Hisória do Direito Brasileiro - Apostila (60)
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Hisória do Direito Brasileiro - Apostila (60)

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PREPARATÓRIO PARA OAB

Professora: Dra. Renata Aguiar

DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO

Capítulo 9 Aula 1

SERVIÇOS PÚBLICOS

Coordenação: Dr. Carlos Toledo

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Serviços Públicos: Introdução

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Tema 1 - Conceito e sua extensão

Tema 2 - Princípios

Tema 3 - Titularidade

Tema 4 - Classificação

A noção de serviço público vem sofrendo mudanças ao longo do tempo. Inicialmente, com a chamada

"Escola do Serviço Público", surgida na França, a primeira idéia introduzida foi a de que o Estado teria o dever

de prestar serviço público.

Em razão disso, o conceito de serviço público era tão amplo que deveria abranger todas as atividades do

Estado. No entanto, hoje há uma tendência, entre os autores mais modernos, de adotar um conceito mais

restritivo de serviços públicos. É o caso de Celso Antonio Bandeira de Mello e de Maria Sylvia Zanella di

Pietro.

Para eles, não se pode chamar de serviço público tudo o que a Administração faz, mas apenas uma

particular espécie. Já Hely Lopes Meirelles apresenta um conceito muito amplo, inclusive inserindo o serviço

industrial como um serviço público, o que os outros autores já não admitem.

Pergunta-se: o que vai definir se um determinado serviço pode ou não ser enquadrado como serviço

público?

É o Estado, por meio da lei, que determina quais as atividades que serão consideradas serviço público. A

Constituição Federal faz essa indicação nos artigos 21, incisos X, XI, XII, XV e XXIII, além do art. 25, § 2º.

Para Celso Antonio Bandeira de Mello, serviço público "é toda atividade de oferecimento de utilidade ou

comodidade material fruível diretamente pelos administrados, prestado pelo Estado ou por quem lhe faça as

vezes, sob um regime de direito público, portanto, consagrador de prerrogativas de supremacia e de

restrições especiais instituído pelo Estado em favor dos interesses que houver definido como próprios no

sistema normativo.”

Mello, Celso Antonio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 17ª edição. São Paulo, Malheiros, 2004,

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Em seguida, são mencionados os seguintes princípios que regem os serviços públicos:

1) Princípio da continuidade do serviço público.

2) Princípio da mutabilidade do regime.

3) Princípio da igualdade dos usuários.

4) Dever inescusável do Estado de promover-lhe a prestação.

5) Princípio da supremacia do interesse público.

6) Princípio da adaptabilidade.

7) Princípio da universalidade.

8) Princípio da impessoalidade.

9) Princípio da transparência.

10) Princípio da motivação.

11) Princípio da modicidade das tarifas.

12) Princípio do controle.

Como bem anota Celso Antonio Bandeira de Mello, deve-se diferenciar a titularidade do serviço público da

prestação desse serviço, porque são realidades jurídicas distintas.

O Estado pode, ele mesmo, prestar o serviço público. No entanto, pode achar melhor delegar a outra

pessoa essa prestação. Continua ele (Estado) a ser o titular, mas passa a terceiro essa incumbência de prestar

o serviço público.

Pode-se dizer que tudo o que é serviço público está expresso na Constituição Federal, sendo que os demais

serviços cabem ser definidos pela lei ordinária. Isto significa que tanto a União, quanto os Estados, o Distrito

Federal e os Municípios poderão criar serviços públicos não mencionados na Constituição Federal.

Quais são os serviços públicos definidos como tais pela Constituição Federal?

São assim considerados aqueles inseridos na competência de cada uma das entidades políticas, ou seja,

aqueles arrolados como de competência da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Existe a competência exclusiva de cada um desses entes, para determinadas espécies de serviços públicos,

como também a competência concorrente, quando tais serviços serão comuns à União e demais pessoas

políticas.

É importante lembrar que alguns desses serviços públicos podem também ser desempenhados por

particulares, independente de concessão, porque a Constituição Federal, em certos assuntos, não exclui a

atividade paralela da iniciativa privada.

Assim, seguindo as lições de Celso Antonio Bandeira de Mello, em relação aos serviços públicos, devem ser

distinguidas as seguintes situações:

1) Há hipóteses em que os serviços são de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. Conforme dispõe o

art. 21, X, da Constituição Federal, são eles o serviço postal e o correio aéreo nacional.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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2) Em outros casos, há serviços que o Estado tem a obrigação de prestar e também a obrigação de conceder.

De acordo com o art. 223 da Constituição Federal, "compete ao Poder Executivo outorgar e renovar

concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora de sons e imagens, observado o

princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal."

3) A outra categoria, segundo Celso Antonio Bandeira de Mello, é a dos serviços que o Estado tem a

obrigação de prestar, mas sem exclusividade. Também de acordo com as normas constitucionais, existem 5

espécies de serviços que o Estado não pode deixar inteiramente aos particulares, mas que também é

obrigado a realizar. São eles:

. educação

. saúde

. previdência social

. assistência social

. de radiodifusão sonora e de sons e imagens

4) Por fim, há os serviços que o Estado não é obrigado a prestar, mas, se não os presta, deve promover sua

prestação, mediante concessão ou permissão. Esses serviços, principalmente os que estão arrolados no art.

21, Inciso XI, da CF, quais sejam, os de telecomunicações, tanto podem ser prestados pela própria

Administração direta ou indireta, quanto o Estado pode transferir seu desempenho às entidades privadas,

através de concessão, permissão ou autorização.

Quanto à classificação dos serviços públicos, de acordo com as lições de Maria Sylvia Zanella di Pietro,

podem ser divididos em:

1) Serviços públicos próprios e impróprios.

2) Em relação ao objeto, podem ser administrativos, comerciais ou industriais e sociais.

3) Serviços "uti singuli" e "uti universi".

4) Serviços originários e serviços derivados.

5) Serviços exclusivos e não exclusivos do Estado.

Bibliografia

. Meirelles, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 22ª edição. Editora RT, São Paulo, 1997.

. Mello, Celso Antonio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 17ª edição. São Paulo, Malheiros,

2004.

. Di Pietro, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 18ª edição. São Paulo, Atlas, 2005.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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