A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
136 pág.
RECOMENDAÇÕES PARA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL EM ADULTOS INFECTADOS PELO HIV

Pré-visualização | Página 3 de 50

freqüentes em HIV e aids ....................................................................................... 113
 Sarcoma de Kaposi (SK) ...................................................................................................................................................... 113
 Linfoma não-Hodgkin (LNH) ............................................................................................................................................... 114
 Linfoma Primário Cerebral (LPC).......................................................................................................................................... 115
 Neoplasia anal .................................................................................................................................................................... 115
 Câncer cervical invasivo ...................................................................................................................................................... 116
 Malária ............................................................................................................................................................................... 118
Profilaxia.de.infecções.oportunistas........................................................................................... 121
Pneumocistose ................................................................................................................................ 122
Tuberculose ..................................................................................................................................... 122
Toxoplasmose ................................................................................................................................. 122
Candidíase oroesofágica ................................................................................................................. 123
Criptococose ................................................................................................................................... 123
Citomegalovirose ............................................................................................................................ 123
Histoplasmose ................................................................................................................................. 123
Complexo Mycobacterium avium .................................................................................................... 123
ANEXO.A.-.Doses.e.administração.dos.anti-retrovirais............................................................. 126
ANEXO.B.-.Custo.do.tratamento.dos.anti-retrovirais................................................................ 129
Guia de Tratamento�
Desde 1996, ano da publicação da Lei 9.313, o 
Ministério da Saúde vem garantindo o acesso ao 
tratamento anti-retroviral a todas as pessoas que vi-
vem com HIV e que tenham indicação de recebê-lo, 
conforme as recomendações terapêuticas vigentes no 
Brasil. Essas recomendações são revistas e atualizadas 
à medida que novos medicamentos são registrados no 
país ou que novas evidências demonstrem necessidade 
de mudanças nas estratégias de terapia anti-retroviral. 
O acesso universal ao tratamento foi fruto da conquista 
do Ministério da Saúde, dos profissionais de saúde 
comprometidos com o enfrentamento da epidemia e 
– principalmente - da sociedade civil organizada. Até 
o final deste ano, 180.000 brasileiros receberão o tra-
tamento anti-retroviral, no âmbito do acesso universal 
ao tratamento no Brasil.
De fato, a recente história de ampla utilização 
da terapia anti-retroviral altamente ativa em nosso 
país resultou no reconhecido impacto do programa 
brasileiro de DST/aids: melhora nos indicadores de 
morbidade, de mortalidade e qualidade de vida dos 
brasileiros que realizam tratamento para o HIV e aids. 
Por outro lado, contribuiu para o desenvolvimento 
do perfil crônico-degenerativo assumido pela doença 
na atualidade. Parte das pessoas que estão em uso 
de TARV há mais tempo convivem com efeitos da 
toxicidade dos medicamentos, como, por exemplo, a 
lipodistrofia, co-infecções (como a hepatite B ou C) 
e/ou com variantes virais resistentes ao tratamento.
Nesse cenário, o Programa Nacional de DST e Aids 
(PN-DST/AIDS) do Ministério da Saúde e o Comitê 
Assessor em Terapia Anti-retroviral em Adultos e 
Adolescentes buscaram, nos princípios da eqüidade 
e da integralidade, fortalecer a resposta nacional à 
epidemia no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 
Em consonância com esses paradigmas, foi elaborado 
um protocolo mais integral e renovado, capaz de in-
dicar rotinas que qualifiquem e atualizem o enfrenta-
mento da epidemia ante os desafios contemporâneos 
e emergentes, preparando o sistema de saúde para a 
segunda década de acesso universal ao tratamento 
anti-retroviral.
Esse processo teve início em novembro de 2006, 
quando o PN-DST/AIDS reuniu o Comitê Assessor 
para Terapia Anti-retroviral de Adultos e Adolescentes, 
constituído por gestores, representantes da academia, 
serviços especializados, governo e sociedade civil, 
com o objetivo de discutir modificações no processo 
de atualização das Recomendações para Terapia Anti-
retroviral em Adultos para o ano de 2008. Desde então, 
adotaram-se estratégias de manejo de eventuais confli-
tos de interesses e utilizou-se metodologia de análise 
crítica dos setenta mais importantes ensaios clínicos 
em terapia anti-retroviral disponíveis na literatura. 
A ampliação do escopo do documento foi possível 
pela divisão do Comitê em quatro subcomitês volta-
dos para os mais importantes temas do tratamento na 
atualidade: a) Terapia inicial; b) Manejo da resistência; 
c) Toxicidade; d) Co-morbidades. Os subcomitês 
iniciaram então um intenso processo de discussão da 
estrutura dos doze capítulos que compõem o docu-
mento, detalhando as recomendações em cada item 
desenvolvido.
Devido a suas particularidades, o Programa Nacio-
nal decidiu remeter as recomendações de tratamento 
para adolescentes ao Comitê Assessor em Terapia Anti-
retroviral para Crianças Infectadas pelo HIV, já que a 
maior parte desse grupo populacional é acompanhada 
por pediatras na rede pública de saúde.
Na definição das novas recomendações, foram 
considerados os mais recentes avanços no campo do 
tratamento anti-retroviral no manejo da toxicidade e 
Introdução
Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos Infectados pelo HIV �
das condições concomitantes mais freqüentes, consi-
derando os medicamentos atualmente registrados na 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). 
Com intuito de fortalecer a universalidade do 
acesso ao tratamento, além de resultados de segurança, 
eficácia e efetividade dos ensaios clínicos, foi consi-
derado, na tomada de decisão, o fator custo quando o 
potencial benefício de determinado medicamento ou 
recomendação seria desproporcional ao incremento 
no investimento financeiro.
A elaboração das Recomendações para Terapia Anti-
retroviral em Adultos 2008 ocorreu em duas etapas de 
discussão nos subcomitês e duas reuniões do comitê 
assessor, sendo a última com duração de dois dias, em 
03 e 04 de outubro de 2007, e foi caracterizada por in-
tensa participação do comitê nas decisões terapêuticas. 
A mediação do debate e organização dos capítulos foi 
realizada pelo PN-DST/AIDS, em um processo ca-
racterizado pela solidez cientifica, fértil debate, trans-
parência e construção coletiva, culminando em uma 
forma renovada de elaborar o consenso terapêutico, 
um dos emblemas do reconhecido impacto do acesso 
universal ao tratamento no Brasil.
Guia de Tratamento10
Com o objetivo de sistematizar a revisão e atua-
lização do texto Recomendações para Terapia Anti-
retroviral em Adultos para o ano de 2008, foi realizada 
uma busca bibliográfica dos mais importantes ensaios 
clínicos randomizados de terapia anti-retroviral, acom-
panhada de uma análise crítica dos artigos, conforme 
descrito a seguir.