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LICC ( LINDB ) Comentada
Redatora: Fernanda Piva 
Revisora: Mariângela Guerreiro 
Milhoranza
Fernanda Piva é Bacharel em Direito pela Unisinos e Coordenadora da diagramação e 
montagem das revistas da Notadez. 
Mariângela Milhoranza é Mestre em Direito pela PUC-RS, Especialista em Direito 
Processual Civil pela PUC-RS, Advogada em Porto Alegre/RS; Professora da FARGS, 
Egressa da Escola Superior do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul; 
Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas (CNPQ) \u201cLimites da Jurisdição\u201d sob coordenação do 
Professor Dr. Araken de Assis junto ao Programa de Pós-Graduação em Direito da 
PUC/RS; Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas (CNPQ) \u201cNovas Técnicas\u201d sob 
coordenação do Professor Dr. José Maria Rosa Tesheiner; Membro do Instituto de 
Hermenêutica Jurídica.
Art. 1º. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e 
cinco dias depois de oficialmente publicada.
Até o advento da Lei Complementar 95/98, posteriormente alterada pela LC 107/01, a 
cláusula de vigência vinha expressa, geralmente, na fórmula tradicional: \u201cEsta lei entra em 
vigor na data de sua publicação\u201d.
A partir da Lei Complementar nº 95, que alterou o Dec.-Lei 4.657/42, a vigência da lei 
deverá vir indicada de forma expressa, estabelecida em dias, e de modo que contemple 
prazo razoável para que dela se tenha amplo conhecimento, passando a cláusula padrão a 
ser: \u201c Esta lei entra em vigor após decorridos (número de dias) de sua publicação\u201d.
No caso de o legislador optar pela imediata entrada em vigor da lei, só poderá fazê-lo se 
verificar que a mesma é de pequena repercussão, reservando-se para esses casos a fórmula 
tradicional primeiramente citada.
Na falta de disposição expressa da cláusula de vigência, aplica-se como regra supletiva a 
do art. 1º da LICC, que dispõe que a lei começa a vigorar em todo o país 45 dias depois de 
oficialmente publicada.
Por fim, a contagem de prazo para a entrada em vigor das leis que estabeleçam períodos de 
vacância far-se-á incluindo a data da publicação e do último dia prazo, entrando em vigor 
no dia subseqüente à sua consumação integral.
§ 1º. Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, 
se inicia três meses depois de oficialmente publicada.
Não havendo prazo para sua entrada em vigor, a obrigatoriedade da norma brasileira no 
exterior se dará após o prazo de 3 meses, contados de sua publicação no Diário Oficial, 
passando a ser reconhecida pelo direito internacional público e privado.
Sendo assim, a lei antiga subsistirá no exterior até 3 meses após a publicação oficial da lei 
nova, ou seja, antes de escoado esse prazo, a lei nova não terá incidência em país 
estrangeiro.
No caso de a lei nova fixar prazo superior a 3 meses para o início de sua vigência no 
Brasil, silenciando quanto à data de entrada em vigor no exterior, impor-se-á o prazo de 
vigência interna à do exterior.
Em relação às circulares e instruções dirigidas a autoridades e funcionários brasileiros no 
exterior, são aplicáveis desde o momento em que cheguem ao conhecimento dessas 
pessoas de forma autêntica.
Pode-se citar, de acordo com a doutrina de Vicente Raó1, alguns efeitos do início da 
obrigatoriedade da lei brasileira no estrangeiro:
\u2013 a lei brasileira passará a ter vigência três meses depois de sua publicação oficial, desde 
que não haja estipulação do prazo para sua entrada em vigor;
\u2013 os atos levados a efeito no exterior, de conformidade com a velha norma revogada serão 
válidos, porque, embora essa lei já estivesse revogada no Brasil, continuará vigorando em 
território alienígena até findar-se o prazo de três meses;
\u2013 os regulamentos internos, as portarias, os avisos e circulares alusivos à organização e 
funcionamento dos órgãos e serviços administrativos terão vigência perante as autoridades 
e funcionários brasileiros no exterior a partir do instante em que lhes forem, 
autenticamente, comunicados;
\u2013 o contrato celebrado no Brasil de acordo com a nova lei alcançará os que se encontrarem 
fora no país, mesmo que aquela norma ainda não tenha entrado em vigor no exterior;
\u2013 a pessoa que for parte numa relação jurídica, ao regressar ao Brasil, antes do término do 
prazo de três meses, sujeitar-se-á, no momento de sua chegada, à nova lei já vigente em 
nosso país, respeitando-se os atos já praticados no exterior segundo a lei brasileira lá 
vigorante.
 § 2º. A vigência das leis, que os Governos Estaduais elaborem por autorização do 
Governo Federal, depende da aprovação deste e começa no prazo que a legislação 
estadual fixar.
 Norma sem aplicação desde a Constituição de 1947.
 § 3º. Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, 
destinada à correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a 
correr da nova publicação.
No que diz respeito aos erros na publicação da lei, Ferrara é esclarecedor quando alega que 
\u201cquando se trata de simples erros materiais que à primeira vista aparecem como 
incorreções tipográficas, ou porque a palavra inserida no texto não faz sentido ou tem um 
significado absolutamente estranho ao pensamento que o texto exprime enquanto a 
palavra, que foneticamente se lhe assemelha, se encastra exatamente na conexão lógica do 
discurso, ou porque estamos em face de omissões ou transposições, é fácil integrar ou 
corrigir pelo contexto da proposição, deve admitir-se que o juiz pode exercer a sua crítica, 
chegando, na aplicação da lei, até a emendar-lhe o texto\u201d2.
Quando se tratar de erros substanciais, que podem alterar total ou parcialmente o sentido 
legal, a nova publicação será imprescindível. Nesse caso, observar-se-ão as seguintes 
situações:
\u2013 correção da norma em seu texto, por conter erros substanciais, durante a vacatio 
legis ensejando nova publicação: nova vacatio será iniciada a partir da data da correção, 
anulando-se o tempo decorrido;
\u2013 várias publicações diferentes de uma mesma lei, motivadas por erro: a data da publicação 
será uma só e deverá ser a da publicação definitiva, ou seja, a última (RF, 24:480).
Assim, nos casos em que se fizer necessária republicação de lei ainda não publicada ou 
publicada mas ainda não vigente, por conter incorreções e erros materiais que lhe 
desfigurem o texto, a Casa de onde a mesma se originou publicará nova lei corrigida, e o 
seu período de vigência deverá ser contado a partir da nova publicação.
§ 4º. As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
As emendas ou correções em lei que já esteja em vigor são consideradas leis novas, ou 
seja, para corrigi-la é preciso passar por todo o processo de criação de uma lei, devendo 
para isso obedecer aos requisitos essenciais e indispensáveis para a sua existência e 
validade.
Importante ressaltar que se a correção for feita dentro da vigência legal, a lei vigorará até a 
data do novo diploma legal publicado para corrigi-la, e se apenas parte da lei for corrigida, 
o prazo fluirá somente para a parte retificada; em ambos os casos respeitando-se os direitos 
e deveres decorrentes de norma publicada com incorreções e ainda não corrigida.
Assim, é preciso respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada, 
mesmo que advindos de uma publicação errônea, levando-se em conta a boa-fé daquele 
que a aplicou. Em se tratando de meros erros de ortografia, facilmente identificáveis, nada 
impede que o prazo da vacatio legis decorra da data da publicação errada, não 
aproveitando a quem possa invocar tais erros.
Art. 2º. Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a 
modifique ou revogue.
 A lei pode trazer seu período de vigência de forma expressa, como por exemplo, a Lei 
Orçamentária, assim como pode ter seu período de vigência indeterminado, ou seja, uma 
vez vigente ela é válida até que outra lei posterior,
Devanir
Devanir fez um comentário
Quero uma resenha critica o que é direito com 30 linhas para que eu possa entender melhor
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Rinaldo
Rinaldo fez um comentário
Material não está atualizado com a Lei nº 13.655/2018
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Antonio
Antonio fez um comentário
GRATO. SERÁ DE GRANDE VALIA PARA FUTURAS ORIENTAÇÕES A ALGUNS TRABALHOS.
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