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Apostila-Classicos-Sociologia

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e mudanças históricas. Essa é a teoria da 
história para Marx. 
 Marx aplicou essa teoria e desvendou profundamente o modo de produção 
capitalista. Segundo suas análises, no capitalismo as relações de produção são 
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fundamentadas na propriedade privada dos meios de produção e na venda da força 
de trabalho assalariada. 
 “as relações burguesas de produção são a última forma antagônica do 
processo social de produção;... antagonismo que provém das condições sociais de 
vida dos indivíduos.” 
 
 Segundo seu pensamento, as classes sociais são determinadas no processo 
produtivo, sendo definidas pelo lugar que as pessoas ocupam no processo produtivo 
em relação aos meios de produção: se detém ou não esses meios. Variando ao 
longo da história: senhores da terra/servos, burguês/assalariado, entre outros. A 
relação entre as classes sociais é marcada pela opressão de uma sobre a outra, 
pela exploração de uma sobre a outra. 
 
O modo de produção capitalista e sua superação 
 O capitalismo é marcado por relações sociais de produção nas quais uns são 
proprietários dos meios de produção e outros vendem sua força de trabalho como 
mercadoria para garantiram a reprodução material de suas vidas. Os donos dos 
meios de produção utilizam a força de trabalho para produzir mercadoria e é a força 
de trabalho que gera valor à mercadoria. 
 A partir da inter-relação entre infra-estrutura econômica se constrói toda uma 
superestrutura (Estado, leis, religião, etc) para garantir a ordem do sistema 
capitalista. 
 O capitalista paga o salário ao trabalhador, mas esse salário nunca 
corresponde ao valor produzido pelo trabalhador. Este produz uma parte de 
trabalho que é paga pelo salário, a outra parte trabalhada fica com o empresário – é 
a mais-valia, o que valoriza o capital. 
 A resolução do conflito entre os proprietários dos meios de produção e do 
proletariado, ou seja, da relação de exploração do capitalismo, só pode ser 
conseguida com a luta de classes, em que seja superada a causa dos conflitos: a 
propriedade privada dos meios de produção. Aí está formada a teoria do 
socialismo científico, que constitui o processo de transição pelo qual a sociedade 
tem que passar até a etapa final, o comunismo. 
 
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O Estado 
 Marx expõe uma nova concepção, segundo a qual o Estado surgiu junto com 
a propriedade privada na história da humanidade. Em suas análises, rompeu com o 
pensamento liberal que analisava o Estado como um arranjo contratual entre os 
indivíduos a fim de garantir a ordem, a propriedade e os direitos civis, sendo o 
representante de todos os setores a sociedade. 
 Segundo Marx, o Estado é um instrumento cujo objetivo fundamental é 
manter as relações sociais dominantes. Enfim, o Estado é instrumento de 
manutenção da ordem dominante e representante dos interesses dessa classe. 
 Para que essa dominação seja aceita pacificamente por toda sociedade, o 
Estado age em nome do “interesse geral” e das “leis”. Assim, a maneira como as 
classes dominantes justificam sua dominação se impõe também pelas idéias, não 
apenas dentro do Estado, mas nos códigos de leis, nas igrejas, jornais, educação, 
meios de comunicação, propagandas – a ideologia. 
 Concluindo, Marx elaborou uma crítica radical ao capitalismo, colocando em 
evidência os antagonismos e contradições desse sistema. Para Marx, o estudo da 
sociedade deveria partir de sua base material e estrutura econômica, que é o 
fundamento da história humana. 
 
Leitura Recomendada: 
I – E. Durkheim 
� O que é Sociologia? Martins. Cap. 1: A Formação (pags. 34 a 61) 
� Capítulo “Sociologia e Sociedade” do livro Introdução às Ciências Sociais. 
Marcellino (org). pags. 27 a 29. 
II – Max Weber 
� O que é Sociologia? Martins. Pags 61 a 71 
Sociologia – Introdução à ciência da sociedade. (Cristina Costa), Editora 
Moderna 
 
III – Karl Marx 
 
� Sociologia – Introdução à ciência da sociedade. (Cristina Costa), Editora 
Moderna. Pags 110 a 129.