Direito Administrativo (56)
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Direito Administrativo (56)


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autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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A lei também permite que os bens que seriam divisíveis por natureza tornem-se indivisíveis. É o que diz o 
artigo 88 do Código civil, onde se lê que os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por 
determinação da lei ou por vontade das partes.
Os bens podem ser, portanto: 1) indivisíveis por natureza, quando não puderem ser partidos sem alteração 
na sua substância ou no seu valor (por exemplo, um animal vivo dividido ao meio deixa de ser semovente), 2) 
indivisíveis por determinação legal, se a lei estabelecer a sua indivisibilidade. É o que ocorre, por exemplo, 
com as servidões prediais, que são indivisíveis em relação ao prédio serviente; 3) por vontade das partes, 
pois uma coisa divisível poderá transformar-se em indivisível se assim ajustarem as partes, mas a qualquer 
tempo poderá voltar a ser divisível. Por exemplo, uma obrigação indivisível pode estabelecer que um bem, 
naturalmente divisível, seja considerado como indivísivel.
O Código fala também em bens singulares no artigo 89, que tem a seguinte redação: São singulares os bens 
que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Bens singulares são os 
bens que, embora reunidos, são considerados de modo individual, ou seja, independentemente das demais 
coisas. Os bens singulares podem ser simples ou compostos. Os bens singulares serão simples se formarem 
um todo homogêneo, cujas partes componentes estão unidas em virtude da própria natureza ou da ação 
humana, sem que seja necessária qualquer regulamentação especial pela lei. Podem ser materiais (pedra, 
caneta-tinteiro, folha de papel, cavalo) ou imateriais (crédito). Por outro lado, os bens singulares serão 
compostos quando as partes heterogêneas são ligadas pela atividade humana, hipótese em que nós temos 
vários objetos independentes que se unem em um só todo, sem que desapareça a condição jurídica de cada 
uma dessas partes. Por exemplo, materiais de construção que estão ligados à edificação de uma casa. O 
conceito de bens singulares é importante para entender os conceitos de universalidade de fato e 
universalidade de direito.
 
O artigo 90 do Código Civil diz que constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, 
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo Único. Os bens que tornam essa 
universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. A universalidade de fato é o conjunto de 
bens singulares, corpóreos e homogêneos, ligados entre si pela vontade humana para um mesmo fim (por 
exemplo, uma biblioteca, um rebanho, uma galeria de quadros). Em relação à mesma pessoa, esses bens 
têm destinação única e podem ser objeto de relações jurídicas próprias.
O artigo 91 do Código Civil diz que constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas de 
uma pessoa, dotados de valor econômico. A universalidade de direito é o conjunto de bens singulares 
corpóreos heterogêneos ou incorpóreos (complexo de relações jurídicas), que uma norma jurídica 
considerada como algo único, com o objetivo de produzir certos efeitos. 
O artigo 92 do Código Civil diz que Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; 
acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. O bem considerado principal existe por si próprio e 
exerce sua função e sua finalidade, independentemente de outra. Por exemplo, o solo é um bem principal. Já 
o bem acessório depende, para existir juridicamente, de um bem principal. Nos bens imóveis, o solo é o bem 
principal, sendo acessório tudo aquilo o que nele for incorporado permanentemente. Nos bens móveis, 
principal é aquele para o qual as outras se destinam, para fins de uso, enfeite ou complemento.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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A coisa acessória segue a principal. Logo, a natureza do bem acessório será a mesma natureza do bem 
principal. Ou seja, se o bem principal é um bem móvel, o bem acessório também será móvel. Se a obrigação 
principal for nula, também será nula a cláusula penal, que é acessória. Além disso, o bem acessório pertence 
ao titular do bem principal. 
O artigo 93 do Código Civil trata dos bens acessórios que não são parte integrante de um bem principal. Eles 
se chamam pertenças. O artigo 93 diz o seguinte: São pertenças os bens que, não constituindo partes 
integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. As 
pertenças são bens acessórios destinados, de modo duradouro, a conservar ou facilitar o uso ou prestar 
serviço ou, ainda, a servir de adorno do bem principal sem ser parte integrante dele. Apesar de acessórios, 
esses bens conservam a sua individualidade e a sua autonomia, e são subordinados ao bem principal 
apenas de modo econômico ou jurídico, sem que exista incorporação desse bem acessório ao principal.
O artigo 94 do Código Civil estipula que os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não 
abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das 
circunstâncias do caso. 
O artigo 95 do Código Civil diz o seguinte: Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e 
produtos podem ser objeto de negócio jurídico. Frutos são as utilidades que a coisa produz periodicamente, 
cuja retirada mantém intacta a substância do bem que as gera. São, portanto, os produtos que 
periodicamente nascem e renascem de uma coisa, sem causar a destruição dessa coisa no todo ou em parte. 
Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias. § 1o: São voluptuárias as de mero 
deleite ou recreio,que não aumentam o uso habitual do bem,ainda que o tornem mais agradável, ou seja, de 
elevado valor. § 2o. São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. § 3o. São necessárias as que tem 
por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. Benfeitorias são obras, ou despesas que se fazem em um 
bem móvel ou imóvel para conservá-lo, melhorá-lo ou embelezá-lo. Benfeitorias são apenas as obras feitas 
pelo homem, e não pela natureza. Isso inclusive está previsto no artigo 97 do Código Civil, que diz o 
seguinte: Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a 
intervenção do proprietário, possuidor ou detentor.
O artigo 98 do Código Civil diz que são públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas 
jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que 
pertencerem. Os bens públicos são, portanto, aqueles que pertencem ao domínio nacional, ou seja, à 
União, aos Estados ou aos Municípios. Conforme a pessoa jurídica de direito público interno a que 
pertencerem, os bens públicos serão federais, estaduais ou municipais. Os bens particulares são todos os 
demais, e têm como titulares uma pessoa natural ou uma pessoa jurídica de direito privado. Por outro lado, 
existem coisas que não são nem públicas, nem particulares, porque não pertencem a ninguém. Por exemplo, 
os animais selvagens em liberdade, as conchas em uma praia, as pérolas de ostras que estão no fundo do 
mar, as coisas abandonadas. Isto, porém, somente se aplica a bens móveis. Os bens imóveis,