Prévia do material em texto
ESTUDO DIRIGIDO – TRABALHO DE PARTO FISIOTERAPIA PARA SAÚDE DA MULHER I 15 PONTOS 1) O que é parto humanizado? Conceitue e explique do ponto de vista das políticas públicas no Brasil e no mundo (WHO). De acordo com o ponto de vista das políticas públicas no Brasil e no mundo, o parto humanizado é aquele em que a mulher possa estar em um ambiente seguro, de uma perspectiva médica, que tenha envolvimento na tomada de decisões, que seja respeitada, que tenha o direito de escolher o seu acompanhante para estar ao seu lado durante todo o momento do parto e nascimento, e, também, que possa ter a liberdade de se movimentar durante os estágios do trabalho de parto além de escolher sua posição para o nascimento do seu bebê. Além disso, a humanização promove o parto e nascimento saudável, pois respeita o processo natural e evita condutas desnecessárias ou de risco para a mãe e o bebê. 2) Muitos leigos (e alguns profissionais de saúde) acreditam que a humanização do parto está relacionada diretamente com a via de parto, ou seja, que somente o parto vaginal ou o parto natural são humanizados. Você concorda? Comente sobre isso. Não, pois independente da via de parto a mulher tem o direito de ter um parto humanizado, onde tenha respeito e condições para que todas as suas necessidades sejam atendidas, sejam elas biológicas, psicológicas, espirituais e sociais. 3) Quais são as fases do trabalho de parto? Cite as características de cada uma. Fase inicial/latente: É a fase que antecede à fase ativa, onde há contrações dolorosas e mais leves, comparado à fase ativa, sem ritmo definido e com intervalo que pode variar de 5 a 10 minutos entre elas. Além disso, é a fase de afinamento do colo uterino e pode ocorrer até 5 cm de dilatação do útero. Fase ativa: Pode ser observada quando a parturiente tem até 3 contrações em 10 minutos, pode durar até 6 horas em primigesta e 3 horas em multíparas. É a fase onde a mulher tem contrações mais fortes, regulares e com menor intervalo, além disso, a dilatação uterina evolui de 5 cm para 10 cm. Fase do período expulsivo: Ocorre após a fase de dilatação, no qual o colo uterino está completamente aberto e é o momento em que a mãe começa a fazer força para o bebê nascer. Fase de dequitação da placenta: É a fase em que o útero expele a placenta e as membranas após a expulsão fetal, e pode demorar de 10 minutos a 1 hora. Fase de revisão da via de parto: É o momento em que a mulher fica em observação pela equipe, normalmente 1 hora após o parto. Nesse momento é observado o volume do sangramento uterino e a contratilidade uterina da paciente. Esse momento é de extrema importância, uma vez que as hemorragias é uma das principais causas de morte materna em todo o mundo. 4) O que são pródromos? Pródromos são as contrações iniciais que a parturiente sente. Normalmente são contrações leves, espaçadas e que duram pouco tempo, além disso, não é observado dilatação uterina. 5) Indique sinais e sintomas do trabalho de parto ativo. - Contrações mais fortes e regulares - Contrações com menor intervalo - Evolução da dilatação do colo uterino de 5 cm para 10 cm - Aumento da dor (transição para o período expulsivo) - Aumento nos níveis de ocitocina (promove a contração uterina) 6) Cite as características da parturiente durante o trabalho de parto ativo. A parturiente costuma ficar concentrada, trabalhando a respiração para poder lidar com a dor, fica em silêncio, pode não gostar de ouvir conversas e sentir necessidade de defecar. Devido a ocitocina, pode ficar um pouco alterada e perder a noção do tempo. 7) Num posicionamento ideal, o bebê ajusta os diâmetros da cabeça com os diâmetros do estreito superior e inferior da pelve. Como ele faz isso? Para passar no diâmetro do estreito superior, ele desce com o dorso à esquerda e faz uma rotação interna de tronco e cabeça para a direita, já para a passagem no diâmetro inferior, há uma inclinação da região parietal da cabeça, facilitando essa descida. 8) Como o fisioterapeuta pode contribuir para a descida do feto pela pelve? Durante o parto, é importante a mulher se movimentar para que a passagem seja facilitada. Quando a cabeça do bebê está no estreito superior, dilatação a partir de 3 cm e modificação do colo uterino, incentivar posturas que favoreçam a abertura no estreito superior, como a contranutação, retroversão pélvica e rotação externa da coxofemoral, além da verticalização da mulher e inibir a contração do assoalho pélvico. Quando a cabeça está no estreito médio, incentivar a paciente a deambular e fazer movimentos de inclinação lateral da pelve. No estreito inferior, incentivar posturas que favoreçam a abertura no estreito inferior, como nutação, anteversão pélvica, rotação interna da coxofemoral, verticalização da mulher e inibir a contração do assoalho pélvico. 9) Como a diástase, ou fraqueza abdominal intensa, podem influenciar a fase ativa do trabalho de parto? Essas condições vão interferir no posicionamento do útero e do bebê, que estão mais anteriorizados, pois não terão resistência para o apoio, assim, a posição no trabalho de parto não vai ser a ideal para favorecer a passagem do feto, o que vai gerar dores e um parto muito demorado, pois o útero não vai conseguir contrair efetivamente para a passagem do bebê e o feto vai demorar para encontrar a posição de passagem, e a mulher vai se cansar mais. 10) Como o fisioterapeuta pode inferir que o trabalho de parto está progredindo? Através da numeração dos planos de De Lee, que indica que uma pontuação negativa (-3 a -1) o polo cefálico está no estreito superior; 0 indica a passagem do feto para o estreito médio e +1 a +3 indica que o feto está no estreito inferior. Quando o feto está no estreito inferior, é a fase expulsiva, o bebê está no assoalho pélvico, e a mulher está fazendo força para o bebê nascer. 11) Como o fisioterapeuta pode contribuir para a evolução da fase ativa (dilatação) do trabalho de parto? Auxiliando o posicionamento da parturiente para facilitar o encaixe e a “descida” do bebê até o estreito inferior da pelve, além de auxiliar no alívio da dor e fazer com que a mulher participe ativamente do seu parto, encontrando a melhor posição para a fase expulsiva e a posição mais “analgésica”. 12) Quando a parturiente começa a sentir que quer fazer força para a fase expulsiva do trabalho de parto, em que posição o bebê está na pelve? No momento em que a parturiente sente vontade de fazer força o polo cefálico do bebê está no estreito inferior da pelve. 13) Explique como os hormônios ocitocina e adrenalina influenciam o comportamento da parturiente e as fases do trabalho de parto. A ocitocina auxilia no início das contrações do trabalho de parto, fazendo com que elas se tornem harmônicas e regulares. Após o parto, a ocitocina está alta, induzindo o comportamento maternal. Além disso, ela também gera contrações uterinas, prevenindo hemorragias. Já a adrenalina é liberada somente na fase expulsiva do parto, fazendo com que a parturiente tenha um maior estímulo para empurrar o bebê. Caso a adrenalina for liberada durante a fase ativa ela pode diminuir ou parar o trabalho de parto, inibindo a ação das endorfinas - aumentando a sensação de dor - e da ocitocina, além de diminuir o fluxo sanguíneo para o útero e, consequentemente, diminuir a oxigenação do bebê. 14) Quais são as possíveis posições que a parturiente assume durante a fase expulsiva do trabalho de parto? Quais são as “preferidas” e quais são as menos favoráveis para essa fase? As possíveis posições que uma parturiente assume durante a fase expulsiva do trabalho de parto são litotômica, semi sentada/supina, de cócoras, sentada em banqueta, lateral e quatro apoios. As posições preferidas são semi sentada/supina, sentada em banqueta, cócoras, lateral e quatro apoios. Já a posição menos favorável é a litotômica, uma vez que há um grande risco de ocorrer lacerações graves. 15) Quais são os recursos não farmacológicos para alívio da dor indicados para parturientes?- Massagem; - Compressa morna; - Estimulação elétrica transcutânea.