Direito Administrativo (40)
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Direito Administrativo (40)

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coletividade. A recusa em prestar essas informações

pode ser objeto de uma ação judicial específica o habeas data, também previsto no art. 5º, em seu Inciso

LXII.

Na Administração Pública, a publicidade é a regra e o segredo é a exceção. O segredo somente se justifica

pelo respeito à privacidade do cidadão, por exemplo, no sigilo das informações fornecidas ao Fisco e

também em questões relacionadas à segurança da sociedade e do Estado, é o que diz a Constituição.

É em desse princípio que são diariamente publicados nos diários oficiais os atos administrativos que possam

afetar o interesse dos particulares e da própria coletividade.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Princípio da eficiência

Princípio inserido no art. 37 pela EC 19/98 (Emenda da Reforma Administrativa), determina que a

Administração atue de modo rápido e preciso, para atender aos interesses da coletividade. A lentidão, a

omissão, o desperdício de recursos públicos, a falta de planejamento, são atitudes que ofendem a esse

princípio.

No plano mais prático, esse princípio está relacionado a outras mudanças introduzidas na CF/88 pela

Reforma Administrativa. São elas:

- a criação do contrato de gestão e das Agências estatais (art. 37, § 8º)

- a perda de estabilidade pelo mau desempenho do agente público (art. 41, III)

- a criação de escolas de formação e aperfeiçoamento de agentes públicos (art. 39, § 2º).

- a aplicação de recursos em programas de produtividade e qualidade no serviço público (art. 39, § 7).

Esse princípio também tem sido invocado para justificar a criação de novas figuras jurídicas, que buscam dar

mais agilidade e economia à Administração. Dois exemplos dessas novidades: a licitação por pregão e as

recém aprovadas parcerias-público-privadas (PPPs).

PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS E PRINCÍPIOS INFRACONSTITUCIONAIS

Há princípios do Direito Administrativo que não estão explicitamente mencionados na CF ou que são

reconhecidos na legislação infraconstitucional, mas que também são importantes na prática da

Administração.

Princípio da autotutela

Como o próprio nome nos sugere, autotutela significa "cuidar de si mesmo". Por esse princípio, a

Administração pode corrigir e rever os seus próprios atos, seja para que eles fiquem adequados à legalidade,

seja para que eles melhor atendam ao interesse público.

Assim, a anulação ou revogação de um ato da Administração não depende de uma decisão judicial. Está

entre os poderes da Administração, o poder de se autocontrolar.

Princípio da presunção de legitimidade dos atos administrativos

A autoridade da Administração seria esvaziada se a legalidade ou a veracidade de seus atos não fosse

considerada uma presunção.

Por essa razão a atuação da Administração é presumidamente legal. As afirmações contidas nos

documentos da Administração também são presumidamente verdadeiras; fazem fé pública, como se

costuma dizer.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Mas essa presunção é relativa (presunção juris tantum). Ou seja, você pode demonstrar que o ato da

Administração é ilegal ou que a afirmação que a Administração faz não é verdadeira. Porém, cabe ao

administrado o ônus dessa prova.

Princípios da razoabilidade e proporcionalidade

O princípio da razoabilidade nos diz que a atuação administrativa deve estar baseada no bom-senso, na

prudência, na coerência ao espírito e à finalidade da lei.

Conjugado a esse princípio está o princípio da proporcionalidade, relacionado à adequação entre meios e

fins, evitando-se o uso de medidas restritivas ou de meios mais custosos na busca dos objetivos da

Administração. Um exemplo de ofensa a esse princípio é a realização de obra dispendiosa, desproporcional

ao benefício que trará à comunidade. Outro exemplo seria a punição excessivamente gravosa ao

administrado que cometeu falta de natureza leve.

Ambos os princípios - o da razoabilidade e o da proporcionalidade - já estão previstos em nosso direito

positivo, conforme se vê no art. 2º da Lei 9.784/99 (Lei Federal de Processos Administrativos).

Princípio da motivação

Esse princípio, decorrente do princípio da publicidade, nos diz que, para que haja efetiva transparência na

atuação administrativa, é necessário que o agente público indique, exteriorize os motivos de suas decisões.

Essa exteriorização é muito importante, pois é através dela que se poderá verificar se o agente buscou

atender à finalidade daquele ato ou se, ao contrário, buscou um fim ilegal ou imoral.

Por essa razão a Lei 9.784/99, em seu art. 50, relacionou uma série de atos administrativos, cuja motivação

é obrigatória. Nesses casos, a falta da motivação levará à nulidade do ato.

Princípio da hierarquia

O princípio da hierarquia é uma exigência prática para o funcionamento de qualquer estrutura

administrativa inclusive a da Administração Pública.

Implica na existência de vários níveis de órgãos: órgãos de comando, de assessoramento, de execução,

todos devendo trabalhar de forma coordenada, sendo que uns são subalternos a outros. Na Administração

Pública, evidentemente, a obediência se coloca sempre dentro da idéia de legalidade, não sendo o

subordinado obrigado a obedecer a ordens manifestamente ilegais de seus superiores.

É preciso ressaltar que a hierarquia não é a única forma de organização das tarefas administrativas. Também

as relações de colaboração, as parcerias, as relações contratuais são formas pelas quais a Administração

executa suas atividades.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Também é preciso lembrar que não há hierarquia entre os Poderes do Estado. Executivo, Judiciário e

Executivo são independentes, atuam em mútua colaboração e controlam-se reciprocamente, no mecanismo

que a doutrina apelidou de "sistema de freios e contrapesos". Também não há hierarquia entre os entes

políticos: União, Estados, Distrito Federal e Municípios, pois cada uma das entidades da federação possui

sua esfera própria de autonomia.

Princípio da continuidade

O princípio da continuidade nos diz que os serviços públicos não podem ser interrompidos, de maneira que

prejudique o atendimento das necessidades da coletividade, que devem ser atendidas continuamente.

Esse princípio está na base de algumas regras importantes do Direito Administrativo, como:

- a maior limitação do direito de greve dos servidores públicos (art. 37, VII da CF);

- as restrições à paralisação da execução de contratos firmados com a Administração, mesmo que esta esteja

inadimplente;

- o poder que a Administração tem de intervir nos seus contratados para garantir a continuidade das

atividades e serviços públicos;

- a impossibilidade na penhora de bens que estão sendo utilizados na prestação dos serviços públicos

Bibliografia recomendada:

Bandeira de Mello, Celso Antonio. Curso de Direito Administrativo. 13ª Ed. rev. e atual. São