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Órgão de Corti • A liberação de neurotransmissor pela curvatura das células ciliadas do órgão espiral (corti) gera, impulsos nervosos nos neurônios auditivos de primeira ordem que inervam as células ciliadas. • Os axônios desses neurônios formam o nervo coclear, ramo do nervo vestibulococlear (NC VIII). Esses axônios fazem sinapse com neurônios nos núcleos cocleares do bulbo, alguns dos seus axônios sofrem decussação (cruzamento) no bulbo, ascendem pelo trato lemnisco lateral (lado oposto), terminando no colículo inferior do mesencéfalo, no entanto, outros axônios dos núcleos cocleares terminam no núcleo olivar superior da ponte. • Os axônios dos núcleos olivares superiores ascendem até o mesencéfalo, onde terminam nos colículos inferiores e os axônios irão se estender até o núcleo do corpo geniculado medial do tálamo. • No tálamo os neurônios projetam axônios para a área auditiva primária do córtex cerebral, no lobo temporal do cérebro, onde ocorre a percepção consciente do som. • Do tálamo ao córtex: radiações auditivas; • A partir do córtex auditivo primário, os axônios estendem-se para a área de associação auditiva do córtex cerebral, no lobo temporal do cérebro para a integração mais complexa do som. • A chegada de impulsos nervosos na área auditiva primária nos permite perceber o som. • Área Auditiva Primária o Mapeada de acordo com a altura: o influxo sobre a altura proveniente de cada parte da lâmina basilar é conduzido para uma parte diferente da área auditiva primária. o giro temporal transverso anterior (Brodmann 41); o Os sons de alta frequência ativam uma parte do córtex, os sons de baixa frequência ativam outra parte e os sons de frequência média ativam a região situada entre essas duas partes Gânglio Espiral Núcleos Cocleares Núcleo Olivar Coliculo Inferior Corpo Geniculado Medial Área Auditiva • Área Auditiva Secundária o Giro temporal superior (Brodmann 22) o A informação é conduzida parar a área de associação auditiva, no lobo temporal, armazenando as memórias auditivas e compara experiências auditivas passadas e presentes, permitindo o reconhecimento de determinado som como fala, música ou ruído. o Se o som for a fala, o influxo na área de associação auditiva é retransmitido para a área de Wernicke na parte adjacente do lobo temporal, que interpreta o significado das palavras, traduzindo-as em pensamentos CORRELAÇÃO CLÍNICA Surdez • Surdez Neurossensorial o causada por comprometimentos das células ciliadas na cóclea ou por lesão do nervo coclear, um ramo do nervo vestibulococlear o Causas − aterosclerose, que reduz o suprimento sanguíneo para as orelhas − Fármacos, como ácido acetilsalicílico e estreptomicina − Exposição repetida a ruídos altos, o que destrói as células ciliadas do órgão espiral. A exposição contínua a sons de alta intensidade pode causar perda significativa ou total da audição. Quanto mais altos os sons, mais rápida a perda auditiva. Ruídos acima de 85 dB, as células perdem a motilidade e se soltam da membrana basilar levando a uma exaustão metabólica • Surdez de Condução o Causada pelo comprometimento dos mecanismos da orelha externa e da orelha média para a transmissão dos sons para a cóclea. o Causas − Otosclerose, depósito de osso novo em torno das janelas do vestíbulo − Cerume impactado − Lesão da membrana timpânica − Envelhecimento, que frequentemente resulta em espessamento da membrana timpânica e endurecimento das articulações dos ossículos da audição. • Teste de Weber o Utilizado para diferenciar a surdez neurossensorial da surdez de condução. o No teste, a haste de um diapasão é apoiada na fronte. Em pessoas com audição normal, o som é ouvido igualmente em ambas as orelhas. o Se o som for ouvido melhor na orelha afetada, a surdez provavelmente é de condução, se o som for ouvido melhor na orelha normal, é provavelmente do tipo neurossensorial • Teste da Orelhinha Paralisia do Músculo Estapédio • Hiperacusia, distúrbio causado por movimentos não inibidos do estribo. UMA LESÃO UNILATERAL AO ENCEFÁLO PROVOCA SURDEZ EM UMA ORELHA? • As vias auditivas contém decussações e comissuras ao longo do seu trajeto; • Os sons provenientes de uma orelha são processados por ambos os lados do encéfalo; • A lesão unilateral produz comprometimento na localização e interpretação dos sons. • ATENÇÃO: nucleos cocleares e fibras aferentes do nervo coclear (lesão nestas areas provocam surdez unilateral) TRANSDUCAO • Aceleração angular → ductos semicirculares → nervo vestibular • Celeração linear → utrículo e sacúlo → nervo vestibular 1° • Gânglio vestibular (Scarpa) 2° • Núcleos Vestibulares (assoalho do VI ventículo) 3° • Cerebelo (lóbulo flóculo nodular) NÚCLEOS E VIAS VESTIBULARES INFORMAÇÕES DOS NERVOS VESTIBULARES DESTINAM-SE PARA • Núcleos dos nervos oculomotor (NC III), troclear (NC IV) e abducente (NC V). Esses nervos cranianos controlam movimentos conjugados dos olhos com os da cabeça para ajudar a manter o foco no campo visual. • Neurônios motores medulares dos membros e pescoço contribuindo com reflexos vestibuloespinhal • Formação reticular • Complexo vestibular contralateral • Núcleos dos nervos oculomotor (NC III), troclear (NC IV) e abducente (NC V). Esses nervos cranianos controlam movimentos conjugados dos olhos com os da cabeça para ajudar a manter o foco no campo visual. • Núcleos dos nervos acessórios (NC XI). Os nervos acessórios ajudam a controlar os movimentos da cabeça e do pescoço e auxiliam na manutenção do equilíbrio. • Trato vestibulospinal conduz impulsos ao longo da medula espinal para manter o tônus muscular nos músculos esqueléticos, de modo a ajudar a manter o equilíbrio. • Núcleo ventral posterior no tálamo → a área vestibular no lobo parietal do córtex cerebral. Essa parte da área somatossensitiva primária proporciona a percepção consciente da posição e dos movimentos da cabeça e dos membros. CORRELAÇÕES ANATOMOCLÍNICAS • Síndrome vestibular • Síndrome do arquicerebelo o Vertigem o Ataxia o Tendência à lateralização da queda