, o “...autor e consumador da nossa
fé” (Hebreus 12.2). É uma fé viva! É uma fé incorruptível! E não pode
ser vencida pelo diabo. É uma fé que persevera – que vence todos os
obstáculos e resiste até o fim! Este é o tipo de fé que Jesus
demonstrava quando orava; é o tipo de fé que devemos ter quando
nos apresentamos diante do Pai em oração.
A ORAÇÃO É A VOZ DA FÉ
Um dos fatos principais na vida de Cristo, que ilustra a poderosa
dimensão de oração que Ele ensinou, ocorreu nos arredores de
Betânia.
Maria e Marta estavam ao lado do leito de Lázaro. Ele tinha
adoecido e sua condição piorava. Ele estava num momento crítico, e
a cada dia elas ficavam mais preocupadas.
“Se ao menos Jesus estivesse aqui. Ele imporia as mãos sobre
Lázaro e o curaria”, deve ter suspirado Marta.
Maria deve ter olhado para Marta com uma expressão angustiada.
“Marta, Lázaro está aqui morrendo! Temos de mandar uma
mensagem para Jesus. Quando Ele souber que Lázaro está doente,
tenho certeza de que virá. Ele é a nossa última esperança!”
Maria e Marta chamaram um mensageiro até a casa delas. Elas lhe
disseram onde encontrar Jesus e Seus discípulos, e o instruíram a
dizer para o Mestre: “Senhor, aquele que Tu amas está doente!”
“Não perca um minuto! É uma questão de vida ou morte! Não pare
até encontrar Jesus e dar-Lhe esta mensagem!”, deve ter dito Marta
ao mensageiro.
Quando o mensageiro deu a notícia a Jesus de que Lázaro estava
doente, Ele disse aos Seus discípulos: “...Esta enfermidade não é
para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja
glorificado por ela” (João 11.4 NAS).
Embora Jesus amasse Maria, Marta e Lázaro, Ele permaneceu mais
dois dias na cidade onde estava ministrando. Naquele ponto, Jesus já
sabia o que ia acontecer. Ele viu o invisível, além das circunstâncias
naturais!
Nesse meio tempo, lá em Betânia, posso imaginar Maria e Marta
esperando ansiosamente e aguardando que Jesus viesse e curasse
Lázaro.
“Faz realmente dois dias que enviamos a mensagem. Por que Jesus
não está aqui?”, Marta deve ter perguntado a Maria, com lágrimas
nos olhos.
“Não sei, Marta. Certamente Ele estará logo aqui. Ele ama Lázaro e
estou certa que virá”, deve ter respondido Maria.
“Mas se Ele não vier logo, será tarde demais! Lázaro está ficando
cada vez mais fraco. Está respirando com dificuldade e não responde
mais quando falamos com ele”, teria argumentado Marta enquanto
olhava na direção do quarto onde Lázaro jazia inconsciente.
“Dê uma olhada nele e fique do lado da cama enquanto eu corro
para o monte para ver se há algum sinal de Jesus”, Maria
provavelmente disse a Marta, dirigindo-se à porta.
Maria havia acabado de alcançar o topo do monte de onde se
avistava Betânia, quando um de seus amigos subiu correndo
gritando: “Maria, venha rapidamente! Lázaro está morrendo!”
Maria correu tão rapidamente quanto pôde na volta para casa,
abriu caminho entre os membros da família e os amigos que
choravam e caiu de joelhos aos pés do leito de Lázaro. Marta chorava
incontrolavelmente.
“É tarde demais, Maria! Lázaro está morto!”, gritou Marta.
Maria olhou para os olhos de Lázaro agora fechados pela morte.
Tomou as mãos dele e inclinou-se para beijar sua testa. Depois
colocou seu rosto na cama e começou a chorar.
Depois que os dois dias se passaram, Jesus disse aos Seus
discípulos: “Vamos outra vez para a Judeia” (João 11.7 NAS). Os
discípulos ficaram surpresos de que Ele quisesse ir para lá porque
não fazia muito tempo os judeus tinham querido apedrejá-Lo. Mas
Ele lhes disse: “Nosso amigo Lázaro dorme, mas vou despertá-lo do
sono” (João 11.11 NAS).
Os discípulos não entenderam que Jesus estava falando sobre a
morte Lázaro até que Ele lhes disse claramente: “...Lázaro está
morto, e folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para
que acrediteis. Mas vamos ter com ele” (João 11.14-15 NAS).
Jesus viu além das circunstâncias naturais. Ele amava Lázaro,
Maria e Marta. Mas Ele não foi quando O chamaram porque sabia
que o ressuscitaria dos mortos. Como resultado, muitas pessoas
creriam nEle e Deus seria glorificado.
Quando Jesus chegou, Lázaro estava morto há quatro dias. Toda a
esperança do coração de Maria e de Marta desaparecera. Enterraram
Lázaro e estavam rodeadas de lamentadores. Não esperavam por
Cristo para devolver a vida a Lázaro. Seus olhosainda estavam nas
suas circunstâncias; limitavam o poder de Deus. Tinham se
resignado com o fato de que Lázaro estava morto.
A primeira coisa que tanto Maria quanto Marta disseram a Jesus
foi: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”
(João 11.12 AMP). Elas não conseguiam entender por que Jesus havia
demorado tanto. Por que Ele não viera quando pediram que Ele
viesse? Por que Ele não respondera ao seu pedido de ajuda?
ATÉ A MORTE DEVE OBEDECER À VOZ DE DEUS!
Muitos cristãos hoje são como Maria e Marta. Quando enfrentam
circunstâncias desesperadoras, eles oram e clamam ao Pai. Mas
quando não veem a resposta imediata, ou quando suas
circunstâncias não mudam, eles perguntam por que suas orações não
são respondidas. Sua fé começa a vacilar, e eles perdem a esperança.
Quando você orar, não focalize as coisas que vê com os olhos
naturais, os obstáculos e as impossibilidades que você enfrenta.
Coloque sua fé em Deus, crendo e esperando que Ele cumprirá a Sua
Palavra e responderá a sua oração.
Enquanto aguarda a resposta das suas orações, não vacile ou fique
desanimado. Não questione ou duvide da fidelidade de Deus
pensando; “Eu não sei se Deus realmente me ouve. Não sei se Deus
quis dizer o que Ele disse”. Não questione as promessas que Ele
revelou na Sua Palavra.
Quando orar, coloque sua fé na fidelidade de Deus para com você,
no Seu poder, na capacidade dEle para cumprir a Sua Palavra, e no
registro confiável e na infalibilidade da Sua Palavra.
Quando fizer isso, você romperá e ultrapassará a barreira do medo
e da incredulidade! Será capaz de ver além das impossibilidades!
Parará de contender! Deixará de questionar! Será capaz de orar e
perseverar na fé até ver a plena manifestação da resposta que
precisa.
“A oração da fé é uma oração que alcança, 
 que toca conscientemente o trono de Deus, 
 e depois descansa sem agitação, na certeza 
 de que a resposta virá no tempo de Deus”.
— Wesley L. Duewel
Jesus ficou profundamente triste com a incredulidade de Marta e
Maria. Quando viu esta chorar com os judeus que estavam com ela
“...moveu-se muito em espírito e perturbou-se” (João 11.33).
Os judeus que estavam com Maria também estavam cheios de
incredulidade. Eles disseram: “Ele, que abriu os olhos do cego, não
poderia ter impedido que este homem morresse?” (João 11.37 NVI).
Diante dessa incredulidade, Jesus outra vez Se comoveu no espírito,
mas isso não O deteve. Quando Ele chegou na gruta onde Lázaro
estava enterrado, disse: “Tirem a pedra!” (João 11.39 NVI).
Marta ainda tinha seus olhos nas circunstâncias naturais em vez
de no poder do Deus Todo-Poderoso. Ela disse: “Senhor, ele está aqui
há quatro dias e agora seu corpo cheira mal!” (paráfrase). Jesus lhe
respondeu: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de
Deus?” (João 11.40 NVI).
Enquanto os discípulos, Maria, Marta e os lamentadores
observavam, outros tiraram a pedra da entrada da gruta. Então
Jesus orou. Levantou os olhos para o céu e disse: “Pai, eu te
agradeço porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas
disse isso por causa do povo que está aqui, para que creia que tu
me enviaste” (João 11.41-42 NVI).
Há uma verdade poderosa nesta oração. Tendo certeza de que o Pai
já o havia ouvido, Jesus aceitou a resposta e agradeceu ao Pai antes
de uma manifestação visível. Ele disse: “Pai, eu te agradeço porque
me ouviste”.
Quando oramos, temos que nos aproximar de Deus desta mesma
maneira, com fé e certeza completa. Temos que orar, sabendo que Ele
sempre nos ouve e agradecer-Lhe antecipadamente, crendo que
recebemos a resposta antes de uma manifestação visível.
Depois que Jesus fez esta oração, Ele deu uma ordem com fé e
autoridade. Sua voz penetrou na sepultura. Ele falou àquela que
parecia uma situação impossível. Ele falou com um corpo morto, em
putrefação, que estava no túmulo há quatro dias!
Em voz alta, Jesus ordenou: “Lázaro, venha para fora!”
Naquele momento, o poder sobrenatural de Deus foi liberado. Diante
da ordem de Jesus, a morte teve que soltar sua presa! O espírito de
Lázaro retornou ao seu corpo. Este foi totalmente curado e
restaurado, e ele saiu do sepulcro de mãos e pés atados com faixas de
morto. Jesus lhes disse: “...Desligai-o e deixai-o ir” (João 11.44).
Esta história da ressurreição de Lázaro é um exemplo da dimensão
poderosa da oração, na qual Cristo pretende que nós vivamos e
operemos, para cumprir Sua vontade na terra.
ORDENE ÀS SUAS CIRCUNSTÂNCIAS E
DEMONSTRE FÉ NA SUA ORAÇÃO
“Somente Deus pode mover os montes, 
 mas a fé e a oração movem Deus”
— E. M. Bounds
Depois que amaldiçoou a figueira, e ela secou da noite para o dia
desde as raízes, Jesus ensinou aos discípulos sobre esta dimensão
poderosa de oração.
...Tende fé em Deus, 
 porque em verdade vos digo que 
 qualquer que disser a este monte: 
 Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar 
 em seu coração, mas crer que se fará aquilo 
 que diz, tudo o que disser lhe será feito.
— Marcos 11.22-23
Você está pronto para ascender a essa nova dimensão de oração, na
qual você ora com fé e dá ordem às montanhas... aos obstáculos... às
dificuldades e aparentes impossibilidades... para saírem do seu
caminho?
Quais são as montanhas que ficam entre você e o cumprimento da
vontade de Deus, de Seu propósito e plano para você e sua família?
Quais são os obstáculos que impedem o progresso do Evangelho e
do Reino de Deus na sua cidade e nação?
• Uma doença incurável ou fatal?
• Deficiências físicas, paralisia, surdez, cegueira?
• Falência?
• Falta de renda ou uma montanha de dívidas?
• Um casamento destruído pela separação ou divórcio?
• Amados presos às drogas?
• Perseguição e oposição à Palavra de Deus?
• Fortalezas satânicas escravizando as pessoas?
Prepare-se para orar e dar uma ordem às suas circunstâncias, e ver
aquelas montanhas se moverem em Nome de Jesus!
A chave está nestes versículos: Jesus disse: “...e não duvidar em seu
coração, mas crer...” temos que parar de ter dúvidas quanto a nossa
oração! A maioria dos cristãos crê que Deus responde a oração. Mas,
quão frequentemente oram, e não esperam realmente que Deus
responda?
Sabemos que Deus pode fazer todas as coisas. Mas se formos
totalmente honestos conosco, quão frequentemente oramos, mas não
estamos realmente seguros de que Deus responderá a necessidade
pela qual oramos?
Bem, preste atenção no que Jesus estava ensinando. Este versículo
seguinte alude o poder ilimitado que nós temos pela oração. Jesus
continuou dizendo: “Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes,
orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis” (Marcos 11.24).
Há uma coisa que devemos fazer quando oramos: Crer que
recebemos!
Quando Jesus disse que você tem que crer que recebeu as coisas que
pediu na oração? Depois que você as recebeu? Não! Ele disse “orando,
crede que recebeis...”
Você pode não ver realmente a resposta manifesta até
aparentemente ser tarde demais. Mas mesmo sem ver no natural,
você tem que crer que o Pai já lhe deu!
Quando aceitamos o perdão e Cristo em nossos corações é pela fé.
Da mesma maneira, quando oramos pedindo a Deus coisas que estão
de acordo com a Sua vontade, devemos crer que elas são nossas e
aceitarmos isso quando oramos.
“TUDO O QUE PEDIRDES!”
Jesus disse: “Tudo o que pedirdes”. Esta promessa é muito
abrangente. Nossa mente natural começa imediatamente a colocar
limitações a essa promessa. Começamos a duvidar e a dizer: “Isso
não pode ser literalmente verdadeiro”.
Jesus escolheu cuidadosamente as Suas palavras e usou as
expressões mais fortes que Ele encontraou para explicar o poder
ilimitado que recebemos pela oração.
Em muitas ocasiões diferentes, Jesus repetiu esta verdade poderosa:
“Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê” (Marcos 9.23). “...se
tiverdes fé como um grão de mostarda... nada vos será impossível”
(Mateus 17.20).
Seis vezes durante Seus momentos finais com Seus discípulos, Jesus
enfatizou várias promessas inclusive concernentes à oração. Nestas
promessas, vemos os céus abertos e o Pai Se inclinando para ouvir-
nos e nos dartudo o que pedirmos com fé.
Jesus disse: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei,
para que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14.13); “Se pedirdes
alguma coisa em meu nome, eu o farei” (João 14.14); “...pedireis
tudo o que quiserdes, e vos será feito” (João 15.7); “...tudo quanto
em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda” (João 15.16);
“...tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de
dar” (João 16.23); “...pedi e recebereis, para que a vossa alegria se
cumpra” (João 16.24).
Quando oramos com fé, precisamos que os nossos pedidos sejam
específicos. Jesus disse: “...e não duvidar em seu coração, mas crer
que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito” (Marcos
11.23). “...Tudo o que disser!”
Esta promessa é ilimitada, na qualidade e na quantidade. Deus
está pronto para suprir plenamente todos os seus pedidos da fé e da
oração. Quando apresentamos nossas petições a Deus, elas precisam
ser claras, específicas e definidas. Temos que crer e esperar não um
substituto, não algo parecido, mas as coisas exatamente que
pedimos.
Smith Wigglesworth, conhecido como um apóstolo da fé por causa
da sua forte convicção de que com Deus todas as coisas são
possíveis, viveu em uma dimensão poderosa de oração. Houve muitas
vezes em que ele simplesmente deu uma ordem sob a autoridade de
Deus, as pessoas foram curadas e os mortos ressuscitaram.
A esposa de Wigglesworth, Polly, caiu morta na porta do lugar onde
ela estava ministrando. A notícia alcançou Smith quando ele estava
a caminho para ministrar em algumas reuniões.
“Polly está morta, Smith! Ela caiu morta na porta da missão”.
Smith sentiu seu coração partido e devastado. Mas seus olhos não
estavam nas circunstâncias naturais. Ele começou a falar em línguas
e a louvar ao Senhor, rindo no Espírito.
O corpo de sua esposa foi conduzido para casa. Sob a instrução de
Smith, eles a levaram para cima e deitaram seu corpo inerte na
cama.
Disseram a Smith: “Ela está morta e não podemos fazer mais
nada”. Ele simplesmente sorriu. Ele via tudo aquilo por uma
perspectiva diferente.
Depois de pedir que todos deixassem o quarto, fechou a porta.
Virou-se e caminhou até a cama. Ele sabia que ela estava com o
Senhor, mas não conseguia suportar a idéia de separar-se dela.
“No nome de Jesus, morte, desista dela!”, ordenou Smith. Polly
abriu os olhos e olhou para Smith.
“Polly, preciso de você”, ele disse. Ela respondeu: “Smith , o Senhor
me quer”.
Uma grande luta foi empreendida no interior dele. Smith queria que
ela ficasse, não sabia o que fazer sem ela. Mas o Senhor falou com
seu servo e disse: “Ela é minha. A obra dela está feita”.
Com lágrimas rolando pelo rosto, Smith disse à sua esposa: “Minha
querida, se o Senhor a quer, não vou prender você”. Ele beijou sua
face carinhosamente e depois disse: “Até logo, até breve”. Polly fechou
os olhos e partiu para encontrar-se com o Senhor.
Este é apenas um exemplo da dimensão poderosa de oração que
Cristo tornou possível, para que vivamos nela. A chave é nos
livrarmos da dúvida e da incredulidade e liberarmos a nossa fé na
oração.
DEUS É GALARDOADOR!
A fé e a oração são inseparáveis!
Devemos lembrar: “...aquele que se aproxima de Deus creia que
ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6).
Cristo quer que vivamos nesta mesma dimensão poderosa de oração
que Ele demonstrou na Sua vida. E espera que você creia nEle para o
impossível. Quer que você ore com fé, crendo nEle para mudar o
próprio curso da natureza se necessário, para responder as suas
orações.
“A oração é simplesmente a fé 
 clamando por suas prerrogativas naturais, maravilhosas – a fé
tomando posse da sua herança ilimitada em Cristo”.
— E. M. Bounds
Cristo confiou em suas mãos o poder de tomar posse de tudo o que
você precisa por meio da oração da fé e no poder e na autoridade do
seu Nome. No capítulo onze, compartilharei esta chave poderosa de
como tomar posse de tudo o que você pedir em Nome de Jesus.
Ele quer que você use a fé e ore para remover os obstáculos e
problemas que você enfrenta, crendo que Ele intervirá
sobrenaturalmente e os moverá.
O apóstolo Paulo viu um homem coxo desde o nascimento e
ordenou-lhe: “Levanta-te!” E o homem foi curado instantaneamente
(Atos 14.10).
Em Filipos, Paulo virou-se para uma garota possuída por um
espírito de adivinhação, e ordenou ao espírito maligno: “Em nome de
Jesus Cristo, ordeno que você saia dela!” O demônio obedeceu e ela foi
liberta.
Quando oramos e agimos com fé, estamos assumindo a nossa
posição com Cristo, podemos falar às circunstâncias certos que Deus
está nos apoiando! Falamos no poder e na autoridade do Nome de
Jesus como Ele nos ensinou.
Dizemos ao cego: “Veja, em Nome de Jesus!”
Dizemos ao câncer e aos tumores: “Saiam em Nome de Jesus!”
Oramos com fé e, em Nome de Jesus, e ordenamos que Satanás
libere nossos filhos e nossas filhas presos por drogas ou más
companhias.
Quando você orar, deposite a sua fé em Deus, lembrando-se do Seu
histórico infalível. Você pode investir sua vida nele.
Não importa quão impossíveis suas circunstâncias possam parecer
ou por quanto tempo você tem esperado uma resposta às suas
orações. Quando orar, faça-o com fé até você estar plenamente
persuadido de que recebeu; até estar cheio de expectativa e louvar a
Deus por Ele responder as suas orações, mesmo antes de uma
manifestação visível!
Senhor, ensina-nos a orar!
Pai, abre os nossos olhos para vermos 
 o poder ilimitado que Tu nos deste através 
 da oração. Perdoa a nossa incredulidade. Abre nossos olhos para
vermos com os olhos da fé tudo o que Tu preparaste e estás
esperando para nós, 
 em resposta ao nosso clamor da fé.
Querido Senhor, leva-nos além das nossas limitações naturais.
Ensina-nos como viver nesta 
 dimensão poderosa da oração, na qual 
 ousamos crer no impossível. Libera a Tua 
 fé para nós! Usa-nos, a fim de removermos todos os obstáculos e
todas as forças opositoras que estejam entre nós e o
cumprimento da Tua vontade em nossa vida.
Usa-nos, para fazermos as mesmas obras que Jesus fez, curando
os doentes, expulsando os demônios e libertando os cativos. Usa-
nos 
 para declararmos a Tua salvação 
 nas nossas cidades e nações, e vermos 
 
libertação, cura, ressurreição e muitos outros milagres em Teu
Nome!
11. Além do Treinamento Básico
Quando Cristo começou Seu ministério, Ele ensinou Seus discípulos
sobre a oração. No Seu Sermão da Montanha, Seu ensino foi dirigido
aos Seus seguidores, que sabiam muito pouco sobre a oração.
Na escola de oração de Cristo, esse era um treinamento básico.
Jesus quebrou as barreiras tradicionais e ensinou-lhes o básico na
oração: deviam se aproximar de Deus como uma criança de seu Pai.
Ele disse: “...Quando orardes, dizei: Pai, que estás no céu...” (Lucas
11.2).
Neste treinamento básico, Jesus lhes ensinou a encontrar um lugar
para orar ao Pai em secreto, e Ele os recompensaria publicamente
(veja Mateus 6.6). Jesus também lhes ensinou como orar e confiar no
Pai, para ter as suas necessidades básicas e como estabelecer a
prioridade na oração. “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua
justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus
6.33).
Na reunião final com Seus discípulos no Cenáculo, Cristo ensinou-
lhes novamente sobre a oração. Mas não foi mais um treinamento
básico. Foi em um nível bem mais elevado. Não estava mais se
dirigindo a principiantes, e sim àqueles que haviam andado junto
dEle e tinham aprendido ao Seu lado.
Era tempo de “formatura”!
Jesus chamou Seus discípulos de Seus amigos. Disse-lhes: “Já não
os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu Senhor faz.
Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi
de meu Pai eu lhes tornei conhecido” (João 15.15 NVI).
Este foi um nível de intimidade mais profunda e de novo
treinamento espiritual, no qual Jesus atraiu os discípulos para terem
um relacionamento próximo dEle. Jesus não escondeu nada deles,
mas revelou tudo o que tinha aprendido do Pai.
Na Sua grande oração de intercessãopela Igreja, quando estava se
preparando para entregar Sua vida em obediência à vontade do Pai,
Jesus disse ao Pai: “Manifestei o teu nome aos homens que do
mundo me deste...” (João 17.6); “Eu lhes fiz conhecer o Teu Nome,
revelei o Teu caráter e o Teu próprio Eu, e continuarei a [Te] fazer
conhecido...” (João 17.26 AMP).
Jesus disse: “Manifestei o teu nome”. Durante Seu tempo de vida
na terra, Jesus, na forma humana, manifestou o caráter e o Nome de
Deus para os discípulos e para o mundo. A palavra “manifestar”
significa revelar, tornar visível, tornar conhecido.
Jesus não estava simplesmente fazendo referência à pregação ou ao
ensino sobre o Nome de Deus. Uma coisa é ensinar sobre uma pessoa
ou um assunto particular, outra é demonstrar totalmente aquele
conhecimento a partir de uma experiência própria.
Pelas Suas palavras e ações, Jesus revelou o Nome de Deus... Jeová
Elohim, o Criador auto-existente; El Shaddai, o Deus Todo-Poderoso;
Jeová-Jireh, nosso Provedor divino; Jeová-Rafah, o que cura; Jeová-
Nissi, o Senhor, nosso Conquistador.
Jesus foi uma representação visível de tudo o que significa o Nome
de Deus! Da mesma forma, Ele deseja que a Igreja manifeste, revele,
torne o Seu Nome conhecido!
A CHAVE PARA ABRIR OS RECURSOS DO CÉU
Nos momentos finais com Seus discípulos, o ensinamento de Jesus
sobre oração foi dirigido àqueles a quem Ele iria delegar a missão de
ganhar almas, para o engrandecimento do Reino de Deus na terra.
Na verdade, na verdade vos digo 
 que aquele que crê em mim também 
 fará as obras que eu faço e as fará maiores 
 do que estas, porque eu vou para meu Pai. 
 E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai
seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu
nome, eu o farei.
— João 14.12-14
Como Seu Corpo na terra, os discípulos de Jesus tinham não apenas
de levar em frente a obra que o Mestre fez, como também de fazer
obras até maiores, no poder e na autoridade do Seu Nome!
A oração foi o canal para receberem o poder divino para fazer estas
obras maiores!
Para orarmos no Nome de Jesus, 
 devemos orar conforme Ele orou na terra, assim como Ele nos
ensinou a orar, em união com Ele, conforme Ele está orando no
céu”.
— Andrew Murray
Jesus revelou duas razões principais pelas quais eles seriam
capazes de fazer obras maiores:
1. Ele estava indo para o Pai, a fim de retomar Sua glória.
2. Seus discípulos seriam capazes de pedir e de receber o poder do
Espírito Santo e realizar milagres em Seu Nome.
Jesus disse: “Porque vou para o Pai, tudo o que vocês pedirem eu
farei” (paráfrase). Os discípulos seriam capazes de pedir e de receber
tudo em Seu Nome e, portanto, podiam fazer obras maiores.
Nestas palavras finais de despedida de Seus discípulos, Jesus nos
revela uma verdade importante e vital concernente à oração: O único
jeito de você ser capaz de apropriar-se do poder de Deus para fazer as
obras maiores que Cristo prometeu é você ter uma revelação plena do
poder existente no Nome de Jesus, e começar a orar no poder e na
autoridade desse Nome!
Cristo colocou nas nossas mãos o poder tremendo, ilimitado que
tem no Àquele que está assentado à destra do Pai, e a autoridade
para usá-lo em Seu Nome, a fim de que você faça as obras de Deus e
até obras maiores do que Jesus fez!
Nas Suas palavras de despedida, Cristo enfatizou novamente o
direito que Ele nos dá para pedirmos em Seu Nome ao Pai. Foi como
se Ele quisesse que esta grande verdade ficasse indelevelmente
gravada nos nossos corações. Jesus disse:
E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu 
 o farei... Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei...
tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda... Na
verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu
Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar... até agora, nada pedistes
em meu nome; pedi e recebereis... naquele dia, pedireis em meu
nome.
— João 14.13-14; 15.16; 16.23-24, 26
Jesus disse: “Peça em Meu Nome!”
Depois que Jesus derrotou Satanás na cruz, morreu e ressuscitou
em grande poder, Suas palavras de despedida aos discípulos antes de
subir ao Céu foram:
E estes sinais seguirão aos que crerem: 
 em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;
pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera,
não lhes 
 fará dano algum; e imporão as mãos sobre 
 os enfermos e os curarão.
— Marcos 16.17-18
Jesus enfatizou: “Em Meu Nome!”
Ele colocou poder à nossa disposição e deu-nos a chave para
abrirmos o céu: a oração em Seu Nome!
O NOME SOBRE TODO NOME
“Orar em Nome de Jesus” significa 
 permanecer na Sua posição, levar a Sua 
 natureza, firmar-se em tudo em que Ele 
 Se firmou – na justiça, na verdade, 
 na santidade e no zelo”.
— E. M. Bounds
Jesus disse: “Tudo o que pedirem em Meu Nome eu farei!” Para
nos apropriarmos desta grande promessa, devemos primeiro
responder a esta pergunta: O que significa realmente orar, pedir, em
Nome de Jesus?
Orar no Nome de Jesus é muito mais do que simplesmente usar as
palavras “em Nome de Jesus” no final da sua oração. Quando você
sabe o que representa o Nome de Jesus, o poder que reside neste
Nome, e o direito legal e a autoridade que você tem para usá-lo, você
pedirá tudo o que quiser a Deus e será feito!
Quando Jesus subiu ao Céu, o Pai O exaltou para a posição mais
elevada e deu-Lhe o Nome que está acima de todo nome.
E depois que apareceu na forma humana, 
 Ele se humilhou [ainda mais] e obedeceu 
 até o extremo da morte de cruz! Portanto, 
 [porque Ele Se dobrou tanto], Deus O exaltou grandemente e Lhe
deu o nome que está 
 sobre todo nome, para que, em [ao] nome 
 de Jesus, todo joelho se dobre [deve se dobrar], no céu, na terra e
debaixo da terra, e toda língua [de modo franco e aberto]
confesse e reconheça que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de
Deus Pai.
— Filipenses 2.8-11 AMP
Jesus não foi exaltado e nem Lhe foi dado um Nome sobre todo
nome simplesmente por Ele ser o Filho de Deus. Ele conquistou!
Pagou o preço supremo! Levou os pecados da humanidade na cruz.
Foi levantado na cruz em vergonha e desgraça e tornou-Se o
sacrifício supremo para redimir o homem do pecado.
Jesus obteve aquele Nome sobre todo nome porque Se dispôs a
humilhar-Se e foi obediente até a morte. Considerando o alto preço
que Ele pagou antes de Lhe ser dado aquele Nome, nunca devemos
tomar o Seu Nome em vão.
Devemos tratar com carinho esse Nome!
Existe poder no Nome de Jesus.
Os demônios tremem à menção do Nome do Filho de Deus!
Um leve sussurro do Nome de Jesus que sair dos lábios de um filho
de Deus pode fazer correr uma legião de demônios!
A história seguinte é verídica, contada por um missionário na
África, que ilustra o poder do Nome de Jesus em tempo de grave
perigo.
Dois pregadores africanos estavam andando em uma aldeia onde
iam pregar na manhã de domingo. Sentiram de repente que estavam
sendo seguidos. Quando se voltaram, viram um leão enorme os
espreitando. Não havia árvores onde pudessem subir e ficaram
apavorados. Um deles orou: “Ó, Deus, protege-nos como Tu fizeste
com Daniel na cova dos leões”. Chegando a uma encruzilhada do
caminho, eles pararam. O leão fez o mesmo.
“No Nome de Jesus, nós ordenamos que você vá para o outro lado!”,
um deles gritou. O leão urrou zangado e arranhou o chão, enquanto
eles se apressavam em seguir o seu caminho. Olhando para trás,
viram o leão descendo pelo outro caminho. Era o que eles haviam
ordenado em Nome de Jesus!
TODO PODER E AUTORIDADE NO CÉU E NA
TERRA ESTÃO NO SEU NOME!
Na Antiguidade, os nomes eram muito significativos porque
representavam o indivíduo. Tudo o que Jesus é, todo poder e toda
autoridade que Ele tem agora, assentado à destra do Pai, estão no
Seu Nome.
Jesus está assentado “acima de todo principado, e poder, e
potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste
século e neste mundo, mas também nos séculos e no mundo que
virão” (Efésios 1.21 AMP).
Durante anos, a Igreja tem enfatizado que, durante a consumação dos
séculos, na segunda vinda de Cristo, todo joelho se dobraráe toda língua
confessará que Jesus é o Senhor. Isto acontecerá (veja Apocalipse 5.13).
Mas o que temos deixado de perceber é o fato de que isto não acontecerá
apenas, como disse o apóstolo Paulo, no mundo que há de vir, mas tudo no céu,
na terra e no inferno deve se dobrar e obedecer ao Nome de Jesus agora mesmo!
“Orar no nome de Jesus é orar em harmonia 
 com Seu caráter. É orar na mais plena unidade 
 e identidade com Ele”.
— Wesley L. Duewel
Devemos ter uma revelação nova de Cristo, de como Ele é hoje, assentado no
poder e na majestade do Trono.
Ele está lá no Trono com o Criador de todas as coisas!
Ele é a imagem do Deus invisível, 
 o primogênito de toda a criação, pois nele
 foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as
invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades, todas 
 as coisas foram criadas por ele e para ele.
— Colossenses 1.15-16 NVI
Jesus está assentado no trono como o Filho de Deus, pré-existente, pelo qual
todas as coisas foram criadas e são sustentadas. “ E Ele existia antes de todas
as coisas e nEle todas as coisas subsistem, são mantidas juntas” (Colossenses
1.17 AMP).
Jesus está lá assentado como o Cabeça da Igreja; Ele é o Princípio, o
Primogênito entre os mortos; ocupa a posição de supremacia sobre
tudo!
E ele é a Cabeça do (Seu) corpo, a Igreja; visto que Ele é o
Princípio e o Primogênito dentre os mortos, para que somente
Ele, em tudo e em todos os aspectos, ocupe o lugar principal
[fique em primeiro lugar e seja preeminente].
— Colossenses 1.18 AMP
Todas as coisas estão sob os pés de Cristo! “E Ele sujeitou todas as
coisas a Seus pés e O constituiu como Cabeça universal e suprema
da Igreja...” (Efésio 1.22 AMP).
Pense em Cristo e no poder que Ele possui:
• Ele está acima de todo governo, toda autoridade, todo domínio e
todo nome que se nomeie.
• Todas as coisas estão sujeitas a Ele.
• Tudo no céu, na terra, debaixo da terra deve obedecer a Ele! Tudo
o que Jesus é e todo o poder e autoridade que Ele possui estão no Seu
Nome!
Toda a plenitude da Divindade...
O poder criativo...
O poder supremo e a autoridade sobre todas as coisas...
A salvação...
A cura...
A libertação...
A provisão sobrenatural...
O poder sobre todos os principados e todas as potestades... estão no
Seu Nome!
Como Seu representante aqui na terra, quando você ora no Nome de
Jesus, você invoca, põe em operação o poder e a autoridade naquele
Nome para manifestar a cura, a libertação ou tudo o que você
precisar.
VOCÊ DEVE DOMINAR, NO NOME DE JESUS!
Tudo no céu — os principados, as estrelas, a lua, o sol, os planetas
— devem se dobrar diante do Nome poderoso de Jesus!
Tudo na terra — toda a criação, todas as criaturas vivas, os
elementos da natureza, os homens e os governos — devem dobrar-se
diante do Nome todo-poderoso de Jesus!
Tudo debaixo da terra — Satanás e todos os seus principados
malignos, os governos e as potestades das trevas — estão sujeitos e
têm que obedecer ao Nome de Jesus!
Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, é a Autoridade Suprema sobre
todas as coisas e Ele está no controle!
Satanás odeia o Nome de Jesus. Ele sabe que, no dia em que a Igreja
se levantar no poder e na autoridade do Nome de Jesus, ele terá que
retroceder. Nada seria mais desejável para ele do que o fato de você
ignorar o poder e a autoridade que pertencem a você no Nome de
Jesus.
Satanás sabe que ele não tem o poder, nós temos!
O Nome de Jesus é todo-poderoso, indestrutível e imutável! Ele nos
pertence legalmente. Mas, a menos que pela fé comecemos a orar e a
declarar a vitória no Nome de Jesus, o poder de Deus nunca será
percebido.
Neste tempo do fim, se a Igreja não se levantar com uma revelação
plena do poder que está no Nome de Jesus, não seremos capazes de
operar no poder que Deus tencionou.
Estamos enfrentando um inimigo que já foi derrotado!
Satanás tem operado ilegalmente. Jesus derrotou-o e destituiu o
poder dele que ele tinha sobre nós. Foi-nos dado poder “sobre todo
poder do inimigo” (Lucas 10.19). Contudo, porque deixamos de
exercitar o poder e a autoridade que nos pertencem no Nome de Jesus,
o inimigo continua a atacar-nos com toda forma de enfermidade, de
conflitos em nossos lares ,com nossos amados.
Permitimos que Satanás tomasse muito território. Não podemos
continuar sentados de braços cruzados deixando que Satanás ganhe
o controle dos nossos governos por meio de líderes ímpios!
Não podemos permitir que ele ganhe controle dos nossos sistemas
de ensino!
Não podemos permitir que ele encha as nossas cidades com toda
forma de pecado, crime, pornografia e que destrua a vida das
pessoas pelas drogas!
Temos que prosseguir para a batalha, no poder e na autoridade do
Nome de Jesus, expulsar o diabo e dominar a terra.
SER REVESTIDO COM UM MANTO DE PODER E
AUTORIDADE
Orar no Nome de Jesus significa orar em união com Ele, orar com a
Sua mente, Sua perspectiva, Suas motivações e com Seu poder e Sua
autoridade. Una a sua oração com a intercessão de Jesus, que está à
direita do Pai.
É como se você colocasse uma das suas mãos na mão de Cristo, e
tocasse com a outra mão as necessidades do mundo.
“Para sabermos plenamente o que é orar 
 em Seu nome, temos que conhecê-Lo, também, 
 na Sua intercessão celestial”.
— Andrew Murray
Nos momentos finais com Seus discípulos, Cristo fez deles Seus
representantes na terra e comissionou-os a irem em frente no poder e
na autoridade do Seu Nome.
Eles foram revestidos com um manto de poder e autoridade no Seu
Nome!
Vejamos mais em detalhe João 16.23. Deixe que estas palavras
penetrem profundamente no seu espírito. Jesus disse: “Naquele dia,
nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo
quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar”.
Jesus disse “Naquele dia...” Novamente, quero enfatizar que Ele
estava Se referindo ao dia em que o Espírito Santo seria derramado.
Até aquela época, eles não tinham pedido nada ao Pai em Nome de
Jesus: “Até agora, nada pedistes em meu nome...” (João 16.24). Mas
Ele lhes disse: “Naquele dia...” depois que o Espírito Santo viesse
sobre eles, seriam capazes de pedir, de orar no poder e na autoridade
do Seu Nome e de receber tudo o que pedissem.
Naquele dia... depois que Ele tivesse derrotado Satanás!
Naquele dia... depois que Ele tivesse oferecido Seu sangue no
Propiciatório do tabernáculo celestial!
Naquele dia... depois que Ele tivesse ressuscitado do sepulcro em
grande triunfo!
Naquele dia... depois de receber todo poder e autoridade no céu, na
terra e debaixo da terra!
Naquele dia... depois de enviar o Consolador... o Espírito Santo... o
Principal Intercessor, para viver dentro de Seus discípulos!
Aquele dia já chegou! Cumpriu-se no dia de pentecostes.
Cristo comissionou a Igreja para executar a Sua obra na terra,
curar os doentes, expulsar demônios, fazer discípulos pelas nações e
promover uma grande colheita de almas no poder e na autoridade do
Seu Nome.
Quando uma pessoa é batizada com o Espírito Santo, ela é
revestida com um manto de poder e autoridade no Nome de Jesus! E
quando ela ora no Seu Nome, todo poder e toda a autoridade no Céu
a apóia!
Assim como Jesus cumpriu a vontade do Pai, no poder e na
autoridade do Nome do Pai, pretende que nós cumpramos a Sua
vontade no poder e na autoridade do Seu Nome.
Jesus disse: “Não vim na minha própria autoridade e no meu
próprio consentimento...vim no nome do Meu Pai” (João 7.28; 5.43
AMP). Quando Jesus estendia a mão para curar os doentes, sabia que
estava fazendo isso no poder e na autoridade do Nome de Seu Pai.
Quando falou ao vento e ao mar: “Paz, acalmai-vos...” Quando
repreendeu a legião de demônios e os expulsou do homem de
Gadara...Quando falou a palavra de cura para o servo do centurião
romano...Quando gritou “Lázaro, saia” e o ressuscitou dos mortos...
Jesus sabia que estava fazendo isso no poder e na autoridade do
Nome de Seu Pai.
Não havia dúvida... nenhum momento de hesitação... nenhum
pensamento de fracasso. Quando Jesus agia no Nome de Seu Pai, o
Deus Todo-Poderoso,tudo acontecia.
O QUE PRECISAMOS É DE UMA DEMONSTRAÇÃO
DO PODER nO NOME DE JESUS
Pedro estava no Cenáculo quando Jesus ensinou a Seus discipulos
sobre esta dimensão poderosa de oração.
Depois que o Espírito Santo veio sobre ele, nós o vemos ministrando
sob o manto de poder e autoridade no Nome de Jesus.
Quando Pedro viu o coxo sentado junto à porta do templo pedindo
esmolas, ele não perguntou se era ou não vontade de Deus curá-lo.
Não houve hesitação... nenhuma dúvida. Ele tinha uma revelação do
poder e da autoridade que existem no Nome de Jesus.
“A oração no nome de Jesus Cristo prevalece 
 com Deus. Nenhuma outra oração faz isso. 
 Não existe outra forma de qualquer homem 
 ou mulher se aproximar de Deus a não ser 
 por meio de Jesus Cristo”.
— R. A. Torrey
Pedro lembrou-se das palavras que Jesus havia dito aquela noite no
Cenáculo, “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para
que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14.13). Lembrou-se de que
Jesus tinha dito que eles fariam, em Seu Nome, obras ainda maiores
do que as que Ele fizera.
Pedro sabia, quando falou em Nome de Jesus, que estava colocando
em operação o poder que há no Nome de Jesus para manifestar a
cura. Pedro tomou o homem pela mão direita e o levantou dizendo:
“Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho te dou. Em nome de
Jesus Cristo, o Nazareno – anda!” (Atos 3.6 NAS).
Imediatamente, os pés e os tornozelos do homem se fortaleceram e
ele começou a andar, a saltar e a louvar a Deus.
Quando as pessoas viram o que tinha acontecido, correram e se
ajuntaram ao redor de Pedro e João. Elas haviam visto Jesus realizar
muitos milagres como esse, mas tinham visto Jesus morrer na cruz.
Ficaram espantadas e maravilhadas de como esses homens comuns
eram capazes de curar os doentes.
Pedro não hesitou em lhes dizer que fora pelo poder no Nome de
Jesus que o homem estava curado. Ele disse-lhes:
O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais,
glorificou a Seu servo Jesus... E na base da fé no Seu nome, foi o
nome de Jesus que fortaleceu este homem a quem vedes e
conheceis.
— Atos 3.13,16 (NAS)
No dia seguinte os governantes, anciãos e doutores da lei
trouxeram Pedro e João diante deles, juntamente com o homem que
tinha sido curado. Eles perguntaram: “...Por que poder, ou em nome
de quem, fizestes isto?” (Atos 4.7 NAS).
Pedro declarou novamente com ousadia que o poder estava no Nome
de Jesus! O apóstolo falou:
...Seja conhecido e compreendido por vós todos 
 e por todo povo de Israel, que no nome e no poder e autoridade
de Jesus Cristo de Nazaré, a quem vós crucificastes, [mas] a
quem Deus ressuscitou dos mortos, nEle e por meio dEle este
homem está diante de vós, bem e de corpo são.
— Atos 4.10 (AMP)
Milagres no início da Igreja eram ocorrências normais. O poder não
estava em Pedro ou nos outros discípulos. Eles estavam lá
manifestando o Nome de Jesus para o mundo. Quando falavam,
curando e expulsando demônios no poder e na autoridade do Nome
de Jesus, Jesus estava lá no meio deles cooperando com eles e
libertando as pessoas das mãos de Satanás (veja Marcos 16.20).
No poder do Nome de Jesus, assumiram o domínio e estabeleceram o
Reino de Deus aonde iam. Multidões de homens e mulheres eram
acrescentadas ao número de crentes todos os dias.
Esta é uma descrição real da Igreja como Deus pretendeu que ela
fosse. Eles não estavam na defensiva. Não eram medrosos... eram a
Igreja militante. Não usavam a Palavra para conquistar favores do
povo. Eles pregavam sobre Jesus e demonstravam o poder do Seu
Nome. Hoje, temos muita pregação e ensino, mas muito pouca
demonstração do poder no Nome de Jesus.
É HORA DA FORMATURA!
Se vamos alcançar este mundo para Deus e realizar uma colheita de
almas antes que Cristo volte, devemos ultrapassar o treinamento
básico concernente à oração. É hora da formatura!
Cristo pretende que sejamos revestidos com um manto de poder e
autoridade que é nosso em Nome de Jesus. Ele nos deu direito legal,
um poder de “Procurador” para usar o Seu Nome.
Uma procuração é um instrumento legal, autorizando alguém a
agir como representante da pessoa. Uma procuração designa
legalmente um indivíduo para agir no nome e no lugar de alguém.Dá
ao procurador poder e autoridade sobre toda propriedade e os
interesses de quem lhe concede a procuração. Autoriza-o a agir no
interesse do outorgante, como poderia agir este se estivesse presente
pessoalmente.
Uma procuração confere ao indivíduo o poder e a autoridade de
tomar qualquer decisão legal que seja requerida ou necessária para
se manter toda a propriedade pessoal e os interesses de quem lhe
concedeu a procuração. É dado ao procurador poder e autoridade
para determinar, a seu critério, o propósito e a maneira de exercer o
poder delegado.
Quando oramos em Nome de Jesus, estamos ativando a nossa
“procuração” para agirmos como representantes de Cristo a Seu
favor, da mesma maneira que Ele agiria se estivesse presente na
terra.
Cristo está chamando a Igreja hoje a uma dimensão mais elevada
de poder, maior do que o que temos experimentado. Ele nos deu Seu
Nome que nos capacita a tomarmos posse de tudo o que precisamos
para que os poderes das trevas retrocedam nas nossas cidades, e os
cativos sejam libertos.
Quando nos juntamos em nossas reuniões na igreja e nos unimos
em oração, no Seu Nome, Sua Presença e Seu poder se manifestam
em nosso meio. Jesus disse:
Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra
acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por
meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três
reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
— Mateus 18.19-20
O poder para receber tudo o que precisamos está no poderoso Nome
de Jesus! Quando nos unimos em concordância e oramos no poder e
na autoridade do Seu Nome, nada, absolutamente nada nos é
impossível.
“A autoridade do Céu apoia qualquer oração que você faça
verdadeiramente no nome de Jesus – não porque você usa
aquelas palavras, mas porque no Seu nome você está, e no Seu
 nome a oração é feita”.
— Wesley L. Duewel
Chegou a hora de começarmos a tomar posse do poder e da
autoridade desse Nome Todo-poderoso, que está acima de todo outro
nome, para dominar e estabelecer o Reino de Deus em todos os
lugares onde formos. Não confiamos mais nas nossas habilidades
naturais, mas vamos às cidades e nações, no Nome de Jesus, para
proclamar o Evangelho numa demonstração do Seu poder.
Uma das maiores orações de batalha espiritual registradas é a
oração do Rei Asa. Quando ele e o povo de Judá se preparavam para
lutar contra Zerá, o etíope, e um exército de um milhão de homens, o
rei orou:
Senhor, nada para ti é ajudar, quer o poderoso, quer o de
nenhuma força; ajuda-nos, pois, Senhor, nosso Deus,
porque em ti confiamos e no teu nome viemos contra esta
multidão;
Senhor, tu és o nosso Deus, não
 prevaleça contra ti o homem.
— 2 Crônicas 14.11
A confiança do Rei Asa, quando enfrentava o grande exército de um
milhão de valentes, estava no fato de que ele e os que o
acompanhavam estavam saindo para a batalha no Nome do Deus
Todo-Poderoso. Asa disse “em teu nome vamos contra esta multidão”.
Quando orou, o poder sobrenatural de Deus foi liberado. Deus lutou
por eles: “E o Senhor feriu os etíopes diante de Asa e diante de
Judá...” (2 Crônicas 14.12). Seus inimigos foram destruídos, e os
israelitas levaram grandes riquezas como despojos da guerra.
A chave desta grande vitória foi que eles enfrentaram o inimigo no
Nome do Único Deus verdadeiro e vivo, não na sua própria força
natural. E, no Seu Nome, não houve margem possível para a derrota!
SEM MARGEM PARA A DERROTA!
Cristo derrotou Satanás e nos deu a vantagem suprema sobre o
inimigo. O Nome Todo-poderoso, indestrutível, imutável do Filho de
Deus. Não existe absolutamente margem para a derrota! Quando
oramos ou agimos no poder e na autoridade do Seu Nome, todo Céu
está nos apoiando e não podemos fracassar!
Você pode estar lutando sob um pesado fardo financeiro. Seu
marido ou sua esposa pode não ter a salvação.Seu relacionamento
matrimonial pode estar se deteriorando. Você pode ter amados,
amigos ou membros da família não salvos, doentes ou presos às
drogas.
Mas qualquer que seja a circunstância ou o problema que você
enfrente, libere sua fé e comece a orar no poder e na autoridade do
Nome de Jesus. Assuma sua autoridade em Cristo e ordene a Satanás
e a seus principados malignos que tirem as mãos do seu corpo, da
sua família e das finanças. Use o Nome de Jesus como uma arma na
oração, a fim de neutralizar as forças demoníacas que o atacam,
sabendo que elas devem parar diante do Nome de Jesus!
Lembre-se, Jesus designou você como Seu representante legal para
agir em Seu lugar e a Seu favor. Quando ora no poder e na
autoridade do Seu Nome, você está orando de acordo com a vontade,
os propósitos, os desejos e a direção de Jesus.
Enfermidades são obras do inimigo. Você não precisa orar para
saber se é vontade de Deus curar o seu corpo, o de seus amados ou de
outras pessoas que precisarem de cura. Jesus pagou o preço. A guerra
foi ganha. Ele destruiu o poder da enfermidade e autorizou você a ir e
curar os enfermos no poder e na autoridade do Seu Nome.
Exercite seu direito de procurador de Cristo aqui na terra! Lembre-
se, tudo o que Cristo é e todo Seu poder estão no Seu Nome!
É hora da formatura! Cristo não quer que você permaneça no
mesmo nível na sua vida de oração. É hora de se mover a um novo
nível de oração no poder e na autoridade do Seu Nome!
Você pode não ter sido chamado como um pastor, evangelista ou
missionário, mas você é chamado e escolhido por Deus como um
ministro no seu lar e na sua comunidade.
Agarre toda a oportunidade de proclamar e de manifestar o poder
que está no Nome de Jesus nas suas orações, através da oração e
agindo no poder e na autoridade do Seu Nome, para curar os doentes
e libertar os cativos!
“O poder para fazer obras maiores que 
 as que Cristo fez reside na fé capaz de tomar 
 o Seu nome e orar verdadeiramente”.
— E. M. Bounds
Não há Nome maior que o de Jesus!
Não há outro nome debaixo do céu dado entre os homens, pelos
quais o homem possa ser salvo!
Peça ao Pai para levar você além do conhecimento intelectual, para
lhe dar uma nova revelação e revesti-lo com um manto de poder e
autoridade em Seu Nome.
Depois, adore o Nome de Jesus! Ore em Seu Nome! Proclame o Seu
Nome! Faça as obras de Deus em Seu Nome! Cumpra a vontade de
Deus na sua cidade e nação em Seu Nome!
Jesus ensinou uma dinâmica poderosa do Espírito que o habilitará
a vencer todo obstáculo, a fim de obter as respostas que você precisa
na oração. Há muitos cristãos que se resignaram com a derrota e
estão vivendo com sua oração não respondida porque não
aprenderam esta grande verdade.
No capítulo doze, você aprenderá sobre esta dinâmica do Espírito e
de que maneira colocá-la em prática na sua vida de oração, a fim de
receber mais respostas às suas orações como você jamais
experimentou.
Senhor, ensina-nos a orar! Senhor, obrigado pelo preço tremendo
que Tu pagaste para obteres o Nome sobre todo nome.
Nós exaltamos e glorificamos o Teu Nome. Proclamamos que o
Teu Nome está sobre todo nome no Céu, nesta terra e debaixo da
terra!
Senhor, ensina-nos pelo Espírito Santo a orar, viver, agir, andar,
falar e fazer tudo no poder e na autoridade do Teu Nome. Senhor,
Tu prometeste que tudo o que pedíssemos em teu Nome Tu
farias. Abre o nosso entendimento para sermos capazes de tomar
posse desta promessa ilimitada e agirmos sobre ela, para oramos
como Tu oravas, para fazermos as mesmas obras poderosas que
Tu fizeste, e até maiores, conforme Tu prometeste. Reveste-nos
com um manto de poder e autoridade no Teu Nome, e usa-nos
para demonstrar o poder do Teu Nome nas nações.
12. Guerra Santa
Como você trata da questão da oração não respondida? Quando
você orou e jejuou por algo que crê que esteja em harmonia com a
vontade de Deus e ainda não recebeu a resposta, como você reage?
Desanima e fica cansado? Você começa a se perguntar se Deus
realmente ouve você ou duvida que Ele esteja interessado em suprir a
sua necessidade? A sua fé nas promessas de Deus começa a vacilar?
Na sua busca santa pelo aprendizado de como orar na dimensão
poderosa da oração que Jesus ensinou e demonstrou, você deve
aprender a como vencer o obstáculo da oração não respondida.
Não é vontade de Deus que você viva com uma oração não
respondida!
Oração não respondida não traz honra e glória a Deus!
Deus está levantando pessoas hoje que edificarão um memorial vivo
a Ele através da oração respondida!
Jesus ensinou e demonstrou um nível de oração que ia 100 % para o
alvo. Não houve absolutamente margem para a derrota. A oração não
respondida nem entrou como conceito ou consideração. Jesus orava, e
o Pai respondia o tempo todo.
Quando Cristo orou antes de ressuscitar Lázaro dos mortos, Ele
disse: “Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. Eu bem sei que
sempre me ouves...” (João 11.41-42). Jesus estava em uma dimensão
espiritual na qual o Pai sempre ouvia e respondia a oração, sem
exceções!
Nós servimos a um Deus que é ilimitado, todo-poderoso, onipresente
e onisciente. Que jurou pela Sua Palavra responder à oração. Ele
prometeu: “Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas
grandes e firmes, que não sabes” (Jeremias 33.3).
Não existe absolutamente nada impossível para Deus. Ele disse:
“Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda a carne. Acaso haveria
qualquer coisa maravilhosa demais para mim?” (Jeremias 32.27).
Jesus disse: “...mas a Deus tudo é possível” (Mateus 19.26).
Nós servimos a um Deus que prometeu: “...antes que clamem, eu
responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías
65.24).
Nosso Pai colocou todos os Seus recursos à nossa disposição e foi-
nos prometido que, se pedirmos, receberemos. Jesus disse: “E tudo o
que pedirdes na oração, crendo, o recebereis” (Mateus 21.22). A lei
universal de Deus concernente à oração é... todo aquele que pede,
recebe (veja Mateus 7.8).
Sabendo que Deus é fiel e fez plena provisão para que você receba
resposta das suas orações, qual é a sua resposta quando você não
recebe uma resposta que você esperava?
UMA DINÂMICA ESPIRITUAL PARA SUPERAR
UMA ORAÇÃO NÃO RESPONDIDA
Há muitos cristãos que se resignaram com a derrota e estão
vivendo com uma oração sem resposta. Há vários impedimentos para
se receber resposta à oração: falta de fé, pedido pelas motivações
erradas, pecado não confessado, desobediência e falta de perdão.
Entretanto, quero me concentrar em uma das maiores razões por
trás da oração não respondida: a preguiça espiritual!
Frequentemente, quando as pessoas oram por algo durante um
longo período de tempo e não recebem, elas desistem com a desculpa:
“Não deve ter sido a vontade de Deus”.
Quando sabemos que oramos de acordo com a vontade de Deus, nós
receberemos. “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos
alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos
que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as
petições que lhe fizemos” (1 João 5.14,15).
Esta é uma das condições para se receber respostas à oração.
Entretanto, muitas pessoas vacilam na sua fé quando oram, porque
não estão convencidas de que o que estão pedindo esteja de acordo
com a vontade de Deus. Elas desistem, param de orar e, como
resultado, deixam de receber o que Deus proveu para elas.
Há cristãos que deixaram de receber a sua cura, provisão financeira
ou outras coisas que eles precisam, que são claramente reveladas
como a vontade de Deus, porque desistiram. Há aqueles que
desistiram do seu casamento, dos filhos rebeldes, dos amados não
salvos, e perderam a provisão de Deus e as respostas às suas orações,
porque deixaram de perseverar na fé e pararam de orar!
Há problemas ou circunstâncias nas quais você desistiu e parou de
orar?
Jesus ensinou uma dinâmica poderosa do Espírito que nós
precisamos aplicar na nossa vida, para nos ajudar a vencer todos os
obstáculos e receber as respostas das nossas orações.
PERSEVERANÇA!
“E [JESUS] contou-lhestambém uma parábola, sobre o dever de
orar sempre e nunca se acovardar (desfalecer, perder o ânimo e
desistir)” (Lucas 18.1 AMP).
Jesus disse que temos que orar e não desfalecer!
Quando oramos, temos que orar com tamanha ousadia santa a
ponto de não desistimos até recebermos a resposta. Se não
recebermos a resposta da primeira vez que oramos, devemos voltar
pela segunda vez. Se não recebermos a resposta na terceira, quarta,
ou até na centésima vez, temos que perseverar na fé até recebermos.
O Pai deseja que nós nos aproximemos dEle com uma persistência e
uma forte determinação que não desistimos por causa de alguma
recusa ou demora aparente da Sua parte.
Há algumas pessoas que creem que uma pessoa não deva orar pela
mesma coisa a segunda vez. Elas sentem que isso demonstra falta de
fé. É verdade que Jesus ensinou que, ao orarmos, temos que crer que
recebemos o que pedimos. Ele disse: “...tudo o que pedirdes, orando,
crede que o recebereis e tê-lo-eis” (Marcos 11.24).
Mas não é falta de fé continuar pedindo até recebermos a resposta!
Quando olhamos de perto para o ensino de Jesus, vemos que, sem
dúvida, há também vezes em que devemos orar outras vezes antes de
obtermos a nossa resposta.
PERSEVERANÇA SEM SE ENVERGONHAR
“As bênçãos que o mundo precisa 
 devem ser chamadas do céu na oração do tipo 
 que persevera, que importuna, que crê”.
— Andrew Murray
Para receber de Deus você deve estar disposto a perseverar na fé!
Jesus disse que temos que orar e não desfalecer, ou desistir!
Depois que seus discípulos se aproximaram de Jesus com o seu
pedido “Senhor, ensina-nos a orar...”, Jesus expôs-lhes esta parábola:
...Qual de vós terá um amigo e, se for procurá-lo à meia-noite,
lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois que um amigo
meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho o que
apresentar-lhe; se ele, respondendo de dentro, disser: Não me
importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão
comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar. Digo-vos
que, ainda que se não levante a dar-lhos por ser 
 seu amigo, levantar-se-á, todavia, por 
 causa da sua importunação e lhe dará 
 tudo o que houver mister.
— Lucas 11.5-8
A palavra “importunação” no versículo oito é muito importante. Ela
basicamente significa incomodar, aborrecer com súplicas repetidas.
Refere-se à determinação persistente na oração que não se
envergonha por causa de uma recusa ou demora aparente por parte
de Deus.
Veja o versículo oito na Versão Amplificada: “Digo-vos que, embora
ele não se levante a dar pelo fato de ser seu amigo, por ele não se
envergonhar na persistência e por sua insistência, ele se levantará e
lhe dará o que necessita” (Lucas 11.8 AMP).
Note que Jesus ensinou esta parábola e a persistência na oração
depois do pedido dos discípulos, “Senhor, ensina-nos a orar”. Depois
de lhes dar o exemplo de como orar, ao qual nos referimos como a
Oração do Senhor (Oração do Pai Nosso), Jesus ensinou depois uma
parábola.
Nesta história, o homem entrou na casa de seu amigo com grande
confiança e expectativa. Ele acreditava plenamente que, quando
apresentasse a sua necessidade, seu amigo o ajudaria e lhe daria o
que precisava.
Seu pedido era urgente! Ele não podia voltar para casa de mãos
vazias. Mas o pedido urgente encontrou uma negativa direta! O
homem ficou chocado e sem dúvida se surpreendeu com a resposta do
seu amigo. Ele nunca esperou uma negativa de seu bom amigo.
Ao invés de dar meia volta e ir para casa sem os três pedaços de
pão de que precisava, ele continuou a perseverar e a pressionar no
seu pedido até que a porta foi aberta e sua necessidade foi suprida. O
homem era totalmente desprovido de vergonha na sua persistência.
Posso imaginar o homem dizendo: “O que significa isto, que você
não pode levantar e me ajudar? Estou desesperado! Não tenho mais
ninguém para me ajudar. Você tem que me socorrer. Não vou embora
enquanto você não se levantar e me ajudar. Ficarei aqui a noite toda,
se for necessário!”
GUERREIROS SANTOS
Nesta ilustração, Jesus enfatizou que, embora o homem não se
levantasse e ajudasse seu amigo na base da amizade entre eles, por
causa da importunação do seu amigo, da sua persistência
desavergonhada, que se recusava a desistir, ele se levantaria e lhe
daria o que ele precisava.
O ensinamento de Jesus é muito claro. Quando não recebemos
imediatamente uma resposta às nossas orações, ou enfrentamos uma
demora prolongada, não devemos permitir que nos enfraqueçamos ou
nos tornemos espiritualmente preguiçosos e desistimos. Com esta
mesma persistência, temos que continuar a ir diante de Deus e
pressionar pelas nossas petições com intensidade crescente e fé, até
recebermos a resposta.
Este tipo de oração persistente nunca desfalece nem se esgota. Ela é
motivada e sustentada por uma fé que não desistirá.
Lutar na oração não é um impulso de energia, não é uma mera
ansiedade da alma; é uma força cravada, uma faculdade
implantada e despertada pelo Espírito Santo. Na prática, é a
intercessão do Espírito de Deus em nós”.
— E. M. Bounds
Eu gosto de pensar que este tipo de oração é como uma guerra
santa. É a habilidade de resistir, pressionar e aguardar na fé até que
a resposta se manifeste. É segurar o próprio Deus.
Jacó foi um dos guerreiros santos de Deus. Ele lutou na oração a
noite toda e prevaleceu com Deus. Recusou-se a desistir. Ao raiar do
novo dia, quando o Anjo do Senhor disse a este que o deixasse ir, Jacó
disse: “Não te deixarei ir, se não me abençoares” (Gênesis 32.26). O
Anjo o abençoou imediatamente.
Elias foi um guerreiro santo. Ele orou sete vezes em sucessão antes
de prevalecer, e Deus abriu os céus e enviou chuva depois de três anos
e meio de fome e seca.
Depois que ele profetizou ao rei Acabe que ia chover, Elias subiu ao
cume do Monte Carmelo.
...e se inclinou por terra, e meteu o seu rosto entre os seus
joelhos. E disse ao seu moço: Sobe agora 
 e olha para a banda do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há
nada. Então, disse ele: Torna lá sete vezes. E sucedeu que, à
sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de
um homem, subindo do mar.
— 1 Reis 18.42-44
Elias não sabia quanto tempo ia levar. Ele continuou a lutar, a
perseverar na fé, sabendo que Deus enviaria a chuva em resposta à
sua oração.
Daniel foi um dos guerreiros santos de Deus. Ele orou e jejuou por
21 dias antes que a resposta chegasse. Sua oração foi ouvida
exatamente no primeiro dia. Mas Daniel não sabia disso. Ele parou
de orar? Não! Ele perseverou na fé.
No décimo quinto dia, Daniel não disse: “Tenho jejuado e orado
durante quinze dias e Deus não respondeu. Eu devo parar de orar”.
Não! Daniel creu que Deus ia ouvir e responder a sua oração. Ele não
sabia quanto tempo levaria, mas estava determinado a perseverar
até receber a resposta.
Depois de 21 dias, chegou um anjo com a resposta. O anjo disse a
Daniel que depois do primeiro dia sua oração fora ouvida, mas que
tinha lutado com um principado demoníaco durante 21 dias até que
Miguel, o arcanjo, veio ajudá-lo.
Você já imaginou o que teria acontecido se Daniel tivesse parado de
orar no vigésimo dia?
Uma coisa é certa: ele teria perdido a resposta que Deus desejava
dar-lhe.
ORAÇÃO QUE SE RECUSA A DESISTIR!
Imediatamente depois que Jesus contou esta parábola do homem
que foi à casa do seu amigo à meia-noite atrás de três pães, Ele
novamente enfatizou a importância da persistência na oração. Ele
disse: “Pedi e continuai a pedir, e vos será dado; buscai e continuai
a buscar, e encontrareis; batei e continuai a bater, e a porta vos será
aberta” (Lucas 11.9 AMP).
As palavras “pedi”, “buscai”, “batei” são progressivas e indicam
um avanço contínuo na oração. Devemos orar com uma intensidade
que não enfraqueça com o tempo, mas cresça na urgência até
recebermos a resposta.
Quando pedimos e oramos fervorosamente por uma resposta e
ainda não a recebemos, temos que buscar... aumentar nosso fervor e
intensidade na oração. Depois de clamarmos a Deus e buscá-Lo com
maior paixão ainda, do íntimo do nosso

Mais conteúdos dessa disciplina