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1 Atividade sobre pteridófitas Disciplina: Morfologia e Taxonomia de Criptógamas Curso: Ciências Biológicas Professora: Rafaela Vieira Façanha Grupo: Amanda Cândido de Castro, Gabryelle Pires Rodrigues, João Victor Nascimento Saraiva de Souza, Júlia Novaes Rovere, Lorrana Rosa da Silva 2 Sumário: 1. Características gerais das pteridófitas; 2. Adaptações ao ambiente terrestre; 3. Reprodução – assexuada e sexuada; 4. Filos – Rhyniophyta,Zoosterophyllophyta, Trimerophytophyta (extintos); Lycodiophyta e Monilophyta (atuais). Filo Rhyniophyta (primeiras plantas vasculares). 3 1. Características gerais: As pteridófitas possuem esporófitos de vida livre, que são mais proeminentes que os gametófitos, são as primeiras plantas que apresentaram sistema vascular – mesmo que este seja simples. Ainda precisam da água para sua reprodução devido aos flagelos do gameta masculino (anterozoide), possui a fase esporofítica mais duradoura que a gametofítica, sendo esta última dependente da primeira citada. A partir das plantas vasculares sem sementes, há a diferenciação de raízes, caules e folhas – órgãos das plantas, a organização de células em tecidos com funções especializadas. Contêm meristema primário (apical), que apresentam células vivas com intensa atividade mitótica; espessamentos lignificados nas paredes dos vasos condutores; traqueídes, que são células longas, com extremidades afiladas e que, ao amadurecerem, morrem e assim se tornam funcionais. Os vasos condutores possuem funções de condução e sustentação, tendo uma rigidez característica para que essas plantas desenvolvessem hábitos eretos, para que as “mais evoluídas” se tornassem árvores. O arranjo do estelo é o mais primitivo, sendo este chamado de protoestelo. 4 2. Adaptações ao ambiente terrestre: A partir dessas plantas vasculares sem semente há a capacidade de sintetizar lignina, que dá rigidez às paredes, tornando possível aos esporófitos vascularizados alcançarem maior altura. Devido ao “surgimento” de meristema apical, surge também a capacidade de se ramificar intensamente. As partes subterrâneas das primeiras plantas vasculares diferiam pouco (estruturalmente), mas as plantas primitivas deram origem a plantas mais especializadas com um corpo mais diferenciado. Houve a origem as raízes, que podem ter se originado a partir das porções mais inferiores das plantas primitivas, a maioria dessas raízes apresenta estruturas relativamente simples, parecendo ter retirado muitas das características estruturais das primeiras plantas. Houve também o surgimento das folhas, que são os principais apêndices do caule, se originaram como protuberâncias do meristema apical do sistema caulinar. São divididas em microfilos: relativamente pequenas, contendo um feixe de tecido vascular, existindo em geral apenas um nervura e cada folha originada do protostelo, algumas espécies possuem folhas grandes e, de acordo com teorias, esse tipo de folha pode ter evoluído como protuberâncias laterais que pareciam espinhos ou escamas e acabaram evoluindo para aspectos foliares; e em megafilos: estão associados a caules que possuem sifonostelo ou eustelo, possuem sistema complexo de nervuras. 5 3. Reprodução: Assexuada: as pteridófitas se reproduzem assexuadamente através do brotamento. Com o desenvolvimento dos rizomas, se formam os brotos em pontos espaçados (estolões ou estolhos). A partir desse ponto as folhas e as raízes crescem. Sexuada: todas as plantas vasculares são oogâmicas (gameta feminino geralmente maior e imóvel), apresentam uma alternância de gerações heteromórficas (esporófito diferente do gametófito). As primeiras plantas vasculares são homosporadas, ou seja, seus esporófitos formam um único esporo (masculino ou feminino), que também pode ter a capacidade de formar gametófitos bissexuados. As samambaias possuem vários mecanismos que promovem a fertilização cruzada/cruzamento. Já em algumas espécies de Lycophyta, existe a heterosporia, onde cada esporófito produz um tipo de esporo (masculino: micrósporo/feminino: megásporo). 6 4. Filos: Vários grupos de pteridófitas prosperaram durante o período Devoniano: os três mais importantes são Rhyniophyta, Zoosterophyllophyta e Trimerophytophyta, todos extintos no fim do Devoniano. Os filos que possuem representantes atuais são Lycopodiophyta e Monilophyta. Filo Rhyniophyta: Foram as primeiras plantas vasculares conhecidas, possuíam eixos simples com ramificação dicotômica. Seu corpo não era diferenciado em raíz, caule e folhas, eram homosporadas, possuíam epiderme, córtex e cilindro de condução, sendo o estelo do tipo protoestelo. Ocorriam em todo o mundo, recobertas por cutícula, possuíam epiderme verdadeira com estômatos e seu córtex com parênquimas clorofilados. Filo Zoosterophyllophyta: Não possuíam folhas ou raízes verdadeiras, eram dicotomicamente ramificadas. As primeiras espécies eram, provavelmente, ancestrais das licófitas; possivelmente aquáticas com caules aéreos revestidos por cutícula e estômatos presentes particularmente nos eixos superiores. Filo Trimerophytophyta: Evoluíram diretamente das riniófitas, possuindo seus fósseis bastante parecidos. Diferenciados em eixo central e ramos laterais menores, possuíam ramos férteis e não férteis, eram também homosporadas e seus gêneros mais conhecidos eram Psilophyton e Trimerophyton. 7 Filo Lycopodiophyta: São plantas herbáceas não lenhosas, sua linha evolutiva é diferente de todas as plantas vasculares, possuem esporângios laterais com protoestelos com metaxilema interno e protoxilema externo. Eram comuns no período Carbonífero, possuindo neste espécies arbóreas que, com o passar do tempo, foram extintas; possuem microfilos com metros de extensão e suas famílias atuais são Lycopodiaceae, Selaginellaceae e Isoetaceae. Família Lycopodiaceae: possui cerca de 400 espécies divididas em 15 gêneros, são frequentemente epífitas, possuem esporófito com rizoma ramificado e gametófito, dependendo da espécie, pode ser auto ou heterotrófico. São homosporadas com caule e raíz protostélicos. Família Selaginellaceae: 750 espécies em um só gênero, Selaginella mollendorffi como planta modelo. São heterosporadas com gametófitos unissexuados, maioria tropical e distinguidas da família Lycopodiaceae devido à presença de lígula. Família Isoetaceae: 150 espécies frequentemente aquáticas, possuem crescimento secundário, esporófito com caule subterrâneo. São heterosporadas e algumas espécies obtém CO2 para fotossíntese através do substrato sobre o qual elas crescem. 8 Filo Monilophyta: Conhecido também como filo Pteridophyta¸ esse grupo de plantas possui raiz, caule e folhas verdadeiros, sendo representado principalmente pelas samambaias (maior parte destas sendo da ordem Filicales). As cavalinhas também foram incluídas nesse filo devido a semelhanças moleculares. Possuem caule do tipo rizoma, ou seja, caule subterrâneo que se dispõe paralelamente ao solo, a partir das quais são formadas as raízes e folhas. Suas folhas são grandes e geralmente representam a parte mais desenvolvida das samambaias. Este tamanho permite maior captação solar, propiciando uma fotossíntese mais eficiente, quase todas as espécies apresentam folhas jovens enroladas, conhecidas como báculos. A maior diferença das licopódias para as monilófitas é o fato de que as últimas apresentam soros na parte inferior de suas folhas, auxiliando no processo reprodutivo. Filo Trimerophytophyta ao lado Samambaia acima 9 Cavalinha acimaAvenca ao lado Filo Trimerophytophyta