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Radiologia Forense: Virtópsia e Desenvolvimento Histórico

Material sobre Radiologia Forense (Virtópsia): apresenta conceitos da virtópsia como necrópsia virtual por imagens, definições de radiologia, evolução histórica com a descoberta dos raios X por Röntgen e relação com técnicas de imagem (TC, mamografia, ultrassom, RM) na medicina legal.

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Yuli Krupp

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Radiologia Forense (Virtópsia)
CONCEITOS
• A partir do avanço da medicina e das tecnologias,
dentre elas as técnicas de imagem,
• que o termo virtópsia surgiu e começou a se
destacar;
• O termo conhecido como “Virtopsy” é uma palavra
hídrica que combina dois termos: “virtual”e
“autóspia” .
CONCEITOS
• Essa nova técnica tem como objetivo substituir a
tradicional necrópsia com abertura de cadáver por
um sistema virtual de necrópsia com a elaboração
de um mapa interno do cadáver através da
imagem;
• Antigamente, as necropsias eram utilizadas apenas
para estudar o corpo humano e os órgãos internos,
mas hoje em dia é utilizada para desvendar crimes
da medicina legal e causas de mortes
desconhecidas.
CONCEITOS
• Por mais que esses métodos não forneçam uma
imagem real do interior do corpo, nos permitem
reconstruir e verificar as regiões anatômicas e suas
informações sobre possíveis trajetórias, densidade,
condições fotográficas e calibrações.
Tendo em vista que a necrópsia é
também uma área de estudo da
medicina faz-se necessário estarmos em
constante atualização!
Descobertas e ressignificações de outras áreas
também podem contribuir para o estudo da
necrópia.
Como é o caso da imagenologia, que há menos de
10 anos atrás tem sido mais utilizada como
ferramenta auxiliar na medicina forense.
RADIOLOGIA
Radiologia é o ramo ou especialidade da 
medicina que utiliza as radiações para a 
realização de diagnósticos, controle e 
tratamento de doenças. Ela permite a 
visualização de ossos, órgãos ou estruturas 
através do uso de radiações (sonoras, 
eletromagnéticas ou corpusculares), gerando 
desta maneira uma imagem.
Nas últimas décadas foram acrescentados 
novos métodos de imagem como a tomografia 
computadorizada, a mamografia, a 
ultrassonografia e a ressonância magnética 
nuclear. Esses novos equipamentos e muitos 
outros avanços vieram a contribuir para tornar 
essa área ainda mais interessante.
DESENVOLVIMENTO 
HISTÓRICO
Ao final do século 19, mais precisamente ao cair
da noite de uma sexta-feira, 8 de novembro de
1895, o Professor físico alemão, Wilhelm Conrad
Röntgen, quando trabalhava em seu laboratório
na Baviera, sul da Alemanha, estudando o tubo
de raios catódicos, descobriu acidentalmente os
raios x.
Observando a fluorescência emanada de uma placa de
papelão recoberta com platinocianeto de bário, na sala
escura, este professor, aos cinquenta anos de idade,
investigador brilhante, perfeccionista e astuto, fez uma
das mais importantes descobertas científicas da
humanidade.
• As descargas elétricas em tubos de gás eram o grande tema das
pesquisas da época e reservou, no novo prédio do Instituto que dirigia,
duas salas ao fundo do grande saguão de entrada, com janelas dando
para os jardins, para suas experiências neste campo;
• A passagem da corrente de alta tensão através dos tubos Hittorff-Crokes
causava uma luminescência muito intensa no interior do tubo e como
pretendia testar a fluorescência do platinocianeto de bário que era muito
fraca, cobriu cuidadosamente o tubo com papelão preto de tal maneira que a
luminosidade do tubo não impedisse a visualização de outros fenômenos.
Ao escurecer a sala para verificar se o tubo estava bem
impermeável à luz e ligando a bobina de Rumkorff que fornecia a
alta tensão para o tubo, notou uma tênue fluorescência sobre a
bancada a quase um metro de distância;
Como o tubo estava altamente recoberto com papel preto aquela
luz não podia ser devida a reflexos e sim, que a placa de substância
fluorescente emitia luz porque estava sendo atingida por algum
tipo desconhecido de radiação, que originando-se no interior do
tubo atravessava o invólucro opaco à luz e causava aquela
fluorescência.
• Fascinado por esta observação passou todo o fim de semana
trancado no laboratório onde comia e dormia, e no qual, em
experimentos com o material que dispunha à mão, investigou a
capacidade destes raios de penetrar em corpos opacos à luz
interpondo entre o tubo e a placa praticamente o que pudesse
encontrar;
• Sabendo que os raios catódicos sensibilizavam filmes
fotográficos, investigou para saber se estes raios, que ele agora
descobria, também tinham esta propriedade.
• Pedaços de diferentes metais, livros, pesos de balança,
sua espingarda de caça, foram um a um radiografados
então;
• Havendo notando que enquanto segurava os objetos
entre o tubo e écran de platinocianeto de bário tinha visto
a imagem dos ossos de sua mão, Rontgen decidiu
investigar sobre este assunto para isto convenceu D.
Bertha, sua esposa, a colocar a mão sobre um filme
fotográfico em chassi de papel e ligou o tubo durante 15
minutos. O filme revelado mostrou claramente a imagem
dos ossos e uma nova era na ciência estava inaugurada.
RADIOLOGIA FORENSE
Desde a descoberta do raio x por Wilhelm Conrad
Roentgen em 1895, e apenas um ano depois dessa
importante descoberta, o mesmo Roentgen descobriu
que poderia ir mais além, demonstrando a presença de
balas de chumbo na cabeça de uma vítima, e a partir daí
a radiologia forense ou conhecida também como
medicina legal, começou a ganhar o conhecimento de
todos, ela foi crescendo junto com o conhecimento dos
especialistas na área da medicina.
Virtópsia = “ópsia” virtual.
Observação virtual, ou também
Autópsia Virtual ou Necrópsia
Virtual;
Visa auxiliar o médico legal a
identificar características
outrora difíceis de encontrar no
cadáver.
A cada nova descoberta acrescentava ainda
mais na evolução dentro da medicina legal,
tornando mais exatos e com menos tempo de
espera pelos familiares para saber a causa
morte de um parente, ou para o
reconhecimento de pessoas mortas em
grandes desastres, como, queda de avião ou
incêndio, no qual os corpos são carbonizados e
sua identificação fica praticamente impossível.
Com a radiologia forense é possível fazer reconstruções
de regiões estilhaçadas, verificar regiões anatômicas,
obter informações sobre trajetória de projéteis, e
identificar de forma mais precisa diferentes
características e estilhaços no corpo de acordo com a
densidade.
A virtópsia consiste no uso de métodos de imagem como adjuntos da autópsia ou até
mesmo substituto dessa;
Uma das abordagens da virtópsia é tentar reduzir a utilização de técnicas invasivas de
necrópsia;
Com métodos de imagem suficientemente desenvolvidos, capazes de responder à todas as
questões relativas à causa mortis, dever-se-ia evitar proceder com exames medicos legais
mais invasivos.
Necropsia X Virtópsia
• Você acha que os métodos invasivos de 
necropsia deveriam ser substituídos por 
métodos menos invasivos?
• Você teria escolhido trabalhar com necropsia 
caso os métodos invasivos atuais caíssem em 
desuso?
• A virtópsia não exclui completamente a necessidade de uma autópsia, mas ajuda 
muito no diagnóstico;
• As vezes a virtópsia é suficiente para excluir a necessidade de análises posteriores;
• Contudo, caso um dia a necropsia caia em desuso em favor da virtópsia, poderemos 
ver casos de criminosos que tentem induzir o necropsista a não conduzir a necropsia. 
Como Funciona a Virtopsia
A virtópsia consiste na criação de uma imagem 3D 
do cadáver;
Na virtópsia existe a fusão de técnicas de medicina 
de imagem 3D e varredura de superfície 3D utilizada 
na indústria automobilística;
A virtópsia combina metodologias de varradura e 
radiografia com a resolução a poderosa resolução 
dos computadores modernos. 
Equipamentos para Virtopsia
Varredura de Superfície 3D por Fotogrametria; 
Tomografia Computadorizada post mortem 
(PMCT). Podendo ter biópsia guiada por PMCT;
Imagem por Ressonância Magnética post 
mortem (PM-MRI);
Preparo para a Virtopsia
Antes de começar é importante lembrar que o 
cadáver, nesse caso, continua sendo sujo, com a 
possibilidade de transmissão de doenças;
Para isso é extremamente necessário que se tomem 
as mesmas precauções que se teria em um 
necrotério ou tanatório.
Tais medidas incluem principalmente: evitar ocontato do cadáver com o equipamento e fazer uso 
adequado de EPIs 
Preparo para a Virtopsia
Preparo para a 
Virtopsia
• Os marcadores são usados ​​pelos 
processadores de computador para 
calibrar a varredura externa do 
cadáver e combiná-la com processos 
de imagem internos.
• Depois que os marcadores são 
colocados pelo virtibot, ele cria um 
modelo 3D em cores do cadáver.
Preparo para a 
Virtopsia
• Câmera estereoscópica utilizada para captura de 
imagens 3D.
Preparo para a Virtopsia
• O local onde é feita a ressonância magnética é geralmente
coberto por uma bolsa azul através do qual os raios-X
podem passar facilmente, a fim de prevenir contaminação;
• em seguida, o corpo é colocado na mesa deslizante do
equipamento de CT, MRI e MRS. A bolsa permanecerá
fechada enquanto o corpo é escaneado para manter a
higiene do entorno, garantir a privacidade do cadáver e
manter o corpo sem ser perturbado por qualquer pessoal
não-forense na sala.
Preparo para a Virtopsia
Preparo para a Virtopsia
• As imagens do interior e varreduras de superfície
são enviadas para poderosos computadores;
• Os dados são combinados e posteriormente
processados ​​com auxílio de softwares de desenho
e gráficos que necessitam de computadores muito
potentes para serem criados.
• Em um curto intervalo de 10 minutos, imagens
nítidas e detalhadas de osso e tecido são
reconstruídas.
Preparo para a Virtopsia
• Os diferentes tipos de tecidos corporais,
objetos estranhos (como balas) e as
substâncias corporais absorvem os raios-X do
scanner em quantidade variada;
• Os diferentes níveis de absorção são
processados em uma visualização 3D de
diferentes cores e opacidades.
• O computador pode atribuir cores diferentes à
qualquer densidade, mas muitas vezes é
padronizado como azul para bolsas de ar, bege
para tecidos moles, vermelho para vasos
sanguíneos e branco para ossos.
Preparo para a Virtopsia
• Um patologista tem a liberdade de descascar as 
camadas de pele e músculos virtuais com um clique do 
mouse;
• Patologistas e radiologistas podem estudar em detalhes 
todos os padrões gerados; 
• As imagens podem ser manipuladas e para baixo, para 
cima, podem ser giradas em vários ângulos, 
proporcionando uma flexibilidade que está ausente na 
autópsia convencional.
Usos da Virtópsia
A radiologia é superior à autópsia na revelação de 
certos casos de traumatismo craniano, esquelético 
ou tecidual. 
Algumas reações forenses vitais no corpo foram 
diagnosticadas igualmente bem ou melhor pelo CT 
e MRI
Resultados de estudos sobre virtópsia são 
promissores o suficiente para introduzir e avaliar a 
radiologia na ciência forense.
Determinação do Tempo 
da Morte
O tempo da morte pode ser determinado utilizando 
mudanças vistas no MSCT e MRI;
Também pode ser determinado pela análise de 
imagem de metabólitos que aparecem em cada 
etapa da decomposição;
Desta forma é possível determinar com precisão o 
momento da morte.
Identificação de 
Indivíduos
• Um relato de caso conta sobre a 
utilização da virtopsia para identificar um 
indivíduo.
• Neste caso se fez uma análise de 
tomografia de um crânio não-identificado 
onde se comparou diversas marcas do 
crânio não-identificado com uma 
tomografia de um homem desaparecido, 
que havia sido feita antes do seu 
desaparecimento.
Identificação de 
Indivíduos
• Os procedimentos de identificação
dentária geralmente incluem a
comparação entre dados post mortem e
ante mortem;
• Pode-se utilizar o exame de DNA do osso
da vítima e comparar com o de algum
familiar;
• Também se pode utilizar a arcada
dentária, mas para isso é necessário que
a vítima já tenha algum exame prévio.
Identificação de Indivíduos
• Os dados dentais pós-morte são obrigatórios para a
identificação dentária, que é obtida principalmente
por exame visual.
• Mas o exame visual é muito difícil em vítimas com
corpos carbonizados e cavidades orais danificadas.
•
• Nesses casos, a virtópsia se torna uma maneira
muito rápida e confiável de obter registros post-
mortem.
Exame Toxicológico
• A virtópsia pode ser utilizada para exame toxicológico 
de cadáveres, fazendo uso de marcação de substâncias 
presente nas drogas de abuso.
• Dessa forma, é possível identificar se o indivíduo fez 
uso de alguma substância antes da morte
Virtópsia de Acidente de 
Trânsito
• No exame da virtópsia é possível identificar o 
enrijecimento de tecidos moles após o acidente;
• Também é possível identificar herniações 
específicas surgidas em casos de acidentes graves;
• Dessa forma pode ser possível substituir a 
autópsia, caso seja evidente na virtópsia esse tipo 
de acidente.
Falha cardiorrespiratória de 
origem não traumática
• Através da virtópsia é possível 
identificar infecções pulmonares e 
miocardites sem a necessidade de 
autópsia.
• A virtópsia também pode ser mais 
efetiva em identificar fraturas 
vertebrais, o que pode excluir ou 
corroborar trauma na espinha por 
enforcamento.
Casos de Enforcamento e 
Estrangulamento
• A virtópsia pode identificar marcas de 
enforcamento e estrangulamento;
• A virtopsia foi capaz de identificar essas 
marcas tão bem quanto a autopsia feita 
após a virtopsia.
Projeção de Intensidade Máxima 
(MIP) ou Mínima (minIP)
• Nessa técnica se faz uma análise de cada pixel de uma 
imagem 2D (ou voxel em imagem 3D);
• Após feita a seleção do pixel ou voxel na imagem todas as 
outras partes com o mesmo pixel serão marcadas;
• Com essa técnica é possível separar cada zona pela 
intensidade dos pixels. Para zonas de alta intensidade se 
usam os MIPs e zonas de baixa intensidade se usam os 
minIPs
Esquerda: Osso e metal reconstruídos por MIP (Projeção de Intensidade Máxima)
Direita: Renderização 3D por Volume em Tomografia Computadorizada.
Morte homicida: fragmentos de ossos e metal característicos no lado de saída na lateral do crânio, onde a bala 
causou uma grande perda de massa encefálica e estilhaçamento do crânio. 
Esquerda: Osso e metal reconstruídos por MIP (Projeção de Intensidade Máxima)
Direita: Renderização 3D por Volume em Tomografia Computadorizada.
Morte homicida: fragmentos de ossos e metal característicos no lado de saída na lateral do crânio, onde a bala 
causou uma grande perda de massa encefálica e estilhaçamento do crânio.

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