Prévia do material em texto
Exame físico de cabeça e pescoço Há presença de gânglios na região pré-auricular, retro-auricular, mentoniana, submandibular cervical anterior e posterior e subclavicular. Ao examinar cabeça, atentar-se: • Forma e tamanho; • Deformações localizadas; • Depressões; • Posição e movimentos; • Couro cabeludo (investigar alopecia); • Inspeção geral da face; • Inspeção das sobrancelhas, pálpebras, conjuntiva, olhos e pavilhão auricular. Macrocefalia, desvio de olhar. 2- Crânio assimétrico com depressão no hemisfério direito (craniectomia) Couro cabeludo • Tipo de implantação: mais baixa em mulheres e ‘’entradas’’ laterais em homens; • Sobre a distribuição: alopecia e calvície; • Analisar também a quantidade, buscando lesões, descamações ou nódulos. Cavidade oral e nariz • Analisar: lábios, mucosa oral, suco vestibular, gengiva, língua, dentes, glândulas salivares e articulação temporomandibular. • Saliva: 15 ml/hora. • Buscar por lesões e ulcerações; analisar as tonsilas (hipertrofia, pus); caída do palato mole (sinal da cortina – ocorre em acometimento do IX/X par craniano). • Lábios: alterações de cor, forma, fissura, lesões, palpar textura, consistência e flexibilidade; • Língua: movimentação, lesões, tamanho, sempre analisando todas as superfícies (lateral, dorso, base e ventral); • ATM: abertura e fechamento da boca (35-55mm), palpando pré-tragus ou pós-tragus (rotação, ruídos, uniformidade, dor); • Nariz: as fossas nasais constituem o segmento inicial da árvore respiratória, comunicando-se com o exterior através das narinas, revestidas pela membrana de Schneider. • Seios paranasais: cavidades preenchidas por ar situadas nos ossos do crânio. Pescoço • Analisar forma, contraturas, deformidades, ausculta carotídea, gânglios, tireoide, parótida, paratireoides, secreção e fístula; • Ausculta de sopro na carótida pode ser prognóstico de AVC; • Gânglios: localização, tamanho ou volume, consistência, mobilidade, sensibilidade, alterações da pele e outros locais; • Tireoide Inspeção: normalmente não é visualizada, estender a cabeça e deglutir Palpação: posterior (paciente sentado, mão direita apalpa lobo esquerdo afastando o es- ternocleidomastoideo) e anterior (paciente sentado ou em pé, polegar palpa a glândula e outros dedos se fixam na regiõo supraclavicular Em casos de tireotoxicose, realizar a ausculta. Orelha Técnicas do exame Deve ser realizado em ambiente silencioso e bem iluminado, com o auxílio de um otoscópio. Inspeção e palpação do pavilhão auricular: buscar palpações e tumorações. Caso o paciente queixe de otalgia: Otoscopia: usar o maior espéculo que o meato acomodar, segurar firme o pavilhão auricular, tracionando-o para cima e para trás. Introduzir o espéculo direcionando-o um pouco para baixo e para frente.