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Bem (direito)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Na esfera privada, bem é tudo aquilo que pode ser propriedade de alguém, ou que é apto a constituir o seu
patrimônio. Patrimônio é, assim, o conjunto de bens direitos e deveres. Bem é todo valor que representa algo
para a vida humana, de ordem material ou imaterial. No âmbito jurídico devemos estar atentos para o uso
indistinto de bem ou de coisa, pois nem tudo que no mundo físico é coisa tem a mesma conotação no mundo
jurídico, como acontece por exemplo com o corpo do ser humano vivo, considerado elemento essencial da
personalidade e sujeito de direito, já que não é possível separar na pessoa viva o corpo da personalidade.
Índice
1 Classificação dos bens
1.1 1.Bens considerados em si mesmos
1.2 2)Bens reciprocamente considerados
1.2.1 a) Frutos
1.2.2 b) Produtos
1.2.3 c) Rendimentos
1.2.4 d) Benfeitorias
1.2.5 e) Acessão
1.2.6 f) Pertença
1.2.7 g) Partes integrantes
1.3 3)Quanto ao titular do domínio
1.3.1 Bens públicos
2 Bem jurídico
3 Bem econômico
4 Referências
5 Ver também
Classificação dos bens
1.Bens considerados em si mesmos
Corpóreos - são coisas que tem existência mats coisas que podem ser tocadas: um carro, uma casa. Em
suma, são o objeto do direito; ou incorpóreos de existência abstrata (produção artística ou intelectual)
Ou seja, não tem coisa tangível e são relativos aos direitos que as pessoas físicas ou jurídicas têm sobre
as coisas, sobre os produtos de seu intelecto ou contra outra pessoa, apresentando valor econômico, tais
como: os direitos reais, obrigacionais, autorais.
Móveis - podem ser removidos ou transportados de um lugar para outro, por força própria
(semoventes) ou estranha, sem sua destruição, alteração de sua essência, fim para o qual se destina; ou
imóveis - não podem ser removidos ou transportados de um lugar para outro sem sua destruição,
alteração de sua essência, fim para o qual se destina.
Consumíveis - são bens móveis cujo uso importa na destruição imediata da própria coisa; ou
inconsumíveis - proporcionam reiterados usos, permitindo que se retire toda sua utilidade, sem atingir
sua integridade (ex.: casa, carro, roupas etc.)
Fungíveis - podem ser substituídos por outros do mesmo gênero, qualidade e quantidade (ex.: saco de
arroz, carro, etc.); ou infungíveis não pode ser substituídos por outros do mesmo gênero, qualidade e
quantidade (ex.: imóveis, quadro de pintor famoso)
Singulares - são os que, embora reunidos, consideram per si, independentem dos demais. (ex.: um
livro, um selo); ou coletivos (ou universais) são as coisas que se encerram agregadas em um todo (ex.:
biblioteca, coleção de selos)
Divisíveis - podem ser partidos em porções reais e distintas, formando cada qual um todo perfeito, ou
seja, permanece suas funções, sem desvalorização considerável. Ex.: saca de milho; ou indivisíveis (se
fracionados, perdem sua substância, por exemplo: uma máquina).
2)Bens reciprocamente considerados
Arts. 92 a 97 CC, os bens podem ser:
a) principal existem por si, independentemente de outros. (ex.: um lote de terra)
b) acessório (regra: o acessório segue o principal) - sua existência pressupõe a de um principal.
espécies : frutos, produtos, rendimentos e benfeitorias. Estas se classificam em: necessárias
(conservação do bem, por exemplo, conserto do telhado da casa); úteis (facilitam ou aumentam o
uso do bem, por exemplo, uma garagem); voluptuárias (embelezamento, deleite ou recreio, por
exemplo, pintura artística, piscina).
a) Frutos
São aqueles que possuem uma renovação 1- Naturais( renovação pela força da natureza- cria dos animais); 2-
Industriais(pelo engenho humano-da fabrica) 3- Civis(rendimento pela utilização da coisa por outrem, rendas,
aluguéis, juros) 4- Pendentes ( ainda ligados a coisa que os produziu). 5- percipiendos(os que deviam ser, mas
não foram recebidos)
b) Produtos
Utilidades que se pode retirar da coisa, alterando sua substância, diminuindo-se a sua quantidade até o
esgotamento, por exemplo, pedra de uma pedreira, petróleo.
c) Rendimentos
São os frutos civis. Ex.: aluguel de uma casa.
d) Benfeitorias
São obras ou despesas que se faz em coisa móvel ou imóvel, para conservá-la(Necessárias), melhorá-la(Úteis)
, ou embelezá-la(Voluptuárias).
e) Acessão
Aumento de volume ou de valor do bem.
f) Pertença
É coisa acessória destinada a conservar ou facilitar o uso do bem principal. (máquinas agrícolas utilizadas em
uma propriedade são pertenças pois tem o intuito de cultivar o solo.)
g) Partes integrantes
São acessórios que, unidos ao principal, formam com ele um todo, sendo desprovidos de existência material
própria. Ex.: lâmpada de um lustre.
Públicos (pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno) ou particulares (todos os demais).
3)Quanto ao titular do domínio
Bens públicos
No Brasil, os bens públicos estão classificados de acordo com um critério de uso primário pelo art.99 do
Código Civil 2002:
Bens de uso comum - rios, mares, estradas, ruas, etc.
Bens de uso especial - edifícios destinados a sede de pessoas jurídicas de direito público
Bens dominicais - são o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. são os únicos de que estas
podem se dispor (vender, alugar, etc).
Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião, mas seu uso pode eventualmente ser cedido a particulares
diversos mecanismos, especialmente concessões, permissões e autorizações de uso. Esses instrumentos não
encontram, porém, uma definição legal única no ordenamento jurídico, de modo que são encontrados em
diferentes diplomas legais com conteúdos diversos.
Bem jurídico
Bem Jurídico, embora seja de conceituação muito complexa, vez que depende não só de valorações
puramente jurídicas, mas também político-criminais, podemos simplificar para dizer que é algo que se refere ao
direito fundamental que serve de base material para que uma certa conduta seja considerada criminosa.
Exemplos: vida, liberdade, honra, propriedade, etc.
Cumprindo sua função sistemática, é com base nos bens jurídicos que os crimes são elencados no Código
Penal: crimes contra a vida, contra a honra, contra o patrimônio, etc.
É o objeto de tutela jurídica; ou seja, o Estado ameaça com pena àquele que pretende violar bens jurídicos
praticando as condutas previstas na lei penal como crime.
Para além do critério de sistematização, seu principal papel é de limitação do poder punitivo; realizador do
princípio da lesividade reforçando-se a proibição de criminalização das condutas meramente imorais, de pouca
importância, ou que não prejudiquem um terceiro.
[1]
É certo, porém, que há uma discussão histórica sobre a capacidade de um conceito extra-sitemático, eivado de
critérios político-criminais, ser limitador da legalidade formal.
Assim se vê o desenvolvimento da noção de critério material de crime desde Feuerbach, Birnbaum, Bindin,
Liszt, Escola de Kiel, Mezger, Welzel, até os dias de hoje.
Embora na doutrinadores de grande peso desconsiderem a importância do bem jurídico materialmente
considerado (p. ex. Günter Jakobs, Knut Amelung) o bem jurídico e o princípio da lesividade são amplamente
aceitos na doutrina brasileira (p. ex. Nilo Batista, Juarez Tavares, Juarez Cirino dos Santos, etc).
Muitas são as polêmicas a respeito do bem jurídico-penal, estas considerações, porém, são capazes de dar
uma idéia geral do que ele significa.
Bem econômico
Em economia, bem é tudo aquilo que satisfaz direta ou indiretamente os desejos e necessidades dos seres
humanos. Os bens podem ser classificados segundo seu caráter, natureza ou função. Na microeconomia podem
ainda ser classificados quando ao seu comportamento em uma gráfico de demanda.
Classificação segundo o caráter
Os bens econômicos são caracterizados pela utilidade, escassez e por serem transferíveis.
Os bens livres são aqueles cuja quantidade é suficiente para satisfazer a todos, como por exemplo o ar.
Classificação segundo a natureza
Os bens de capital não atendem diretamente às necessidades.
Os bens de consumo