Incontinencia urinária
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Incontinencia urinária


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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM GESTANTES
Campinas
2010
ÁDRIA CRISTINA DA SILVA
ANDRESSA OMOSAKO
CAROLINA VIESTE GARRIDO
DAYANE CAPRA DE OLIVEIRA
LUCIANA F. ANDRADE
MARINA LAVEZZO 
NIRLENE P. SOUZA
INCOTINÊNCIA URINÁRIA EM GESTANTES
Trabalho de aproveitamento apresentado à disciplina Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia I do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Campinas
2010
RESUMO
O presente trabalho mostra as modificações do corpo da mulher na gestação, e com isso as alterações provindas. No período gestacional, a musculatura do assoalho pélvico sofre uma resistência prolongada ao sustentar o novo útero, o bebê e os demais anexos embrionários. Sendo essa uma das possíveis causas que predispõem ao surgimento da incontinência urinária na gestação. 
A fisioterapia tem um papel importante no fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, visando melhorar a força de contração muscular e promover à reeducação abdominal por meio de exercícios.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO\u200b\u200b\u200b						 	 5 
INCONTINÊNIA URINÁRIA NA GESTANTE					 6
 
ANATOMIA							 8
 
ALTERAÇÕES DECORRENTES DA GRAVIDEZ				13				
NEUROFISIOGIA DA MICÇÃO							14
AVALIAÇÃO DA MULHER COM INCONTINÊNCIA				15
TRATAMENTO							16
TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO						16
TREINAMENTO DO ASSOALHO PÉLVICO					17
CONCLUSÃO							22
REFERÊNCIAS 							23
 
INTRODUÇÃO
 No período de gestação, as mulheres sofrem uma série de mudanças devido às alterações hormonais, à alteração postura e também a própria tensão natural gerada pela gravidez. A incontinência é mais uma das alterações que se predispõem devido à nova adaptação que o corpo da mulher adquire no período gestacional.
	A incontinência urinaria pode ser determinada por meio de uma anamnese. Com isso a Fisioterapia pode ou não determinar um tratamento que preserve a integridade da gestante, para assim não ter uma intervenção cirúrgica.
INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM GESTANTE
Definição 
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina da bexiga em situações impróprias, podendo variar de um pequeno escape a uma completa incapacidade de conter a urina. Pode ser causada por vários fatores que vão da patologia neurológica ao defeito congênito, passando pela incontinência acarretada pela fraqueza muscular do assoalho pélvico e a de causa idiopática.
Essa condição constrangedora de perda de urina apresenta um grande impacto social e interfere muito na qualidade de vida da mulher, se transformando em uma fonte de constrangimento que é escondida e muitas vezes deixada sem tratamento.
Incidência
A incidência global da incontinência urinária aumenta progressivamente com a idade, tendo diferentes causas entre as faixas etárias e podendo acometer qualquer indivíduo seja qual for a sua idade.
As mulheres apresentam o dobro de probabilidade que os homens de serem afetadas devido à anatomia do trato urinário feminino e o estresse causado pela gravidez, parto e menopausa.
Estudos sugerem que quase metade de todas as mulheres grávidas experimentam a incontinência de esforço genuína. E cerca de 10-20% podem apresentar episódios de incontinência de urgência no terceiro trimestre da gestação (O\u2019CONNOR, 2004)
Etiologia
O aumento de peso corporal materno, o peso do útero gravídico, a multipariedade, o parto vaginal, o tempo prolongado do segundo período de parto e a episiotomia são fatores que alteram a força muscular do assoalho pélvico, podendo resultar em uma incontinência urinária.
Um número significativo de pessoas com incontinência urinária são mulheres gestantes ou que sofreram complicações após o parto como: peso sobre as vísceras; parto complicado e que necessitou da utilização de fórceps; bebê muito grande que acaba alterando os músculos que fazem sustentação dos órgãos internos, causando queda dos mesmos; flatos vaginais.
Fatores hormonais podem também acarretar em uma incontinência urinária de esforço durante a gravidez, pois atuam sobre os componentes responsáveis pela manutenção de continência urinaria.
Principais tipos de incontinência urinária na gestante
A incontinência urinária é classificada em diferentes tipos de acordo com o problema de base que causa esta condição. Na incontinência transitória, uma causa reversível pode ser determinada.
Mais da metade das pessoas idosas com incontinência tem uma causa reversível. Estas causas podem incluir: infecção urinária, constipação intestinal importante, uso de certas medicações, doença aguda, mobilidade restrita, desordens psicológicas, inflamações da bexiga, retenção urinária e desordens hormonais.
Quando uma causa reversível não pode ser determinada, ela é classificada como incontinência persistente. É importante notar que na maioria dos pacientes, a incontinência persistente pode ser melhorada com o tratamento apropriado.
Incontinência por esforço: 
É a perda passiva de urina devido ao aumento da pressão intra-abdominal.Geralmente está associada a um defeito anatômico. (SMITH, 2005, p.561)
Incontinência de esforço genuína: 
Esforço genuína está relacionada com a pressão, uma excede a outra. Como sintoma a incontinência de esforço ocorre durante os exercícios, tossir, espirrar ou rir; como sinal, ela ocorre com o aumento da pressão intra-abdominal. (O\u2019CONNOR, 2004)
Incontinência por urgência: 
É a perda involuntária de urina, acompanhada pela sensação de urgência. Pode ser causada por alergia, cálculo ou tumor vesical, cafeinismo, tumor no Sistema Nervoso Central, instabilidade do Detrusor, esclerose múltipla, Parkinson, cistite intersticial ou por radiação. Tem como sintoma a queixa de perda involuntária de urina associada a um súbito e intenso desejo de urinar, e o sinal é a observação de perda involuntária de urina pela uretra associada à urgência incontrolável. (SMITH, 2005, p.561)
Incontinência mista: 
Tem características da incontinência de esforço e de urgência.
Outros tipos:
Incontinência por transbordamento:
Gotejamento constante da urina por acumular na bexiga uma quantidade de urina maior do que a capacidade máxima de represamento do órgão. Pode ser causada por aumento da próstata, diabetes ou esclerose múltipla.
Incontinência funcional:
A pessoa tem dificuldade em chegar ao banheiro apesar de ter o controle adequado da bexiga.
Incontinência total:
Tipo raro, em que há perda completa do controle da bexiga, e a perda de urina pode ser contínua.
ANATOMIA
Pelve
A pelve é constituída por um anel ósseo, que por sua vez é formado pelos ossos do quadril (ísquio, ílio e púbis), formando a parede anterior e lateral, e pelo sacro e cóccix, os quais compõem a parede posterior. 
A pelve fornece proteção aos conteúdos pélvicos, além de servir como suporte para o tronco e constituir a parte óssea do mecanismo pelo qual peso corporal é transferido aos membros inferiores ao deambular e, ás tuberosidades do ísquio, ao sentar. 
Assoalho pélvico
O assoalho pélvico é um conjunto de partes moles que fecham a pelve, é formado por músculos, ligamentos e fáscias, tem como objetivo sustentar os órgãos internos, principalmente útero, a bexiga e o reto. No parto permite a passagem do feto, além de proporcionar ação esfincteriana para a uretra, vagina e reto. 
O assoalho é limitado anteriormente pelo arco púbico e posteriormente pelo cóccix, lateralmente limita-se pelos ramos e ísquios púbicos e pelos ligamentos sacrotuberais, existentes entre as tuberosidades isquiáticas e as margens laterais do sacro e do cóccix.
O assoalho pélvico consiste dos músculos coccígeo e elevadores do ânus, que conjuntamente são chamados de diafragma pélvico, que é atravessado à frente pela vagina e uretra e ao centro pelo canal anal.
O diafragma pélvico