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METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Créditos e Copyright REIGADA, Álvaro Luiz Diogo. Metodologia da Pesquisa Científica. Álvaro Luiz Diogo Reigada: Núcleo de Educação a Distância da UNIMES, 2016. (Material didático. Curso de Licenciaturas) - Revisado e Adaptado por Thiago Simão Gomes. Modo de acesso: www.unimes.br 1. Ensino a distância. 2. Pesquisa 3. Métodos de estudo. CDD 001.4 UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS FACULDADE DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS PLANO DE ENSINO CURSO: Licenciaturas / Bacharelados / Tecnológicos COMPONENTE CURRICULAR: Metodologia da Pesquisa Científica SEMESTRE: 4º CARGA HORÁRIA TOTAL: 80 EMENTA: Compreensão dos pressupostos teóricos da investigação científica. A formalização da pesquisa de cunho acadêmico, a busca pela ciência e a sua aplicabilidade no contexto social vigente. Normas e técnicas apropriadas à elaboração de trabalhos científicos de ordem acadêmico-científica. Padronização de acordo com as exigências acadêmicas OBJETIVO GERAL: Buscar-se com a sequência de conteúdos que serão trabalhados nesta disciplina permitir que o aluno perpasse por uma linha mestra sequencial que demonstre a evolução da pesquisa acadêmica, contendo desde a importância do estudo da Metodologia da Pesquisa Científica até a construção de um Projeto de Pesquisa. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Compreender e formalizar a ciência de modo que a mesma possa contribuir para a sua trajetória acadêmica e profissional, identificando aspectos do senso comum, da ciência e de sua amplitude dentro das tarefas acadêmicas, de modo a contemplar, com qualidade seu percurso intelectual e profissional. Unidade I: Conhecimento Identificar a metodologia de pesquisa, conhecer as áreas de pesquisa do curso. Compreender o exercício da escrita como elemento constitutivo da produção e expressão do conhecimento. Unidade II: Tipos e Métodos de Pesquisa Conhecer, dominar e aplicar corretamente métodos, ferramentas e técnicas na elaboração de trabalhos científicos e acadêmicos. Compreender as fases da investigação científica: planejamento, elaboração do projeto de pesquisa, execução, análise dos dados, divulgação. Unidade III: Projeto de Pesquisa Compreender o processo do projeto de pesquisa ao artigo científico. Compreender as fases da investigação científica: planejamento, elaboração do projeto de pesquisa, execução, análise dos dados, divulgação. Unidade IV: Formatação de trabalhos acadêmicos, Citações e Referências Utilizar as normas científicas para apresentar trabalhos e textos acadêmicos. Realizar citações de autores nos textos escritos e indicar a fundamentação teórica adequadamente. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Unidade I - Conhecimento Aula 01 – Conhecimento Aula 02 – Tipos de Conhecimento I Aula 03 – Tipos de Conhecimento II Aula 04 – Tipos de Conhecimento III Aula 05 – Tipos de Conhecimento IV Aula 06 – Tipos de Conhecimento V Unidade II – Tipos e Métodos de Pesquisa Aula 07 – Tipos de Linguagem Aula 08 – Tipos de Linguagem e Conduta Científica Aula 09 – Pesquisa Aula 10 – Pesquisa Quantitativa e Qualitativa Aula 11 – Objetivos da Pesquisa Aula 12 – Pesquisa: Procedimentos Técnicos Aula 13 – Métodos Científicos Unidade III – Projeto de Pesquisa Aula 14 – Planejamento e Etapas da Pesquisa Aula 15 – Escolha do Tema e Revisão da Literatura Aula 16 – Justificativa e Objetivos Aula 17 – Metodologia Aula 18 – Coleta de Dados, Análise e Conclusão Aula 19 – Produção do Conhecimento Aula 20 – Pesquisa Prática Aula 21 – Paradigmas Aula 22 – Paradigma: dominante Aula 23 – Paradigma: emergente Aula 24 – Leitura Aula 25 – Revisão da Literatura / Introdução Aula 26 – Objetivo / Metodologia Aula 27 – Questionário Aula 28 – Observação Aula 29 – Fichamentos Unidade IV – Formatação de trabalhos acadêmicos, Citações e Referências Aula 30 – Citações I e Notas de Rodapé Aula 31 – Citações II Aula 32 – Referências Bibliográficas BIBLIOGRAFIA BÁSICA: BARROS, Aidil Jesus da Silveira; LEHFEL, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos da Metodologia Científica. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2013. (Pearson-19-02-19) CASTRO, Claudio de Moura. A prática da pesquisa. 2ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. (Pearson-19-02-19) LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 7.ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2017. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788597010770. Acesso em: 19 fev. 2019. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: ANDRE, M. Pesquisa em educação: buscando rigor e qualidade. Cadernos de Pesquisa. [online]. nº113, p.51-64, 2001. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-15742001000200003. AZEVEDO, Celicina Borges. Metodologia científica ao alcance de todos. 2ed. Barueri, São Paulo: Manole, 2009. (Pearson-19-02-19) FERRAREZI Junior, Celso. Guia do trabalho científico: do projeto à redação final – monografia, dissertação e tese. 8ed. São Paulo: Contexto, 2011. (Pearson-19-02-19) KLEIN, Amarolinda Zanela et al. Metodologia de pesquisa em administração: uma abordagem prática. São Paulo: Atlas, 2015. ISBN 9788522495313. Disponível em: <https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788522495313>. Acesso em: 27 fev. 2019. MARTINS Junior, Joaquim. Como escrever trabalhos de conclusão de curso: instruções para planejar e montar, desenvolver, concluir, redigir e apresentar trabalhos monográficos e artigos. 9. Ed – Petrópolis, RJ: Vozes, 2015. (Pearson-19-02-19) MASCARENHAS, Sidnei A (Org.). Metodologia científica. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. (Pearson-19-02-19) METODOLOGIA: A disciplina está dividida em unidades temáticas que serão desenvolvidas por meio de recursos didáticos, como: material em formato de texto, vídeo aulas, fóruns e atividades individuais. O trabalho educativo se dará por sugestão de leitura de textos, indicação de pensadores, de sites, de atividades diversificadas, reflexivas, envolvendo o universo da relação dos estudantes, do professor e do processo ensino/aprendizagem. AVALIAÇÃO: A avaliação dos alunos é contínua, considerando-se o conteúdo desenvolvido e apoiado nos trabalhos e exercícios práticos propostos ao longo do curso, como forma de reflexão e aquisição de conhecimento dos conceitos trabalhados na parte teórica e prática e habilidades. Prevê ainda a realização de atividades em momentos específicos como fóruns, chats, tarefas, avaliações a distância e Prova Presencial, de acordo com a Portaria de Avaliação vigente. Núcleo de Educação a Distância UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS Aula 01_Conhecimento Na nossa primeira aula abordaremos o conceito de conhecimento e sua importância para o homem e a sociedade. E abordaremos ainda os tipos de conhecimentos. Boa aula! Por meio das experiências que vivemos no nosso dia a dia, na leitura de livros, revistas e artigos variados podemos adquirir o conhecimento. Conhecer é acrescentar uma nova ideia sobre algo que já sabemos ou a possibilidade de descobrir um novo conceito. O pensamento abstrato é uma característica do homem, isso é o que nos diferencia dos outros animais. Até onde sabemos, os animais utilizam o pensamento concreto e os instintos na busca pela sobrevivência. Por outro lado, a ideia de uma inteligência artificial, capaz de raciocinar e construir conceitos de forma autônoma, ainda é ficção. Os seres humanos podem aplicar tudo o que aprende e transformar esse conhecimento em proveito próprio. Desde o homem primitivo com suas pinturas rupestres, conseguimos criar um sistema de comunicação, seja através da escrita, seja através da linguagem. Assim, o homem acumula e transmite o conhecimento de geração em geração. Esse conhecimento constitui o patrimônio histórico-cultural da humanidade, resultante de um processo cumulativo, decorrente de toda a história da vida humana. Incessantemente, o homem vem produzindo conhecimentos noscampos da arte, das ciências e das tecnologias, organizando o espaço físico e social. O domínio do conhecimento possibilita ao homem não só conhecer o mundo, mas também compreender e transformar sua própria realidade. Porém, para que a sociedade possa caminhar e desenvolver-se é imprescindível que todos tenham acesso a esse conhecimento, cuja apropriação pode ocorrer de diversas maneiras. Segundo Aranha São diversas as formas pelas quais o homem entra em contato com o mundo que o cerca, dependendo das circunstâncias e necessidades, bem como do tipo de cultura em que ele está inserido. Em geral, destacam-se as abordagens mística, religiosa, artística, científica, filosófica e do senso comum. (ARANHA: 1997, p107) Essas abordagens ou formas de se compreender e transformar a realidade não são excludentes e uma mesma pessoa pode se interessar por questões religiosas e filosóficas enquanto, outra pode se dedicar à pesquisa científica, utilizando o senso comum ou conhecimento empírico em seu cotidiano. Podemos classificar o conhecimento em cinco tipos. Cada um possuindo sua importância e características particulares: · Senso-Comum (Empírico) · Conhecimento Filosófico · Conhecimento Religioso · Conhecimento Artístico · Conhecimento Científico A partir da próxima aula, iremos discutir todas as classificações de conhecimento. Bons estudos! Aula 02_Tipos de Conhecimento I Na aula anterior definimos conhecimento. Nessa aula será apresentado o conhecimento empírico ou popular e a sua relação com o conhecimento científico. Conhecimento empírico (Senso-comum) O conhecimento empírico também chamado conhecimento popular ou senso comum é o conhecimento adquirido dos antepassados; é o resultado das experiências vividas na sociedade a que cada qual pertence. Tais experiências, em geral, não tem como objetivo a construção do conhecimento, mas sim a satisfação de uma necessidade. Daí, podermos afirmar que o conhecimento empírico é, de certo modo, fruto do acaso, sendo adquirido por meio de ações aleatórias. Sua origem vem do processo de acostumar-se a uma explicação ou compreensão da realidade, sem que ela seja questionada. Exemplo: O conhecimento das rezadeiras no sertão nordestino, as várias superstições, os provérbios, os remédios ou os chás caseiros, as técnicas de artesanato e as artes culinárias. etc. Características: 1. Valorativo, pois está relacionado com os valores do sujeito. 2. Sua origem vem da tradição oral, da observação e reflexão. 2. Subjetivo, pois depende dos nossos juízos e tendências pessoais. 3. Assistemático, porque não precisa de um sistema para ser constituído. 4. Não necessariamente verificável. 5. Falível, pois pode falhar. 6. Inexato. No senso comum encontramos o bom senso, que se forma no espírito de todo homem no contato das coisas com que lida. O bom senso é fruto de uma certa sistematização de conhecimentos, um conhecimento compreensivo, rudimentar, espontâneo. Assim, por ser um conhecimento compreensivo, liga as conclusões aos princípios, visto que as pessoas que o têm desenvolvido, quando colocadas em condições diferentes das habituais, resolvem as dificuldades rápida e acertadamente por meio de raciocínios simples, apoiados no corpo do conhecimento que já têm. E seus princípios são gerais, pois que se aplicam as circunstâncias variadas. Por outro lado, o bom senso não reflete sobre si mesmo; trata das coisas, mas não pensa em si. Conhecimento Popular e o Conhecimento Científico O senso comum, não é diferente do conhecimento científico nem pela sua verdade, nem pela natureza do que se está estudando. A principal diferença é a maneira pela qual se atinge o conhecimento. Exemplo: Uma determinada doença pode ser tratada por um chá feito com uma planta específica, resultando a melhora da pessoa. Esse fato, pode ser encarado com sendo um conhecimento, porque é provável, mas não é necessariamente científico. Portanto, a ciência não é obrigatoriamente a única maneira de se chegar ao conhecimento. Os fenômenos podem ser observados pelo cientista e pelo homem comum. Caso tenha alguma dúvida, entre em contato com o professor responsável pela disciplina. Bons estudos! Aula 03_Tipos de Conhecimento II Na aula anterior discutimos conhecimento empírico, agora começaremos a abordar a importância e características dos conhecimentos filosófico, artístico e religioso. Vamos lá? Conhecimento filosófico Podemos caracterizar a filosofia como sendo uma reflexão que busca compreender o sentido da realidade, do homem, sua relação com a natureza e seus produtos, que são a cultura e a história. Através de uma reflexão em profundidade, coerente e abrangente vê-se a importância e a necessidade da filosofia, pois é através dela que temos a oportunidade de reunir o pensamento fragmentado da ciência, reconstituindo sua unidade. A filosofia apresenta similaridades com a ciência e com a literatura, mas é diferente de ambas. A proximidade com a ciência está no rigor intelectual e no objetivo final que, grosso modo, pode-se dizer é a busca da verdade. Admirar-se, era para Platão a condição de onde deriva a capacidade de problematizar, o que marca a filosofia não como posse da verdade, mas como sua busca. (ARANHA; MARTINS, 1999, p. 72). Podemos entender que filosofar é aceitar o desafio de mudança. Também é a possibilidade da transcendência humana, a capacidade exclusiva do homem por meio da qual ele pode superar situações dadas e não escolhidas. A filosofia impede a estagnação e recupera o processo perdido no imobilismo das coisas feitas, muitas vezes já ultrapassadas. É um movimento, pois o mundo é movimento que se manifesta pela tese (certeza) e pela antítese (negação), dois movimentos superados pela síntese, a qual, por sua vez, produz uma nova tese e assim sucessivamente. Características: 1. Valorativo, pois está relacionado com os valores do sujeito. 2. Racional e reflexivo. 3. Sistemático, porque precisa de um sistema para ser constituído. 4. Não é verificável. 5. Infalível 6. Exato. Podemos dizer que o conhecimento filosófico é fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência. Conhecimento Artístico É o conhecimento que se baseia na intuição e emoção. A informação que se manifesta através de uma obra de arte é de natureza emocional, causando irritação, alegria, tristeza etc. A forma de conhecimento não é lógica e pode despertar emoções diferentes, dependendo da relação que se estabelece entre observador e o fenômeno observado. É um conhecimento inesgotável, pois a obra é encarada de diversas formas por pessoas diferentes e de diferentes modos por uma mesma pessoa. Uma das particularidades do conhecimento Artístico é que ele não pode ser interpretado por outras formas de linguagem sem perder o conteúdo intrínseco. Características: 1. Valorativo, pois está relacionado com os valores do sujeito. 2. Sua origem vem da inspiração. 3. Assistemático, porque não precisa de um sistema para ser constituído. 4. Não verificável. 5. Infalível. Conhecimento Religioso É aquele conhecimento apoiado em doutrinas sagradas. É um conhecimento sistemático em que a verdade é tratada de forma indiscutível. A aceitação desse conhecimento é um ato de fé, considera-se que o mundo foi criado por um ser divino, princípio inquestionável ainda que não existam evidências para sua comprovação. Exemplo: A teoria da evolução das espécies de Charles Darwin representa um exemplo de conflito existente entre o conhecimento religioso e o conhecimento científico. A hipótese de evolução do ser humano defendida por essa teoria não é aceita pelos teólogos, que acreditam nas explicações dabíblia. Características: 1. Valorativo, pois está relacionado com os valores do sujeito. 2. Sua origem vem da fé e da inspiração. 3. Sistemático, porque precisa de um sistema para ser constituído. 4. Não verificável. 5. Infalível. 6. Exato. Caso tenha alguma dúvida, entre em contato com o professor responsável pela disciplina. Bons estudos! Aula 04_Tipos de Conhecimento III Na aula anterior vimos as principais características do conhecimento filosófico, artístico e religioso. A partir desta aula começaremos a discutir o conhecimento científico, apontando as suas principais características. Será estabelecida também a evolução da ciência e do conhecimento científico. Conhecimento Científico O desenvolvimento do pensamento humano acompanhou a sua evolução, desde os primeiros hominídeos até o ser humano moderno. Podemos definir três momentos que apontam para essa evolução: desconhecimento, a crença e a ciência. Em um primeiro momento, entre os primitivos caçadores nômades predominava um desconhecimento em relação às causas dos fenômenos naturais Em seguida veio a crença, por intermédio das quais se buscava explicações para os fenômenos naturais, gerando superstições. As religiões antigas relacionavam os fenômenos naturais à vontade dos deuses. Finalmente, o homem começou a buscar respostas que explicassem esses fenômenos, não se contentando simplesmente com as respostas oriundas da crença na vontade divina. Mais do que isso, o homem passou a buscar a comprovação das explicações dos fenômenos e, nesse momento, surgiu o chamado método científico (veremos com detalhes mais tarde) Como o ser humano é um animal dotado com as capacidade de pensamento e de reflexão, isso possibilitou a busca de novas descobertas e o mais importante, o desenvolvimento da capacidade de transmissão esse conhecimento para as futuras gerações.. A ciência moderna surgiu há, aproximadamente, 400 anos, mas podemos dizer que mais recentemente tivemos os maiores avanços desse conhecimento. O conhecimento científico pode ser definido como sendo racional e sistemático, descobrindo as relações universais entre os fenômenos, permitindo prever acontecimentos e dessa forma agir sobre a natureza. Isso não quer dizer que a ciência consiga produzir um tipo de conhecimento definitivo, sobretudo porque ela está em constante evolução. Características do Conhecimento Científico: 1. Factual, trata-se de um conhecimento concreto, vem dos fatos. 2. Tem origem na observação e experimentação 3. Sistemático, porque precisa de um sistema para ser constituído. 4. É verificável. 5. Falível 6. Aproximadamente Exato. Além disso, podemos considerar que o conhecimento científico: - É racional e objetivo. - Atém-se e transcende aos fatos. - É analítico e requer exatidão e clareza. - É comunicável - Depende de investigação metódica. - Busca e aplica leis. - É explicativo. - Pode prever acontecimentos. - É aberto e é útil à humanidade. Procure acessar a biblioteca virtual, onde há livros sobre o assunto para que possa ampliar seus conhecimentos e não deixe de realizar as atividades propostas na sala. Boa aula! Aula 05_Tipos de Conhecimento IV Na aula anterior apresentamos o conhecimento científico, apontado as suas principais características e iniciamos a discussão sobre a evolução da ciência, que será mais detalhada nessa aula. A evolução da Ciência Considerando a história das civilizações ocidentais numa evolução linear, podemos dizer que os primeiros a desenvolver um conhecimento científico mais apurado foram os egípcios que se destacaram em diversas áreas, principalmente na medicina, matemática, engenharia e na geometria. Na Grécia Antiga, filosofia e ciência caminhavam juntas. Nela encontramos os filósofos pré-socráticos, Tales e Pitágoras, preocupados com a Matemática, e Aristóteles estudando Física e Astronomia, além de estabelecer os fundamentos da Biologia. Na Idade Média, na Europa, a Igreja Católica controlava o desenvolvimento e a divulgação dos avanços científicos. O Renascimento fé sem dúvida, um dos momentos de maior produção científica,, com avanços significativos em diferentes áreas. Na medicina, por exemplo, temos as pesquisas sobre a anatomia e a circulação sanguínea. Na engenharia e na arquitetura, grandes artistas inspiraram a ruptura com as formas tradicionais. Francis Bacon propõe a indução como método para a produção de novos conhecimentos e Galileu Galilei une o racionalismo e empirismo em seu método científico, rompendo definitivamente a ciência da filosofia. No início da Idade Moderna, René Descartes praticamente inaugura o pensamento moderno. A máxima “penso, logo existo”, é aos poucos difundida por todo o ocidente. Filósofo, físico e matemático, Descartes inspirou, segundo alguns, o que hoje chamamos de racionalismo ocidental. Em seguida surge o Iluminismo, pregando uma visão contrária aos dogmas religiosos da Igreja e colocando a razão acima de todas as formas de conhecer. Nesse período tem início a participação da burguesia, como produtora de conhecimento com um pensar próprio, quebrando inúmeras barreiras sociais (Revolução Francesa). Ciência como controle prático da natureza O leigo, influenciado principalmente pelos meios de comunicação de massa, concebe a ciência como a fonte miraculosa que resolve todos os problemas práticos que a humanidade enfrenta, sem distinguir o produto científico do produto técnico. De fato, uma das preocupações permanentes que motivam a pesquisa científica é de caráter prático: conhecer as coisas, os fatos, os acontecimentos e fenômenos, para tentar prever o rumo dos acontecimentos que cercam o homem, para tentar estabelecer uma previsão do seu curso e controlá-los. Com esse controle pode ele melhorar sua posição no mundo e criar, pelo do uso da tecnologia, condições melhores para a vida humana. Para satisfazer as necessidades humanas utiliza-se a ciência como instrumento de controle prático sobre a natureza. Somam-se os benefícios auferidos pelo homem em todos os campos, produzidos pela aplicação prática da descoberta científica. O desenvolvimento da pesquisa científica requer fundos e recursos financeiros elevadíssimos. E, por uma questão de sobrevivência, os cientistas, ao justificarem seus pedidos de recursos financeiros para custear suas despesas com pesquisas, tendem a dar demasiada ênfase aos seus resultados práticos. Porém, essa ênfase exagerada pode levar a uma distorção da compreensão do que seja ciência, esquecendo principalmente os seus principais objetivos. Existe um grande perigo que essa concepção pode trazer, pois o cientista acaba sendo visto como o homem milagroso que é capaz de encontrar soluções infalíveis para qualquer problema humano. É essa compreensão errônea da ciência, isolada e limitada que faz com que muitos a critiquem pensando ser ela a fonte de todas as soluções para a humanidade — soluções que podem conduzir tanto a benefícios quanto a destruições. Se encarada somente nesse sentido, poder-se-iam admitir todas as críticas que a acusam de cientificismo. Procure acessar a biblioteca virtual, onde há livros sobre o assunto para que possa ampliar seus conhecimentos e não deixe de realizar as atividades propostas na sala. Boa aula! Aula 06_Tipos de Conhecimento V Estudamos anteriormente a evolução do conhecimento científico. Nesta aula vamos concluir a abordagem do conhecimento científico, relacionando a filosofia e a ciência na visão do conhecimento empírico. Recordando: o conhecimento científico se desenvolveu há, aproximadamente 400 anos, sendo que, nos últimos 50 anos, ocorreu uma rápida aceleração na evolução, trazendo importantes descobertas, como por exemplo, a da estrutura da molécula de DNA, em 1953, por James Watson e Francis Crick.. A ciência busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite preveracontecimentos e, consequentemente, também agir sobre a natureza. "Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso e objetivo" [...] A ciência utiliza métodos rigorosos, mas não pode ser considerada como um conhecimento certo e definitivo, pois ela "avança em contínuo processo de investigação que supõe alterações e ampliações necessárias à medida que surgem fatos novos, ou quando são inventados novos instrumentos" (ARANHA; MARTINS, 1996, pp. 89, 91). A ciência, quando aplicada, torna-se tecnologia, havendo reciprocidade entre ciência e técnica: do aperfeiçoamento da ciência surge a técnica e o desenvolvimento científico acelera a evolução da tecnologia. Em física, por exemplo, ao se desenvolverem pesquisas sobre ótica, os resultados produzem condições de aperfeiçoamento de telescópios ou microscópios, possibilitando novas pesquisas nessa área, ampliando o raio de visão humana. A filosofia e a ciência na visão do conhecimento empírico Geralmente, o conhecimento empírico no sentido de “senso comum” reforça ou aceita o estereótipo do filósofo como o do sujeito que vive fora da realidade ou o do cientista como o mágico. Além disso, se comparado a filosofia o conhecimento empírico é como uma "filosofia" inconsciente de si mesma, uma filosofia que se ignora. Todos os homens filosofam desde que estejam no uso da razão, mas fazem-no sem o saber, como os repentistas do Nordeste fazem suas obras poéticas, inconscientes da própria poesia. Para o senso comum, o filósofo é um homem que vive fora do mundo real, fechando-se em um universo fictício, imaginado por ele. Nada mais falso. Porém, devido a algumas excentricidades, a filosofia criou fama de ser contrária ao bom senso, de ser quase uma loucura: de fato, o que poderá pensar um homem de bom senso, que vê, por exemplo, um filósofo duvidar de sua própria existência? A verdadeira filosofia é, antes de tudo, filosofia do bom senso, um prolongamento dos raciocínios implícitos no bom senso, tornados explícitos, no campo onde já não há o trabalho espontâneo da razão e toma-se necessário seu esforço consciente. Quanto ao filósofo viver fora da realidade, é a negação da verdadeira filosofia supor que um homem, para filosofar, tem de começar por se isolar das coisas e de tudo quanto, em si mesmo, não seja a razão especulativa. A razão, divorciada assim do ser para qual é feita, trabalha em falso e constrói sistemas sem base, puramente ideais. Não é isso que a filosofia pretende. Ela destina-se a melhorar nosso conhecimento do universo e por isso tem de se preocupar, necessariamente, com a realidade das coisas. Quanto à ciência, o conhecimento empírico vê o cientista como um gênio e suas descobertas parecem magia. A neutralidade científica Para a realização de uma pesquisa que produzirá conhecimento científico é importante que façamos uma análise, a mais isenta possível sobre o tema que estamos estudando. É claro que o envolvimento pessoal com o tema é necessário e fundamental, mas não podemos nos deixar levar pelo aspecto emocional. Quando estivermos desenvolvendo nosso estudo é importante mantermos a neutralidade científica. Todavia, devemos considerar também que muitos filósofos defendem a ideia de que a neutralidade da ciência é ilusória. Abaixo um texto de Marilena Chauí: Como a ciência se caracteriza pela separação e pela distinção entre o sujeito do conhecimento e o objeto; como a ciência se caracteriza por retirar dos objetos do conhecimento os elementos subjetivos; como os procedimentos científicos de observação, experimentação e interpretação procuram alcançar o objeto real ou o objeto construído como modelo aproximado do real; e, enfim, como os resultados obtidos por uma ciência não dependem da boa ou má vontade do cientista nem de suas paixões, estamos convencidos de que a ciência é neutra ou imparcial. Diz à razão o que as coisas são em si mesmas. Desinteressadamente. Essa imagem da neutralidade científica é ilusória. Quando o cientista escolhe uma certa definição de seu objeto, decide usar um determinado método e espera obter certos resultados, sua atividade não é neutra nem imparcial, mas feita por escolhas precisas. [...] Por que Copérnico teve que esconder os resultados de suas pesquisas e Galileu foi forçado a comparecer perante a Inquisição e negar que a Terra se movia ao redor do Sol? Porque a concepção astronômica geocêntrica (elaborada, na Antiguidade, por Ptolomeu e Aristóteles) permitia que a Igreja Romana mantivesse a ideia de que a realidade é constituída por uma hierarquia de seres, que vão dos mais perfeitos – os celestes – aos mais imperfeitos – os infernais – e que essa hierarquia colocava a Igreja acima dos imperadores, estes acima dos barões e estes acima dos camponeses e servos. Se a astronomia demonstrasse que a Terra não é o centro do Universo e que o Sol não é apenas uma perfeição imóvel, e se a mecânica galileana demonstrasse que todos os seres estão submetidos às mesmas leis do movimento, então as hierarquias celestes, naturais e humanas, perderiam legitimidade e fundamento, não precisando ser respeitadas. A física e a astronomia pré-copernicanas (elaboradas por Ptolomeu e Aristóteles) serviam – independentemente da vontade de Ptolomeu. (CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. Disponível em <http://br.geocities.com/mcrost02/ convite_a_filosofia_35.htm> Acesso em 12 jul .2007) Atividade e Reflexão: • Pense em um tema qualquer. • Escreva sobre ele. • Reflita posteriormente e anote no caderno ou ficha: • Você já havia pensado nele antes? • Você sente um envolvimento pessoal em relação a esse tema? • Você tem lido muito sobre ele? • Esse tema é atual? Não hesite em entrar em contato com seu professor, caso haja alguma dúvida relacionada ao conteúdo. Bons estudos! Aula 07_Tipos de Linguagem Na aula anterior concluímos o estudo sobre os diferentes tipos de conhecimento e as sua relações entre si e com a ciência. Nesta aula vamos apresentar os diferentes tipos de linguagem bem como suas principais características. De maneira geral, podemos distinguir dois tipos de linguagem: a linguagem objetiva e a linguagem subjetiva. Em uma descrição, a linguagem objetiva relata a reconstrução do objeto ou do fato retratado. Este é o tipo de linguagem usado na ciência, pois a ciência apresenta dados universais, que podem ser reconhecidos por diferentes pessoas, em diferentes localidades, em diferentes situações. Por este motivo a redação científica deve ser clara e objetiva. Por outro lado, a linguagem subjetiva não é clara, com ela pode-se chegar a outras conclusões sobre o objeto ou fato descritos. Assim, na descrição de um objeto ou fato se utilizarmos a linguagem subjetiva ela não será universal, poderá apresentar diferentes interpretações, de acordo com a pessoa, com o fato, o fenômeno ou com o objeto a ser descrito. Este tipo de linguagem é utilizado em literatura ou por artistas, que podem oferecer conotações diferenciadas, de acordo com o objetivo proposto. A linguagem poética é um exemplo clássico de linguagem subjetiva. Entre as modalidades da linguagem objetiva, temos a linguagem narrativa, que trata da descrição de um processo e deve seguir uma organização, com as seguintes etapas: a) propósito definido de maneira clara e objetiva; b) estágios sucessivos ao processo: quais os procedimentos e passos tomados desde a ideia, definição do objetivo e o seu andamento; c) componentes utilizados para desenvolver o processo; d) resultados obtidos com a execução do processo. Características da linguagem objetiva para fins científicos: 1. Exposição em ordem cronológica: facilita a compreensão do procedimento ou análise, para que qualquer pesquisador possa repetir o processo; 2. Objetividade: não dá margem à dúvida ou interpretação errônea; 3. Detalhamento das ações, indicação clara das diferentes fases do processo: muitas vezes um único processoem um trabalho científico pode ser longo e detalhado, sendo necessário esclarecer todos os passos; 4. Predominância de orações ordenadas para facilitar a compreensão do texto; 5. Impessoalidade na exposição: a redação científica deve expor o conhecimento adquirido ao longo do processo. Se o pesquisador escrever de forma pessoal pode não dar credibilidade à sua narração. Não hesite em entrar em contato com seu professor, caso haja alguma dúvida relacionada ao conteúdo. Bons estudos! Aula 08_Tipos de Linguagem e Conduta Científica Na aula anterior verificamos alguns dos diferentes tipos de linguagem. Nesta aula vamos conversar sobre a atividade de escrita do pesquisador/aluno, passando pelas diversas etapas e concluindo com a conduta científica do pesquisador. Podemos dizer que a redação do pesquisador deve contar com: a) Terminologia adequada: para cada área da ciência existem alguns termos técnicos que são do conhecimento geral – a utilização desses termos facilita a compreensão do texto. Por exemplo, em histologia os nomes dos corantes utilizados são de conhecimento geral dos pesquisadores (como Hematoxilina-eosina – HE), não sendo necessário expressar os procedimentos utilizados para tal. b) Honestidade: nunca fraudar ou burlar os dados obtidos que nem sempre são os esperados. Muitas vezes, ao terminar um trabalho científico o pesquisador descobre que os resultados obtidos são diferentes daqueles encontrados na literatura. c) Humildade: a humildade é uma qualidade apreciada em qualquer área do conhecimento: ela aproxima, estimula e convence o leitor; d) Lógica: dar coerência à redação e aos procedimentos metodológicos; e) Precisão conceitual: um conceito errado ou que dê margens à dúvidas pode desestimular o leitor, confundi-lo, ou até mesmo fazer com que guarde e aprenda conceitos errados, uma redação dúbia. f) Coerência ideativa adequada: ter uma grande ideia não é sinônimo de um bom trabalho científico, é necessária que o pesquisador tenha coerência na formulação de hipóteses ou leis que revele a sua ideia inicial. Por exemplo, se um pesquisador empenhar anos de sua vida em uma pesquisa e descobrir, no final de seu trabalho, que sua ideia inicial já foi testada e comprovada por vários autores; g) Sistematicidade organizacional: a organização durante a atividade redacional é a base para a descrição de um processo ou análise; h) Planejamento: O planejamento evita problemas futuros como: erros de amostragem, análise de fatores importantes para o objetivo desejado; encontrar o animal no local de amostragem; procurar o organismo no período correto; cuidado com o método de amostragem para evitar o desaparecimento da espécie; o procedimento de laboratório podem ser caro demais ou exigir equipamentos não disponíveis; o tempo gasto para sua execução; se este trabalho já não foi feito. i) Fundamentação teórica: uma boa fundamentação teórica dá credibilidade à sua redação científica. Conduta científica Neste caso, deve-se evitar uma cautela exagerada (os termos acauteladores utilizados de maneira exagerada, fazem com que o leitor perca a confiança na originalidade dos resultados obtidos pelos pesquisador), do mesmo modo que a convicção, o uso exagerado de intensificadores faz com que o leitor desconfie dos resultados apresentados. Por outro lado, uma argumentação adequada resulta em credibilidade. Assim, o importante é que o pesquisador redija para convencer não para impressionar. A redação científica tem características próprias, não só pela terminologia técnica específica empregada em cada uma das áreas do conhecimento, como também pela objetividade e clareza que deve possuir para que tenha ampla divulgação e penetração no meio científico. Em todas as etapas do trabalho científico o critério do “bom senso” deve ser empregado. Embora existam regras gerais para se executar e escrever um artigo científico, em cada área e linha de pesquisa existem características próprias, que o autor deve conhecer e saber discernir qual o procedimento ou termo mais adequado para ser utilizado. Um trabalho científico é o registro de uma descoberta original de pesquisa organizada em várias seções de acordo com um formato que reflete a lógica de um argumento científico. Os cientistas profissionais seguem este formato rigorosamente quando eles escrevem um manuscrito para publicação de estudos biológicos, o mesmo método organizado é utilizado para elaborar projetos e registros de laboratório. Os artigos científicos respeitam uma estrutura de composição.. Entretanto, não existe uma ordem definitiva para a composição de um artigo. Você pode começar a redigir pela seção que lhe pareça mais fácil. Para muitas pessoas essa seção é a de material e métodos. Usualmente a discussão e o resumo são escritos por último, após a conclusão do trabalho. Falar e escrever adequadamente são fundamentais para qualquer pesquisador. A linguagem culta pode ser observada nos noticiários transmitidos pelas redes de televisão e editoriais dos bons jornais diários do país. Para escrever bem deve-se investir tempo, paciência e esforço , além de valorizar esta tarefa. A linguagem científica dever ser clara, objetiva, escrita em ordem direta e com frases curtas. A clareza na escrita é uma reflexo da clareza das ideias e da compreensão. Não hesite em entrar em contato com seu professor, caso haja alguma dúvida relacionada ao conteúdo. Bons estudos! Aula 09_Pesquisa Pesquisa Pesquisa, o que é? É uma pergunta que pode ser respondida de várias maneiras. Veremos que muitos autores definem o que é pesquisa de acordo com seu ponto de vista. Vamos conferir. Para Minayo (1993), a pesquisa é definida como: “atividade básica das ciências na sua indagação e descoberta da realidade. É uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente. É uma atividade de aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma combinação particular entre teoria e dados”. Entretanto, Gil (1999), vê a pesquisa de outra maneira: “processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos”. Sendo assim, podemos então pensar que a pesquisa de uma maneira bem simplificada e cotidiana, seria: “a procura por respostas às perguntas propostas”. Com um olhar mais técnico e apurado, a pesquisa então é vista como várias ações que visam solucionar ou pelo menos esclarecer um problema, tendo como base procedimentos sistemáticos e racionais. As pesquisas são realizadas, quando temos um determinado “problema” e não temos informações de como ele surgiu, ou então, como poderíamos solucioná-lo, ou quais as consequências que ele traz a uma espécie ou população. A pesquisa e suas classificações A pesquisa pode ser classificada de várias formas, dependendo da abordagem utilizada, da sua finalidade, entre outros. Vamos observar quais as principais classificações utilizadas. De acordo com a natureza da pesquisa, ela pode ser classificada em: pesquisa básica ou pesquisa aplicada. A pesquisa básica tem o objetivo de gerar novos conhecimentos, contribuindo para o desenvolvimento científico, não tem a obrigatoriedade de ter uma aplicabilidade prática. Esse tipo de pesquisa é baseado em interesses e verdades universais. A pesquisa aplicada tem o objetivo de gerar conhecimentos aplicáveis, e que esses conhecimentos sejam práticos e focados à solução de problemas específicos. A pesquisa aplicada é baseada em interesses e verdades locais. Na próxima aula abordaremos os tipos de pesquisa. Bons estudos! Aula 10_Pesquisa Quantitativa e Qualitativa Abordagem da Pesquisa: Quanto à abordagem da pesquisa, ela pode ser classificada em qualitativa, ou quantitativa. Pesquisa Qualitativa De acordo com Richardson (1999): “os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrevera complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais”. “... contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar, em maior nível de profundidade, o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos”. A pesquisa qualitativa faz uma análise mais aprofundada sobre o objeto de estudo, destacando características e peculiaridades que a pesquisa quantitativa não exibe. A interpretação geralmente é feita por meio de questionários validados, não havendo necessidade de técnicas estatísticas muito elaboradas. Na pesquisa qualitativa, o método de análise dos dados coletados é o descritivo e o indutivo, pois a fonte da coleta de dados geralmente é o cotidiano ou ambiente natural. Pesquisa Quantitativa Em relação à pesquisa quantitativa, Richardson (1999) afirma que: “caracteriza-se pelo emprego de quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas, desde as mais simples como percentual, média, desvio-padrão, às mais complexas, como coeficiente de correlação, análise de regressão etc.”. A pesquisa quantitativa considera tudo aquilo que pode ser quantificável, ou seja, que todas as informações coletadas possam ser classificadas, analisadas e expressas em números reais, gerando tabelas e gráficos explicativos. Na pesquisa quantitativa se faz necessário o uso de recursos e técnicas estatísticas mais elaboradas, garantindo a precisão dos resultados, evitando distorções nas interpretações e análises, dessa forma, há uma margem de segurança nas inferências que esse tipo de abordagem apresenta. A pesquisa quantitativa procura descobrir e classificar a relação de causalidades entre fenômenos e as variáveis apresentadas. Na próxima aula veremos a diferença entre os objetivos das pesquisas. Caso tenha alguma dúvida, não hesite em entrar em contato com seu professor. Bons estudos! Aula 11_Objetivos da Pesquisa Objetivos da Pesquisa Em relação aos objetivos, a pesquisa é classificada em três tipos: pesquisa explicativa, pesquisa exploratória e pesquisa descritiva. Pesquisa Explicativa Andrade (2002) define a pesquisa explicativa como: “... a pesquisa explicativa é um tipo de pesquisa mais complexa, pois, além de registrar, analisar, classificar e interpretar os fenômenos estudados procura identificar seus fatores determinantes. A pesquisa explicativa tem por objetivo aprofundar o conhecimento da realidade, procurando a razão, o porquê das coisas e por esse motivo está mais sujeita a erros”. A Pesquisa Explicativa tem o objetivo de tentar identificar todos os fatores que contribuem ou que são determinantes para que ocorra algum tipo de fenômeno. Dessa forma, ela tende a aprofundar o conhecimento, explicando a “razão” e o “por que” da ocorrência de determinados fatos. Quando a pesquisa é relacionada à área das ciências naturais, requer um método experimental, entretanto, quando relacionada à área das ciências sociais, o método é o observacional. A pesquisa explicativa pode assumir duas formas, a Pesquisa Experimental e a Pesquisa Ex-post facto. Pesquisa Exploratória Quando há pouco ou nenhum conhecimento sobre determinado assunto, a pesquisa é considerada de caráter exploratório, por meio desse tipo de pesquisa, busca-se conhecer com maior profundidade o tema objeto esclarecendo-o e construindo questões importantes no decorrer da pesquisa. A pesquisa de caráter exploratório tende a provocar uma maior aproximação, uma maior familiaridade com o problema tornando-o mais explícito ou facilitando na construção de hipóteses. Esse tipo de pesquisa é feita a partir de levantamento de dados bibliográficos, análise de exemplos, entrevistas com pessoas que já passaram por experiências oriundas do problema pesquisado. Em geral, a pesquisa exploratória tende a ser uma Pesquisa Bibliográfica ou um Estudo de Caso. Portanto, Gil (1999) destaca que: “a pesquisa exploratória é desenvolvida no sentido de proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato. Portanto, esse tipo de pesquisa é realizado, sobretudo, quando o tema escolhido é pouco explorado e torna-se difícil formular hipóteses precisas e operacionalizáveis”. Já Andrade (2002) ressalta algumas finalidades consideradas primordiais: “proporcionar maiores informações sobre o assunto que se vai investigar; facilitar a delimitação do tema de pesquisa; orientar a fixação dos objetivos e a formulação das hipóteses; ou descobrir um novo tipo de enfoque sobre o assunto”. Pesquisa Descritiva A pesquisa descritiva poderia ser classificada como um estudo intermediário, pois ao compará-la com as pesquisas explicativa e exploratória, verificamos que ela não possui um conteúdo tão aprofundado como a pesquisa explicativa e também não é tão preliminar como a pesquisa exploratória. Sendo assim, quando o intuito é descrever as características de uma determinada espécie, população, um fenômeno ou estabelecer uma relação entre determinadas variáveis, trata-se então de uma pesquisa descritiva, pois é feita por meio de técnicas padronizadas de coleta de dados, uso de questionários validados e observações sistematizadas, ou seja, a pesquisa descritiva possui três objetivos fundamentais: identificar, relatar e comparar. A pesquisa descritiva tende a ser caracterizada como um Levantamento. Dessa forma, Andrade (2002) explica que: “a pesquisa descritiva preocupa-se em observar os fatos, registrá-los, analisá-los, classificá-los e interpretá-los, e o pesquisador não interfere neles. Assim, os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não são manipulados pelo pesquisador”. Entretanto, Triviños (1987), diz que a pesquisa descritiva: “... exige do pesquisador uma delimitação precisa de técnicas, métodos, modelos e teorias que orientarão a coleta e interpretação dos dados, cujo objetivo é conferir validade científica à pesquisa. A população e a amostra também devem ser delimitadas, assim como os objetivos, os termos, as variáveis, as hipóteses e as questões de pesquisa”. Na próxima aula continuaremos a discutir acerca dos tipos de pesquisas, que irão abordar os procedimentos técnicos. Bons estudos! Aula 12_Pesquisa: Procedimentos Técnicos Procedimentos técnicos Quando falamos de procedimentos técnicos, a pesquisa assume outras características, tais como: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa experimental, Levantamento, Estudo de Caso, Pesquisa Ex-post-facto, Pesquisa Ação e Pesquisa Participante. Sob a visão de Gil (1991), vejamos as peculiaridades de cada uma. “Pesquisa Bibliográfica: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet”. “Pesquisa Documental: quando elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico”. “Pesquisa Experimental: quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto”. “Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer”. “Estudo de caso: quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento”. “Pesquisa Ex-post-Facto: quando o “experimento” se realiza depois dos fatos”. “Pesquisa-Ação: quando concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo”. “Pesquisa Participante: quando se desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas”. Na próxima aula, você irá aprender sobre os métodos científicosutilizados em uma pesquisa. Boa leitura e não se esqueça de participar das atividades previstas no semestre. Aula 13_Métodos Científicos Os processos utilizados em uma investigação científica para que os objetivos sejam atingidos, são denominados de método científico. O método científico é definido por um conjunto de processos ou operações mentais que se devem empregar na investigação, é a linha de raciocínio que é adotada na elaboração e execução da pesquisa. (Gil, 1999; Lakatos, Marconi, 1993). Os métodos científicos que baseiam a investigação são: · Dedutivo; · Indutivo; · Hipotético-dedutivo; · Dialético; · Fenomenológico. Vamos analisar as bases lógicas que cada método é embasado. Método dedutivo René Descartes juntamente com outros racionalistas propôs esse método que pressupõe que “só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro”. O raciocínio dedutivo tem o objetivo de explicar um determinado conteúdo por meio de uma cadeia lógica de raciocínio, analisando do geral para o particular, chegando a uma conclusão, ou seja, partindo de duas premissas, chega-se a uma terceira considerada como conclusão. Um clássico e famoso exemplo de raciocínio dedutivo é exibido no quadro abaixo, observe: Método Indutivo Proposto pelos empiristas como Locke e Bacon, o método indutivo considera que o conhecimento fundamenta-se a partir das experiências, não devendo ser levado em conta os princípios pré-estabelecidos. No raciocínio indutivo, as observações levam a realidade concreta, as constatações particulares devem levar à elaboração das generalizações. Outro exemplo bem clássico é apresentado no quadro abaixo, observe: Método Hipotético-Dedutivo Popper propôs o método hipotético-dedutivo baseando-se na seguinte linha de raciocínio: “quando os conhecimentos disponíveis sobre determinado assunto são insuficientes para a explicação de um fenômeno, surge o problema. Para tentar explicar a dificuldades expressas no problema, são formuladas conjecturas ou hipóteses. Das hipóteses formuladas, deduzem-se consequências que deverão ser testadas ou falseadas. Falsear significa tornar falsas as consequências deduzidas das hipóteses”. Enquanto no método dedutivo se procura a todo custo confirmar a hipótese, no método hipotético-dedutivo, ao contrário, procuram-se evidências empíricas para derrubá-la (GIL, 1999). Método Dialético Hegel deu origem ao método dialético, fundamentando-se na teoria de que as contradições se transcendem originando assim novas contradições, que acabam por exigir uma solução. O método dialético é de total interpretação dinâmica e realista, pois parte do pressuposto de que os fatos não podem ser considerados fora de um contexto econômico, social, entre outros. Método fenomenológico O método fenomenológico foi proposto por Husserl, e não é considerado indutivo nem dedutivo, pois o foco principal desse método é a descrição direta da experiência. A realidade construída não é única, pois existem tantas quantas forem às interpretações sendo analisado de acordo com as experiências de cada indivíduo, o que é considerado de fundamental importância na construção do conhecimento. Chegamos ao final de mais uma aula, no qual discutimos os tipos de métodos que podemos encontrar em uma pesquisa. Procure refletir sobre um método adequado para que você possa utilizar no desenvolvimento de sua primeira pesquisa, que pode ser um trabalho de conclusão de curso, um projeto integrado, uma monografia, uma dissertação de mestrado e até mesmo uma tese de doutorado. Vamos continuar nossos estudos? Boa leitura! Aula 14_Planejamento e Etapas da Pesquisa Pesquisar é construir um conhecimento científico, e a construção do conhecimento científico demanda algumas exigências, para facilitar o desenvolvimento da pesquisa, planejar cada etapa é de fundamental importância, pois dessa forma garantimos um trabalho de qualidade. Ao planejar como será o desenvolvimento da pesquisa, deve-se levar em conta alguns critérios, tais como: consistência, coerência, originalidade e objetivação, para isso é necessário prestar atenção em algumas condições: “A existência de uma pergunta que se deseja responder; A elaboração de um conjunto de passos que permitam chegar à resposta; A indicação do grau de confiabilidade na resposta obtida”. (Goldemberg, 1999) Para facilitar o planejamento e a execução da pesquisa científica, foram elaboradas três fases: decisória, construtiva e redacional. Observaremos cada uma e as suas principais características. Fase decisória: refere-se à escolha do tema da pesquisa, à definição, é nessa fase que é feita a delimitação do problema da pesquisa. Fase construtiva: como o próprio nome diz, é nesse momento que é elaborada a construção de um plano de ações e execuções da pesquisa. Fase redacional: envolve a análise dos dados que foram coletados durante a fase construtiva da pesquisa e a elaboração do relatório final, concluindo a pesquisa. Podemos concluir então, que a pesquisa científica consiste na realização de uma investigação bem planejada e desenvolvida dentro de normas e regras já bem consolidadas de acordo com a metodologia científica. Vimos que a metodologia científica resume-se em um conjunto de várias etapas que auxiliam o pesquisador desde o início da sua pesquisa até a fase final. Nesse espaço de tempo entre o início e a conclusão da pesquisa, temos várias etapas como: escolher o tema, planejar a investigação, desenvolver a metodologia que será a aplicada, coletar e tabular os dados, analisar os resultados, elaborar o relatório final com as conclusões da pesquisa e finalmente, divulgar os resultados. Apesar de a pesquisa apresentar tipos variados e diversas classificações, uma única pesquisa pode se encaixar em diferentes classificações, entretanto, devem obedecer às regras de cada tipo. Etapas da pesquisa Elaborar uma pesquisa requer um olhar crítico na busca por respostas aos problemas propostos. Para isso, se faz necessário cumprir uma série de etapas que fazem parte de um processo bem detalhado, garantindo assim um trabalho de qualidade. Passo a passo da pesquisa a) Escolha do tema; b) Revisão da literatura; c) Justificativa; d) Formulação do problema; e) Determinação de objetivos; f) Metodologia; g) Coleta de dados; h) Tabulação de dados; i) Análise e discussão dos resultados; j) Conclusão da análise dos resultados; k) Redação e apresentação do trabalho científico. Nas próximas aulas iremos discutir sobre cada uma das etapas da pesquisa e aprender a como desenvolver essas fases. Bons estudos e lembre-se: Procure ampliar seus conhecimentos em outras fontes, como livros, artigos, jornais e/ou sites confiáveis da internet. Aula 15_Escolha do Tema e Revisão da Literatura Nessa fase da pesquisa, é o momento em que você deverá responder a pergunta: “O que pretendo abordar?” Definir o tema em questão é de fundamental importância, pois ele delimita sua área de interesse, o assunto no qual você deseja provar, contestar ou desenvolver. Ao definir um tema, você delimita o assunto, e estabelece limites e/ou restrições para o desenvolvimento da pesquisa científica. Deve-se levar em consideração para escolha do tema: se é ou não um assunto atual, sua relevância, e seu conhecimento a respeito do assunto. De acordo com Barros e Lehfeld (1999): “A definição do tema pode surgir com base na sua observação do cotidiano, na vida profissional, em programas de pesquisa, em contato e relacionamento com especialistas, no feedback de pesquisas já realizadas e em estudo da literatura especializada.” Revisão de Literatura A revisão de literatura é uma das etapas mais importantes no desenvolvimento de uma pesquisa, é neste momento que é feito todo um levantamento sobre os estudos que já foram realizados. Rever a literatura refere-se à fundamentação teórica que você irá utilizar para estruturarseu projeto, dando a sustentação conceitual ao desenvolvimento da pesquisa. Nesta etapa você deverá verificar e responder às seguintes questões: quem já escreveu sobre o tema que eu escolhi? O que já foi publicado sobre o assunto? Quais os aspectos que já foram abordados? Existem lacunas na literatura referente ao tema? Pode objetivar determinar o “estado da arte”, ser uma revisão teórica, ser uma revisão empírica ou ainda ser uma revisão histórica. A revisão de literatura é fundamental, porque fornecerá elementos para você evitar a duplicação de pesquisas sobre o mesmo enfoque do tema, favorecendo a definição de contornos mais precisos relacionados ao problema a ser estudado. De acordo com Luna (1997), os objetivos da revisão da literatura são os seguintes: “Determinação do “estado da arte”: o pesquisador procura mostrar através da literatura já publicada o que já sabe sobre o tema, quais as lacunas existentes e onde se encontram os principais entraves teóricos ou metodológicos”. “Revisão teórica: você insere o problema de pesquisa dentro de um quadro de referência teórica para explicá-lo. Geralmente acontece quando o problema em estudo é gerado por uma teoria, ou quando não é gerado ou explicado por uma teoria particular, mas por várias”. “Revisão empírica: você procura explicar como o problema vem sendo pesquisado do ponto de vista metodológico procurando responder: Quais os procedimentos normalmente empregados no estudo desse problema? Que fatores vêm afetando os resultados? Que propostas têm sido feitas para explicá-los ou controlá-los? Que procedimentos vêm sendo empregados para analisar os resultados? Há relatos de manutenção e generalização dos resultados obtidos? Do que elas dependem? “Revisão histórica: você busca recuperar a evolução de um conceito, tema, abordagem ou outros aspectos fazendo a inserção dessa evolução dentro de um quadro teórico de referência que explique os fatores determinantes e as implicações das mudanças.” Ao elaborar a revisão de literatura, o mais recomendável é que seja adotada a metodologia da pesquisa bibliográfica, pois ela se baseia na análise da literatura que já foi publicada, seja em forma de artigos, material eletrônico (internet), livros, revistas e jornais. A revisão de literatura baseado em pesquisa bibliográfica colaborará para: obter informações sobre a situação atual do tema ou problema pesquisado; conhecer publicações existentes sobre o tema e os aspectos que já foram abordados; verificar as opiniões similares e diferentes a respeito do tema ou de aspectos relacionados ao tema ou ao problema de pesquisa. (Minayo,1993) No intuito de facilitar a revisão de literatura Lakatos e Marconi (1991), sugerem alguns passos: “Escolha do tema: O tema é o aspecto do assunto que você deseja abordar, provar ou desenvolver. A escolha do tema da revisão de literatura está vinculada ao objetivo da própria revisão que você pretende fazer. A revisão de literatura deverá elucidar o tema, proporcionar melhor definição do problema de pesquisa e contribuir na análise e discussão dos resultados da pesquisa.” “Em função da explosão da informação, você deverá definir para onde ele irá dirigir e concentrar seus esforços na revisão de literatura, porque só assim não ficará perdido no emaranhado das publicações existentes. Pesquisadores experientes sabem que o risco de perder tempo e rumo podem ser fatais neste processo, além de atravancar todo o desenvolvimento das etapas da pesquisa, pode até impedir sua realização.” “Elaboração do Plano de Trabalho: Para evitar dispersão e perda de tempo no processo de leitura de textos, é importante levantar os aspectos que serão abordados sobre o tema. Para isso você deve elaborar um esquema provisório de sua revisão de literatura, onde listará de forma lógica as abordagens que pretende fazer referentes ao tema ou problema de sua pesquisa. O esquema servirá de guia no processo de leitura e na coleta de informações nos textos.” “Identificação: Após a definição do que será abordado na revisão de literatura e a elaboração de um esquema com os aspectos a serem abordados que servirá de guia para organização do processo de leitura, você deve identificar o material.” “Localização e compilação: Realizada a identificação (o levantamento bibliográfico), é necessário que você obtenha os materiais considerados úteis à realização da pesquisa. É preciso, então, localizá-los. Deve-se começar pela Biblioteca que está mais próxima e, se essa não possuir, podem-se consultar outras no País ou no mundo. Para fazer a compilação, reunião sistemática dos materiais selecionados e localizados, os seguintes recursos: fotocópias, impressões e a própria aquisição, quando for indispensável.” “Fichamento: Os materiais selecionados para leitura serão analisados e fichados. O Fichamento permite que você reúna as informações necessárias e úteis à elaboração do texto da revisão. Podem ser elaborados diversos tipos de fichas, como: bibliográfica: com dados gerais sobre a obra lida; citações: com a reprodução literal entre aspas e a indicação da página da parte dos textos lidos de interesse específico para a redação dos tópicos e itens da revisão; resumo: com um resumo indicativo do conteúdo do texto; esboço: apresentando as principais ideias do autor lido de forma esquematizada com a indicação da página do documento lido; comentário ou analítica: com a interpretação e a crítica pessoal do pesquisador com referência às ideias expressas pelo autor do texto lido.” “Análise e interpretação: De posse dos fichamentos você fará então, a classificação, a análise, a interpretação e a crítica das informações coletadas.” “Redação: Na redação do texto final você deve observar os seguintes critérios: objetividade, clareza, precisão, consistência, linguagem impessoal e uso do vocabulário técnico.” Recomendações importantes: o texto deve ter começo, meio e fim. faça um texto introdutório explicando o objetivo da revisão de literatura; revisão de literatura não é fazer colagem de citações bibliográficas; então: faça uma abertura e um fecho para os tópicos tratados; preencha as lacunas com considerações próprias; crie elos entre as citações.” (Lakatos e Marconi, 1991) Chegamos ao final de mais uma aula, vamos continuar com as fases da elaboração de um projeto de pesquisa. Caso tenha alguma dúvida, entre em contato com o professor (a) responsável pela disciplina, pois ele (a) irá ajuda-lo(a). Bons estudos! Aula 16_Justificativa e Objetivos É neste momento que você deve refletir sobre os “porquês” da pesquisa, buscando identificar os motivos e as razões que levaram a escolha de determinado tema da pesquisa. A justificativa deve convencer a pessoa que ler o projeto de pesquisa, mostrando sua relevância e qual sua importância. Devem-se focar os pontos positivos, as vantagens e quais os benefícios que a pesquisa trará. Formulação do problema Aqui, o foco é a reflexão sobre o problema que se pretende solucionar e/ou descobrir na pesquisa. O ponto principal é se questionar se é realmente um problema e se vale mesmo a pena investir na pesquisa na tentativa de se buscar uma solução e/ou descoberta. Determinação dos objetivos: geral e específico Neste momento você deve refletir a respeito da sua intenção ao propor a pesquisa. Os objetivos devem concordar com a justificativa e com a exposição do problema. O objetivo geral é basicamente uma síntese do que se pretende atingir ao final da pesquisa, já os objetivos específicos, são mais detalhados, explicam mais especificamente o que se pretende fazer na pesquisa, e deve sempre estar de acordo com o objetivo geral. Os objetivos informam por qual motivo você propõe essa pesquisa, quais os resultados que pretende alcançar e/ou qual a contribuição de seu estudo. Lembrando que os enunciados dos objetivos gerais e específicos sempre devem ser escritos com o verbo no infinitivo, pois este verbo indica uma ação passível de ser mensurada. Veja no quadroabaixo alguns exemplos: Vamos ficando por aqui. Na próxima aula discutiremos como delinear uma metodologia que será utilizada no processo de desenvolvimento da uma pesquisa. Bons estudos! Aula 17_Metodologia Nesta etapa você definirá como e onde a pesquisa será realizada, qual o tipo de pesquisa, qual o universo da pesquisa, também conhecido como população, a amostragem, os instrumentos de coleta de dados e o método de tabulação dos dados coletados e de que forma será a análise. Universo da pesquisa ou população é a quantidade total de indivíduos que possuem a mesma característica que os designa ao mesmo estudo. Amostra é a parte do universo da pesquisa ou da população, selecionada de acordo com uma regra ou plano de estudo. A amostra pode ser probabilística ou não-probabilística. Amostra probabilística são aquelas compostas por sorteio, e podem ser: Amostras casuais simples: as oportunidades para serem inclusos na amostra são iguais para cada elemento que compõem a população; Amostras casuais estratificadas: cada estrato que representa a amostra é definido previamente; Amostras por agrupamentos: reunião de amostras que representam a população escolhida. Amostra não-probabilística é definida por: Amostras acidentais: são aquelas compostas ao acaso, com pessoas que vão surgindo durante a pesquisa; Amostras por quotas: os diversos elementos constantes da população e/ou universo da pesquisa estão sempre na mesma proporção; Amostras intencionais: selecionados casos para amostragem que representem o “bom julgamento” da população e/ou universo da pesquisa. Para que as amostras sejam definidas corretamente, é ideal que seja feita por meio de aplicações de técnicas estatísticas apropriadas. Barbetta (1999) explica que: “A definição do instrumento de coleta de dados dependerá dos objetivos que se pretende alcançar com a pesquisa e do universo a ser investigado. Os instrumentos de coleta de dados tradicionais são:” Observação: quando se utilizam os sentidos na obtenção de dados de determinados aspectos da realidade. A observação pode ser: observação assistemática: não tem planejamento e controle previamente elaborados; observação sistemática: tem planejamento, realiza-se em condições controladas para responder aos propósitos preestabelecidos; observação não-participante: o pesquisador presencia o fato, mas não participa; observação individual: realizada por um pesquisador; observação em equipe: feita por um grupo de pessoas; observação na vida real: registro de dados à medida que ocorrem; observação em laboratório: onde tudo é controlado. Entrevista: é a obtenção de informações de um entrevistado, sobre determinado assunto ou problema. A entrevista pode ser: padronizada ou estruturada: roteiro previamente estabelecido; despadronizada ou não-estruturada: não existe rigidez de roteiro. Podem-se explorar mais amplamente algumas questões. Questionário: é uma série ordenada de perguntas que devem ser respondidas por escrito pelo informante. O questionário deve ser objetivo, limitado em extensão e estar acompanhado de instruções As instruções devem esclarecer o propósito de sua aplicação, ressaltar a importância da colaboração do informante e facilitar o preenchimento. As perguntas do questionário podem ser: abertas: “Qual é a sua opinião?”; fechadas: duas escolhas: sim ou não; de múltiplas escolhas: fechadas com uma série de respostas possíveis”. Young e Lundberg (1998) recomendam que: “o questionário deverá ser construído em blocos temáticos obedecendo a uma ordem lógica na elaboração das perguntas; a redação das perguntas deverá ser feita em linguagem compreensível ao informante. A linguagem deverá ser acessível ao entendimento da média da população estudada. A formulação das perguntas deverá evitar a possibilidade de interpretação dúbia, sugerir ou induzir a resposta; cada pergunta deverá focar apenas uma questão para ser analisada pelo informante; o questionário deverá conter apenas as perguntas relacionadas aos objetivos da pesquisa. Devem ser evitadas perguntas que, de antemão, já se sabe que não serão respondidas com honestidade.” Formulário ou questionário É um conjunto de questões, onde todas as respostas são anotadas por um entrevistador quando ele entrevista outra pessoa, mas também pode ser auto preenchível, ou seja, pode ser respondida diretamente pela pessoa, sem a necessidade de um entrevistador. Ao utilizar questionários deve-se levar em conta qual a população alvo, pois muitas vezes a linguagem utilizada pelos questionários não é de fácil entendimento à população escolhida. Dessa forma, o pesquisador faz as perguntas e preenche com a resposta dada pelo informante, pois assim facilitará no momento da tabulação dos dados evitando um possível viés. Também é importante que o mesmo método seja adotado para todos que compõem a amostra, ou seja, se a pesquisa for feita por meio de entrevistador, todos os indivíduos deverão ser entrevistados, se for utilizado um questionário de auto preenchimento, todos os indivíduos que compõem a amostra deverão preenchê-lo sozinho, independente do nível intelectual que possuam, pois assim, evitamos que possíveis interferências ou vieses atrapalhem a pesquisa. O instrumento de coleta de dados escolhido deve proporcionar uma interação entre o pesquisador e/ou entrevistador, o informante e/ou entrevistado e a pesquisa que está sendo desenvolvida. “A coleta de dados estará relacionada com o problema, a hipótese ou os pressupostos da pesquisa e objetiva obter elementos para que os objetivos propostos na pesquisa possam ser alcançados.” (Minayo,1993) É nesta fase que você deve escolher de que forma irá tabular e apresentar seus dados, e quais os métodos estatísticos que irá utilizar para interpretar e analisar os dados. Caso tenha alguma dúvida, envie-a para nosso ambiente virtual de aprendizagem. Até a próxima. Aula 18_Coleta de Dados, Análise e Conclusão É na fase da coleta de dados que você realmente fará sua pesquisa de campo. Para facilitar esse processo, é de fundamental importância que você tenha paciência e persistência, pois muitas vezes os experimentos não dão o resultado esperado, ou a população que faz parte da sua amostra não dão continuidade ao seu estudo. Trabalhar com humanos pode ser muito interessante, mas requer muita paciência, por essas razões muitos pesquisadores investem em pesquisas com modelos experimentais, pela facilidade de acesso a amostra. Tabulação e apresentação de dados Na etapa da tabulação dos dados coletados, você irá utilizar os recursos estatísticos, que podem ser manuais ou feitos pelo computador por softwares específicos, elaborando gráficos, tabelas e quadros estatísticos. Conclusão da análise e dos resultados Nesta etapa você irá sintetizar os resultados que foram obtidos com a pesquisa, deverá mostrar se o objetivo que você propôs no início do projeto foi atingido e/ou se a hipótese foi confirmada ou rejeitada. Lembrando que é de fundamental importância que você ressalte a contribuição que a sua pesquisa trouxe para o meio acadêmico ou para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Redação e apresentação do trabalho Esta é a fase que você como pesquisador deverá redigir seu relatório de pesquisa, dissertação ou tese. Azevedo (1998), explica que o texto deverá ser redigido de maneira culta, observe: “gramaticalmente correto, fraseologicamente claro, terminologicamente preciso e estilisticamente agradável” A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) fornece todas as normas necessárias e padronizadas para elaboração do seu projeto de pesquisa. Estou esperando sua participação em nosso ambiente virtual de aprendizagem. Qualquer dúvida entre em contato. Um forte abraço e até a próxima aula! Aula 19_Produção do Conhecimento Nessa aula iremos falar sobre os tipos de trabalhos científicos. Resenha bibliográfica Resenha é uma síntese descritivaou comentário de livros das várias áreas da ciência, das artes e da filosofia. Além de abordar objetivamente o conteúdo da obra, deve apresentar comentários críticos e interpretativos a respeito da mesma, incluindo julgamentos de valor, tais como comparações com outras obras, relevância do texto em relação a outros trabalhos, etc. Em geral, as resenhas são elaboradas por especialistas e publicadas em revistas, jornais ou por outros meios, mas podem também ser efetuadas por estudantes como exercício de compreensão e crítica. Artigo científico Trata-se de um texto que, embora de dimensões reduzidas, apresenta a estrutura exigida para trabalhos científicos de maior fôlego, devendo caracterizar-se, igualmente, por uma abordagem aprofundada e original. Seu teor e apresentação formal devem estar em consonância com os critérios de publicação da revista ou da obra coletiva onde será veiculado. Os artigos científicos, comumente, apresentam uma breve informação sobre a qualificação profissional do autor, um resumo em português e outro em língua estrangeira (abstract), as palavras-chave do texto, citações e bibliografia, em conformidade com as normas técnicas. Comunicação científica Constitui-se no mais sucinto dos trabalhos científicos, restringindo-se à apresentação dos resultados parciais ou totais de um estudo sobre assunto significativo em congressos, seminários, simpósios, etc. O órgão promotor do evento científico é que estabelece as formas e as regras da comunicação. Monografia A palavra “monografia” — do grego monos = único e graphein = escrever — etimologicamente significa "escrito de um só assunto". É também "é uma maneira eficaz de medir a evolução do aluno na habilidade de investigar cientificamente e mostra de forma organizada o interesse dele por determinado tema" (ARAÚJO, 2004, p.28). No mundo acadêmico ou profissional, saber fazer uma monografia é uma habilidade cada vez mais exigida. Utilizada para conferir título de bacharel na maioria dos cursos de graduação, a monografia também é exigida nos cursos de especialização ou de capacitação para atestar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes, antes da entrega do certificado de conclusão de curso. Dissertação À medida que o estudante evolui na carreira acadêmica, também aumentam o rigor e a profundidade de sua produção intelectual. Assim, chama-se dissertação à monografia mais elaborada. O tema não precisa ser original, e à dissertação corresponde o grau de mestre. Tese A tese é um trabalho mais qualificado e confere ao estudante o grau de doutor, exigindo que ele pesquise um tema original, com um grau maior de profundidade e cientificidade no tratamento das questões apresentadas. Trabalho de Conclusão de Curso Uma vez que você precisará entregar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), como exigência para a conclusão do Curso de Graduação, enfocaremos, a seguir com mais detalhes a sua elaboração. Nesse tipo de trabalho acadêmico, o tema não precisa ser original, mas é importante que ele apresente um novo enfoque e contribuições relevantes à área de conhecimento à qual está ligada. Deve-se obedecer à rigorosa metodologia e investigar um determinado assunto não só em profundidade, mas em todos os seus ângulos e aspectos. O processo cumulativo deve ser sempre valorizado. É importante também a apresentação de reflexão e conclusão pessoal. Tem como finalidade a transmissão objetiva de uma mensagem, a comunicação do resultado final de uma pesquisa ou de uma reflexão, e a demonstração de uma posição a respeito do tema-problema. Chegamos ao final de mais uma aula. Não esqueça de participar das atividades propostas na disciplina. Bons estudos! Aula 20_Pesquisa Prática Nessa aula estudaremos as pesquisas: Bibliográfica, de Laboratório e de Campo. Pesquisa bibliográfica Pode ser definida como sendo uma leitura detalhada e sistemática, acompanhada de anotações e fichamentos. A pesquisa bibliográfica serve de apoio para as outras pesquisas, como ferramenta de fundamentação teórica. Tanto assim, que muitos preferem dizer “pesquisa teórica”: “Dedicada a reconstruir teoria, conceitos, ideias, ideologias, polêmicas, tendo em vista, em termos imediatos, aprimorar fundamentos teóricos" (Demo, 2000, p. 20). Esse tipo de pesquisa é orientada no sentido de reconstruir teorias, quadros de referência, condições explicativas da realidade, polêmicas e discussões pertinentes. A pesquisa teórica não implica imediata intervenção na realidade, mas nem por isso deixa de ser importante, pois seu papel é decisivo na criação de condições para a intervenção. "O conhecimento teórico adequado acarreta rigor conceitual, análise acurada, desempenho lógico, argumentação diversificada, capacidade explicativa”.(BAFFI Maria Adélia Teixeira. Modalidades de Pesquisa: um estudo introdutório). Durante a vida acadêmica ou para profissionais como pesquisadores ou cientistas essa pesquisa é rotineira, pois através dela podemos conhecer o que já foi estudado. Pesquisa de laboratório A pesquisa de laboratório pode ser considerada como parte de uma categoria mais ampla. A pesquisa experimental se caracteriza pelo controle das variáveis exercido pelo pesquisador. Eventualmente, ela pode ser realizada em laboratórios: Um experimento de laboratório pode ser definido como aquele no qual o investigador cria uma situação com as condições exatas que ele deseja ter e na qual ele controla algumas variáveis e manipula outras. Ele então (o investigador) é capaz de observar e medir o efeito da manipulação das variáveis independentes sobre as variáveis dependentes numa situação na qual a operação de outros fatores relevantes é mantida em um mínimo. (FESTINGER, Apud MOREIRA, Daniel Augusto. Natureza e Fonte do Conhecimento em Administração. Disponível em<http://www.fecap.br/adm_ online/art11/ daniel. htm.> Acesso em 17 jul. 2007.) Pesquisa de Campo A pesquisa de campo se inicia com a observação de fatos e fenômenos, com a máxima proximidade com a realidade. Em seguida faz-se a coleta de dados, finalizando com a interpretação desses dados, sempre levando em conta a fundamentação teórica existente, para dessa maneira compreender e explicar o problema que está sendo estudado. Diversas ciências ou áreas de estudo utilizam as pesquisas de campo, especialmente as que fazem parte da área do conhecimento que chamamos “ciências humanas”, tais como a Antropologia, a Sociologia, a Psicologia a, Pedagogia, a Política e o Serviço Social. Tais disciplinas usam frequentemente a pesquisa de campo para o estudo de indivíduos, grupos, comunidades ou instituições, com o objetivo de compreender os mais diferentes aspectos de uma determinada realidade. O levantamento bibliográfico é sem dúvida necessário, para iniciarmos a pesquisa de campo. É importante ressaltar que as técnicas utilizadas na coleta de dados sejam apropriadas a natureza do tema em estudo. As pesquisas de campo também podem ser classificadas como “quantitativa” ou “qualitativa”, dependendo da técnica utilizada na coleta, análise e interpretação dos dados, como veremos na próxima aula. Agora você entendeu por que a última aula foi importante? Bons estudos e até a próxima. Aula 21_Paradigmas Nesta aula vamos conceituar “paradigma” e discutir a sua importância na pesquisa científica. Conceituação O ser humano sempre procurou respostas ou explicações para os fenômenos presentes na natureza e na sociedade. A ciência pode ser considerada a forma racional de buscar essas explicações. As descobertas científicas, geralmente, produzem ideias ou conceitos novos que, nem sempre são aceitos pela sociedade. Veremos agora como os paradigmas interferem na aceitação ou na resistência aos novos conceitos. Nos últimos anos, muito se tem pesquisado sobre as razões da resistência às inovações. A maior parte dos estudiosos concorda que essas razões estariam ligadas às mudanças que as inovações provocam e que obrigam as pessoas a abandonar o comodismo ou a tradição.Em outras palavras, elas provocam incertezas. Inovações e mudanças representam revoluções; convidam à reavaliação dos velhos modos de fazer as coisas. Abrem portas para novas possibilidades, alteram padrões e modelos, ou seja, alteram os paradigmas. Thomas Kuhn (1975) considera paradigmas “as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência”. Atenção: Podemos considerar que paradigmas é um conjunto de regras e regulamentos que: 1. estabelecem limites (de certo modo, é o mesmo que o padrão faz); 2. estabelece regras e regulamentos que vão ensinar como obter sucesso, resolvendo problemas dentro desses limites. Portanto, os paradigmas auxiliam o trabalho de pesquisa, mas também podem causar problemas. Acompanhe as reflexões de um autor chamado Joel Arthur Barker: Em seu livro Thomas Kuhn examinava como os cientistas mudaram os seus paradigmas em Física; Química ou Biologia, e o que acontecia quando o faziam. O que ele descobriu, pode explicar porque tantas vezes deixamos de prever grandes e significativas descobertas. Suas conclusões podem ajudar-nos a lidar com a mudança com mais eficácia. Bem, e o que ele descobriu? Kuhn descobriu que os paradigmas agem como filtros, que retêm dados que vêm à mente do cientista. Dados que concordem com o paradigma do cientista têm acesso fácil ao reconhecimento. De fato, os cientistas vêem esse tipo de dados incrivelmente bem, com muita clareza e compreensão. Isso é bom, mas Kuhn descobriu também um efeito negativo e espantoso, com alguns dados os cientistas tinham extrema dificuldade. Por que? Porque esses dados não combinavam com as expectativas criadas pelos seus paradigmas. E, de fato, quanto mais inesperados fosses os fatos, mais dificuldades os cientistas tinham em preservá-los. Em alguns casos, simplesmente ignoravam os dados inesperados e, as vezes, distorciam esses dados até que se ajustassem ao paradigma. Em lugar de reconhecer que eram exceções às regras. E, em casos extremos, eram incapazes de perceber os dados inesperados. Para qualquer propósito prático, esses dados eram invisíveis. Colocando em termos genéricos, os paradigmas filtram a experiência que chega. Estamos vendo o mundo através de nossos paradigmas o tempo todo. Constantemente selecionamos do mundo aqueles dados que se ajustam melhor às nossas regras e regulamentos e, tentamos ignorar o resto. Como resultado, o que pode ser perfeitamente óbvio para uma pessoa com um paradigma, pode ser totalmente imperceptível para alguém com paradigma diferente.( BARKER, Joel Arthur. Paradigmas. Disponível em <www.def.uem. br/ depto/Amauri/ didatica2005/textospara2005/texto18.doc.> Acesso em 19 jul. 2007.) Para refletir: • Você concorda com a ideia tão difundida, atualmente, de que vivemos uma crise de paradigmas? • Em caso positivo, quais seriam os aspectos mais afetados na área da educação e no pessoal? Caso tenha alguma dúvida entre em contato com o professor responsável pela disciplina. Bons estudos! Aula 22_Paradigma: dominante Nessa aula analisaremos o paradigma que serviu de base para o trabalho da comunidade científica desde o século XVIII, conhecido como paradigma dominante. O modelo de racionalidade que presidiu a ciência moderna constituiu-se a partir da revolução científica do século XVI e foi desenvolvido nos séculos posteriores, basicamente no domínio das ciências naturais. Somente no século XIX esse modelo de racionalidade se estendeu às ciências sociais emergentes. No século XVI, o paradigma da racionalidade científica representou uma ruptura em relação aos paradigmas, então, vigentes. Essa racionalidade distinguia-se do conhecimento não científico, na forma de senso comum e dos estudos humanísticos. De certo modo, tornou-se um modelo totalitário, pois negava o status de racionalidade aos conhecimentos que não seguissem seus princípios epistemológicos e regras metodológicas. Assim, o novo paradigma constituído, rompia com a tradição medieval e aristotélica, defendendo uma só forma de conhecimento verdadeiro. Ele apresentava uma nova visão do mundo e da vida, indo contra posições dogmáticas e, por sua vez também autoritárias, defendidas pela Igreja. Essa visão implicava a distinção entre conhecimento científico e conhecimento do senso comum, pois a ciência moderna desconfiava do conhecimento obtido pela experiência imediata, consideradas ilusórias. Os resultados obtidos por Galileu na física e na astronomia, bem como as leis das órbitas celestes de Kepler e os dados acumulados por Tycho-Brahe possibilitaram a Newton (1642-1727) a elaboração do primeiro exemplo de teoria científica encontrado na ciência moderna: a teoria da gravitação universal. (ARANHA, 1999. p.143) Os paradigmas da nova ciência física se estenderam para outras ciências, como a química, a biologia e, finalmente, para as ciências sociais ou ciências humanas. No século XVIII, surgiram os estudos sobre as relações de troca entre os indivíduos e sobre o acúmulo de riquezas: os primórdios da economia. No século seguinte, Augusto Comte lançou as bases dos estudos dos fatos sociais, da ciência positiva, da sociologia, inspirada nos métodos e princípios das ciências da natureza. Até meados do século XX, considerou-se como científico o conhecimento produzido a partir das bases estabelecidas pelo método positivista, apoiado na experimentação, mensuração e controle rigoroso dos dados (fatos), tanto nas ciências naturais quanto nas ciências humanas. A crise do paradigma dominante Até final do século XIX, predominou o otimismo com o poder e o desenvolvimento da ciência. Entretanto, no final do século XIX e no começo do século XX, algumas descobertas abalaram os alicerces da ciência moderna. Dentre elas, as descobertas no campo da física quântica. Heisenberg formulou o princípio da incerteza , segundo o qual é impossível conhecer, ao mesmo tempo, a posição e a energia de uma partícula tal como o elétron. Conforme Aranha e Martins o “aparecimento desses ‘irracionalismo’ na ciência foi um duro golpe na exaltação positivista do século XIX”. Os próprios princípios newtonianos da física foram abalados pela teoria da relatividade de Einstein. Reflexão: Como característica intelectual de nosso tempo, a crise do paradigma dominante veio propiciar uma profunda reflexão epistemológica sobre o conhecimento científico. Essa reflexão é feita pelos próprios cientistas, com competência e interesse filosóficos para questionar sua própria prática científica. Também abrange questões antes deixadas aos sociólogos como condições sociais, contextos culturais, modelos organizacionais da investigação científica que passaram a ter maior relevância na reflexão epistemológica. Não se esqueça de acessa a biblioteca virtual para realizar suas pesquisas e ampliar seus conhecimentos. Bons estudos! Aula 23_Paradigma: emergente Vamos estudar agora o Paradigma emergente e a sua relação com o conhecimento científico. Paradigma emergente No século XX, Thomas Kuhn colocou o paradigma na discussão científica. Sobre os novos paradigmas ele afirma: “a pessoa que acha o novo paradigma logo no início, muitas vezes deve fazê-lo desafiando as provas oferecidas para a solução dos problemas. Precisa ter fé que o novo paradigma terá sucesso, apesar dos muitos problemas que enfrenta sabendo apenas o paradigma anterior falhou um pouco. Uma decisão desse tipo, só pode ser tomada com fé. Os sinais do verdadeiro pioneiro do paradigma são a grande coragem e a confiança em suas ideias” (KUHN, 1975, p.45). Boaventura de Souza Santos, no livro Introdução a uma ciência pós – moderna editada em 1989 apresenta as principais características do paradigma emergente. 1- Todo o conhecimento científico-natural é científico-social Estudos recentes em física e biologia questionam dicotomias como orgânico/inorgânico seres vivos/matéria inerte e até humano/não humano.Isto fica mais claro nas teorias de vários autores, Capra (1999), entre eles, que apontam em seus trabalhos para uma visão holística preocupada em superar as inconsistências entre a mecânica quântica e a teoria da relatividade de Einstein. A distinção sujeito/objeto será transformada com o objeto (e não apenas o ato do conhecimento) tendo também consciência, por exemplo, com o reconhecimento de uma dimensão psíquica da natureza. 2- Todo o conhecimento é local e total A especialização é característica da ciência moderna e, como consequência, temos a fragmentação, a particularização do real. Isso ocorre em todos os campos do conhecimento: medicina, direito, economia etc. As tentativas de mudança dessa situação, em geral, têm resultado em novas especializações, como no caso do médico generalista. No paradigma emergente o conhecimento é total (universal, indiviso), porém como total é também local, ligado a situações concretas que, por sua vez, se reportam novamente ao total, reconstituindo os projetos cognitivos locais. Nesse sentido encontramos como características gerais do novo paradigma: ser analógico; conceber a imaginação e a generalização relacionadas à qualidade e a exemplaridade; não ser determinístico, não ser descritivo, não ser metódico, aceitar uma pluralidade de métodos e tolerar vários estilos. 3- Todo o conhecimento é autoconhecimento Para a ciência moderna tradicional, o homem é um sujeito epistemológico e não empírico, pois ela não aceita a interferência dos valores humanos no conhecimento objetivo e rigoroso. Nesse ponto se origina a divisão entre o sujeito do conhecimento e o objeto do conhecimento. Para o conhecimento ser considerado científico é necessário manter um distanciamento empírico entre sujeito (pesquisador) e objeto (pesquisado. Acontecimentos como o pós-guerra e a guerra do Vietnã (Década de 60) trouxeram um questionamento sobre o distanciamento social e o status metodológico por se alterarem as relações entre sujeito e objeto. Ao contrário, o paradigma emergente recupera o caráter autobiográfico e auto referenciável da ciência, contemplando ainda dimensões artísticas, segundo alguns filósofos e cientistas. 4- Todo o conhecimento científico visa a constituir-se em senso comum A racionalidade científica limita a nossa forma de estar no mundo,, pois reduz e limita as dimensões da compreensão humana , exclusivamente, à racionalidade. A ciência pós-moderna sabe que a racionalidade se encontra na configuração de todas as formas de conhecimento, participando de.um diálogo. Ao contrário do que ocorre na ciência tradicional moderna, a tendência da ciência contemporânea ou pós-moderna é valorizar o senso comum como forma de construção de conhecimentos que fornecem sentido ou significado à vida dos indivíduos. As características a seguir retratam o senso comum no que ele tem de relevante com o paradigma emergente por ter uma dimensão utópica e libertadora que pode ser ampliada através do diálogo com o conhecimento científico: Coincidência entre causa e intenção; É prático e pragmático; É transparente e evidente; É superficial, mas abrange a horizontalidade das relações entre pessoas e pessoas e coisas; É interdisciplinar e não metódico; É retórico e metafórico. Não se esqueça de participar das atividades previstas em nossa agenda pedagógica. Bons estudos! Aula 24_Leitura Na nossa primeira aula abordaremos a importância da leitura para o conhecimento científico e a sua importância para o homem no dia a dia. 1. Leitura: importância e natureza O que significa ler? Qual a importância da leitura? O que devemos e precisamos ler? Essas são perguntas fundamentais que temos que fazer no inicio dos nossos estudos. Ler significa adquirir informações, mas também devemos interpretar e compreender o que estamos lendo. Quando pensamos em conhecimento científico, não podemos nos esquecer da leitura, pois grande parte desse conhecimento é obtida dessa maneira. Os textos devem ser encarados como uma fonte quase inesgotável de ideias e conhecimentos. No nosso dia a dia devemos ler bastante pois isso aumentará o vocabulário o que ajudará na hora de escrever e falar. Não devemos ter vergonha de utilizar dicionários ou mesmo perguntar a outra pessoa quando não sabemos o significado de uma palavra ou de uma frase. Ao aumentamos o vocabulário, abrimos novos horizontes na mente, permitindo uma melhor compreensão do conteúdo. De um modo geral, a leitura tem dois objetivos principais, o aumento da nossa cultura geral e meio eficiente de aprofundamento do conhecimento (estudo e pesquisa). Em virtude da enorme quantidade de livros, revistas que temos disponíveis, se faz necessária uma rigorosa escolha do que é ou não importante. 2. Tipos de Leitura Podemos classificar a leitura em três tipos: Formação, Cultura Geral e Distração. A leitura de distração é aquela que tem como objetivo o divertimento e o lazer, e é a que fazemos sem maiores preocupações. A sua importância está no fato de despertar o hábito da leitura. Já a leitura de cultura geral, apresenta como objetivo ampliar o conhecimento do que está ocorrendo ao nosso redor e no mundo, através da leitura de jornais, revistas, livros, etc. É importante esse tipo de leitura, que é uma fonte de informação das atualidades.. A leitura de formação apresenta como objetivo principal aprofundar o conhecimento sobre determinado assunto que estivermos estudando ou pesquisando em livros ou revistas científicas. É imprescindível que esse tipo de leitura seja feita com o máximo de concentração, para uma compreensão satisfatória do conteúdo. Reflexão: A compreensão de um texto é um dos maiores desafios que temos a enfrentar. A compreensão implica contextualização. Escolha um capítulo de um livro que você tenha gostado de ler. Anote ou sublinhe frases interessantes e palavras que necessitem de sinônimo. Feche o livro e pesquise-as. Volte a ler o mesmo capítulo introduzindo o que você pesquisou. Reflita: Nessa segunda leitura (ou 3ª) você entendeu diferente? A leitura ficou mais interessante? Inicie um caderno ou uma ficha, anotando o nome do livro, do autor e suas considerações sobre o capítulo. Aula 25_Revisão da Literatura / Introdução A partir desta aula, iremos estudar as etapas de um trabalho científico. Iniciaremos com a revisão da literatura. A revisão e levantamento da literatura existente sobre o tema é fundamental para o sucesso do trabalho. É necessário efetuar revisões bibliográficas em bibliotecas ou em outros serviços de informações. O levantamento bibliográfico permite ao pesquisador aprofundar o contato com o tema, conhecer os trabalhos e os autores de referência para o tema, rever a definição de conceitos, conhecer diferentes abordagens e possibilidades de tratamento do tema. O material bibliográfico deve ser organizado de modo a garantir o acesso fácil às informações e a consulta rápida. Podemos separar o material em duas partes. Uma mais geral, onde guardamos as principais teorias e conceitos gerais da área de estudo. A outra pode conter textos mais específicos, trazendo informações mais detalhadas do tema escolhido. Uma seção obrigatória num projeto de pesquisa é a justificativa teórica, em que o pesquisador demonstra conhecimento sobre a bibliografia existente sobre o assunto e justifica a sua opção teórica. Além disso, alguns projetos de pesquisa costumam conter um capítulo ou seção em que o pesquisador apresenta resumos e levanta comentários a respeito da literatura básica sobre o assunto. Muitas vezes, o problema ou a hipótese central do trabalho surge da leitura dos trabalhos de diferentes autores e do exercício da crítica dos seus conteúdos. Para que possa desenvolver uma boa revisão é necessário fazer uma pesquisa detalhada sobre o tema o qual está pesquisando, dando preferência a referências bibliográficas atuais. Aula 26_Objetivo / Metodologia Nessa aula continuaremos a abordar os aspectosda elaboração de um artigo, tais como, justificativa, objetivos, metodologia. Justificativa Nesse item o pesquisador expõe as razões que nortearam a escolha do tema, apresenta os resultados da revisão bibliográfica, indica a abordagem conceitual ou teórica que pretende utilizar e, situa a relevância do estudo no contexto dos trabalhos científicos do período. O pesquisador deve expor de forma clara e objetiva, as contribuições que o seu trabalho trará para o meio científico, e qual será a sua contribuição para sociedade de um modo geral, tomando o cuidado de expor antecipadamente os resultados da pesquisa. Objetivos Os objetivos do trabalho devem estar bem definidos e escritos de forma clara, coerente com o tema escolhido e indicando o que pesquisador está almejando com a realização desse trabalho. O pesquisador/aluno poderá dividir os objetivos em Objetivos Gerais e Objetivos específicos. O objetivo geral está relacionado diretamente com o problema, apresentando o foco central de modo amplo. Os objetivos específicos se relacionam com o objetivo geral, indicando as diferentes questões a serem abordadas, tendo em vista a confirmação do objetivo geral. Metodologia Na metodologia devemos colocar detalhadamente todas as etapas que serão desenvolvidas, para a execução do projeto. Esse item deve conter toda a explicação, indicando o tipo de pesquisa e quais os instrumentos e materiais utilizados. Chegamos ao final de mais uma aula. Não esqueça de participar das atividades propostas na disciplina. Bons estudos! Aula 27_Questionário Nessa aula, trataremos de alguns métodos, como o questionário. Um instrumento de coleta de dados muito utilizado, em pesquisas é o questionário, que deve ser elaborado pelo pesquisador responsável para ser respondido pelo grupo de pessoas que estão servindo de parâmetros para o estudo. O questionário deve apresentar uma linguagem acessível ao grupo de pessoas que vão respondê-lo. Quanto mais objetiva e clara for a pergunta, maior a possibilidade de respostas importantes. Conteúdo necessário para apresentação de um questionário: Todo questionário deverá conter uma carta de explicação apresentando às etapas do projeto, o objetivo da pesquisa, as instruções precisas para a o seu preenchimento, incentivo para o preenchimento e agradecimento. O pesquisador pode optar pelo questionário com identificação ou sem identificação do sujeito que está respondendo. Alguns pesquisadores preferem a segunda opção, pois, acreditam que a ausência de identificação garante a sinceridade nas respostas. Tipos de Questões Tipo 1: Itens Exemplo: Você Estuda? ( ) Sim ( ) Não Tipo2: Respostas livres, abertas ou curtas; Exemplo: Que Curso Você Estuda: ______________________________ Tipo 3. Itens de múltipla escolha; Exemplo: Quem paga a sua faculdade ( ) Eu mesmo(a) ( ) Meu Pai ( ) Minha Mãe ( ) Meu Marido ( ) Tenho Bolsa Integral Tipo 4. Questões mistas. Exemplo: Em Que Cidade Você Mora ( ) Santos ( ) São Vicente ( ) Praia Grande ( ) Cubatão Outro: _____________________________________ Entrevista Outro instrumento de coleta de dados é a entrevista. O pesquisador deve tomar muito cuidado na condução desse instrumento. É importante uma preparação adequada, seguir um plano de entrevista, para que as informações necessárias sejam obtidas. Podemos classificar as entrevista de dois modos: exploratória e de coleta de informações. O planejamento da entrevista pode começar pela seleção dos entrevistados, conforme o critério da contribuição efetiva que possam dar ao trabalho. Deve incluir a própria elaboração das questões, além da ordem em que serão apresentadas para os entrevistados. Em algumas situações é prudente realizar entrevista prévia com alguém, o que facilitará a postura crítica no momento da entrevista de fato. Algumas dicas são importantes para uma boa entrevista. Uma relação de descontração com o entrevistado permite respostas mais satisfatórias. Tome cuidado para não criar situações embaraçosas frente ao entrevistado. Procure passar segurança no momento das perguntas. Seja objetivo para que a entrevista não se prolongue demasiadamente. As anotações são importantíssimas: não deixe de anotar nada que julgue relevante. É recomendada, a utilização de um gravador, para garantir ainda mais as respostas obtidas, porém é necessário pedir a anuência do entrevistado. Caso tenha alguma dúvida, entre em contato com o professor(a) responsável pela disciplina. Bons estudos! Aula 28_Observação A observação é outro a ser utilizado pelo pesquisador. Como nos outros instrumentos a observação deve ser preparada previamente. A observação é um dos procedimentos mais elementares e tradicionais de coleta de dados numa pesquisa ou trabalho científico. O grego Aristóteles observava a natureza antes de classificá-la. Newton e outros cientistas modernos praticantes do método experimental-dedutivo definiram a observação como etapa fundamental do trabalho científico, uma vez que os resultados de um experimento precisam ser corretamente observados e registrados. Entretanto, os novos paradigmas da ciência nos obrigam a alguns questionamentos: Podemos partir de duas suposições ingênuas acerca da observação científica. A primeira delas afirma que a ciência começa com a observação. A segunda, que a observação produz uma base firme e objetiva da qual o conhecimento pode ser derivado. (Chalmers, 1997: 46) Sabendo que a “observação” pode ser tida como uma modalidade, entre outras, de verificação (“ver” de verdade + ação) é possível estudarmos sob quais condições se dá este ato de aferição da verdade ou da falsidade do que se observa. Até que ponto os procedimentos científicos de observação independem das limitações físicas e intelectuais do observador? Até que ponto as limitações físicas e intelectuais do observador podem ser corrigidas pelos procedimentos científicos de observação? (UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA. Teorias, conceitos e observação: A observação científica.Disponível em < http://www.ucb.br/prg/comsocial/cceh/ textos_teorias_observ.htm> Acesso em 21 jul. 2007.) Análise de Conteúdo A análise de conteúdo é o último instrumento de coleta que vamos estudar. As fontes de consulta podem ser classificadas em primárias e secundárias. Documentos oficiais, decretos, fotografias, vídeos, são exemplos de fontes primárias. Esses documentos são analisados pelo pesquisador que extraí deles as informações por meio de questionamentos, comparações e análises. São consideradas fontes secundárias, os livros, dissertações, teses entre outros, pois se tratam de reflexões e conhecimentos elaborados. Essas informações já estão consolidadas, mas também são importantes na elaboração do projeto e no momento de discutir os resultados obtidos. Dicas para uma melhor análise de documentos: É importante determinar como antecedência quais locais servirão de apoio para a busca das informações. . As bibliotecas das universidades costumam possuir um bom acervo contendo teses, dissertações, monografias e revistas científicas. Sem dúvida, a Internet representa uma revolução no que concerne à troca de informação. A partir dela, todos podem informar a todos. Mas, se ela pode facilitar a busca e a coleta de dados, ao mesmo tempo oferece alguns perigos; na verdade, as informações passadas por essa rede não têm critérios de manutenção de qualidade da informação. Sugestão de Atividade Você iniciou seu trabalho refletindo sobre três itens: Justificativa, Objetivo e Metodologia. Para que possa exercitar seu aprendizado, Inicie agora a coleta de dados e a análise dos documentos. Bons estudos! Aula 29_Fichamentos Nesta aula, iremos aprender como desenvolver um fichamento. Leia a aula com atenção! As fichas são as mais antigas formas de organização do material de pesquisa e ainda hoje são usadas porque são eficientes. Antigamente, os pesquisadores usavam fichas produzidas especificamentepara esse fim: retângulos de papel pautado e encorpado, arquivados em fichários para facilitar a manipulação. Entretanto, o uso dessas fichas não é obrigatório. Muitos pesquisadores preferem cadernos ou, atualmente, arquivos digitais. Independentemente do suporte, o que importa no fichamento é o conteúdo, isto é, as informações que são destacadas e registradas. Costuma-se classificar três tipos de fichamentos: Bibliográfico, Resumo e Citações. Na ficha bibliográfica devemos colocar a descrição dos tópicos que fazem parte da obra e comentar brevemente sobre cada tópico. Exemplo: Educação da Mulher: a Perpetuação da Injustiça (1) Histórico do Papel da Mulher na Sociedade Na Idade moderna 2.3 (2) TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1993. 181 p. (Tudo é História, 145). Insere-se no campo do estudo da História e da Antropologia Social. A autora se utiliza de fontes secundárias, colhidas através de livros, revistas e depoimentos. A abordagem é descritiva e analítica. Aborda os aspectos históricos da condição feminina no Brasil a partir do ano 1500 de nossa era. Além da evolução histórica da condição feminina, a autora desenvolve alguns tópicos específicos da luta das mulheres pela condição cidadã. Conclui fazendo uma análise de cada etapa da evolução histórica feminina, deixando expressa sua contradição ao movimento pós-feminista, principalmente às idéias de Camile Paglia. No final da obra faz algumas indicações de leituras sobre o tema Mulher. (3) Os números indicados em parênteses nesse exemplo bem como nos outros exemplos de fichamento são: (1) Título do trabalho; (2) - Numeração do item a que se refere o fichamento. (3) - Comentários ou anotações do pesquisador sobre a obra registrada. Na ficha de resumo deve-se colocar uma síntese dos principais conceitos da obra. Essa síntese pode ser elaborada pelo pesquisador com seu próprio vocabulário. Nesse tipo de fichamento podemos colocar um resumo informativo, contendo as informações sobre quais são os objetivos do trabalho, metodologia utilizada, principais resultados obtidos e as conclusões do autor. Podemos também colocar um resumo indicativo mais geral sobre a obra, sem detalhar as principais etapas do trabalho. Exemplo: Educação da Mulher: a Perpetuação da Injustiça Histórico do Papel da Mulher na Sociedade Na Idade moderna TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1993. 181 p. (Tudo é História, 145). O trabalho da autora baseia-se em análise de textos e na sua própria vivência nos movimentos feministas, como um relato de uma prática. A autora divide seu texto em fases históricas compreendidas entre Brasil Colônia (1500-1822), Império (1822-1889), República (1889-1930), Segunda República (1930-1964), Terceira República e o Golpe (1964-1985), o ano de 1968, Ano Internacional da Mulher (1975), além de analisar a influência externa nos movimentos feministas no Brasil. Em cada um desses períodos é lembrado os nomes das mulheres que mais se sobressaíram e suas atuações nas lutas pela libertação da mulher. A autora trabalha ainda assuntos como as mulheres da periferia de São Paulo, a participação das mulheres na luta armada, a luta por creches, violência, participação das mulheres na vida sindical e greves, o trabalho rural, saúde, sexualidade e encontros feministas. Depois de suas conclusões onde, entre outros assuntos tratados, faz uma crítica ao pós-feminismo defendido por Camile Paglia, indica alguns livros para leitura. Na ficha de citações devemos colocar frases contidas na obra, esse tipo de fichamento auxilia muito na elaboração do projeto, pois as principais partes ditas na obra já se encontram separadas, portanto não precisamos ler todo o livro ou artigo novamente. Exemplo: Educação da Mulher: a Perpetuação da Injustiça Histórico do Papel da Mulher na Sociedade Na Idade moderna 2.3 TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1993. 181 p. (Tudo é História, 145) "Uma das primeiras feministas do Brasil, Nísia Floresta Brasileira Augusta, defendeu a abolição da escravatura, ao lado de propostas como a educação e a emancipação da mulher e a instauração da República." (p. 30) “Sou neta, sobrinha e irmã de general” (...) “Aqui nesta casa foi fundada a Camde. Meu irmão, Antônio Mendonça Molina, vinha trabalhando há muito tempo no Serviço Secreto do Exército contra os comunistas. Nesse dia, 12 de junho de 1962, eu tinha reunido aqui alguns vizinhos, 22 famílias ao todo. Era parte de um trabalho meu para a paróquia Nossa Senhora da Paz. Nesse dia o vigário disse assim: ‘Mas a coisa está preta. Isso tudo não adianta nada porque a coisa está muito ruim e eu acho que se as mulheres não se meterem, nós estaremos perdidos. A mulher deve ser obediente. Ela é intuitiva, enquanto o homem é objetivo’.” (Amélia Molina Bastos apud Teles, p. 54) "Na Justiça brasileira, é comum os assassinos de mulheres serem absolvidos sob a alegação de defesa de honra." (p. 132) Você não precisa esperar a realização de um projeto de pesquisa e/ou artigo para fazer um fichamento. Você pode utilizá-lo no dia a dia, como por exemplo, organizar seus estudos para se preparar para as provas. Procure desenvolver um fichamento, verá como é útil. Bons estudos! Aula 30_Citações I e Notas de Rodapé A partir dessa aula vamos analisar as citações e as notas de rodapé, as quais servem para demonstrar à comunidade científica a relevância e interpretação da pesquisa. Citações são trechos transcritos ou informações retiradas das fontes consultadas. Citar tem conotação jurídica com o sentido de chamar à justiça e, posteriormente, invocar o testemunho de alguém, portanto, a referência deve, ser exata e precisa, como também averiguável por todos. As citações têm o objetivo de dar maior credibilidade ou sustentação às ideias e pontos de vista que o pesquisador está defendendo, uma vez que ele vai buscar em outros autores (especialistas no assunto tratado) argumentos favoráveis à sua proposição As notas de rodapé são indicações, observações ou complementações ao texto feitas pelo próprio autor, tradutor ou editor. As citações, portanto podem estar completando o texto ou entrar como nota de rodapé. No caso da nota de rodapé, adiciona-se um número dentro do texto, o qual é repetido no rodapé, com a citação. As notas de rodapé podem ser: Explicativas: Comentários, complementações ou traduções que interromperiam a sequência lógica, se colocadas no texto (devem ser claras e sucintas). Referências: Indicam documentos consultados ou remetem a outras partes de um documento em que o assunto em questão foi abordado. Alguns autores, assim como alguns leitores, preferem o sistema de nota de rodapés por possibilitar a visualização imediata de informações mais completas sobre a obra, sem necessidade de virar as páginas, até o final do livro ou do capítulo. Assim, o sistema de citações adotado é uma escolha do pesquisador ou do editor. Porém, seja qual for o sistema adotado deve ser usado em todo o trabalho e deve conter as informações necessárias conforme as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A primeira citação de uma obra deve ter sua referência completa, as demais poderão ser abreviadas. As notas de rodapé devem ser registradas, conforme orientações abaixo: indicadas em algarismos arábicos e em sequência contínua para todo o capítulo ou parte, nunca iniciadas em cada folha; indicadas por um número sobrescrito, ou na linha do texto entre parênteses ou colchetes; reduzidas ao mínimo; separadas do texto por um traço contínuo (3 cm); Veja abaixo um exemplo de nota de rodapé:[1] [1] Você está vendo como se adiciona uma nota de rodapé. Aula 31_Citações II Na aula anterior comentamos sobre notas de rodapé e citações. Continuaremos agora com alguns tipos de citações. Tipos de citações Existem dois tipos de citações: direta outextual (transcrição literal) e indireta ou conceitual (redação livre ou paráfrase). Em ambos os casos, a citação deve vir acompanhada da referência bibliográfica. Por apresentar vantagens tanto para o leitor quanto para o autor, registramos as citações no corpo do texto por sobrenome do autor e data de publicação da obra pesquisada. Esses dados remetem à referência completa da fonte consultada, que figura no final do trabalho (na bibliografia), com nome completo do autor, título da obra, edição, local, editora, ano. Esse sistema de citação no corpo do texto permite a informação imediata sobre a origem de ideias expostas e evita entraves na leitura, à medida que o leitor não precisa ir buscar no final da página (rodapé) ou do capítulo, a nota correspondente à citação. Vamos a alguns exemplos: 1. Quando o autor estiver integrando o texto, o nome do autor surge em letras minúsculas e fora de parênteses, “Analisando as dificuldades de padronização das publicações técnico-científicas da UFMG. França, Borges. Vasconcellos e Magalhães (1990. p. 70) elaboraram um manual para normalização dessas publicações". 2. Citação Direta ou textual A Associação Brasileira de Normas Técnicas assim define a citação direta: a transcrição textual de parte da obra do autor consultado. . Ocorrem, entretanto, duas maneiras de apresentar as citações, principalmente devido ao fator estético. 2.1. Citação direta curta - A citação direta curta, de até três linhas, vem incorporada ao texto e entre aspas duplas (aspas simples são utilizadas para citação no interior de citação). Não há diferenciação do tamanho da letra. É uma transcrição fiel, reprodução exata do original, respeitando-se até eventuais incoerências, erros de ortografia e/ou concordância. Exemplo: Para que possamos viver juntos, iguais e diferentes, segundo Touraine (1999. p.16), é necessário que “respeitemos um código de boa conduta. as regras do jogo social". 2.2. Citação direta longa (com mais de três linhas) - Na citação longa (com mais de três linhas), fazemos um recuo de 4 cm da margem esquerda, com o texto sendo digitado sem aspas, em urna fonte menor do que a utilizada no texto e formando um novo parágrafo. Veja, a seguir, um exemplo de citação direta longa e observe que o nome do autor aparece entre parênteses em letra maiúscula, a data e os números das páginas. Em relação à capacidade de visão que cada ator possui, o autor complementa: Assim o ator vê, observa e explica a partir de valores, ideologias e modelos teóricos muito particulares que estão pré-construidos em sua mente. Em outras palavras, o mundo do ator não está limitado pelas fronteiras do espaço físico em que vive, mas pelo tamanho do seu vocabulário e pelo alcance de seu posto de observação na prática social. A explicação do ator não nos diz corno é o mundo, mas como o ator o vê. O ator observa e vê, de dentro do campo do jogo, com a cegueira e a compreensão que essa posição impõe, e condicionado pelo objetivo que persegue. (MATUS, 1996, p. 12). 3. Citação Indireta ou Conceitual Quando um autor cita um texto, com suas próprias palavras, escrito por um outro autor, sem alterar as ideias originais. Ou então: eu reproduzo sem distorcer, com minhas próprias palavras, as ideias desenvolvidas por um outro autor. (Pode ser chamada também de paráfrase). Exemplo: Somente em 15 de outubro de 1827, depois de longa luta, foi concedido às mulheres o direito à educação primária, mas mesmo assim, o ensino da aritmética nas escolas de meninas ficou restrito às quatro operações. Note-se que o ensino da geometria era limitado às escolas de meninos, caracterizando uma diferenciação curricular (COSENZA, 1993, p. 6). 4. Citação de Citação Esse tipo de citação, que pode ser direta ou indireta e ocorre quando se refere às ideias de autor citado por outro. Deve ser utilizada somente quando for impossível ter acesso ao documento original. Emprega-se a expressão latina "apud" (junto a, citado por, conforme, segundo), após o sobrenome do autor do texto original e, em seguida, o sobrenome do autor da obra consultada, data da publicação e página. Nesse tipo de citação é preciso referenciar somente o documento consultado. Exemplo: O trabalho monográfico caracteriza-se mais pela unicidade e delineação do tema e pela profundidade do tratamento do que por sua eventual extensão, generalidade ou valor didático (SALVADOR apud SEVERINO 1007, p. t11 ). Sugestão de atividade Escolha algumas citações entre as observações que você anotou ao longo dessas últimas aulas com referência à sua pesquisa bibliográfica. Reflita se elas podem ser incluídas em seu trabalho de pesquisa. Aula 32_Referências Bibliográficas Na aula anterior concluímos os diferentes tipos de citações empregadas para o registro da revisão bibliográfica. Comentaremos agora também a importância das referências bibliográficas. Normalmente as referências em trabalhos acadêmicos e científicos acompanham o padrão determinado pela ABNT no país. Elementos das referências A referência é constituída de elementos essenciais e, quando necessário, acrescida de elementos complementares, caso a opção seja feita pelo uso dos elementos complementares, deverão ser usados em toda a lista de referências. Elementos essenciais São as informações indispensáveis à identificação do documento. Estão estritamente vinculadas ao suporte documental e variam, portanto, conforme o tipo. São considerados elementos essenciais: Nome do autor. Título da obra. Edição, Cidade: Nome da Editora, Ano da publicação. Elementos complementares São as informações que, acrescentadas aos elementos essenciais, permitem melhor caracterização dos documentos. São complementares, por exemplo: páginas de publicações no todo, subtítulo, etc. Regras de apresentação: 1. Quando se escolhe um estilo de apresentação ele deve permanecer por todo o trabalho. 2. As referências são alinhadas em ambas as margens, em espaço simples até o final e espaçamento duplo entre elas . 3. Sobrenome do autor sempre em letra maiúscula, acompanhado após a virgula do primeiro nome em letra minúscula. 4. O título da obra deve ser ressaltado em negrito, itálico ou sublinhado. Exemplo: DEMO, Pedro. Introdução à sociologia.São Paulo: Atlas, 2002. 5. Quando as obras apresentam o mesmo autor . Exemplo: DEMO, Pedro. Introdução à sociologia.São Paulo: Atlas, 2002. _________ . Saber pensar. São Paulo: Cortez, 2000. 6. Páginas da Internet. Nome do autor ou instituição. Título, Local. Instituição responsável. Disponível em: Acesso em: dia, mês, ano. Exemplo: UNIVERSIDADE DE SÂO PAULO. Graduação. São Paulo:USP, 2207. Disponível em:<http://www.usp.br/portugues/conteudo.dir=/graduacao.html>. Acesso em 20 jul. 2007. As referências, normalmente, seguem uma padronização. Contudo, procure verificar as revistas nas quais pretende publicar seus estudos e/ou as normas para o desenvolvimento de seu trabalho científico. Espero que tenha gostado das aulas e nunca deixe de perguntar caso haja alguma dúvida. Bons estudos!