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Análise econômica do direito – Wikipédia  a enciclopédia livre

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Análise econômica do direito
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Law and Economics)
A maior parte dos juristas e economistas, ao utilizar a expressão Análise Econômica do Direito, se refere,
comumente, à aplicação de métodos econômicos – da microeconomia em especial – a questões legais. Nesse
sentido, tendo em vista que o Direito é, de uma perspectiva objetiva, a ‘’’arte de regular o comportamento
humano’’’ e que a Economia é a ciência que estuda a tomada de decisões em um mundo de recursos escassos
e suas conseqüências, a Análise Econômica do Direito seria o emprego dos instrumentais teóricos e empíricos
econômicos e ciências afins para expandir a compreensão e o alcance do direito, aperfeiçoando o
desenvolvimento, a aplicação e a avaliação de normas jurídicas, principalmente com relação às suas
conseqüências.
Os trabalhos acadêmicos sobre AED se fundamentam majoritariamente nas tradições do pensamento
econômico neoclássico e neo-institucionalista. Outras abordagens econômicas do Direito, tais como as
marxistas e das teorias críticas da Escola de Frankfurt, não costumam se intitular dessa forma.
Há também uma abordagem não-neoclássica da Análise Econômica do Direito denominada Continental, que
identifica o nascimento do conceito com a Staatswissenschaften e com a Escola Histórica alemã de Economia.
Por fim, é importante ressaltar que, por conta da superposição dos sistemas jurídicos e políticos, algumas das
questões afeitas à Análise Econômica do Direito também são igualmente levantadas pela política econômica,
Ciência Política, Sociologia, Psicologia ou mesmo Neurologia.
Índice
1 Origens e História
2 Fundamentos teóricos da AED
3 Resultados notáveis
4 Programas em Análise Econômica do Direito
5 Referências
6 Ligações externas
6.1 Jornais
6.2 Associações regionais e internacionais
7 Bibliografia
Origens e História
É possível fixar o começo da escola moderna de Análise Econômica do Direito no ano de 1961, com a
publicação dos artigos ‘’The Problem of Social Cost’’" e ‘’Some thoughts on Risk Distribution and the Law of
Torts’’ de Ronald Coase e Guido Calabresi, respectivamente. Todavia, o nome em inglês do movimento, ‘’Law
and Economics’’, somente foi dado por Henry Manne (estudante de Coase) na década de 70, quando tomou a
iniciativa de construir um ‘’ Center for Law and Economics‘’ em Rochester, atualmente se encontra na
‘’George Mason Law School‘’.
[1]
Independentemente da data de sua criação, importa explicar que a Escola surgiu como conseqüência do
Realismo Jurídico norte-americano em reação ao doutrinalismo de Langdell – versão juspositivista do direito
consuetudinário anglo-saxão –, visando a afastar o formalismo jurídico exacerbado, na tentativa de enxergar o
mundo de forma mais realista e pragmática pela ciência.
Percebeu-se que, para uma compreensão plena do fenômeno jurídico e para que seus supostos critérios de
justiça sejam operacionalizáveis, são necessárias não apenas justificativas teóricas para a aferição de adequação
abstrata entre meios e fins, mas teorias superiores à mera intuição que auxiliem em juízos de diagnóstico e
prognose, permitindo, em algum grau, a avaliação mais acurada das conseqüências prováveis de uma decisão
jurídica ou de alguma política pública dentro do contexto legal, político, social, econômico e institucional em que
será implementada.
É nesse contexto, também, que começa a ser discutida e considerada no Brasil a Análise Econômica do Direito,
cujo propósito é justamente introduzir uma metodologia que contribua significativamente para a compreensão
de fenômenos sociais e que auxilie na tomada racional de decisões jurídicas.
Fundamentos teóricos da AED
A Análise Econômica do Direito nada mais é que a aplicação do instrumental analítico e empírico da Economia,
em especial da microeconomia e da economia do bem-estar social, para se tentar compreender, explicar e
prever as implicações fáticas, bem como a lógica (racionalidade) do próprio ordenamento jurídico. Em outras
palavras, a AED é a utilização da abordagem econômica para tentar compreender o Direito no mundo e o
mundo no Direito.
A AED se estende a todas as áreas do direito, de Direito dos Contratos a Direito Constitucional, de regulação
a processo civil e comercial, e é justamente essa amplitude de aplicação que distingue uma abordagem AED da
simples aplicação de conhecimentos econômicos em áreas do Direito tradicionalmente associadas à economia,
como Direito Comercial, Regulatório, Concorrencial ou Defesa comercial, onde a aplicabilidade da AED é mais
óbvia.
Com o desenvolvimento da AED, foram incorporadas novas teorias econômicas como a Teoria dos Jogos, a
Economia Comportamental, bem como métodos estatísticos e econométricos. Para fazer referência a essas
abordagens mais amplas que a teoria neoclássica da Economia, foram cunhados termos como AED
comportamental, AED e Normas Sociais e AED Neo-institucionalista, por exemplo.
Resultados notáveis
O artigo seminal de Ronald Coase, "The Problem of Social Cost", publicado em 1961, sugeriu que direitos de
propriedade bem definidos poderiam superar os problemas das externalidades. Desde que os custos de
transação se aproximassem de zero, acordo mutuamente benéficos regulariam quem arcaria com o custo da
externalidade.
Programas em Análise Econômica do Direito
Na Europa, um consórcio de universidades envolvendo dez países está executando o Programa de Mestrado
Europeu em Direito e Economia, também conhecido como EMLE, o qual existe desde 1990. Este programa
oferece a oportunidade única para estudos interdisciplinares de direito e economia em dois ou mesmo três
universidades. Cada universidade parceira concede o grau de Mestre (LL.M. / MA / M.Sc.). O programa
também oferece aos alunos um conhecimento avançado dos efeitos econômicos das leis e prepara os alunos
para uma carreira profissional, por exemplo, em organizações públicas, em escritórios de advocacia
[1]
[2]
multinacionais ou empresas de consultoria. Os graduados também são bem preparados para a pesquisa de
doutorado em um programa de doutoramento, como o Doutorado Europeu em Direito e Economia (EDLE),
que é operado por três centros europeus em Direito e Economia. http://www.edle-phd.eu]
No Brasil, existem vários cursos de direito em nível de graduação, mestrado e pós-graduação com foco na
análise econômica do Direito, ou Direito e Economia. Na Universidade Católica de Brasília, o programa de
pós-graduação stricto sensu em Direito tem uma linha de pesquisa inteiramente voltada para a AED. Já em
Economia, a Universidade de Santa Úrsula possui um programa de mestrado em AED cuja linha é denominada
Economia do Direito e das Leis. Há, ainda, um curso de especialização (pós-graduação lato sensu) em Direito
e Economia, oferecido pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com duração
de 360 horas aula.
Não obstante, o tema está se difundindo rapidamente no Brasil, havendo várias Instituições de Ensino Superior
que oferecem ao menos uma disciplina em AED na graduação ou na pós-graduação. Entre elas, destacam-se
os programas do Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP, da Universidade de São Paulo – USP, da
Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro e de São Paulo – FGV-RJ e FGV-SP, da Universidade Vale do
Rio dos Sinos – Unisinos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRS, da Universidade Cândido
Mendes, da Pontífice Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS, da Universidade Católica de
Santos – Unisantos, do Centro Universitário Curitiba – UniCuritiba, da Universidade Federal de Minas Gerais
– UFMG, da Universidade Federal do Ceará – UFC, do Centro Universitário de Vila Velha - UVV e da
Faculdade de Direito Milton Campos (http://www.mcampos.br/posgraduacao/Mestrado/linhasdepesquisa.php)
, de Belo Horizonte/MG.
Importante destacar também no âmbito da pesquisa em Direito e Economia o Congresso Anual da Associação
Mineira de Direito e Economia (http://www.congresso.amde.org.br) e a Conferência Anual

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