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TORÇÃO TESTICULAR UROLOGIA DEFINIÇÃO E EPIDEMIOLOGIA É uma emergência médica! Torção do cordão espermático, comprometendo a irrigação sanguínea testicular; Caso o quadro persista por mais de 4 a 8h, deve se encaminhar para a cirurgia; Afeta anualmente aproximadamente 4 para cada 100 mil homens com idade inferior a 18 anos; A maioria dos casos -> adolescentes (um outro pico de incidência ocorre em recém-nascidos, com características especiais). ESCROTO AGUDO TIPOS DE TORÇÃO TESTICULAR EXTRAVAGINAL Torção proximal da túnica vaginal; Ocorre no período perinatal durante a descida do testículo e antes da acomodação da túnica vaginal no escroto INTRAVAGINAL Ocorre além do período perinatal (fixação anormal do testículo e do epidídimo dentro da túnica vaginal); É classicamente descrita como “badalo de sino”; Ocorre numa minoria de homens. QUADRO CLÍNICO Dor escrotal súbita e intensa, unilateral; Associada náuseas e vômitos; Dor de leve intensidade (pacientes com torção de longa duração); História de sintomas anteriores de dor testicular intermitente pode estar presente e provavelmente representa torção e destorção intermitente; Edema e hiperemia progressivos da bolsa escrotal; Hidrocele secundária EXAME FÍSICO Determinação da presença, posição e volume de ambos os testículos; Na torção testicular -> testículo doente está aumentado, endurecido, extremamente doloroso, elevado (sinal de Brunzel, testis redux); Testículo pode estar horizontalizado (sinal de Angell); Pode haver atrofia testicular contralateral; Reflexo cremastérico muitas vezes é ausente. Sinal de Angell EXAMES COMPLEMENTARES Apenas em casos de dúvidas diagnósticas relevantes; EAS -> diagnóstico diferencial com orquiepididimite; USG Doppler colorido -> exame de escolha TRATAMENTO Destorção manual Imediata e sem testes de imagem; Os testículos devem ser rodados para fora; Pode ser necessária mais de uma rotação para resolução da torção; Analgésicos são úteis; Cirurgia Urgente, se a destorção não for possível; Caso contrário, eletiva TRATAMENTO CIRÚRGICO Distorção cirúrgica e orquidopexia (acesso transescrotal, preferencialmente através da rafe mediana); Incisão da albugínea -> diminui a pressão sobre o testículo edemaciado; TORÇÃO PERINATAL Ocorre durante o 1º mês de vida; É incomum (12% do total de torções); Torção conjunta da gônada, cordão espermático e vaginal (ainda não fixada) ao nível proximal do anel inguinal externo, geralmente durante a vida intra-uterina; Quadro clínico -> não doloroso, aumento de volume e consistência do testículo (pseudotumoral) e descoloração escrotal azulada/ violácea; Conduta cirúrgica controversa (cirurgia semieletiva ou emergencial?); Abordagem cirúrgica é feita por via inguinal (orquiectomia ipsilateral é necessária). REFERÊNCIA Urologia fundamental / editor Miguel Zerati Filho, Archimedes Nardozza Júnior, Rodolfo Borges dos Reis. São Paulo : Planmark, 2010.