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MÉTODOS DA TERAPIA MANUAL NO TRATAMENTO DE LOMBALGIA NÃO ESPECIFICA MANUAL THERAPY METHODS IN THE TREATMENT OF NON-SPECIFIC LOMBALGY Pricila Costa Faria Resumo: As Técnicas manuais têm a finalidade, por intermédio de métodos de manipulação, mobilização e exercícios específicos, melhorarem a propriocepção, estimular o liquido sinovial e produzir a elasticidade sendo a mais utilizada para analgesia e o retorno da função biomecânica dos tecidos. A Lombalgia não especifica, representa por volta de 90 a 95% dos casos, sendo uma das principais doenças socioeconômicas associando a altos custos em assistência e incapacidade, no entanto a fisioterapia é o tratamento mais indicado nesse estado, sendo que a terapia manual é um dos principais recursos fisioterápico manipulativo, utilizada para analgesia e o retorno da função biomecânica dos tecidos. Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica comparativa entre as métodos de terapias manuais mais utilizadas na dor lombar não especifica, com o objetivo de detectar qual das técnicas obtém o resultado mais satisfatório, Onde detectamos que os melhores métodos da terapia manual para lombalgia foram as técnicas de Quiropraxia e Osteopatia. Palavras chaves: Terapia Manual, Lombalgia, Quiropraxia, Osteopatia, Maitland. MANUAL THERAPY METHODS IN THE TREATMENT OF NON-SPECIFIC LOMBALGY ABSTRACT: Manual techniques have the purpose, through methods of manipulation, mobilization and specific exercises, to improve proprioception, stimulate synovial fluid and produce elasticity, being the most used for analgesia and the return of biomechanical function of tissues. Low back pain does not specify, represents around 90 to 95% of cases, being one of the main socioeconomic diseases associated with high costs in assistance and disability, however physiotherapy is the most indicated treatment in this state, and manual therapy it is one of the main manipulative physiotherapy resources, used for analgesia and the return of biomechanical function of tissues. This study is a comparative bibliographic review between the most used manual therapy methods in low back pain, with the objective of detecting which of the techniques obtains the most satisfactory result, where we found that the best methods of manual therapy for low back pain were Chiropractic and Osteopathy techniques. Keywords:, Manual Therapy, Low Back Pain, Chiropractic, Osteopathy, Maitland. INTRODUÇÃO A Terapia manual foi o primeiro método utilizado, para tratamento de cura, destacando-se a massagem, onde as mãos se tornaram instrumento de ferramenta e conhecimento terapêutico. O primeiro escrito sobre massagem encontrado, foi no manuscrito Nei Ching em 2.598 a.C, também conhecido como o Livro de Medicina do Imperador Amarelo. Desde então esse tipo de terapia, foi aperfeiçoada, pela a medicina oriental e tradicional, porem somente a partir do século XIX, esse método foi regulamentado na Europa, por três enfermeiras e uma parteira, após o período de conquista das mulheres de exercer a massoterapia. (ESPINDOLA, BORENSTEIN, 2011) As Técnicas manuais têm a finalidade, por intermédio de métodos de manipulação, mobilização e exercícios específicos, melhorarem a propriocepção, estimular o liquido sinovial e produzir a elasticidade. (ANDRADE, 2008) Alem disso a Terapia manual é mais utilizada para analgesia e o retorno da função biomecânica dos tecidos. (PEREIRA, JUNIOR, 2018) É o principal recurso fisioterápico manipulativo, que se refere a uma especialidade dentro da fisioterapia no nível Lato Sensu, para reabilitação de pacientes. (LOIOLA ET AL, 2017) A Lombalgia não especifica (LNE) é definida como uma dor lombar não atribuível a uma causa conhecida, sendo representada por 90 a 95% dos casos. (OLIVEIRA ET AL, 2018) Essa condição é uma das principais doenças e problemas socioeconômico associando a altos custos em assistência, absenteísmo no trabalho e incapacidade. (COSTA ET AL, 2009) Os custos totais de lombalgia anualmente são estimados em bilhões de dólares no Estados unidos, Holanda, Suíça, Alemanha e Austrália, embora esses países tenham um bom investimento econômico nos sistema de saúde. (OLIVEIRA ET AL, 2018) A dor lombar pode atingir até 65% de indivíduos anualmente e até 84% em algum momento da vida, ocorrendo uma prevalência de aproximadamente 11,9% na população mundial. (NASCIMENTO, COSTA, 2015) No Brasil, a lombalgia é a primeira causa de gasto com remuneração de auxílio doença e a terceira causa de aposentadoria por invalidez. (NAVEGA, TAMBASCIA, 2011) Um estudo no Brasil publicado em 2015, demonstrou que a dor lombar em adultos é maior que 50%, em adolescentes varia entre 13,1% e 19,5%, sendo que na dor lombar crônica representa 4,2% e 14,7% da população geral. Estes resultados foram imprecisos devido a falta de dados epidemiológicos em todos nos estados Brasileiros. (NASCIMENTO, COSTA, 2015) A LNE é caracterizada como dor ou desconforto acima da prega glútea inferior e abaixo da décima segunda costela. A lombalgia é demasiadamente incapacitante, sendo a principal causa mundial de anos vividos com incapacidade. (MEUCCI ET AL, 2018) Trata-se de uma queixa comum entre a população, e especificamente em trabalhadores industriais, apesar do progresso ergonômico aplicado à coluna vertebral e do uso de métodos tecnológicos de diagnóstico nas últimas décadas, as dores lombares tiveram uma elevação de quatorze vezes maior do que o resto da população. (NAVEGA, TAMBASCIA, 2011) Atletas esportivos, também estão incluídos no quadro álgico de lombar, não a ponto de causar lesão, na maioria dos casos; devido ao grande desenvolvimento hipertrófico, dando a o corpo vertebral uma maior resistência. No entanto a coluna de um atleta está sujeita á repetida atividade fatigantes e o corpo responde a essas condições. (SALGUEIRO, GUIMARAES DA SILVA, 2005) O Seguimento lombar possui uma maior mobilidade na região de L4-L5 e L5 e S1, onde são mais comprometidos, porque tem a função de sustentar o corpo. (PEREIRA, JUNIOR, 2018) Os estudos e abordagem de lombalgias e lombociatalgias transcorrem por múltiplos fatores, dentre eles a inexistência autentica de conexão entre achados clínicos e a imaginologia; dor lombar por segmento inervado, sendo uma rede de nervos entrelaçada, tornando confusa a precisão do local da dor, excluindo os casos radículo- medulares; Achados anatômicos e histológicos na estrutura comprometida são escassos, tornando inacessível a interpretação do quadro álgico. (BRAZIL ET AL, 2004) Regularmente o tratamento é realizado pelo método conservador ou cirúrgico, no entanto o segundo procedimento, só é indicado se as medidas não agressivas não tiverem sucesso. Na metodologia conservadora, temos o uso do coletes, antiinflamatórios, programa de atividades físicas, Acupuntura, Crioterapia e terapia manual. (LOIOLA ET AL, 2017) O objetivo desse estudo foi comparar a eficácia dos diversos métodos utilizados na terapia manual no tratamento da lombalgia não especifica, dentre os métodos são: Quiropraxia, Osteopatia, RPG, Maitland, McKenzie e Mobilização Neural. Onde detectamos que os métodos mais eficazes da terapia manual para lombalgia foram as técnicas de Quiropraxia e Osteopatia. TECNICAS MANUAIS QUIROPRAXIA Foi criada por um magneto terapeuta Daniel David Palmer, ou simplesmente D.D. Palmer, porem foi seu filho Bartlett Joshua Palmer o BJ Palmer que à desenvolveu. (HOMOLA, 2006) Palmer definiu a Quiropraxia sendo uma a filosofia, ciência e arte das coisas naturais, utilizando um sistema de ajustes dos segmentos da coluna vertebral aplicando somente as mãos para correção das causas da doença. (STEPHENSON, 1948) A Quiropraxia está direcionada para o diagnóstico e tratamento das patologias edistúrbios ósseo, muscular e articular. Para realizar a estimativa diagnóstica com o tratamento, o Quiropraxista utiliza técnicas exclusivas da classe e também, eventualmente, técnicas comum a outros terapeutas manuais. (HEESE, 2013) Em 1895, D.D Palmer divulgou que “95% de todas as doenças eram causadas por deslocamento das vértebras, o restante por luxações de outras articulações.” (HOMOLA, 2006) Portanto atualmente a Quiropraxia aplica através de sistema filosófico a SV (Subluxação Vertebral) e a intervenção no SN (Sistema Nervoso). A SV tem o conceito de um “modelo teórico” de uma disfunção motora segmentar, que altera a fisiologia de tecidos nervosos, musculares, vasculares, ligamentares e conectivos,tornando-o fisiopatológicos. Esse modelo ainda é o mais utilizado e é conhecido como CSV (Complexo de Subluxação Vertebral). (SANTOS, DIROLI, NETTO, 2013) Segundo Sthephenson, uma subluxação é a condição de uma vértebra que perdeu seu alinhamento adequado com a anterior ou a abaixo, ou ambos locais, em menor grau que uma luxação habitual colidindo com os nervos e interferindo com a transmissão de impulsos mentais. (STEPHENSON, 1948) Uma das principais metas clínicas da Quiropraxia é restaurar as funções fisiológicas articulares, restituindo às articulações sua mobilidade natural. Esta resposta é alcançada pela técnica, nomeada manipulação quiroprática ou ajuste articular, que se resume em um movimento, curto de alavanca, rápido e específico e uma linha de correção objetiva. (ESTEVES ET AL. 2013) OSTEOPATIA A Osteopatia vem do grego “osteon pathos” que significa ossos e efeitos que vem do interior. Seu fundador foi Andrew Taylor Still de 1828 e falecido em 1917, Still procurou trazer um remédio natural e reconciliar o homem com a natureza, utilizando as mãos. Segundo ele a modernização e o progresso afastaram o homem de seu estado natural, a sociedade passou a tratar o individuo enfermo com medicamento alopáticos dividindo o homem em pequenos pedaços fazendo com que procure varias especialidades, isso é, a visão do homem como um todo desapareceu. (RICARD, SALLÉ, 2014) A medicina osteopatica se fundamenta na interpretação do ser humano como um ser único, porem, olhado “como um todo” mais do que a junção de processos fisiológicos que ocorrem de modo característico em diferentes sistemas. (POVOA, VANUZZI, 2011) A osteopatia estuda as disfunções de diversas estruturas, sendo elas: músculo-esquelético, visceral, ATM (articulação temporo mandibular), craniana e somato-emocional, buscando sempre o processo de homeostase. No entanto essas estrutura estão totalmente interligadas estabelecendo que nem sempre uma patologia em um determinado local do corpo significa que a origem esta no mesmo, isso é, como um exemplo uma bursite do ombro pode ser causada por uma alteração na arcada ou ATM. Portanto a Osteopatia irá tratar primeiro a origem do problema, depois a conseqüência. (REZENDE, GABRIEL, 2008) RPG- REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL Uma Terapeuta corporal francesa, chamada de Françoise Mézières, observou cuidadosamente e compreendeu que cada curva que se tentava reduzir a acentuação de um segmento vertebral, ressurgia em outro segmento. Nesse momento percebeu a necessidade de considerar o corpo na sua totalidade ou de modo global, surgindo a antiginastica. Philippe- Emmanuel Souchard, durante 10 anos ensinou esse método no centro Mézières, na década de 50, no entanto, baseado em suas pesquisas de anatomia, cinesiologia, biomecânica e Osteopatia, desenvolveu o método conhecido atualmente como Reeducação Postural Global (RPG). (TEODORI ET AL, 2011) O RPG, como no próprio nome diz, trata globalmente as alterações músculoarticulares e principalmente posturais. Esse método é desenvolvido por meio de postura de alongamento muscular, baseado no segmento normal, sendo que as posturas realizam o trabalho isométrico, gradualmente excêntrico dos músculos estáticos. (PEREIRA ET AL, 2008) Portanto, o alongamento global alonga diversos músculos simultaneamente, que pertencem à mesma cadeia muscular, sendo que na hipótese que um músculo encurtado decorre em compensações, tanto em locais próximos, quanto distantes. (ROSARIO ET AL, 2008) MAITLAND O Conceito Maitland, foi desenvolvido na década de 60 por Geoffery Maitland um fisioterapeuta inovador da época. Ele descreveu parâmetros de mobilização utilizando uma oscilação por dois segundos, em uma vértebra lombar, por exemplo, uma oscilação de 30 a 60 segundos, usando forças especificas (PIEKARZ, PERRY, 2016) Este conceito baseia-se em um sistema de avaliação e tratamento, mediante a movimentos passivos rítmicos e oscilatórios (REZENDE ET AL, 2006, NAVEGA, TAMBASCIA, 2011) O Método foi graduado em cinco níveis, medida em graus I, II, III, VI e V que diferenciam de acordo com a Amplitude De Movimentos (ADM) de acessórios presentes nas articulações, com o objetivo de recuperar o movimento fisiológico articular. (NAVEGA, TAMBASCIA, 2011) O grau, a dosagem e a freqüência da mobilização Maitland são determinados por irritabilidade, gravidade e natureza do distúrbio. (RAO ET AL, 2017) As mobilizações promovem uma uniformidade na superfície articular, reduzindo o atrito mecânico na mesma. Isto reflete no efeito de melhora da dor e função do segmento acometido. (NAVEGA, TAMBASCIA, 2011) O Conceito Maitland abrange uma avaliação analítica detalhada, que envolve identificação do mecanismo da dor, que consequentemente causa à disfunção de padrões de movimento, utilizando o raciocínio clinico para agregar conceitos teóricos à apresentação clínica do segmento alterado, com o intuito de levantar um diagnostico dinâmico de trabalho, desenvolvendo uma intervenção apropriada. (RAO ET AL, 2017) MCKENZIE O Método McKenzie (MKZ) é um procedimento desenvolvido pelo fisioterapeuta Robin McKenzie, do qual a abordagem baseia-se em etapas de avaliação, prevenção e tratamento. (OLIVEIRA ET AL, 2016) Essas etapas seguem em uma classificação de avaliação clinica ampla, como: Amplitude de movimento e adequação da postura. Encontrando as alterações avaliativas, é determinada a classificação da lombalgia, que podem ser: Síndrome de disfunção, Síndrome de desarranjo ou Síndrome postural. (MURTEZANI ET AL, 2014) O MKZ tem como destaque a coluna e articulações periféricas, e se embasa em princípios que tem como objetivo de executar uma avaliação precisa, para conseguir um diagnóstico determinante, assim vai poder formular um tratamento adequado para o paciente. (OLIVEIRA ET AL, 2016) O Tratamento lombar se baseia em exercícios de preferência direcional, (ARTIOLI, BERTOLINI, 2018) movimentos repetidos em máxima amplitude, mobilizações do próprio paciente incluindo posições sustentadas. (MENDONÇA, ANDRADE, 2016, GARCIA ET AL, 2017) Este raciocínio clinico tem a capacidade de ajudar profissionais da área a incluírem esse método para promover alívio da dor em pacientes com lombalgia. (ARTIOLI, BERTOLINI, 2018) MOBILIZAÇÃO NEURAL A Técnica de Mobilização Neural (MN), apesar de não ser muito discutida, sua utilização não é contemporânea, pelo contrario; este método existe desde 1800, sendo aperfeiçoado teoricamente e clinicamente pouco a pouco. (MONNERAT, PEREIRA, 2010) Esse método foi criado pela junção de conhecimento da biomecânica, neurobiologia e fisiopatologia do tecido nervoso. (PITANGA ET AL, 2018) A MN tem a finalidade de restaurar a elasticidade e o movimento do Sistema Nervoso, promovendo o retorno funcional e reduzindo os sintomas. (VASCONCELOS ET AL, 2011) A mobilização é oscilante ou sustentada, direcionada para os nervos que apresentam limitação no deslizamento, sendo que, durante os testes neurais específicos, estes sinais são detectados. (FERREIRA, JÚNIOR, 2017) Quando a MN é realizada, os vasos sanguíneos são comprimidos, afetandoo fluxo intraneural, inflamando e degradando a função nervosa. No entanto se esse movimento for moderado por breve período, a função nervosa retornara rapidamente normal. (MONNERAT, PEREIRA, 2010) Essas pequenas lesões causadas ao nervo ocasionam a ativação das células de defesa, liberando os agentes para a restauração do tecido. (PITANGA ET AL, 2018) Segundo Monnerat et al, 2012 um estudo realizado em 2010 por Machado e Bigolin, em indivíduos com lombalgia crônica, onde um grupo era tratado com MN e outro com alongamento muscular, determinou que após 20 sessões de MN, os sintomas dolorosos foram reduzidos de forma significativa. Portanto a Mobilização Neural tem a capacidade de ser utilizada como método de diagnóstico e terapêutico, colaborando com a redução da sintomatologia, sendo indicada a todas as circunstancias que apresentem comprometimento fisiológico e mecânico do sistema nervoso. (MONNERAT, PEREIRA, 2010) MÉTODOLOGIA Esta pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica comparativa entre as métodos de terapias manuais mais utilizadas na dor lombar não especifica, com o objetivo de detectar qual das técnicas obtém o resultado mais satisfatório. Foi realizado uma pesquisa em livros, revistas e periódicos publicados em base de dados Scielo, Bireme, PEDro, Pubmed, Lilacs e Google acadêmico. O estudo mostrou que, apesar das técnicas: Quiropraxia, Osteopatia, RPG, Maitland, Mckenzie e mobilização Neural, que em conjunto multidisciplinar associado a métodos de terapia, consiste no melhor tratamento de recuperação e prevenção recomendado pelo profissional qualificado, considerando as melhores técnicas de acordo com cada individuo. Foram incluídos os artigos indexados escritos na língua portuguesa, inglesa e espanhol, utilizando palavras chaves: Dor lombar, Terapia manual, quiropraxia, Osteopatia, Reeducação Postural global, Mobilização neural, Maitland e Mckenzie. Foram excluídos artigos que tiveram pontuações baixas em uma das bases de dados e artigos publicados em revistas de menor Fator de Impacto. RESULTADOS E DISCUSSÃO Um estudo publicado em 2011, ainda em andamento na UNICID São Paulo, com o objetivo de avaliar duas intervenções Fisioterapêutica; McKenzie e Back School. Onde 18 indivíduos de 148 ainda em estudo, com LNE, na faixa etária de 49 anos, onde foi sorteada aleatoriamente a intervenção a ser realizada, o qual cada paciente receberam 4 sessões de 45 minutos a uma hora da intervenção respectiva a cada grupo. O resultado determinou redução da dor a curto prazo e melhor desempenho funcional, no entanto não foram identificadas alterações na ADM de flexão de coluna. (GARCIA ET AL, 2011) Este mesmo estudo concluído em 2013, por Garcia et al. Com 148 indivíduos, divididos em dois grupos: Grupo McKenzie e Grupo Back Sckool. Foram avaliados em 1, 3 e 6 meses após o inicio do estudo. Com a diferença, que esses indivíduos após as sessões, foram instruídos a realizar os mesmos exercícios recebidos em casa, nos mesmos horários e dias determinados, sem monitoração. Segundo o estudo, no seguimento de 1 mês, observaram uma redução na intensidade da dor e incapacidade nos dois grupos. No final o Grupo McKenzie, teve maiores melhorias em incapacidade, porem não em intensidade da dor a longo prazo, comparado com o grupo back Sckool. (GARCIA ET AL, 2013) Em relação a Quiropraxia, uma pesquisa realizada em uma clinica escola de Quiropraxia Novo Hamburgo RS, onde foi avaliado 26 prontuários de indivíduos diagnosticados com vértebra de transição com histórico de lombalgia, o qual foram atendidos no mínimo 8 sessões de Quiropraxia. A analise final demonstrou que o tratamento realizado, apresentou uma redução significativa de 59,35% na percepção da dor da primeira até a oitava sessão. BRUSCHI,2013 Nesse estudo realizado em 2005, com 60 atletas de jiu-jitsu, emtre a faixa etária de 25 a 35 anos, com o quadro de lombalgia aguda. Onde foi dividido em 3 grupos de 20 individuos, com 10 sessões cada. Grupo F; foi submetido a fisioterapia convencional de 60 minutos. O Grupo O; foi submetido a Osteopatia, com duração de 40 minutos e o Grupo Q; a inter venção Quiroprática, também com duração de 40 minutos. Para obter os resultados, utilizaram questionário e a Escala Visual Analógica (EVA), antes e depois do tratamento. De acordo com o questionário, foram considerados excelentes; Grupo F: 31,73%, Grupo O: 53,44%, Grupo Q: 98,53%, sendo que; 36,74% do Grupo F, considerou o tratamento melhor que todos os tratamentos anteriores, 53,44% do Grupo O e 98,53% do grupo Q. Na EVA, nos três grupos indicou diferença significativa em analgesia em todas as modalidades. Considerando alguns testes realizados, que comparam o efeito causado em relação a lombalgia, detectou uma maior diferença entre o Grupo F com Grupo O e Grupo F e Grupo Q, sendo que o Grupo O e o Grupo Q, foram mais convergente estatisticamente. Em conclusão desse estudo o Grupo da Quiropraxia, foi considerado o melhor em relação aos tratamentos anteriores e também com maior eficácia em relação ao tratamento da dor lombar, permanecendo em segundo lugar a Osteopatia. (SALGUEIRO, GUIMARAES DA SILVA, 2005) Em Rio Grande do Sul, na universidade Regional, realizaram uma pesquisa experimental, utilizando 10 indivíduos, sendo um desistente. Onde foram divididos em 2 grupos: Grupo 1 de Mobilização Neural e Grupo 2 de Alongamentos musculares, totalizando realizaram 20 sessões. Os instrumentos avaliativos foram usados antes e depois, para comparação. Após finalizadas todas as sessões dos dois grupos; no teste de slump (tensão no nervo), apenas um individuo do grupo 1 manteve resposta positiva e na Escala de avaliação da dor, nos dois grupos houve redução significativa da dor, sendo que dois individuos do grupo 1, e 3 do grupo 2, foi abolida totalmente. Concluindo que ambos os protocolos foram eficazes para o tratamento. (MACHADO, BIGOLIN, 2010) No centro de Docência e Pesquisa do Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, foi realizado um estudo com 30 mulheres com encurtamento dos isquios tibiais, com 15° a menos de extensão da perna de idade de 21 a 30 anos. Foram divididas em 3 grupos aleatoriamente, um grupo do RPG, um grupo de alongamento segmentar e um grupo controle. As sessões tinha durabilidade de 30 minutos, duas vezes por semana, por 4 semanas, sendo que as voluntarias foram avaliadas antes e depois do estudo. Segundo os resultados, houve melhora da ADM nos grupos do RPG e segmentar, sendo que não houve diferença significativa entre eles, determinando que os dois métodos são eficazes para o aumento da flexibilidade. (ROSARIO ET AL, 2008) Um estudo duplo cego, realizado com 60 participantes do sexo masculino com a idade de 18 a 25 anos, que foram divididos em 4 grupos de 15 indivíduos; grupo controle, placebo, intervenções Maitland 2Hz e intervenções Maitland 3Hz. No grupo Maitland 2Hz, cada individuo recebeu três tratamento por minuto sendo que cada minuto refere a 120 oscilações, com intervalo de 1 minuto entre os tratamentos, com média de 109N de força. No Maitland 3 Hz, o procedimento foi convergente, com a diferença que foi 180 oscilações com a força media de 109N. No Placebo a posição do terapeuta foi replicada, no entanto só foi utilizada uma força estática e não oscilatória, na região da L4 por 3 minutos e intervalos de 1 minuto com a força média de 101N. E no grupo controle, cada individuo foi posicionado no pedestal, porem não recebeu contato manual por 5 minutos. Para a analise utilizaram um medidor de impulso neural no dedo do pé de cada participante. De acordo com os resultados indicaram que as técnicas oscilatórias de Maitland tiveram um efeito maior no Sistema Nervoso Central (SNC), sendo que o 3Hz com maior força, teve uma resposta simpático excitatoria de 20,1% e a de 2Hz com menos força, de 12,4%. As de Controle e Placebo obtiveram o percentual de -1,3% a 3,2%. (PIEKARZ, PERRY, 2016) CONCLUSÃO O melhor tratamento para LNE, esta sendo discutido desde os tempos primórdios, a cada ano surge novas técnicas ou terapias revolucionarias, onde o seu fundamentador, procura provar que o seu método é o mais eficaz. No entanto ao verificarmos artigos, pesquisas paralelas publicadas, certificamos que certo método é favorável para um certo sintoma, porem não há significância em outro. Contudo no presente estudo, detectamos que os Métodos Quiropraxia e Osteopatia, tem uma maior eficácia em relação a dor, sendo que a Quiropraxia teve uma maior aprovação do que a Osteopatia em curto prazo. Logo em seguida temos o método de Maitland 3, onde o SNC responde com maior intensidade excitatoria, reduzindo a dor com agilidade significativa. Já a Mobilização Neural tem a mesma eficácia de redução álgica que o método de alongamento; O RPG tem uma maior proveito em melhorar a flexibilidade sendo que comparado ao alongamento segmentar tem a mesma eficiência. A técnica de McKenzie houve melhorias em relação a incapacidade, no entanto em relação a dor, não tem eficiência a longo prazo. Todavia o melhor tratamento para LNE é o trabalho conjunto multidisciplinar e métodos de terapia, sendo que o profissional qualificado considerara as melhores técnicas de acordo com cada individuo. REFERENCIAS ANDRADE, T N. FRARE. JC. 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