Direito Administrativo (45)
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Direito Administrativo (45)

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PREPARATÓRIO PARA OAB

Professora: Dra. Claudia Tristão

DISCIPLINA: DIREITO CIVIL

Capítulo 10 Aula 4

DIREITO DAS SUCESSÕES

Coordenação: Dr. Flávio Tartuce

01

 Inventário, Arrolamento, Partilha, da Colação e da Sonegação

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Inventário

No procedimento para a divisão do patrimônio do falecido, chamado de primeiras e últimas declarações, é

necessário que se faça a descrição pormenorizada de todos os bens que integram o monte hereditário,

incluindo débitos e créditos, para, depois de satisfeitas as dívidas, serem atendidos os herdeiros e legatários,

assim como os cessionários de direitos hereditários.

A definição de inventário, segundo Sílvio Rodrigues:

"Inventário é o processo judicial que se destina a apurar os bens deixados pelo finado, a fim de sobre o monte

proceder-se à partilha".

O inventário serve para apurar o patrimônio do de cujus, ou seja, fazer o levantamento do ativo e passivo do

falecido, proceder-se à cobrança das dívidas ativas e o pagamento dos débitos. Na ação de inventário não

se deve incluir a meação do cônjuge sobrevivente, haja vista não constituir herança.

Após o levantamento contábil do ativo e passivo, sobre o saldo é calculado o valor do espólio para

pagamento dos impostos causa mortis. São entregues os bens ou direitos aos legatários e por fim é realizada

a partilha.

O prazo para abertura do inventário é de TRINTA DIAS APÓS O FALECIMENTO DO DE CUJUS.

O artigo 987, do Código de Processo Civil, esclarece que a abertura do inventário caberá àquele que estiver

na posse e administração de herança. Porém, o artigo 988, do mesmo instituto legal, atribui competência

concorrente a outros interessados como, por exemplo, o cônjuge supérstite, o herdeiro, o legatário, o

testamenteiro, a Fazenda Pública, entre outros.

A pessoa do inventariante é quem administrará o patrimônio sucessório até a partilha; não precisa ser

necessariamente quem noticia judicialmente a abertura da sucessão.

É requisito para abertura do inventário a juntada na petição inicial da certidão de óbito.

Uma vez aberto o inventário, a primeira providência a ser tomada será a NOMEAÇÃO DO

INVENTARIANTE, como dispõe o artigo 990 do CPC, que irá representar e administrar o espólio. Uma vez

nomeado o inventariante este deverá assinar o termo de compromisso como dispõe o artigo 1.991 do

Código Civil, para só então passar a ter os poderes de gestor do monte hereditário, e ficará nessa função até

o momento da partilha.

O advogado constituído nos autos do inventário poderá assinar o termo de compromisso, porém, deverá

constar na procuração poderes específicos para esse fim.

Aula 4

02

O artigo 990 do CPC, pré-determina as pessoas que poderão ser nomeadas inventariantes, tais como: o

cônjuge sobrevivente, a companheira (de acordo com o artigo 226, § 3º, da CF), o herdeiro, o

testamenteiro, o inventariante judicial, ou até mesmo pessoa estranha, mas da confiança do Juízo, na

hipótese de não haver inventariante judicial.

Nomeado o inventariante e assinado o termo de compromisso, abre-se prazo de 20 dias para apresentação

das PRIMEIRAS DECLARAÇÕES. Devendo conter a declaração de óbito, qualificação do falecido, o seu

último domicílio, declaração de existência ou não de testamento, fornecimento da relação dos bens a

inventariar, nome dos herdeiros, juntada da declaração de regime de bens no caso de o falecido haver

deixado viúva, enfim, toda informação necessária para o processamento do inventário, inclusive os bens

sujeitos à colação, que como veremos adiante é a antecipação da legítima do ascendente aos descendentes.

Feitas as primeiras declarações, o juiz ordenará a citação dos interessados. Poderá esta ser dispensada, se os

herdeiros e testamenteiro se apresentarem espontaneamente aos autos dando-se por cientes, inclusive o

Ministério Público que funciona como curador de ausentes e incapazes na defesa dos herdeiros sob essas

condições, atuando também como curador de família e a Fazenda Pública em virtude dos impostos a serem

pagos.

Os bens declarados nas primeiras declarações serão avaliados por perito judicial que constatará seu valor

de mercado para a justa divisão dos bens. Após essa etapa, de acordo com o que estabelece o artigo 1.011

do CPC, abre-se vista ao inventariante para suas declarações finais ou últimas declarações.

As últimas declarações servem para suprir falhas derivadas do transcorrer do inventário.

Cientes as partes do monte hereditário, os autos são encaminhados ao contador judicial para cálculo do

imposto causa .

Depois de realizados os cálculos, as partes são novamente ouvidas no prazo comum de cinco dias e, em

seguida, os autos serão encaminhados à Fazenda Pública para verificação do pagamento de todos os

tributos.

O inventário negativo tem o objetivo de obter uma sentença judicial que ateste não haver bens para

inventariar. É geralmente utilizada nos casos em que o cônjuge sobrevivente, desejando se casar novamente,

não quisesse submeter-se ao regime de separação legal de bens.

Arrolamento

O arrolamento é usado nos casos de herdeiros MAIORES E CAPAZES que estejam de acordo em proceder à

partilha amigavelmente.

A partir da Lei nº 7.019/82, ocorreu grandes modificações à matéria, principalmente aos artigos 1.035 a

1.038 do CPC, o arrolamento passou a ser mais utilizado em função da celeridade do procedimento de

inventário.

mortis

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Outra inovação é a de determinar a homologação imediata, pelo Juiz, da partilha feita amigavelmente pelos

herdeiros, desde que estes herdeiros sejam maiores e capazes, mediante prova de quitação de tributos

relativos aos bens do espólio e as suas rendas.

Partilha

Sendo finalizada a etapa das últimas declarações, vem a partilha que é a divisão dos bens da herança entre

os diferentes herdeiros e a conseqüente extinção do condomínio hereditário, sendo este o momento em que

cada herdeiro receberá efetivamente sua quota por meio formal de partilha.

Se o patrimônio hereditário for indivisível, como ocorre nos casos de um único bem imóvel e vários herdeiros,

poderá haver a partilha sem a divisão do patrimônio.

Importa esclarecer que, o testador não pode impor aos seus herdeiros a obrigação de viverem eternamente

em condomínio, segundo estabelece o artigo 1.320, do Código Civil. A determinação de indivisão não

ultrapassará o prazo de cinco anos, como dispõe o § 2º deste mesmo artigo.

Segundo o artigo 2.013 do C.C., qualquer dos herdeiros poderá requerer a partilha dos bens, mas os

credores dos herdeiros também têm essa prerrogativa, bem como os cessionários.

Importante salientar que somente aos credores dos herdeiros é permitido, requerer a partilha, não os

credores do falecido. Os credores de cujus podem pedir a SEPARAÇÃO DOS BENS DO MONTE

HEREDITÁRIO para satisfação do que lhes é devido.

A partilha poderá ser amigável quando apresentada por meio de arrolamento, exigindo a lei nesses casos

apenas capacidade das partes. Poderá se dar de três formas diferentes: 1) Por escritura pública, 2) Por termo

nos autos inventário e, 3) Por instrumento particular posteriormente homologado pelo juiz.

O artigo 2.014, do CC, trouxe uma