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Introdução à Administração Financeira e Orçamentária

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Introdução à Administração Financeira e Orçamentária
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
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INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
CONSIDERAÇÕES GERAIS (CONCEITOS BÁSICOS)
Somente estudando a LOA mais a fundo que é possível fazer a diferenciação de “orça-
mento” do sentido estrito para o sentido amplo. Ex.: no princípio da exclusividade (art. 165, § 
8º, CF), é determinado que a LOA é exclusiva da previsão da receita (de onde esse dinheiro 
será tirado) e fixação da despesa (onde esse dinheiro será utilizado). O que passar disso, a 
norma considera proibido colocar na LOA (conteúdo estranho, alheio, diverso), salvo autori-
zações para contratar empréstimos (operações de crédito) e permitir reforços de valores que 
se tornaram insuficientes (crédito adicional suplementar). 
A lei dispõe que “a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da 
receita e à fixação da despesa, ressalvadas as operações para contratação de crédito, inclu-
sive por antecipação de receita orçamentaria, ou para abertura de crédito adicional suple-
mentar”. A questão pode trazer, ao invés de “a lei orçamentária anual não conterá dispositivo 
estranho...”, “o orçamento não conterá dispositivo estranho...”, estando certo, pois, no caso, 
“orçamento” é LOA. 
No aspecto técnico, é o Poder Legislativo quem fornece a autorização para gastos. No 
caso da União, Congresso Nacional (Senado e Câmara); nos estados, Assembleias Legisla-
tivas; nos municípios, a Câmara Municipal. Para que o Legislativo possa autorizar o uso de 
dinheiro público em alguns gastos, dando um limite que deve ser respeitado, deve haver pla-
nejamento, responsabilidade pela propositura das normas, e cabe ao Poder Executivo essa 
responsabilidade. 
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Na União, trata-se do Presidente da República; nos estados e DF, são os governadores; 
no município, os prefeitos. O Executivo propõe o projeto das normas, o Legislativo aprecia, 
podendo ou não fazer alterações (emendas), devolve a proposta para o executivo, que vai 
gerir e praticar, e o Legislativo fiscaliza o cumprimento do que foi autorizado, com o auxílio 
do Tribunal de Contas.
No aspecto técnico, é possível associar o “crédito” (orçamento) com o cartão de crédito 
comumente usado no dia a dia. Cartão de crédito não é dinheiro, e sim um limite para gasto, 
autorizado pelo banco com base na renda da pessoa. 
Financeiro = recurso = dinheiro.
Atividade Financeira do Estado: o dinheiro deve ser depositado na chamada Conta 
Única do Tesouro. Cada ente tem sua própria Conta Única, que guarda o dinheiro público, 
que só pode ser utilizado até o limite de uma autorização.
Em compras feitas com cartão de crédito, não sai dinheiro da conta bancária da pessoa, 
pois crédito não é dinheiro. O dinheiro é o recurso. Na administração pública, lida-se com 
dinheiro (recursos) gerado por diversas fontes de receitas. O dinheiro é arrecadado e guar-
dado na Conta Única do Tesouro, em obediência ao princípio de unidade de tesouraria (ou de 
caixa). Na União, esse dinheiro fica no Banco Central. Para que um órgão público (ex.: TCU, 
Senado, Câmara Federal) possa usar o dinheiro que está na conta, ele precisa de autoriza-
ção, que limita o uso do dinheiro. Esse limite é o crédito (dotação).
 
Administração Financeira e Orçamentária: dinheiro público é administrado, respei-
tando o que foi autorizado para uso (crédito, orçamento no sentido técnico).
Conceitos Básicos
• Crédito: autorização para gasto = limite = dotação = orçamento (visão técnica)
• Recurso: dinheiro, financeiro
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Empenhar – Liquidar – Pagar: são estágios da execução da despesa. Uma despesa 
não é paga (o pagamento ainda está em aberto) por falta de recurso, por exemplo, e a des-
pesa fica empenhada porque só foi dado o crédito (orçamento), ainda não saiu dinheiro da 
Conta Única. Para pagar, é necessário, primeiro, conferir o objeto (se o serviço foi prestado, 
se o material foi entregue conforme o combinado), e isso é a liquidação da despesa. 
Receita e despesa, apesar de serem dois conceitos diferentes, se relacionam. Crédito e 
recurso também são conceitos distintos, embora relacionados.
 
Ex.: uma pessoa concursada é uma despesa para o Estado, por conta do salário; e para 
que o Estado abra um concurso, ele precisa de autorização, dada por um crédito, gerado com 
base na expectativa de receita, que gera dinheiro na conta (recurso).
Orçamento
Receita Despesa
$ 3.000 (salário) (fonte 1)
$ 1.000 (aluguel) (fonte 2)
$ 500 (juros de dinheiro aplicado) (fonte 3)
$ 1.000 (empréstimo) (fonte 4)
$ 1.000 (moradia: água, luz, condomínio etc.)
$ 2.000 (saúde/educação)
$ 1.000 (alimentação)
$ 1.300 (compra de uma TV nova)
$ 200 (aplicação na bolsa de valores)
$ 5.500 $ 5.500
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Todas as pessoas têm orçamento, mesmo que seja proveniente de doações (a pessoa 
pode não ter fonte própria de receita). A receita é de onde se tira o recurso (dinheiro). 
O Estado possui 13 fontes para gerar renda, receita: receita de impostos, taxas e con-
tribuições (tributárias), contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais, serviços, 
transferências correntes e outras receitas correntes (todas essas são denominadas recei-
tas correntes). As outras 5 são receitas de capital: operações de crédito, alienação de bens, 
amortização de empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital.
Em primeiro momento, uma pessoa faz a previsão de qual será sua receita, mas a mesma 
pode sofrer alterações, o que faz com que a pessoa precise ajustar seus gastos para ade-
quá-los à receita (contingenciamento de receita). Isso também ocorre com a administração 
pública, que faz estimativa, mas nem sempre recebe todos os valores, ou o valor que esti-
mou, levando à necessidade de ajuste e contingenciamento de despesa (a necessidade deve 
ser analisada a cada bimestre, de acordo com o artigo 9º da LRF).
O contrário também pode ocorrer: uma pessoa estimou as receitas e despesas em um 
determinado valor, mas recebe um bônus no salário, aumentando, assim, a receita. Uma des-
pesa nova pode, então, ser gerada. Isso também pode ocorrer no setor público, o que muda 
são os termos técnicos utilizados. 
Extraorçamentária: não se relaciona com a LOA; 
Orçamentária: se relaciona com a LOA, dividida em categorias econômicas (corrente, 
dividida em origens; de capital, dividida em origens).
Receita Despesa
1. Correntes
$ 3.000 (salário) (fonte 1)
$ 1.000 (aluguel) (fonte 2)
$ 500 (juros de dinheiro aplicado) (fonte 3)
2. De Capital
$ 1.000 (empréstimo) (fonte 4)
$ 1.000 (moradia: água, luz, condomínio etc.)
$ 2.000 (saúde/educação)
$ 1.000 (alimentação)
$ 1.300 (compra de uma TV nova)
$ 200 (aplicação na bolsa de valores)
$ 5.500 $ 5.500
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Fazendo um paralelo com o dia a dia e o que acontece na administração, o salário seria 
a receita “tributária”; o aluguel, uma receita patrimonial; os juros, uma receita de serviços que 
a administração pública prestou, concedendo empréstimo a juros. O empréstimo

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