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INSTRUMENTAL EM DENTÍSTICA Instrumentos manuais diversos; . Grampos cervicais para isolamento; Os grampos apresentados a seguir permitem a resolução da grande Maioria das situações clínicas diárias. O grampo 200 foi idealizado para Molares inferiores. • 202 também é recomendado para molares inferiores, Sobretudo os volumosos. •O grampo 205 é recomendado para molares superiores. •O grampo 14ª foi idealizado para molares não completamente Irrompidos, nos quais o equador do elemento dental se encontra recoberto pelo Tecido gengival, ou para dentes severamente destruídos. •O grampo 207 é recomendado para pré-molares superiores e inferiores •Enquanto o 209 é indicado principalmente para pré-molares inferiores. •O grampo 210 é indicado Para incisivos, caninos e, em alguns casos, também para pré-molares. •O Grampo 212M é utilizado para o tratamento de lesões localizadas na região Cervical vestibular de pré-molares, caninos e incisivos, agindo como um retrator Do tecido gengival. Instrumentos rotatórios A seguir estão apresentadas as brocas e pontas diamantadas que serão utilizadas nos procedimentos de preparo cavitário. Kit de brocas carbide para alta rotação; Kit de pontas diamantadas para alta rotação; PREPAROS DE CAVIDADES PARA AMÁLGAMA. plástico para bancada avental de manga longa luvas de procedimento óculos de proteção máscara e gorro manequim micro-motor, contra-ângulo e caneta de alta rotação pinça clínica, espelho plano e explorador n° 5 Kit de brocas e pontas diamantadas de alta e baixa rotação Adaptador para contra-ângulo machado para esmalte 14/15 recortadores de margem gengival 28 e 29 Curetas de dentina Pinça Müller para carbono Carbono para articulação Tiras de aço para matriz de 5 e 7mm Porta matriz tipo Toflemire Cunhas de madeira Condensador de Ward no.00. PREPARO DE CAVIDADE DE CLASSE I SIMPLES NO 37. As cavidades de classe I são localizadas em sulcos, fóssulas e defeitos estruturais que se localizam nas faces oclusais de pré-molares e molares; nos 2/3 oclusais das faces vestibulares de molares inferiores e 2/3 oclusais das faces linguais de molares superiores; na região do tubérculo de Carabelli no 1° molar superior permanente; nos 2/3 incisais das faces vestibulares dos dentes anteriores; e na região do cíngulo nas faces linguais dos dentes anteriores superiores. São cavidades de classe I simples quando se localizam em apenas uma face do dente e composta quando englobam duas faces do dente, por exemplo, cavidade de classe I ocluso-lingual (OL) nos molares superiores. Posição manequim Operador. Inferior esquerda com utilização da visão direta. . Manobras Prévias D1. Checagem dos contatos oclusais Antes de iniciar o preparo cavitário, um pedaço de carbono para articulação deve ser adaptado na pinça de Müller. Este deve ser posicionado Entre as arcadas com o lado vermelho voltado para o dente que será preparado. Fazer os movimentos de lateralidade direita, esquerda e protrusão. Virar o carbono de forma que o lado preto fique voltado para o dente A ser preparado, devendo o aluno fazer com que o manequim oclua sobre ele, deslocando o arco inferior com a mão num movimento de fechamento, o qual Deve ser repetido algumas vezes, até que as marcações dos contatos sejam observadas. Tempos Operatórios 1° tempo operatório : abertura da cavidade A abertura é realizada com a ponta diamantada 1011 ou 1012 ou broca esférica n° 2, montada em contra-ângulo e com sua haste perpendicular ao plano oclusal, ou com a ponta diamantada 1148 ou broca 245 montada em contra-ângulo e ligeiramente inclinada em relação ao plano oclusal, de modo que a aresta formada entre a base e a porção lateral da broca inicie a abertura ( Executa-se uma perfuração na fóssula mesial ou na central acometida pela lesão. 2° tempo operatório : contorno Devemos lembrar que não poderão existir contatos oclusais na interface dente-restauração, sob risco de fratura das margens da restauração quando o dente entrar em função mastigatória. Desta forma, o contorno deve ser tal que os contatos oclusais ocorram ou na estrutura dental sadia, ou sobre o material restaurador a ser colocado. Na Figura 11.2 podemos observar um exemplo contorno que geralmente um preparo em molar inferior apresenta. Deve-se lembrar porém que o contorno do preparo vai depender exclusivamente da extensão da lesão, preservando ao máximo a estrutura dental sadia. Com a ponta diamantada 1148 ou com a broca 245, perpendicularmente à superfície oclusal, faz-se o contorno da cavidade até atingir tecido hígido. A profundidade da cavidade será de mais ou menos metade da parte ativa da ponta ou broca, o que corresponde a aproximadamente 1,5mm, independentemente se restar ou não alguma porção de tecido cariado na parede pulpar. A cavidade não deve ser aprofundada nesse momento para remover o tecido cariado remanescente. O contorno da cavidade será o mais conservador possível. 3° tempo operatório : forma de resistência Durante o contorno da cavidade é preciso assegurar superfícies adequadas de suporte para que tanto a estrutura dentária quanto o material restaurador resistam aos esforços mastigatórios. A forma de resistência caracteriza-se pelo preparo de paredes regulares e lizas, preparando-se paredes vestibulares e linguais planas e convergentes para oclusal. Em cavidades extensas pode-se optar pela realização de paredes V e L perpendiculares à parede pulpar, e paralelas entre si. A parede pulpar deverá ser plana e paralela ao plano oclusal. As paredes mesial e distal devem ser preferencialmente convergentes para oclusal, para aumentar a resistência da margem da restauração. Contudo, se a crista marginal estiver muito debilitada pela lesão de cárie, essas paredes devem ser ligeiramente expulsivas para oclusal, preservando sua resistência. 4° tempo operatório : forma de retenção É a forma dada ao preparo para impedir o deslocamento da restauração pela ação das forças que atuam sobre o dente, o que é obtido pela convergência das paredes. Quando forem preparadas paredes paralelas e a profundidade do preparo for maior do que a largura, isso já confere retenção ao material restaurador por atrito. Quando não se consegue um preparo mais profundo do que largo, há necessidade de realizar as retenções adicionais, que são pequenas reentrâncias realizadas sob as cúspides, ao nível dos diedros VP e LP, com a ponta diamantada 1131 ou broca tronco-cônica invertida no 33 ½ ou esférica ½. Outras medidas para se obter retenção são: paredes planas e regulares, extensão da cavidade nos sulcos transversais evitando o deslocamento da restauração no sentido MD e a execução das “caudas de Andorinha”, contorno cavitário realizado nas fóssulas mesial e distal. Deve-se lembrar que a cauda de andorinha somente deve ser preparada quando a lesão acometer as fossas proximais e, após a remoção do tecido cariado, surgir essa conformação específica. Não se deve desgastar a estrutura dental hígida somente para se obter uma cauda de andorinha. 5° tempo operatório : remoção do tecido cariado Deve ser realizada com brocas esféricas lisas de maior diâmetro compatível com a cavidade, em baixa rotação ou escavadores em forma de colher (curetas de dentina), somente nas regiões onde, após a realização do contorno, restou tecido cariado. O restante da parede pulpar não deve ser aprofundada. 6° tempo operatório : acabamento das paredes de esmalte com o preparo da cavidade com pontas diamantadas nesse tipo de cavidade não deverão restar prismas de esmalte sem suporte, não sendo necessário nenhum tipo de acabamento das paredes de esmalte. 7° tempo operatório : limpeza da cavidade Todos os resíduos deverão ser removidos através de jatos de ar. CARACTERÍSTICAS FINAIS DA CAVIDADE paredes planas, regulares e lisas; ângulos diedros do 1° grupo arredondados; ângulos diedros do 2° grupo arredondados; parede pulpar plana e paralela ao plano oclusal; paredes V e L ligeiramente convergentespara oclusal, ou perpendiculares à parede pulpar; paredes M e D convergentes para oclusal ou ligeiramente expulsivas para oclusal; presença de “cauda de andorinha” nas fossas mesial e distal Quando a lesão de cárie atingir essas áreas; retenções adicionais sob as cúspides, às custas das paredes V e L, ao nível dos diedros VP e LP, se as paredes vestibular e Lingual forem paralelas e a cavidade for mais larga do que Profunda. PREPARO DE CAVIDADE DE CLASSE I NO 34. Devido à presença da ponte de esmalte na face oclusal do primeiro Pré-molar inferior, este preparo consta de duas pequenas cavidades, uma na fossa mesial e outra na fossa distal, realizando-se a abertura da mesma forma que no exercício anterior quanto à forma de contorno, essa deverá restringir-se às fossas mesial e distal, conservando-se íntegra a ponte de esmalte. A Abertura deve ser tal que permita a penetração do instrumento condensador de Ward n°00. A parede pulpar é inclinada em função da anatomia da câmara pulpar, que acompanha a anatomia da superfície oclusal. Para tal, o longo eixo da ponta diamantada ou broca deve estar perpendicular ao plano que passa pelos vértices das cúspides V e L. Todas as paredes devem ser preparadas convergentes para oclusal com a ponta diamantada 1148 ou broca 245. Se a crista marginal estiver muito debilitada pela lesão de cárie, pode-se optar-se por deixá-las ligeiramente expulsiva para oclusal para preservar sua resistência. CARACTERÍSTICAS FINAIS DA CAVIDADE paredes planas, regulares e lisas; ângulos diedros do 1° grupo arredondados ângulos diedros do segundo grupo arredondados; parede pulpar ligeiramente inclinada, acompanhando a inclinação da face oclusal; paredes circundantes convergentes para oclusal; paredes mesial da caixa mesial e distal da caixa distal, em contato com as cristas marginais, convergentes para oclusal ou ligeiramente expulsivas para oclusal se a lesão fragilizou a crista marginal. 11.3 PREPARO DE CAVIDADE DE CLASSE I COMPOSTA NO 26. Neste dente faremos dois tipos de preparos cavitários. O preparo de Classe I simples na fossa mesial e classe I composta na fossa distal e sulco lingual. Numa situação clínica, a ponte de esmalte deverá ser incluída no preparo somente quando estiver solapada por cárie ou quando, após o preparo da cavidade, restar uma espessura menor que 1mm de estrutura separando as duas cavidades. A. Manobras Prévias A1. Checagem dos contatos oclusais. Posicionar o carbono entre as arcadas e fazer com que o manequim Oclua sobre ele, deslocando o arco inferior com a mão num movimento de Lateralidade e protrusão (lado vermelho do carbono), os quais devem ser Repetidos algumas vezes, até que as marcações dos contatos em desoclusão Sejam observadas. A seguir faz-se o fechamento com o lado preto do carbono Voltado para o dente a ser preparado de forma a se analisar os contatos em OC. B. Tempos operatórios 1 ° tempo operatório : abertura feita com ponta diamantada 1011 perpendicular ao longo eixo do dente, ou com ponta diamantada 1148 ou broca 245, sendo que a haste deverá estar inclinada para que a aresta inicie a abertura, tanto na fossa mesial quanto na distal. 2° tempo operatório : contorno Devemos lembrar que não poderão existir contatos oclusais na interface dente-restauração, sob risco de fratura das margens da restauração quando o dente entrar em função mastigatória. Na Figura 11.8 podemos observar um exemplo do contorno aproximado que deverá possuir o preparo cavitário a ser realizado. Deve-se lembrar que o contorno do preparo deve ser exatamente o mínimo necessário para se atingir tecido dental hígido nas paredes circundantes, não devendo ser adotado nenhum contorno estereotipado. O contorno deve ser realizado com a ponta diamantada 1148 ou Broca 245, com a haste paralela ao longo eixo do dente, até atingir o esmalte Íntegro, tanto na porção mesial quanto na distal. Na porção distal, o preparo estende-se para o sulco lingual, formando um degrau entre a face oclusal e a Lingual. Deve-se posicionar o instrumento rotatório paralelo à face lingual, penetrando no sulco cariado. A profundidade das caixas oclusais é de ½ da parte ativa da ponta diamantada ou broca e a caixa lingual estende-se até o limite do sulco, geralmente no terço médio da face lingual. O contorno será o mais conservador possível e as cristas marginais mesial e distal deverão ser preservadas. 3° tempo operatório : forma de resistência Caracteriza-se pelo formato de caixa na cavidade simples (porção Mesial da face oclusal) e pelo formato de degrau na cavidade composta (na porção disto-lingual). Cavidade simples: Todas as paredes devem ser planas e Convergentes para oclusal. A parede pulpar é plana e paralela ao plano oclusal. A parede mesial pode ser ligeiramente expulsiva para oclusal se a lesão tiver enfraquecido a crista marginal, de forma a preservar sua resistência. Cavidade composta: A parede axial é levemente expulsiva para oclusal, o que é obtido inclinando-se a broca em relação ao longo eixo do dente (Figura 11.10), e as paredes M e D da caixa lingual são convergentes para Oclusal. Parede gengival paralela à parede pulpar. A broca deve ser então posicionada perpendicular à face lingual para definir melhor os ângulos MA e DA. O acabamento das paredes é realizado diretamente com o instrumento rotatório. Deve-se realizar o arredondamento do ângulo axio-pulpar com o recortador de margem gengival. 4° tempo operatório : forma de retenção Paredes planas, regulares e lisas, ângulos diedros do 2° grupo e triedros arredondados, profundidade maior que a largura, presença de "cauda de andorinha" nas fóssulas mesial e distal, dependendo da extensão da lesão, e, se necessário, retenções adicionais nos diedros VP e LP sob as cúspides, quando a cavidade for mais larga do que profunda, realizadas com a ponta diamantada 1031 ou a broca n° 33 ½ (Figura 11.12 B) . Podem ser realizadas ainda retenções ao nível dos diedros mésio-gengival e disto-gengival, na caixa lingual, utilizando a ponta diamantada 1061 ou broca cônica 169 como mostrado na Figura 11.12 (A e B).