Prévia do material em texto
Material Complementar
Versão Preliminar
7º Ano - Ensino Fundamental
Caderno do Professor
Volume 3 - 2018
EXPEDIENTE
ORGANIZADORES E COLABORADORES
Governador do Estado de Goiás
Marconi Ferreira Perillo Júnior
Secretária de Estado de Educação, Cultura e Esporte
Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira
Superintendente Executivo de Educação
Marcos das Neves
Superintendente de Ensino Fundamental
Luciano Gomes de Lima
Superintendente de Ensino Médio
João Batista Peres Júnior
Superintendente de Desporto Educacional
Maurício Roriz dos Santos
Superintendente de Gestão Pedagógica
Marcelo Jerônimo Rodrigues Araújo
Superintendente de Inclusão
Márcia Rocha de Souza Antunes
Superintendente de Segurança Escolar
e Colégio Militar
Cel. Júlio Cesar Mota Fernandes
Gerente de Estratégias e Material Pedagógico
Wagner Alceu Dias
Língua Portuguesa
Ana Christina de P. Brandão
Débora Cunha Freire
Dinete Andrade Soares Bitencourt
Edinalva Filha de Lima
Edinalva Soares de Carvalho Oliveira
Elizete Albina Ferreira
Ialba Veloso Martins
Lívia Aparecida da Silva
Marilda de Oliveira Rodovalho
Matemática
Abadia de Lourdes da Cunha
Alan Alves Ferreira
Alexsander Costa Sampaio
Carlos Roberto Brandão
Cleo Augusto dos Santos
Deusite Pereira dos Santos
Inácio de Araújo Machado
Marlene Aparecida da Silva Faria
Regina Alves Costa Fernandes
Robespierre Cocker Gomes da Silva
Silma Pereira do Nascimento
Coordenadora do Projeto
Giselle Garcia de Oliveira
Revisoras
Luzia Mara Marcelino
Maria Aparecida Costa
Maria Soraia Borges
Nelcimone Aparecida Gonçalves Camargo
Projeto Gráfico e Diagramação
Adolfo Montenegro
Adriani Grün
Alexandra Rita Aparecida de Souza
Climeny Ericson d’Oliveira
Eduardo Souza da Costa
Karine Evangelista da Rocha
Colaboradores
Ábia Vargas de Almeida Felicio
Ana Paula de O. Rodrigues Marques
Augusto Bragança Silva P. Rischiteli
Erislene Martins da Silveira
Giselle Garcia de Oliveira
Paula Apoliane de Pádua Soares Carvalho
Sarah Ramiro Ferreira
Valéria Marques de Oliveira
Vanuse Batista Pires Ribeiro
Wagner Alceu Dia
Idealização Pedagógica
Marcos das Neves - Criação e Planejamento
Marcelo Jerônimo Rodrigues Araújo - Desenvolvimento e Coordenação Geral
Ex
pe
di
en
te
Ap
re
se
nt
aç
ão
APRESENTAÇÃO
Queridos professores, coordenadores pedagógicos, gestores e alunos,
Projeto inovador e genuinamente goiano, o Aprender+ está sendo ampliado em 2018 para todos
os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. Lançado em fevereiro de
2017, o projeto foi totalmente elaborado pela equipe da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte
(Seduce) e integra o compromisso do Governo de Goiás de ter a excelência e a equidade como
pilares norteadores das políticas públicas do setor.
O Aprender+ é um material pedagógico complementar destinado ao uso de professores, alunos,
coordenadores e gestores, dentro e fora da sala de aula. Inclui conhecimentos e expectativas do
Currículo Referência do Estado de Goiás e da Matriz de Referência do Saeb.
Além das atividades de Língua Portuguesa e Matemática, fundamentais para a vida de todos,
o conteúdo de 2018 inclui as habilidades socioemocionais, que ganharam importância no mundo
inteiro nas últimas décadas. Conteúdo específico, formatado em parceria com o Instituto Ayrton
Senna. A abordagem socioemocional ensina a colocarmos em prática as melhores atitudes para
controlar emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e
tomar decisões de maneira responsável. Visa apoiar o aluno no desenvolvimento das competências
que ele necessita para enfrentar os desafios do século 21.
Esse material une modernidade e qualidade pedagógica em uma oportunidade para que todos
os alunos da rede tenham chance de aprender mais.
Secretaria de Educação, Cultura e Esporte.
Apresentação .............................................................................................. 05
Matemática ................................................................................................. 09
Unidade 1 .......................................................................................................... 12
Unidade 2 .......................................................................................................... 18
Unidade 3 .......................................................................................................... 23
Unidade 4 .......................................................................................................... 29
Unidade 5 .......................................................................................................... 35
Unidade 6 .......................................................................................................... 43
Unidade 7 .......................................................................................................... 49
Unidade 8 .......................................................................................................... 57
Língua Portuguesa ....................................................................................... 63
Unidade 1 .......................................................................................................... 67
Unidade 2 .......................................................................................................... 72
Unidade 3 .......................................................................................................... 77
Unidade 4 .......................................................................................................... 80
Unidade 5 .......................................................................................................... 84
Unidade 6 .......................................................................................................... 89
Unidade 7 .......................................................................................................... 93
Unidade 8 .......................................................................................................... 98
Competências Socioemocionais ................................................................... 103
Su
m
ár
io
Ensino Fundamental
Caderno do Professor
Volume 3
7ºAno
MATEMÁTICA
10
M
at
em
át
ic
a
1111
O QUE SABER SOBRE ESTA UNIDADE?
Professor(a), esta unidade propõe ati vidades relacionadas a uma expectati va de aprendizagem,
do Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás de Matemáti ca, do 7º Ano do Ensino
Fundamental.
As ati vidades foram elaboradas, tendo por base dois subdescritores, seguindo uma gradação de
complexidade entre eles. Assim, pretende-se alcançar as habilidades dos estudantes em extrair raízes
quadradas e cúbicas, exatas e aproximadas.
QUAIS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM/DESCRITORES ESTÃO EM FOCO?
Esta unidade tem por base as seguintes expectati vas de aprendizagem:
─ E-3- Obter resultados de raízes quadradas e cúbicas, por meio de esti mati vas e arredondamentos.
O descritor e os subdescritores contemplados, a parti r dessas expectati vas, são: D27B e D27C.
Assim, as ati vidades foram elaboradas, de forma que proporcionem aos estudantes a aprendizagem dos
conceitos aplicados, possibilitando a consolidação dessas habilidades.
QUAIS AS ATIVIDADES PROPOSTAS?
Professor(a), nas ati vidades 1 e 2, os estudantes deverão extrair a raiz quadrada exata de números naturais
e nas ati vidades 3, 4 e 5, extrair a raiz cúbica exata de números naturais. As ati vidades 6 e 7 trabalham com
a ideia de aproximação de raízes quadradas e as restantes com aproximação de raízes cúbicas.
Os estudantes poderão resolver, individualmente, as ati vidades, mas é fundamental que eles socializem
com os demais colegas. É imprescindível a correção das ati vidades propostas, de modo que engaje e envolva
toda a turma e esclareça as dúvidas que, por ventura, os alunos manifestarem.
Ressaltamos a importância de você, professor (a), discuti r outras situações que possamcolaborar/
ampliar/sistemati zar o conhecimento dos estudantes. Portanto, é fundamental provocar os alunos e
percebendo suas difi culdades procurar saná-las. Lembrando que o caderno do estudante contempla as
expectati vas de aprendizagem e alguns descritores. Desta forma, caso identi fi que alguma lacuna no ensino
e/ou aprendizagem do estudante, pesquise outras situações que demonstrem essas habilidades presentes
na unidade.
Professor(a), uti lize cada ati vidade, de modo que alcance a proposta desta unidade e, ao mesmo tempo,
como instrumento de avaliação para sua práti ca pedagógica.
Boa aula!
MATEMÁTICA
APRESENTANDO A UNIDADE 1
M
at
em
át
ic
a
11
M
at
em
át
ic
a
12
UNIDADE 1
Considere o número 400
Assinale a alternativa que apresenta o resultado natural da 400 .
(A) 10
(B) 20
(C) 40
(D) 200
Observe o quadro a seguir:
Observe as afirmativas feitas por quatro estudantes.
Igor: 5³ = 125, então,
3
125 = 25.
Fernanda: 5³ = 625, então,
3
625 = 5.
Jorge: 5³ = 15, então,
3
15 = 5.
Carmem: 5³ = 125, então,
3
125 = 5.
Assinale a alternativa que apresenta o nome do estudante que escreveu a afirmativa correta.
(A) Igor (B) Fernanda (C) Jorge (D) Carmem
Assinale a alternativa que apresenta o resultado da expressão x + y + z.
(A) 75
(B) 62
(C) 54
(D) 47
ATIVIDADES
Gabarito: B
Solução
O estudante deve compreender que a raiz quadrada de 400 é 20, pois 202 = 400.
Gabarito: D
Solução
Do quadro tem-se que
x= 81=9, pois, 9² = 81.
y= 169=13, pois, 13² = 169.
z= 625=25, pois, 25² = 625.
Portanto,
x + y + z = 9 + 13 + 25 = 47
1.
2.
3.
Representação Numero Ntural
X 81
Y 169
Z 625
Gabarito: D
Solução
Igor errou, pois,
3
125 = 5.
Fernanda errou, pois, 53 = 125.
Jorge errou, pois, 53 = 125.
M
at
em
át
ic
a
13
Considere o número
3
64
Assinale a alternativa que apresenta o resultado desse número.
(A) 2
(B) 4
(C) 8
(D) 12
Considere o número 80.
Sobre o resultado desse número é correto afirmar que
(A) é um número irracional entre 7 e 8.
(B) é um número racional entre 8 e 9.
(C) está entre 8 e 9, mais próximo de 8.
(D) está entre 8 e 9, mais próximo de 9.
Considere o número
Assinale a alternativa que apresenta o resultado desse número.
(A)
(B)
(C)
(D)
Gabarito: B
Solução
O estudante deve compreender que
3
64=4, pois, 4³ = 64.
Gabarito: C
Solução
O estudante deve compreender que
3
125=5, pois, 5³ = 125 e que
3
216=6, pois, 6³ = 216.
Gabarito: D
Solução
Tem-se que 80 é um número que está entre 64 e 81.
Dessa forma,
64=8, pois, 8² = 64, e
81=9, pois, 9² = 81.
Portanto, 80 é um número irracional que está entre 8 e 9, bem mais próximo de 9.
4.
6.
5. ³ 125
216
�
4
6
5
6
5
8
25
64
M
at
em
át
ic
a
14
(A)
(B)
(C)
(D)
140
140
140
10
10
10
11
11
11
12
12
12
Gabarito: A
Solução
O estudante deve perceber, inicialmente, que 140 é um número entre 11 e 12, uma vez que 140 está
entre 121=11 e 144=12.
Porém, ao verifi car as alternati vas é perceptí vel duas das quais 140 está representada entre 11 e 12.
A etapa seguinte consiste em verifi car-se 140 está mais próximo de 11 ou 12.
Assim, como 140 aproxima-se mais de 144 do que 121 tem-se que a alternati va correta é a A.
Gabarito: B
Solução
O estudante deve perceber, inicialmente, que
3
111 é um número entre 4 e 5, uma vez que
3
111 está
entre
3
64 = 4 e
3
125 = 5.
Porém, ao verifi car as alternati vas é perceptí vel duas das quais
3
111 está representada entre 4 e 5.
A etapa seguinte consiste em verifi car-se
3
111 está mais próximo de 4 ou 5.
Assim, como
3
111 aproxima-se mais de
3
125 do que
3
64 tem-se que a alternati va correta é a B.
Admita o número
3
111.
Assinale a alternati va que apresenta a reta numérica, cuja a localização desse número está correta.
8.
3
111
4
4
4
4
5
5
5
5
6
6
6
6
3
111
3
111
3
111
Admita o número 140 .
Assinale a alternati va que apresenta a reta numérica, cuja a localização desse número está correta.
(A)
(B)
(C)
(D)
7.
140
10 11 12
M
at
em
át
ic
a
15
Gabarito: C
Solução
O estudante deve perceber, inicialmente, que
3
342 é um número entre 6 e 7, uma vez que
3
342 está
entre
3
216 = 6 e
3
343 = 7.
Porém, ao verifi car as alternati vas é perceptí vel duas das quais
3
342 está representada entre 6 e 7.
A etapa seguinte consiste em verifi car-se
3
342 está mais próximo de 6 ou 7.
Assim, como
3
342 aproxima-se mais de
3
343 do que
3
216 tem-se que a alternati va correta é a C.
Gabarito: A
Solução
144 = 12
3
512 = 8
Portanto, 144+
3
512 = 12 + 8 = 20.
Considere o número
3
342.
Sobre esse número é correto afi rmar que é um número
(A) entre 5 e 6, estando mais próximo do 6.
(B) entre 6 e 7, estando mais próximo do 6.
(C) entre 6 e 7, estando mais próximo do 7.
(D) entre 7 e 8, estando mais próximo do 8.
Considere a adição a seguir:
O resultado dessa operação é igual a
(A) 20.
(B) 23.
(C) 26.
(D) 27.
144 +
3
512
9.
10.
M
at
em
át
ic
a
16
O QUE SABER SOBRE ESTA UNIDADE?
Professor (a), esta unidade propõe ati vidades relacionadas a quatro expectati vas de aprendizagem, do
Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás de Matemáti ca, do 7º Ano do Ensino Fundamental.
As ati vidades foram elaboradas, tendo por base dois subdescritores, seguindo uma gradação de
complexidade entre eles. Assim, pretende-se alcançar o desenvolvimento das habilidades dos estudantes
em identi fi car grandezas diretamente e inversamente proporcionais, comparar números, reconhecer
relações entre grandezas e construir estratégias para resolver situações-problema.
QUAIS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM/DESCRITORES ESTÃO EM FOCO?
Esta unidade tem por base as seguintes expectati vas de aprendizagem:
─ E-39-Comparar números naturais, inteiros e racionais, relacionando suas diferenças e semelhanças
para compreender a existência dos números irracionais.
─ E-36-Reconhecer e explorar relações de interdependência entre grandezas.
─ E-37-Construir estratégias para resolver situações que envolvem proporcionalidade.
─ E-38-Identificar grandezas diretamente proporcionais, inversamente proporcionais ou não
proporcionais, analisando sua variação.
Os subdescritores contemplados a parti r dessas expectati vas de aprendizagens são: D29A – Identi fi car
se há proporcionalidade entre grandezas em uma situação-problema. E o D29B – Identi fi car se a
proporcionalidade entre grandezas é direta ou inversa. As habilidades a serem desenvolvidas, propostas
pelas expectati vas são: comparar, reconhecer, construir e identi fi car os conteúdos dos números naturais,
inteiros e racionais, relações de interdependência e proporcionalidade.
Professor (a), uti lize cada ati vidade como um meio para alcançar a proposta desta unidade. Elas poderão
ser ao mesmo tempo, instrumentos de consolidação dos conteúdos (ampliação) e/ou instrumento de
avaliação dos estudantes, ajudando a direcionar seu trabalho.
QUAIS AS ATIVIDADES PROPOSTAS?
Professor (a), as expectati vas de aprendizagens e os subdescritores abordados nessa unidade, trazem em
comum o conteúdo de proporcionalidade, há uma expectati va que não possui subdescritor relacionado a
ela, portanto, as ati vidades 1, 2 e 3 focam somente na habilidade de comparar números naturais.
Dessa forma, nas ati vidades 1, 2 e 3, os estudantes deverão comparar números naturais, inteiros e
racionais para compreender a existência dos números irracionais e as ati vidades 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10, têm
como foco as habilidades reconhecer, construir e identi fi car proporcionalidade entre grandezas. Todas as
ati vidades oportunizam a retomada e revisão de vários conteúdos conceituais, tais como números decimais,
fracionários, simplifi cação de fração entre outros.
Boa aula!
MATEMÁTICA
APRESENTANDO A UNIDADE 2
M
at
em
át
ic
a
17
CONTEÚDOS(s)
î Números inteiros.
î Números racionais.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Números e operações.
QUAISEXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM/DESCRITORES ESTÃO EM FOCO?
Esta unidade tem por base as seguintes expectati vas de aprendizagem:
î E-39 – Comparar números naturais, inteiros e racionais, relacionando suas diferenças e
semelhanças para compreender a existência dos números irracionais.
î E-36 – Reconhecer e explorar relações de interdependência entre grandezas.
î E-37 – Construir estratégias para resolver situações que envolvem proporcionalidade.
î E-38 – Identi fi car grandezas diretamente proporcionais, inversamente proporcionais ou não
proporcionais, analisando sua variação.
DESCRITOR(ES) – SAEB / SUBDESCRITOR(ES)
î D29A – Identi fi car se há proporcionalidade entre grandezas em uma situação-problema.
î D29B – Identi fi car se a proporcionalidade entre grandezas é direta ou inversa.
MATEMÁTICA
UNIDADE 2
M
at
em
át
ic
a
18
UNIDADE 2
ATIVIDADES
Dado os números (1, 50, 30, 120, 200, 101) e (+15, -12, +20, +1, -202, -19).
Observe os dois conjuntos numéricos e relacione suas diferenças e semelhanças.
Observe os números a seguir:
(31, 59, 25, 99, 2020), (-301, +24, -3300, +49, -300) e (0,6, +20, -58, +3/2,-2,97,-(-5)/(-15)).
Escreva o conjunto numérico que cada grupo pertence e indique suas diferenças e ou semelhanças.
Observe os números representados nos dois conjuntos e responda as questões a seguir.
Solução
Pessoal.
Professor (a), espera-se que o estudante observe que todos os elementos do primeiro conjunto,
pertencem ao conjunto dos números naturais e inteiros e que os elementos do segundo conjunto,
pertencem ao conjunto dos números inteiros e não pertencem ao conjunto dos naturais, pois possuem
números inteiros.
Solução
Pessoal.
Professor (a), como na questão 1, o estudante já percebeu que o conjunto dos números naturais está
contido no conjunto dos números inteiros, aqui nessa questão espera-se que ele observa a relação entre
os elementos do conjunto dos números inteiros e os elementos do conjunto dos números racionais. É
importante que os estudantes consigam observar que o conjunto dos números inteiros, não possuem
números representados na forma decimal e nem na fracionária, e que no conjunto dos números racionais
contém os números inteiros.
Solução
Pessoal.
Professor (a), com base nos resultados da questão (a), os estudantes devem observar que no primeiro
conjunto a parte decimal é uma dízima periódica e no segundo a dízima não é periódica. Portanto, esse
é um momento muito propício a fazer retomadas ou definir dízimas periódicas e não periódicas.
c) Pessoal.
a) = 0,75; = 1,666…7 = 1,571428571428…
2 = 1,41421356… 3 = 1,7320508… 19 = 4,358898943540…
1.
2.
3.
3
4
5
3
11
7
3
4
5
3
11
7
( , , ), 2, 3, 19.
a) Com o uso de uma calculadora, encontre o valor decimal e aproximado, desses dois conjuntos.
b) Relacione as diferenças ou as semelhanças existentes entre os dois conjuntos.
c) Pesquise e escreva uma pequena definição sobre o segundo conjunto numérico.
M
at
em
át
ic
a
19
Um vendedor de pipas fez a seguinte promoção:
2 pipas custam 7,00 reais,
3 pipas custam 10,00 reais.
Nessa promoção, quanto será pago em:
5 pipas, 6 pipas, 7 pipas e 12 pipas?
Carla fez um pudim usando 2 latas de leite condensado, 6 ovos e 2 latas de leite. Sua mãe fez outra
sobremesa, usando a metade dos ingredientes de outra receita: 1 de lata de leite condensado 3 ovos
e 1 de lata de leite.
Nessa situação-problema, existe proporcionalidade entre as duas receitas? Justifique.
A planta de um prédio, foi desenhada numa escala, tal que 4 cm equivale a 5 m. A altura desse prédio,
na planta, mede 10 cm, já a altura real, em metros, é 12,5m.
Essa altura real (12,5m de altura) do prédio é proporcional à altura na planta? Justifique.
Para lavar 5 kg de roupas em uma determinada máquina, as orientações da marca, recomenda 3 medidas
de sabão em pó para 1,5 medidas de amaciante. Claudia, para lavar 10 kg de roupas nessa mesma
máquina, usou 5 medidas de sabão em pó e 3 de amaciante.
Claudia usou as medidas corretas segundo a marca da máquina? Justifique sua resposta.
Solução
Se 2 pipas custam 7,00 reais, 1 pipa custa 3,50 reais, portanto, nessa promoção:
5 pipas = 10+7=17,00
6 pipas = 10+10=20,00
7 pipas = 20+3,50=23,50
12 pipas = 20+20=40,00
Solução
Verificando as razões entre os ingredientes das duas receitas.
Leite condensado:
Ovos: = 2
Leite:
Portanto, não há proporcionalidade, pois, a razão dos ovos é diferente das razões do leite e do leite
condensado.
Solução
Verificando as razões entre a escala e as alturas real da planta do prédio.
= → = .
Portanto, há proporcionalidade, pois, as razões são iguais.
Solução
Verificando as razões entre 5 kg e 10 kg, têm-se o dobro de “peso”, portanto, se analisar-se as razões,
tem-se: ≠ .
Portanto, não há proporcionalidade, pois, ao dobrar a quantidade de roupas, dobraria a medida de
amaciante e de sabão, o que não ocorreu, pois seriam necessários 6 de sabão e 3 de amaciante.
4.
5.
6.
7.
6
3
3
5
1,5
3
4
500
1
125
1
125
10
1250
1
21
2
2
1
2
1
2
3
4
3
2
1
2
3
2
= = =.
2
1
2
1
2
3
4
3
2
1
2
3
2
= = =.
M
at
em
át
ic
a
20
Para fazer um percurso de 600 km, um veículo gasta 6 horas andando numa velocidade média de 100 km/h.
Se a velocidade média desse automóvel fosse de 80 km/h, o veículo levaria 7,5 horas. O que se pode
afi rmar a respeito das medidas de velocidade e tempo nessa ati vidade? Como se pode analisar essas
medidas? Justi fi que como você pensou para responder essa questão.
Observe os quadros a seguir e responda se há proporcionalidades, se houver, verifi que se são diretas
ou inversas.
a)
b)
c)
8.
9.
Solução
Professor(a), o mais importante nessa questão é o estudante saber explicar seu raciocínio para resolver
a situação. Trata-se de duas grandezas inversamente proporcionais, logo se relacionar duas razões,
uma para tempo e outra para velocidade, irá se obter valores inversos, porém adotando o princípio
de grandezas inversamente proporcionais, irá se obter o valor de 600, que é exatamente a medida do
percurso. = → 600 = 600.
Solução
a) = = 4 × 13 ≠ 12 × 5 → 52 ≠ 60. Não são proporcionais.
b) = = 0,5 × 8 = 1 × 4 → 4 = 4 São diretamente proporcionais.
c) e → 18 = 18 São proporcionais, porém inversas.
Solução
Professor(a), o mais importante nessa ati vidade é o estudante perceber que para cada giro da
engrenagem maior, a menor gira o dobro de voltas, portanto é diretamente proporcional e as , as
razões serão sempre a mesma, conforme mostra a sequência a seguir.
100
80
4
12
0,5
4
5
13
1
8
2
6
9
3
6
7,5
X 4 5
Y 12 13
X 0,5 1
Y 4 8
X 2 9
Y 6 3
Nas engrenagens representadas na fi gura a seguir, é possível observar que enquanto a engrenagem menor
dá uma volta completa, a maior gira só meia-volta.
Esse giro é proporcional ou não? Caso seja proporcional ele é direto ou inverso?
10.
1
2
4
4
8
2
1
1
2 = = =
M
at
em
át
ic
a
21
O QUE SABER SOBRE ESTA UNIDADE?
Professor(a), esta unidade propõe ati vidades relacionadas a três expectati vas de aprendizagem,
do Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás de Matemáti ca, do 7º Ano do Ensino
Fundamental.
As ati vidades foram elaboradas, tendo por base três expectati vas de aprendizagem e três subdescritores,
seguindo uma gradação de complexidade entre eles. Assim, pretende-se desenvolver as habilidades dos
estudantes em reconhecer e explorar relações de interdependência entre grandezas; construir estratégias
para resolver situações que envolvem proporcionalidade e identi fi car grandezas diretamente proporcionais,
inversamente proporcionais ou não proporcionais, analisando sua variação.
QUAIS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM/DESCRITORES ESTÃO EM FOCO?
Esta unidade tem por base as seguintes expectativas de aprendizagem:
─ E-36 - Reconhecer e explorar relações de interdependência entre grandezas.
─ E-37 - Construir estratégias para resolver situações que envolvem proporcionalidade.
─ E-38 - Identificar grandezas diretamente proporcionais, inversamente proporcionais ou não
proporcionais, analisando sua variação.
Os subdescritores contemplados a parti r dessas expectati vas são: os D29C – Calcular grandezas
diretamente proporcionais; D29D – Calcular grandezas inversamente proporcionais e D29E – Resolver
problema que envolva grandezas diretamente proporcionais.
Professor(a), uti lize cada ati vidade como um meio para alcançar a proposta desta unidade. Elas poderão
ser ao mesmo tempo, instrumentos de consolidação dos conteúdos (ampliação) e/ou instrumento de
avaliação dos estudantes, ajudando a direcionar seu trabalho.
QUAIS AS ATIVIDADES PROPOSTAS?
Professor(a), na ati vidade 1 a 4, os estudantes deverão reconhecer a necessidade de relacionar grandezas
diretamente proporcionais.
As ati vidades 5 a 8 focam no cálculo grandezas inversamente proporcionais.
E fi nalmente, nas ati vidades 9 e 10, os estudantes irão resolver problema que envolva grandezas
diretamente proporcionais.
Boa aula!
MATEMÁTICA
APRESENTANDO A UNIDADE 3
M
at
em
át
ic
a
22
CONTEÚDO(S)
î Números inteiros.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Números e operações.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î E-36 – Reconhecer e explorar relações de interdependência entre grandezas.
î E-37 – Construir estratégias para resolver situações que envolvem proporcionalidade.
î E-38 – Identificar grandezas diretamente proporcionais, inversamente proporcionais ou não
proporcionais, analisando sua variação.
DESCRITOR(ES) – SAEB / SUBDESCRITOR(ES)
î D29C – Calcular grandezas diretamente proporcionais.
î D29D – Calcular grandezas inversamente proporcionais.
î D29E – Resolver problema que envolva grandezas diretamente proporcionais.
MATEMÁTICA
UNIDADE 3
M
at
em
át
ic
a
23
UNIDADE 3
Um relógio adianta 40 segundos em 6 dias.
A quantidade de minutos que adiantaria em 54 dias é igual a
(A) 5 minutos.
(B) 6 minutos.
(C) 7 minutos.
(D) 8 minutos.
Marta quer repartir 230 balas em partes diretamente proporcionais às idades de suas três sobrinhas,
que tem 10 anos, 7 anos e 6 anos. Quantas balas receberá cada menina?
1.
2.
Gabarito: B
Solução
O estudante deverá relacionar as grandezas a seguir:
segundos dias
40 6
x 54
Aplicando a regra de três, tem-se:
6x = 2160
x =
x = 360 segundos= = 6 minutos
Solução
Vamos indicar as partes por a,b e c tem-se:
= x → a = 10x
= x →b = 7x
= x → c = 6x
10x + 7x + 6x = 230
23x = 230
x = → x = 10 portanto:
a = 10x = 10(10) = 100
b = 7x = 7(10) = 70
c = 6x = 6(10) = 60
As meninas receberão, respectivamente, 100, 70 e 60 balas.
2160
6
360
60
ATIVIDADES
230
23
a
10
b
7
c
6
M
at
em
át
ic
a
24
= =
= → 10x = 750 → x = → x = 75
= → 10y = 1500 → y = → y = 150
10
30
10
30
25
x
750
10
576
6
1500
10
25
x
10
30
50
y
50
y
Carlos pintou 280 m² das paredes de um apartamento com 4 latas de ti ntas.
Com 11 latas da mesma ti nta ele pintaria
(A) 308 m².
(B) 440 m².
(C) 770 m2.
(D) 3080 m².
3.
Gabarito: C
Solução
Professor(a), o estudante deverá relacionar as grandezas a seguir:
Latas m² de parede
4 280
11 x
Aplicando a regra de três tem-se:
4x = 3080
x =
x = 770 m²
Solução
Professor(a), o estudante deverá relacionar as grandezas:
Pedreiros Horas
8 72
6 X
Aplicando a regra de três tem-se:
6x = 576
x =
x = 96 h
3080
4
Quais devem ser os números x e y para que os números 25, 10 e 50 sejam diretamente proporcionais
aos números x, 30 e y?
Oito pedreiros fazem um muro em 72 horas. Quanto tempo levarão 6 pedreiros para fazer o mesmo muro?
4.
5.
M
at
em
át
ic
a
25
Gabarito: D
Solução
Professor(a), o estudante deverá relacionar as grandezas:
Aplicando a regra de três tem-se:
minutos velocidade média (km/h)
2 210
x 140
140x = 420
x =
x = 3 min
Gabarito: B
Solução
Professor(a), o estudante deverá relacionar as grandezas:
Aplicando a regra de três tem-se:
horas velocidade média (km/h)
2 90
x 45
45x = 180
x =
x = 4 h
Um corredor gastou 2 min para dar uma volta num circuito à velocidade média de 210 km/h.
O tempo gasto por esse mesmo corredor para percorrer o mesmo circuito numa velocidade média de 140
km/h é igual a
(A) 6 min.
(B) 5 min.
(C) 4 min.
(D) 3 min.
Uma moto percorreu uma distância em 2 horas à velocidade média de 90 km/h.
Se a velocidade média fosse de 45 km/h, o tempo desta moto para percorrer a mesma distância é igual a
(A) 3 horas.
(B) 4 horas.
(C) 5 horas.
(D) 6 horas.
Para se transportar cimento para a construção de um edifí cio, foram necessários 15 caminhões de 2 m² cada
um. Quantos caminhões de 3 m2 seriam necessários para se fazer o mesmo serviço?
6.
7.
8.
420
140
180
45
M
at
em
át
ic
a
26
Solução
Professor(a), ajude o estudante a relacionar enxofre como sendo a e ferro como sendo b. Assim, tem-se:
= x → a = 4x
= x → b =7 x
4x + 7x = 55
11x = 55
x = → x = 5
a = 4x → 4(5) = 20 g
b = 7x → 7(5) = 35 g
Solução
Professor(a), o estudante poderá indicar as quanti as por a, b e c, tem-se:
= x → a = 80x
= x → b = 75x
=x → c = 65x
80x + 75x + 65x = 264
220x = 264
x = → x = 1,2 portanto:
a = 80x = 80(1,2) = 96
b = 75x = 75(1,2) = 90
c = 65x = 65(1,2) = 78
O 1º colocado recebeu R$ 96,00, o 2º R$ 90,00 e o 3º R$ 78,00.
Solução
Professor(a), o estudante deve relacionar as grandezas:
Aplicando a regra de três tem-se:
caminhões m²
15 2
x 3
3x = 30
x =
x = 10 caminhões
a
4
b
7
30
3
55
11
a
80
b
75
c
65
264
220
As massas de enxofre e de ferro que se combinam para formar uma substância chamada sulfeto de ferro são
diretamente proporcionais aos números 4 e 7. Quantos grama (g) de cada elemento são necessários para
formar 55 g de sulfeto de ferro?
A quanti a de 264 reais foi reparti da entre os três primeiros colocados em uma Olimpíada Cultural, em partes
diretamente proporcionais aos pontos que cada um conseguiu. Sabe-se que os vencedores conseguiram 80,
75 e 65 pontos cada um, qual a quanti a que cada um recebeu?
9.
10.
M
at
em
át
ic
a
27
O QUE SABER SOBRE ESTA UNIDADE?
Professor(a), esta unidade propõe ati vidades relacionadas a cinco expectati vas de aprendizagem,
do Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás de Matemáti ca, do 7º Ano do Ensino
Fundamental. As ati vidades foram elaboradas, tendo por base três subdescritores, buscando atender de
forma parcial as cinco expectati vas, objeti vando desenvolver as habilidades de resolver problema que
envolva grandezas diretamente e inversamente proporcionais e identi fi car poliedros regulares.
QUAIS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM/DESCRITORES ESTÃO EM FOCO?
Esta unidade tem por base as seguintes expectati vas de aprendizagem:
─ E-36 - Reconhecer e explorar relações de interdependência entre grandezas.
─ E-37 - Construir estratégias para resolver situações que envolvem proporcionalidade.
─ E-40 - Reconhecer poliedros, poliedros convexos e não convexos.
─ E-41 - Determinar o número de faces, arestas e vérti ces das fi guras.
Os descritores contemplados a parti r dessas expectati vas são: D29 e D2 com seus subdescritores:
D29E, D29F e D2B. Assim, as ati vidades foram elaboradas, de forma que proporcionem aos estudantes a
aprendizagem dos conceitos aplicados, possibilitando a consolidação de algumas habilidades. Não há uma
gradação sequencial das ati vidades, mas possui ati vidades com grau menor ou maior de dificuldades.
Professor(a), uti lize de cada ati vidade como um meio para alcançar a proposta desta unidade. Elas serão
ao mesmo tempo instrumentos de consolidação e avaliação para seu trabalho.
QUAIS AS ATIVIDADES PROPOSTAS?
Professor (a), as ati vidades propostas nesta unidade possibilitam o desenvolvimento das habilidades nos
subdescritores e com base nas expectati vas de aprendizagens. Assim, as ati vidades 1 e 2 são situações-
problema, onde trabalha com o conceito de grandezas diretamente proporcionais, e as ati vidades de 3
a 6 focam na resolução de problemas, enfati zando o conceito de grandezas inversamente proporcionais.
Enquanto, que nas ati vidades de 7 a 10 trabalham-se com a habilidade de identi fi car poliedros regulares.
Boa aula!
MATEMÁTICA
APRESENTANDO A UNIDADE 4
M
at
em
át
ic
a
28
CONTEÚDO(S)
î Números inteiros e decimais.
î Sólidos geométricos.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Números e operações.
î Espaço e forma.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î E-36 – Reconhecer e explorar relações de interdependência entre grandezas.
î E-37 – Construir estratégias para resolver situações que envolvem proporcionalidade.
î E-40 – Reconhecer poliedros, poliedros convexos e não convexos.
î E-41 – Determinar o número de faces, arestas e vértices das figuras.
î E-42 – Reconhecer, nos poliedros convexos, a relação de Euler: V-A+F=2.
DESCRITOR(ES) – SAEB / SUBDESCRITOR(ES)
î D29E – Resolver problema que envolva grandezas diretamente proporcionais.
î D29E – Resolver problema que envolva grandezas diretamente proporcionais.
î D29F – Resolver problema que envolva grandezas inversamente proporcionais.
î D29F – Resolver problema que envolva grandezas inversamente proporcionais.
î D29F – Resolver problema que envolva grandezas inversamente proporcionais.
î D29F – Resolver problema que envolva grandezas inversamente proporcionais.
î D2B – Identificar poliedros regulares.
î D2B – Identificar poliedros regulares.
î D2B – Identificar poliedros regulares.
î D2B – Identificar poliedros regulares.
MATEMÁTICA
UNIDADE 4
M
at
em
át
ic
a
29
UNIDADE 4
ATIVIDADES
Gabarito: B
Solução
7x = 280
x =
x = 40
Professor(a), as atividades 1 e 2 têm como foco resolver problemas que envolvam grandezas diretamente
proporcionais, logo é importante que os estudantes entendam que duas grandezas são diretamente
proporcionais, quando uma aumenta e a outra também aumenta na mesma proporção (quando uma dobra,
a outra também dobra, por exemplo); quando uma diminui, a outra também diminui na mesma proporção.
Deixe claro aos estudantes que grandeza é tudo aquilo que pode ser contado e medido, como o tempo,
a velocidade, comprimento, preço, idade, temperatura entre outros. As grandezas são classificadas em:
diretamente proporcionais e inversamente proporcionais.
Gabarito: A
Solução
15x = 90 → x = → x = 6
Com 10kg de milho fabrica-se 7kg de fubá.
A quantidade de kg de milho necessária para fabricar 28 kg de fubá é
(A) 30.
(B) 40.
(C) 50.
(D) 60.
Um caminhão de carga tem uma produção de 15 toneladas por viagem.
Para uma produção de 90 toneladas, o número necessário de viagens é
(A) 6.
(B) 15.
(C) 90.
(D) 105.
Na tabela a seguir estão registrados o percurso e o tempo gasto em um determinado trajeto de ida e volta
por um veículo.
1.
2.
3.
90
15
280
7
milho (kg) Fubá (kg)
10 7
x 28
Velocidade Tempo
Ida 60km/h 80 min
Volta 50km/h 96min
M
at
em
át
ic
a
30
Solução
a) =
b) =
c) As razões são inversas.
d) As grandezas são inversamente proporcionais.
Professor(a), as ati vidades de 3 a 6 têm como foco resolver problemas que envolva grandezas inversamente
proporcionais, é importante que os estudantes entendam que uma grandeza é inversamente proporcional,
quando operações inversas são uti lizadas nas grandezas, por exemplo, se dobramos uma das grandezas, temos
que dividir a outra por dois, se triplicamos uma delas devemos dividir a outra por três e assim, sucessivamente.
Um exemplo de grandeza inversamente proporcional e a velocidade e o tempo, pois quando aumentarmos a
velocidade, o tempo é reduzido, e se diminuímos a velocidade, o tempo aumenta.
Gabarito: C
Solução
3x = 30 → → x = 10
Observando a tabela responda as seguintes questões:
a) quando a velocidade passou de 60 km/h para 50 km/h, variou em que razão?
b) quando o tempo gasto no percurso passou de 80min para 96min, variou em que razão?
c) as razoes são iguais ou inversas?
d) a velocidade do veículo e o tempo gasto nos percursos são grandezas direta ou inversamente proporcionais?
60
50
6
5
80
96
5
6
No transporte de areia para a construção de um edifí cio, foram necessárias 15 viagens de caminhões com
capacidade de 2m³ por viagem.
Se a capacidade do transporte dos caminhões fosse de 3 m³ por viagem, para fazer o mesmo serviço seriam
necessárias quantas viagens?
(A) 22
(B) 12
(C) 10
(D) 8
Um ciclista gastou 4,5 minutos para dar uma volta num circuito a velocidade média de 60 km/h.
O tempo gasto pelo ciclista para percorrer o mesmo circuito a uma velocidade média de 50 km/h é de
(A) 5,1 minutos.
(B) 5,2 minutos.
(C) 5,3 minutos.
(D) 5,4 minutos.
4.
5.
30
3
Nº de viagens capacidade (m³)
15 2
x 3
di
m
in
ui
u
au
m
en
to
u
Gabarito: D
Solução
Professor(a), nessa ati vidade a primeira observação que o estudante deverá perceber é que como a
velocidade diminuiu no segundo momento, então o tempo deverá aumentar, assim trata-se de uma
grandeza inversamente proporcional. Uma sugestão aos estudantes é fazer a disti nção do método em
se resolver uma grandeza diretamente proporcional da inversamente proporcional. Assim, tem-se a
multi plicação direta entre os elementos e não cruzada, como segue o cálculo a seguir:
= → x = = 5,4 minutos4,5
x
60
50
270
50
M
at
em
át
ic
a
31
Gabarito: B
Solução
Professor(a), as ati vidades de 7 a 10 têm como objeti vo identi fi car os poliedros regulares, é importante
que os estudantes entendam que todo poliedro regular é um poliedro de Platão. Veja a seguir uma
explicação sobre cada uma das condições para que um poliedro seja regular: os polígonos que o formam
são regulares e congruentes, em todos os vérti ces concorrem o mesmo número de arestas.
Solução
12x = 240 → x = → x = 20240
12
Quatro funcionários demoram 60 horas para empacotar determinada quanti dade de livros. Em quanto
tempo 12 funcionários trabalhando na mesma velocidade poderiam executar essa mesma tarefa?
Observe os poliedros a seguir:
Observe os poliedros a seguir:
Dentre esses poliedros o único que é regular é
(A) a pirâmide pentagonal.
(B) o paralelepípedo.
(C) pirâmide hexagonal.
(D) o octaedro.
O poliedro que é irregular é o
(A) octaedro.
(B) paralelepípedo.
(C) hexaedro.
(D) tetraedro.
6.
7.
8.
Funcionário Horas
4 60
12 x
Octaedro
Pirâmide
pentagonal
Paralelepípedo
Paralelepípedo
hexaedro
(cubo)
Pirâmide
haxagonal
Tetraedro
Octaedro
M
at
em
át
ic
a
32
Observe os poliedros a seguir:
Veja os poliedros a seguir:
Os poliedros regulares são:
(A) prisma triangular e cilindro.
(B) hexaedro e octaedro.
(C) hexaedro e cilindro.
(D) prisma triangular e octaedro.
Os poliedros irregulares são
(A) prisma triangular, octaedro e prisma hexagonal.
(B) octaedro, dodecaedro e tetraedro.
(C) prisma triangular, prisma hexagonal e prisma quadrangular.
(D) dodecaedro, prisma quadrangular e tetraedro.
9.
10.
Gabarito: D
Solução
O octaedro é regular, pois suas faces são regulares, congruentes e em todos os vérti ces concorrem o
mesmo número de arestas.
Gabarito: B
Solução
Os poliedros regulares são o hexaedro (cubo) e octaedro, pois suas faces são regulares, congruentes e
em todos os vérti ces concorrem o mesmo número de arestas.
Gabarito: C
Solução
Os poliedros irregulares são os que não possuem todos os polígonos/faces regulares, nem todas as suas
faces possuemo mesmo número de arestas.
Prisma
triângular
Prisma
triângular
Hexaedro
(cubo)
Octaedro
Cilindro
Prisma
Hexagonal
Octaedro
Dodecaedro Prisma
Quadrangular
Tetraedro
M
at
em
át
ic
a
33
O QUE SABER SOBRE ESTA UNIDADE?
Professor (a), esta unidade propõe ati vidades relacionadas a três expectati vas de aprendizagem,
do Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás de Matemáti ca, do 7º Ano do Ensino
Fundamental.
As ati vidades foram elaboradas, tendo por base três subdescritores do descritor D2, seguindo uma
gradação de complexidade entre eles. Assim, objeti vando o desenvolvimento das habilidades dos estudantes
em diferenciar fi guras geométricas em poliedros regulares e não regulares, diferenciar fi guras geométricas
em prismas e pirâmides e nomear os elementos que compõem os poliedros.
QUAIS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM/DESCRITORES ESTÃO EM FOCO?
Esta unidade tem por base as seguintes expectati vas de aprendizagem:
─ E-40-Reconhecer poliedros, poliedros convexos e não convexos.
─ E-39-Compreender a noção de medida de superfí cie e de equivalência de fi guras planas por meio de
composição e de decomposição de fi guras.
─ E-41-Determinar o número de faces, arestas e vérti ces das fi guras.
─ E-42-Reconhecer, nos poliedros convexos, a relação de Euler: V-A+F=2.
Os subdescritores do descritor D2 contemplam essas expectati vas de aprendizagem por meio das
habilidades de diferenciar fi guras geométricas em poliedros regulares e não regulares, diferenciar fi guras
geométricas em prismas e pirâmides e nomear os elementos que compõem os poliedros. Assim, as
ati vidades estão elaboradas, permiti ndo aos estudantes o desenvolvimento desses conceitos através de uma
gradação intencional embasadas nos descritores os quais diagnosti cam a consolidação dessas habilidades
no estudante.
QUAIS AS ATIVIDADES PROPOSTAS?
Professor(a), as ati vidades 1 a 4 trazem como habilidade a capacidade do estudante em diferenciar fi guras
geométricas em poliedros regulares e não regulares, enquanto na ati vidade 5, a habilidade é de diferenciar
fi guras geométricas em prismas e pirâmides.
Quanto as atividades de 9 e 10 abordam as habilidades de nomear os elementos que compõem os
poliedros.
Boa aula!
MATEMÁTICA
APRESENTANDO A UNIDADE 5
M
at
em
át
ic
a
34
CONTEÚDO(S)
î Sólidos geométricos: poliedros.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Espaço e forma.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î E-40 – Reconhecer poliedros, poliedros convexos e não convexos.
î E-41 ─ Determinar o número de faces, arestas e vértices das figuras.
î E-42 – Reconhecer, nos poliedros convexos, a relação de Euler: V-A+F=2.
DESCRITOR(ES) – SAEB / SUBDESCRITOR(ESO)
î D2C – Diferenciar figuras geométricas em poliedros regulares e não regulares.
î D2D – Diferenciar figuras geométricas em prismas e pirâmides.
î D2F – Nomear os elementos que compõem os poliedros.
MATEMÁTICA
UNIDADE 5
M
at
em
át
ic
a
35
UNIDADE 5
Sobre as figuras anteriores é correto o que se afirma em:
(A) as figuras I e IV representam poliedros regulares.
(B) as figuras I e II representam poliedros não regulares.
(C) as figuras I e III representam poliedros regulares.
(D) as figuras II e IV representam poliedros regulares.
1.
2.
Observe as figuras a seguir.
Os poliedros regulares surgem quando suas faces formam polígonos regulares e congruentes.
Dentre as opções a seguir, a que não representa um poliedro regular é
(A) (B) (C) (D)
Fig. I Fig. II Fig. III Fig. IV
Gabarito: C
Solução
Professor(a), para o estudante responder as atividades de 1 a 4, ele precisa ter a habilidade de diferenciar
figuras geométricas em poliedros regulares e não regulares. Para isso, peça que eles pesquisem sobre os
temas e respondam essas atividades.
Sintetizando, os poliedros são classificados em regulares e não regulares, dessa forma, os poliedros
regulares são formados por faces, os quais essas são polígonos regulares e congruentes. Por sua vez, os
poliedros não regulares são formados por polígonos não necessariamente todos regulares.
Gabarito: D
Solução
Professor(a), a atividade proposta é bem semelhante à atividade anterior, assim para resolver essa
atividade adote as orientações da solução da atividade 1.
ATIVIDADES
M
at
em
át
ic
a
36
4. As fi guras geométricas a seguir representam poliedros regulares e não regulares.
Dos poliedros acima:
a) identi fi car como regulares e não regulares.
b) nomear e defi nir.
Solução
Professor(a), para resolver essa ati vidade, o estudante precisa diferenciar os poliedros regulares e não
regulares e em seguida nomeá-los e defi ni-los.
Poliedro não regular. Prismas pentagonais. As bases desse sólido geométrico são
pentágonos (polígonos de cinco lados).
Poliedro regular. Icosaedro: possui 20 faces triangulares equiláteras.
Tetraedro Regular Octaedro Regular Hexaedro Regular Dodecaedro Regular icosaedro Regular
A B C D E F G
3. Poliedros de Platão se encaixam na classifi cação de poliedros regulares.
Considerando essa afi rmação, a opção a seguir que não traz um poliedro de Platão é a
(A) (B) (C) (D)
Gabarito: B
Solução
Professor(a), para resolver essa ati vidade adote as orientações da solução da ati vidade 1.
M
at
em
át
ic
a
37
Poliedro regular. Tetraedro: possui 4 faces triangulares equiláteras.
Poliedro regular. Octaedro: possui 8 faces triangulares equiláteras.
Poliedro regular. Possui 6 faces quadradas.
Poliedro regular. Tetraedro: possui 12 faces pentagonais regulares.
Poliedro não regular. Pirâmide pentagonal: é uma pirâmide com uma base pentagonal,
onde são erguidas cinco faces triangulares que se conectam em um ponto.
Gabarito: A
Solução
Professor(a), para resolver as ati vidades de 5 a 8, o estudante precisa ter a habilidade de diferenciar fi guras
geométricas em prismas e pirâmides e para isso é necessário conhecer as característi cas de cada fi gura
geométrica. Nas alternati vas estão colocadas algumas dessas característi cas conforme abaixo.
Prismas são poliedros que possuem duas bases, que são polígonos iguais. Essas bases são ligadas por
paralelogramos que chamamos faces laterais.
Uma pirâmide é um poliedro que tem por base um polígono qualquer e por faces laterais triângulos, com um
vérti ce comum, que se chama vérti ce da pirâmide.
Numa pirâmide regular as arestas laterais são todas iguais e as faces são triângulos isósceles iguais. As alturas
das faces triângulos que são chamadas de apótemas da pirâmide.
Prisma oblíquo é um prisma em que as arestas laterais não são perpendiculares às bases.
5. De acordo com algumas característi cas, alguns poliedros podem ser classifi cados em prismas ou pirâmides.
Sobre essas característi cas é correto o que se afi rma em:
(A) prismas são poliedros que possuem duas bases, que são polígonos iguais. Essas bases são ligadas
por paralelogramos que são chamamos faces laterais.
(B) uma pirâmide é um poliedro que tem como base um polígono regular e faces laterais triângulos
com um vérti ce comum, que se chama vérti ce da pirâmide.
(C) numa pirâmide regular as arestas laterais são todas iguais e as faces são triângulos diferentes. A
altura dessa pirâmide é chamada de apótema.
(D) prisma oblíquo é um prisma em que as arestas laterais são perpendiculares às bases.
M
at
em
át
ic
a
38
(A) (B) (C) (D)
(A) (B) (C) (D)
(A) (B) (C) (D)
Gabarito: B
Solução
Professor(a), pela defi nição dada de prisma e pirâmide, faça oralmente essa ati vidade pedindo aos
alunos para responderem o porquê da opção (C) não ser solução.
Gabarito: D
Solução
Professor(a), explore diferenças e semelhanças entre sólidos geométricos, como por exemplo: arestas,
vérti ces, faces laterais, base, forma das faces, ti po de sólido (corpo redondo e não-redondo), entre outras.
A opção (A) trata-se do Toro ou Toróide, um corpo redondo, opção (B) é uma pirâmide e opção (C) é um
poliedro (icosaedro truncado).
7.
8.
As pirâmides são poliedros que possuem uma única base e cujas faces lateraissão formadas por triângulos.
Prismas são poliedros que possuem duas bases, que são polígonos iguais. Essas bases são ligadas por
paralelogramos que chamamos faces laterais.
Considerando essas defi nições, a opção a seguir que representa um prisma é a:
Observe as fi guras geométricas a seguir.
6. Um prisma é todo poliedro formado por uma face superior e uma face inferior, paralelas e congruentes
(bases) ligadas por arestas. Uma pirâmide é todo poliedro formado por uma face inferior e um vérti ce que
une todas as faces laterais.
Considerando essas defi nições, a opção a seguir que representa uma pirâmide é a:
M
at
em
át
ic
a
39
Prisma pentagonal
Prisma hexagonal
Prisma quadrangular Pirâmide quadrangular
Pirâmide triangular Pirâmide hexagonal
Pirâmide triangular
Pirâmide pentagonal
Solução
Professor (a), para resolver essa ati vidade, o estudante precisa saber diferenciar fi guras geométricas em
prismas e pirâmides e classifi cá-los, observando ao polígono da base, conforme sugestão de solução.
Classifi ca os sólidos geométricos, atendendo ao polígono da base.
9. Observe o poliedro a seguir.
Sobre os elementos que compõem essa pirâmide quadrangular é correto o que se afi rma em:
(A) as faces do poliedro são os triângulos ADE, ABE, DCE e BCE.
(B) os vérti ces são os pontos de encontro das arestas, são os pontos A, B, C e D.
(C) as arestas da base são os segmentos de reta AB, AD, BC, CD.
(D) as arestas das fases laterais são os segmentos de AD, BE, CE e DE.
Gabarito: C
Solução
Professor(a), para os estudantes responderem as ati vidades 9 e 10, é necessário que eles reconheçam os elementos
que compõem os poliedros. Observe que os sólidos geométricos possuem alguns elementos característi cos, tais
como os pontos, as retas e os planos, que recebem nomes especiais em razão de sua importância.
Faces: são formadas por planos. Em um poliedro, duas faces nunca estão no mesmo plano, mas estão no
mesmo espaço. Cada uma dessas faces é um polígono.
Arestas: são os segmentos de reta provenientes do encontro entre duas faces. Uma aresta pertence apenas a
duas faces disti ntas.
Vérti ces: são os pontos de encontro das arestas.
E
A B
CD
M
at
em
át
ic
a
40
10.Observe o prisma a seguir.
Sobre os elementos que compõem esse prisma é correto o que se afi rma em:
(A) as bases do prisma são os pentágonos ASEGH e NOPQR.
(B) arestas da base são os segmentos de reta: AS, EQ, EG, GH, HA, NR, RQ, QP, PO e ON.
(C) uma das diagonais do prisma é o segmento de reta PG.
(D) as arestas laterais são os segmentos HO, GP, EG, SR e AN.
Gabarito: A
Solução
Professor(a), para o estudante responder essa ati vidade, é necessário que ele reconheça os elementos que
compõem os poliedros, nesse caso parti cular o poliedro é o prisma pentagonal.
Bases do prisma são os pentágonos que pertencem a planos paralelos. Faces laterais são polígonos situados
“nas laterais” do prisma, isto é, polígonos que não são as bases. Arestas da base são as arestas ligadas às
bases desse prisma. Arestas laterais são as arestas presentes nas faces laterais do prisma. Altura do prisma é
a menor distância entre os planos que contêm as bases de um prisma. E por fi m, a diagonal do prisma é um
segmento de reta que liga dois vérti ces que não pertencem à mesma face.
EH
O Q
A
P
S
N
G
R
Altura
M
at
em
át
ic
a
41
O QUE SABER SOBRE ESTA UNIDADE?
Professor(a), esta unidade propõe ati vidades relacionadas a uma expectati va de aprendizagem,
do Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás de Matemáti ca, do 7º Ano do Ensino
Fundamental.
As ati vidades foram elaboradas, tendo por base dois subdescritores, seguindo uma gradação de
complexidade entre eles. Assim, objeti vando desenvolver as habilidades dos estudantes em reconhecer,
compreender e uti lizar a linguagem das unidades de memória da informáti ca, como bytes, quilobytes,
megabytes e gigabytes em contextos apropriados por meio da potenciação de base 10.
QUAIS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM/DESCRITORES ESTÃO EM FOCO?
Esta unidade tem por base a seguinte expectati va de aprendizagem:
─ E43 - Reconhecer, compreender e uti lizar a linguagem das unidades de memória da informáti ca, como
bytes, quilobytes, megabytes e gigabytes em contextos apropriados por meio da potenciação de base 10.
Os subdescritores contemplados a parti r dessas expectati vas são: os D2F e D2G. As habilidades a serem
desenvolvidas, proposta pela expectati va, são: reconhecer, compreender e uti lizar a linguagem das unidades
de memória da informáti ca, como bytes, quilobytes, megabytes e gigabytes em contextos apropriados
por meio da potenciação de base 10. Assim, as ati vidades estão elaboradas, permiti ndo aos estudantes o
desenvolvimento dessas habilidades através de uma gradação intencional embasada na expectati va, a qual
diagnosti ca a consolidação dessas habilidades no estudante.
Professor (a), a expectati va E – 43-Reconhecer, compreender e uti lizar a linguagem das unidades de
memória da informáti ca, como bytes, quilobytes, megabytes e gigabytes em contextos apropriados por
meio da potenciação de base 10, denotam que as habilidades nas ati vidades sejam compreendidas pelo
estudante de forma que sua compreensão se torne ampliada. Assim, uti lize cada ati vidade como um meio
para alcançar a proposta desta unidade. Elas serão ao mesmo tempo instrumentos de consolidação e
avaliação para seu trabalho.
QUAIS AS ATIVIDADES PROPOSTAS?
Professor (a), os subdescritores aparentemente direcionam para as mesmas ati vidades, porém ressaltamos
que os subdescritores: D2F-nomear os elementos que compõem os poliedros e D2G-reconhecer a relação de
Euler, focam em conteúdo que aparentemente são cognatos, mas observando as ati vidades você perceberá
as diferenças e amplitudes de cada um.
Assim, nas ati vidades 1 e 2, os estudantes deverão nomear os elementos que compõem os poliedros
como vérti ce, aresta e face. Nas ati vidades 3; 4; 5 e 6, os estudantes deverão reconhecer a relação de Euler
em poliedros como o tetraedro; o cubo; o octaedro e o dodecaedro.
Nas ati vidades 7; 8; 9 e 10, os estudantes deverão ora reconhecer, ora compreender ou uti lizar a linguagem
das unidades de memória da informáti ca, como bytes, quilobytes, megabytes e gigabytes em contextos
apropriados por meio da potenciação de base 10.
Boa aula!
MATEMÁTICA
APRESENTANDO A UNIDADE 6
M
at
em
át
ic
a
42
CONTEÚDO(S)
î Sólidos geométricos: poliedros.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Espaço e Forma.
EXPECTATIVA DE APRENDIZAGEM
î E-43 ─ Reconhecer, compreender e utilizar a linguagem das unidades de memória da informática, como
bytes, quilobytes, megabytes e gigabytes em contextos apropriados por meio da potenciação de
base 10.
DESCRITOR(ES) – SAEB / SUBDESCRITOR(ES)
î D2F – Nomear os elementos que compõem os poliedros.
î D2G – Reconhecer a relação de Euler.
MATEMÁTICA
UNIDADE 6
M
at
em
át
ic
a
43
UNIDADE 6
1. Observe a figura a seguir:
Esse poliedro é composto por
(A) 6 vértices, 4 arestas e 4 faces.
(B) 5 vértices, 6 arestas e 6 faces.
(C) 8 vértices, 12 arestas e 6 faces.
(D) 6 vértices, 10 arestas e 8 faces.
Esse poliedro é composto por
(A) 10 vértices, 15 arestas e 7 faces.
(B) 10 vértices, 7 arestas e 15 faces.
(C) 15 vértices, 10 arestas e 7 faces.
(D) 6 vértices, 12 arestas e 6 faces.
Gabarito: C
Solução
Oito vértices: A; B; C; D; E; F; G e H.
Doze arestas: AB; BC; CD; AD; DE; CF; BG; AH; EF; FG; GH e EH.
Seis faces: ABCD; EFGH; ABGH; CDEF; ADEH e BCFG.
Gabarito: A
Solução
Dez vértices: K; L; M; N; O; P; Q; R; S e T.
Quinze arestas: KL; LM; MN; NO; KO; PQ; QR; RS; ST; PT; KT; LS; MR; NQ e OP.
Sete faces: KLMNO; PQRST; KLST; LMRS; MNQR; NOPQ e KOPT.
E
D C
GH
A B
F
2. Observe a figura a seguir:
Q
T
N
S
R
MO
P
LK
ATIVIDADES
M
at
em
át
ic
a
44
3.
4.
Considere o icosaedro truncado a seguir:
Considere o octaedro truncado e sua planifi cação a seguir:
Esse poliedro possui 32 faces,60 vérti ces e 90 arestas.
Para verifi car se esses números estão corretos, aplicam-se esses valores na relação de Euler, defi nida por
(A) -V+A-F=2 .
(B) A-V+F=2.
(C) A-V=F+2.
(D) V-A+F=2.
Esse poliedro possui 8 faces hexagonais e 6 faces quadradas, 24 vérti ces e 36 arestas.
Aplicando a relação e Euler nesse poliedro, obtém-se o seguinte resultado
(A) 36-24+8-6=2.
(B) 24-36+14=2.
(C) 36-14=2+24.
(D) 36-24=8+6+2.
Gabarito: D
Solução
Professor(a), a ati vidade propõe ao estudante reconhecer a relação de Euler, defi nida assim: V-A+F=2
que ao aplicar os valores dados, tem-se: 60 - 90 + 32 = 2 → 2 = 2
Gabarito: B
Solução
Professor(a), a ati vidade requer do estudante o reconhecimento da relação de Euler, portanto, aplica-se
os valores dados diretamente na relação. E cabe ao aluno reconhecê-la ou mesmo verifi car qual dos
cálculos irá sati sfazer a igualdade. Avise aos estudantes que pela planifi cação é improvável determinar
esses valores.
V - A + F = 2 → 8 - A + 6 = 2 → 14 - A = 2 → 14 - 2 = A → 12 = A
M
at
em
át
ic
a
45
Aplicando-se a relação de Euler nos valores numéricos do vérti ce, da face e da aresta deste poliedro
iremos obter a seguinte relação
(A) 6+8=12-2.
(B) -6+12-8=2.
(C) 12-6-8=2.
(D) 6+8=2+12.
Ele possui 20 vérti ces e 12 faces, pela relação de Euler esse poliedro terá
(A) entre 17 e 20 arestas.
(B) entre 21 e 24 arestas.
(C) entre 25 e 28 arestas.
(D) entre 29 e 32 arestas.
Gabarito: D
Solução
Professor(a), uma observação a respeito da relação de Euler, é referente as dimensões dos elementos da
geometria Euclidiana, onde o ponto refere-se ao vérti ce, a reta à aresta e o plano à face. Estes possuem,
respecti vamente, dimensões iguais a zero, um e dois, ou seja, a “fórmula” inicia-se pela dimensão zero
com sinal positi vo, a dimensão um, com sinal negati vo e dimensão três, novamente com sinal positi vo,
esta operação é igual a dois. Assim, os valores positi vos são o 6 e o 8, já o 12 fi cará negati vo.
V - A + F = 2 → 6 - 12 + 8 = 2 → 6 + 8 = 2 + 12 → 14 = 14
Gabarito: D
Solução
Professor(a), a ati vidade propõe que o estudante reconheça a relação de Euler como forma de verifi car
quantas arestas possui o dodecaedro, logo tem-se:
V - A + F = 2 → 20 - A + 12 = 2 → 32 - 2 = A → A = 30
5. Considere o octaedro a seguir:
A
D
F
B
C
E
6. Considere o dodecaedro a seguir:
M
at
em
át
ic
a
46
7.
8.
9.
10.
Um microcomputador possui uma capacidade máxima de memória principal (RAM) de 465 000 000 000
bytes de armazenamento. Assinale a alternati va correspondente a esse número escrito na forma de
potenciação de base 10.
(A) 465 · 10
8
(B) 46,5 · 10
9
(C) 4,65 · 10
11
(D) 0,465 · 10
9
Mateus comprou um HD externo com 1 Tb (Terabyte) de capacidade armazenamento. Sabe-se que 1 Tb
equivale a 1 000 000 000 000 bytes.
Esse número, escrito na forma de potenciação de base 10, corresponde a
(A) 1 · 10
9
bytes.
(B) 1 · 10
10
bytes.
(C) 1· 10
11
bytes.
(D) 1· 10
12
bytes.
Uma empresa de telefonia móvel lança uma oferta de acesso à internet individual de 15 GB (Gigabytes).
O valor desse plano escrito na forma de potenciação de base 10 equivale a
(A) 15· 10
9
bytes.
(B) 1,5· 10
10
bytes.
(C) 0,15· 10
12
bytes.
(D) 0,015· 10
15
bytes.
Ana Beatriz contratou o serviço de internet para seu aparelho celular. A velocidade contratada foi de 16
Mb (Megabytes).
O valor desse serviço escrito na forma de potenciação de base 10 equivale a
(A) 1,6· 10
7
bytes.
(B) 1,6· 10
9
bytes.
(C) 0,16· 10
15
bytes.
(D) 0,016· 10
18
bytes.
Gabarito: C
Solução
465 000 000 000 bytes → 465 · 10
9
bytes → 4,65 · 10
11
bytes.
Gabarito: D
Solução
1 000 000 000 000 bytes → 1· 10
12
bytes.
Gabarito: B
Solução
15 Gb → 15 Gigabytes → 15 · 1 000 000 000 bytes → 15· 10
9
bytes→1,5· 10
10
bytes.
Gabarito: A
Solução
16 Mb → 16 Megabytes → 16·1 000 000 bytes → 16· 10
6
bytes → 1,6 · 10
7
bytes.
M
at
em
át
ic
a
47
O QUE SABER SOBRE ESTA UNIDADE?
Professor(a), esta unidade propõe ati vidades relacionadas a duas expectati vas de aprendizagem, do Currículo
Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás de Matemáti ca, do 7º Ano do Ensino Fundamental.
As ati vidades foram elaboradas, tendo por base cinco descritores, seguindo uma gradação de
complexidade entre eles. Assim, objeti vando desenvolver as habilidades dos estudantes em calcular a área
de polígonos expressos em malha quadriculadas ou não. Outra habilidade é proporcionar os estudantes a
reconhecer, identi fi car as fórmulas uti lizadas para se obter a medida da área dos polígonos.
QUAIS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM/DESCRITORES ESTÃO EM FOCO?
Esta unidade tem por base as seguintes expectati vas de aprendizagem:
î Compor e decompor fi guras planas compreendendo suas equivalências.
î Calcular a área de figuras planas por meio de estimativas utilizando a composição e composição
das figuras.
O descritor e os subdescritores contemplados, a parti r dessas expectati vas, são: D13A, D13B, D13C, D13D
e D13E. As habilidades a serem desenvolvidas e propostas pelas expectati vas, são: compor e decompor
fi guras planas identi fi cando suas característi cas e propriedades de modo a compreender suas partes.
Calcular a medida da área dessas fi guras, que estejam inseridas em malha quadriculadas ou não.
Assim, as ati vidades foram elaboradas, de forma que proporcionem aos estudantes a aprendizagem dos
conceitos aplicados, possibilitando a consolidação dessas habilidades.
QUAIS AS ATIVIDADES PROPOSTAS?
Professor (a), pensando na consolidação do conhecimento dos estudantes, nesse módulo cada subdescritor
possui dupla ati vidade. As ati vidades 1 e 2 procuram desenvolver a capacidade de o estudante trabalhar
com os polígonos dispostos em malha quadriculada. As ati vidades 3 e 4 abordam a resolução de problema,
em que se requer dos estudantes a capacidade de identi fi car fórmulas. As ati vidades 5 e 6, também tratam
de identi fi car fórmulas, porém, em fi guras compostas. As ati vidades 7, 8, 9 e 10, vão abordar a uti lização das
fórmulas em fi guras compostas ou não.
Os estudantes poderão resolver, individualmente, as ati vidades, mas é fundamental que eles socializem
com os demais colegas. É imprescindível a correção das ati vidades propostas, de modo que envolva toda a
turma e esclareça as dúvidas que, por ventura, os alunos manifestarem.
Ressaltamos a importância de você, professor (a), discuti r outras situações que possam colaborar/
ampliar/sistemati zar o conhecimento dos estudantes. Lembre-se que o caderno do estudante contempla as
expectati vas de aprendizagem e alguns descritores. Desta forma, caso identi fi que alguma lacuna, pesquise
outras situações que demonstrem essas habilidades presentes na unidade.
Outrossim, uti lize cada ati vidade, de modo que alcance a proposta desta unidade e, ao mesmo tempo,
como instrumento de avaliação para sua práti ca pedagógica.
Boa aula!
MATEMÁTICA
APRESENTANDO A UNIDADE 7
M
at
em
át
ic
a
48
CONTEÚDO(S)
î Áreas de figuras geométricas planas.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Grandezas e medidas.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î Compor e decompor figuras planas compreendendo suas equivalências.
î Calcular a área de figuras planas por meio de estimativas utilizando a composição e composição
das figuras.
DESCRITOR(ES) – SAEB / SUBDESCRITOR(ES)
î D13A – Calcular a área de polígonos regulares e irregulares em malhas quadriculadas.
î D13B – Identificar a fórmula adequada para calcular a área de polígonos regulares.
î D13C – Identificar a fórmula adequada para calcular a área de polígonos irregulares compostos por
duas ou mais figuras planas.
î D13D – Calcular a área de polígonos regulares.
î D13E – Calcular a área de polígonos irregulares compostos por duas ou mais figuras planas.
MATEMÁTICA
UNIDADE 7
M
at
em
át
ic
a
49
UNIDADE 7
ATIVIDADES
1. Observe a figura a seguir:
Considerando cada quadradinho como uma unidade de medida, a soma das medidas das áreas das duasfiguras é um valor que também pode representar
(A) um retângulo com dimensões de 10 unidades por 11 unidades.
(B) um quadrado de 10 unidades de lado.
(C) um trapézio de bases 15 e 7 unidades e altura 10 unidades.
(D) três triângulos com 37 unidades.
Gabarito: D
Solução
Na primeira figura há 52 unidades de medida de área e na segunda 59 unidades, logo, essa soma é igual
a 111 unidades, valor que representa a área de três triângulo de 37 unidades de área.
Figura 1 Figura 2
52 59
M
at
em
át
ic
a
50
Assinale a fórmula correta para se calcular a área desse triângulo.
(A) A∆ =
(B) A∆ =
(C) A∆ =
(D) A∆ =
2.
3.
Amplie a fi gura a seguir, de forma que ela possua o dobro de sua medida original.
A fi gura a seguir representa um triângulo acultângulo com 25 cm de altura.
Solução
28cm 35cm
36cm
26cm
Gabarito: B
Solução
Professor (a), a medida da área de um triângulo é obti da pelo produto da base pela altura, entretanto a
única altura fornecida foi a altura de 26 cm referente à base de 36 cm. Assim, só há uma possibilidade
de se determinar a área desse triângulo, defi nida na opção B.
36 x 35
2
36 x 26
2
28 x 35
2
28 x 26
2
M
at
em
át
ic
a
51
4. Observe a fi gura a seguir:
Assinale a alternati va que apresenta a fórmula para se obter a medida da área dessa fi gura.
(A) A T =
(B) A T =
(C) A T =
(D) A T =
Gabarito: B
Solução
A fi gura representa um trapézio, que pode ser a união de um triângulo e um retângulo.
Assim, pode-se somar as duas fórmulas dessas duas fi guras planas.
Triângulo = A∆ = e retângulo = A = b × c, logo, tem-se: A = b × c + = =
Gabarito: C
Solução
A medida da área de um trapézio é obti da por AT = , logo, a alternati va correta é C.
Base × altura
2
Base menor + Base maior ×altura
2
(b + B) × altura)
2
a × c
2
a × c
2
2bc + ac
2
(a + 2b) x c
2
(Base menor + Base maior) × altura
2
Base menor × Base maior
2
5. Observe a fi gura a seguir:
Assinale a alternati va que apresenta a fórmula para se obter a medida da área dessa fi gura.
(A) A = 2 ×
(B) A =
(C) A = × c
(D) A = + b
a b
c
a x c
b
a x c
2
(a + b)
2
(a + 2b) x c
2
M
at
em
át
ic
a
52
6.
7.
Observe a fi gura a seguir:
Observe a fi gura a seguir:
Considerando que a altura desse triângulo relati vo à base QR seja igual a 12 cm, o valor da medida da
área desse triângulo é igual a
(A) 78.
(B) 75.
(C) 72.
(D) 70.
Assinale a alternati va que apresenta a fórmula para se obter a medida da área dessa fi gura.
(A) A = + a × b
(B) A= × a + b
(C) A= a × d +
(D) A = b × a ×
Gabarito: A
Solução
A fi gura representa um trapézio e um retângulo.
Assim, pode-se juntar as fórmulas dessas duas fi guras planas.
Trapézio = AT = e retângulo = A = b × h, logo, tem-se: A = +ab
Gabarito: C
Solução
A fórmula para se calcular a medida da área de um triângulo é A∆ = , logo, tem-se: A∆ = = 72 cm².
a
d
b
c
(a + d) x c
2
(d + c) x a
2
(d + a) x c
2
(d + a) x c
2
(B + b) x h
2
(d + a) x c
2
b x h
2
12 x 12
2
P
Q R
17
12
14
M
at
em
át
ic
a
53
Solução
A fi gura representa um trapézio.
AT = = = 115 cm².
Solução
Uma possível solução é:
Área do quadrado.
A = l × l → 8 × 8 = 64 cm²
Área do triângulo.
A∆ = , mas como são dois triângulos tem-se:
A = 2× → 5 × 8 = 40 cm².
Assim, a medida da área dessa fi gura é a soma das medidas obti das.
64 cm² + 40 cm² = 104 cm²
(15 + 8) x 10
2
230
2
5 x 8
2
b x h
2
8.
9.
Observe a fi gura a seguir:
Observe a fi gura a seguir:
Determine a medida da área dessa fi gura.
Determine a medida da área desse polígono.
10 cm 12 cm
8 cm
15 cm
8 cm
5 cm 5 cm
8 cm
M
at
em
át
ic
a
54
10. A fi gura a seguir possui sua base na horizontal, e é composta por dois triângulos congruentes e um
quadrado de lado 16cm.
Determine a medida da área dessa fi gura.
7cm
Solução
Professor (a), ainda que a medida da área dos triângulos, sejam iguais, optamos por apresentar a
uti lização da fórmula nos dois triângulos para que o estudante perceba que a base de um triângulo
pode ser qualquer um de seus lados.
Área do quadrado.
A = l × l → 16 × 16 = 256 cm²
Área do triângulo.
A∆ = .
Triângulo 1.
A= = 56 cm².
Triângulo 2.
A= = 56 cm².
Logo, a medida da área dessa fi gura é igual a 256 cm² + 56 cm² + 56 cm² = 368 cm²
b x h
2
16 x 7
2
7 x 16
2
M
at
em
át
ic
a
55
O QUE SABER SOBRE ESTA UNIDADE?
Professor(a), esta unidade propõe ati vidades relacionadas a duas expectati vas de aprendizagem,
do Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás de Matemáti ca, do 7º Ano do Ensino
Fundamental.
As ati vidades foram elaboradas, tendo por base as expectati vas de aprendizagem, seguindo uma
gradação de complexidade entre eles. Assim, objeti va-se desenvolver as habilidades dos estudantes em
resolver situações-problema, que envolva o raciocínio combinatório e as diversas probabilidades de sucesso
de um determinado evento, além de representar e enumerar possibilidades em situações combinatórias.
QUAIS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM/DESCRITORES ESTÃO EM FOCO?
Esta unidade tem por base as seguintes expectati vas de aprendizagem:
─ E-46-Resolver situações-problema que envolva o raciocínio combinatório e as diversas probabilidades
de sucesso de um determinado evento.
─ E-47-Representar e enumerar possibilidades em situações combinatórias.
As ati vidades estão elaboradas, permiti ndo aos estudantes o desenvolvimento dos conceitos presentes
nessas expectati vas de aprendizagem através de uma gradação intencional que diagnosti cam a consolidação
dessas habilidades no estudante.
Professor(a), uti lize de cada ati vidade como um meio para alcançar a proposta desta unidade. Elas serão
ao mesmo tempo instrumentos de consolidação e avaliação para seu trabalho.
QUAIS AS ATIVIDADES PROPOSTAS?
Professor(a), os subdescritores aparentemente direcionam para as mesmas ati vidades. Assim, nas
ati vidades 1, 2, 3, 4 e 5 os estudantes resolverão situações-problema, envolvendo o raciocínio combinatório
e as diversas probabilidades de sucesso de um determinado evento. As ati vidades 6, 7, 8, 9 e 10 tratam de
enumerar possibilidades em situações combinatórias e representar essas situações por meio de esquemas.
Professor (a), incenti ve seus estudantes a explorar todas as ati vidades/itens. Eles poderão resolver as
ati vidades/itens, individualmente, mas é fundamental que eles socializem com os demais colegas, como
pensaram essas ati vidades. É imprescindível a correção das ati vidades/itens propostos, de forma que engaje
e envolva toda a turma. Aproveite os momentos de correção dessas ati vidades para esclarecer as dúvidas
que os alunos ainda manifestarem.
Ressaltamos a importância de você, professor (a), discuti r outras situações que possam colaborar/
ampliar/sistemati zar o conhecimento dos estudantes.
É fundamental que o professor esti mule os alunos a perceberem onde ocorreu o erro e porque isso aconteceu.
Professor (a), lembre-se que o caderno do estudante contempla as expectati vas de aprendizagem e
alguns descritores. Desta forma, caso identi fi que alguma lacuna no ensino e/ou aprendizagem do estudante,
pesquise outras situações que evidenciem estas habilidades presentes na unidade.
Boa aula!
MATEMÁTICA
APRESENTANDO A UNIDADE 8
M
at
em
át
ic
a
56
CONTEÚDO(S)
î Noções de probabilidade e de estatística.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Tratamento da informação.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î E-33 ─ E-46-Resolver situações-problema que envolva o raciocínio combinatório e as diversas
probabilidades de sucesso de um determinado evento.
î E-47 ─Representar e enumerar possibilidades em situações combinatórias.
DESCRITOR(ES) – SAEB/ SUBDESCRITOR(ES)
Não há descritores e subdescritores
MATEMÁTICA
UNIDADE 8
M
at
em
át
ic
a
57
UNIDADE 8
ATIVIDADES
1.
2.
. No lançamento de dois dados, qual é o número total de possibilidades de resultados e qual é a
probabilidade de obtermos soma igual a 8?
(A) 36 e 5%
(B) 36 e 14%
(C) 6 e 5%
(D) 5 e 6%
Em uma urna existem bolas enumeradas de 1 a 15. Qualquer uma delas possui a mesma chance de ser
retirada. Determine a probabilidade de se retirar uma bola com número nas seguintes condições:
a) par
b) primo
Gabarito: B
Solução
Professor(a), retome com os estudantes o conceito de probabilidade, em que é o estudo das chances de
ocorrência de um resultado, que são obtidas pela razão entre casos favoráveis e casos possíveis. Lembre-os
que probabilidade é diferente de possibilidade. Possibilidade é algo que pode acontecer, mas não é certeza.
Nesse item, primeiramente, vamos descobrir o número total de possibilidades, pois ele será usado para
descobrirmos a probabilidade de obter soma 8:
São dois dados com seis resultados possíveis cada. As combinações entre esses resultados podem ser
calculadas multiplicando-se o número de resultados do primeiro pelo do segundo:
6 · 6 = 36
Também poderíamos ter escrito todas as possibilidades e contando-as. Portanto, o número total de
possibilidades de resultados é 36.
Para calcular a probabilidade de sair soma 8, deve-se procurar as possibilidades de obter tal soma. São elas:
(2, 6); (3, 5); (4, 4); (5, 3) e (2, 6)
Sendo 5 o número de possibilidades de obter soma 8. Logo, divide-se esse número pelo número total de
possibilidades de resultados:
= 0,14 = 14%
Para transformar isso em porcentagem, basta multiplicar por 100:
0,14 · 100 = 14%
A probabilidade de sair a soma 8 é de 14%.
7
15
6
15
5
36
Solução
Espaço amostral: (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15)
a) No espaço amostral de 15 números, tem-se 7 números pares.
P = = 0,466 = 46,6%
b) Tem-se 6 números primos dentre o espaço amostral de 15 números.
P = = 0,4 = 40%
M
at
em
át
ic
a
58
3.
4.
5.
Duas moedas e dois dados, todos diferentes entre si, foram lançados simultaneamente. Assinale a
opção que indica o número de possibilidades de resultados para esse experimento.
(A) 142
(B) 144
(C) 155
(D) 160
No lançamento de 6 moedas, qual é o número total de possibilidades de resultados?
(A) 10
(B) 24
(C) 32
(D) 64
Dois dados perfeitos são lançados simultaneamente. Qual a probabilidade de que a soma dos resultados
obti dos seja igual a 6?
(A) 6,78%
(B) 8,75%
(C) 13,88%
(D) 22,45%
Gabarito: B
Solução
Professor(a), mostre aos estudantes que para calcular o número de possibilidades de resultados de
um experimento nessa situação, multi plique o número de resultados possíveis de cada objeto em
observação. No caso de cada moeda, 2 resultados, e de cada dado, 6 resultados:
2 · 2 · 6 · 6 = 4 · 36 = 144
Gabarito: D
Solução
Professor(a), discuta com os estudantes que o número total de resultados que pode ser obti do no
lançamento de duas moedas é encontrado multi plicando-se a quanti dade de resultados da primeira
moeda pela quanti dade da segunda e assim por diante.
2 · 2 · 2 · 2 · 2 · 2 = 64
Portanto, são 64 possibilidades diferentes.
Gabarito: C
Solução
Para que a soma seja 6, precisa-se das seguintes faces: {(1,5), (2,4), (3,3), (4,2), (5,1)}. E considerando que
o espaço amostral do lançamento de dois dados e representado pela multi plicação 6 · 6 = 36, tem-se a
seguinte probabilidade:
P =
P = → P = 0,1388 → 13,88%.
A probabilidade é de , aproximadamente, 13,88% de chance.
número de eventos favoráveis
número de resultados possíveis
~5
36
5
36
M
at
em
át
ic
a
59
6.
7.
8.
Quatro moedas são lançadas simultaneamente. Esquemati ze as possíveis combinações e escreva qual é
a probabilidade de ocorrer coroa em uma só moeda.
Jogamos dois dados comuns. Represente a situação e enumere a probabilidade de que o total de pontos
seja igual a 10.
Duas moedas são lançadas simultaneamente. Esquemati ze as possíveis combinações e escreva qual é a
probabilidade de ocorrer exatamente duas coroas.
Solução
Professor(a), lembre aos estudantes que todas as moedas possuem duas faces apenas, uma indicando
Cara(C), a outra Coroa(K).
Lançando-se quatro moedas, simultaneamente, tem-se a confi guração possível corresponderá a:
(número de moedas) elevado ao (número de faces de uma moeda) =
4·4=16
16 confi gurações possíveis.
São elas:
KKKK KKCC CCKC CKKK
KKKC KCCK CCCK CKCK
KKCK CCKK CKCC KCKC
KCKK KCCC CKKC CCCC
Dessas 16 confi gurações, quatro possuem apenas coroa, logo:
Probabilidade de aparecer apenas coroa vale:
(Número de confi gurações viáveis )/(Número das confi gurações totais)
=
Portanto, a probabilidade é de (25%).
Solução
Professor(a), explore com os estudantes o número de possibilidades desse evento.
Solução
Professor(a), discuta com os estudantes que ao jogar duas moedas, existem quatro combinações
possíveis:
Cara / Cara
Cara / Coroa
Coroa / Cara
Coroa / Coroa
Ou seja, são 4 possibilidades.
Se são quatro possibilidades, cada uma tem a chance de 25%. Para ocorrer Coroa / Coroa, a chance é 25%
Para ocorrer Cara / Cara, a chance é 25%.
Para ocorrer Cara / Coroa, existem duas possibilidades de 25%, portanto a chance é 50%.
Uma experiência interessante é você pegar duas moedas e lançar várias vezes, anotando os resultados.
(1,1) (1,2) (1,3) (1,4) (1,5) (1,6)
(2,1) (2,2) (2,3) (2,4) (2,5) (2,6)
(3,1) (3,2) (3,3) (3,4) (3,5) (3,6)
(4,1) (4,2) (4,3) (4,4) (4,5) (4,6)
(5,1) (5,2) (5,3) (5,4) (5,5) (5,6)
(6,1) (6,2) (6,3) (6,4) (6,5) (6,6)
n (E) = {(4,6); (5,5); (6,4)} → n(E) = {3} possibilidades.
A probabilidade de qualquer evento desse ti po ocorrer é dada por:
p(E) = = =
Logo, a probabilidade de que o total de pontos seja igual a 10 é igual a .
4
16
n(E)
n(S)
3
36
1
12
1
12
1
4
1
4
M
at
em
át
ic
a
60
9.
10.
Numa prova, cada questão possui cinco alternativas de resposta, onde somente uma está correta.
Considere que um aluno marque qualquer uma das alternativas, qual a probabilidade de acertar a
questão. Represente as possibilidades dessa situação.
Três moedas são lançadas simultaneamente. Qual é a probabilidade de obtermos três coroas em um
único lançamento de três moedas? E duas coroas? Esquematize essas possibilidades.
Solução
Professor(a), apresente aos estudantes o esquema das possibilidades do aluno escolher a alternativa correta .
Solução
Professor(a), explore com os estudantes as possibilidades dessa situação, onde o conjunto de possibilidades
no lançamento de três moedas são: (cara, cara, cara), (cara, cara, coroa), (cara, coroa, cara), (coroa, cara,
cara), (coroa, coroa, cara), (coroa, cara, coroa), (cara, coroa, coroa), (coroa, coroa, coroa)
Número de possibilidades de dar três coroas = 1
Número de possibilidades de dar duas coroas = 3
Número de possibilidade de dar duas caras = 3
Número de possibilidades de dar três caras = 1
A chance de obter-se três coroas é de , enquanto que, para dar duas coroas, é de .
Percentualmente, escreve-se:
= 12,5%
= 37,5%
Logo, a probabilidade de obter três coroas é igual a 12,5% e obter duas coroas é de 37,5%.
Correta
A 20%
B 20%
C 20%
D 20%
E 20%
A chance de acerto dele será de 1 em 5 para cada questão.
= 0,2 = 20%
O aluno possui 20 % de chance de acertar uma questão marcando qualquer alternativa.
1
5
1
8
1
8
3
8
3
8
Ensino Fundamental
Caderno do Professor
Volume 3
7ºAno
LíNGUA PORTUGUESA
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
64
LÍNGUA PORTUGUESA
APRESENTANDO A UNIDADE 1
O QUE SABER SOBRE ESTE MATERIAL?
Professor(a), as ati vidades deste material pedagógico foram elaboradas considerando o Currículo Referência
do Estado de Goiás e a Matriz de Referência do Sistema de Avaliação da Educação Básica — SAEB. Para tanto,
as referidas ati vidades envolvem as quatropráti cas de estudo da língua: oralidade, leitura, análise da língua e
escrita, bem como os gêneros textuais e literários do 3º bimestre e/ou que foram explorados em outros anos/
séries. Este bimestre foi organizado em unidades e cada unidade equivale a uma semana de trabalho consti tuída
por 10 (dez) ati vidades.
ATIVIDADES PROPOSTAS
Professor(a), as ati vidades propostas neste material pedagógico permitem desenvolver as habilidades
dispostas na Matriz de Referência do SAEB e as expectati vas de aprendizagem previstas no 3º bimestre do
Currículo Referência do Estado de Goiás.
Para a melhor compreensão dos textos apresentados, sugerimos que sejam uti lizadas diferentes estratégias
de leitura, tais como antecipação, levantamento de hipóteses, seleção, dentre outras. Procure, sempre que
possível, realizar uma leitura coleti va, a fi m de verifi car as difi culdades de compreensão de palavras e expressões
que os/as estudantes possam apresentar, trabalhando o signifi cado dessas palavras de forma refl exiva, levando-
os/as a inferirem seus possíveis signifi cados. Verifi que também se compreendem o que está sendo proposto em
cada ati vidade. A não compreensão das questões propostas já oferece um indício das difi culdades em leitura
apresentadas.
Vale ressaltar que você, professor(a), dispõe de autonomia para uti lizar este material de forma que ele
complemente seu plano de aula, com o intuito de atender aos conteúdos e às expectati vas de aprendizagem
do 7º Ano do Ensino Fundamental do Currículo Referência de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Educação.
As ati vidades propostas neste material exploram as habilidades perti nentes aos descritores 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8,
10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20 e 21 por estarem em consonância com as parti cularidades dos gêneros
contemplados no 3º bimestre do 7º ano do Ensino Fundamental (Contos Populares, Anedotas, Causos, Lendas e
Mitos), além de outros de períodos anteriores.
Neste material, a parti r do trabalho feito com os descritores 1, 3, 4, 6 e 14, elementos perti nentes ao tópico I
da Matriz de Referência do SAEB, espera-se que sejam desenvolvidas habilidades linguísti cas necessárias à leitura
de textos de gêneros variados. Por meio das ati vidades realizadas com esses descritores, é possível que o/a
estudante possa tornar-se um leitor competente, sabendo localizar informações explícitas, fazendo inferências
sobre as informações que extrapolam a base textual, identi fi car a ideia central de um texto, ou seja, perceber
seu senti do global, disti nguir fato de opinião, além de apreender o senti do de uma palavra ou expressão pela
inferência contextual.
Nas ati vidades referentes aos descritores 5 e 12, alusivos ao tópico II da Matriz de Referência do SAEB, cujo
foco é desenvolver nos/as estudantes a competência básica de identi fi car informações que se encontram no
texto e inferir outras que, extrapolando o texto, exigindo, além de habilidades básicas de leitura, aproximação
com o tema e conhecimento do mundo letrado. A competência, neste campo do conhecimento, permite que
sejam estabelecidas as relações entre informações de fontes diversas, ao mesmo tempo em que se reconheça
a fi nalidade de um texto. Quanto à fi nalidade de textos diferentes, é preciso que os estudantes saibam que há
relação entre o gênero do texto e sua função comunicati va, de modo que eles sejam competentes na identi fi cação
da fi nalidade de textos de gêneros variados.
As ati vidades relacionadas aos descritores 20 e 21 desenvolvem a habilidade de percepção das característi cas
comuns a dois textos como, por exemplo, a estrutura, a linguagem, a formatação, entre outras.
O trabalho com os descritores 2, 7, 8, 10, 11 e 15 indica a competência de reconhecer a função de elementos
linguísti cos que sinalizam a mesma referência para dois ou mais termos (repeti ções, substi tuições, elipses,
formas pronominais). Os estudantes que desenvolveram essa competência identi fi cam, também, elementos
consti tuti vos da narrati va (personagem, enredo, foco narrati vo, cenário e duração). Além disso, quando processam
o texto com coerência e coesão, os leitores são capazes de estabelecer relação de causa e consequência entre
partes e elementos do texto, bem como outras relações lógico-discursivas. Os objetos aos quais o texto faz
referência (pessoas, coisas, lugares, fatos etc.) são introduzidos e depois retomados, para se relacionarem com
outros à medida que o texto vai progredindo. Então, recursos linguísti cos variados são uti lizados a fi m de que
uma mesma palavra, expressão ou frase não sejam repeti das várias vezes. Os recursos linguísti cos uti lizados com
essa fi nalidade são chamados recursos coesivos referenciais. Pode-se lançar mão de recursos lexicais, quando
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
65
um termo é substi tuído por seu sinônimo ou por um hiperônimo, hipônimo, nominalizações, além de diferentes
recursos gramati cais, tais como pronomes, desinências verbais ou advérbios.
Para a abordagem das habilidades exploradas no tópico V da Matriz de Referência do SAEB, que avalia as relações
entre recursos expressivos e efeitos de senti do, o trabalho se desenvolve a parti r de ati vidades relacionadas aos
descritores 16, 17, 18 e 19. É sabido que o uso de recursos expressivos em muito auxilia o leitor na construção de
signifi cados que não estão na superfí cie do texto. Nesse senti do, o conhecimento de diferentes gêneros textuais
possibilita ao leitor antecipar a compreensão desses signifi cados. Além dos textos publicitários, que se uti lizam
largamente dos recursos expressivos, os poemas também se valem deles. Parti cularmente, a exploração do
texto poéti co exige atenção redobrada e sensibilidade do leitor para perceber os efeitos de senti do subjacentes
ao texto literário. No caso dos sinais de pontuação (assim como outros mecanismos de notação, como o itálico, o
negrito, caixa alta, tamanho da fonte etc.), pretende-se verifi car se o/a estudante compreende seu uso para além
de sua função meramente gramati cal, reconhecendo sua uti lidade para fi ns esti lísti cos.
Por fi m, explora-se, também, em algumas ati vidades deste material, o trabalho com o descritor 13, para avaliar
a capacidade de o/a estudante em reconhecer quem fala no texto e a quem o texto se desti na, disti nguindo as
marcas linguísti cas nele expressas, a parti r da análise de elementos indicati vos do locutor e do interlocutor,
autenti cando as informações que demonstrem a linguagem em uso, ou seja, com todas as variáveis possíveis
da fala. Por isso professor(a), é importante evidenciar que um mesmo fato requer tratamento linguísti co
diferenciado, em situações e contextos também diferentes, descaracterizando-se, inclusive, a noção de “certo”
e “errado”, privilegiando-se a noção de adequabilidade aos interlocutores e à situação de comunicação. O
trabalho com as variações linguísti cas permite a conscienti zação contra o preconceito linguísti co em relação a
usos linguísti cos diferenciados.
Esperamos que as ati vidades propostas nas unidades do presente material possam auxiliá-lo/a em seu
trabalho, complementando seu planejamento e possibilitando o (re)direcionamento de sua práti ca no intuito de
promover a efeti vação das habilidades cogniti vas dos/as estudantes.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
66
CONTEÚDO(S)
î Gênero Textual: Contos literários.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Prática de leitura.
î Prática de análise da língua.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î Ler Memórias literárias, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação dos
textos:
─ Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
─ Verificação de hipóteses (seleção e checagem).
î Ler comparativa e associativamente o gênero em estudo, observando forma, conteúdo, estilo e
função social.
î Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores (preposições, conjunções, pronomes e
advérbios) nos gêneros em estudo.
î Refletirsobre o uso da pontuação nos gêneros em estudos.
DESCRITOR(ES)
î D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
î D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
î D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
î D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que
contribuem para a continuidade de um texto.
î D10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
î D10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
î D10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
î D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
î D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
î D13 – Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE 1
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
67
UNIDADE 1
ATIVIDADES
Leia o texto e, a seguir, responda as atividades de 1 a 10.
Não chore, papai
Sérgio Faraco
Embora você proibisse, tínhamos combinado:
depois da sesta iríamos ao rio e a bicicleta já estava
no corredor que ia dar na rua. Era uma Birmingham
que Tia Gioconda comprara em São Paulo e
enlouquecia os piás da vizinhança, que a pediam
para andar na praça e depois, agradecidos, me
presenteavam com estampas do Sabonete Eucalol.
Na hora da sesta nossa rua era como as ruas de
uma cidade morta. Os raros automóveis pareciam
sestear também, à sombra dos cinamomos, e
nenhum vivente se expunha ao fogo das calçadas.
Às vezes passava chiando uma carroça e então
alguém, querendo, podia pensar: como é triste a
vida de cavalo.
Em casa a sesta era completa, o cachorro
sesteava, o gato, sesteavam as galinhas nos cantos
sombrios do galinheiro. Mariozinho e eu, você
mandava, sesteávamos também, mas naquela
tarde a obediência era fingida. Longe, longíssimo
era o rio, para alcançá-lo era preciso atravessar a
cidade, o subúrbio e um descampado de perigosa
solidão. Mas o que e a quem temeríamos, se
tínhamos a Birmingham? Era a melhor bicicleta do
mundo, macia de pedalar coxilha acima e como
dava gosto de ouvir, nos lançantes, o delicado
sussurro da catraca!
Tínhamos a Birmingham, mas era a primeira vez
que, no rio, não tínhamos você, por isso redobrei
os cuidados com o mano. Fiz com que sentasse na
areia para juntar seixos e conchinhas e enquanto
isso, eu, que era maior e tinha pernas compridas,
entrava n’água até o peito e me segurava no pilar
da ponte ferroviária.
Estava nu e ali mesmo me deixei ficar a fruir cada
minuto, cada segundo daquela mansa liberdade,
vendo o rio como jamais o vira, tão amável e bonito
como teriam sido, quem sabe, os rios do Paraíso. E
era muito bom saber que ele ia dar num grande rio
e este num maior ainda, e que as mesmas águas,
dando no mar, iam banhar terras distantes, tão
distantes que nem a Tia Gioconda conhecia.
Eu viajava nessas águas e cada porto era uma
estampa do cheiroso sabonete.
Senhores passageiros, este é o Taj Mahal,
na índia, e vejam a Catedral de Notre Dame na
capital da França, a Esfinge do Egito, o Partenon
da Grécia e esta, senhores passageiros, é a Grande
Muralha da China – isso sem falar nas antigas
maravilhas, entre elas a que eu mais admirava, os
Jardins Suspensos que Nabucodonosor mandara
fazer para sua amada, a filha de Ciáxares, que
desafeita ao pó da Babilônia vivia nostálgica das
verduras da Média.
E me prometia viajar de verdade, um dia, quando
crescesse, e levar meu irmãozinho para que não se
tornasse, ai que pena, mais um cavalo nas ruas da
cidade morta, e então vi no alto do barranco você
e seu Austin. Comecei a voltar e perdi o pé e nadei
tão furiosamente que, adiante, já braceava no raso
e não sabia. Levantei-me, exausto, você estava à
minha frente, rubro e com as mãos crispadas.
Mariozinho foi com você no Austin, eu
pedalando atrás e adivinhando o outro lado da
ventura: aquele rio que parecia vir do Paraíso ia
desembocar no Inferno.
Você estacionou o carro e mandou o mano
entrar. Pôs-se a amaldiçoar Tia Gioconda e,
agarrando a bicicleta, ergueu-a sobre a cabeça e
a jogou no chão. Minha Birmingham, gritei. Corri
para levantá-la, mas você se interpôs, desapertou
o cinto e apontou para a garagem, medonho lugar
dos meus corretivos.
Sentado no chão, entre cabeceiras de velhas
camas e caixotes de ferragem caseira, esperei
que você viesse. Esperei sem medo, nenhum
castigo seria mais doloroso do que aquele que
você já dera. Mas você não veio. Quem veio foi
mamãe, com um copo de leite e um pires de
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
68
bolachinha-maria. Pediu que comesse e fosse lhe
pedir perdão. E passava a mão na minha cabeça,
compassiva e triste.
Entrei no quarto. Você estava sentado na cama,
com o rosto entre as mãos. “Papai”, e você me olhou
como se não me conhecesse ou eu não esti vesse
ali. “Perdão”, pedi. Você fez que sim com a cabeça
e no mesmo instante dei meia-volta, fui recolher
minha pobre bicicleta, dizendo a mim mesmo,
jurando até, que você podia perdoar quantas vezes
quisesse, mas que eu jamais o perdoaria.
Mas não chore, papai.
Quem, em menino, desafeito ao pó de sua
cidade, sonhou com os Jardins da Babilônia e
outras estampas do Sabonete Eucalol não acha
em seu coração lugar para o rancor. Eu jurei em
falso. Eu perdoei você.
Disponível em: <htt p://www.clicrbs.com.br/> .Acesso em: 29 set. 2017.
Como o narrador-personagem fi cou esperando o pai?
Quais são as característi cas do conto? Responda, considerando os seguintes critérios: fi nalidade do
gênero, perfi l dos interlocutores, suporte ou veículo, tema, estrutura, linguagem.
Quais pronomes foram uti lizados para evitar a repeti ção das palavras: papai, rio, anti gas maravilhas,
bicicleta, casti go? Reti re do texto trechos que comprovem sua resposta.
Dê o senti do das palavras e expressões destacadas nos trechos a seguir:
a) “Eu viajava nessas águas e cada porto era uma estampa do cheiroso sabonete.”
A palavra “viajava” tem o senti do de “imaginava”, “fantasiava”, “transportava para outra realidade”.
b) “E me prometi a viajar de verdade, um dia, quando crescesse, e levar meu irmãozinho para que não
se tornasse, ai que pena, mais um cavalo nas ruas da cidade morta, (...)”.
A expressão “cidade morta” tem o senti do de “cidade sem atrati vos”, “pacata”.
c) “Mariozinho foi com você no Austi n, eu pedalando atrás e adivinhando o outro lado da ventura:
aquele rio que parecia vir do Paraíso ia desembocar no Inferno.”
O “Paraíso” seria o rio e tudo que ele signifi cava: a aventura, a liberdade, o prazer de nadar, as fantasias
de viagens que ele despertava no menino.
O “Inferno” seria o que aconteceria depois: a bronca, a raiva do pai, o casti go e as consequências da
desobediência.
1.
3.
4.
2.
O narrador-personagem fi cou esperando o pai sentado no chão, entre cabeceiras de velhas camas e
caixotes de ferragem caseira.
O conto é um texto narrati vo fi ccional que tem por fi nalidade emocionar e/ou diverti r. O locutor é o
autor; o desti natário é o público em geral. Pode ser publicado em livros, jornais, revistas e sites da
Internet. Os temas são variados. Estruturalmente, é um texto curto, que apresenta poucas personagens,
poucas ações e tempo e espaço reduzidos. O enredo apresenta um confl ito que pode culminar num
clímax. Emprega, geralmente, a variedade padrão e verbos no passado.
Os pronomes empregados para evitar a repeti ção foram: “você” (papai), “o” e “ele” (rio), “elas” (anti gas
maravilhas), “a’, “la”, “minha Birmingham” (bicicleta), “aquele” (casti go).
“Tínhamos a Birmingham, mas era a primeira vez que, no rio, não tí nhamos você, por isso redobrei os
cuidados com o mano.”
“Estava nu e ali mesmo me deixei fi car a fruir cada minuto, cada segundo daquela mansa liberdade,
vendoo rio como jamais o vira, tão amável e bonito como teriam sido, quem sabe, os rios do Paraíso.
E era muito bom saber que ele ia dar num grande rio e este num maior ainda, e que as mesmas águas,
dando no mar, iam banhar terras distantes, tão distantes que nem a Tia Gioconda conhecia.”
“Você estacionou o carro e mandou o mano entrar. Pôs-se a amaldiçoar Tia Gioconda e, agarrando a
bicicleta, ergueu-a sobre a cabeça e a jogou no chão. Minha Birmingham, gritei. Corri para levantá-la,
mas você se interpôs, desapertou o cinto e apontou para a garagem, medonho lugar dos meus correti vos.”
“Sentado no chão, entre cabeceiras de velhas camas e caixotes de ferragem caseira, esperei que você
viesse. Esperei sem medo, nenhum casti go seria mais doloroso do que aquele que você já dera.”
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
69
Nos gêneros narrati vos, a sequência de fatos que mantêm entre si uma relação de causa e efeito
consti tui o enredo. No gênero conto, o enredo se organiza em torno de um único confl ito, ou seja, de
uma única oposição entre forças.
a) O confl ito cria uma situação de tensão que domina toda a narrati va e prende a atenção do leitor até o
desfecho. No conto que você leu, há um confl ito que se desenvolve desde o início. Qual é esse confl ito?
O confl ito é entre a proibição do pai de ninguém poder sair de casa na hora da sesta. O pai descobre a
fuga e vai buscar os fi lhos, no rio onde brincavam.
b) A parti r de determinado momento, a tensão da narrati va cresce, numa sucessão de eventos. No
conto, o confl ito torna-se cada vez mais tenso, até ati ngir o seu auge. É o que chamamos de clímax,
ou seja, o momento que eleva ao máximo o interesse e a expectati va do leitor pelo que acontecerá a
seguir, anunciando o desfecho do confl ito. Que fato determina esse momento de maior tensão?
O aparecimento do pai.
c) Qual o clímax do conto?
Em casa, o pai levanta e ati ra a bicicleta ao chão. O menino, revoltado, é posto de casti go. A mãe o
aconselha a pedir perdão ao pai, o que ele faz, contrariado.
d) Qual a expectati va do menino com relação à ati tude do pai?
O menino acredita que o pai vai brigar com ele.
e) Quais eventos acrescentam tensão ao conto?
Os meninos serem obrigados a sair do rio e a voltar para casa; o pai amaldiçoar a ti a Gioconda por ter
dado a bicicleta ao menino.
f) Que ato violento fecha a cena do rio?
O ato prati cado pelo pai, de levantar a bicicleta e ati rá-la ao chão.
g) Após o clímax, a situação se transforma. Enquanto espera pelo casti go do pai na garagem, o que
muda no senti mento do menino? Por quê?
O menino não sente mais medo, porque nenhum casti go seria mais doloroso do que ter a bicicleta
jogada ao chão pelo pai.
h) Por que a frase “Mas não chore, papai”, dita pelo narrador, causa uma quebra de expectati va na leitura?
Porque a frase surpreende o leitor, pois quem ti nha moti vos para chorar, por tudo o que foi narrado,
era o menino.
O conto lido faz referência ao tempo e ao espaço em que ocorrem os fatos narrados.
a) Em que lugar(es) ocorre(m) os fatos?
Os fatos ocorrem na casa e no rio.
b) Qual é o tempo de duração dos fatos?
O tempo de duração dos fatos é uma tarde.
c) Embora jurasse que não iria jamais perdoar o pai, o narrador surpreende o leitor, no fi nal do conto:
“Eu jurei em falso. Eu perdoei você”. Essas frases indicam que o narrador-personagem está contando
os fatos em um tempo diferente do acontecido. Em que momento da vida do protagonista ocorreram
os fatos narrados?
Os fatos narrados ocorreram na época da infância do protagonista.
d) Em que momento de sua vida o protagonista nos conta sua história? Transcreva elementos do conto
que justi fi quem sua resposta.
Quando narra essa história o protagonista já é adulto.
A frase “Quem, em menino, (...) sonhou com os Jardins da Babilônia e outras estampas do Sabonete
Eucalol não acha em seu coração lugar para o rancor. Eu jurei em falso. Eu perdoei você.”
Ao escrever o conto, o autor narra os acontecimentos a parti r de uma determinada perspecti va, de
um ponto de vista. Esse ponto de vista escolhido pelo autor é o que chamamos de foco narrati vo.
Assim, autor é quem cria e escreve as narrati vas. O narrador é a voz adotada pelo autor para contar os
acontecimentos na fi cção.
a) Quem escreveu o conto “Não chore, papai”?
O autor é Sérgio Faraco.
b) Quem é o narrador da história?
O narrador é um menino que sai de casa escondido do pai, com o irmão, para ir nadar no rio.
c) Que ti po de narrador o menino é?
O menino é um narrador-personagem.
5.
6.
7.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
70
d) O conto costuma ser narrado em 1ª ou 3ª pessoa. Em que pessoa é narrado o conto em estudo?
O conto “Não chore, papai” é narrado em 1ª pessoa, assim, a narrati va é contada pela voz de um
narrador que parti cipa da história.
Releia o parágrafo.
“Tínhamos a Birmingham, mas era a primeira vez que, no rio, não tí nhamos você, por isso redobrei
os cuidados com o mano. Fiz com que sentasse na areia para juntar seixos e conchinhas e enquanto
isso, eu, que era maior e ti nha pernas compridas, entrava n’água até o peito e me segurava no pilar
da ponte ferroviária.”
As expressões destacadas são elementos de coesão que organizam o parágrafo estabelecendo relações
entre suas partes. Identi fi que quais desses elementos:
a) apresenta uma oposição.
mas
b) inicia uma conclusão.
por isso
c) adiciona ideia.
e
Reescreva o seguinte enunciado, substi tuindo os termos destacados por outros que mantenham o
mesmo senti do: “Tínhamos a Birmingham, mas era a primeira vez que, no rio, não tí nhamos você, por
isso redobrei os cuidados com o mano.”
Sugestão de resposta
O conto lido foi escrito por Sérgio Faraco. Os contos dele falam de três temas: a vida no interior do Rio
Grande do Sul; a vida solitária e difí cil nas grandes cidades; e as experiências marcantes da sua infância
e adolescência.
a) Um dos aspectos mais conhecidos da variação linguísti ca é a diferenciação que caracteriza as
chamadas variedades regionais. Além do termo sestear, que outras palavras podem ser reconhecidas
como tí picas da Região Sul do país?
As palavras piás, coxilhas, lançantes.
b) Pesquise o signifi cado de “piá” e “lançante”, anote-os e responda: Qual dos signifi cados encontrados
são tí picos de sua região?
Piá sm. Bras. S.1. Índio jovem. 2. Menino. 3. Palavra muito usada em algumas regiões de Santa Catarina
e Rio Grande do Sul para se referir a menino.
Lançante sf. Bras. S. 1. Ladeira. 2. Descida.
“Tínhamos a Birmingham, porém era a primeira vez que, no rio, não tí nhamos você, entretanto redobrei
os cuidados com o mano.
8.
9.
10.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
71
CONTEÚDO(S)
î Gênero Textual: Contos literários.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Práti ca de leitura.
î Práti ca de análise da língua.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î Ler Memórias literárias, uti lizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação
dos textos:
─ Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
─ Ler comparati va e associati vamente o gênero em estudo, observando forma, conteúdo, esti lo e
função social.
î Refl eti r sobre o emprego dos elementos arti culadores (preposições, conjunções, pronomes e
advérbios) nos gêneros em estudo.
î Refl eti r sobre o uso da pontuação nos gêneros em estudos.
DESCRITOR(ES)
î D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
î D10 – Identi fi car o confl ito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrati va.
î D11 – Estabelecer a relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
î D17 – Reconhecer o efeito de senti do decorrente do uso de pontuação e de outras notações.
î D13 – Identi fi car as marcas linguísti cas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
î D19 – Reconhecer o efeito de senti do decorrente da exploração de recursos ortográfi cos e/ou
morfossintáti cos.
î D19 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográfi cos e/ou
morfossintáti cos.
î D19 – Reconhecer o efeito de senti do decorrente do uso da exploração...
î D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
î D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identi fi cando repeti ções ou substi tuições
que contribuem para a conti nuidade de um texto.
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE 2
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
72
UNIDADE 2
ATIVIDADES
Leia o texto e, a seguir, responda as atividades de 1 a 10.
Virou a capanga de cabeça para baixo, e
os peixes espalharam-se pela pia. Ele ficou
olhando, e foi então que notou que a traíra
ainda estava viva. Era o maior peixe de todos
ali, mas não chegava a ser grande: pouco mais
de um palmo. Ela estava mexendo, suas guelras
mexiam-se devagar, quando todos os outros
peixes já estavam mortos. Como que ela podia
durar tanto tempo assim fora d’água?...
Teve então uma ideia: abrir a torneira, para
ver o que acontecia. Tirou para fora os outros
peixes: lambaris, chorões, piaus; dentro do
tanque deixou só a traíra. E então abriu a
torneira: a água espalhou-se e, quando cobriu
a traíra, ela deu uma rabanada e disparou, ele
levou um susto – ela estava muito mais viva do
que ele pensara, muito mais viva. Ele riu, ficou
alegre e divertido, olhando a traíra, que agora
tinha parado num canto, o rabo oscilando de
leve, a água continuando a jorrar da torneira.
Quando o tanque se encheu, ele fechou-a.
– E agora? – disse para o peixe. – Quê que eu
faço com você?...
Enfiou o dedo na água: a traíra deu uma
corrida, assustada, e ele tirou o dedo depressa.
– Você tá com fome?... E as minhocas que
você me roubou no rio? Eu sei que era você;
devagarzinho, sem a gente sentir... Agora está
aí, né?... Tá vendo o resultado?...
O peixe, quieto num canto, parecia escutar.
Podia dar alguma coisa para ele comer. Talvez pão.
Foi olhar na lata: havia acabado. Que mais? Se a
mãe estivesse em casa, ela teria dado uma ideia
– a mãe era boa para dar ideias. Mas ele estava
sozinho. Não conseguia lembrar de outra coisa. O
jeito era ir comprar um pão na padaria. Mas sujo
assim de barro, a roupa molhada, imunda.
– Dane-se – disse, e foi.
Era domingo à noite, o quarteirão
movimentado, rapazes no footing , bares cheios.
Enquanto ele andava, foi pensando no que
acontecera. No começo fora só curiosidade;
mas depois foi bacana, ficou alegre quando viu
a traíra bem viva de novo, correndo pela água,
esperta. Mas o que faria com ela agora? Matá-
la, não ia; não, não faria isso. Se ela já estivesse
morta, seria diferente; mas ela estava viva, e ele
não queria matá-la. Mas o que faria com ela?
Poderia criá-la; por que não? Havia o tanquinho
do quintal, tanquinho que a mãe uma vez
mandara fazer para criar patos. Estava entupido
de terra, mas ele poderia desentupi-lo, arranjar
tudo; ficaria cem por cento. É, é isso o que faria.
Deixaria a traíra numa lata d’água até o dia
seguinte e, de manhã, logo que se levantasse,
iria mexer com isso.
Enquanto era atendido na padaria, ficou
olhando para o movimento, os ruídos, o vozerio
do bar em frente. E então pensou na traíra, sua
trairinha, deslizando silenciosamente no tanque
da pia, na casa escura. Era até meio besta como
ele estava alegre com aquilo. E logo um peixe
feio como traíra, isso é que era o mais engraçado.
Toda manhã – ia pensando, de volta para casa
– ele desceria ao quintal, levando pedacinhos de
pão para ela. Além disso, arrancaria minhocas, e de
vez em quando pegaria alguns insetos. Uma coisa
que podia fazer também era pescar depois outra
traíra e trazer para fazer companhia a ela; um peixe
sozinho num tanque era algo muito solitário.
A empregada já havia chegado e estava no
portão, olhando o movimento.
– Que peixada bonita você pegou...
– Você viu?
– Uma beleza...Tem até uma trairinha.
– Ela foi difícil de pegar, quase que ela
escapole; ela não estava bem fisgada.
– Traíra é duro de morrer, hem?
– Duro de morrer?...
Ele parou.
– Uai, essa que você pegou estava vivinha
na hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o
Um Peixe
Luiz Vilela
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
73
tanque cheio d’água... Quando eu cheguei, ela estava
toda folgada, nadando. Você não está acreditando?
Juro. Ela estava toda folgada, nadando.
– E aí?
– Aí? Uai, aí eu escorri a água para ela morrer;
mas você pensa que ela morreu? Morreu nada!
Traíra é duro de morrer, nunca vi um peixe
assim. Eu soquei a ponta da faca naquelas coisas
que faz o peixe nadar, sabe? Pois acredita que
ela ainda ficou mexendo? Aí eu peguei o cabo da
faca e esmaguei a cabeça dela, e foi aí que ela
morreu. Mas custou, ô peixinho duro de morrer!
Quê que você está me olhando?
– Por nada.
– Você não está acreditando? Juro; pode ir
lá na cozinha ver: ela está lá do jeitinho que eu
deixei.
Ele foi caminhando para dentro.
– Vou ficar aqui mais um pouco – disse a
empregada. – depois vou arrumar os peixes, viu?
– Sei.
Acendeu a luz da sala. Deixou o pão em cima
da mesa e sentou-se. Só então notou como
estava cansado.
Disponível em: <http://entantolutamos.blogspot.com.br/2014/03/um-peixe-
luiz-vilela.html>. Acesso em: 03 out. 2017.
Releia o trecho a seguir: “E então pensou na traíra, sua trairinha, deslizando silenciosamente no tanque
da pia, na casa escura. Era até meio besta como ele estava alegre com aquilo. E logo um peixe feio
como traíra, isso é que era o mais engraçado.” O que o pensamento citado no trecho revela sobre os
sentimentos da personagem?
Identifique, no enredo do conto, o conflito, o clímax e o desfecho.
Reescreva cada uma das passagens abaixo, unindo os períodos por meio das conjunções que
estabelecem uma relação de causa/ consequência. Utilize as conjunções porque, que, pois, visto que.
Faça as adaptações necessárias.
a) “Ela foi difícil de pegar, quase que ela escapole. Ela não estava bem fisgada.”
Ela foi difícil de pegar, quase que ela escapole porque (pois, visto que) não estava bem fisgada.
b) “Ela deu uma rabanada e disparou, ele levou um susto. Ela estava muito mais viva do que ele pensara,
muito mais viva.”
Ela deu uma rabanada e disparou, ele levou um susto porque (pois, visto que) estava muito mais viva
do ele pensara, muito mais viva.
c) “Uma coisa que podia fazer também era pescar depois outra traíra e trazer para fazer companhia a
ela. Um peixe sozinho num tanque era algo muito solitário.”
Uma coisa que podia fazer também era pescar depois outra traíra e trazer para fazer companhia a ela
porque (visto que, que, pois) um peixe sozinho num tanque era algo muito solitário.
O pensamento revela que a personagem já estava se afeiçoando à traíra, um peixe que nem bonito era.
Conflito: A personagem principal não sabia o que fazer ao ver que o peixe que pescara estava vivo.
Clímax: A empregada fala sobre a dificuldade de matar o peixe e a personagem principal entende que
seu sonho desmoronou.
Desfecho: A personagem principal volta à realidade, sentindo-se extremamente cansada.
1.
2.
3.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
74
Sobre a linguagem uti lizada no conto responda:
a) Podemos dizer que se trata de uma linguagem anti ga ou moderna? Explique.
A linguagem é moderna, pois algumas palavras são grafadas de acordo com a língua falada.
b) Copie exemplos de palavras escritas na língua falada e reescreva-as segundo a língua escrita.
– Você tá com fome?... / – Você está com fome?
Agora está aí, né?... / Agora está aí, não é?...
Quê que você está me olhando? / O que você está olhando?
Observe as palavras destacadas nos fragmentos a seguir:
“E então pensou na traíra, sua trairinha, deslizando silenciosamente no tanque da pia, na casa escura.”
“Havia o tanquinho do quintal, tanquinho que a mãe uma vez mandara fazer para criar patos.”
“Toda manhã – ia pensando, de volta para casa – ele desceria ao quintal, levando pedacinhos depão
para ela.”
“Mas custou, ô peixinho duro de morrer! (...)”
a) Qual é a classe gramati cal das palavras destacadas?
As palavras destacadas são substanti vos.
b) Em que grau elas se encontram?
Elas estão no grau diminuti vo sintéti co.
Explique o uso dos diminuti vos “vivinha” e “trairinha” nos trechos a seguir:
a) “– Uai, essa que você pegou estava vivinha na hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o tanque
cheio d’água...”
O diminuti vo “vivinha” intensifi ca a ideia de vivacidade e vitalidade: vivinha quer dizer “muito viva, bem
viva, saudável.
b) “E então pensou na traíra, sua trairinha, deslizando silenciosamente no tanque da pia, na casa escura.”
O diminuti vo “trairinha” enfati za a ideia de afeição, ou seja, o diminuti vo mostra que a personagem já
estava se afeiçoando à traíra.
As formas sintéti cas do diminuti vo e do aumentati vo têm, geralmente, um senti do conotati vo,
caracterizando a função expressiva da linguagem. É comum o uso dos diminuti vos e dos aumentati vos
com conotação afeti va ou depreciati va/pejorati va. Os diminuti vos destacados na ati vidade 6 foram
uti lizados com qual conotação: afeti va ou depreciati va/pejorati va?
Os diminuti vos da ati vidade 6 foram uti lizados com a conotação afeti va, carinhosa.
5.
6.
8.
7.
Observe a pontuação nos trechos a seguir:
“– E agora? – disse para o peixe. – Quê que eu faço com você?...”
[...]
“– Você tá com fome?... E as minhocas que você me roubou no rio? Eu sei que era você; devagarzinho,
sem a gente senti r... Agora está aí, né?... Tá vendo o resultado?...”
a) Por que, na frase dita pelo personagem “ – E agora?”, foi empregado ponto de interrogação?
Porque se trata de frase interrogati va direta.
b) Nas frases “– Quê que eu faço com você?...”, “– Você tá com fome?...”, “Agora está aí, né?...”, “Tá
vendo o resultado?...”, o que o ponto de interrogação seguido de reti cências indica?
O ponto de interrogação seguido de reti cências indica que a pergunta envolve dúvida.
c) O que indicam as reti cências na frase “Eu sei que era você; devagarzinho, sem a gente senti r...”?
As reti cências indicam certa infl exão de natureza emocional de afeição.
4.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
75
Indique que ideia que a palavra destacada em cada enunciado expressa.
a) “Era o maior peixe de todos ali, (...).”
ali: lugar
b) “Deixaria a traíra numa lata d’água até o dia seguinte e, de manhã, (...).”
de manhã: tempo
9.
Que pronomes servem, no texto, para evitar a repeti ção da palavra “traíra”? Transcreva alguns trechos
que comprovem sua resposta.
Os pronomes “ela” (pessoal do caso reto), “la” (pessoal do caso oblíquo) e “essa” (pronome demonstrati vo).
Sugestão de resposta
“(...) Mas o que faria com ela agora? Matá-la, não ia; não, não faria isso. Se ela já esti vesse morta, seria diferente;
mas ela estava viva, e ele não queria matá-la. Mas o que faria com ela? Poderia criá-la; por que não? (...)”
“– Uai, essa que você pegou estava vivinha na hora que eu cheguei, (...)”.
10.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
76
CONTEÚDO(S)
î Gênero textual: Carta do leitor.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Prática de leitura.
î Prática de análise da língua.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î Ler carta do leitor, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos:
─ Formular hipóteses (antecipação e inferência).
─ Verificar hipóteses (seleção e checagem).
î Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores (preposições, conjunções, pronomes e
advérbios) nos gêneros em estudo.
î Refletir sobre a variação linguística nos gêneros em estudo
DESCRITOR(ES)
î D20 ─ Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos
e daquelas em que serão recebidos.
î D21 ─ Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou
ao mesmo tema.
î D14(B) ─ Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
î D14(O) ─ Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
î D14(G) ─ Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
î D8 ─ Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
î D12 ─ Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
î D15 ─ Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
î D2 ─ Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
î D13 ─ Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE 3
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
77
UNIDADE 3
ATIVIDADES
Leia o texto e, a seguir, responda as atividades de 1 a 10.
Educação
Texto I
Sou fonoaudióloga e achei ótima a reportagem “Distraído pelo barulho (número 5, ano 14)”. É de grande
importância alertar a população, principalmente, pais e professores, sobre desordens do processamento
auditivo central. Muitas vezes, a criança é considerada desatenta e sem interesse, mas ninguém sabe que
ela sofre desse distúrbio.
Patrícia C., SP.
Texto II
Acho muito importante que a SUPER traga reportagens como “Distraído pelo barulho (número 5, ano
14)”. Muitos educadores utilizam a revista em sala de aula e, infelizmente, alguns não têm ideia de que
uma simples deficiência auditiva pode ser a causa da constante distração e dificuldade na aprendizagem
do aluno. Ignorando o fato, fica muito mais difícil ajudar a criança.
Jaqueline B.
Caxias do Sul, RS
Disponível em: <http://super.abril.com.br/cultura/leitores-via-e-mail/ogi>. Acesso em: 20 set. 2017.
Qual é o assunto comum tratado nos dois textos?
As autoras dos textos (leitoras da revista Superinteressante) emitem sua opinião sobre o quê? Elas
apresentam opiniões semelhantes? Justifique sua resposta
Identifique, no trecho seguinte, se há fato ou opinião:
a) “Muitos educadores utilizam a revista em sala de aula(...)”
No texto I, predomina fato ou opinião?
O assunto comum tratado nos dois textos é a reportagem “Distraído pelo barulho (número 5, ano 14)”.
Elas emitem opiniões semelhantes sobre a reportagem “Distraído pelo barulho”, publicada na revista, edição
número 5, ano 14, pois ambas apresentam comentários elogiosos à referida reportagem.
Nesse trecho há apenas fato.
Professor(a), essa atividade corresponde ao nível Básico da gradação, pois o estudante precisa identificar se
no trecho predomina fato ou opinião. Nesse caso, há apenas fato.
O que predomina nesse texto é opinião.
Professor(a), comente com os/as estudantes que uma das características da carta do leitor é a exposição da
opinião do leitor sobre assuntos diversos.
Essa atividade corresponde ao nível Operacional da gradação, pois o/a estudante precisa analisar o texto
como um todo para reconhecer o que predomina nele: fato ou opinião.
1.
2.
3.
4.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
78
Releia o seguinte trecho do texto I, no qual há a opinião da autora (leitora da Superinteressante): “Sou
fonoaudióloga e achei óti ma a reportagem “Distraído pelo barulho (número 5, ano 14)’ ”. Reescreva-o,
suprimindo a opinião da leitora, uti lizando um verbo para estabelecer coesão e coerência no referido trecho.
Apresente um argumento que sustente a opinião da leitora/autora do texto I sobre ter considerado óti ma a
reportagem da revista Superinteressante.
Qual a fi nalidade dos dois textos?
No trecho “É de grande importância alertar a população, principalmente pais e professores, sobre desordens
do processamento auditi vo central” (Texto I), qual é a relação estabelecida pela conjunção “e”?
No trecho “(...) mas ninguém sabe que ela sofre desse distúrbio” (Texto I), a palavra “distúrbio” substi tui
quais termos escritos anteriormente?
Leia o seguinte trecho: “Muitas vezes, a criança é consideradadesatenta e sem interesse, mas ninguém sabe
que ela sofre desse distúrbio” (Texto I). Qual é o ti po de linguagem empregada nesse trecho?
“Sou fonoaudióloga e li a reportagem “Distraído pelo barulho (número 5, ano 14)’ ”.
Professor(a), essa ati vidade corresponde ao nível Global da gradação. É importante que o/a estudante perceba
que, ao reti rar as palavras (verbo – achar/ adjeti vo-óti ma), que marcam a opinião da autora do texto, o trecho
fi ca com problemas de coesão e coerência. Por isso, é necessário uti lizar um verbo para que se estabeleça
relação de coerência e coesão. Além disso, ao fazer essa reti rada, reconhecemos, no trecho, apenas um fato,
suprindo-se a opinião.
“É de grande importância alertar a população, principalmente pais e professores, sobre desordens do
processamento auditi vo central.”
Os textos têm por fi nalidade apresentar a opinião das leitoras sobre uma reportagem publicada na revista
“Superinteressante”.
A conjunção “e” estabelece uma relação de soma/adição entre as palavras.
A palavra “distúrbio’ substi tui os termos “desordens do processamento auditi vo central”.
Nesse trecho é empregada a linguagem formal.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
79
CONTEÚDO(S)
î Gênero textual: Carta do leitor.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Práti ca de leitura.
î Práti ca de análise da língua.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î Ler carta do leitor, uti lizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos:
─ Formular hipóteses (antecipação e inferência).
─ Verifi car hipóteses (seleção e checagem).
î Refl eti r sobre o emprego dos elementos arti culadores (preposições, conjunções, pronomes e
advérbios) nos gêneros em estudo.
DESCRITOR(ES)
î D20 ─ Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daquelas
em que serão recebidos.
î D21 ─ Reconhecer posições disti ntas entre duas ou mais opiniões relati vas ao mesmo fato ou
ao mesmo tema.
î D8 ─ Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
î D15(O) ─ Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
î D15(G) ─ Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
î D15(B) ─ Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
î D2 ─ Estabelecer relações entre partes de um texto, identi fi cando repeti ções ou substi tuições
que contribuem para a conti nuidade de um texto.
î D1 ─ Localizar informações explícitas em um texto.
î D11 ─ Estabelecer a relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
î D12 ─ Identi fi car a fi nalidade de textos de diferentes gêneros.
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE 4
Li
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
80
UNIDADE 4
ATIVIDADES
Leia os textos e, a seguir, responda as atividades 1, 2 e 3.
Texto I
Sensacionais essas entrevistas com crianças. Uma bela homenagem e, ao mesmo tempo, uma ótima
oportunidade de dar voz a elas!
Maria Thereza (S. José dos Campos, SP)
Texto II
Excelente a ideia de entrevistar crianças para sabermos como elas veem o mundo atual. É uma forma
completamente diferente de encarar o Dia da Criança, dando voz em temas sobre os quais nunca são
consultadas, tornando-as cidadãs, dando-lhes relevo na sociedade. Parabéns à Folha.
Radoico Câmara Guimarães (São Paulo, SP)
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2017/10/1924188-leitores-comentam-a-serie-especial-crianca-do-dia.shtml/>. Acesso em: 13 out. 2017.
Qual é o assunto comum tratado nos textos?
As opiniões dos leitores do jornal Folha de S. Paulo com relação às entrevistas realizadas por crianças são
opostas? Justifique sua resposta.
Apresente um argumento presente no texto II que sustenta a opinião elogiosa do leitor sobre a ideia da
Folha de S. Paulo em entrevistar crianças.
O assunto comum tratado nos textos é a entrevista realizada pelo jornal Folha de S. Paulo com as crianças.
As opiniões dos leitores não são opostas, são semelhantes. Ambos os leitores elogiam a Folha de S. Paulo
pelas entrevistas realizadas com crianças. Trechos como os seguintes comprovam essa resposta: Texto
I – “Sensacionais essas entrevistas com crianças”; texto II – “Excelente a ideia de entrevistar crianças para
sabermos como elas veem o mundo atual.”
Um argumento que sustenta a opinião elogiosa do leitor do Texto II sobre a ideia do jornal em entrevistar
crianças é: “É uma forma completamente diferente de encarar o Dia da Criança, dando voz em temas sobre os
quais nunca são consultadas, tornando-as cidadãs, dando-lhes relevo na sociedade.”.
1.
2.
3.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
81
Leia o texto e, a seguir, responda as atividades de 4 a 10.
Estádio Serra Dourada
Oportuna a matéria publicada em O Popular que fala das reais situações do Estádio Serra Dourada.
Uma coisa ficou muito evidenciada na minha análise, o relatório do senhor Adalberto Grecco, delegado
que pertence ao Estado de Goiás, foi parcialmente desvirtuado pela CBF nacional, já que em seu relatório
ele não coloca o Estádio em situação imprópria para o uso dos jogos na série A ou B do Brasileiro. O Serra
Dourada pode ser velho, mas não é defasado e nem é o pior do Brasil, nem entre os times que disputam
a elite do nosso futebol. Ninguém conhece essa praça esportiva mais que o senhor Adalberto Grecco,
ele está presente em todos os jogos realizados nesse estádio, conhece cada parafuso lá existente, e em
momento algum ele condena o uso do nosso principal palco esportivo. Aliás, o problema do Serra nunca
foi o gramado, somos conhecidos por termos um dos melhores “tapetes” para jogar futebol, e isso já
vem desde 1975, quando foi inaugurado. Quem vai ao estádio regularmente como eu, sabe que o maior
problema é o desconforto que o torcedor sofre, desde a bilheteria, até o local onde ele verá o jogo, mas
aí já é uma questão ligada ao estatuto do torcedor.
Márcio Manoel Ferreira
Jardim Novo Mundo – Goiânia
Disponível em: <http://www.opopular.com.br/editorias/opiniao/cartas-dos-leitores-1.145041/confira-a-opini%C3%A3o-dos-nossos-
leitores-1.1297156/>. Acesso em: 23 out. 2017.
No trecho “O Serra Dourada pode ser velho, mas não é defasado e nem é o pior do Brasil, nem entre os
times que disputam a elite do nosso futebol.”, qual a relação estabelecida pela palavra “mas” com o que foi
dito anteriormente?
Reescreva o trecho da atividade 4, substituindo a conjunção “mas” por outra de sentido equivalente.
No trecho “(...) e isso já vem desde 1975, quando foi inaugurado.”, qual a ideia dada pela expressão “desde
1975, quando foi inaugurado”?
No trecho “Ninguém conhece essa praça esportiva mais que o senhor Adalberto Grecco, (...)”, a expressão
“praça esportiva” substitui qual nome escrito anteriormente?
Qual é o maior problema do Serra Dourada, segundo o leitor do jornal O Popular?
A palavra “mas” estabelece uma relação de oposição com o que foi dito anteriormente.
Professor(a), essa atividade corresponde ao nível Operacional da gradação, pois solicita ao/à estudante que
reconheça a relação estabelecida pela conjunção “mas” no trecho destacado.
O Serra Dourada pode ser velho, entretanto não é defasado e nem é o pior do Brasil, nem entre os times que
disputam a elite do nosso futebol.
Professor(a), essa atividade corresponde ao nível Global da gradação, pois o/a estudante precisa reescrever o
trecho, usando outra conjunção de sentido equivalente.
A expressão “desde 1975, quando foi inaugurado” dá ideia de tempo.
Professor(a), essa atividade corresponde ao nível Básico da gradação, pois o/a estudante precisa reconhecer a
ideia dada por determinada expressão adverbial.
A expressão “praça esportiva”substitui “Estádio Serra Dourada”.
O maior problema do Serra Dourada, segundo o leitor do jornal O Popular, é o desconforto que o torcedor
sofre, desde a bilheteria, até o local onde ele verá o jogo.
4.
5.
6.
7.
8.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
82
Releia o trecho: “(...) o relatório do senhor Adalberto Grecco, delegado que pertence ao Estado de Goiás, foi
parcialmente desvirtuado pela CBF nacional, já que em seu relatório ele não coloca o Estádio em situação
imprópria para o uso dos jogos na série A ou B do Brasileiro”.
a) Transcreva do trecho uma causa.
“(...) já que em seu relatório ele não coloca o Estádio em situação imprópria para o uso dos jogos na
série A ou B do Brasileiro.”
b) Transcreva do trecho uma consequência.
(...) “foi parcialmente desvirtuado pela CBF nacional, (...).”
Qual é a principal fi nalidade desse texto?
A principal fi nalidade desse texto é apresentar a opinião do leitor do jornal “O Popular” sobre a matéria
publicada neste veículo de comunicação, e que aborda as reais situações do Estádio Serra Dourada.
9.
10.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
83
CONTEÚDO(S)
î Gênero textual: canção.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Práti ca de leitura.
î Práti ca de análise da língua.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î Ler canção, uti lizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos:
─ Formular hipóteses (antecipação e inferência).
─ Verifi car hipóteses (seleção e checagem).
î Refl eti r sobre o emprego dos elementos arti culadores (preposições, conjunções, pronomes e
advérbios) nos gêneros em estudo.
î Refl eti r sobre a variação linguísti ca nos gêneros em estudo.
DESCRITOR(ES)
î D20 ─ Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daquelas
em que serão recebidos.
î D13 ─ Identi fi car as marcas linguísti cas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
î D18 ─ Reconhecer o efeito de senti do decorrente da escolha de uma determinada palavra ou
expressão.
î D11(O) ─ Estabelecer a relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
î D11(G) ─ Estabelecer a relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
î D11(B) ─ Estabelecer a relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
î D2 ─ Estabelecer relações entre partes de um texto, identi fi cando repeti ções ou substi tuições
que contribuem para a conti nuidade de um texto.
î D14 ─ Disti nguir um fato da opinião relati va a esse fato.
î D15 ─ Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcados por conjunções,
advérbios etc.
î D1 ─ Localizar informações explícitas em um texto.
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE 5
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
84
UNIDADE 5
84
ATIVIDADES
Leia os textos e, a seguir, responda as atividades 1, 2, 3, 4 e 5.
Texto I
Coisa Linda
Tiago Iorc
Linda do jeito que é
Da cabeça ao pé
Do jeitinho que for
É, e só de pensar
Sei que já vou estar
Morrendo de amor
De amor
Coisa linda
Vou pr’onde você está
Não precisa nem chamar
Coisa linda
Vou pr’onde você está
Linda feito manhã
Feito chá de hortelã
Feito ir para o mar
Texto II
Como é grande o meu amor por você
Roberto Carlos
Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você
Nem mesmo o céu nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Nada é maior que o meu amor
Nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça, nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você
Mas como é grande o meu amor por você
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/roberto-
carlos/48570/>. Acesso em: 04 set. 2017.
Linda assim, deitada
Com a cara amassada
Enrolando o acordar
O acordar
Coisa linda
Vou pra onde você está
Não precisa nem chamar
Coisa linda
Vou pr aonde você está
Ah, se a beleza mora no olhar
No meu você chegou e resolveu ficar
Pra fazer teu lar
Pra fazer teu lar
Coisa linda
Vou pra onde você está
Vou pra onde você está
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tiago-iorc/
coisa-linda/>. Acesso em 23 out. 2017.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
85
Qual é o assunto comum tratado nos dois textos?
Transcreva dos textos dois versos que mostram a quem o eu lírico se dirige?
Releia os versos do texto I:
“É, e só de pensar
Sei que já vou estar
Morrendo de amor”
Qual a intenção do autor ao utilizar a expressão “morrendo de amor”?
Reescreva o trecho da atividade 4, utilizando uma conjunção causal, de forma que haja coerência e coesão
entre os versos.
Releia os versos do texto II:
“Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você”
a) Transcreva uma causa.
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
b) Transcreva uma consequência.
Me desespero a procurar
Professor(a), essa atividade corresponde ao nível Operacional da gradação, uma vez que o/a estudante
precisa saber o que é causa e consequência e identificá-las nos trechos dispostos.
O assunto comum tratado nos dois textos é uma declaração de amor para a pessoa amada.
Texto I – “No meu você chegou e resolveu ficar”
Texto II – “Como é grande o meu amor por você”
A intenção do autor é mostrar de forma exagerada o sentimento de amor que ele tem pela pessoa amada.
Me desespero a procurar, porque quero encontrar alguma forma de lhe falar sobre como é grande o meu
amor por você.
Professor(a), essa atividade corresponde ao nível Global da gradação, pois o/a estudante precisa condensar os
versos em uma única frase e utilizar uma conjunção causal que estabeleça a relação de consequência e causa.
1.
2.
3.
5.
4.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
86
Leia os textos e, a seguir, responda as ati vidades 6, 7, 8, 9 e 10.
Era uma casa
Muito engraçada
Não ti nha teto
Não ti nha nada
Ninguém podia
Entrar nela, não
Porque na casa
Não ti nha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não ti nha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não ti nha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero
Disponível em:<htt p://jukitamaluka.blogspot.com.
br/2016/03/eu-e-minha-casa-plano-de-aula-para.
html>. Acesso em 04 set. 2017.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
87
Por que ninguém podia entrar na casa?
Nos versos “Ninguém podia/Entrar nela, não”, a palavra “nela” substi tui qual termo escrito anteriormente?
Reti re, da primeira estrofe, um verso que apresente uma opinião do eu lírico sobre a casa.
Nos versos “Não ti nha teto/Não ti nha nada”, qual a ideia estabelecida pela palavra “não”?
Qual é o endereço da casa descrita pelo eu lírico?
Ninguém podia entrar na casa porque ela não ti nha chão.
Professor(a), essa ati vidade corresponde ao nível Básico da gradação, pois há uma questão direta, a resposta
encontra-se na base textual. Não há uma referência explícita à relação de causa e consequência, embora essa
relação exista.
A palavra “nela” substi tui o termo “casa”.
O verso que apresenta a opinião do eu lírico sobre a casa é: “Muito engraçada”.
A palavra “não” estabelece uma ideia de negação.
O endereço da casa descrita pelo eu lírico é Rua dos bobos, número zero.
6.
7.
8.
9.
10.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
88
CONTEÚDO(S)
î Gênero Textual: Charges.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Prática de leitura.
î Prática de análise da língua.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î Ler charge, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação dos textos:
─ Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
─ Verificação de hipóteses (seleção e checagem).
î Ler comparativa e associativamente o gênero em estudo, observando forma, conteúdo, estilo e
função social.
î Refletir sobre o empregodos elementos articuladores (preposições, conjunções, pronomes e
advérbios) nos gêneros em estudo.
î Refletir sobre o uso da pontuação nos gêneros em estudos.
DESCRITOR(ES)
î D6 – Identificar o tema de um texto.
î D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
î D5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.).
î D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
î D17 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações.
î D17 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações.
î D17 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações.
î D5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas,quadrinhos,
fotos, etc.).
î D5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas,quadrinhos, fotos, etc.).
î D16 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE 6
Li
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
89
UNIDADE 6
ATIVIDADES
Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=charges+atuais&rlz=1C1GGRV_
enBR751BR751&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwij9J6Ry _
fWAhVCvZAKHT3uBvEQsAQIJg&biw=1584&bih=775#imgrc=UbsGZzBRK9dNWM:/>. Acesso em: 17 out. 2017.
A charge faz parte do material de opinião, aquele em que o autor expressa seu ponto de vista sobre um
assunto. Observe a charge e responda:
Qual é o tema desta charge?
Qual é a finalidade de uma charge? E desta charge?
O tema desta charge é a violência.
Charge é uma ilustração humorística que envolve a caricatura de um ou mais personagens, feita com o
objetivo de satirizar algum acontecimento da atualidade.
O termo charge tem origem no francês “charger” que significa “carga”.
As charges são muito utilizadas para fazer críticas de natureza política. São normalmente publicadas em
jornais ou revistas e conseguem atingir um vasto público. O objetivo desta charge é criticar a violência, isto é,
criticar o aumento de mortes.
1.
2.
Leia o texto e, a seguir, responda as atividades 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
90
Responda:
a) Que ti pos de linguagens a charge apresenta?
A charge é consti tuída de linguagem verbal e não verbal.
b) O que a fala e a expressão da morte revelam em relação à violência?
A fala e a expressão da morte revelam que até ela não consegue entender porque as pessoas estão
violentas, consequentemente, dando trabalho para ela.
Qual era o moti vo do stress da morte.
Releia o texto e responda: Quais mecanismos de notação foram uti lizados no texto?
O que chama a atenção na forma como estão escritas, as palavras “stress” e “trabalhado”, na fala do doutor
e “eu tenho” na fala da morte? Qual é o efeito de senti do provocado por este recurso?
Responda:
a) Por que o autor da charge duplica o ponto de exclamação?
O uso reiterado do ponto de exclamação é o recurso uti lizado pelo autor da charge para representar a
ênfase que a personagem dá ao pronunciar as palavras “stress” e “trabalhado”.
b) Por que o autor uti liza o ponto de interrogação seguido do ponto de exclamação?
O uso do ponto de interrogação seguido do ponto de exclamação é o recurso uti lizado pelo autor para
acentuar, nos diálogos, a ati tude de expectati va de um dos interlocutores.
c) Qual é o efeito de senti do provocado por esses sinais de pontuação, nesta charge?
O ponto de interrogação, seguido do ponto de exclamação, foi empregado para destacar uma pergunta
que denota surpresa.
A repeti ção do ponto de exclamação foi uti lizada para marcar um reforço especial na intensidade da voz.
O moti vo do stress da morte era ela trabalhar muito.
Na charge foram uti lizadas as notações como o negrito, a pontuação duplicada e a pontuação com dois
pontos diferentes.
O que chama atenção nestas palavras é o negrito. Este recurso tem valor expressivo, isto é, foram uti lizados
para enfati zar o desejo que a morte ti nha de saber “qual era o seu problema” e para destacar o diagnósti co
dado pelo médico.
3.
4.
5.
6.
7.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
91
Leia o texto e, a seguir, responda as ati vidades 8, 9 e 10.
A linguagem não verbal é importante para a compreensão desse texto?
Sim, pois o texto se torna compreensível ao associarmos a linguagem verbal e não verbal. Se houvesse
apenas a fala de uma das capivaras (linguagem verbal) sem as imagens de um homem despejando muito
lixo de um caminhão no meio ambiente (linguagem não verbal) não haveria uma compreensão do texto.
8.
9.
10.
Disponível em:<htt p://www.ciencias.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1905&evento=>.
Acesso em: 04 set. 2017.
No texto, ao associar a linguagem verbal e não verbal, o que podemos entender sobre o comportamento
humano?
No texto, ao associar a a linguagem verbal e não verbal, pode-se entender que o ser humano polui a
natureza sem se importar com os danos causados por suas ações.
O comentário de uma das capivaras pode ser considerado irônico? Justi fi que sua resposta.
Sim, pois as capivaras ironizam o fato de os seres humanos fazerem escândalo por pisar no cocô delas.
Fato muito corriqueiro comparado a quanti dade de lixo jogada por eles no ambiente em que estes
animais vivem conforme pode ser comprovado nas imagens do texto.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
92
CONTEÚDO(S)
î Gêneros: Contos literários, Notícia e Canção.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Prática de leitura.
î Prática de análise da língua.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î Ler Contos Literários, Notícia e Canção, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de
interpretação dos textos:
─ Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
─ Verificação de hipóteses (seleção e checagem).
î Refletir sobre o valor dos recursos de estilo empregados nos gêneros em estudo.
î Ler poemas, notícias e diários utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de
interpretação dos textos:
─ Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
─ Verificação de hipóteses (seleção e checagem).
î Refletir sobre o valor dos recursos de estilo empregados nos gêneros em estudo.
î Ler canções e comentários sobre debates regrados, ou mesmo sobre assuntos e temas de interesse
do grupo em diferentes suportes: jornal, revistas, internet e outros, utilizando diferentes
estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos:
─ Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
─ Verificação de hipótese (seleção e checagem).
DESCRITOR(ES)
î D10 ─ Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
î D6 ─ Identificar o tema de um texto.
î D4 ─ Inferir uma informação implícita em um texto.
î D11 ─ Estabelecer relação de causa/consequência entre partes e elementos que constroem a
narrativa.
î D12 ─ Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
î D2(B) ─ Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
î D2(O) ─ Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
î D2(G) ─ Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
î D18 ─ Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha uma determinada palavra ou
expressão
î D19 ─ Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou
morfossintáticos.
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE 7
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
93
UNIDADE 7
93
ATIVIDADES
Leia o texto e, a seguir, responda as atividades 1, 2, 3 e 4.
Ela estava com soluço. E como se não bastasse
a claridade das duas horas, ela era ruiva.
Na rua vaziaas pedras vibravam de calor ─ a
cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus
de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só
uma pessoa esperando inutilmente no ponto
do bonde. E como se não bastasse seu olhar
submisso e paciente, o soluço a interrompia de
momento a momento, abalando o queixo que
se apoiava conformado na mão. Que fazer de
uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem
palavras, desalento contra desalento. Na rua
deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de
morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária.
Que importava se num dia futuro sua marca ia
fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher?
Por enquanto ela estava sentada num degrau
faiscante da porta, às duas horas. O que a
salvava era uma bolsa velha de senhora, com
alça partida. Segurava-a com um amor conjugal
já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra
metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A
possibilidade de comunicação surgiu no ângulo
quente da esquina, acompanhando uma senhora,
e encarnada na figura de um cão. Era um basset
lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era
um basset ruivo.
Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona,
arrastando seu comprimento. Desprevenido,
acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmada.
Suavemente avisado, o cachorro estacou diante
dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
Entre tantos seres que estão prontos para se
tornarem donos de outro ser, lá estava a menina
que viera ao mundo para ter aquele cachorro.
Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o
sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo
se passava? Um grande soluço sacudiu-a
desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela
passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.
Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.
Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-
se apenas que se comunicaram rapidamente,
pois não havia tempo. Sabe-se também que sem
falar eles se pediam. Pediam-se com urgência,
com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de
tanto sol, ali estava a solução para a criança
vermelha. E no meio de tantas ruas a serem
trotadas, de tantos cães maiores, de tantos
esgotos secos - lá estava uma menina, como se
fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam
profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais
um instante e o suspenso sonho se quebraria,
cedendo talvez à gravidade com que se pediam.
Mas ambos eram comprometidos.
Ela com sua infância impossível, o centro da
inocência que só se abriria quando ela fosse
uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
A dona esperava impaciente sob o guarda-sol.
O basset ruivo afinal despregou-se da menina
e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o
acontecimento nas mãos, numa mudez que nem
pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o
com olhos pretos que mal acreditavam,
debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-la
dobrar a outra esquina.
Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só
vez olhou para trás.
Conto extraído de LISPECTOR, Clarice.
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1981.
Disponível em: <http://textoemmovimento.blogspot.com.br/2013/08/
interpretacao-78-ano-tentacao-clarice.html>. Acesso em: 03 out. 2017
(adaptado).
Tentação
Clarice Lispector.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
94
Leia o texto e, a seguir, responda as ati vidades 5, 6, 7 e 8.
Reti re do texto uma frase que apresente:
a) o cenário onde se passa a história:
No bairro Grajaú, Rio de Janeiro. “ Na rua vazia as pedras vibravam de calor. ”
a) as personagens principais e o que elas têm em comum:
A menina e o basset. Ambos são ruivos. “os pelos de ambos eram curtos, vermelhos”.
b) como a menina se senti a em relação às outras pessoas:
A menina senti a-se diferente, discriminada, provavelmente porque era ruiva. “Numa
terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. ”
c) a presença do narrador como personagem:
“Olhamo-nos sem palavras...”
1.
Qual é o tema central do texto?
Releia o seguinte trecho: “Mas ambos eram comprometidos. ” A menina estava comprometida
com sua infância e o cão, com sua natureza aprisionada. Isso significa que eles não poderiam ficar
juntos, uma vez que suas naturezas eram diferentes, não poderiam fazer companhia um ao outro.
Considerando esta afirmação e também a reação da menina e do cão quando se encontram, o que
o título do texto (“Tentação”) pode indicar?
Por que razão o cachorro não olhou para trás?
O tema central do texto é a solidão.
Esse tí tulo refere-se ao impulso de fi carem juntos (a menina ruiva e o basset ruivo), uma “tentação”
de se pertencerem.
O cachorro não olhou para trás porque deveria seguir sua dona, não ti nha outra escolha.
2.
3.
4.
Nova droga
Anvisa aprova medicamento contra o câncer de pulmão e de pele
Para a circulação do remédio, ainda falta a definição do valor do remédio, processo que dura
aproximadamente três meses.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (4), a droga
Opdivo, da farmacêutica Brisol, o primeiro remédio para tratar dois tipos de câncer: o de pulmão e
o melanoma (de pele).
Os imunoterápicos são medicamentos que agem ativando o sistema imunológico para combater
a doença. Estudos demonstram que esses remédios aumentam expressivamente a sobrevida e têm
poucos efeitos colaterais em comparação com as terapias.
A provação do Opdivo é importante porque, entre os cânceres, o de pulmão é o que mais mata
no mundo. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), surgirão 28.220 casos da
doença no Brasil em 2016.
Para a circulação do medicamento falta apenas definir o preço, que é determinado pela Anvisa e
deve demorar cerca de três meses.
Nos EUA, cada aplicação custa cerca de US$ 15 mil (R$ 55 mil). No Brasil, esse custo costuma
decair em aproximadamente 40%.
Disponível em: <htt ps://www.acessaber.com.br/ati vidades/interpretacao-de-texto-genero-noti cia. >. Acesso em: 03 out. 2017(adaptado).
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
95
Leia o texto e, a seguir, responda as ati vidades 9 e 10.
No trecho “A provação do Opdivo é importante porque, entre os cânceres, o de pulmão é o que mais
mata no mundo.”, qual a classe gramati cal do termo “porque”?
Qual a relação estabelecida pelo termo “porque” (ati vidade 6)?
Reescreva o trecho destacado na ati vidade 6, mudando o termo “porque” por outro de mesmo senti do.
O termo “porque” é uma conjunção.
A relação estabelecida pelo termo “porque” é de explicação.
A aprovação do Opdivo é importante, pois, entre os cânceres, o de pulmão é o que mais mata
no mundo.
6.
7.
8.
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confi ar
Confi e em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confi ar
Confi e em si mesmo
Quem acredita sempre alcança…
Quem acredita sempre alcança…
Quem acredita sempre alcança…
Quem acredita sempre alcança…
Disponível em: <htt ps://www.acessaber.com.br/ati vidades/interpretacao-de-
texto-musica-mais-uma-vez>. Acesso em: 03 out. 2017.
Qual é a fi nalidade desse texto?
A fi nalidade desse texto é informar.
5.
Mais uma vez
Legião Urbana
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
96
Considere os versos: “Mas é claro que o sol vai voltar amanhã...” / “Espera que o sol já
vem...”. O que o “sol”representa nesse contexto? Explique.
O que o autor pretende ao uti lizar a repeti ção do verso “Quem acredita sempre alcança”?
O sol representa, nesse contexto, a esperança de que tudo vai se resolver quando o sol nascer,
ou seja, no dia seguinte.
Ao repetir esse verso, o autor pretende enfatizar a ideia de que é preciso acreditar para se
alcançar algo.
9.
10.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
97
CONTEÚDO(S)
î Gêneros Textuais: Carta do leitor e Charge.
EIXO(S) TEMÁTICO(S)
î Práti ca de leitura.
î Práti ca de análise da língua.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
î Ler cartas do leitor e charges uti lizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação
dos textos:
─ Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
─ Verifi cação de hipóteses (seleção e checagem).
î Ler de forma associati va e comparati va os gêneros em estudo, observando forma, conteúdo,
esti lo e função social.
î Refl eti r sobre a variação linguísti ca nos gêneros em estudo.
î Refl eti r sobre o uso da pontuação nos gêneros em estudo.
î Refl eti r sobre o emprego de elementos não-verbais presentes nas charges.
DESCRITOR(ES)
î D21 ─ Reconhecer posições disti ntas entre duas ou mais opiniões relati vas ao mesmo fato ou
ao mesmo tema.
î D4 ─ Inferir uma informação implícita em um texto.
î D20(B) ─ Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratem do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.
î D7 ─ Identi fi car a tese de um texto.
î D8 ─ Estabelecer relações entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
î D17 ─ Reconhecer o efeito de senti do decorrente do uso de pontuação e de outras notações.
î D13 ─ Identi fi car as marcas linguísti cas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
î D20(O) ─ Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratem do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.
î D20(G) ─ Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratem do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.
î D5 ─ Interpretar texto com auxílio de material gráfi co diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE 8
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
98
UNIDADE 8
ATIVIDADES
Leia os textos I e II para responder as atividades de 1 a 7.
Caro(a) professor(a), nesta unidade, iremos retomar dois gêneros já trabalhados nas
unidades anteriores: Charge e a Carta do leitor. Por ser um gênero que dialoga com eventos
atuais, as charges que apresentamos nesta unidade serão de eventos passados. Para que os/
as estudantes as entendam, você deverá contextualizá-las, relembrar a qual evento elas se
referem. Tanto a charge quanto as cartas do leitor aqui apresentadas referem-se ao mesmo
evento: o tiroteio em Las Vegas que matou dezenas de pessoas. Um homem, da janela de um
hotel, atirou em várias pessoas que estavam em um show country, naquela cidade. Nesse
sentido, é preciso também que você discuta com eles sobre a lei de porte de armas nos
Estados Unidos e o fato de já se ter cogitado a aprovação da liberação do porte de armas
no Brasil. Coloque o tema em debate. Provoque-os, desafie-os a argumentar. Sugerimos que
explique que é necessário respeitar o turno de fala dos colegas. Faça da aula um momento
de discussão, de argumentação, de desenvolvimento linguístico, humano e cultural. No mais,
desejamos a você um ótimo trabalho. Sucesso!
Caro(a) estudante, nesta unidade iremos retomar dois gêneros já estudados nas unidades
anteriores: Carta do leitor e Charge. Dessa vez, você terá a oportunidade de analisar a opinião
de autores que falam sobre o mesmo tema, comparar textos, entre outras atividades. Vamos lá?!
ATAQUE EM LAS VEGAS
Texto I
Tão criminoso quanto o atirador que matou dezenas de pessoas em Las Vegas é o governo dos EUA
que, apesar dos frequentes massacres, não aprovou leis mais severas para a aquisição de armas, e, seus
fabricantes, só visam ao lucro e se enriquecem imoralmente à custa da morte de tantos inocentes. As
mãos deles estão sujas de sangue.
Ary Braz Luna (Sumaré, SP)
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2017/10/1924434-apoio-a-temer-custa-caro-aos-cofres-publicos-diz-leitor.shtml/>. Acesso em: 23 out. 2017.
Texto II
É bom lembrar àqueles que querem liberar as armas no Brasil: Paddock era um “cidadão de bem” até
levar seu arsenal ao hotel e começar a atirar em civis.
Lorenzo Frigerio (Vargem Paulista, SP)
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2017/10/1924434-apoio-a-temer-custa-caro-aos-cofres-publicos-diz-leitor.shtml/>.
Acesso em: 23 out. 2017.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
9999
As cartas dos leitores aqui apresentadas referem-se ao tiroteio ocorrido em Las Vegas, EUA, no dia
02 de outubro de 2017. Em relação à liberação do uso de armas por civis, os dois autores apresentam
opiniões diferentes, complementares ou semelhantes? Justifique sua resposta.
O que se pode inferir da seguinte afirmação da autora do texto I: “(...) as mãos deles estão sujas de sangue.”?
Em relação ao tema/assunto, os dois textos se assemelham, diferenciam ou se complementam?
Qual o ponto de vista defendido pela autora do texto I? O que ela pensa em relação ao governo estadunidense
sobre a liberação do porte de armas por civis?
Qual (ou quais) argumento(s) a autora do texto I utiliza para defender seu ponto de vista?
Você sabe dizer qual a função das aspas? Observe o uso dessa pontuação no texto II. O que o autor quis
enfatizar, indicar, sugerir ou reforçar com seu uso na expressão “cidadão de bem”?
Pode-se afirmar que o autor do texto II se dirige a um interlocutor específico?
Os dois autores apresentam opiniões complementares. A autora do texto I acredita que leis mais
severas deveriam ser aprovadas pelo governo americano. Já o autor do texto II demonstra ser
contrário à liberação do porte de armas no Brasil. Não são opiniões semelhantes porque a autora
do texto I não falou exatamente sobre proibir o porte de armas, mas de criar leis que restrinjam seu
uso. Assim, são opiniões que se complementam, que se aproximam do ponto de vista de repensar a
compra de armas de fogo por civis.
Para a autora, não são apenas os atiradores que sujaram as mãos com o sangue das pessoas que
mataram, mas também, o governo americano que não aprova leis mais severas para a aquisição
de armas nos Estados Unidos. Nesse sentido, as mãos do governo americano estão sujas de sangue.
Professor(a), explique aos/às estudantes que sujar as mãos de sangue não significa, literalmente,
que elas estão sujas de sangue. Essa é uma expressão que pode ser usada para se referir a alguém
que tenha cometido um crime grave. No caso do governo estadunidense, é a omissão dele em
relação aos atentados, o que faz com que a autora considere que ele tenha culpa (tem as mãos sujas
de sangue) pelo que aconteceu em Las Vegas.
Os dois textos se assemelham. Ambos têm como tema o tiroteio ocorrido em Las Vegas, nos EUA:
um homem atirou em várias pessoas que estavam em um show country.
Para a autora, o governo americano é tão culpado pela morte de dezenas pessoas em Las Vegas
quanto o homem que executou os disparos.
A não aprovação de leis mais severas para a aquisição de armas. Para ela, a frouxidão das leis
estadunidenses e suas consequências são as responsáveis pela morte de tantos inocentes.
As aspas são usadas para destacar algo do texto, como uma citação, por exemplo. Mas as aspas,
nesse contexto, não apenas destacam a expressão “cidadão de bem”, elas sugerem ironia. O autor
está sendo irônico ao chamá-lo de cidadão de bem, e são asaspas que ajudam a provocar esse
efeito de sentido. Sem as aspas, provavelmente, não perceberíamos a ironia do autor em relação ao
homem que atirou contra o público do show country em Las Vegas. Ninguém é um cidadão de bem
quando planeja matar tanta gente e o faz.
Não. Apesar de o autor se referir a um grupo específico (pessoas que querem a liberação de armas
no Brasil), ele não se dirige especificamente a eles. Ele pode estar se dirigindo a qualquer leitor. Aos
que aprovam a aquisição de armas, aos que conhecem alguém que aprove a aquisição de armas. “É
bom lembrar àqueles(...)” pode se direcionar tanto aos que concordam com a aquisição de armas,
quanto aos que não concordam com ela.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
100
Leia o texto III e, a seguir, responda as ati vidades 8 e 9.
Compare os textos II e o texto III em relação ao tema e à fi nalidade. Ambos abordam o mesmo tema e
possuem a mesma fi nalidade? Explique.
Em relação à estrutura (forma) e à linguagem dos textos I, II e III, em que eles se diferenciam e em que se
assemelham? Justi fi que sua resposta.
Os dois textos, de certa forma, abordam o mesmo tema, mas possuem fi nalidades diferentes. O
texto II expõe a opinião do autor sobre o uso de armas por civis. Já o texto III expõe o lamento do
autor do texto sobre o ocorrido.
Professor(a), é bem provável que você tenha que mediar a leitura do texto III. Difi cilmente os/as
estudantes entenderão porque o autor desenhou uma carta de baralho com furos de bala. Sendo
assim, é preciso contextualizar a imagem para os estudantes e esclarecer que Las Vegas é conhecida
por seus cassinos. Por isso, a carta do baralho crivada de balas trata-se de uma representação da
cidade como um todo.
Os textos I e II assemelham-se em relação à forma. Ambos são escritos em prosa e possuem uma
linguagem puramente verbal, em que se assentam a clareza e a concisão. Os textos I e II diferenciam-
se do texto III tanto em relação à forma quanto em relação à linguagem. O texto III associa as
linguagens verbal e a não verbal. Uti liza, portanto, imagens junto com o texto escrito. E a imagem
é imprescindível para a compreensão das charges. É a linguagem não verbal que possui maior
relevância nos exemplares desse gênero. O texto III também possui uma estrutura diferente pelo
próprio uso da linguagem formal. Ou seja, os textos I e II diferenciam-se completamente em relação
ao texto III no que se refere à forma e à linguagem uti lizada.
8.
9.
Texto III
Lí
ng
ua
P
or
tu
gu
es
a
101
Leia o texto e, a seguir, responda a ati vidade 10
O que a associação das linguagens verbal e não verbal nos permite entender da leitura dessa charge?
Professor(a), para responder a questão, sugerimos que você faça questi onamentos que levem os/as
estudantes a associarem o que consta na imagem e no texto verbal. O autor do texto criti ca as leis
que permitem a aquisição de armas por parte de civis nos Estados Unidos. Sobre o corpo de uma
provável víti ma de um ti roteio, os papéis em que constam as leis que concedem tal direito (o de
comprar armas). A mão que assina representa o governo estadunidense.
10.
Disponível em: <htt p://www.chargeonline.com.br/>. Acesso em: 23 out. 2017.
Socioemocionais
Competências
CARO (A) PROFESSOR (A),
Educação é um direito de todo o jovem e está atrelado ao acesso à escola, ao conhecimento
e à formação em todas as dimensões do ser humano. Levar essa perspecti va para o dia a dia da
escola de forma estruturada e intencional requer inovações na escola, na formação de professores
e nas práti cas pedagógicas que são uti lizadas em sala de aula. Para isso, é importante reunir os
conhecimentos que já vêm sendo produzidos, tanto pelos próprios professores, no coti diano das
escolas, quanto por pesquisadores e especialistas de diversas áreas.
Cientes da importância de aprofundar a refl exão sobre o que são as chamadas competências
socioemocionais e o impacto delas para a aprendizagem e para a vida de nossos estudantes, a
Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, em parceria com o Insti tuto Ayrton
Senna (IAS), oferece a você, professor da nossa rede, um primeiro contato com a experiência de
trabalhar de forma intencional e estruturada com as competências socioemocionais em sala de
aula de forma concomitante aos conteúdos curriculares que você já desenvolve regularmente
com seus estudantes.
O IAS é uma organização que, há 23 anos, acumula experiência no campo do desenvolvimento
humano e integral: além de uma área dedicada à pesquisa, à reunião de dados e produção
de conhecimentos para embasar a construção de políti cas e práti cas de educação integral
(compreendida como a educação que pode ser realizada em tempo integral ou parcial, cujo objeti
vo é o pleno desenvolvimento dos estudantes), o Insti tuto desenvolve e implementa diversas
soluções educacionais de educação integral junto à secretarias de educação do país.
A primeira parte desse material apresenta o arcabouço teórico dessa proposta. Ela aborda
a sistemati zação do conhecimento de especialistas sobre educação integral e competências
socioemocionais. Além disso, traz a refl exão sobre fazeres que fazem a diferença na promoção da
educação integral. São metodologias que muitos de vocês já uti lizaram em sala de aula, mas com uma
proposta de pensá-las intencionalmente para o desenvolvimento de competências dos estudantes.
A segunda parte traz orientações que apoiam o planejamento de aula, pensando o
desenvolvimento de competências em todos os momentos: abertura, desenvolvimento e
fechamento da aula. São informações, dicas e links para aprofundamento, dos quais você pode
lançar mão sempre que perceber uma oportunidade de trabalhar um conteúdo associado ao
desenvolvimento de competências para a vida dos seus alunos.
Os estudantes estão cientes da proposta de vivenciar algumas aulas com mediação
diferenciada. Os mais curiosos talvez perguntem sobre quando eles a experimentarão. É
interessante ser franco(a) sobre a intenção de usar ou não essa proposta em suas aulas. Você
pode esperar até o momento em que se senti r mais confortável para usá-las, mas não perca a
oportunidade de oferecer essa nova experiência a seus estudantes! É uma óti ma oportunidade
de desenvolvimento para ambos. Assim, contamos com o seu compromisso na implementação
de uma educação integral que promova oportunidades de transformação para os jovens.
Bom desenvolvimento em 2018!
Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás e Insti tuto Ayrton Senna
QUAL CONCEITO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL ESTAMOS UTILIZANDO?
EDUCAÇÃO INTEGRAL É GERALMENTE CONFUNDIDA COM PERÍODO
INTEGRAL. POR QUÊ?
O QUE SÃO COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS?
QUAL A RELAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COM A
AUTONOMIA?
Alinhados com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), com a Consti tuição
da República (1988) e outras declarações, das quais o Brasil é signatário, entendemos o papel
da educação como acesso ao pleno desenvolvimento do ser humano em todas as dimensões,
incluindo competências, ati tudes e valores necessários para trabalhar, parti cipar plenamente da
sociedade, conduzir a vida com autonomia e conti nuar aprendendo ao longo dela.
O termo educação integral é ainda bastante polissêmico. As políti cas e experiências que
aconteceram no Brasil, desde a década de 1930, trataram o tema pelo viés da ampliação do
tempo, com intencionalidades que variaram da esfera da assistência social (manter as crianças
e jovens longe das ruas) à oferta de ati vidades lúdicas ou culturais que não se arti culavam
como um currículo. Nossa concepção de educação integral não necessariamente envolve o
tempo que os estudantes passam na escola, mas foca na qualidade dos processos educacionais,
em alinhamento com o que o documento que norteia a construção da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) estabelece:
“Independentemente da duração da jornada escolar, o conceito de
EducaçãoIntegral com o qual a BNCC está comprometi da se refere
à construção intencional de processos educati vos que promovam
aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e
os interesses dos estudantes e, também, com os desafi os da sociedade
contemporânea, de modo a formar pessoas autônomas, capazes de se
servir dessas aprendizagens em suas vidas.” (BRASIL, 2017, p.18)”
A capacidade de mobilizar, arti cular e colocar em práti ca conhecimentos, valores, ati tudes e
habilidades para se relacionar com os outros e consigo mesmo assim como estabelecer e ati ngir
objeti vos e enfrentar situações adversas de maneira criati va e construti va.
Considerando a ênfase na formação para autonomia, propomos que o desenvolvimento de
competências socioemocionais considere, então, a capacidade de cada pessoa de:
Relacionamento
consigo mesmo
Relacionamento
com os outros
Combinar
objeti vos e
persisti r em
alcança-los
Tomar decisões
responsáveis
Abraçar
novas ideias,
ambientes e
desafi osConhecer a si
mesmo, suas
limitações, o
que você gosta e
entender como
você lida com as
próprias emoções.
É muito importante
culti var o
autoconhecimento
e exercitá-lo todos
os dias!
Falar claramente
com os outros,
saber escutar e
respeitar com
quem você fala,
independentemente
de serem colegas,
pais, professores
e até mesmo
pessoas que você
não conhece
Pensar sobre o
que você quer
fazer no futuro e
agir nesse senti
do. É importante
conti nuar
trabalhando
mesmo quando
encontramos
desafi os no nosso
dia a dia!
Fazer escolhas
com base em
informações que
você coletou e
considerando os
seus impactos
em diferentes
aspectos da sua
vida e para os
outros, quando
for o caso.
Buscar conhecer
coisas novas
quando se senti r
confortável
e curioso(a).
Explorar é algo
diferente para
cada um, pois
temos interesses
diferentes. É legal
respeitar!
POR QUE A OPÇÃO POR UM CONJUNTO ESPECÍFICO DE COMPETÊNCIAS
SOCIOEMOCIONAIS?
QUAL O MODELO ESCOLHIDO PELA REDE DE GOIÁS PARA O APRENDER+?
QUAIS AS EVIDÊNCIAS DO IMPACTO DESSAS COMPETÊNCIAS NA VIDA
DOS ESTUDANTES?
Especialistas na Psicologia e na Economia têm proposto modelos variados para organizar e
analisar as competências socioemocionais, com diferentes nomes. Grupos de pesquisadores
trabalharam para produzir um modelo que fosse abrangente e organizasse as competências
de acordo com o seu grau de abstração. Na esteira desses estudos, o Insti tuto Ayrton Senna
vem construindo conhecimento sobre o que são, como se desenvolvem e como mensurar
competências socioemocionais, a parti r de aportes de áreas como a economia, a pedagogia, a
psicometria e as neurociências, entre outras.
Apresentamos um modelo organizati vo, voltado à avaliação de competências socioemocionais
que acomoda as competências de modo empírico em cinco dimensões:
Há evidências de pesquisas nacionais e internacionais de que o desenvolvimento de
competências socioemocionais melhora o aprendizado e o ambiente escolar, mas também tem
efeitos em outros aspectos da vida, como empregabilidade, saúde emocional, entre outros.
Por exemplo:
ABERTURA AO NOVO é associado ao avanço na escolaridade, aumento de competências
cogniti vas, diminuição do absenteísmo na escola e aumento de notas. Estudo de 2017
de Santos, Primi e Miranda indicam que altos níveis dessa competência melhoram o
desempenho em português, história, geografi a, fí sica e biologia.
AUTOGESTÃO também é crucial para o resultado acadêmico. Estudos no Brasil indicam
que altos níveis dessa competência melhoram o resultado em matemáti ca e química. Para
além do ambiente escolar, essas competências ajudam no alcance de metas profi ssionais,
segundo estudo de Barros, Couti nho, Garcia e Muller (2016).
RESILIÊNCIA EMOCIONAL está associada à redução de absenteísmo no trabalho
(Stömer e Fahr, 2010), equilíbrio salarial (Pinger e Piatek, 2010; Rosenberg, 1965), melhor
desempenho no emprego (Duckworth et al, 2011) e aumento nas chances de ingresso no
ensino superior(Rosenberg, 1965). Estudos no Brasil também apontam para a diminuição
de distúrbios alimentares (Tomaz, & Zanini, 2009).
ENGAJAMENTO COM OS OUTROS estudantes que o desenvolveram tendem a se sair
Nesse modelo, os nomes na faixa branca correspondem a macro competências, que agregam as
competências listadas no corpo de cada caderno. Por exemplo, a macro competência “engajamento
com os outros” engloba as competências de iniciati va social, asserti vidade e entusiasmo.
Determinação Iniciati va Social Empati a
Tolerância
ao estresse Curiosidade para aprender
Confi aça
Interesse artí sti co
Respeito
Autoconfi ança Imaginação criati va
Asserti vidade
Entusiasmo
Organização
Foco
Persistência
Responsabilidade
AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO
COM OS OUTROS AMABILIDADE
RESILIÊNCIA
EMOCIONAL
ABERTURA
AO NOVO
Tolerância
a frustação
bem no mundo do trabalho (Catt an, 2010) e a não evadir da escola (Carneiro et al, 2007).
AMABILIDADE está associada à conclusão no ensino médio de estudantes menos
agressivos (Duncan e Magnusson, 2010) e à diminuição de indicadores de violência em
geral (Santos, Oliani, Scorzafave, Primi, De Fruyt, & John (2017).
QUAIS CUIDADOS DEVEMOS TER AO TRABALHAR COM COMPETÊNCIAS
SOCIOEMOCIONAIS?
DEFINIÇÃO DAS COMPETÊNCIAS APRESENTADAS
O trabalho com as competências socioemocionais deve ser entendido como algo que envolve:
AUTOGESTÃO
As competências de auto-gestão ajudam que cada um estabeleça metas e persista para
cumpri-las, com planejamento e organização
DETERMINAÇÃO
É a ambição e moti vação
para trabalhar duro
- é fazer mais do que
apenas o mínimo que
se espera. Quando
temos determinação,
estabelecemos padrões
elevados e trabalhamos
intensamente para
fazer progressos. Isso
signifi ca nos moti var e
colocar todo o tempo e
esforço que pudermos
para alcançar nossos
objeti vos
RESPONSABILIDADE
É gerenciar a nós mesmos, a fi m de conseguir realizar nossas tarefas, cumprir compromissos e promessas que fi zemos,
mesmo quando é difí cil ou incoveniente para nós. É agir de forma confi ável, consistente e previsível, para que outras
pessoas sintam que podem contar conosco e, assim, confi ar em nós no futuro.
ORGANIZAÇÃO
É ser ordeiro, efi ciente,
apresentável e pontual.
A organização aplica-se
aos nossos pertences
pessoais e aos da
escola, bem como ao
planejamento de nossos
horários, ati vidades
e objeti vos futuros.
Coordenar nossa vida
e planos de forma
organizada e mantê-
los assim requer o uso
cuidadoso de tempo,
atenção e estrutura
FOCO
“Atenção seleti va”:
a capacidade de
selecionar um objeti vo,
tarefa ou ati vidade
e não direcionar
toda nossa atenção
apenas para a tarefa
“selecionada” e nada
mais. É especialmente
mais difí cil quando a
tarefa em que estamos
trabalhando não é
muito interessante para
nós, ou repeti ti va ou
desafi adora.
PERSISTÊNCIA
É completar tarefas
e terminar o que
assumimos/começamos,
ao invés de deixar
para depois ou desisti r
quando as coisas
fi cam difí ceis ou
desconfortáveis. É
conti nuar a trabalhar
em um problema
desafi ador, tarefa ou
projeto, superando
as difi culdades até “o
trabalho estar feito.”
Para isso, alguns cuidados devem ser tomados:
Formulação de políti cas públicas para garanti r a equidade
Promoção do desenvolvimento integral do jovem, integrando competências cogniti vas,
socioemocionais e fí sicas, entre outras.
Refl exão sobre a diversidade dos alunos e as possibilidades de usá-las nos processos de
ensino e aprendizagem.
Planejamento de ati vidades e projetos insti tucionais para o desenvolvimento das
competências socioemocionais dos alunos da rede ou da escola.
Não usar comportamentos dos alunos para responsabilizar o professor. O
desenvolvimento das competências é resultado de uma combinação de fatores.
Não traçar um perfi l ideal de estudante a ser perseguido pela escola.
Não traçar as característi cas dos alunos como algo dadoe que não pode ser mudado.
Não justi fi car problemas ou naturalizar o comportamento dos estudantes, uma vez que
o objeti vo do teste é ajudá-los a superar as difi culdades.
ENGAJAMENTO COM OS OUTROS
As competências de Engajamento com os Outros nos ajudam a falar com outras pessoas, mesmo
desconhecidas. Também, nos ajuda a manifestar o que pensamos e a agir com vitalidade.
AMABILIDADE
As competências de Amabilidade ajudam que cada um assuma o melhor das outras pessoas,
que as tratem bem e com respeito.
RESILIÊNCIA EMOCIONAL
As competências de Resiliência Emocional nos ajudam a manter a calma e lidar bem com
situações que nos estressam. Com ela vemos o lado positi vo das coisas.
ABERTURA AO NOVO
As competências de Abertura ao Novo infl uenciam a curiosidade em conhecer as coisas com
profundidade, no interesse por novidades e na vontade de criar e contribuir de forma original.
INICIATIVA SOCIAL
É a habilidade de aproximar-se e
relacionar-se com os outros, como
os amigos, os professores e pessoas
novas que podem, eventualmente,
tornar-se amigas. Especifi camente,
trata-se de iniciar, manter e
apreciar as relações e o contato
social. Prati car iniciati va social
nos torna mais hábeis no trabalho
em equipe, na comunicação
expressiva e para falar em público.
EMPATIA
É usar nossa compreensão
da realidade, da vida e
habilidades, para entender as
necessidades e senti mentos
dos outros, agir com genti leza
e respeito e investi r em nossos
relacionamentos, ajudando e
prestando apoio e assistência.
TOLERÂNCIA AO ESTRESSE
É podermos administrar
nossos senti mentos negati vos
nas situações e sabermos
maneiras de lidar com eles de
forma contruti va e positi va.
Quando fazemos isso, vivemos
relati vamente livres de
preocupação exessiva e somos
capazes de resolver nossos
problemas calmamente.
CURIOSIDADE PARA APRENDER
Consiste no forte desejo
de aprender e adquirir
conhecimentos e habilidades.
Quando somos curiosos, reunimos
interesses em ideias e uma paixão
pela aprendizagem, exploração
intelectual e compreensão.
RESPEITO
Tratar outras pessoas, com
consideração, lealdade e tolerância,
ou seja, a forma como gostamos
de ser tratados. Signifi ca mostrar-
se atento aos senti mentos,
desejos, direitos, crenças ou
tradições dos outros. O respeito
nos obriga a controlar impulsos
agressivos ou egoístas.
AUTOCONFIANÇA
É um senti mento de força
interior - é senti r-se bem com
o que somos, com a vida que
vivemos e manter expectati vas
oti mistas sobre o futuro. É a voz
interior que diz “sim, eu posso”,
mesmo se, no exato momento,
as coisas pareçam difí ceis ou
não estejam indo tão bem.
IMAGINAÇÃO CRIATIVA
Facilidade em gerar formas
novas e interessantes de fazer
ou pensar sobre coisas, por meio
de “tentati va e erro”, ajustes,
aprendendo com as falhas ou
tendo uma ideia ou uma visão
quando descobrimos algo que não
sabíamos ou entendíamos antes.
CONFIANÇA
É acreditar que as pessoas próximas
são fundamentais para o nosso
crescimento, seja quando podemos
confi ar em suas boas intenções
ou quando precisamos perdoar
por terem feito algo errado.
Em vez de ser rude e julgar os
outros, a confi ança nos permite dar
outra chance.
TOLERÂNCIA A FRUSTAÇÃO
É a habilidade de desenvolver
estratégias efi cazes para
regular o senti mento de
raiva e irritação, mantendo
a tranquilidade e serenidade
perante as frustações, evitando
assim o mau humor, fácil
pertubação ou instabilidade
INTERESSE ARTÍSTICO
Valorizar, admirar e apreciar o
desenho das coisas, as produções
artí sti cas e ver beleza em todas as
suas formas. Podemos usar nossa
imaginação e habilidades criati vas
para produzir ou vivenciar arte em
muitos domínios diferentes, tais
como verbal, musical, etc.
ASSERTIVIDADE
É demonstrar fi rmeza: quando
a situação exige, precisamos
ser capazes de fazer-nos ouvir
para dar a voz aos nossos
senti mentos, necessidades,
opniões e de exceder infl uência
social. A capacidade de afi rmar
nossas próprias ideias e
vontades é muito relevante
para a realização de metas
importantes para nós mesmos
ou para o grupo.
ENTUSIASMO
Envolver-se ati vamente com a
vida e com outras pessoas de uma
forma positi va, alegre e afi rmati va,
senti r “gosto pela vida”. quando
somos entusiasmados, encaramos
nossas tarefas diárias com alegria
e interesse, apreciando o que
fazemos e mostramos nossa
paixão ao outro. Entusiasmo é ter
uma ati tude positi va: encarar o
dia-a-dia com energia e emoção.
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS POR MEIO DA PRÁTICA DE
METODOLOGIAS DE EDUCAÇÃO INTEGRAL: FAZERES QUE FAZEM A DIFERENÇA
Estudos apontam que há diversas formas para se promover o desenvolvimento de competências
socioemocionais na escola. Nesta proposta, convidamos você para a uti lização estruturada intencional
de três metodologias de educação integral que possibilitam o desenvolvimento de competências
socioemocionais e impactam positi vamente na aprendizagem dos conteúdos curriculares. Essas
metodologias são: Presença Pedagógica, Aprendizagem Colaborati va e Problemati zação.
Presença Pedagógica: aprender na relação com professor
Todos nós, que já fomos estudantes, temos lembranças de professores que marcaram de
modo consistente e positi vo nossa trajetória escolar. Faça uma pausa e busque se lembrar
de um(a) professor(a) que faça parte de suas memórias escolares. Quais são as principais
característi cas desse profi ssional? O que ele(a) fazia que o(a) tornava tão especial?
Professores que se tornam boas referências costumam ser marcantes pelo acolhimento,
respeito e generosidade com que se dirigem aos estudantes, pelo cuidado na interação em
situações de convívio e de aprendizagem e também com relação à qualidade da mediação
dos conteúdos a serem ensinados. Assim, professores que prati cam essas ati tudes de modo
estruturado e intencional são profi ssionais que exercem a presença pedagógica.
Esta metodologia se traduz na capacidade do professor se fazer presente, de forma construti va, no
coti diano escolar do estudante. Ou seja, ela se traduz na interação professor-estudante, construída
em diversas situações, espaços e tempos da escola.
A presença pedagógica envolve:
O exercício do acolhimento e da abertura para construir uma relação de confi ança com
os estudantes.
A mediação do professor nas situações de confl itos relacionais, buscando envolver os
estudantes na refl exão sobre os diferentes aspectos e na resolução do problema, ao
invés de agir como o único “resolvedor”.
O compromisso do professor com relação à aprendizagem dos estudantes, traduzido na
confi ança no potencial de cada um, nas expectati vas elevadas sobre suas capacidades
de aprender e na persistência e investi mento em ensinar.
Aprendizagem colaborati va: aprender na relação com os pares
Assim conforme a presença pedagógica, a aprendizagem colaborati va se fundamenta na
premissa de que o conhecimento e a autonomia se constroem por meio da interação. Se, no exercício
da presença pedagógica, está em jogo a interação entre professor-estudantes-conhecimento, na
metodologia aprendizagem colaborati va, o foco é a interação entre os estudantes e o conhecimento.
O aprendizado entre pares é uma modalidade de aprendizagem que se confi gura, na sala de aula
em rodas de conversa, trabalhos em duplas, trios e pequenos grupos. Todos esses são espaços
privilegiados, para que os estudantes assumam o protagonismo de sua aprendizagem e desenvolvam
competências socioemocionais.
Prati cando a aprendizagem colaborati va, o (a) professor (a):
Promove oportunidade para estudantes desenvolverem a liderança e autonomia;
Corrobora para que estudantes sejam expostos a situações em que precisam ser
“resolvedores” de problemas;
Cria espaços para que estudantes descubram diferentes pontos de vista e experimentem
disti ntos modos de se comunicar com clareza;
Esti mula que os estudantes aprendam e ensinem entre seus pares, compreendendoque o
saber deve circular entre todos na escola
A problemati zação: aprender pelo convite à refl exão
A problemati zação faz contraponto à ideia de que estudantes silenciosos e cadernos cheios
de anotações são sinônimos de aprendizagem. Assim, com a aprendizagem colaborati va, a
problemati zação passa a ser uma metodologia que se desenvolve pela parti cipação em torno de
situações-problema, a qual exige o exercício da presença pedagógica do professor durante a mediação.
Esta metodologia consiste na mediação do professor em situações de aprendizagem, que tem
como objeti vo fomentar a refl exão dos estudantes, em vez de apresentar conclusões. Problemati zar
envolve que o professor e sua turma exercitem a escuta ati va para que o espaço de discussão e
aprendizagem aconteça com respeito às diversas opiniões e conhecimentos presentes na sala de aula.
Para isso, o professor trabalha a parti r dos conhecimentos prévios dos estudantes e faz perguntas e
esti mula ações de pesquisa para ti rá-los de sua zona de conforto, mobilizando-os a querer aprender
mais. Portanto, a problemati zação imprime às práti cas pedagógicas a importância de considerar o
aprendizado como um processo incessante, inquieto, curioso e, sobretudo, permanente por saber.
A problemati zação requer:
Que o professor não seja um “explicador”, mas sim um mediador que promove espaços
para refl exões complexas;
Que o professor planeje suas aulas elaborando perguntas e situações-problemas que
sejam insti gantes aos estudantes e que promovam interesse pelo saber;
Que o conhecimento prévio dos estudantes seja considerado como ponte para a
aquisição de novos saberes.
Leia mais sobre as metodologias de educação integral, acessando o link: htt p://bit.ly/MetodologiasEI
ENTÃO, PROFESSOR(A)!
Após a leitura acerca da Educação Integral, do desenvolvimento de competências e das
metodologias para a educação integral, você deve estar se perguntando: que proposta é esta? Como
ela está organizada? E como a colocaremos em práti ca?
Primeiramente, gostaríamos de reforçar que essa é proposta de sensibilização para o
desenvolvimento das competências socioemocionais, que dialoga com ações que você já possui
incorporadas em sua atuação pedagógica. Pretende-se com essas orientações convidá-lo(a) para
um planejamento intencional de fazeres, com o objeti vo de promover espaços de desenvolvimento
de competências valiosas para as relações de seus estudantes com o outro, com o mundo e com o
conhecimento.
Mas, como esta proposta está organizada? E como colocá-la em práti ca?
Nas páginas a seguir, você será convidado(a) a planejar, executar e avaliar suas aulas, de modo que
fomentem o desenvolvimento de competências socioemocionais. As orientações estão organizadas
em três seções, a saber: (a) apresentação da aula, (b) desenvolvimento da aula e (c) fechamento da
aula. Para cada seção, apresentamos ati tudes fundamentais para você prati car as metodologias de
educação integral em suas aulas.
Além disso, comparti lhamos dicas de ati vidades que, quando planejadas com intencionalidade,
promovem impactos positi vos, no aprendizado dos conteúdos curriculares e no desenvolvimento de
competências socioemocionais.
Ainda, ao fi nal das três seções, disponibilizamos uma seleção especial de links para a ampliação de
seu repertório sobre desenvolvimento de competências socioemocionais de educação integral no
Brasil. Nestes links, você encontrará imagens, relatos de professores e estudantes que já fazem uso
dessas metodologias, além de vários textos sobre os temas em questão.
E a avaliação, como fi ca?
Reforçamos que a proposta não é quanti fi car ou hierarquizar o desenvolvimento das competências
socioemocionais. O convite é que você refl ita sobre os impactos da implementação dessas orientações
na sua práti ca docente e no aprendizado dos estudantes. Não vale dar nota para o desenvolvimento
das competências, mas vale refl eti r e celebrar cada conquista com sua turma!
E que tal criarmos uma comunidade de senti do e de práti cas entre os docentes da rede estadual de
Goiás, para que possamos comparti lhar as conquistas e os desafi os da experiência de implementação
desta proposta? Acesse o link htt p://bit.ly/RegistroDocenteAprender para registrar suas vivências e
comparti lhar seus aprendizados.
E os estudantes? Como envolvê-los neste processo?
Uma das premissas para a mediação de aulas que promovam o desenvolvimento de competências
socioemocionais é que cada aula seja ministrada com os estudantes, e não apenas para eles/elas.
No material Carta ao Estudante, eles foram avisados de que, neste ano de 2018, serão convidados
para experimentarem aulas diferentes, a parti r das quais possam aprender, além dos conteúdos das
disciplinas, a se conhecerem melhor, a se comunicarem melhor, a expressarem sua criati vidade e
encontrarem aquilo que os moti va a viver.
Acesse o link htt p://bit.ly/Carta_ao_Aluno e conheça o material que os estudantes receberão.
Este será o primeiro passo para integrá-los à proposta. O segundo passo será preparar suas aulas,
de modo que haja clareza sobre as potencialidades das suas ações pedagógicas em fomentar o
desenvolvimento de competências socioemocionais dos estudantes.
E, para lhe auxiliar nesse processo, basta conti nuar a leitura destas orientações.
Um excelente trabalho!
METODOLOGIAS DE EDUCAÇÃO INTEGRAL NA SALA DE AULA
A ABERTURA DA AULA
O momento de abertura da aula é privilegiado para que os estudantes construam senti do em
relação às aprendizagens esperadas para o dia, bem como para que desenvolvam uma ati tude de
corresponsabilização na construção do conhecimento durante a aula. O planejamento da aula,
ancorado de modo intencional nas metodologias de educação integral, é fator determinante para
o desenvolvimento das competências: responsabilidade, empati a, autoconfi ança, amabilidade etc.
Ainda, o engajamento e a parti cipação ati va da classe, tão logo a aula se inicie, asseguram maior êxito
nos momentos subsequentes, ou seja, no desenvolvimento e no fechamento.
Mas, como envolver os estudantes na abertura da aula? Convidamos você para reservar alguns
minutos de sua aula, no senti do de promover uma roti na de abertura que, processualmente,
impactará no engajamento de seus estudantes e na promoção de uma parti cipação colaborati va
e protagonista.
A Presença Pedagógica na abertura da aula: o cuidado com a presença pedagógica se inicia no
planejamento da aula, nas refl exões sobre como estabelecer interlocuções produti vas na mediação
entre conhecimento e estudantes.
A Aprendizagem Colaborati va na abertura da aula: para fomentar a interação entre estudantes
e conhecimento, por meio da colaboração, é preciso estar aberto(a) ao redimensionamento da
organização da turma na sala de aula e à parti cipação dos estudantes. Auxilie-os(as) a desenvolver
competências a exemplo da empati a, e da abertura para o novo, recorrendo à aprendizagem
colaborati va na abertura de sua aula.
Como cuidar da presença pedagógica na abertura da aula e promover o
desenvolvimento de competências socioemocionais?
Seja pontual e valorize a presença de seus estudantes - esta ação potencializará
o senti mento de pertença dos estudantes à escola e às suas aulas.
Apresente, com clareza, os objeti vos da aula, as expectati vas de aprendizagem
e os conteúdos que serão estudados no dia - esta estratégia
auxilia na organização mental do iti nerário a ser percorrido na aula
e promove o desenvolvimento da autogestão da aprendizagem.
Faça combinados sobre a condução da aula - mostre a seus estudantes que
a aula não está centralizada em suas ações. Todos
em sala são corresponsáveis pelas discussões e aprendizagens proporcionadas.
Como cuidar da aprendizagem colaborati va na abertura da aula?
Organize, com os estudantes, a melhor estrutura do espaço fí sico para a
aula – essa ati tude envolve a turma desde o momento inicial da aulae
esti mula o desenvolvimento da criati vidade e responsabilidade.
Planeje sua aula de modo que sejam assegurados momentos de trocas
de saberes e experiências em relação à temáti ca do dia; desta
forma, você contribui para que sua aula seja um espaço valioso para o
desenvolvimento da comunicação, da empati a e do foco.
Esti mule os estudantes para que, a cada dia, haja uma liderança responsável
para a organização da abertura da aula.
A Problemati zação na abertura da aula: as estratégias uti lizadas à mediação da abertura
da aula serão decisivas para promover interesse dos estudantes e insti gá-los a desejarem
aprender novos conhecimentos. O uso da problemati zação é um recurso para a promoção do
desenvolvimento de competências, a exemplo, a curiosidade para aprender, do engajamento
com os outros e do entusiasmo.
Como cuidar da Problemati zação na abertura da aula?
Trabalhe com os conhecimentos prévios dos estudantes acerca do conteúdo a
ser desenvolvido no dia.
Esti mule os estudantes a relacionarem o tema da aula com conhecimentos
adquiridos em outras disciplinas – essa práti ca os convidará a refl exões
complexas sobre as aprendizagens.
Retome, com o auxílio da turma, os aprendizados gerados na aula anterior.
Crie oportunidades para que os estudantes construam relações entre o tema a
ser estudado e outros assuntos abordados em aulas anteriores.
DICAS DE OURO: A RODA DE CONVERSA NA ABERTURA DAS AULAS
Professor(a), que tal iniciar sua aula com uma roda de conversa? Esta ati vidade simples,
quando planejada com intencionalidade pedagógica, confi gura-se como uma estratégia
potente para a promoção da aprendizagem colaborati va e do desenvolvimento de
competências socioemocionais. Na abertura da aula, este recurso pode ser uti lizado
para fazer o levantamento e trabalhar com os conhecimentos prévios da turma em
relação à temáti ca do dia. Além de favorecer o comparti lhamento de conhecimentos e a
parti cipação de todos, a roda de conversa promove, intencionalmente, o desenvolvimento
de competências: a empati a para ouvir e compreender o ponto de vista do outro, a
comunicação, a curiosidade para aprender mais, a confi ança etc.
O DESENVOLVIMENTO DA AULA
Estudos apontam que a atribuição de senti do ao que é aprendido na escola é um dos
maiores desafi os educacionais da atualidade. O interesse dos estudantes pela escola e pelas
aulas está diretamente relacionado aos processos de signifi cação que eles constroem em
relação aos conhecimentos adquiridos. Independente da faixa etária dos estudantes e do
conteúdo específi co da aula, é preciso que eles tenham clareza quanto às aprendizagens
geradas na aula e à conexão dessas com seu mundo dentro e fora da escola.
Neste contexto, o engajamento promovido na abertura da aula será a porta de entrada
para a qualifi cação da parti cipação dos estudantes durante todo o iti nerário do dia. A
uti lização das metodologias de educação integral no desenvolvimento da aula, por sua vez,
alicerça uma práti ca a parti r de uma abordagem colaborati va, problemati zadora e que esteja
conectada à vida dos estudantes.
A Presença pedagógica no desenvolvimento da aula: O exercício da presença pedagógica,
baseado no compromisso da promoção de aprendizagem, requer uma postura dialógica e
equilibrada em relação ao acolhimento e à exigência. Nesta perspecti va, o professor que
atua com presença pedagógica reconhece o potencial de seus estudantes, valoriza a sua
parti cipação nas aulas, compreende o erro como um recurso para novos aprendizados. Ao
mesmo tempo, ele inicia e termina suas aulas com pontualidade e faz questão da parti cipação
de todos, dá devoluti vas quanto aos processos de aprendizagem, esti mula os estudantes à
tomada de consciência acerca de seus processos de aprendizagem.
O educador Antonio Carlos Gomes da Costa, nos chama a atenção, contudo, para o fato
de que a presença pedagógica não se confi gura como um dom. Ao contrário, “a capacidade
de fazer-se presente, de forma construti va, na realidade do educando (sic) é uma apti dão
que pode ser aprendida, desde que haja, da parte de quem se propõe a aprender, disposição
interior, abertura, sensibilidade e compromisso para tanto. ” (Costa, 1991. P.03)
Como cuidar da presença pedagógica na abertura da aula e promover o desenvolvimento
de competências socioemocionais?
Construa, com seus estudantes, um ambiente propício para a aprendizagem, em
que todos possam ter vez e voz.
Esti mule sua turma a respeitar e conhecer diferentes pontos de vista e valores -
esta estratégia é um recurso importante para o desenvolvimento da abertura
para o novo, a curiosidade para aprender e a empati a.
Chame seus estudantes pelo nome - embora pareça uma ati tude simples, ela
contribui para a construção do senti mento de pertença na escola, além de
corroborar para o fortalecimento de sua identi dade individual no contexto coleti vo.
Ensine a seus estudantes que o “erro” é parte importante nos processos de
aprendizagem. Considerar o erro como parte intrínseca do percurso é importante
para o desenvolvimento de competências como a resiliência emocional, a
tolerância à frustração, a autoconfi ança e a curiosidade para aprender.
Demonstre seu interesse pela cultura e experiência de seus estudantes com
sinceridade e escuta ati va. Mostre a eles que, em sala de aula, todos ensinam
e todos aprendem.
Insti gue seus estudantes a exporem seus conhecimentos e pontos de vista
sobre os conteúdos das aulas. Auxilie que compreendam que suas
contribuições fazem parte dos processos de aprendizagem de todos da turma.
Assuma o papel de mediador em situações de suposta “indisciplina”. Contudo, não
seja o “resolvedor” da questão. Auxilie os estudantes a identi fi car, refl eti r e
contribuir na resolução de situações de confl ito, indiferença, descompromisso etc.
Tome cuidado para que esse momento não seja algo moralizante - esta é uma
potente estratégia para a promoção do desenvolvimento da autonomia.
A Aprendizagem Colaborati va no desenvolvimento da aula: a mediação do professor
nas ati vidades em pequenos grupos e na roda de conversa é um convite para mudanças de
paradigmas no que tange à organização da classe e à centralização do conhecimento nas mãos
do professor. A aprendizagem colaborati va convida os estudantes para a corresponsabilidade
em aprenderem juntos, resolverem problemas entre si, contando com a mediação do
professor, nos casos em que não podem solucionar questões sozinhos. Essa estratégia
corrobora para o desenvolvimento da autonomia da turma em relação ao professor.
Problemati zação na práti ca: Problemati zar, mais que uma metodologia, é uma postura
frente ao conhecimento que promove, de forma intencional, situações desafi adoras para que
estudantes saiam de sua zona de conforto.
Como cuidar da aprendizagem colaborati va no desenvolvimento da aula?
Oportunize que os estudantes experienciem organizações disti ntas na realização
de ati vidades: roda de conversa, trabalhos em duplas, trios, e pequenos
ti mes – a exposição a ati vidades que fomentam o trabalho colaborati vo promove o
desenvolvimento de competências como o respeito, a curiosidade para aprender e
a imaginação criati va.
Apoie os estudantes na organização e na dinâmica dos trabalhos
em duplas, trios e ti mes. No princípio, esta pode ser uma tarefa
desafi adora. Recomendamos que quanto mais novos forem os estudantes, a
preferência seja por agrupamentos menores.
Esti mule seus estudantes a resolverem as situações-problema do trabalho entre si –
essa estratégia potencializará o desenvolvimento de competências
fundamentais para o alcance a autonomia, tais como a abertura para o novo,
a resiliência emocional, o respeito e a asserti vidade.
Como cuidar da Problemati zação no desenvolvimento da aula?
No planejamento de suas aulas, faça antevisãode perguntas consistentes
e bem formuladas - boas perguntas insti gam os estudantes à
busca de suas respostas e esti mulam o desenvolvimento da determinação,
foco e persistência.
Insti gue a parti cipação de vários estudantes nas rodas de conversa e esti mule o
rodízio de lideranças nas ati vidades em duplas, trios e pequenos ti mes.
Esti mule a refl exão de seus estudantes com a uti lização de recursos que promovam
questi onamentos (uma ati vidade de resolução de problemas, a leitura de um
texto que os convide a refl exões complexas sobre si e sobre o mundo, um
jogo que os convide a refl eti r sobre os conhecimentos adquiridos). Essas são
estratégias potentes para o desenvolvimento da criati vidade, da persistência
e do interesse artí sti co.
DICAS DE OURO: O TRABALHO EM TIMES NO DESENVOLVIMENTO DA AULA
Professor(a), certamente você já vivenciou muitas situações de trabalhos em grupos em
sua caminhada escolar. Nesta proposta, convidamos você a trabalhar em ti mes com seus
estudantes. Mas, qual é a diferença entre os trabalhos em grupos e os trabalhos em ti mes?
A colaboração é a premissa basilar quando se trata de ati vidades em ti mes. Nos trabalhos
em ti me, todos são responsáveis pela própria aprendizagem, pela aprendizagem do colega
e pelo desempenho do ti me. Não vale ser um parti cipante passivo ou silencioso. No ti me,
todos devem expressar sua opinião e chegar a consensos para a resolução de problemas.
No desenvolvimento da aula, este é um recurso estruturante para que o conhecimento
circule entre os estudantes, promovendo o desenvolvimento da autonomia, organização,
empati a, responsabilidade e determinação.
O FECHAMENTO DA AULA
Professor(a), é hora do fechamento da aula! Após a leitura das orientações para o uso das
metodologias de educação integral na abertura e no desenvolvimento da aula, você deve estar
se perguntando: Como fi nalizo a minha aula, de modo que a turma tenha consciência das
aprendizagens geradas e se sinta mobilizada para nosso próximo encontro?
Vejamos as dicas e orientações para um fechamento de aula que avalie o conhecimento adquirido,
insti gue a novos saberes e promova o desenvolvimento de competências.
A Presença Pedagógica no desenvolvimento da aula: a mediação do fechamento da aula é tão
importante quanto em sua abertura. Fortalecer a cultura acerca do fechamento da aula, como um
momento que vai além da sirene do intervalo, é um desafi o comum a todos os professores. E a
construção de pequenos rituais de fechamento da aula, a parti r da mediação e do uso da presença
pedagógica, pode ser estratégia que fortaleça a compreensão dos estudantes sobre esse momento.
Como cuidar da presença pedagógica no fechamento da aula?
Dê feedbacks aos estudantes sobre sua parti cipação na aula - além de fortalecer o
senti mento de pertença, esta ação contribui para o desenvolvimento
da autoconfi ança.
Faça uma síntese dos aprendizados gerados, de modo a avaliar se há dúvidas sobre
os conteúdos do dia.
Diga aos estudantes qual será o tema da próxima aula. Insti gue-os a novos
aprendizados.
Auxilie seus estudantes a terem clareza e serem responsáveis pelo seu
desenvolvimento cogniti vo e socioemocional – contribua para que percebam
o que e como estão se desenvolvendo.
A Aprendizagem Colaborati va no fechamento da aula: a realização de ati vidades que
promovem a colaboração propicia o aprendizado entre pares, na medida em que o estudante
que ainda não aprendeu determinado conteúdo pode aprender com quem já avançou. E
quem ensina, por sua vez, aprende ainda mais, pois precisa prati car competências que
exigem organização do pensamento e comunicação. No fechamento da aula, quando se
propõe autoavaliações, ou avaliações entre pares, também é uma oportunidade para que
esta avaliação seja processual e signifi cati va para todos.
A Problemati zação no fechamento da aula: o fechamento da aula também pode ser
momento de apresentação de problemati zações que induzam os estudantes na busca de
respostas e promovam o interesse pelo conhecimento. Esti mule seus estudantes a terem
uma postura investi gati va, diante do objeto de conhecimento.
Um convite especial!
Falamos muito sobre o senti mento de pertença dos jovens em relação à escola e à sala
de aula. Esse senti mento, promovido pelo fortalecimento de comunidades de práti cas, é
fundamental, também entre professores. Vamos construir uma comunidade de senti do e de
práti cas acerca das conquistas, descobertas e desafi os na implementação dessa proposta?
Acesse o link htt p://bit.ly/RegistroDocenteAprender, registre as aprendizagens vivenciadas
em suas aulas e conheça as experiências de outros colegas da rede de Goiás.
Para saber mais!
Acesso o link htt p://bit.ly/ParaSaberMais e saiba mais sobre como promover o
desenvolvimento de competências socioemocionais por meio do trabalho intencional e
estruturado com as metodologias para a educação integral.
Como cuidar da aprendizagem colaborati va no fechamento da aula?
Crie espaços para que os estudantes possam apresentar o que aprenderam no dia.
Auxilie os estudantes a identi fi carem os conhecimentos adquiridos e as
competências desenvolvidas na aula.
Insti gue-os a refl eti r e comparti lhar possibilidade de aplicabilidade dos
conhecimentos adquiridos em outras aulas e fora da escola.
Como cuidar da Problemati zação no fechamento da aula?
Esti mule e crie espaços de interação, para que os estudantes tragam suas
opiniões sobre os conteúdos abordados na aula.
Apresente situações-problema para que os estudantes se preparem para a
próxima aula.
DICAS DE OURO: SITUAÇÕES DESAFIADORAS COMO ESTÍMULO AO APRENDER A APRENDER
Professor(a), que tal fi nalizar sua aula de forma desafi adora e insti gante? Deixe um
jogo, uma resolução de problemas, a indicação de um vídeo ou um pequeno texto para
ser lido. Ou, quem sabe, uma imagem? Uma obra de arte? Não se esqueça de trazer
sempre orientações claras sobre como explorar o conteúdo indicado. Os desafi os ao
fi nal da aula são recursos mobilizadores e insti gantes que podem ampliar o tempo dos
estudantes em contato com os conteúdos e promover a autogestão para os estudos.
CARO(A) ESTUDANTE,
Você já parou para pensar que a escola é um lugar onde você aprende muito mais do que
os conteúdos das disciplinas?
Se sim, que legal! É isso mesmo: a escola é um local para aprender a se conhecer, a conviver
com os outros, a conhecer e fazer coisas novas! Isso é especialmente importante numa fase
escolar de tantas novidades e aprendizados como é o Ensino Fundamental. Se ainda não
ti nha pensado em uma escola que ofereça isso, que tal começar agora?
Este ano você vivenciará suas aulas de um jeito diferente! Você aprenderá matemáti ca,
português ou ciências ao mesmo tempo em que aprende mais sobre quem é hoje e o que
quer para sua vida. Aprenderá história, geografi a ou artes enquanto aprende a se relacionar
melhor com os outros e descobre o que o (a) moti va a crescer.
IMAGINE!
Poder conversar com
pessoas que você
sempre quis, mas
tem vergonha!
Poder se relacionar
com pessoas de
diferentes grupos
numa boa!
Poder escutar
atentamente os
colegas e ser escutado
por eles, respeitando e
sendo respeitado(a) em
suas opiniões!
Poder colocar com
clareza suas opiniões e
senti mentos em uma
conversa em casa, na
escola ou com amigos!
Poder confi ar mais
em si mesmo(a) e
se fortalecer como
pessoa a parti r de seus
interesses, sonhos e
desejos para o futuro!
Poder se superar como
estudante e aprender
mais a cada dia!
RELACIONAMENTO
CONSIGO MESMO
TER OBJETIVOS E PERSISTIR
EM ALCANÇÁ-LOS
RELACIONAMENTO
COM OS OUTROS
TOMAR DECISÕES
RESPONSÁVEIS
ABRAÇAR NOVAS IDEIAS,
AMBIENTES E DESAFIOS
Conhecer a si mesmo, suas limitações,
o que você gosta e entender como você
lida com as próprias emoções. É muito
importante culti var o autoconhecimento
e exercitá-lo todos os dias!
Pensar sobreo que você quer fazer no
futuro e agir nesse senti do. É importante
conti nuar trabalhando mesmo quando
encontramos desafi os no nosso dia a dia!
Fazer escolhas com base em informações
que você coletou e considerando os seus
impactos em diferentes aspectos da sua
vida e para os outros, quando for o caso!
Buscar conhecer coisas novas quando se
senti r confortável e curioso(a). Explorar é
algo diferente para cada um, pois temos
interesses diferentes. É legal respeitar!
Falar claramente com os outros, saber
escutar e respeitar com quem você fala,
independentemente de serem colegas,
pais, professores e até mesmo pessoas
que você não conhece!
Como você viu, essas competências são demais! Elas nos ajudam a aprender como superar
obstáculos no dia a dia e a não desisti r diante do primeiro problema. E aprender tudo isso na
escola é melhor ainda!
QUERO SABER COMO ISSO VAI ACONTECER!
Você já ouviu falar em educação integral? Provavelmente, sim, pois este é um tema que
está sendo muito discuti do. Algumas pessoas confundem educação integral com fi car mais
tempo na escola, mas nem sempre é assim. Então, independentemente de sua escola ser de
tempo integral ou tempo parcial, em 2018, você experimentará em algumas aulas, um pouco
do que é educação integral.
Esse é um ti po de educação que tem como objeti vo o desenvolvimento pleno do estudante.
Você conti nuará a aprender os conteúdos, mas também terá oportunidades para desenvolver,
ao mesmo tempo, um conjunto de competências, chamadas socioemocionais, que fazem toda
a diferença para se sair bem na escola e na vida!
Essas competências têm a ver com:
ENTENDI!
E COMO
ISSO VAI
ACONTECER?
Que legal! Depois
da ati vidade, que tal
comparti lhar o que
você aprendeu nessa
aula nas redes?
Reúna um grupo
de colegas para
conversar com
alguns professores
e conheça o
planejamento deles!
Tente mais uma vez!
Reúna novamente o
grupo e fale com mais
professores! Não desista!
NÃO!
SIM!
SIM! NÃO! NÃO!
NÃO!
SIM!
OBA! MEUS PROFESSORES
FARÃO ATIVIDADES DIFERENTES!
Comparti lhe suas
impressões e aprendizados
nas redes sociais uti lizando
a hashtag
#SOCIOEMOCIONAISGOIAS
Tudo bem! No entanto, que tal
comparti lhar seus aprendizados
com seus professores e colegas
na escola? Se o seu/sua professor(a)
achar que ainda não está
na hora, tudo bem. Fica
para a próxima!
Sim! Meus
professores
fi zeram!
Não! Meus
professores
ainda não
fi zeram!
Não! Não
consegui
nenhuma
resposta!
Sim!
Conversa
feita! Vão
rolar as
ati vidades!
Refl eti e vou
comparti lhar
o que
aprendi!
Não quero
comparti lhar
na rede!
LEMBRE-SE...
BOAS APRENDIZAGENS E DESENVOLVIMENTO EM 2018!
É LEGAL PARTICIPAR ATIVAMENTE
NAS AULAS!
Prepare-se e sinta-se confortável
para colocar suas opiniões de forma
respeitosa. É importante parti cipar
das ati vidades que o(a) professor(a)
propuser com empenho e aprender
tudo o que puder com elas! E
se ti ver dúvidas, não hesite em
perguntar! Seus colegas também
aprendem com elas.
É LEGAL COMPARTILHAR O QUE
VOCÊ PENSA!
Conte aos seus professores como
foi a experiência. Se você não for
de falar na frente de todo mundo,
encontre um jeiti nho de conversar
com eles em um momento só
de vocês. Sua opinião é muito
importante para que eles preparem
aulas ainda mais esti mulantes!
É LEGAL REFLETIR PARA VALER!
Ao fi nal de algumas aulas, o(a)
professor(a) organizará uma rodada
de refl exão sobre tudo o que você
pode ter aprendido. Pense para
além dos conteúdos da disciplina.
O que você aprendeu ali que levaria
para outros espaços de sua vida?
FIQUE LIGADO!
Esse é um trabalho que visa o seu
desenvolvimento! Mergulhe nessa
experiência. As competências que
você aprenderá podem ajudar em
períodos de incertezas e mudança.
Além disso, ajudam a visualizar o
seu futuro como estudante e, mais
tarde, como profi ssional. Aproveite!
REFERÊNCIAS
Aqui você encontra o que serviu de referência para a produção do material. E você pode
encontrar textos no link indicado anteriormente
BARROS, P.B. et al. O desenvolvimento socioemocional como antí doto para a desigualdade
de oportunidades. Relatório técnico
INAF 2016. São Paulo: Insti tuto Ayrton Senna e Insti tuto Paulo Montenegro, 2016.
CARNEIRO, P. et al. The Impact of Early Cogniti ve and Non-Cogniti ve Skills on Later
Outcomes. CEE Discussion Papers 0092, Centre for the Economics of Educati on, LSE, 2007.
CATTAN, S. Heterogeneity and Selecti on in the Labor Market. PhD thesis: University of
Chicago, 2010.
COSTA, A. C. G. Por uma Pedagogia da Presença. Governo do Brasil: Brasília,1991.
DUCKWORTH, A. et al. Personality psychology and Economics. IZA Discussion Paper 5500,
2011.
DUNCAN, G.J. and K. MAGNUSON. The Nature and Impact of Early Achievement Skills,
Att enti on Skills, and Behavior Problems. Working paper 2010 at the Department of
Educati on, UC Irvine, 2010
PIATEK, R.; P. PINGER. Maintaining (Locus of) Control? Assessing the Impact of Locus of
Control on Educati on Decisions and Wages. Insti tute for the Study of Labor (IZA), Discussion
Paper No. 5289, 2010.
ROSENBERG, M. Society and the adolescent self-image. Princeton, NJ: Princeton University
Press, 1965.
SANTOS, D.D. et al. Socio-emoti onal development and learning in school. Relatório Técnico
não publicado, 2017.
SANTOS, D.D. et al. Violence in the School Surroundings and Its Eff ect on Social and
Emoti onal Traits. Paper não publicado, 2017.
STÖRMER, S.; FAHR. R. Individual Determinants of Work Att endance: Evidence on the Role
of Personality. IZA Discussion Paper Nº 4927, 2010.
TOMAZ, R.; ZANINI, D.S. Personalidade e Coping em Pacientes com Transtornos Alimentares
e Obesidade, 2009.