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Fisiopatologia Reprodução de Animais
Rio, 02/02/2011
Alexandra Woods

Av1: 13/04
Av2: 15/06
Av3: 29/05

Bibliografia
+ Hafez: reprodução animal
+ Arthur´s: Obstetricia veterinária
+ Palharo: reprodução em bovinos
+ Mac Kinnon: Equine Reproduction
- Samper
- Ginther: Biology of the the mare (mare = égua)
+ Nascimento: Patologias do reprodutor
+ Mac Entee
- Manual para exame andrológico: CBRA
- Barth e OKO (livro específico para SPTZ)
- Johnson

Anatomia do aparelho reprodutor da fêmea
Modelo de estudo de reprodução: Bovino, porque tem muito trabalho em cima deles.

Sistema genital feminino
Ovários (origem embrionária: gônada)
Funções:
- exócrina: produção de gametas = gameta feminino: oócito/ovócito
- endócrina: produção de hormônios = estrógeno e progesterona

Morfologia do ovário
É revestida por uma túnica, a túnica albugínea, que é uma túnica de tecido conjuntivo relativamente fibroso, porque ela é uma túnica muito resistente, é essa túnica que envolve o ovário, sustenta o ovário.
Ex: oforite: inflamação de ovário, orquite: inflamação de testículo. Dói muito, o animal sente muita dor, porque os sinais de inflamação são: tumor, rubor, calor. Imagina uma gônada (seja ovário, seja testículo, a origem é a mesma) inflamada, ela tem que fazer rubor, calor e tumor (ela tem que aumentar). Como ela consegue aumentar com a túnica “segurando” ela, então o que acontece, a pressão interna é muito alta, por isso que em animais com oforite e orquite tem muita dor, já teria normalmente num processo inflamatório, só que o isso aumenta porque a pressão ali é muito grande. -> isso foi pra exemplificar a resistência dessa túnica.
A túnica albugínea que cobre o ovário é a mesma que cobre o testículo, a origem embrionária é a mesma.

Além da túnica albugínea ele é revestido por um epitélio germinativo, e o parênquima ovariano é dividido em 2 porções: a porção mais externa do parênquima ovariano, é a cortical (ou córtex) e a porção mais interna que é a medular.
Cortical: porção funcional do ovário, é ali que vai acontecer a função. As funções são: produção de gameta e produção hormônio, isso tudo vai acontecer na cortical, porque na cortical tem o folículo primordial que tem no seu interior o oócito. O folículo é produtor do hormônio estrógeno. No córtex eu tenho vários folículos com gametas no seu interior, quando esse folículo começa a crescer ele começa a produzir estrógeno, ao ovular (ao romper) ele está liberando o oócito, que é o gameta (que é sua 2ª função). Terminou, ovulou, liberou oocito, esse folículo vai se diferenciar em corpo lúteo, produtor de progesterona.
Então toda função ovariana vai acontecer na cortical, porque é nela que eu encontro os folículos, tanto primordial em varias fases do seu desenvolvimento, é nela que se diferencia o CL (corpo lúteo, que é o produtor de progesterona), e é nela que estão os oócitos.
Cortical produz gameta e hormônio

Medular: na medular eu tenho a sustentação do ovário, é onde têm vasos sg, nervos, tec conjuntivo, pra sustentar aquela estrutura. A medular não produz nada.

Essa morfologia está presente em todas as fêmeas, com exceção da égua.

Ovário da égua
A égua apresente uma inversão de camadas. Como assim: a medular é externa e a cortical é interna, porém a função não se altera. A medular continua fazendo sustentação e a cortical continua sendo responsável pela parte funcional.
O fato da inversão de camadas faz com que a ovulação da égua só aconteça somente na “fossa de ovulação”, por isso que a égua tem certas limitações em termos de biotecnologia da reprodução. A égua só pode ovular na fossa de ovulação que é a única porção que tem contato com o meio externo, senão ela ovularia pra dentro da medular e o oócito não sairia.
Essa particularidade da égua dificulta alguns tipos de biotecnologia.
Ex. transferência de embrião (TE) onde vc pega o embrião de uma fêmea muito boa com um macho muito bom, insemina a fêmea com esse macho, pega o embrião ótimo e transfere pra uma barriga de aluguel (receptora), que é uma fêmea comum, cuja genética não me interessa. Isso é uma transferência de embrião. Na vaca, pra otimizar o sucesso, o pessoal associa a TE a uma técnica chamada superovulação (SOP), o que é isso: a vaca pari 1 bezerro por vez, porque ela só ovula 1 folículo liberando 1 oocito. Com a superovulacao eu quero enganar a vaca, ao invés de ovular 1, ela vai ovular vários folículos, liberando vários oócitos, e vou transferir para varias receptoras. Pra égua esse processo é mais difícil por conta da fossa de ovulação, é um impedimento anatômico dela. Não adianta eu fazer com que cresçam 20 folículos, porque vai crescer, mas não tem onde sair.

Por isso que a TE na égua eu coleto 1 embrião, eu coleto 1 embrião. Não consigo coletar 30, 40 embriões igual a vaca. Mas não é o que agente quer que a vaca de 30 embriões, quanto mais número de embriões produzidos, mais degenerados, é preferível ter uma resposta mediana como 15 embriões.

O ligamento do ovário se chama Mesovário.
O ligamento que sustenta o trato reprodutor da fêmea chama-se “ligamento largo do útero”., ele é um ligamento contínuo, e o que agente faz: na porção que agente está analisando ele recebe um nome diferente, mas é o mesmo ligamento.
Por ex: Perto do ovário: mesovário, perto da tubo: mesosalpinge, porém são todos o mesmo ligamento, o ligamento largo do útero, só recebe nomes diferentes por conta da localização.

Ovário:
Formas diferentes e tamanhos diferentes

A forma varia de acordo com a espécie:
Ruminantes: ovário em forma de amêndoa ou azeitona
Porca (suínos): cacho de uva (é lobulado, muitos lóbulos)
Equinos: em forma de rim ou de feijão, riniforme

O tamanho do ovário varia de acordo com a atividade:
Como assim: se a fêmea está em atividade reprodutiva, ela dá cio, ai ovula, sai do cio, ai dá cio de novo, etc. se ela está em atividade reprodutiva: ovários grandes, proporcionais a espécie.
Vaca: tamanho varia de um tamanho de feijão que é o ovário inativo e do tamanho de uma azeitona grega que é o ovário ativo. Proporcionalmente ao tamanho da vaca, ele é pequeno.
Égua: ovário que varia do tamanho de um feijão (ovário inativo) até um tamanho de ovo de gansa (ovário ativo).

Tubas uterinas:
- Segmentos funcionais

1ª porção da tuba: porção inicial que parece um funil, que se chama infundíbulo. Essa porção faz o seguinte: ela se encaixa no ovário (por isso a forma de funil), ela tem uma franja chamada fímbrias (as fímbrias são partes do funil/infundíbulo). Quando a fêmea liberar o oócito, o que a tuba vai fazer: as fímbrias fazem um movimento de varredura pra captar o oócito. Então a primeira função da tuba: captação do oócito. Agente percebe que a tuba embora esteja ligada ao ovário, ela não está fixada, é como se ela pousasse sobre o ovário, pras fimbrias poderem fazer esse movimento.
Captou o nosso oócito, que não tem perninha. Ele tem que sair dali e ir pro útero. Então o que vamos observar: o oócito vai passar pela 2ª porção da tuba, porção media da tuba uterina, que é chamado de ampola.
Como o oócito vai ser conduzido a ampola? Porque a tuba tem uma parede muscular que contrai empurrando o gameta, então ela é responsável além da captação do oócito, pelo transporte do oócito e posteriormente do embrião. A muscular da tuba vai contraindo e empurrando o oócito, quando chega no meio, o oócito encontra com o SPTZ, a fecundação acontece na ampola da tuba uterina. Na fecundação forma-se o embrião e a tuba contraindo, empurrando o embrião para o útero. Só que alem de contrair pra fazer esse transporte, as células da tuba também apresentam cílios, então ela auxilia no transporte tanto pela contração quanto pelo movimento dos cílios. Por isso que o SPTZ tem que ser guerreiro, porque vai contra a corrente (cílios e contração muscular), por isso que não é a toa que agente fala em inviabilidade espermática, porque ele tem que ser muito viável pra atravessar todas essas barreiras.

Função da tuba:
Captação do oócito
Transporte do oócito e embrião
O que vai acontecer:
A égua ovulou, até o embrião