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Lista4_2011_Gabarito

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inicial na IS em função da queda em eT ' será 
amplificado ou recuará um pouco. 
 
(b) 
Nesse caso, não há alteração em eY ' , mas ainda há o aumento em er ' . Portanto, após o 
deslocamento inicial da IS, esta se retrai um pouco. Assim, relativamente ao item (a), o 
aumento resultante tanto no produto quanto na taxa de juros serão menores. 
 
(c) 
Nesse caso, não há alteração em er ' , mas ainda há o aumento em eY ' . Portanto, após o 
deslocamento inicial da IS, esta se desloca ainda mais para a direita. Assim, relativamente 
ao item (a), o aumento resultante tanto no produto quanto na taxa de juros serão maiores. 
 8
4. Blanchard, CAP.17, EX. 6 
 
(a) 
No médio prazo, a taxa real de juros cai e o investimento aumenta. A vantagem é que o 
aumento no investimento leva, no longo prazo, a um produto mais elevado. 
 
(b) 
Para não agravar os efeitos de curto prazo da redução do déficit sobre o produto. A 
vantagem desse enfoque é que, como a redução futura do déficit é elevado, então há um 
aumento no produto futuro esperado (em função do efeito do investimento sobre o produto) 
e queda na taxa de juros futura esperada. Ambos os efeitos ajudam a reduzir os impactos 
contracionistas de curto prazo. A desvantagem é que não há certeza de que haverá 
disposição política para implementar os cortes drásticos no futuro. Ou seja, tal política pode 
ser revertida no futuro. 
 
(c) 
O gesto simbólico é de que a política monetária poderia ser utilizada em conjunto com a 
política fiscal para minorar os efeitos de curto prazo da política. Por exemplo, a expectativa 
de uma política monetária expansionista no futuro leva a aumento no produto futuro 
esperado e a queda na taxa de juros futura esperada. 
 
 
4. Blanchard, CAP.17, EX. 7 
 
(a) 
A política monetária mais contracionista no futuro aumenta as taxas de juros futuras e 
diminui o produto futuro. Tais alterações provocam o deslocamento da IS para a esquerda 
no presente, o que faz com que tanto o produto quanto a taxa de juros caiam no presente. 
A curva de rendimento no dia do anúncio se inclina para cima, incorporando a expectativa 
de uma taxa de juros futura mais elevada. 
 
(b) 
Nesse caso, a curva de rendimento não deve sofrer qualquer alteração uma vez que não há 
surpresa para os participantes do mercado: o aumento na taxa de juros futura já está 
incorporado na curva de rendimento atual. 
 
(c) 
Nesse caso, a curva de rendimento, que possui uma inclinação positiva (indicando uma 
política monetária contracionista no futuro) deve, entretanto, ter sua inclinação reduzida 
(indicando que o novo presidente é menos conservador que o esperado) no dia do anúncio. 
 
 
5. 
Curva IS: ( )eiY pi−⋅−= 400320 
Curva LM: iY
P
M
⋅−⋅= 2004,0
 
 9
 
(a) 
nr é a taxa de juros real consistente com o equilíbrio no mercado de bens (IS) e com nYY =
. A partir da curva IS: 
%505,0400320300400320 ==⇒⋅−=⇒⋅−= nnn rrrY 
 
(b) 
Sistema: 
( )



⋅−⋅=
−⋅−=
iY
iY
2004,010
05,0400320
 
Substituindo a 1ª equação na 2ª: 
 [ ] ⇒⋅−⋅−=⋅−+−⋅= iiii 20166,13202040032004,010 
 %101,06,336 ==⇒=⋅⇒ ii 
 ( ) 3002032005,01,0400320 =−=−⋅−=∴Y 
 
(c) 
No curto prazo, a oferta real de moeda passa a ser: 
( ) 9,101009,1 =⋅=





S
P
M
 
No curto prazo, epi não se altera. Logo, o novo sistema de equações é: 
( )



⋅−⋅=
−⋅−=
iY
iY
2004,09,10
05,0400320
 
Substituindo a 1ª equação na 2ª: 
 [ ] ⇒⋅−=⋅−+−⋅= iii 366,13202040032004,09,10 
 %5,7075,07,236 ==⇒=⋅⇒ ii 
 ( ) 3101032005,0075,0400320 =−=−⋅−=∴Y 
 
(d) 
No médio prazo, o produto retorna ao seu nível natural de 300. A taxa real de juros também 
retorna ao seu nível natural, que permanece inalterada (5%). 
Para descobrir o que ocorre com a taxa nominal de juros no médio prazo é preciso saber, 
pela equação de Fischer, o que ocorre com a inflação no médio prazo. Para descobrir isso, 
utilizamos a informação de que o aumento na oferta nominal de moeda é permanente. 
Assim, vamos inicialmente determinar qual é o aumento na oferta nominal de moeda no 
período corrente. 
Pela curva de Phillips, a inflação no período corrente é igual a: 
%606,0)300310(001,005,0 ==−+=tpi 
O aumento na oferta nominal de moeda é igual à soma do aumento na oferta real de moeda 
(9%) com a taxa de inflação (6%), ou seja, uma elevação de 15%. Este aumento é 
permanente. No médio prazo, como o produto natural é constante, a taxa de inflação 
também será igual a 15%. Portanto, os juros nominais no médio prazo serão de 20% (pois a 
taxa natural é de 5%). 
 10
 
 
6. 
 
(a) 
( ) 82,6441575,1
1000
1
1000
3
3
3 ==
+
=
t
t i
P
 
 
(b) 
Em t + 1, a maturidade deste título reduz-se para 2 anos. Desta forma, seu preço esperado 
será: 
( ) ( )etet
e
t ii
P
2,11,1
1,2 11
1000
++
+ +⋅+
=
 
Utilizando a definição de rendimento: 
( ) ( ) ( ) ( )etettt iiii 2,11,1133 1111 ++ +⋅+⋅+=+ 
( ) ( ) ( )ettt iii 1,1122 111 ++⋅+=+ 
Portanto: 
( ) ( )( )
( ) 1600,1
15,1
1550,1
1
11
2
1
2
2
1,1 ==+
+
=+ +
t
te
t i
ii 
( ) ( )( )
( )
( ) 1625,11550,1
1575,1
1
11 2
3
2
2
3
3
2,1 ==
+
+
=+ +
t
te
t i
ii 
O preço esperado do título em t + 1 será: 
54,741
1625,11600,1
1000
1,2 =
⋅
=+
e
tP 
 
(c) 
( ) ( ) 79,7361650,1
1000
1
1000
22
1,2
1,2 ==
+
=
+
+
t
t i
P
 
 
 
7. 
( )
( )
( )
( ) ...05,01
000.1805,01
05,01
000.1805,01000.18 2
2
+
+
⋅−
+
+
⋅−
+=FV 
=








+





+





+⋅= ...
05,1
95,0
05,1
95,01000.18
2
 
=⋅=⋅=






−
⋅=
1,0
05,1000.18
05,1
1,0
1000.18
05,1
95,01
1000.18 
 11
000.1895,10000.18 =⋅= 
 
Note que, como o lucro aumenta de acordo com a inflação esperada, então, em termos 
reais, o lucro é 18.000. 
 
 
8. 
 
(a) 
Valor fundamental: 
( ) ( ) ( ) =




+
+
+
+
+⋅
+
=+
+
+
+
+
+
...
1
1
1
11
1
000.10
...
1
000.10
1
000.10
1
000.10
232 iiiiii
 
000.100000.10
1
11
1
1
000.10
==
+
−
⋅
+
=
i
i
i
 
 
(b) 
Preço da casa no ano 1: 
000.110
1,1
000.121
1
000.111000.10
==
+
+
i
 
 
(c) 
Sim. O preço da casa excede o valor fundamental. Indivíduos estão comprando porque 
esperam que o preço aumentará no futuro. Este aumento esperado, entretanto, não está 
ligado a expectativas de dividendos futuros (aluguéis) mais altos ou taxas de juros mais 
baixas. 
 
 
9. 
 
(a) 
Riqueza humana 000.700000.510000.4010000.1510000.1010 =⋅+⋅+⋅+⋅= 
Dado que a riqueza não humana é zero, a riqueza total é igual a 700.000. 
Como a taxa de juros é nula, consumo 500.17
40
000.700
==
 
 
(b) 
Poupança (por ano): 







<≤−
<≤
<≤−
<≤−
=−
4030 se ,500.12
3020 se ,500.22
2010 se ,500.2
 100 se ,500.7
t
t
t
t
CY tLt 
 
 12
(c) 
Como o indivíduo não pode tomar emprestado, deve consumir sua própria renda nos dois 
primeiros subperíodos. A partir do ano 20, ele poderá novamente suavizar consumo, dado 
que gostaria de poupar. Em outras palavras, o consumo entre t = 20 e t = 39 anos será 
500.22
20
000.50000.400
=
+
 





<≤
<≤
<≤
=
4020 se ,500.22
2010 se ,000.15
100 se ,000.10
t
t
t
Ct 
 
(d) 
A nova trajetória da renda será dada por: 







<≤
<≤
<≤
<≤
=
4030 se ,000.5
3020 se ,000.35
2010 se ,000.20
 100 se ,000.10
t
t
t
t
Y 
A parte (a) não muda, uma vez que a política não afeta a riqueza total do agente. Assim, na 
ausência de restrição de crédito, o indivíduo será indiferente à política. 
Já na parte (c), haverá uma alteração no padrão de consumo. A restrição de crédito ainda 
estará ativa no primeiro subperíodo. Mas de t = 10 em diante, o indivíduo gostaria de 
consumir 000.20
30
000.50000.350000.200
=
++
. Isso implica que a poupança no segundo 
subperíodo é igual a zero, de modo que a restrição de crédito se torna inativa. Neste caso: 



<≤
<≤
=
4010 se ,20000
100 se ,10000
t
t
C
 
Dado que a mudança induz um padrão de consumo mais suave ao longo do tempo, o 
indivíduo seria provavelmente favorável a esta política. 
 
 
10. ANPEC 2004 
 
Ⓞ F ① F ② V ③ V ④ V

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