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Aula 06 – Análise microscópica da urina Disciplina: Fluidos biológicos Professora: Karen Loraine Macena Santos Exame microscópico da Urina Também chamado de sedimentoscopia; A microscopia avalia o sedimento urinário. Exame microscópico da Urina Oferece informações sobre o fígado, pâncreas e outros órgãos, e diferentes distúrbios. Exame microscópico da Urina Objetivo: Detecção de materiais insolúveis presentes na urina: Ex.: Glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, células epiteliais, cilindros, leveduras, parasitas, muco, espermatozoides, cristais e artefatos. Preparo e análise do sedimento urinário • Amostras analisadas frescas, e bem conservadas; • 10 a 15mL de urina deve ser centrifugada a 1.500 a 2.000 rpm durante 10 minutos em tubo cônico (SBPC/ML); • O sobrenadante é descartado; • O sedimento é ressuspenso por agitação suave; • A lâmina é feita e observada em (10x) e (40x); • Correlacionar com o exame químico e físico. Constituintes do sedimento urinário • Eritrócitos / Hemácias (hematúria) • A hematúria podem ser transitórias e benignas, mas também podem indicar lesões inflamatórias (cálculo renal), infecciosas ou traumáticas dos rins ou vias urinárias (dano glomerular/ lesão no trato geniturinário), • A morfologia dos eritrócitos é útil para ajudar a localizar a origem da lesão, seja uma doença nos rins ou em qualquer outro lugar no sistema ou vias urinárias. Constituintes do sedimento urinário • Eritrócitos / Hemácias (hematúria) • Danos na membrana glomerular, ou lesão vascular dentro do trato genituninário, • Infecções, • Inflamações agudas, • Coagulopatias, • Cálculo renal e • Carcinoma de trato urinário. HEMATÚRIA Constituintes do sedimento urinário • Leucócitos • São maiores que as hemácias; • A maioria são neutrófilos; • Menores quantidades: • Eosinófilos: Nefrites, ITU, rejeição a transplantes; • Monoclueares: pielonefrite, prostatite, cistite, uretrite; glomerulonefrite, lúpus eritrematoso, tumores Constituintes do sedimento urinário • Eosinófilos Constituintes do sedimento urinário Constituintes do sedimento urinário • Piuria são leucócitos aumentados na urina. • Valores normais = 1 a 5/ campo. PIÚRIA 1. Distúrbios bacterianos, 2. Glomerulonefrite, 3. Lúpus Eritematoso, 4. Nefrite e tumores. • É importante observar possível aparição de bactérias na urina. Células epiteliais • Classificadas de acordo com a origem: • Células Epiteliais escamosas; • Células Epiteliais transacionais; • Células Epiteliais dos túbulos renais Células epiteliais • Células epiteliais escamosas: • São as mais encontradas, provenientes do revestimento vaginal e uretral. Células epiteliais • Células epiteliais de transição: • Provenientes da pelve renal, ureteres e bexiga. • Pode indicar infecção viral o malignidade. • Possuem um formato esférico. Células epiteliais • Células epiteliais tubulares: • Provenientes dos túbulos, indica lesão tubular. • Núcleo maior em relação ao citoplasma. Bactéria • Aparece em urina de jato médio; • Indicativo de ITU; • Aparece associadas com leucócitos; • Infecções nos rins, pode aparecer também cilindros. • Cocos ou bacilos. Bactéria • Aparece em urina de jato médio; • Indicativo de ITU; • Aparece associadas com leucócitos; • Infecções nos rins, pode aparecer também cilindros. • Cocos ou bacilos. Fungos • São estruturas pequenas e ovais; • Podem aparecer também na forma micélio ramificado; • Muito comum: • Candida albicans - pacientes diabéticos e imunodeprimidos (urina ácida). Trichomonas vaginalis • Parasita mais encontrado; • É flagelado, movimentação rápida; • Urina contaminada com secreção vaginal; • Pode causar inflamação vaginal, uretrites e prostatites. • É uma IST. Muco • É um material proteico; • Apresenta-se em uma estrutura filamentosa; • A presença de muco na urina geralmente é normal. • Aumento: • Infecções do trato urinário, colite ulcerativa ou até mesmo câncer de bexiga. Cilindros • Exclusivamente renais compostos por proteínas e moldados principalmente nos túbulos distais dos rins; • Fornece informações sobre o néfron; • Indivíduos saudáveis, principalmente após exercícios extenuantes, febre ou uso de diuréticos, podem apresentar pequena quantidade de cilindros, geralmente hialinos. Cilindro Hialino • É incolor e mais frequente, • Considerados normais após exercícios extenuantes, • Febre, ou uso de diuréticos, • Desidratação, • Estresse emocional, • Glomerulonefrite, • Pielonefrite, • DRC e Insuficiência Cardíaca. Cilindro Hemático (coloração KOVA) • Indica sangramentos de uma área dentro do tratogeniturinário, • Hemorragia do néfron, por danos aos glomérulos, • Atividade física extenuante, • Necrose tubular. Cilindro Hemático • Indica sangramentos de uma área dentro do tratogeniturinário, • Hemorragia do néfron, por danos aos glomérulos, • Atividade física extenuante, • Necrose tubular. Cilindro Leucocitário • São compostos de neutrófilos. • Pode indicar: • Infecção ou inflamação no néfron, • Pielonefrite estando relacionada a ITU. Cilindro bacteriano • Contém bacilos, • Presentes em pielonefrites, • Confirma-se sua presença por coloração de Gram. Cilindro epitelial • Ruptura do revestimento tubular; • Avançada destruição tubular; • Contaminação por metais pesados ou produtos tóxicos, • Infecções virais, • Rejeição de aloenxerto, • Pielonefrite. Cilindro Lipídicos • São compostos por corpúsculos de gordura, • São associados a síndrome nefrótica. Cilindro Granuloso • Pode ter significado patológico ou não, • Pode ser excretas do metabolismo celular normal, • Exercícios extenuante, • Estresse emocional, • Glomerulonefrite, • Pielonefrite, • DRC e Insuficiência Cardíaca. Cilindro Céreo • Estrutura lisa e homogênea. • Aponta insuficiência renal crônica grave; • Também em casos de hipertensão maligna, doença renal do diabetes e amiloidose renal. Cristais urinários • Os cristais são formados a partir da precipitação do excesso de sais presentes na urina, ou pH. • Os cristais patológicos são associados a doenças metabólicas ou infecciosas; • Existem cristais que demonstram desequilíbrio físico-químico; • Existem cristais medicamentosos. Cristais de ácido úrico • Os cristais de ácido úrico são normais de urina ácida; • Formas: Losango, prisma romboide, oval pontiagudo, roseta. • Patologias: • Elevado metabolismo de purina, síndrome de Lesch-Nyhan, nefrite crônica, condições febris agudas, gota, em pacientes com leucemia que recebem quimioterapia. Cristais de oxalato de cálcio • Os cristais de ácido úrico são normais de urina ácida, após ingestão de oxalato, como tomate, laranja e alho; • Formas: Di-hidratado = Envelope Mono-hidratada = ovalada ou em halteres • Patologias: • diabetes mellitus, doença renal crônica grave, doença hepática e intoxicação por etilenoglicol. Cristal de oxalato de cálcio Di-hidratado Cristal de oxalato de cálcio mono-hidratado Cristais de urato amorfo • Os cristais de ácido úrico são normais de urina ácida e se apresentam como grânulos castanho-amarelados • Patologias: • A presença desses cristais não exibe importância clínica, visto que pode ser de ocorrência natural do organismo Cristais de urato amorfo Cristais de carbonato de cálcio • Os cristais de carbonato de cálcio são normais de urina alcalina. • São pequenos, incolores e apresentam forma esférica ou em halteres. Cristais de carbonato de cálcio • Os cristais de fosfato amorfo são normais de urina alcalina e • possuem aparência granulosa, semelhante aos uratos amorfos. • A diferença é o pH • Urina ácida = urato amorfo. • Urina alcalina = fosfato amorfo. Cristais de fostato triplo • Os cristais de fosfato triplo são normais de urina alcalina e se • apresentam na forma de prisma. • “Tampa decaixão”. • Patologias: • pielonefrite crônica, cistite crônica, hiperplasia da próstata, além de casos quando a urina é retida na bexiga. Cristais de fostato triplo • Os cristais de fosfato triplo são normais de urina alcalina e se • apresentam na forma de prisma. • “Tampa de caixão”. • Patologias: • pielonefrite crônica, cistite crônica, hiperplasia da próstata, além de casos quando a urina é retida na bexiga. Cristais de fostato de cálcio • Os cristais de fosfato de cálcio são normais de urina alcalina e • possuem conformação de prismas longos, incolores • Patologias: • Cálculos renais. Cristais de colesterol • Os cristais de colesterol são de difícil visualização, exceto quando as amostras são refrigeradas. • Parecem retângulos entalhados e transparentes. • Patologias: • Os cristais de colesterol indicam intensa ruptura tissular, nefrite, condições nefríticas, quilúria e síndrome nefrótica. Cristais de cistina • Os cristais de cistina são refringentes, incolores, hexagonais, • Patologias: • Distúrbios metabólicos que impedem a reabsorção da cistina pelos túbulos renais. • Cálculos renais. Cristais de bilirrubina • Os cristais de bilirrubina aparecem como agulhas agregadas ou granulares, exibidos na cor amarela característica da bilirrubina ou castanho-avermelhado • Patologias: • Doenças hepáticas, OBRIGADA