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NEOPLASIA - Primeiras descrições como lesões em uma área central da pele, de difícil retirada; - Câncer está associado à neoplasia maligna; - Conceitualmente falando, tumor é um aumento de volume, e não necessariamente é uma neoplasia. Na prática, quando se diz que um animal tem um tumor, automaticamente se associa com uma neoplasia. Definição - É um “novo crescimento” celular, aumento do número de células; - Proliferação celular descontrolada e desorganizada, que se assemelha, em grau variável, às células normais as quais se originou; - Não responde a controles orgânicos (crescimento e diferenciação). Proliferação celular Ciclo de divisão celular - Divisão da célula por mitose; - Intervalo entre uma divisão e outra: intérfase; - Intérfase: fases de G0, G1, S e G2. Célula está se preparando para a multiplicação; - Fase G1: multiplica os números de organelas para fazer a divisão; - Fase S: síntese de proteínas e multiplicação do DNA; - Fase G2: duplicação do núcleo; - Mitose: divisão da célula propriamente dita; - Células lábeis, estáveis (ou quiescentes) e permanentes; Células lábeis: - Estão constantemente se multiplicando; - Na maioria das vezes estão relacionadas com células epiteliais, de revestimento externo e interno, da mucosa, células sanguíneas, da medula óssea etc.; - Epitélio intestinal geralmente é trocado de 15 em 15 dias; - Capacidade de entrar dentro do ciclo e se multiplicar; - Presentes em diferentes fases do ciclo. Células estáveis (ou quiescentes): - Estão “paradas” no início do ciclo; - Só irão se multiplicar se necessário; - Ex.: células hepáticas, células dos túbulos renais, células do tecido conjuntivo (fibroblastos). Células permanentes: - Entram no ciclo celular com uma capacidade muito baixa; - São formadas uma única vez, no processo de embriogênese; - Ex.: tecido cardíaco (cardiomiócitos), tecido muscular esquelético (miócitos) e neurônios; - São formadas uma vez; - Permanecem na fase G0, ou seja, não entram no ciclo de divisão celular; - Se ocorre alteração no tecido, não há capacidade de fazer mitose e regeneração; - Quando há perda de neurônios, por exemplo, essas células são substituídas por células da glia e não por outros neurônios. - Grande parte das neoplasias estão associadas com as células lábeis. - Célula normal está em homeostasia; - Célula sofre alguma alteração, como estresse, aumento da demanda, não lesivo ou agressão, levando à adaptação; - Adaptação leva a: · Alterações de volume; · Alterações de proliferação; · Alterações de diferenciação. - Alteração pode ser tão grave que a célula não consegue se adaptar, levando à lesão; - Lesão pode ser reversível: se retira o estímulo, a célula pode voltar a ser como era antes; - Lesão reversível associada com acúmulo de citoplasma dentro da célula: · Acúmulos celulares; · Degenerações; · Pigmentos. - Estímulo lesivo pode ser muito intenso ou prolongado, levando à lesão irreversível (morte): · Necrose; · Apoptose. - Neoplasia é uma alteração de diferenciação e proliferação celular desordenada e descontrolada; - É uma alteração irreversível; - Não é necessariamente uma morte celular; - Organismo perde controle sobre a célula. Tipos de adaptações celulares Alterações de volume Hipotrofia (atrofia) Hipertrofia Alterações de taxa de divisão Hipoplasia Hiperplasia Alterações de diferenciação Metaplasia Displasia Hamartias/coristias Alteração de adaptação - Comumente conhecida como alterações “pré-neoplásicas”; - Metaplasias, atrofias, hipertrofias e hiperplasias são alterações benignas e essencialmente reversíveis; - Parando a agressão, as células retomam o programa normal de diferenciação; - Persistindo a agressão, pode levar a célula a intensa atividade mitótica e prejuízo da diferenciação celular (displasia), que precede o aparecimento de algumas neoplasias. Distúrbios de proliferação celular Alterações de volume celular: Alterações na taxa de divisão celular: Metaplasia - Conversão de um tecido maduro e diferenciado em outro tecido igualmente maduro e diferenciado, mas com outras características; - É um tipo de adaptação celular caracterizada pela reprogramação das células de um tecido à medida que elas se diferenciam, de modo a exibirem fenótipo distinto do original, mas equivalente ao apresentado por outro tecido normal. Epitélio respiratório pseudoestratificado cilíndrico ciliado. - Adaptação é comum em epitélio respiratório, principalmente em pessoas fumantes; - Epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado se torna escamoso, tendo células basais e estratificadas; - Transformação de um epitélio menos resistente para um epitélio mais resistente. Displasia - Alterações na proliferação e diferenciação das células que precedem o aparecimento de determinadas neoplasias, notadamente os de origem epitelial; - Aspectos morfológicos que lembram células primitivas. Ex.: perda de polaridade, aumento do tamanho do núcleo proporcionalmente ao citoplasma. - São classificadas em leves (discretas), moderadas e graves; - Neoplasia intraepitelial (NI) grau I, II ou II; - Ex.: Neoplasia intraepitelial cervical (NIC), vulvar (NIV), peniana (NIPe), prostática (NIP), anal (NIA). Histologia de epitélio bronquial. Graus de displasia no epitélio bronquial. A = duas camadas de epitélio normal; B = metaplasia escamosa; C = displasia leve; D = displasia moderada; E = Displasia severa; F = carcinoma in situ. Lesões pré-neoplásicas Condições hereditárias e adquiridas: - Lesões pré-neoplásicas ou pré-cânceres. Lesões precursoras: - Lesão tecidual crônica ou inflamação; - Mutações somáticas. São tumores benignos pré-cancerosos? - Nem sempre. 1. Replicação celular regenerativa; 2. Proliferações hiperplásicas ou displásicas; 3. Gastrite atrófica H. pylori: adenoca de estômago; 4. Adenoma viloso do cólon: adenoca colorretal. Hiperplasia epidérmica > papiloma (neoplasia benigna) > CCE (carcinoma de células escamosas – neoplasia maligna) Neoplasia - Uma neoplasma é um “novo crescimento” composto de células, originalmente derivadas de tecidos normais que sofreram alterações genéticas herdadas que permitem que elas se tornem relativamente não responsivas a controle de crescimentos normais e se expandam além de seus limites anatômicos normais. - É uma desordem genética causada por mutações do DNA que (em sua maior parte) são adquiridas espontaneamente ou induzidas por agressões do ambiente; - Geralmente mostram, também, alterações epigenéticas (reversíveis, hereditárias, na expressão gênica que ocorrem sem mutação); - Essas alterações alteram a expressão ou função de genes-chave que regulam os processos celulares fundamentais, como crescimento, sobrevida e senescência; - Todas as neoplasias são clonais; - As alterações genéticas são hereditárias e passadas para as células-filhas; - As células mutadas adquirem vantagens de crescimento e sobrevivência, chegando a dominar a população. · Autossuficiência nos sinais de crescimento; · Ausência de resposta aos sinais inibidores do crescimento; · Evasão da morte celular; · Potencial replicativo ilimitado; · Desenvolvimento da angiogênese; · Capacidade de invadir tecidos locais e disseminar-se para locais distantes; · Reprogramação das vias metabólicas; · Capacidade de escapar do sistema imune. Nomenclatura - No uso médico comum, geralmente uma neoplasia é referida como “tumor”; - O estudo dos tumores é chamado de “oncologia”; - Tumor benigno e tumor maligno; Tumor benigno: não invade tecidos vizinhos, nem se espalha para outros órgãos (metástase), sendo geralmente curável e raramente leva o hospedeiro à morte. Tumor maligno: pode invadir tecidos vizinhos, se espalhar para outros órgãos e levar à morte. Classificação e nomenclatura - Comportamento biológico; - Composição e origem genética; - Características morfológicas dos tumores; - Nomenclatura; - Oncogênese ou carcinogênese. Comportamento biológico: Proliferação celular: - Ciclo de divisão celular – interfase; - Células lábeis, estáveis e permanentes. - Agentesadquirido (ambientais) que possam causar dano ao DNA celular → célula normal ↔ dano do DNA → falha no reparo → mutações no genoma celular → proliferação celular. - Neoplasia se inicia através de uma alteração genética irreversível; - Célula iniciada com alteração genética se prolifera, formando uma massa; - Massa pode ter comportamento benigno ou sofrer progressão e se tornar um tumor maligno; - Resumidamente: 2 tipos de comportamentos biológicos: · Neoplasia benigna; · Neoplasia maligna. - Neoplasias benignas geralmente são bem delimitadas, encapsuladas, possuem células semelhantes entre si e ao tecido em que estão e não invadem o tecido vizinho. Há possibilidade de remoção cirúrgica e possui um bom prognóstico; - Neoplasias malignas invadem tecidos vizinhos, possuem células diferentes entre elas, podem invadir vasos sanguíneos, ulcerando o tecido e não é bem delimitada. Composição e origem genética/embrionária Componentes básicos: - Parênquima (células > visualizadas microscopicamente); - Estroma (tecido conjuntivo e vasos > em volta das células). - Célula sozinha não possui capacidade de sobreviver, precisa ser nutrida por tecido conjuntivo (pelo estroma); - Angiogênese > promoção de novos vasos sanguíneos. Parênquima: - Células neoplásicas clonais; - Células têm origem em um dos folhetos embrionários; - Célula inicial: zigoto; - Célula se multiplica de maneira exponencial > formação do embrião; - Cada um dos folhetos embrionários dá origem à tipos celulares diferentes; Tecido Origem Epitelial Todos os folhetos Conjuntivo Mesoderme Muscular Mesoderme Nervoso Ectoderme - Neoplasias originárias da ectoderme são mais raras. Estroma: - Tecido conjuntivo e vasos; - Diretamente ligado às células que estão se multiplicando; - Determina a taxa de crescimento; - Interação tumor-estroma: · Taxa de crescimento; · Diferenciação; · Comportamento. - Fibroblastos – colágeno (desmoplásica ou esquirrosa > excesso de colágeno); - Fibroblastos – diferenciação em miofibroblastos > maior maleabilidade da massa que está sendo formada. - Angiogênese – vasos mais dilatados, permeáveis e tortuosos; - Fator de crescimento endotelial vascular: inflamação (neutrófilos, eosinófilos, mastócitos, linfócitos, histiócitos); - Presença de ulceração superficial e células inflamatórias em volta do estroma. Características de tumores benignos e malignos Aspectos macroscópicos: Forma de crescimento: - Suprimento sanguíneo; - Atividade angiogênica das células tumorais; - Determinam área de necrose isquêmica e ulceração superficial. Velocidade de crescimento: - Parâmetro clínico; - Benigno – lento, hormônio dependentes; - Maligno – variável, mas de maneira geral é rápido; - Origem monoclonal, 10µm de diâmetro (30 duplicações para chegar a = 1g + 10 ciclos para chegar a para chegar a 1kg = 90 dias); Cápsula e invasão local: Benigno: - Crescimento expansivo; - Compreensão do tecido adjacente; - Sem invasão; - Encapsulados (exceção hemangiomas). Maligno: - Crescimento infiltrativo; - Invasão e infiltração de vasos (sanguíneos e linfáticos). Mobilidade e palpação: - Benigno: móvel; - Maligno: fixo. Necrose e ulceração: - Benigno: rara; - Maligno: frequente. Neoplasia mesenquimal benigna – Lipoma. Carcinoma – Células Escamosas. Neoplasia maligna. Aspectos microscópicos: - Grau de diferenciação: refere-se ao grau de diferenciação que as células neoplásicas parecem com as normais; - Anaplasia: neoplasia pouco diferenciada; - Pleomorfismo celular: tamanho e forma do núcleo e citoplasma das células pouco diferenciadas variam mais que o normal; - Hipercromasia nuclear: cromatina mais corada. Alta atividade mitótica/mitoses anormais: - Divisão celular; - Células gigantes tumorais; - Necrose – crescimento rápido. Neoplasia pouco diferenciada. Neoplasia de células escamosas. Neoplasia de mastócito – mastocitoma. Características microscópicas: - Metástase são implantes tumor distantes e não conectados a neoplasia primária; - Tumores benignos não formam metástases; - Tumores malignos: mobilidade, produção de proteases, menor coesão entre as células. Vias de disseminação: - Via linfática; - Via hematógena; - Semeadura. Vias de disseminação – Via linfática: Linfoadenomegalia – aumento de linfonodo. Melanoma com disseminação linfática – Neoplasia no dígito. Vias de disseminação – Via hematógena: Metástase pulmonar. Metástase pulmonar – Carcinoma de tonsila. Hemangiossarcoma (baço). Metástase de Hemangiossarcoma. Vias de disseminação – Semeadura: Nódulos formados no peritônio. Pleura. Nomenclatura Neoplasia Benigna: - Sufixo (tipo celular) + OMA; - Prefixo determina o tipo celular: lipoma (tecido adiposo - lipídeo), fibroma (fibroblasto), leiomioma (músculo liso – leio); - Padrão de crescimento: adenoma (glândulas), papiloma (pólipos – revestimento externo da pele). Pólipos: - Crescimento epitelial benigno; - Projeta-se da superfície mucosa; - Pólipo pedunculado (preso por um pedículo estreito); - Pólipo séssil (ampla base). Exceções: - Melanoma, linfoma > são neoplasias malignas apesar de terminarem em OMA; - Melanoma maligno, melanocitoma benigno; - Todos os linfomas são malignos, não existem linfomas benignos; Teratoma: - Elementos teciduais das três camadas germinativas (ectoderma, mesoderma e endoderma); - Em animais, geralmente são neoplasias benignas. Linfoma no baço. Teratoma ovariano. Neoplasia Maligna: - Sufixo (tipo celular) + sarcoma/carcinoma (origem embrionária); Carcinoma de _______: - Neoplasia epitelial maligna; - Ex.: carcinoma de células escamosas. ______sarcoma (carnudo): - Neoplasia mesenquimal maligna; - Ex.: leiomiossarcoma, fibrossarcoma. Alteralções celulares - Neoplasias benignas: - Atipias celulares; - Hipercromasia nuclear; - Hipercelularidade; - Pleomorfismo celular; - Anaplasia celular. Alterações celulares - Neoplasias malignas: - Atipias; - Hipercelularidade; - Perda de diferenciação; - Anaplasia celular; - Metastases. Nomenclatura: - Tumores epiteliais; - Tumores mesenquimais; - Tumores melanocíticos; - Tumores mistos; - Tumores indiferenciados. Neoplasias epiteliais: - Células neoplásicas epiteliais; - O termo escamoso pode ser utilizado para demonstrar a diferenciação escamosa; - Adenoma = neoplasia benigna do epitélio glandular; - Carcinomas = neoplasias malignas de origem epitelial; - Pode ser modificado para indicar a origem do órgão como o carcinoma hepatocelular; - Carcinoma e adenocarcinoma mucinoso produzem abundante mucina; Adenocarcinoma nasal. Adenocarcinoma nasal. Adenocarcinoma nasal invadindo as células do miocárdio. Colangiocarcinoma. Carcinoma pancreático. Adenocarcinoma uterino. Neoplasias mesenquimais: - Origem mesoderma; - ____oma; - Ex.: lipoma, fibroma; - Sarcoma: lipossarcoma, osteossarcoma, condrossarcoma. Lipoma. Leiomioma. Neoplasias melanocíticas: - Origem de melanócitos; - Melanoma/melanocitoma; - Ocorrem em animais de pele escura. Melanoma.